ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 21: 5-9Alimento diário

MÁXIMAS DIVERSAS

 

V. 5 – Aqui temos:

1. O caminho para ser rico. Se desejarmos viver com abundância e conforto no mundo, devemos ser diligentes em nossas atividades, e não recuar do esforço e das dificuldades, mas prosseguir neles, aproveitando todas as vantagens e oportunidades para realizá-las, e fazendo o que fazemos, com todas as nossas forças; mas não devemos ser precipitados nisto, nem nos apressar ou apressar aos outros com isto, mas continuar agindo corretamente e suavemente, o que, como dizemos, faz grandes avanços em um dia. Com a diligência deve haver planejamento. Os pensamentos do diligente são tão necessários como as mãos do diligente. A previsão é tão boa como o trabalho. Vês um homem prudente e diligente? Ele terá o suficiente de que viver.

2. O caminho para ser pobre. Os que são precipitados, que agem impensadamente em seus negócios, e que não tomam tempo para pensar, que ambicionam o ganho, certo ou errado, e que se apressam para ser ricos com práticas injustas ou projetos imprudentes, estão no caminho certo para a pobreza. Os seus planos e pensamentos, pelos quais esperam se exaltar os destruirão.

 

V. 6 – Este verso mostra a tolice dos que esperam enriquecer, por meios desonestos, oprimindo e sobrepujando aqueles com quem lidam, por meio de falsos testemunhos, ou por contratos fraudulentos, a tolice dos que não têm escrúpulos em mentir quando há a possibilidade de lucrar alguma coisa com tal atitude. Eles podem, talvez, ajuntar tesouros desta maneira, mas:

1. Não encontrarão a satisfação que esperam. É uma vaidade, levada de um lado a outro, será desapontamento e angústia de espírito para eles; eles não terão a consolação desta riqueza, nem poderão confiar nela, mas serão perpetuamente inquietos e intranquilos. Esta satisfação será atirada, de um lado a outro, por suas consciências, e pelas censuras dos homens, e eles devem esperar estar em uma pressa constante.

2. Eles encontrarão a destruição que não esperam. Enquanto estão procurando riquezas, por meio destas práticas tão ilícitas, estão, na verdade, procurando a morte; eles se expõem à inveja e à má vontade dos homens pelos tesouros que obtêm, e à ira e à maldição de Deus, pela língua falsa com que obtêm os tesouros, que Ele fará cair sobre eles, e afundá-los no inferno.

 

V. 7 – Veja aqui:

1. A natureza da injustiça. Obter dinheiro com mentiras (v. 6) não é melhor do que o roubo puro e simples. Trapacear é roubar; você pode roubar a carteira de um homem ou pode, ao fazer um negócio, se aproveitar dele por meio de uma mentira, da qual ele não tem proteção nenhuma, a não ser não crendo em você; e não será desculpa para a culpa do roubo dizer que ele poderia decidir se iria crer ou não em você, pois esta é uma dívida que devemos ter com todos os homens.

2. A causa da injustiça. Os homens se recusam a praticar a justiça; eles não darão a todos o que lhes é devido, mas o reterão, e as omissões abrem caminho para comissões; com o tempo eles chegam ao próprio roubo. Os que se recusam a praticar a justiça decidirão praticar a injustiça.

3. Os efeitos da injustiça; ela retornará sobre a cabeça do próprio pecador. O roubo dos ímpios os aterrorizará (segundo alguns); as suas consciências se encherão de horror e espanto, os cortarão, os separarão (segundo outros ); isto os destruirá, aqui e para sempre, por isto foi dito (v. 6) que eles buscam a morte.

 

V. 8 – Isto mostra que, assim como são os homens, também é o seu caminho.

1. Os homens maus têm maus caminhos. Se o homem é rebelde, o seu caminho também é tortuoso; e este é o caminho de muitos homens, tal é a corrupção geral da humanidade. Desviaram-se todos (Salmos 14.2,3); toda a carne perverteu o seu caminho. Mas o homem perverso, o homem de fraude, que age com astúcia e trapaça em tudo o que faz, o seu caminho é tortuoso, contrário a todas as regras de honra e honestidade. É tortuoso, pois você não sabe onde encontrá-lo, nem quando o terá; é tortuoso, pois está alienado de todo o bem, e afasta os homens de Deus e da sua bondade. É aquilo que Ele contempla à distância, e todos os homens honestos também o fazem.

2. Os homens que são puros provam sê-lo por suas obras, pois são retas, são justas e regulares; e são aceitas por Deus e aprovadas pelos homens. O caminho da humanidade, na sua apostasia, é perverso e tortuoso; mas quanto aos puros, os que, pela graça de Deus, são recuperados deste estado, de que há um aqui e outro ali, a sua obra é reta, como foi a de Noé, no mundo antigo (Genesis 7.1).

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ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 20: 25-28

Alimento diário

MÁXIMAS DIVERSAS

 

V. 25 – Duas coisas, pelas quais Deus é grandemente ofendido, são aqui descritas como laços para os homens, envolvendo-os não somente em culpa, mas em dificuldades e destruição, no final:

1. O sacrilégio, a separação, por parte do homem, de coisas santas, e a sua conversão para seu próprio uso, o que é aqui, descrito como devorá-las. O que é dedicado de alguma maneira ao serviço e à honra ele Deus, para o sustento da religião e ela adoração divina ou para o alívio dos pobres, deve ser conscienciosamente preservado para os propósitos aos quais foi designado; e aquele que, diretamente ou indiretamente, se apropria ilegalmente de tais coisas, ou anula o propósito para o qual se destinavam, terá muito a explicar. Roubará o homem a Deus? Nos dízimos e nas ofertas alçadas? (Malaquias 3.8). Os que passam por cima dos deveres religiosos (a sua pregação e oração) e os realizam apressadamente e sem cuidado, como impacientes para que logo sejam concluídos, podem ser descritos como devorando o que é sagrado.

2. A ruptura do concerto. É um laço para o homem, depois ele ter feito votos a Deus, indagar como poderá escapar deles, ou ser dispensado deles, e inventar desculpas para infringi-los. Se o seu assunto era duvidoso, e as expressões ambíguas, era culpa dele: ele deveria tê-los feito com mais cautela e consideração, pois isto envolverá a sua consciência (se ela for sensível) em grandes perplexidades, se ele tiver que investigar a respeito de tais fatos, posteriormente (Eclesiastes 5.6); pois, depois que abrimos a nossa boca para o Senhor , é tarde demais para pensar em recuar (Atos 5.4).

 

V. 26 – Veja aqui:

1. Qual é a função dos magistrados. Eles devem ser um terror para os malfeitores. Eles devem dissipar os ímpios, que se aliam, para auxiliar e encorajar; uns aos outros, nas obras do mal: e não há como fazer isto, se não trazendo castigos sobre eles, isto é, colocando as leis em execução contra eles, esmagando o seu poder e reprimindo os seus projetos. A severidade deve, às vezes. ser usada para livrar a nação daqueles que são abertamente malévolos e pecadores, pervertidos e corruptores.

2. Qual é a qualificação necessária dos magistrados para que possam fazer isto. Eles precisam ser piedosos e prudentes, pois é o rei sábio, que é religioso e também criterioso, que irá conseguir a supressão do mal e a reforma dos costumes.

 

V. 27 – Temos aqui a dignidade da alma, a magnífica alma do homem, aquela luz que ilumina todos os homens.

1. É uma luz divina; é a lâmpada do Senhor, uma lâmpada da sua luz, pois é a inspiração do Todo-Poderoso que nos dá entendimento. Ele forma o espírito do homem dentro dele. É segundo a imagem de Deus que o homem se renova para o conhecimento. A consciência, esta nobre faculdade, é a representante de Deus na alma: é uma lâmpada dos espíritos é, portanto, chamado de Pai das luzes.

2. É uma luz reveladora. Com a ajuda da razão, nós podemos conhecer os homens, avaliar seu caráter e mergulhar em seus desígnios, e com a ajuda da consciência, podemos conhecer a nós mesmos. O espírito de um homem tem uma autoconsciência (l Coríntios 2.11); ela investiga as disposições e sentimentos da alma, louva o que é bom, condena o que não é, e julga os pensamentos e as intenções do coração. Esta é a função, este é o poder da consciência, devemos, portanto. nos preocupar com que seja informada corretamente, e mantida sem profanação.

 

V.  28 – Aqui temos :

1. As virtudes de um bom rei são a benignidade e a verdade, particularmente a benignidade, pois é mencionada duas vezes aqui. Ele deve ser estritamente fiel à sua palavra, deve ser sincero e abominar toda e qualquer dissimulação, deve desempenhar religiosamente todas as atribuições que lhe foram confiadas, deve sustentar e encorajar a verdade. De igual maneira, deve governar com clemência, e por todos os atos de compaixão, conquistar o afeto do seu povo. A benignidade e a verdade são as glórias do trono de Deus, e os reis são chamados de deuses.

2. Os benefícios que ele obtém com elas. Estas virtudes preservarão a sua pessoa e sustentarão o seu governo, e o tornarão tranquilo e seguro, amado pelo seu próprio povo e temido por seus inimigos, se vier a ter algum.

ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 20: 17-20

Alimento diário

MÁXIMAS DIVERSAS

 V. 17 – Observe:

1. Pode ser agradável, à carne, aceitar o pecado: o pão da mentira, a riqueza obtida por meio de fraude, por mentira e opressão, pode ser doce para um homem, e ainda mais doce por ser obtida de maneira ilícita; tal é o prazer que a mente carnal sente com o sucesso de seus projetos ímpios. Todos os prazeres e benefícios do pecado são o pão da mentira. Eles são roubados, pois são frutos proibidos; e enganarão os homens, pois não são aquilo que prometem. Durante algum tempo, no entanto, ficam debaixo da língua, como um doce bocado, e o pecador se considera bem-aventurado neles. Mas:

2. Amargos se tornarão. Posteriormente, a boca do pecador se encherá de pedrinhas de areia. Quando a sua consciência for despertada, quando ele vir que foi enganado, e perceber a ira de Deus contra ele, pelo seu pecado, como será, então doloroso e desconfortável a lembrança desse pecado! Os prazeres do pecado duram apenas algum tempo, e são seguidos pela angústia. Algumas nações puniam os malfeitores, misturando areia ao seu pão.

 

V. 18 – Observe:

1. É bom, em todos os aspectos, agir com deliberação, e ponderar, pelo menos em nosso próprio pensamento, e, em questões importantes, consultar nossos amigos, antes de decidir, mas particularmente pedir o conselho de Deus, e implorar que Ele nos oriente, e observar a orientação que vier dele. Esta é a maneira de estabelecer nossas mentes e nossos propósitos, e de sermos bem sucedidos em nossos negócios; ao passo que tudo o que é feito apressadamente e com precipitação se torna o motivo de um arrependimento constante. Dedique tempo à ponderação, e, no cômputo final, você agirá mais depressa.

1. É particularmente sensato que sejamos cautelosos ao fazer guerras. Considere, e aconselhe-se, se a guerra deve começar ou não, se isto será justo, se será prudente, se nós seremos um páreo para o inimigo, e capazes de dar continuidade a ela, quando for tarde demais para a retirada (Lucas 14.31); e, uma vez iniciada, considere como e com quais estratégias deverá ter continuidade, pois a administração é tão necessária como a coragem. Recorrer à lei é uma maneira de ir à guerra; por esta razão, é algo que deve ser feito com conselhos prudentes (Provérbios 25.8). A lei entre os romanos era nem insistir na guerra, nem fugir dela

V. 19 – É perigoso conviver com dois tipos de pessoas:

1. Os mexeriqueiros, ainda que sejam aduladores e, por palavras agradáveis, se insinuem nos relacionamentos dos homens. São pessoas sem princípios as que vivem difundindo estórias que provocam discórdias entre vizinhos e parentes, que semeiam, nas mentes das pessoas, inveja de seus governantes, de seus ministros, e uns dos outros, que revelam segredos que lhes são confiados ou que, por meios ilícitos, vêm a conhecer, e que, sob o pretexto de adivinhar os pensamentos e as intenções dos homens, dizem quais deles são realmente falsos. “Não te relaciones com estas pessoas, não lhes dês ouvidos, quando contam suas estórias e revelam segredos, pois podes ter certeza de que trairão os teus segredos também, e contarão estórias sobre ti”.

2. Os aduladores, pois normalmente são mexeriqueiros. Se um homem o adula, o lisonjeia e elogia, suspeite que ele tem algum mau propósito em relação a você, e fique vigilante; ele tomará de você aquilo que servirá para que ele invente uma estória para outra pessoa, para prejudicá-lo, por isto, com o que afaga com seus lábios, não te entremetas. Os que amam muito o seu próprio louvor, e que o compram pagando muito caro, depositarão a sua confiança em um homem, e lhe confiarão um segredo, porque ele os adula.

 

V. 20 – Aqui temos:

1. Um filho desobediente que se tornou muito ímpio gradualmente. Ele começou desprezando seu pai e sua mãe, ignorando suas instruções, desobedecendo às suas ordens, e se enraivecendo com suas repreensões, mas chegou a tal nível de atrevimento e impiedade, a ponto de amaldiçoá-los, de se dirigir a eles com linguajar obsceno e ultrajante, e de desejar o mal àqueles que foram essenciais para a sua existência e que tiveram tantos cuidados com ele; ele faz isto desafiando a Deus e à sua lei, segundo a qual, este era um crime punível com a morte (Êxodo 21.17, Mateus 15.4), e uma violação a todos os laços de dever, afeto natural e gratidão.

2. Um filho desobediente que se tornará muito infeliz, no final: “Apagar-se-lhe-á a sua lâmpada e ficará em trevas densas”; toda a sua honra cairá por terra, e ele perderá para sempre a sua reputação. Que nunca espere nenhuma paz ou consolação em sua mente, nem prosperidade neste mundo. Os seus dias serão abreviados, e a sua lâmpada se apagará, de acordo com o inverso da promessa do quinto mandamento. O relacionamento com a sua família será rompido, e a sua descendência será uma maldição para ele. E isto será a sua eterna ruína: a lâmpada da sua felicidade ficará na mais negra das trevas (este é o significado da palavra), aquela que é eterna (Judas 13, Mateus 22.13).

ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 20: 13-16

Alimento diário

MÁXIMAS DIVERSAS

 

V.13 – Observe:

1. Os que se gratificam no seu ócio podem esperar que lhes faltem itens necessários e essenciais, que deveriam ter sido obtidos por meio do trabalho honesto. Ainda que precises dormir (a natureza o exige), não ames o sono, como os que odeiam o trabalho. Não ames o sono, em si mesmo. mas somente como seja apropriado para que possas trabalhar. Não ames o sono, mas lamenta o tempo que é perdido nele, e deseja que possas viver sem ele, para que possas estar sempre envolvido no exercício de algo bom. Nós devemos permitir o sono ao nosso corpo, como os homens o permitem aos seus servos, porque estes não podem evitá-lo, e, não fosse assim, não lhes serviriam para nada. Os que amam o sono provavelmente serão empobrecidos, não somente porque perdem o tempo que usaram com o excesso de sono, mas porque contraem uma disposição apática e descuidada, e permanecem meio adormecidos, jamais estando totalmente despertos.

2. Os que se entusiasmam em seu trabalho podem esperar ter comodidade: abre os teus olhos, desperta-te e livra-te do sono, vê como já vai alto o dia, como o teu trabalho te necessita, e como estão atarefados os que estão à tua volta; e, quando estiveres desperto, olha os teus benefícios, e não percas oportunidades; dedica a tua mente intensamente aos teus negócios, e preocupa-te com eles. É a condição cômoda de um grande benefício: “Abre os teus olhos e te fartarás de pão”; ainda que não enriqueças, terás o suficiente, e isto é tão bom como um banquete.

 

V. 14 – Veja aqui:

1. Os artifícios que usam os homens, para conseguir uma boa barganha e pagar barato pelo que compram. Não somente pechincham com indiferença, como se não tivessem necessidade, não se importassem com a mercadoria, quando, talvez. não consigam passar sem ela (isto pode ser sinal de prudência), mas também denigrem e desvalorizam aquilo que sabem ter valor; clamam, “Nada vale, nada vale; tem este e aquele defeito, ou talvez possa ter; não é bom; e é caro demais: nós poderemos encontrar a mesma coisa, mais barata e melhor, em outro lugar, ou já compramos algo melhor e mais barato”. Este é o seu modo comum de lidar com os seus assuntos e negócios; e, afinal, pode ser que eles saibam que a verdade é o oposto do que afirmam; mas o comprador; que pode pensar que não tem outra maneira de ser justo com o vendedor, elogia de maneira extravagante as suas mercadorias, e justifica o preço que lhes atribui, e assim há erros dos dois lados. Assim sendo, a barganha seria feita igualmente bem, se tanto o comprador como o vendedor fossem modestos e falassem o que pensam.

2. O orgulho e o prazer que os homens obtêm de uma boa barganha, quando a conseguem, ainda que nisto contradigam a si mesmos. e reconheçam que foram dissimulados quando estavam realizando a barganha. Quando o comprador derrota o vendedor, que prefere baixar seu preço a perder um cliente (como muitos comerciantes pobres são forçados a fazer – um pequeno lucro é melhor do que nenhum), então segue o seu caminho, e se vangloria da mercadoria excelente que comprou, pelo preço que ele mesmo estipulou, e interpreta como uma afronta sobre o seu juízo se alguém desprestigia a sua barganha. Talvez ele conhecesse o valor da mercadoria melhor do que o próprio vendedor, e soubesse que grande negócio ele fez. Veja como os homens são propensos a sentir satisfação com suas conquistas, e orgulho de seus truques; ao passo que uma fraude e uma mentira são aquilo de que um homem deveria se envergonhar, ainda que tenha lucrado muito com elas.

 

V. 15 – Os lábios do conhecimento (um bom entendimento, que oriente os lábios, e uma boa elocução, para difundir o conhecimento) devem ser preferidos ao ouro, e pérolas, e rubis, pois:

1. São mais raros, mais difíceis de obter, e menos abundantes. Têm ouro nos bolsos muitos homens que não têm graça no seu coração. Nos tempos de Salomão, havia abundância de ouro (1 Reis 10.21), e abundância de rubis; todos os usavam; eles podiam ser comprados em todas as cidades. Mas a sabedoria é uma coisa rara, uma joia preciosa; poucos a têm de modo a fazer o bem com ela, e ela não pode ser comprada dos comerciantes.

2. Eles nos trazem mais riquezas e mais adornos. Eles nos tornam ricos, com relação a Deus, ricos em boas obras (1 Timóteo 2.9,10). Muitos apreciam o ouro, e um ou dois rubis não lhes adiantarão, eles precisam ter um grande número deles, um armário de joias; mas aquele que tem os lábios do conhecimento despreza estas joias, porque conhece e possui coisas melhores.

 

V. 16 – Aqui são mencionados dois tipos de pessoas, que estão destruindo seus bens, e em breve serão mendigos, e por isto não devemos ser seus fiadores:

1. Aqueles que se fazem fiadores de qualquer pessoa que lhes peça, que se envolvem em garantias impensadas para satisfazer a seus companheiros ociosos. No final, eles fraquejarão, não poderão resistir por muito tempo; estes desperdiçam os seus bens por atacado.

2. Os que se aliam com pessoas abandonadas, que tratam delas, e as cortejam, e lhes fazem companhia. Em pouco tempo, serão mendigos; nunca lhes dê crédito, sem uma boa garantia. Os estranhos têm estranhas maneiras de empobrecer os homens, para enriquecer a si mesmos.

ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 20: 9-12

Alimento diário

MÁXIMAS DIVERSAS

 

V. 9 – Esta pergunta não é apenas um desafio a qualquer homem do mundo, para que prove ser sem pecado, seja o que for que ele pretenda, mas uma lamentação pela corrupção da humanidade, até mesmo dos que permanecem entre os melhores. Ai! Quem poderá dizer: “Limpo estou de meu pecado”? Observe:

1. Quais são as pessoas que estão excluídas destas pretensões – todas, umas e outras. Aqui, nesta condição imperfeita, nenhuma pessoa pode ter a pretensão de estar sem pecados. Adão podia dizer isto, quando ainda era inocente, e os santos poderão dizer isto, no céu; mas, nesta vida, ninguém poderá dizê-lo. Os que se julgam tão bons como deveriam ser não podem dizer isto, e os que são realmente bons não desejarão, e não ousarão, dizer isto.

2. Qual é a pretensão que é excluída. Não podemos dizer: “Purifiquei o meu coração”. Ainda que possamos dizer, pela graça, “Estamos mais puros do que estávamos”, não podemos dizer, “Estamos limpos e purificados de todos os resíduos do pecado”. Ou, ainda que estejamos limpos dos atos grosseiros e graves do pecado, não podemos dizer, “Os nossos corações estão purificados”. Ou, ainda que estejamos lavados e limpos, não podemos dizer, “Nós mesmos purificamos o nosso coração”; pois isto foi obra do Espírito em nós. Ou, ainda que estejamos purificados dos pecados cometidos por muitas outras pessoas, ainda assim não podemos dizer, “Limpo estou de meu pecado, do pecado que tão facilmente me importuna, do corpo da morte de que Paulo se queixou” (Romanos 7.24).

 

V. 10 – Veja aqui:

1. As várias habilidades que os homens têm para enganar, males cuja raiz é o amor pelo dinheiro. Na antiguidade, ao pagar e receber dinheiro, o que normalmente era feito com o uso de balanças, muitos tinham diferentes pesos, um peso menor do que o devido, para o que pagavam, e um peso maior do que o devido, para o que recebiam; ao entregar e receber bens, tinham medidas diferentes, uma medida reduzida que usavam para vender, e uma medida aumentada que usavam para comprar. Isto era feito e tramado, de maneira injusta, sob o pretexto de agir corretamente. Nestas atividades se incluem todos os tipos de fraude e engano, no comércio e nos negócios.

2. O desprazer de Deus com eles. Independentemente do que sejam com relação ao dinheiro ou aos bens, compradores ou vendedores, são todos igualmente uma abominação para o Senhor. Não prosperarão os negócios que são feitos desta maneira, e não será abençoado o que for obtido desta maneira. Deus odeia aqueles que violam a fé pela qual se mantém a justiça, e será o vingador dos prejudicados.

 

V. 11 – À árvore se conhece pelos seus frutos, ao homem, por suas obras; até uma árvore jovem, por suas primícias, uma criança por suas coisas infantis, quer o seu trabalho seja somente aparentemente bom (a palavra é usada em Provérbios 16.2), ou justo, isto é, verdadeiramente bom. Isto sugere:

1. Que as crianças se revelarão a si mesmas. Logo poderemos ver qual é o seu temperamento, e para que lado a sua inclinação as leva. conforme a sua constituição. Os filhos não aprenderam a arte de dissimular e esconder a sua tendência, como os adultos.

2. Que os pais devem observar seus filhos, para que possam descobrir a sua disposição e o seu talento, e administrá-los e dispor deles, de maneira apropriada, martelar o prego que entra corretamente e extrair o que entra errado. Nisto, a sabedoria é útil, para orientar.

 

V. 12 – Observe:

1. Deus é o Deus da natureza, e todas as forças e faculdades da natureza derivam dele, e dependem dele, e por isto devem ser empregadas para Ele. Foi Ele que formou o olho e fez o ouvido (Salmos 94.9), e a estrutura de ambos é admirável; e é Ele que nos preserva o uso de ambos; devemos à sua providência o fato de que nossos olhos vejam e de que nossos ouvidos ouçam. A audição e a visão são os sentidos do aprendizado. e devemos reconhecer neles particularmente a bondade de Deus.

2. Deus é o Deus de graça. É Ele quem dá o ouvi do que ouve a voz de Deus, o olho que vê a sua beleza pois é Ele quem abre o entendimento.

ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 20: 5-8

Alimento diário

MÁXIMAS DIVERSAS

 

V. 5 – Aqui está escrito que a sabedoria de um homem lhe será útil para sondar outras pessoas e mergulhar nelas:

1. Para obter o conhecimento delas. Embora os conselhos e desígnios dos homens sejam tão cuidadosamente es­ condidos por ele, de modo que são corno águas profundas que não podemos compreender, ainda assim há aqueles que, com insinuações furtivas, e perguntas que parecem estranhas, conseguem extrair deles tanto o que fizeram corno o que pretendem fazer. Portanto, os que desejam guardar seus conselhos devem não somente se revestir de determinação, corno manter sua guarda.

2. Para obter o conhecimento por intermédio delas. Alguns são muito capazes e apropriados para dar conselhos, tendo excelente habilidade de ser fiéis, de identificar o ponto crucial de uma dificuldade e de aconselhar de maneira pertinente, mas são modestos, e reservados, e não são expansivos; eles têm muito conhecimento, mas não o divulgam. Neste caso, um homem de inteligência o extrairá, corno o vinho de um recipiente. Nós perdemos o benefício que poderíamos ter pela convivência com homens sábios, por falta de habilidade de ser inquisitivos.

 

V. 6 – Observe:

1. É fácil encontrar os que fingem ser bondosos e caridosos. Muitos homens se dizem homens de misericórdia, se vangloriam do bem que fizeram e do bem que pretendem fazer ou, pelo menos, do afeto que têm por fazer o bem. Muitos homens falam muito sobre a sua caridade, generosidade, hospitalidade e piedade, elogiando a si mesmos, corno os fariseus, e a menor bondade que realizarem, a apregoarão, e falarão dela corno algo grandioso.

2. Mas é difícil encontrar os que são verdadeiramente bondosos e generosos, que fizeram e que ainda farão mais do que mencionaram ou mais do que solucionar aquilo com que se preocuparam, que estejam prontos a ouvir, que serão verdadeiros amigos diante de urna necessidade; urna pessoa que mereça tamanha confiança é como um cisne negro.

 

V. 7 – Aqui se observa, para a honra de um homem bom:

1. Que ele faz o bem para si mesmo. Ele tem determinadas regras, pelas quais, com mão firme, ele se governa: o justo anda na sua sinceridade; ele mantém uma boa consciência, e tem a consolação disto, pois é a sua alegria. Ele não está sujeito a inquietudes, seja por tramar o que fará ou por refletir sobre o que fez, corno os que são propensos a andar na falsidade.

2. Que ele faz o bem à sua família: “Bem-aventurados serão os seus filhos depois dele”, pois serão bem sucedidos, por causa dele. Deus tem misericórdia armazenada para a semente dos fiéis.

 

V. 8 – Aqui temos:

1. O caráter de um bom governante: é um rei, que merece ser assim chamado, aquele que se assenta no trono, não como um trono de honra, para obter tranquilidade, e imponência, e obrigar os homens a manter distância, mas como um trono de juízo, para que possa fazer justiça, fazer compensação aos ofendidos e punir os transgressores, um rei que faz do seu trabalho o seu deleite, e que não tem outro prazer comparável a este, que não transfere o cuidado e as preocupações a outras pessoas, mas que toma pessoalmente conhecimento dos assuntos, e vê com seus próprios olhos tanto quanto é possível (1 Reis 10.9).

2. O feliz resultado de um bom governo. A presença do príncipe expulsa a iniquidade; se ele inspecionar pessoalmente os seus assuntos, os que são subordinados a ele serão reverentes e impedidos de agir mal. Se os nobre s forem homens bons, e usarem o seu poder como podem e devem, quanto bem poderão fazer, e quanto mal poderão impedir!

ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 20: 1-4Alimento diário

MÁXIMAS DIVERSAS

 

V. 1 – Aqui temos:

1. O pecado da embriaguez: “O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora”. Assim é para o próprio pecador; o vinho zomba dele, faz dele um tolo, e lhe promete uma satisfação que jamais lhe poderá dar. Ele lhe sorri, a princípio, mas no final, o morde. Ele se enfurece na sua consciência, no seu corpo, faz ferver o temperamento. Quando o vinho entra, a sensatez sai, e então o homem, de acordo com o seu temperamento natural. ou zomba como um tolo, ou se enfurece, como um louco. A ingestão de bebidas alcoólicas, que se faz como urna prática sociável, torna os homens inadequados para a sociedade, pois faz com que sejam cruéis com suas línguas e afrontosos em suas paixões, (Provérbios 23.29).

2. Com base nisto, é fácil deduzir a tolice daqueles que se embriagam. Todo aquele que neles errar, que se permitir ser arrastado para este pecado, quando foi tão claramente advertido das suas consequências, nunca será sábio; ele mostra que não tem bom senso nem considera as coisas; e não somente isto, mas se torna incapaz de obter sabedoria; pois este é um pecado que encanta cegamente e confunde os homens, e captura seu coração. Aquele que se embriaga é um tolo, e tolo provavelmente será.

 

V. 2 – Veja aqui:

1. Como são formidáveis os reis, e o ter­ ror que eles provocam naqueles com os quais se iram. O terror dos reis, com que (especialmente quando são absolutos , e a sua vontade é uma lei) conservam seus súditos reverentes, é como o bramido de um leão, que é aterrorizante para as criaturas elas quais ele se alimenta, e as faz tremer tanto que não conseguem escapar dele. Os príncipes que governam com sabedoria e amor governam como o próprio Deus, e trazem a sua imagem, mas os que governam meramente pelo terror, e com violência, governam apenas como um leão na floresta, com poder brutal.

2. Como são insensatos, portanto, os que entram em conflitos com os reis, que se iram com eles, desta maneira provocando a sua fúria. Estes pecam contra suas próprias vidas. Muito mais o fazem os que provocam a ira do Rei cios reis.

 

V. 3 – Isto pretende retificar os enganos dos homens, a respeito de contendas.

1. Os homens pensam que é sensato se envolver em questões e contendas, quando é a maior tolice que pode haver. Julga-se como um homem sensato aquele que é rápido para se ressentir de afrontas, que insiste em todas as minúcias de honra e direito, e que não declina de uma vírgula sequer, que ordena, e impõe, e faz a lei para todos; mas aquele que faz isto é um tolo, e cria uma grande quantidade de perturbação desnecessária para si mesmo.

2. Os homens pensam, quando se envolvem em contendas, que seria uma vergonha voltar atrás e abaixar as armas, quando, na realidade, para um homem é uma honra deixar de lutar, uma honra abandonar uma controvérsia, perdoar uma ofensa, e ter amizade com aqueles com quem brigou. É honra para um homem, um homem sábio, um homem de coragem, mostrar o controle que tem sobre si mesmo, deixando de lutai; cedendo, curvando-se, e abandonando suas justas exigências, pelo bem da paz, como Abraão, o melhor homem (Genesis 13.8).

 

V. 4 – Veja aqui o mal da preguiça e do amor pela ociosidade.

1. 1.A preguiça afasta os homens das atividades mais necessárias, como arar e semear, na época adequada: o preguiçoso tem um terreno para ocupar, e tem a habilidade de fazê-lo, ele pode arar. mas não quer fazê-lo; uma desculpa ou outra ele poderá apresentai; para se livrar do trabalho, mas a ver­ dadeira razão é o fato de que é inverno. Ainda que o tempo de arar não seja no auge do inverno, é próximo ao inverno, quando o preguiçoso julga que o clima está frio demais para que ele saia de casa. São escandalosamente preguiçosos aqueles que, nos seus negócios, não conseguem encontrar ânimo para se dedicar a uma tarefa tão pequena como a de arar; sob o pretexto de uma dificuldade tão pequena como a de um vento frio. Da mesma maneira, muitos são descuida­ dos nos assuntos de suas almas; uma dificuldade insignificante os amedrontará e afastá-la do dever mais importante; mas os bons soldados devem suportar dificuldades.

2. Desta maneira, a preguiça os priva do que é mais necessário: os que não desejam arar no tempo da semeadura não podem esperar ter o que colher na sega; e por isto deverão mendigar o seu pão com estupor, enquanto os diligentes levam seus molhos para casa com alegria. Aquele que não deseja se submeter ao trabalho de arar deverá se submeter à vergonha de mendigar: Eles mendigarão na sega, e nada terão, nada receberão, nem quando houver uma grande abundância. Embora possa ser caridade promover o alívio dos preguiçosos, ainda assim um homem pode, com razão, não aliviá-los; eles merecem ser deixados à mendicância e à fome. As virgens que não providenciaram azeite para suas lâmpadas no momento certo, imploraram, quando o esposo chegou, mas seus pedidos foram negados.