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GÊMEOS ENTRE O CÉU E A TERRA

A NASA fez uma experiência com dois irmãos idênticos: um foi para o espaço, o outro ficou na Terra. Depois de quase um ano, observaram-se diferenças surpreendentes entre eles.

Gêmeos entre o céu e a terra

“A imaginação é mais importante que o conhecimento. Pois o conhecimento é limitado, enquanto a imaginação abraça o mundo.” A máxima do físico alemão Albert Einstein (1879-1955) pode ser aplicada, sem esforço, para descrevera própria genialidade. Afinal, suas teorias eram de tal modo criativas, inusitadas, desconcertantes que, na impossibilidade de então comprová-las na prática, ele recorria a alegorias para torná-las compreensíveis – os famosos Gedankenexperiment. Tome-se o caso da Teoria da Relatividade, que, entre outras conclusões, trouxe a ideia de que tempo e espaço fazem parte da mesma equação, são flexíveis e também – com o perdão da redundância – relativos. Uma das formas utilizadas por Einstein para ilustrar o conceito foi o Paradoxo dos Gêmeos. Nele, imaginam­se gêmeos idênticos na seguinte situação: um é enviado ao cosmo, viajando próximo da velocidade da luz, enquanto o outro fica na Terra. O que aconteceria a ambos? Pela distorção do espaço­ tempo, o gêmeo cosmonauta envelheceria bem menos. Pois bem: no último dia 11, a Nasa divulgou, na revista científica americana Science, um estudo que lembra o Paradoxo dos Gêmeos.

Os personagens, agora reais, do experimento foram os americanos Mark e Scott Kelly, gêmeos idênticos nascidos em 21 de fevereiro de 1964, cinco anos antes de Neil Armstrong tornar-se o primeiro homem a pisar na Lua. Os irmãos cresceram no Estado de Nova Jérsey, ambos com o sonho de aventurar-se no espaço – como Armstrong. Formaram-se em engenharia, ingressaram na Aeronáutica e, após missões militares, candidataram-se ao trabalho na Nasa, sendo aprovados no mesmo ano, 1996, para a carreira de astronauta. Mark, porém, aposentou-se precocemente, em 2011, devido a uma tragédia: sua mulher, a deputada democrata Gabrielle Giffords, foi alvo de um atentado sórdido, e ele largou tudo para se dedicar ao seu restabelecimento. Scott, entretanto, continuou na profissão. Os caminhos diferentes seguidos por eles a partir daí deram abertura para uma experiência inédita, realizada entre 2015 e 2016: enviar ao cosmo um gêmeo (Scott) enquanto seu irmão (Mark) ficava por aqui, na Terra. Assim, Scott foi para a Estação Espacial Internacional e permaneceu lá durante 340 dias (um recorde para um astronauta da Nasa) enquanto Mark continuou sua vida normal no planeta. Cientistas de doze universidades americanas debruçaram-se sobre os resultados do estudo Em comparação com o corpo de Mark, o de Scott experimentou um grande número de mudanças em razão de sua permanência no espaço. Seu sistema imunológico produziu novos mecanismos de defesa e ele ganhou 5 centímetros de altura. No entanto, seu desempenho físico decaiu – mesmo com a exigência de duas horas de exercícios diários na estação espacial, enquanto Mark não seguia uma rotina similar e tinha uma dieta irregular. Em decorrência da falta de gravidade na estação espacial, Scott teve o organismo fragilizado: partes do globo ocular inflamaram-se, os ossos se tornaram 10% mais finos e músculos se atrofiaram. Já seu cérebro demonstrou boa performance: Scott levou vantagem em testes de atenção em relação a Mark.

Na pesquisa, detectaram-se ainda alterações nos genes. Uma delas, de teor surpreendente: houve um prolongamento dos telômeros, partes do DNA que protegem o organismo do envelhecimento. No espaço, esses trechos se alongaram, o que retardou a deterioração do corpo. Diferentemente do que prevê o Paradoxo dos Gêmeos na hipótese criada por Einstein, isso não ocorreu por causa de alguma distorção no espaço-tempo – Scott, claro, não viajou à velocidade da luz -, e sim por prováveis efeitos da radiação dos raios cósmicos. “Mesmo depois de estar aqui por quase um ano, não me sinto normal”, declarou Scott em 2017, após seu retorno ao solo terrestre. O corpo do astronauta começou a se adaptar ao planeta cerca de um mês depois do regresso – lentamente. Durante algum tempo, Scott relatou, por exemplo, que sentia as “pernas bambas, as juntas doendo e a pele queimando”. “O fato de que Scott e Mark são gêmeos idênticos realmente eliminou alternativas do motivo de terem surgido diferenças entre os organismos deles no período da experiência”, afirma a bióloga Susan Bailey, da Universidade do Colorado, que participou do estudo. ”Podemos dizer que as alterações em Scott se deram em razão do voo espacial, “completa ela.

Desde o início da exploração espacial o próprio cosmo serve de principal laboratório para a preparação das missões. Em 1967, os soviéticos puseram em órbita a primeira nave Soyuz tripulada, na tentativa de descobrir se seria possível realizar o que hoje é um feito corriqueiro: acoplar a nave a outro módulo em pleno espaço. O experimento culminou em tragédia: ao entrar na atmosfera, o paraquedas da nave não se abriu e ela se chocou contra o solo, matando o cosmonauta Vladimir Komarov. Contudo, somente porque houve tentativas como essa – e outras, bem-sucedidas – é que hoje se tem o conhecimento necessário para realizar missões regulares em direção à estação espacial.

Um dos principais objetivos da pesquisa com os gêmeos foi fornecer informações que possam ajudar outros astronautas. Para combater, por exemplo, a deterioração de ossos e músculos, podem ser desenvolvidos exercícios físicos e até mesmo medicamentos capazes de reduzir tais efeitos provocados por uma eventual longa estada fora de órbita. Já as transformações genéticas e do sistema imunológico podem vir a orientar quais tipos de vacina devem ser tomados antes do embarque para uma jornada nas estrelas.

Para além dessa proposta de buscar mitigar efeitos físicos da permanência no cosmo, será     preciso atentar ainda para as consequências psíquicas decorrentes de viagens dessa natureza. No fim do primeiro dia de exploração da Lua, o astronauta americano James Irwin (1930 – 1991), por exemplo, integrante da Apollo 15, avisou no rádio de comunicações que estaria tendo visões epifânicas enquanto caminhava no satélite (ele foi o oitavo homem a realizar tal proeza). Ao retornar à Terra, em 1971, Irwin pôs de lado a ciência e se dedicou a fundar uma seita, que tentou encontrar destroços da Arca de Noé. Preparar os astronautas, física e psiquicamente, para longas estadas sem gravidade será fundamental para o êxito de um dos mais ambiciosos projetos humanos: enviar uma primeira missão tripulada a Marte, algo que a Nasa planeja fazer até os anos 2030.

Gêmeos entre o céu e a terra. 2 

SEM O PESO DO MUNDO

Enquanto Mark Kelly permaneceu na Terra, seu irmão Scott passou 340 dias na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Leia as principais consequências da vivência em órbita.

Gêmeos entre o céu e a terra. 3

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OUTROS OLHARES

A CORRIDA PELO COMPUTADOR QUÂNTICO

Tecnologia que deve movimentar US$ 50 bilhões até 2030 traz a premissa de acelerar o avanço da Inteligência Artificial e revolucionar a economia, da agricultura à medicina.

A corrida pelo computador quântico

O padrão de computação com o qual estamos acostumados se baseia no sistema binário. ISSO Significa que em um arquivo de texto (o código base usado em todo tipo de arquivo), cada letra é representada por combinações dos números zero e um. Já na computação quântica, a métrica é infinitamente mais abrangente porque o modelo binário dá lugar a sobreposições sem limite. Assim, os bits quânticos, ou qubits, têm a capacidade de armazenar não só um único texto por arquivo, mas todos os textos possíveis para a mesma quantidade de caracteres — inclusive os textos que ainda nem foram escritos. Está confuso? Então pense na computação atual como a era anterior à invenção da prensa móvel por Gutenberg, no século 15. A computação quântica é tudo o que virá depois. Nela, os computadores serão expressivamente mais rápidos e irão consumir muito menos energia. Parece coisa de ficção científica, e por isso ela desperta uma corrida entre gigantes como IBM, Google, Intel e Microsoft, além de startups como Rigetti ou a canadense D-Wave.

E, evidentemente, não se trata de uma corrida por vaidade pelo pioneirismo. Trata-se de muito dinheiro. É um mercado potencial que deve movimentar, somente nesta fase de testes, ao menos US$ 50 bilhões até 2030, de acordo a consultoria Boston Consulting Group (BCG). A capacidade computacional quântica irá revolucionar todos os setores. Agricultura, energia, finanças, saúde. Nada será como é. O setor farmacêutico, por exemplo, dará um salto, pois a nova tecnologia permite acelerar a criação e os testes de novos medicamentos, já que vai multiplicar a capacidade de prever efeitos que hoje a indústria leva anos para mapear. Tal avanço pode representar US$ 20 bilhões em negócios no setor nos próximos 10 anos.

Outra possível aplicação está no segmento dos algoritmos de busca e aprendizado das máquinas, o que tende a acelerar o desenvolvimento da Inteligência Artificial e da Internet das Coisas. E isso é só o começo. “Esperamos que a computação quântica se desenvolva em direção à maturidade nos próximos 25 anos”, escreve Massimo Russo, sócio do BCG, em relatório. Hoje as grandes empresas de tecnologia ainda testam suas soluções para fornecer ambiente confiável de testes para os clientes. A IBM está um passo à frente da concorrência ao apresentar ao mercado, em janeiro, o Q System One, um dos primeiros computadores quânticos comerciais, com capacidade de 20 qubits.

O Google deu um importante passo para a concepção do seu computador ao anunciar, no começo do mês passado, que desenvolveu em laboratório próprio um novo processador quântico. A Intel e a Microsoft também trabalham para apresentar seus protótipos. Para imaginar a forma dessas máquinas, esqueça toda a referência da imagem de um PC. O computador quântico ocupa o espaço de uma sala, e seu núcleo fica resguardado por uma câmara de vácuo que mantém o ambiente em temperaturas baixíssimas – a 273º Celsius negativos. A utilização dessa plataforma é feita por meio da nuvem. No entanto, as soluções são ainda muito embrionárias.

A capacidade do Q System One, de 20 qubits, é baixa e ainda não possibilita a simulação, por exemplo, do comportamento de moléculas. “Para modelar uma molécula simples de cafeína são necessários 50 qubits”, diz Ulisses Mello, diretor do Laboratório de Pesquisas da IBM Brasil. De acordo com BCG, a tecnologia se encontra hoje em um ponto equivalente ao estágio inicial do aparecimento de computadores binários. “A segunda geração da computação quântica, que vai se desenvolver entre 2028 e 2039, será o período no qual as máquinas alcançarão a capacidade de até 50 qubits”, escreve Russo no relatório da consultoria.

Para atingir esse nível de desenvolvimento, é preciso um esforço coletivo entre setor público, privado e academia. Um dos ambientes de testes mais populares é o IBM Q Experience, que desde 2016 disponibiliza à comunidade um computador quântico de testes com plataforma aberta para que desenvolvedores de universidades e empresas possam aprender a programar na nova linguagem.

“É uma fase importante de aprendizado”, diz Mello. Grandes empresas também usam a iniciativa para estudar soluções a seus negócios. O JP Morgan, maior banco dos Estados Unidos, tem dois grandes objetivos: buscar maneiras de aumentar a segurança de dados e proporcionar maior precisão nas estratégias de investimento. Para a coreana Samsung, interessa produzir chips mais potentes com componentes microeletrônicos e uma nova geração de isolantes de calor. A Exxon Mobil, por sua vez, pretende modelar elementos químicos para tornar os catalisadores mais eficientes e, assim, diminuir a emissão de CO2 na atmosfera. Cerca de 300 empresas e 2.500 universidades de todo o mundo promovem testes na plataforma.

Outras grandes corporações buscam meios alternativos para entender a aplicação da tecnologia nos seus negócios. A Bayer firmou, em novembro do ano passado, parceria com a empresa de tecnologia Atos e com a RWTH Aachen, a maior universidade da tecnologia da Alemanha, para avaliar o uso da computação quântica na pesquisa e análise de padrões de doenças humanas. O esforço não é à toa. Executivos da indústria farmacêutica estimam que a computação quântica pode acelerar o tempo de desenvolvimento de novas drogas em 15% a 20%.

A corrida pelo computador quântico. 2

FINANCIAMENTO PÚBLICO 

A corrida para estar na vanguarda dessa tecnologia não se limita ao setor privado. O governo dos Estados Unidos anunciou, em dezembro do ano passado, que vai disponibilizar US$ 1,2 bilhão para financiar pesquisa quântica no país. A Comissão Europeia desembolsou, em 2016, US$ 1,1 bilhão para o mesmo propósito. Mas a China lidera a corrida ao aportar US$ 10 bilhões para a construção de um laboratório de Ciência da Informação Quântica com previsão para ser inaugurado em 2020. O Brasil ainda não tem uma linha específica de financiamento. “Os países que dominarem antes essa tecnologia terão indústrias mais avançadas com a produção de materiais químicos melhores e maior quantidade de produtos inovadores”, diz Mello, da IBM. A vantagem competitiva será quântica.

OUTROS OLHARES

ODOR DE PARKINSON

Usando a habilidade de uma mulher com olfato aguçado, pesquisadores americanos criaram um marcador biológico da doença que poderá ser usado para o diagnóstico precoce.

Odor de Parkinson

O aguçado olfato da enfermeira escocesa Joy Milne, de 68 anos, foi o atalho para um dos mais recentes avanços nas pesquisas médicas relacionadas ao Parkinson, distúrbio do sistema nervoso central progressivo que afeta os movimentos e se caracteriza por tremores e rigidez. A história começou em 1974, quando Joy notou que sentia um cheiro diferente, forte e adocicado, toda vez que o marido, Les Milne, então saudável, se aproximava. Mais de uma década depois, ele foi diagnosticado com Parkinson.

A mulher passou a acompanhá-lo nos encontros com grupos de pacientes que também sofriam de Parkinson. Ela percebeu, nas outras pessoas, aquele mesmo cheiro que emanava do companheiro. Joy contou o caso a um grupo de cientistas e o relato chegou aos pesquisadores da Universidade de Manchester, no Reino Unido. Deu-se o início, ali, da descoberta deum marcador biológico do Parkinson, uma espécie de “perfume da doença”.

Agora, os estudiosos identificaram a origem do cheiro sentido por Joy. Notaram que ele era mais intenso na parte superior das costas e na testa, mas não nas axilas. Isso significa que o odor não era de suor, mas de sebo, substância produzida pelas glândulas sebáceas na pele. Sabe- se que os portadores de Parkinson apresentam uma concentração maior de compostos produzidos pelo sebo. A equipe coletou amostras repletas dessas substâncias das costas de 64 voluntários – alguns com a doença, outros não. No laboratório, pediram a Joy que cheirasse as amostras e sinalizasse toda vez que o odor característico aparecia. Em todos os casos havia coincidência entre a indicação da enfermeira e a presença do Parkinson nas “cobaias”. Ainda se desconhece porque pessoas com a doença exalam esse odor – algumas pesquisas sugerem que certos micróbios são mais comuns na pele dos pacientes.

O “perfume da doença”, divulgado na semana passada pela revista americana ACS Central Science, pode ser um atalho futuro para o diagnóstico precoce do Parkinson. A enfermidade acomete 10 milhões de pessoas no mundo, 200.000 delas no Brasil. Atualmente, não há nenhum teste definitivo para sua detecção. “O diagnóstico é clínico, quando a doença já está instalada”, diz o neurologista Renato Anghinah, professor da Universidade de São Paulo. O faro de Joy pode ter mudado para sempre essa história.

ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 29: 21-27

Alimento diário

MÁXIMAS DIVERSAS

 

V. 21 – Observe:

1. É imprudente que um senhor se apegue demais a um servo, que o promova com excessiva rapidez, e permita a excessiva familiaridade com ele, que aceite que ele se intrometa na sua dieta, e no seu modo de vestir e se alojar, e desta maneira o crie delicadamente, por ser um servo favorito e agradável; o senhor deve se lembrar de que ele é um servo, e, sendo assim gratificado, será arruinado para qualquer outra função. Os servos devem suportar as dificuldades.

2. É algo muito ingrato em um servo, mas muito comum, comportar-se de maneira insolente, porque foi tratado com carinho. O humilde filho pródigo se julga indigno de ser chamado de filho, e se concentra em ser um servo: o jovem mimado se julga bom demais para ser chamado de servo, e por derradeiro quererá ser um filho. tomará sua liberdade, se julgará igual ao seu senhor, e talvez tenha pretensões à herança. Que os senhores deem a seus servos aquilo que é justo e adequado a eles, nem mais, nem menos. Isto se aplica ao corpo, que é um servo da alma; os que tratam o corpo com delicadeza. que o mimam e cuidam excessivamente dele, verão que, no final, ele esquece o seu lugar, e se torna um filho, um senhor, um perfeito tirano.

 

V. 22 – Veja aqui o dano que se origina de uma índole irada, inflamada, furiosa.

1. Os homens se provocam, uns aos outros: o homem iracundo levanta contendas, é incômodo e briguento na família e com os outros, alimentando as brasas das contendas, e até mesmo força a urna briga os que desejariam viver tranquilamente ao seu lado.

2. Os homens provocam a Deus: o furioso, que se casa com o seu temperamento e com as suas paixões, não pode deixar de multiplicar as transgressões. A ira indevida é um pecado que causa muitos outros pecados; não somente impede que os homens invoquem o nome de Deus, mas faz com que praguejem, e amaldiçoem, e profanem o nome de Deus.

 

V. 23 – Isto está de acordo com o que Cristo disse, mais de uma vez:

1. Que aqueles que se exaltam serão humilhados. Os que pensam conquistar respeito, exaltando-se acima de sua posição, apresentando-se como nobres, falando de maneira importante, apresentando-se como elegantes e aplaudindo a si mesmos, ao contrário, somente se exporão ao desprezo, perderão a sua reputação, e provocarão a Deus, que tomará providências humilhantes para abatê-los e derrubá-los.

2. Os que se humilham, serão exaltados, e estabelecidos em sua dignidade: o humilde de espírito obterá honra; a sua humildade é a sua honra. e os tornará verdadeiramente e seguramente excelentes, e os recomendará à estima de todos os que são sábios e bons.

 

V. 24 – Veja aqui em que pecado e ruína se envolvem os que são arrastados pela sedução dos pecadores.

1. Eles trazem para si mesmos uma grande culpa: faz isto o que tem parte com o ladrão, que rouba e engana, e lança sua sorte entre eles (Provérbios 1.11, e versículos seguintes). O receptor é tão ímpio quanto o ladrão; e, sendo levado a unir-se a ele, na comissão do pecado, não pode deixar de se unir a ele, no encobrimento do pecado, ainda que seja com os mais terríveis perjúrios e execrações. Ele ouve maldições. quando deveria dizer toda a verdade, e não o denuncia.

2. Eles se precipitam à total ruína: odeiam as suas próprias almas, pois voluntariamente farão o que será a sua destruição inevitável. Veja os absurdos de que os pecadores são culpados; amam a morte, o que há de mais terrível, e odeiam as suas próprias almas, o que há de mais precioso.

 

V. 25 – Observe aqui:

1. Nós somos advertidos a não temer o poder dos homens, nem o poder de um príncipe nem o da multidão; ambos são suficientemente formidáveis, mas o receio servil a qualquer deles é um laço, isto é, expõe os homens a muitos insultos (alguns se orgulham de aterrorizar os temerosos), ou melhor, expõe os homens a muitas tentações. Abraão, por temor ao homem, negou sua esposa, e Pedro, o seu Mestre, e muitos negam o seu Deus e a sua religião. Não devemos recuar do dever, nem cometer pecado, para evitar a ira do homem, e nem devemos nos inquietar com temor, ainda que a vejamos aproximando-se de nós (Daniel 3.16; Salmos 98.6). O homem é mortal (Isaias 51.12) e pode apenas matar o nosso corpo (Lucas 12.5).

2. Nós somos encorajados a confiar no poder de Deus, que nos guardará de todo aquele receio do homem que causa tormento ou tentação. Quem depositar a sua confiança no Senhor, em busca de proteção e provisão, no caminho do dever, será posto em alto retiro, acima do poder dos homens e acima do receio desse poder. Uma santa confiança em Deus engrandece e tranquiliza o homem, e o capacita a olhar com gracioso desprezo os mais formidáveis desígnios do inferno e da terra contra ele. “Eis que Deus é a minha salvação; eu confiarei e não temerei”.

 

V. 26 – Veja aqui:

1. Qual é o caminho comum que os homens tomam para progredir e enriquecer, e se enaltecer: eles buscam a benevolência do governante, e, como se todo o seu juízo procedesse dele, a ele fazem toda a corte. Salomão era um governante, e sabia com que diligência os homens o buscavam, alguns em uma tarefa, outros em outra, mas todos buscavam a sua benevolência. O caminho do mundo consiste sempre em buscar o melhor relacionamento possível com os grandes homens e esperar muito dos sorrisos que têm segundas intenções, e que, no entanto, são incertos, e frequentemente desapontam os homens. Muitos se esforçam buscando a benevolência do governante, e não conseguem obtê-la; muitos podem tê-la por algum tempo, mas não conseguem se conservar nela. em um momento ou outro incorrem no seu desprazer; muitos a têm, e a conservam, mas ela não corresponde à sua expectativa, eles não conseguem aproveitá-la como pensavam que poderiam. Hamã teve a benevolência do governante, mas isto não lhe serviu de nada.

2. Qual é o caminho mais sábio que os homens podem tomar, para ser felizes. Devem olhar para Deus, e buscar o favor do Príncipe dos príncipes; pois o juízo de cada homem vem do Senhor. Conosco, não é como o príncipe quiser; o seu favor não pode nos fazer felizes, e a sua reprovação não nos torna infelizes. Mas tudo está sob a vontade de Deus; cada criatura é, para nós, o que Deus a criou para ser. nem mais, e nem diferente. Ele é a primeira Causa, da qual todas as segundas causas dependem; se o Senhor não ajudar, ninguém poderá fazê-lo (2 Reis 6.27; Jó 34.29).

 

V. 27 – Isto expressa não somente a oposição inata que existe entre a virtude e a maldade, como entre a luz e as trevas, o fogo e a água, mas também a antiga inimizade que sempre existiu entre a semente da mulher e a semente da serpente (Genesis 3.15).

1. Todos os que são santificados têm uma antipatia enraizada pela iniquidade e pelos ímpios. Eles têm boa vontade com as almas de todos (Deus tem, e não deseja que ninguém pereça), mas odeiam os caminhos e procedimentos dos que são ímpios com relação a Deus, e ofensivos aos homens; eles não podem ouvir falar deles, nem falar deles, sem santa indignação; eles odeiam a sociedade dos ímpios e injustos, e temem a ideia de estimulá-los, mas fazem tudo o que podem para trazer a um fim a impiedade dos ímpios. Assim, os homens injustos se tornam odiosos para os justos, e contribui para a sua vergonha e punição o fato de que os homens bons não conseguem suportá-los.

2. Todos os que não são santificados têm uma antipatia igualmente enraizada pela santidade e pelas pessoas piedosas: aquele que é de retos caminhos, que se importa com o que diz e faz, é uma abominação para os ímpios, cuja iniquidade talvez seja suprimida e restringida ou, pelo menos, envergonhada e condenada pela retidão dos retos. Assim aconteceu com Caim, que foi um demônio para o seu pai. A iniquidade dos ímpios é o fato de que odeiam aqueles a quem Deus ama, e, além disso, são também infelizes, pois odeiam aqueles a quem verão, em breve, em eterna bem-aventurança e honra, e que terão domínio sobre eles na manhã (Salmos 49.14).

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PRECISAMOS FALAR DE SEXO

Especialista em medicina sexual, o carioca Alexandre Miranda alerta para o perigo de informar- se sobre o tema pela internet e aponta mitos que ainda persistem na sociedade.

Precisamos falar de sexo

Sempre que se reúne com os amigos em algum bar da Zona Sul do Rio de Janeiro, onde mora, o médico Alexandre Miranda vira o centro das atenções. Todos querem saber um pouco mais sobre seu trabalho e, às vezes, aproveitam para uma consulta disfarçada. “Garanto que, se fosse oftalmologista, não iria despertar tanto interesse”, brinca ele. Miranda, de 42 anos, é especialista em medicina sexual, formado pelo St Catherines College da Universidade de Oxford, na Inglaterra, e aprovado no exame do Comitê Europeu de Medicina Sexual (um dos três únicos brasileiros a ter essa certificação). À frente do setor de andrologia e urologia reconstrutora do Hospital Federal de Ipanema, Miranda acompanha de perto as dúvidas sexuais de homens e mulheres, uma área sobre a qual a seu ver, ainda se fala muito pouco.  “O sexo precisa ser tratado de maneira mais natural, sem tabus. É uma questão de saúde pública”, diz. Em entrevista, ele iluminou temas pouco discutidos.

SEXO E INTERNET

“O consumo de pornografia aumentou muito com a popularização da internet e dos smartphones. A educação sexual que os jovens recebem hoje, em principalmente dos vídeos a que eles assistem cada vez mais cedo. Isso tem criado expectativas pouco realistas, com sérios efeitos colaterais. O rapaz olha para si mesmo, compara-se com o ator e se sente inferior. Pensa que o ato sexual tem de durar uma hora para ser bom e se frustra. A mulher acredita que precisa se submeter a tudo para satisfazer o parceiro. A euforia cenográfica torna uma relação normal menos interessante. São noções muito erradas, que prejudicam a autoestima de todos”.

TEMPO AO TEMPO

“O intervalo médio entre a penetração e a ejaculação masculina é de cinco minutos e trinta segundos. Para muitas mulheres, cinco minutos não é o suficiente para alcançar a excitação. Costumo usar a seguinte comparação: enquanto ele é um forno elétrico, ela é um forno a lenha. Por outro lado, a mulher conta com a grande vantagem de ser capaz de ter um, dois, três orgasmos seguidos. Para todo mundo ficar satisfeito, o homem precisa investir no antes ou no depois da mulher. E não custa lembrar: também precisa ter conhecimento da anatomia feminina. Isso é informação básica.”

NÃO É DOCUMENTO

“Quando pergunto a meus pacientes qual o tamanho médio de um pênis ereto, a resposta-padrão é ’18 centímetros’. Errado. Na verdade, está longe disso: 13 centímetros. Pode parecer pequeno, mas é assim que ele se encaixa melhor na anatomia feminina – sem falar que, nela, as principais terminações nervosas, como o clitóris, estão do lado de fora. O que faz diferença na relação sexual definitivamente, não é o tamanho do pênis.”

CADÊ O ORGASMO?

“É mais comum do que se pensa a mulher fingir orgasmo. Não existe estudo que crave um percentual, mas os pesquisadores trabalham com a estimativa de 40 % no mundo. Eu desconfio que seja mais. Muitas mulheres nunca tiveram um orgasmo na vida e não conseguem tocar no assunto com o parceiro. É como se sentissem culpa por não conseguir e chamassem a responsabilidade unicamente para si. A emancipação feminina é um fato, mas no sexo elas se conhecem pouco e são muito reservadas em relação a seus problemas.”

PRAZO DE VALIDADE

“Uma pesquisa do University College London, chamada “Base neural do amor romântico”, mostrou a casais uma foto do parceiro em diversas fases do relacionamento e mapeou suas reações cerebrais através de ressonância dinâmica. No início, as imagens fizeram com que várias partes do cérebro, principalmente as mais primitivas, reagissem. Três anos depois, as mesmas regiões não apresentaram estímulo. Daí a conclusão de que a paixão dura três anos e depois dá lugar a novos sentimentos ou a um novo relacionamento. Uma das explicações é genética: mantendo relações curtas, as mulheres têm filhos de pais diferentes, e para a espécie a variedade de DNA é mais interessante”.

MÍNIMO É MUITO

“Um estudo publicado no The Journal of Sexual Medicine mostrou que o casal que contabiliza ao menos quatro relações sexuais por mês tem menos probabilidade de se separar. Não existe um número ideal, mas eu diria que esse é o mínimo em um relacionamento saudável. Pode parecer pouco, mas as pesquisas também revelaram que o homem casado faz mais sexo que o solteiro, porque é prático, seguro e confortável”.

RAZÃO E TRAIÇÃO

“Os índices de infidelidade masculino e feminino são bem diferentes: 60% e 25%, respectivamente. Do ponto de vista fisiológico, a explicação para tanta discrepância está na testosterona, o principal hormônio sexual masculino. Prova disso é que os percentuais de traição entre homossexuais do sexo masculino são muito maiores do que entre homem e mulher ou entre duas mulheres. É claro que o hormônio não serve de desculpa para a traição. Digo e repito aos meus pacientes: você não é macaco, você é um cara racional.  A racionalização pode vencer o instinto. O ser humano sempre consegue ser do contra. Nós modificamos a natureza todos os dias”.

APRENDE-SE NA ESCOLA

Nenhum país é mais evoluído hoje em dia em matéria de educação sexual do que a Holanda – o que é curioso, porque a sociedade holandesa é bastante conservadora. Lá a educação sexual é disciplina ensinada desde cedo na escola e isso faz toda a diferença, como comprovam os baixos índices de doenças sexualmente transmissíveis, de gravidez indesejada e de abortos clandestinos. Não se trata de invadir a crença das famílias, ir contra o que prega a Igreja ou masturbar bebês – a insanidade que a ministra Damares Silva chegou a propagar em pelo menos uma ocasião. Educação sexual é um conjunto de informações técnicas que precisam ser divulgadas. E, quanto mais cedo aprendermos a falar sobre o assunto de maneira natural, melhor todo mundo vai lidar com ele”.

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A MATERNIDADE ADIADA

O poder de decisão da mulher sobre a hora de ter um filho e o aprimoramento da ciência fizeram crescer a procura pelo congelamento de óvulos.

A maternidade adiada

“Congele seus óvulos aos 30 anos e eles não envelhecerão com você”. “Congelamento de óvulos pelo preço de um lanche” – frases como essas viajam pelas redes sociais nos Estados Unidos. Elas vendem um negócio que nos últimos anos tem conquistado milhares de adeptas: o congelamento de células sexuais femininas, procedimento feito em clínicas de fertilização. No Brasil, o movimento dá sinais de decolar. Não existem estatísticas oficiais, mas clínicas ouvidas calculam que, nos últimos cinco anos, houve um crescimento de cerca de 200%. “As mulheres estão cada vez mais no controle da hora de ter filhos, tenham ou não um parceiro”, diz Edson Borges, diretor médico da Fertility Medical Group, em São Paulo.

Seja qual for o motivo, profissional ou sentimental, as mulheres têm preferido adiar a maternidade. De acordo com o IBGE, o porcentual de mães que dão à luz pela primeira vez aos 30 anos passou de 22.5%, em 2000, para 30,2 %, em 2012, segundo os dados mais recentes disponíveis. A intenção de virar mãe mais tarde se choca com uma realidade: a chance de engravidar naturalmente diminui muito cedo, de 25% a possibilidade de uma mulher de 25 anos, no auge da fertilidade, engravidar ao longo de cada ciclo menstrual. Cai para 8% no caso de uma mulher de 40 anos, ainda em pleno vigor físico. Diz Márcio Coslovsky, diretor da Clínica Primordia, no Rio de Janeiro. “A queda da fecundidade é causada, sobretudo, pelo envelhecimento dos óvulos”. As mulheres já nascem com o total de células sexuais que o organismo terá a vida inteira. Com o passar dos anos, o ovário libera óvulos em menor quantidade e de menor qualidade.

Em cada ciclo menstrual, na faixa em que a mulher tem entre 18 e 35 anos, sob estimulo da medicina o ovário libera mais facilmente a quantidade de óvulos considerada adequada pelos médicos: dezesseis. “O grande volume é crucial porque nem todo óvulo saudável consegue ter bons resultados na hora de formar um embrião”, diz Cláudia Gomes Padilla, diretora-médica do Grupo Huntington, em São Paulo. O valor médio de um procedimento de congelamento gira em torno de 15.000 reais. Para manter os óvulos armazenados, pagam-se 1.000 reais anuais. Eles duram para sempre.

Além da mudança de comportamento, o avanço científico ajudou a aumentar o interesse em conservar óvulos. A técnica tradicional que usava mecanismos de congelamento lento, com duração de mais uma hora, danificava muitas células. Essa demora deflagrava a formação de cristais de gelo que agrediam os óvulos. Agora, trabalha-se com outro recurso, a vitrificação. Por meio dela, o óvulo é congelado em segundos, o que impede a formação dos cristais. A vitrificação faz com que nove em cada dez óvulos fiquem ilesos. Antes, apenas seis em cada dez prosperavam. Pesquisadores de Brigham and Women’s Hospital, em Boston, desenvolveram uma tabela que calcula a taxa de sucesso na gestação de um bebê a partir do congelamento de óvulos. Até os 35 anos, chega a espantosos 85%. Em tese, a mulher que armazenar suas células sexuais nessa etapa da vida, quando for implantá-las de volta, para engravidar, terá essa mesmíssima probabilidade de fecundação em qualquer idade posterior. É a ciência a serviço das mudanças de comportamento. A paulista Andréa de Carvalho Knabe, uma anestesista de 36 anos, decidiu congelar seus óvulos aos 32anos. “Achei que não era hora de ter um bebê, apesar da vontade do meu marido. Não hesitei. Hoje tenho dezesseis óvulos guardados, saudáveis, à espera do melhor momento”.

A maternidade adiada. 2

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O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DO FAST FOOD

O desenvolvimento sustntável do fast food

A noite do dia 30 de março se tornou um evento à parte na atribulada rotina dos funcionários do McDonald’s no Brasil. Nessa data, das 20h30 às 21h30, apagam-se as luzes externas dos mais de 900 restaurantes brasileiros da Arcos Dorados, franqueadora master da maior rede de fast food do mundo. O ato é repetido religiosamente há 11 anos e representa um compromisso da empresa com a Hora do Planeta, iniciativa criada pela ONG World Wildlife Fund (WWF). Mas as ações do McDonald’s não param por aí. A companhia já utiliza embalagens 100% certificadas e dá destino correto aos resíduos plásticos e de óleo de cozinha, em parcerias com cooperativas de reciclagem. A rede ainda tem projetos de impacto social em comunidades que ficam no entorno dos restaurantes. “Uma empresa do nosso porte tem um grande impacto para a sociedade e o meio ambiente”, diz Leonardo Lima, diretor de desenvolvimento sustentável do McDonald’s no Brasil. “Por isso, nós temos uma estratégia arrojada em relação a iniciativas de conscientização dos nossos funcionários e da sociedade.”

O desenvolvimento sustntável do fast food. 2