ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 21: 5-9Alimento diário

MÁXIMAS DIVERSAS

 

V. 5 – Aqui temos:

1. O caminho para ser rico. Se desejarmos viver com abundância e conforto no mundo, devemos ser diligentes em nossas atividades, e não recuar do esforço e das dificuldades, mas prosseguir neles, aproveitando todas as vantagens e oportunidades para realizá-las, e fazendo o que fazemos, com todas as nossas forças; mas não devemos ser precipitados nisto, nem nos apressar ou apressar aos outros com isto, mas continuar agindo corretamente e suavemente, o que, como dizemos, faz grandes avanços em um dia. Com a diligência deve haver planejamento. Os pensamentos do diligente são tão necessários como as mãos do diligente. A previsão é tão boa como o trabalho. Vês um homem prudente e diligente? Ele terá o suficiente de que viver.

2. O caminho para ser pobre. Os que são precipitados, que agem impensadamente em seus negócios, e que não tomam tempo para pensar, que ambicionam o ganho, certo ou errado, e que se apressam para ser ricos com práticas injustas ou projetos imprudentes, estão no caminho certo para a pobreza. Os seus planos e pensamentos, pelos quais esperam se exaltar os destruirão.

 

V. 6 – Este verso mostra a tolice dos que esperam enriquecer, por meios desonestos, oprimindo e sobrepujando aqueles com quem lidam, por meio de falsos testemunhos, ou por contratos fraudulentos, a tolice dos que não têm escrúpulos em mentir quando há a possibilidade de lucrar alguma coisa com tal atitude. Eles podem, talvez, ajuntar tesouros desta maneira, mas:

1. Não encontrarão a satisfação que esperam. É uma vaidade, levada de um lado a outro, será desapontamento e angústia de espírito para eles; eles não terão a consolação desta riqueza, nem poderão confiar nela, mas serão perpetuamente inquietos e intranquilos. Esta satisfação será atirada, de um lado a outro, por suas consciências, e pelas censuras dos homens, e eles devem esperar estar em uma pressa constante.

2. Eles encontrarão a destruição que não esperam. Enquanto estão procurando riquezas, por meio destas práticas tão ilícitas, estão, na verdade, procurando a morte; eles se expõem à inveja e à má vontade dos homens pelos tesouros que obtêm, e à ira e à maldição de Deus, pela língua falsa com que obtêm os tesouros, que Ele fará cair sobre eles, e afundá-los no inferno.

 

V. 7 – Veja aqui:

1. A natureza da injustiça. Obter dinheiro com mentiras (v. 6) não é melhor do que o roubo puro e simples. Trapacear é roubar; você pode roubar a carteira de um homem ou pode, ao fazer um negócio, se aproveitar dele por meio de uma mentira, da qual ele não tem proteção nenhuma, a não ser não crendo em você; e não será desculpa para a culpa do roubo dizer que ele poderia decidir se iria crer ou não em você, pois esta é uma dívida que devemos ter com todos os homens.

2. A causa da injustiça. Os homens se recusam a praticar a justiça; eles não darão a todos o que lhes é devido, mas o reterão, e as omissões abrem caminho para comissões; com o tempo eles chegam ao próprio roubo. Os que se recusam a praticar a justiça decidirão praticar a injustiça.

3. Os efeitos da injustiça; ela retornará sobre a cabeça do próprio pecador. O roubo dos ímpios os aterrorizará (segundo alguns); as suas consciências se encherão de horror e espanto, os cortarão, os separarão (segundo outros ); isto os destruirá, aqui e para sempre, por isto foi dito (v. 6) que eles buscam a morte.

 

V. 8 – Isto mostra que, assim como são os homens, também é o seu caminho.

1. Os homens maus têm maus caminhos. Se o homem é rebelde, o seu caminho também é tortuoso; e este é o caminho de muitos homens, tal é a corrupção geral da humanidade. Desviaram-se todos (Salmos 14.2,3); toda a carne perverteu o seu caminho. Mas o homem perverso, o homem de fraude, que age com astúcia e trapaça em tudo o que faz, o seu caminho é tortuoso, contrário a todas as regras de honra e honestidade. É tortuoso, pois você não sabe onde encontrá-lo, nem quando o terá; é tortuoso, pois está alienado de todo o bem, e afasta os homens de Deus e da sua bondade. É aquilo que Ele contempla à distância, e todos os homens honestos também o fazem.

2. Os homens que são puros provam sê-lo por suas obras, pois são retas, são justas e regulares; e são aceitas por Deus e aprovadas pelos homens. O caminho da humanidade, na sua apostasia, é perverso e tortuoso; mas quanto aos puros, os que, pela graça de Deus, são recuperados deste estado, de que há um aqui e outro ali, a sua obra é reta, como foi a de Noé, no mundo antigo (Genesis 7.1).

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ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 21: 1 – 4

Alimento diário

MÁXIMAS DIVERSAS

 

V. 1 – Observe:

1. Até mesmo os corações dos homens estão na mão de Deus, e não somente os seus passos, como ele tinha dito (Provérbios 20.24). Deus pode modificar as mentes dos homens; Ele pode, por uma poderosa e imperceptível operação em seus espíritos, desviá-los daquilo a que parecem mais decididos, e incliná-los àquilo a que pareciam mais contrários, da mesma maneira como o lavrador, por meio de canais, pode fazer com que a água atravesse as suas terras, da maneira como ele quiser, o que não altera a natureza da água, nem lhe impõe nada, não mais do que a providência de Deus atua sobre a liberdade nativa da vontade do homem, mas direciona o seu curso, para servir aos seus propósitos. 

2. Até mesmo os corações dos reis estão na mão de Deus, apesar de seus poderes e suas prerrogativas, tanto quanto os corações das pessoas comuns. Os corações dos reis são insondáveis para nós, e muito mais impossíveis de controlar por nós; da mesma maneira como eles têm seus ii segredos de estado, também têm grandes prerrogativas de sua coroa; mas o grande Deus os tem, não somente sob os seus olhos, mas na sua mão. Os reis são aquilo que Ele os torna. Os que são mais absolutos estão sob o governo de Deus; Ele põe coisas em seus corações (Apocalipse 17.17; Ed 7.27).

 

V. 2 – Observe:

1. Todos nós podemos ser parciais, na avaliação de nós mesmos e das nossas próprias ações, e podemos pensar de maneira excessivamente favorável sobre o nosso próprio caráter, como se não houvesse nada de erra do nele: “Todo caminho do homem é reto aos seus olhos”. O coração soberbo é muito inventivo, em dar uma aparência agradável a algo feio, e ao fazer com que pareça correto, para si mesmo, aquilo que está longe de sê-lo, para calar a boca da consciência.

2. Nós temos certeza de que o juízo de Deus, a nosso respeito, é segundo a verdade. Qualquer que seja a nossa opinião a nosso respeito, o Senhor sonda o coração. Deus investiga o coração e julga os homens de acordo com ele, e julga os seus atos de acordo com seus princípios e intenções; e o seu juízo é tão exato como o nosso juízo é, sobre aquilo que mais ponderamos, ou ainda mais; Ele o pesa em uma balança que não é enganosa (Provérbios 16.2).

 

V. 3 – Aqui:

1. Está a sugestão de que muitos se enganam com um conceito de que, se oferecerem sacrifício, isto os isentará de fazer justiça, e lhes obterá uma dispensa pela sua injustiça; e isto faz com que o seu caminho pareça correto (v. 2). “Jejuamos” (Isaias 58.3). “Sacrifícios pacíficos tenho comigo” (Provérbios 7.14).

2. Está a declaração clara de que viver uma boa vida (agir com justiça e misericórdia caridosa) é mais agradável para Deus do que os mais pomposos e caros exemplos de devoção. Os sacrifícios haviam sido instituídos por Deus, e eram aceitáveis por Ele, se oferecidos com fé e arrependimento, caso contrário, não (Isaias 1.11, etc.). Mas até mesmo então, os deveres morais eram preferidos a eles (1 Samuel 15.22), o que indica que a sua excelência não era inata, nem a obrigação a eles, perpétua (Malaquias 6.6-8). Grande parte da religião está em fazer justiça e julgar com retidão, por um princípio de dever para com Deus, desprezo para com o mundo, e amor pelo nosso próximo; e isto é mais agradável para Deus do que todas as ofertas de holocausto e sacrifícios (Marcos 12.33).

 

V. 4 – Isto pode ser interpretado, como nos mostrando:

1. As marcas de um homem ímpio. Aquele que tem um olhar altivo e um coração soberbo, que se comporta com insolência e escárnio, com relação a Deus e ao homem, e que está sempre tramando, planejando uma ou outra maldade, é, verdadeiramente, um homem ímpio. A lâmpada do ímpio é o pecado (conforme a versão RA). O pecado é a soberba, a ambição, a glória e a alegria, e os assuntos de homens ímpios.

2. As desgraças do homem ímpio. As suas expectativas, os seus altos desígnios, e os seus planos mais detalhados, são um pecado para ele; ele contrai culpa neles e assim prepara dificuldades para si mesmo. O interesse de todos os ímpios, bem como o seu prazer, não é nada, senão pecado. Eles fazem tudo para servir a seus desejos, e não consideram a glória de Deus nisto, e por isto o seu esforço, a sua lavoura, é pecado, e não é de admirar que até o seu sacrifício também seja pecado (Provérbios 15.8).

ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 20: 29-30

Alimento diário

MÁXIMAS DIVERSAS

 

V. 29 – Isto mostra que tanto os jovens como os velhos têm seus benefícios, e por isto cada um deles deve, de acordo com suas capacidades, ser útil para o público, e nenhum deles deve invejar ou desprezar o outro.

1. Que os velhos não desprezem os jovens, pois são fortes e preparados para a ação, capazes de desempenhar atividades e atravessar dificuldades contra as quais os velhos e fracos não conseguem lutar. A glória cios jovens é a sua força, com a condição ele que a usem bem (no serviço de Deus e da sua nação, e não dos seus desejos), e de que não se orgulhem dela, nem confiem nela.

2. Que os jovens não desprezem os velhos, pois são graves, e apropriados para os conselhos, e, embora não tenham a força que têm os jovens, ainda assim têm mais sabedoria e experiência. Deus honrou o velho, pois a sua cabeça branca é a sua beleza. Veja Daniel 7.9.

 

V. 30 – Observe:

1. Muitos precisam de severas repreensões. Alguns filhos são tão obstinados que seus pais não conseguem lhes fazer o bem, sem severa correção; alguns criminosos precisam sentir o rigor ela lei e da justiça pública; métodos gentis não funcionarão com eles: eles elevem ser castigados com severidade. E o Deus sábio percebe que os seus próprios filhos, às vezes, precisam de aflições muito intensas.

2. As repreensões severas, às vezes, fazem um grande bem, da mesma maneira como uma substância corrosiva contribui para a cura de um ferimento, corroendo o inchaço. A vara expulsa até mesmo aquela tolice que estava presa no coração, purificando o mal que havia ali.

3. Frequentemente, aqueles que mais precisam de severas repreensões, são os que as menos suportam. Tal é a corrupção da natureza que os homens detestam ser repreendidos severamente por seus pecados, tanto quanto detestam ser espancados até que doam seus ossos. A correção é dolorosa para aquele que abandona o caminho, mas, apesar disto, é boa para ele (Hebreus 12.11).

ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 20: 25-28

Alimento diário

MÁXIMAS DIVERSAS

 

V. 25 – Duas coisas, pelas quais Deus é grandemente ofendido, são aqui descritas como laços para os homens, envolvendo-os não somente em culpa, mas em dificuldades e destruição, no final:

1. O sacrilégio, a separação, por parte do homem, de coisas santas, e a sua conversão para seu próprio uso, o que é aqui, descrito como devorá-las. O que é dedicado de alguma maneira ao serviço e à honra ele Deus, para o sustento da religião e ela adoração divina ou para o alívio dos pobres, deve ser conscienciosamente preservado para os propósitos aos quais foi designado; e aquele que, diretamente ou indiretamente, se apropria ilegalmente de tais coisas, ou anula o propósito para o qual se destinavam, terá muito a explicar. Roubará o homem a Deus? Nos dízimos e nas ofertas alçadas? (Malaquias 3.8). Os que passam por cima dos deveres religiosos (a sua pregação e oração) e os realizam apressadamente e sem cuidado, como impacientes para que logo sejam concluídos, podem ser descritos como devorando o que é sagrado.

2. A ruptura do concerto. É um laço para o homem, depois ele ter feito votos a Deus, indagar como poderá escapar deles, ou ser dispensado deles, e inventar desculpas para infringi-los. Se o seu assunto era duvidoso, e as expressões ambíguas, era culpa dele: ele deveria tê-los feito com mais cautela e consideração, pois isto envolverá a sua consciência (se ela for sensível) em grandes perplexidades, se ele tiver que investigar a respeito de tais fatos, posteriormente (Eclesiastes 5.6); pois, depois que abrimos a nossa boca para o Senhor , é tarde demais para pensar em recuar (Atos 5.4).

 

V. 26 – Veja aqui:

1. Qual é a função dos magistrados. Eles devem ser um terror para os malfeitores. Eles devem dissipar os ímpios, que se aliam, para auxiliar e encorajar; uns aos outros, nas obras do mal: e não há como fazer isto, se não trazendo castigos sobre eles, isto é, colocando as leis em execução contra eles, esmagando o seu poder e reprimindo os seus projetos. A severidade deve, às vezes. ser usada para livrar a nação daqueles que são abertamente malévolos e pecadores, pervertidos e corruptores.

2. Qual é a qualificação necessária dos magistrados para que possam fazer isto. Eles precisam ser piedosos e prudentes, pois é o rei sábio, que é religioso e também criterioso, que irá conseguir a supressão do mal e a reforma dos costumes.

 

V. 27 – Temos aqui a dignidade da alma, a magnífica alma do homem, aquela luz que ilumina todos os homens.

1. É uma luz divina; é a lâmpada do Senhor, uma lâmpada da sua luz, pois é a inspiração do Todo-Poderoso que nos dá entendimento. Ele forma o espírito do homem dentro dele. É segundo a imagem de Deus que o homem se renova para o conhecimento. A consciência, esta nobre faculdade, é a representante de Deus na alma: é uma lâmpada dos espíritos é, portanto, chamado de Pai das luzes.

2. É uma luz reveladora. Com a ajuda da razão, nós podemos conhecer os homens, avaliar seu caráter e mergulhar em seus desígnios, e com a ajuda da consciência, podemos conhecer a nós mesmos. O espírito de um homem tem uma autoconsciência (l Coríntios 2.11); ela investiga as disposições e sentimentos da alma, louva o que é bom, condena o que não é, e julga os pensamentos e as intenções do coração. Esta é a função, este é o poder da consciência, devemos, portanto. nos preocupar com que seja informada corretamente, e mantida sem profanação.

 

V.  28 – Aqui temos :

1. As virtudes de um bom rei são a benignidade e a verdade, particularmente a benignidade, pois é mencionada duas vezes aqui. Ele deve ser estritamente fiel à sua palavra, deve ser sincero e abominar toda e qualquer dissimulação, deve desempenhar religiosamente todas as atribuições que lhe foram confiadas, deve sustentar e encorajar a verdade. De igual maneira, deve governar com clemência, e por todos os atos de compaixão, conquistar o afeto do seu povo. A benignidade e a verdade são as glórias do trono de Deus, e os reis são chamados de deuses.

2. Os benefícios que ele obtém com elas. Estas virtudes preservarão a sua pessoa e sustentarão o seu governo, e o tornarão tranquilo e seguro, amado pelo seu próprio povo e temido por seus inimigos, se vier a ter algum.

ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 20: 21-24

MÁXIMAS DIVERSAS

V. 21 – Observe:

1. É possível que alguém obtenha uma propriedade repentinamente e rapidamente. Existem aqueles que desejam ser ricos, de um modo certo ou errado, que não se importam com o que dizem ou fazem, se puderem apenas conseguir dinheiro com isto, e que, se puderem, enganarão seu próprio pai, e que sordidamente economizam e acumulam o que conquistam, negando a si mesmos e às suas famílias o alimento conveniente, e pensando que nada é importante, exceto aquilo com que compram terra ou que aplicam a juros. É desta maneira que um homem pode ficar rico, pode ficar muito rico, em pouco tempo, na sua primeira tentativa.

2. Uma propriedade que é obtida repentinamente é, com a mesma rapidez, arruinada. Ela foi obtida precipitadamente, mas não tendo sido adquirida honestamente, logo amadurece e logo apodrece: o seu fim não será bendito por Deus, e, se Ele não o abençoar, não poderá ser confortável nem ter continuidade, de modo que, no final, aquele que a possui, será um tolo. Seria melhor que ele tivesse levado algum tempo, e a tivesse construído firmemente.

V. 22 – Os que vivem neste mundo devem esperar que lhes sejam feitas ofensas,  afrontas, e que lhes sejam criadas dificuldades injustamente, pois vivem entre espinhos. Aqui, lemos o que fazer quando nos for feita uma injustiça.

1. Não devemos nos vingar, nem mesmo pensar em vingança. nem desejá-la: não digas, nem mesmo em teu coração:- vingar-me- ei do mal” . Não te alegres com a ideia de que, em uma ocasião ou outra, terás a oportunidade de ajustar as coisas com ele. Não desejes vingança, nem esperes por ela, e muito menos decidas vingar-te, nem mesmo quando a ofensa for recente e o ressentimento causado por ela, muito profundo. Nunca digas que farás alguma coisa que não possas, com fé, pedir que Deus te ajude a colocar em prática, e que venha a ser uma atitude vingativa.

2. Nós devemos recorrer a Deus, e deixar que Ele defenda a nossa causa, preserve o nosso direito e ajuste as contas com aqueles que nos fazem o mal, da maneira como Ele julgar adequado, e no seu devido tempo: espera pelo Senhor, e dedica-te a agradá-lo, aquiesce com a sua vontade, e Ele não diz que irá punir aquele que te ofendeu (pelo contrário, Ele deseja que tu o perdoes e ore por ele), mas Ele te livrará, e isto é o suficiente. Ele te protegerá, de modo que quando passares por uma ofensa (como tememos, normalmente), não te exporá a outra; na verdade, Ele te recompensará com o bem, para contrabalançar a tua dificuldade e encorajar a tua paciência, como Davi esperou. quando Simei o amaldiçoou (2 Samuel 16.12).

V. 23 –

1.Isto tem o mesmo objetivo que o que foi dito no verso 10. 1. Isto é repetido aqui, porque é um pecado que Deus detesta duplamente (como a mentira, que é da mesma natureza que este pecado, e que é mencionada duas vezes, entre os sete pecados que Deus detesta, Provérbios 6.17.19 ), e porque provavelmente fosse muito praticado naquela época, em Israel, e por isto. menosprezado, como se não houvesse mal nele, sob a desculpa de que, como era comumente usado, não haveria comércio sem ele.

2. Aqui é acrescentado, “Balanças enganosas não são boas”, indicando que não somente esta prática é abominável para Deus, mas também não lucrativa para o próprio pecador: não existe. realmente, nenhum bem a ser obtido por esta prática, nem uma boa barganha, pois uma barganha obtida por meio de fraude será, no final, uma barganha de perdas.

V.24 – Aqui, nos é ensinado que, em todos os nossos assuntos:

1. Temos uma dependência necessária e constante de Deus. Todos os nossos atos naturais dependem da sua providência, todos os nossos atos espirituais dependem da sua graça. O melhor homem não será melhor do que Deus o faz; e cada criatura é, para nós, aquilo que a vontade de Deus determinou que ela seja. A. nossas iniciativas são bem sucedidas, não conforme nosso desejo, mas como Deus ordena e dispõe. Os passos do homem, até mesmo de um homem forte (pois este é o significado da palavra) são dirigidos pelo Senho1; pois a sua força é fraqueza, sem Deus, e a batalha nem sempre é do forte.

2. Não temos a presciência de eventos futuros, e por isto. não sabemos como prevê-los; então, como é que um homem entenderá o seu caminho? Como ele poderá dizer o que lhe acontecerá, uma vez que os conselhos de Deus. a respeito dele. são secretos? Portanto, como ele poderá. por si só, imaginar o que fazer, sem a orientação divina? Nós entendemos tão pouco o nosso próprio caminho que não sabemos o que é bom para nós, e por isto devemos usar a necessidade como se ela fosse uma virtude, e confiar o nosso caminho ao Senhor (pois o nosso caminho já está em suas mãos), seguir a sua orientação e nos submeter à disposição da sua Providência. .

ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 20: 17-20

Alimento diário

MÁXIMAS DIVERSAS

 V. 17 – Observe:

1. Pode ser agradável, à carne, aceitar o pecado: o pão da mentira, a riqueza obtida por meio de fraude, por mentira e opressão, pode ser doce para um homem, e ainda mais doce por ser obtida de maneira ilícita; tal é o prazer que a mente carnal sente com o sucesso de seus projetos ímpios. Todos os prazeres e benefícios do pecado são o pão da mentira. Eles são roubados, pois são frutos proibidos; e enganarão os homens, pois não são aquilo que prometem. Durante algum tempo, no entanto, ficam debaixo da língua, como um doce bocado, e o pecador se considera bem-aventurado neles. Mas:

2. Amargos se tornarão. Posteriormente, a boca do pecador se encherá de pedrinhas de areia. Quando a sua consciência for despertada, quando ele vir que foi enganado, e perceber a ira de Deus contra ele, pelo seu pecado, como será, então doloroso e desconfortável a lembrança desse pecado! Os prazeres do pecado duram apenas algum tempo, e são seguidos pela angústia. Algumas nações puniam os malfeitores, misturando areia ao seu pão.

 

V. 18 – Observe:

1. É bom, em todos os aspectos, agir com deliberação, e ponderar, pelo menos em nosso próprio pensamento, e, em questões importantes, consultar nossos amigos, antes de decidir, mas particularmente pedir o conselho de Deus, e implorar que Ele nos oriente, e observar a orientação que vier dele. Esta é a maneira de estabelecer nossas mentes e nossos propósitos, e de sermos bem sucedidos em nossos negócios; ao passo que tudo o que é feito apressadamente e com precipitação se torna o motivo de um arrependimento constante. Dedique tempo à ponderação, e, no cômputo final, você agirá mais depressa.

1. É particularmente sensato que sejamos cautelosos ao fazer guerras. Considere, e aconselhe-se, se a guerra deve começar ou não, se isto será justo, se será prudente, se nós seremos um páreo para o inimigo, e capazes de dar continuidade a ela, quando for tarde demais para a retirada (Lucas 14.31); e, uma vez iniciada, considere como e com quais estratégias deverá ter continuidade, pois a administração é tão necessária como a coragem. Recorrer à lei é uma maneira de ir à guerra; por esta razão, é algo que deve ser feito com conselhos prudentes (Provérbios 25.8). A lei entre os romanos era nem insistir na guerra, nem fugir dela

V. 19 – É perigoso conviver com dois tipos de pessoas:

1. Os mexeriqueiros, ainda que sejam aduladores e, por palavras agradáveis, se insinuem nos relacionamentos dos homens. São pessoas sem princípios as que vivem difundindo estórias que provocam discórdias entre vizinhos e parentes, que semeiam, nas mentes das pessoas, inveja de seus governantes, de seus ministros, e uns dos outros, que revelam segredos que lhes são confiados ou que, por meios ilícitos, vêm a conhecer, e que, sob o pretexto de adivinhar os pensamentos e as intenções dos homens, dizem quais deles são realmente falsos. “Não te relaciones com estas pessoas, não lhes dês ouvidos, quando contam suas estórias e revelam segredos, pois podes ter certeza de que trairão os teus segredos também, e contarão estórias sobre ti”.

2. Os aduladores, pois normalmente são mexeriqueiros. Se um homem o adula, o lisonjeia e elogia, suspeite que ele tem algum mau propósito em relação a você, e fique vigilante; ele tomará de você aquilo que servirá para que ele invente uma estória para outra pessoa, para prejudicá-lo, por isto, com o que afaga com seus lábios, não te entremetas. Os que amam muito o seu próprio louvor, e que o compram pagando muito caro, depositarão a sua confiança em um homem, e lhe confiarão um segredo, porque ele os adula.

 

V. 20 – Aqui temos:

1. Um filho desobediente que se tornou muito ímpio gradualmente. Ele começou desprezando seu pai e sua mãe, ignorando suas instruções, desobedecendo às suas ordens, e se enraivecendo com suas repreensões, mas chegou a tal nível de atrevimento e impiedade, a ponto de amaldiçoá-los, de se dirigir a eles com linguajar obsceno e ultrajante, e de desejar o mal àqueles que foram essenciais para a sua existência e que tiveram tantos cuidados com ele; ele faz isto desafiando a Deus e à sua lei, segundo a qual, este era um crime punível com a morte (Êxodo 21.17, Mateus 15.4), e uma violação a todos os laços de dever, afeto natural e gratidão.

2. Um filho desobediente que se tornará muito infeliz, no final: “Apagar-se-lhe-á a sua lâmpada e ficará em trevas densas”; toda a sua honra cairá por terra, e ele perderá para sempre a sua reputação. Que nunca espere nenhuma paz ou consolação em sua mente, nem prosperidade neste mundo. Os seus dias serão abreviados, e a sua lâmpada se apagará, de acordo com o inverso da promessa do quinto mandamento. O relacionamento com a sua família será rompido, e a sua descendência será uma maldição para ele. E isto será a sua eterna ruína: a lâmpada da sua felicidade ficará na mais negra das trevas (este é o significado da palavra), aquela que é eterna (Judas 13, Mateus 22.13).

ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 20: 13-16

Alimento diário

MÁXIMAS DIVERSAS

 

V.13 – Observe:

1. Os que se gratificam no seu ócio podem esperar que lhes faltem itens necessários e essenciais, que deveriam ter sido obtidos por meio do trabalho honesto. Ainda que precises dormir (a natureza o exige), não ames o sono, como os que odeiam o trabalho. Não ames o sono, em si mesmo. mas somente como seja apropriado para que possas trabalhar. Não ames o sono, mas lamenta o tempo que é perdido nele, e deseja que possas viver sem ele, para que possas estar sempre envolvido no exercício de algo bom. Nós devemos permitir o sono ao nosso corpo, como os homens o permitem aos seus servos, porque estes não podem evitá-lo, e, não fosse assim, não lhes serviriam para nada. Os que amam o sono provavelmente serão empobrecidos, não somente porque perdem o tempo que usaram com o excesso de sono, mas porque contraem uma disposição apática e descuidada, e permanecem meio adormecidos, jamais estando totalmente despertos.

2. Os que se entusiasmam em seu trabalho podem esperar ter comodidade: abre os teus olhos, desperta-te e livra-te do sono, vê como já vai alto o dia, como o teu trabalho te necessita, e como estão atarefados os que estão à tua volta; e, quando estiveres desperto, olha os teus benefícios, e não percas oportunidades; dedica a tua mente intensamente aos teus negócios, e preocupa-te com eles. É a condição cômoda de um grande benefício: “Abre os teus olhos e te fartarás de pão”; ainda que não enriqueças, terás o suficiente, e isto é tão bom como um banquete.

 

V. 14 – Veja aqui:

1. Os artifícios que usam os homens, para conseguir uma boa barganha e pagar barato pelo que compram. Não somente pechincham com indiferença, como se não tivessem necessidade, não se importassem com a mercadoria, quando, talvez. não consigam passar sem ela (isto pode ser sinal de prudência), mas também denigrem e desvalorizam aquilo que sabem ter valor; clamam, “Nada vale, nada vale; tem este e aquele defeito, ou talvez possa ter; não é bom; e é caro demais: nós poderemos encontrar a mesma coisa, mais barata e melhor, em outro lugar, ou já compramos algo melhor e mais barato”. Este é o seu modo comum de lidar com os seus assuntos e negócios; e, afinal, pode ser que eles saibam que a verdade é o oposto do que afirmam; mas o comprador; que pode pensar que não tem outra maneira de ser justo com o vendedor, elogia de maneira extravagante as suas mercadorias, e justifica o preço que lhes atribui, e assim há erros dos dois lados. Assim sendo, a barganha seria feita igualmente bem, se tanto o comprador como o vendedor fossem modestos e falassem o que pensam.

2. O orgulho e o prazer que os homens obtêm de uma boa barganha, quando a conseguem, ainda que nisto contradigam a si mesmos. e reconheçam que foram dissimulados quando estavam realizando a barganha. Quando o comprador derrota o vendedor, que prefere baixar seu preço a perder um cliente (como muitos comerciantes pobres são forçados a fazer – um pequeno lucro é melhor do que nenhum), então segue o seu caminho, e se vangloria da mercadoria excelente que comprou, pelo preço que ele mesmo estipulou, e interpreta como uma afronta sobre o seu juízo se alguém desprestigia a sua barganha. Talvez ele conhecesse o valor da mercadoria melhor do que o próprio vendedor, e soubesse que grande negócio ele fez. Veja como os homens são propensos a sentir satisfação com suas conquistas, e orgulho de seus truques; ao passo que uma fraude e uma mentira são aquilo de que um homem deveria se envergonhar, ainda que tenha lucrado muito com elas.

 

V. 15 – Os lábios do conhecimento (um bom entendimento, que oriente os lábios, e uma boa elocução, para difundir o conhecimento) devem ser preferidos ao ouro, e pérolas, e rubis, pois:

1. São mais raros, mais difíceis de obter, e menos abundantes. Têm ouro nos bolsos muitos homens que não têm graça no seu coração. Nos tempos de Salomão, havia abundância de ouro (1 Reis 10.21), e abundância de rubis; todos os usavam; eles podiam ser comprados em todas as cidades. Mas a sabedoria é uma coisa rara, uma joia preciosa; poucos a têm de modo a fazer o bem com ela, e ela não pode ser comprada dos comerciantes.

2. Eles nos trazem mais riquezas e mais adornos. Eles nos tornam ricos, com relação a Deus, ricos em boas obras (1 Timóteo 2.9,10). Muitos apreciam o ouro, e um ou dois rubis não lhes adiantarão, eles precisam ter um grande número deles, um armário de joias; mas aquele que tem os lábios do conhecimento despreza estas joias, porque conhece e possui coisas melhores.

 

V. 16 – Aqui são mencionados dois tipos de pessoas, que estão destruindo seus bens, e em breve serão mendigos, e por isto não devemos ser seus fiadores:

1. Aqueles que se fazem fiadores de qualquer pessoa que lhes peça, que se envolvem em garantias impensadas para satisfazer a seus companheiros ociosos. No final, eles fraquejarão, não poderão resistir por muito tempo; estes desperdiçam os seus bens por atacado.

2. Os que se aliam com pessoas abandonadas, que tratam delas, e as cortejam, e lhes fazem companhia. Em pouco tempo, serão mendigos; nunca lhes dê crédito, sem uma boa garantia. Os estranhos têm estranhas maneiras de empobrecer os homens, para enriquecer a si mesmos.