ALIMENTO DIÁRIO

JOÃO 20: 11-18 – PARTE II

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A Ressurreição

 

II – A visão que ela teve de dois anjos no sepulcro, v. 12. Observe aqui:

1. A descrição das pessoas que ela viu. Eram “dois anjos vestidos de branco, assentados” (provavelmente, em algum banco de pedra ou em nichos escavados na rocha), “um à cabeceira e outro aos pés”. Aqui temos:

(1) Sua natureza. Eram anjos, mensageiros do céu, enviados intencionalmente, nesta grande ocasião:

[1] Para honrar o Filho, e para agraciar a solenidade da sua ressurreição. Agora que o Filho de Deus seria novamente introduzido no mundo, os anjos tinham a incumbência de adorá-lo, como tinham feito no seu nascimento, Hebreus 1.6.

[2] Para consolar os santos. Para dizer boas palavras àqueles que estavam sofrendo, e, dando-lhes a notícia de que o Senhor tinha ressuscitado, prepará-los para a visão dele.

(2) Seu número: “dois”, não “uma multidão dos exércitos celestiais”, para cantar louvores, somente dois, para dar testemunho. Pois, pela boca de duas testemunhas, esta palavra seria confirmada.

(3) Sua forma de vestir: eles estavam “vestidos de branco”, indicando:

[1] Sua pureza e santidade. Os melhores homens, diante dos anjos, e comparados com eles, estão vestidos de “vestes sujas” (Zacarias 3.3), mas os anjos são imaculados. E os santos glorificados, quando vierem a ser como os anjos, andarão com Cristo vestidos de branco.

[2] Sua glória, e glorificação, nesta ocasião. O branco em que eles apareceram representava o esplendor daquele estado no qual Cristo agora estava.

(4) Sua posição e seu lugar: eles estavam assentados, como se repousando, no sepulcro de Cristo. Pois os anjos, embora não precisassem de uma restauração, deveriam adorar e honrar a Cristo por terem sido estabelecidos por Ele. Estes anjos entraram no sepulcro, para nos ensinar a não temê-lo, nem pensar que o fato de permanecer ali durante algum tempo irá prejudicar de alguma maneira nossa imortalidade. Não irá. As questões estão organizadas de tal maneira que o sepulcro não é um desvio no nosso caminho para o céu. Isto evidencia, da mesma maneira, que os anjos devem estar emprega­ dos junto aos santos, não somente na sua morte, para levar suas almas ao seio de Abraão, mas no grande dia, para ajuntar seus corpos, Mateus 24.31. Estas guardas angelicais (e os anjos são chamados de vigias, Daniel 4.23), guardando a sepultura, depois de terem afastado os guardas que os inimigos tinham colocado ali, representam a vitória de Cristo sobre os poderes das trevas, derrotando-os e afugentando-os. Assim, Miguel e seus anjos são mais do que vencedores. Eles estão sentados, um em frente ao outro, um à cabeceira da sua cama, o outro aos pés, o que indica seu cuidado pelo corpo inteiro de Cristo, seu corpo místico, assim como pelo seu corpo natural, da cabeça aos pés. Isto também nos lembra dos dois querubins, colocados um em cada extremidade do propiciatório, um olhando para o outro, Êxodo 25.18. Cristo crucificado era o grande propiciatório, e na sua cabeça e aos seus pés estavam estes dois querubins, não com espadas flamejantes, para nos afastar do caminho da vida, mas como mensageiros de boas-vindas, para nos conduzir ao caminho da viela.

2. A misericordiosa pergunta elos anjos sobre a causa da tristeza de Maria Madalena (v. 13): “Mulher, por que choras?” Esta pergunta foi:

(1) Uma repreensão ao seu pranto: “Por que você chora, quando tem motivos para alegrar-se?” Muitas correntes das nossas lágrimas se secariam diante de uma pergunta como esta, diante da busca da fonte das tristezas. Por que você está abatida?

(2) Pretendia mostrar o quanto os anjos se preocupam com as tristezas dos santos, tendo a incumbência ele ministrar-lhes para seu consolo. Os cristãos devem, desta maneira, ser solidários uns com os outros.

(3) Propiciava uma oportunidade de informá-la daquilo que transformaria sua tristeza em gozo, removendo seu pano de saco, envolvendo-a em alegria.

3. A explicação melancólica que ela lhes dá sobre sua tristeza atual: “Porque levaram” o corpo bendito que eu vim embalsamar, e “não sei onde o puseram”. A mesma coisa que ela tinha dito anteriormente, v. 2. Nisto, podemos ver:

(1) A fraqueza da sua fé. Se ela tivesse tido uma fé como um grão de mostarda, esta montanha teria sido removida. Mas frequentemente nós nos confundimos, desnecessariamente, com dificuldades imaginárias, que a fé nos revelaria como sendo vantagens reais. Muitas pessoas boas se queixam das nuvens e das trevas sob as quais se encontram, quando são necessários métodos de graça para humilhar suas almas, mortificar seus pecados, e despertar nelas o afeto por Cristo.

(2) A força do seu amor. Aqueles que têm um afeto verdadeiro por Cristo não podem evitar grande aflição quando perdem os sinais consoladores do seu amor nas suas almas ou as oportunidades consoladoras de estar com Ele, e honrá-lo nas suas ordenanças. Maria Madalena não se desvia da sua busca pela surpresa da visão, nem se satisfaz com esta honra, mas ela ainda repete o mesmo refrão: “Levaram o meu Senhor”. Uma visão de anjos e dos seus sorrisos não será suficiente sem uma visão de Cristo e dos seus sorrisos. Não. A visão dos anjos é apenas uma oportunidade para prosseguir na sua procura por Cristo. Todas as criaturas, as mais excelentes, as mais queridas, devem ser usadas como meios, mas somente como meios, para nos levar ao conhecimento de Deus em Cristo. Os anjos lhe perguntaram: “Por que choras?” Eu tenho motivos suficientes para chorar, diz ela, pois “levaram o meu Senhor”, e, como Mica, “que mais me fica agora?” Vocês me perguntam por que choro? “Já o meu amado se retirou e se foi”. Observe que ninguém, exceto aqueles que já a sentiram, conhece a tristeza de uma alma abandonada, que tinha evidências consoladoras do amor de Deus em Cristo, e esperanças no céu, mas agora as perdeu, e caminha nas trevas. ”Ao espírito abatido, quem o levantará?”

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JOÃO 20: 11-18 – PARTE I

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A Ressurreição

Marcos nos diz que Cristo apareceu, em primeiro lugar; a Maria Madalena (Marcos 16.9). Esta manifestação é aqui detalhadamente relatada, e nós podemos observar:

I – A constância e o fervor do afeto de Maria Madalena pelo nosso Senhor Jesus, v. 11.

1. Ela permaneceu no sepulcro, depois que Pedro e João tinham ido embora, porque ali seu Mestre tinha estado, e porque ali era mais provável que ela tivesse notícias dele. Observe que:

(1) Onde houver um verdadeiro amor por Cristo, haverá uma união constante a Ele, e uma determinação, com propósito sincero, de ser fiel a Ele. Esta boa mulher, embora o tivesse perdido, em lugar de parecer abandoná-lo, permanece junto ao sepulcro, por causa dele, e continua a amá-lo mesmo quando lhe falta o consolo do seu amor.

(2) Onde houver um verdadeiro desejo de conhecer a Cristo, haverá uma busca constante dos meios de conhecimento. Veja Oséias 6.2,3: ”Ao terceiro dia, nos ressuscitará”. E então conheceremos o significado desta ressurreição, se continuarmos desejando conhecer mais e mais ao Senhor, como Maria fez aqui.

2. Ela ficou ali, chorando, e suas lágrimas evidenciaram seu afeto pelo seu Mestre. Aqueles que perderam a Cristo têm motivos para chorar. Ela chorava com a lembrança dos seus amargos sofrimentos; chorava pela sua morte, e pela perda que ela e seus amigos, e toda a nação, tiveram, com esta morte; chorava ao pensar em voltar para casa sem Ele; chorava porque não encontrava seu corpo. Aqueles que buscam a Cristo, devem buscá-lo com fervor, ansiosos (Lucas 2.48), e devem chorar, não por Ele, mas por si mesmos.

3. “Estando ela, pois, chorando, abaixou-se para o sepulcro”, e olhou dentro, para que seus olhos pudessem influenciar seu coração. Quando estamos procurando alguma coisa que perdemos, nós procuramos diversas vezes no lugar onde a deixamos pela última vez, e onde esperávamos encontrá-la. Ela olhará “sete vezes mais”, sem saber que, finalmente, poderá ver algum encorajamento. Observe:

(1) O pranto não deve impedir a busca. Embora ela estivesse chorando, ela se abaixou e olhou dentro do sepulcro.

(2) Aqueles que procuram com afeto, que procuram em lágrimas, têm probabilidade de procurar e encontrar.

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JOÃO 20: 1-10 – PARTE IV

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A Ressurreição

 

IV – Pedro e João, tendo chegado ao sepulcro, pros­ seguem com as buscas, mas não descobrem muita coisa.

1. João não foi mais além do que Maria Madalena.

(1) Ele teve a curiosidade de olhar dentro do sepulcro, e viu que estava vazio. Ele se abaixou e olhou dentro. Aqueles que desejam encontrar o conhecimento de Cristo devem se abaixar, e olhar para dentro, devem, com o coração humilde, se submeter à autoridade da revelação divina, e devem olhar com atenção.

(2) Mas ele não teve coragem de entrar no sepulcro. Os mais calorosos afetos nem sempre são acompanhados pela determinação mais ousada. Muitos são rápidos na corrida da religião, mas não se esforçam o suficiente para lutar suas batalhas com a coragem, a robustez e a perseverança necessárias.

2. Pedro, embora chegasse depois, entrou primeiro, e fez uma descoberta mais precisa do que aquela que João tinha feito, vv. 6,7. Embora João corresse mais depressa do que ele, Pedro não voltou para trás, nem permaneceu parado, mas correu atrás dele, tão rápido quanto podia. E, enquanto João olhava dentro, com muita atenção, Pedro chegou e, com grande coragem, “entrou no sepulcro”.

(1) Observe aqui a ousadia de Pedro, e como Deus reparte seus dons de maneira variada. João podia correr mais depressa do que Pedro, mas Pedro tinha mais coragem do que João. Raramente, é verdade para todas as pessoas o que Davi diz poeticamente a respeito de Saul e Jônatas, que eles eram “mais ligeiros do que as águias” e “mais fortes do que os leões”, 2 Samuel 1.23. Alguns discípulos são rápidos, e são úteis para despertar aqueles que são mais lentos. Outros são ousados, e são úteis para incentivar aqueles que são medrosos. Diversidade de dons, mas um só Espírito. Pedro aventurando-se no sepulcro pode nos ensinar:

[1] Que aqueles que, com ardor, procuram a Cristo, não devem se assustar com temores irracionais e fantasias tolas: “Há um leão no caminho, um fantasma no sepulcro”.

[2] Que os bons cristãos não devem ter medo do sepulcro, uma vez que Cristo já esteve nele. Pois para eles não há nada assustador no sepulcro. Não é o poço da destruição, nem são os vermes que nele há, vermes eternos. Portanto, não alimentemos, mas derrotemos, o medo que podemos sentir com a visão de um cadáver, ou por estarmos sozinhos entre os sepulcros. E, como em breve deveremos morrer e estar no sepulcro, devemos tornar a morte e o sepulcro familiares, como se fossem nossos parentes próximos, Jó 17.14.

[3] Devemos desejar passar pelo sepulcro para ir até Cristo. Este caminho, Ele percorreu para sua glória, e também nós devemos fazê-lo. Se não pudermos ver a face de Deus e viver, será melhor morrer, contemplando-a, do que nunca vê-la. Veja Jó 19.25ss.

(2) Observe a posição na qual Pedro encontrou as coisas no sepulcro.

[1] Cristo tinha deixado seus lençóis ali. Com que roupas Ele se manifestou aos seus discípulos, não sabemos, mas Ele nunca apareceu nos seus lençóis, como se supõe que fazem os fantasmas. Não, Ele os deixou ali, “à parte”, em primeiro lugar, porque, “havendo Cristo ressuscitado dos mortos, já não morre; a morte não mais terá domínio sobre ele”, Romanos 6.9. Lázaro saiu com seus lençóis, pois ele iria usá-los outra vez. Mas Cristo, ressuscitando para uma vida imortal, saiu livre destes estorvos. Em segundo lugar, porque Ele seria vestido com as vestes da glória, por isto deixa de lado estes trapos. No paraíso celestial, não haverá mais ocasião para roupas, como havia no terreno. O profeta que ascendeu deixou cair seu manto. Em terceiro lugar, quando ressuscitamos da morte do pecado para avida da justiça, nós precisamos deixar para trás nossos lençóis, devemos nos despir de toda a nossa corrupção. Em quarto lugar, Cristo os deixou no sepulcro, de certo modo, para nosso proveito, mostrando que o sepulcro é uma cama temporária para os santos. Assim, o Senhor preparou esta cama, e a deixou pronta para eles. O lenço propriamente dito é para o uso dos sobreviventes pranteadores, para enxugarem suas lágrimas.

[2] Os lençóis foram encontrados arrumados, o que serve como evidência de que seu corpo não tinha sido roubado enquanto os homens dormiam. Ladrões de sepulcros eram conhecidos por levar as roupas e deixar o corpo. Mas nenhum [anteriormente às práticas dos ressurrecionistas modernos] jamais levou o corpo e deixou as roupas, especialmente quando eram lençóis finos e novos, Marcos 15.46. Qualquer pessoa preferiria levar um corpo vestido nas suas roupas a levá-lo nu. Ou, se aqueles que supostamente o roubaram deixaram os lençóis, então não se pode supor que eles tenham tido o tempo suficiente para dobrar os lençóis, e o cuidado de fazê-lo.

(3) Veja como a coragem de Pedro incentivou João: agora ele se encorajou e entrou (v. 8), “e viu, e creu”. Não creu simplesmente no que Maria tinha dito, que o corpo tinha sido levado (não se lhe deve elogio por ter crido na­ quilo que viu), mas começou a crer que Jesus tinha res­ suscitado, embora sua fé ainda fosse fraca e hesitante.

[1] João seguiu a Pedro na aventura. Aparentemente, ele não teria entrado no sepulcro, se Pedro não tivesse entrado antes. Observe que é bom ser encorajado em um bom trabalho, pela coragem de outros. O temor da dificuldade e do perigo será removido observando a resolução e a coragem de outros. Talvez a rapidez de João tivesse feito Pedro correr mais rápido, e agora a coragem de Pedro fazia João aventurar-se mais do que um ou o outro, de outra maneira, teriam feito. Embora Pedro tivesse recentemente caído na desgraça de ser um desertor, e João tivesse sido promovido à honra de um confidente (tendo Cristo lhe confiado a tarefa de cuidar de sua mãe), ainda assim João não somente se associou a Pedro, mas não viu nenhum disparate em segui-lo.

[2] Mas, aparentemente, João antecipou a Pedro na fé. Pedro viu e admirou-se (Lucas 24.12), mas João viu e creu. Uma mente disposta à contemplação pode, talvez, receber a evidência da verdade divina mais rapidamente do que uma mente disposta à ação. Mas qual foi o motivo pelo qual eles foram tão lentos de coração em crer? O evangelista nos diz (v. 9): “Porque ainda não sabiam a Escritura”, isto é, eles não levaram em consideração, nem aplicaram, nem aproveitaram devidamente, o que conheciam da Escritura, “que diz que era necessário que [Ele] ressuscitasse dos mortos”. O Antigo Testamento falava da ressurreição do Messias. Eles creram que Ele era o Messias. Ele mesmo lhes tinha dito frequentemente que, de acordo com as Escrituras do Antigo Testamento, Ele ressuscitaria. Mas eles não tiveram a presença de espírito suficiente para explicar as aparências atuais com base nas Escrituras. Observe aqui, em primeiro lugar, como os discípulos foram inaptos, a princípio, a crer na ressurreição de Cristo, o que confirma o testemunho que posteriormente eles deram, com tanta segurança, a respeito dela. Pois, pela sua lentidão em crer, parece que eles não foram crédulos a respeito dela, nem foram daqueles que creem em tudo o que ouvem. Se eles tivessem tido qualquer desejo de promover seus próprios interesses com isto, avidamente teriam capturado o primeiro lampejo da sua evidência, teriam incentivado e apoiado as expectativas um do outro, e teriam preparado as mentes daqueles que os seguiam para receber as notícias deste fato. Mas nós vemos, ao contrário, que suas esperanças se frustraram, isto lhes pareceu uma coisa estranha, e uma das coisas mais distantes dos seus pensamentos. Pedro e João estavam tão relutantes em crer nisto, a princípio, que nada menos do que a mais convincente prova que o evento pudesse produzir poderia levá-los a testemunhá-lo, posteriormente, com tanta segurança. Parece que eles não somente eram homens honestos, que não desejavam enganar aos outros, mas homens cautelosos, que não desejavam ser coagidos. Em segundo lugar, qual foi a razão da sua lentidão em crer: “Ainda não sabiam a Escritura”. Este parece ser o reconhecimento do evangelista, da sua própria culpa, entre os demais. Ele não diz: “Porque Jesus ainda não tinha se manifestado a eles, não tinha mostrado a eles suas mãos e seu lado”, mas: “Porque Ele ainda não tinha aberto seu “entendimento para compreenderem as Escrituras” (Lucas 24.44,45), pois esta é a mensagem profética mais segura.

3. Pedro e João não prosseguiram na sua busca, mas desistiram, oscilando entre a fé e a incredulidade (v. 10): “Tornaram, pois, os discípulos para casa”. Eles voltaram para seus amigos e companheiros, os demais discípulos, nos seus próprios alojamentos, pois eles não tinham nenhuma casa em Jerusalém. Eles foram embora:

(1) Por medo de serem considerados suspeitos de roubar o corpo, ou de serem acusados disto, agora que o corpo tinha desaparecido. Em vez de fortalecerem sua fé, sua preocupação é a de proteger a si mesmos, de fugir para sua própria segurança. Em tempos difíceis e perigosos, é difícil, até mesmo para os homens bons, prosseguir no seu trabalho com a determinação que lhes convém.

(2) Porque estavam confusos, e não sabiam o que deveriam fazer a seguir, nem como entender o que tinham visto. Portanto, não tendo coragem de permanecer no sepulcro, eles decidem ir para casa, e esperar até que Deus lhes revele o que aconteceu, uma atitude que exemplifica a fraqueza que ainda tinham em si mesmos.

(3) É provável que os demais discípulos estivessem reunidos. Eles retornam para junto deles, para contar o que tinham descoberto, e para consultar com eles o que devia ser feito, e, provavelmente, agora convocaram a reunião para o período da tarde, quando Cristo veio a eles. Deve-se observar que antes que Pedro e João fossem ao sepulcro, um anjo tinha aparecido ali, afastado a pedra, assustado os guardas e consolado as mulheres. Tão logo eles se afastaram do sepulcro, Maria Madalena vê dois anjos no sepulcro (v. 12), mas Pedro e João foram ao sepulcro, e entraram nele, e não viram nenhum anjo. Como devemos entender isto? Onde estavam os anjos quando Pedro e João estavam no sepulcro, tendo aparecido ali antes e depois dos apóstolos?

[1] Os anjos aparecem e desaparecem quando querem, de acordo com as ordens e instruções que lhes são dadas. Eles podem estar, e estão, realmente, onde não são visíveis. Na verdade, aparentemente, podem ser visíveis a uns e não a outros, ao mesmo tempo, Números 22.23; 2 Reis 6.17. É presunção desejarmos perguntar como eles se fazem visíveis, e depois invisíveis, e depois visíveis novamente. Mas o fato de que fazem isto fica evidente, com base nesta história.

[2] Este favor foi mostrado àqueles que foram muito adiantados e constantes na sua procura por Cristo, e foi a recompensa daqueles que vieram primeiro e ficaram até o final, mas foi negado àqueles que fizeram uma visita rápida.

[3] Os apóstolos não deviam receber suas instruções dos anjos, mas do Espírito da graça. Veja Hebreus 2.5.

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JOÃO 20: 1-10 – PARTE III

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A Ressurreição

 

III – Pedro e João correm apressadamente ao sepulcro, para verificar a verdade do que lhes tinha sido dito, e para ver se conseguiam fazer alguma outra descoberta, vv. 3,4. Alguns pensam que os outros discípulos estavam com Pedro e João quando as notícias chegaram, pois elas “anunciaram todas essas coisas aos onze”, Lucas 24.9. Outros pensam que Maria Madalena contou sua história somente a Pedro e a João, e as outras mulheres contaram sua história aos demais discípulos. Mas nenhum deles foi ao sepulcro, exceto Pedro e João, que eram dois dos três primeiros discípulos de Cristo, frequentemente distinguidos dos demais por favores especiais. Observe que é bom quando aqueles que são mais honrados que outros, com os privilégios de discípulos, são mais ativos que outros, no dever de discípulos, mais desejosos de sofrer e arriscar-se em uma boa obra.

1. Veja aqui que uso devemos fazer da experiência e das observações de outros. Quando Maria lhes contou o que tinha visto, eles não se limitaram a aceitar a palavra dela, mas quiseram ir e ver com seus próprios olhos. Outros nos falam do consolo e do benefício das ordenanças? Devemos nos engajar, portanto, para testá-los. Venham e vejam como é bom estar perto de Deus.

2. Veja como devemos estar prontos para compartilhar com nossos amigos suas preocupações e temores. Pedro e João correram ao sepulcro, para que pudessem dar a Maria uma resposta satisfatória pelos seus zelos. Não devemos nos ressentir de quaisquer esforços que fazemos para socorrer e consolar os fracos e medrosos seguidores de Cristo.

3. Veja que pressa devemos ter em um bom trabalho, e quando estamos realizando uma boa tarefa. Pedro e João não se importaram, nem com sua comodidade, nem com sua seriedade, mas correram ao sepulcro, para poderem mostrar a força do seu zelo e da sua afeição, e não perderam tempo. Se estivermos no caminho dos mandamentos de Deus, devemos nos manter firmemente neste caminho.

4. Veja que boa coisa é ter boa companhia em um bom trabalho. Talvez nenhum destes discípulos ti­ vesse se arriscado a ir ao sepulcro sozinho, mas, estando juntos, não viram problema em fazê-lo. Veja Eclesiastes 4.9.

5. Veja que uma louvável competição existe entre os discípulos para ver quem será melhor, quem se superará naquilo que é bom. Não foi má educação para João, embora mais jovem, correr mais apressadamente que Pedro, e chegar primeiro ao sepulcro. Nós devemos fazer o melhor que pudermos, não invejando aqueles que conseguirem fazer melhor do que nós. Também não podemos desprezar aqueles que fizerem o que puderem, ainda que cheguem depois de nós.

(1) Aquele que chegou primeiro nesta corrida foi o “discípulo a quem Jesus amava” de uma maneira especial, e que, portanto, de uma maneira especial amou a Jesus. Observe que o senti­ mento do amor de Cristo por nós, despertando em nós amor por Ele, irá nos fazer sobressair-nos em virtude. O amor de Cristo irá nos impulsionar, mais do que qual­ quer outra coisa, a sermos abundantes no dever.

(2) Aquele deixado para trás era Pedro, que tinha negado seu Mestre, e estava entristecido e envergonhado por isto, e isto o atrapalhava, como um peso. O sentimento de culpa nos limita, e impede nossa expansão a serviço de Deus. Quando nossa consciência está ofendida, nós perdemos terreno.

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JOÃO 20: 1-10 – PARTE II

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A Ressurreição

 

II – Encontrando a pedra tirada, ela corre de volta até Pedro e João, que provavelmente estavam hospedados juntos naquela parte da cidade, não muito distantes, e os coloca a par do acontecido: “Levaram o Senhor do sepulcro”, invejosos da sua honra de ter um sepulcro tão decente, ‘e não sabemos onde o puseram’, nem onde podemos encontrá-lo, para podermos prestar-lhe nossos últimos respeitos”. Observe aqui:

1. Que Maria teve uma noção do que tinha acontecido. Ela encontrou a pedra tirada, olhou dentro do sepulcro e viu que estava vazio. Seria de se esperar que o primeiro pensamento que lhe viesse à mente fosse: Certamente o Senhor ressuscitou, pois sempre que lhes dizia que seria crucificado, o que ela tinha visto acontecer, Ele ainda acrescentava, imediatamente, que ressuscitaria ao terceiro dia. Ela tinha podido sentir o grande terremoto que aconteceu quando se dirigia ao sepulcro, ou se preparava para ir até lá, e agora via o sepulcro vazio, e ainda assim a ideia da ressurreição não entrava na sua mente? Nenhuma conjetura, nenhuma suspeita disto? É o que parece, pela estranha interpretação que ela dá à remoção da pedra, que foi muito ilógica. Observe que, quando refletimos sobre nossa própria conduta em um dia nublado e escuro, ficamos assombrados com nossa estupidez e falta de atenção, a ponto de não ter tais pensamentos que posteriormente parecem óbvios, e como eles podiam estar tão fora de alcance quando precisamos deles. Ela sugeriu: “Levaram o Senhor”. Ou os principais dos sacerdotes o levaram, para colocá-lo em um lugar pior, ou José de Arimatéia e Nicodemos o levaram, depois de pensar melhor, para evitar a má vontade dos judeus. Qualquer que fosse sua suspeita, parece que o fato de o corpo ter desaparecido tinha trazido uma grande irritação a ela, ao passo que, se ela tivesse interpretado corretamente, nada poderia ser mais feliz. Observe que os crentes fracos frequentemente fazem objeto de suas queixas aquilo que, na verdade, é razão para esperança, e motivo de alegria. Nós nos queixamos de que este ou aquele consolo são retirados, e não sabemos como recuperá-los, quando, na verdade, a retirada dos consolos temporais que nós lamentamos se destina à ressurreição dos nossos consolos espirituais, nos quais devemos nos alegrar.

2. Que ela fez um relato a Pedro e a João. Ela não ficou se lamentando, mas colocou seus amigos a par da situação. Observe que a comunicação das nossas tristezas é uma parte importante da comunhão dos santos. Observe que Pedro, embora tivesse negado ao seu Mestre, não tinha abandonado os amigos do seu Mestre, e a sinceridade do seu arrependimento fica evidente no fato de que ele estava associado ao discípulo a quem Jesus amava. E o fato de que os discípulos mantinham sua intimidade com ele, como anteriormente, apesar da sua queda, nos ensina a restaurar aqueles que falharam, com um espírito de mansidão. Se Deus os recebeu, depois do seu arrependimento, por que não o faremos nós?

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JOÃO 20: 1-10 – PARTE I

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A Ressurreição

 

Não havia nada de que os apóstolos se interessassem mais em produzir provas substanciais do que da ressurreição do seu Mestre:

1. Porque sua ressurreição era aquilo a que Ele mesmo apelava como sendo a última e mais convincente prova de que Ele era o Messias. Àqueles que não cressem nos outros sinais, se faria referência a este milagre do profeta Jonas. Portanto, os inimigos estavam muito interessados em reprimir as notícias deste sinal, porque isto seria incitar a questão e, se Ele ressuscitasse, eles não somente seriam assassinos, mas assassinos do Messias.

2. Porque era disto que dependia o cumprimento da sua missão pela nossa redenção e salvação. Se Ele der sua vida como um resgate, e não retomá-la, não parecerá que sua doação foi aceita como uma expiação. Se Ele ficar prisioneiro pela nossa dívida, e assim permanecer, nós estaremos perdidos, 1 Coríntios 15.17.

3. Porque Ele nunca se manifestou vivo, depois da sua ressurreição, a todo o povo, Atos 10.40,41. Nós deveríamos ter dito: “Que sua morte ignominiosa seja privativa, e sua gloriosa ressurreição seja pública”. Mas os pensamentos de Deus não são os nossos, e Ele ordenou que a morte de Cristo fosse pública, perante o sol, pelo mesmo sinal através do qual o sol enrubesceu e ocultou sua face. Mas as demonstrações da sua ressurreição deveriam ser preservadas como um favor aos seus amigos em particular, e por meio deles ser divulgadas ao mundo, para que aqueles que não tinham visto, e ainda assim tinham crido, pudessem ser bem-aventurados. O método de prova é tal que dê satisfação abundante àqueles que estão piedosamente dispostos a receber a doutrina e a lei de Cristo, e ainda abre lugar para as objeções daqueles que são determinadamente ignorantes e obstinados na sua descrença. E este é um teste justo, adequado ao caso daqueles que estão em experiência.

Nestes versículos, temos o primeiro passo dado para a prova da ressurreição de Cristo, que é o sepulcro sendo encontrado vazio. “Ele não está aqui, e, sendo assim, eles devem nos dizer onde Ele está, ou concluiremos que Ele ressuscitou”.

 

I – Maria Madalena, indo ao sepulcro, “viu a pedra tirada do sepulcro”. Este evangelista não menciona as outras mulheres que estavam com Maria Madalena, mas somente ela, porque ela foi a mais ativa e ousada nesta visita ao sepulcro, e nela ficou evidente o maior afeto. E foi um afeto despertado por uma boa causa, em consideração às grandes coisas que Cristo tinha feito por ela. Muito lhe tinha sido perdoado, por isto ela muito amava. Ela tinha mostrado seu afeto por Jesus enquanto Ele vivia, aprendendo sua doutrina, ministrando a Ele com o que tinha, Lucas 8.2,3. Não parece que ela tivesse qualquer interesse agora em Jerusalém, exceto servi-lo, pois as mulheres não eram obrigadas a subir à festa, e provavelmente ela e as outras o seguiam de perto, como Eliseu seguiu a Elias, agora que sabia que seu mestre seria tomado por de cima de sua cabeça, 2 Reis 2.1-6. Os constantes exemplos do respeito que ela tinha por Ele, na sua morte, e depois dela, provam a sinceridade do seu amor. Observe que o amor por Cristo, para ser sincero, deve ser constante. O amor de Maria Madalena por Cristo era forte como a morte, a morte de cruz, pois o amor foi o motivo pelo qual o Senhor morreu na cruz; cruel como o sepulcro, pois ela fez uma visita a ele, e não se acovardou pelos seus terrores.

1. Ela “foi ao sepulcro”, para lavar o corpo com suas lágrimas, pois foi até lá, para ali chorar e ungir Jesus com o bálsamo que tinha preparado. O sepulcro é um lugar ao qual as pessoas não desejam fazer visitas. Aqueles que são postos entre os mortos estão separados dos vivos, e visitar um túmulo é uma demonstração de afeto pela pessoa falecida. Mas, geralmente, isto é especialmente amedrontador para as mulheres. Poderia ela, que não tinha força suficiente para afastar a pedra, pretender ter tal presença de espírito para entrar no sepulcro? A religião judaica proibia os judeus de se envolverem além do necessário com sepulcros e cadáveres. Ao visitar o sepulcro de Cristo, ela se expôs, e talvez aos discípulos, à suspeita de um desejo de furtar seu corpo. E que serviço real ela poderia fazer ao Senhor através de uma atitude como esta? Mas seu amor responde a esta, e a mil objeções similares. Observe:

(1) Nós devemos nos empenhar em honrar a Cristo naquilo em que não pudermos ser produtivos para Ele.

(2) O amor por Cristo remove o terror da morte e do sepulcro. Se não pudermos ir até Cristo, exceto por aquele vale escuro, mesmo ali, se o amarmos, não temeremos mal algum.

2. Ela veio tão cedo quanto pôde, pois veio:

(1) “No primeiro dia da semana”, tão logo tinha terminado o sábado, desejando, não vender grãos e expor trigo (como Amós 8.5), mas estar no sepulcro. Aqueles que amam a Cristo aproveitarão a primeira oportunidade de testemunhar seu respeito por Ele. Este era o primeiro dia de repouso cristão, e ela o começou da maneira correta, procurando por Cristo. Ela tinha passado o dia anterior comemorando o trabalho da criação, e, portanto, descansando. Mas agora ela estava buscando o trabalho da redenção, e por isto faz uma visita a Cristo, e este crucificado.

(2) Ela “foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro”. Observe que aqueles que desejam procurar a Cristo, para encontrá-lo, devem procurá-lo cedo, isto é:

[1] Procurá-lo ansiosamente, com uma preocupação tal que até mesmo interrompe o sono. Despertar-se cedo, por medo de perdê-lo.

[2] Procurá-lo persistentemente. Nós devemos negar o repouso, a nós mesmos e aos nossos, para procurar a Cristo.

[3] Procurá-lo logo, cedo, nos nossos dias, cedo todos os dias. “Pela manhã, ouvirás a minha voz”. Um dia que começa assim tem grandes possibilidades de terminar bem. Aqueles que procurarem a Cristo diligentemente, “sendo ainda escuro”, serão iluminados a respeito dele com uma luz que brilhará cada vez mais.

3. Ela “viu a pedra tirada do sepulcro”. Esta era aquela pedra que ela tinha visto rolar para fechar sua entrada. Isto foi:

(1) Uma surpresa para ela, pois não esperava isto. Cristo crucificado é a fonte de vida. Seu sepulcro é uma das fontes da salvação, se formos até ele com fé. Embora para um coração carnal isto seja uma fonte fechada, nós veremos que a pedra foi retirada (como Genesis 29.10), e assim teremos livre acesso aos seus consolos. Os frequentes incentivos daqueles que buscam ao Senhor bem cedo são consolos surpreendentes.

(2) Era o começo de uma gloriosa descoberta. O Senhor tinha ressuscitado, embora, a princípio, ela não tenha compreendido isto. Observe que:

[1] Aqueles que são mais constantes na sua adesão a Cristo, e mais diligentes nas suas buscas por Ele, normalmente têm as primeiras e mais doces notícias da graça divina. Maria Madalena, que seguiu a Cristo até o final da sua humilhação, encontrou-o no início da sua exaltação.

[2] Deus normalmente se revela, e aos seus consolos, gradualmente para nós, para despertar nossas expectativas e motivar nossa busca.

ALIMENTO DIÁRIO

JOÃO 19: 38-42 – PARTE V

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O Sepultamento de Cristo

 

V – O funeral solenizado (v. 42): ”Ali… puseram a Jesus”, isto é, o corpo de Jesus. Alguns pensam que mencionar Jesus aqui sugere a inseparável união entre as naturezas divina e humana. Mesmo este cadáver era Jesus, o Salvador, pois sua morte é nossa vida. Jesus ainda é o mesmo, Hebreus 13.8. Ali o puseram, porque era o dia da preparação.

1. Observe aqui a deferência que os judeus tinham pelo sábado, e pelo dia da preparação. Antes do sábado da Páscoa, eles tinham um dia solene de preparação. Este dia tinha sido mal observado pelos principais dos sacerdotes, que se denominavam de igreja, mas foi bem observado pelos discípulos de Cristo, que eram considerados perigosos à igreja, e frequentemente é assim.

(1) Eles não desejavam adiar o funeral até o sábado, porque é necessário um dia de descanso e alegria para os santos, algo com que as atividades e a tristeza de um funeral não combinam.

(2) Eles não desejavam realizá-lo muito tarde, no dia da preparação para o sábado. Aquilo que deve ser feito na tarde que antecede o dia de repouso, deve ser planejado para que não invada este dia, nem nos in­ disponha para suas atividades.

2. Observe a comodidade que tiveram com um sepulcro próximo. O sepulcro de que fizeram uso estava próximo. Talvez, se tivessem tido tempo, eles o tivessem lavado até Betânia, e o tivessem sepultado entre seus amigos ali. E eu tenho certeza de que Ele tinha mais direito de ter sido sepultado no sepulcro principal dos filhos de Davi do que qualquer dos reis de Judá. Mas foi assim ordenado que Ele fosse disposto em um sepulcro próximo:

(1) Porque o Senhor Jesus deveria permanecer ali somente por pouco tempo, como em uma hospedaria, e, portanto, Ele aceitou a primeira que se lhe ofereceu.

(2) Porque era um sepulcro novo. Aqueles que o prepararam nunca teriam imaginado quem iria inaugurá-lo, mas a sabedoria de Deus tem alcances infinitamente além dos nossos, e Ele faz o uso que desejar de nós e do que temos.

(3) Com isto, somos ensinados a não ser excessivamente curiosos quanto ao lugar do nosso sepultamento. No lugar em que a árvore cair, por que não ficará? Pois Cristo foi sepultado no sepulcro que estava próximo. Foi a fé na promessa de Canaã que orientou os desejos do patriarca que queria que seus ossos fossem levados para lá, a despeito do local onde fosse sepultado. Mas agora, como esta promessa foi substituída por uma melhor, este cuidado não é mais necessário.

Assim, sem pompa ou solenidade, o corpo de Jesus é colocado no sepulcro frio e silencioso. Aqui, aquele que é nossa garantia fica aprisionado pelas nossas dívidas, de modo que, quando Ele for libertado, sua libertação será a nossa. Aqui, o Sol da justiça ficará por algum tempo, para erguer-se novamente em maior glória, e nunca mais se pôr. Aqui, temos alguém que está aparentemente cativo da morte, mas que, na verdade, é o verdadeiro vencedor da morte, pois aqui a morte propriamente dita morreu, e o sepulcro foi derrotado. Graças a Deus, que nos deu a vitória.