A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

O MISTÉRIO DA SÍNDROME DAS PERNAS INQUIETAS

O mistério da síndrome das pernas inquietas

O transtorno conhecido como síndrome das pernas inquietas é um dos distúrbios mais desconhecidos não só por leigos, mas também por boa parte dos médicos não-especialistas em medicina do sono. O problema atinge até 5% da população mundial, mas, nos idosos, esse número salta para 10%. Estudos feitos no Canadá e nos Estados Unidos indicam que menos de 30% dos portadores são corretamente diagnosticados e tratados; acredita-se que no Brasil a situação seja ainda pior. Para tentarem reverter esse quadro, pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) publicaram um guia de diagnóstico e tratamento, dirigido a médicos de qualquer especialidade, nos Cadernos de Saúde Pública. Segundo os autores, muitos pacientes acabam sendo tratados como se tivessem ansiedade ou depressão, e o uso de antidepressivos agrava a síndrome das pernas inquietas. O distúrbio se caracteriza por desconforto dos membros inferiores, particularmente na hora de dormir e, em muitos casos, por queimação, pontadas, câimbras e formigamento. A pessoa sente uma irresistível compulsão por movimentar as pernas, na tentativa de obter algum alívio.

O problema é mais comum em mulheres após os 50 anos e durante a gravidez, em doadores frequentes de sangue ou em pessoas com Parkinson, diabetes, fibromialgia, artrite reumatoide e outras doenças. As causas são desconhecidas, mas um componente genético foi identificado. O tratamento é feito com medicamentos, prática de exercícios, psicoterapia, suspensão de remédios que agravam o quadro e de substâncias estimulantes (como cafeína e nicotina).

OUTROS OLHARES

ALÉM DA BOA ALIMENTAÇÃO

Quando o processo de adaptação alimentar é adequado, a nutrição e o desenvolvimento da criança são bem-sucedidos. E esse hábito também fortalece a relação com os pais e cuidadores.

Além da boa alimentação

Tem sido cada vez mais comum a queixa dos pais com relação à qualidade da alimentação dos seus filhos, seja em um grupo de mães, consultórios pediátricos, psicólogos ou nutricionistas infantis. O discurso na maioria das vezes é: “Meu filho não come bem”. Como entender se é fase de criança ou um transtorno que merece atenção e cuidados profissionais? Como agir? Devo forçar meu filho a comer o que não gosta? Deixá-lo com fome? Alimentar-se é algo essencial na manutenção da vida. Por meio de uma alimentação equilibrada garantimos o crescimento físico e a qualidade do funcionamento de todo organismo. Quando o processo de inserção e de adaptação alimentar é bem-sucedido, a criança tem uma nutrição e desenvolvimento adequados. Além disso, há fortalecimento da relação pais/ cuidador-filho. No entanto, quando problemas alimentares se instalam, essas variáveis podem ser colocadas em risco.

Considera-se dificuldade alimentar (DA) todo e qualquer problema que interfere de forma negativa no processo de suprir alimento ou nutrientes à criança. Porém tais dificuldades abrangem uma série de níveis de gravidade, que incluem: crianças “muito exigentes” com a comida, casos mais sérios de seletividade alimentar (típicos em crianças autistas) e crianças com transtorno alimentar restritivo evitativo.

Dentre os aspectos associados ao desenvolvimento dos problemas com a alimentação, Maranhão e colaboradores (2017) enfatizam alguns pontos principais: dificuldades precoces com alimentação (falha na amamentação e inadequada introdução dos primeiros alimentos) e problemas comportamentais. Os autores apresentam relatos de pesquisa que mostram a associação entre duração reduzida do aleitamento materno e introdução precoce de alimentação complementar com o desenvolvimento de seletividade alimentar na infância, além de outros que apontam que crianças amamentadas por, pelo menos, seis meses apresentam menor índice de dificuldades com a adaptação a novos alimentos.

Com relação ao comportamento, mencionam que, apesar de a maioria das crianças com alterações alimentares apresentar mais de uma causa subjacente, se destaca a frequência dos fatores comportamentais, presentes em cerca de 80% dos casos. Inclui-se como fator comportamental a presença de uma prática alimentar anormal e intrusiva dos pais/ cuidadores (fator mais importante). Buscando auxiliar o entendimento das diferentes dificuldades alimentares, Kerzner e colaboradores (2015) propõem uma classificação baseada em sete perfis.

MÁ INTERPRETAÇÃO DOS PAIS – Nessa categoria encontram-se crianças que apresentam algum tipo de inapetência ou recusa diante de certos tipos de alimento, porém ainda possuem uma alimentação variável. Tais crianças não apresentam problemas de crescimento ou de desnutrição, apesar da excessiva preocupação dos pais. Algumas vezes, a ansiedade dos pais pode até colaborar para uma dificuldade alimentar real, na medida em que adotam práticas inapropriadas diante do momento das refeições, como, por exemplo: gritar, bater ou forçar a criança a comer toda a comida quando esta já está satisfeita.

INGESTÃO ALTAMENTE SELETIVA – Inclui crianças que selecionam ou recusam alimentos de determinada característica (cheiro, sabor, textura, aparência ou consistência) e está intimamente relacionada a quadros de transtorno do espectro autista. Nesses casos, algumas alterações sensoriais podem estar relacionadas, como sensibilidade auditiva, desconforto em manipular ou tocar em produtos de determinadas consistências, como massas de modelar, pisar em areia, entre outros.

A gravidade pode variar desde uma aversão a certo grupo de alimentos (como as frutas ou as verduras) até casos mais graves, como determinar apenas dois tipos de alimentos em sua dieta (p. ex.: suco e arroz). A seletividade pode incluir também preferência para uma única forma de preparação ou marca comercial.

CRIANÇA AGITADA E COM BAIXO APETITE – Fazem parte desse perfil crianças extremamente ativas e inquietas que não possuem necessariamente uma seletividade, mas se preocupam mais em brincar do que comer. Normalmente se levantam durante as refeições, são os últimos a terminar e por isso podem não ganhar peso adequadamente ou ter certo déficit de nutrientes.

FOBIA ALIMENTAR – Normalmente associada a quadros de traumas alimentares (intubações, engasgos, asfixia, vômitos ocasionados por alimentação forçada). Na fobia alimentar, as crianças apresentam reação intensa de medo e estresse ao se deparar com o alimento.

PRESENÇA DE DOENÇA ORGÂNICA – Nesse caso, as crianças demonstram dificuldades alimentares decorrentes de alguma doença fisiológica de base, como transtornos gastrointestinais, doenças neurológicas ou psicomotoras. Não são consideradas, nesses casos, doenças transitórias e mais leves, como aftas ou estomatites agudas.

ALTERAÇÕES PSICOLÓGICAS OU NEGLIGÊNCIA – Casos de abandono, negligência na primeira infância ou problemas de vínculo mãe/ filho podem resultar em alterações de apetite e transtornos alimentares. Muitas vezes, a terceirização precoce dos cuidados com o bebê interfere na formação do apego, muito importante para o desenvolvimento saudável.

TRANSTORNO ALIMENTAR RESTRITIVO / EVITATIVO – Algumas vezes, as dificuldades alimentares trazem sérios problemas para a saúde física, emocional ou social do indivíduo, passando a se encaixarem nos critérios de transtorno. De acordo com os critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais – DSM-V, o transtorno alimentar restritivo/ evitativo refere-se a uma esquiva ou restrição da atividade alimentar que causa perda de peso, deficiência nutricional significativa, dependência de suplementação oral ou dieta enteral e/ ou interferência visível na área psicossocial da criança. A perturbação alimentar pode acontecer diante de alterações sensoriais relacionadas a odor, textura ou cor dos alimentos ou pela falta de interesse ou aversão ao alimento e merece maior atenção e tratamento por uma equipe multidisciplinar (APA, 2014).

QUANDO BUSCAR AJUDA?

Alguns problemas podem ser transitórios e se resolvem na ausência de intervenção. Outros precisarão de um acompanhamento especializado. Não é necessário que haja um transtorno estabelecido para a procura de ajuda. Os pais podem e devem buscar orientação e/ ou tratamento sempre que houver algum indício de sofrimento ou prejuízo por parte da criança ou que, de alguma forma, as dificuldades alimentares estejam atrapalhando na dinâmica familiar (p. ex.: as refeições da criança sempre precisam ser diferenciadas das do restante da família; quando sai com a família para algum restaurante não come nada) ou social (criança evita ir para casa de amigos devido à restrição alimentar).

PSICOTERAPIA

Como a terapia cognitivo­ comportamental (TCC) é uma abordagem semiestruturada, objetiva e baseada em metas, tem sido bem indicada nas intervenções associadas às dificuldades com alimentação, pois é possível identificar os pensamentos distorcidos e padrões comportamentais que influenciam e mantêm o padrão de resistência, seletividade ou aversão ao alimento. Ainda existem poucos registros sobre técnicas específicas para casos de dificuldades alimentares e padrões restritivos, sendo mais comum na literatura estratégias voltadas a transtornos como anorexia e bulimia.

É importante destacar que a família tem uma influência enorme nos hábitos e comportamentos alimentares. É imprescindível que o profissional faça questionamentos precisos sobre a dinâmica alimentar da família, numa construção de uma anamnese seletiva para a questão principal, com a investigação do estilo parental e do perfil da criança.

O processo terapêutico deve ser baseado em atividades lúdicas. Gradativamente, com psicoeducação e exposição, favorecendo inicialmente segurança no processo. Algumas estratégias práticas podem ser adotadas com o auxílio de materiais lúdicos.

PLANO DE INTERVENÇÃO

O desenvolvimento de dificuldades alimentares é complexo e envolve uma série de fatores. A identificação dos fatores causais e a avaliação multidisciplinar colaboram para a elaboração de um plano de intervenção individualizada considerando as particularidades de cada criança e da dinâmica familiar.

O psicólogo tem papel importante nesse processo, na medida em que desenvolve um novo olhar (reestruturação) do ato de comer, trazendo técnicas cognitivas e comportamentais eficazes para mudanças emocionais e comportamentais associadas à alimentação.

De acordo com a literatura e resultados de pesquisas sobre o problema, percebemos que não existe uma única causa para as dificuldades alimentares das crianças, assim como podemos contar com abordagens diferentes em lidar com o problema, por isso é de suma importância que os pais não se desesperem diante dos sintomas e sim busquem observar os fatores associados ao ato de comer, os possíveis ganhos secundários que a criança está tendo e acima de tudo, procurar ajuda de um profissional habilitado para melhor avaliação do caso e tratamento.

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FATORES DE RISCO PARA UMA DIFICULDADE ALIMENTAR

Predisposição genética: restrição do crescimento intrauterino, prematuros, baixo peso ao nascer; ausência de aleitamento materno nos primeiros meses: dificuldades alimentares muito precoces (cólicas. vômitos. alimentação prolongada, dificuldade na sucção); introdução tardia dos sólidos para além dos 9 meses; práticas de desmame inadequadas; práticas alimentares inadequadas (pouca variação de alimentos na dieta, poucos alimentos novos apresentados e refeição desestruturada: história de doença médica prévia (doenças neurológicas, doença orgânica crônica, anomalias craniofaciais e síndromes genéticas); distúrbio do sono; conflito entre a criança e o cuidador durante a refeição: história materna de ansiedade, problemas alimentares e preocupação com a imagem corporal.

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UMA PREOCUPAÇÃO MUNDIAL

A preocupação relacionada à dificuldade alimentar do filho ocorre em diversos países. Mais de 50% das mães se queixam de que, pelo menos um de seus filhos come mal, o que implica aproximadamente 20% a 30% das crianças. Muitas vezes, a ansiedade materna para que as crianças comam é tão grande que a mãe acaba oferecendo alimentos substitutivos de baixo valor nutritivo e a criança rapidamente associa que quando não come, tem o que deseja, gerando um ciclo vicioso.                                                                                   

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PROBLEMAS ALIMENTARES PODEM NÃO SER TRANSTORNO

Como a pirâmide proposta por Kerzner e colaboradores (2015) mostra, nem todas as crianças cujos pais queixam-se de problemas alimentares apresentam diagnóstico de transtorno. Na verdade, apenas uma estimativa de 1% a 5% preenchem os critérios diagnósticos de transtorno na área. A causa de tais dificuldades é multifatorial, envolvendo patologia orgânica, problemas motores, transtornos do neurodesenvolvimento, influência de fatores ambientais e comportamentais.

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ESTRATÉGIAS PRÁTICAS COM MATERIAIS LÚDICOS

JOGO DA BOA ALIMENTAÇÃO – Criado pela equipe Bbdu, é um jogo de dados em que cada lado possui uma tarefa a ser cumprida. Durante a refeição, cada pessoa joga o dado uma vez e vai cumprindo o que é proposto. O jogo acaba quando o último terminar seu prato. Embora seja um jogo, não é uma competição e não há ganhadores. Ou melhor, todos ganham. Contém: 2 dados e 12 adesivos, você monta os 2 dados e vai variando as jogadas.

ÁLBUM DE FIGURINHAS – Desenvolvido pela nutricionista Bruna Cavalheiro para estimular as crianças a experimenta rem novos alimentos, o álbum vem acompanhado de todas as figurinhas (113) A mãe ou o pai passa o álbum para seu filho e fica com as figurinhas em seu domínio. Somente entregará a figurinha para preencher o álbum quando ele comer ou experimentar o alimento referente à figurinha. E para estimular mais ainda, ao completar um grupo alimentar com todas as figurinhas, a criança recebe um “troféu figurinha” e tem direito a uma recompensa (mas nada de bens materiais, combine algo com seu filho como passear no parque, ir no cinema…). Contém um álbum e 113 figurinhas.

AVENTAL ALIMENTAR – Criado pela psicóloga Ligia Rodrigues com o objetivo de auxiliar na psicoeducação e estimulação por parte dos pais, profissionais e educadores, por meio do lúdico e do concreto, com manuseio do aparelho digestório e alimentos saudáveis e não saudáveis, numa grande brincadeira, para desmistificar crenças e reestruturar o pensamento sobre o alimento. Contém: um avental com os órgãos do aparelho digestório e cérebro; 2 tags; 1caneta; 4 alimentos: 2 saudáveis e 2 não saudáveis; 1 cocô.

HISTÓRIAS EM QUADRINHOS- Envolvem os personagens na educação nutricional e funcionam como processo de psicoeducação quanto aos alimentos, auxiliando a terapia, tais como: Turma da Mónica Alimentos Saudáveis e Emília e a Turma do Sítio.

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TÉCNICAS TERAPÊUTICAS

O psicólogo pode guiar os pais nessa orientação, com treinamento dirigido à questão alimentar.

ALGUMAS ATITUDES QUE PODEM AJUDAR NO PROCESSO:

  • Construir uma rotina alimentar com horários pré-estabelecidos para refeições.
  • Refeições servidas em local agradável e limpo, favorável para essa aprendizagem.
  • Ambiente de refeição deve ser: tranquilo, sem brigas, agressões e ameaças, para construir registros emocionais positivos.
  • Sempre que possível, estimular a participação ativa da criança no preparo do alimento (respeitando a idade e a habilidade; pode ser um agente motivador para provar novos sabores e texturas.
  • Refeições em família. Estar na mesa junto com a criança, servindo de “modelo” tanto do ato de comer como pela construção de memórias positivas e agradáveis.
  • Transforme o momento das refeições em momento lúdico. Brincar e interagir com os alimentos serve como dessensibilização e construção positiva alimentar. A criança pode tocar na comida e sujar-se. É por meio dos sentidos que ela se relaciona com o mundo.
  • Levar a criança a ambientes distintos. que ofereçam a alimentação como foco (supermercado, feiras livres, restaurantes).
  • Evitar frases de desanimo: ‘Já sei que não vai experimentar nada’. ‘Hoje você não vai comer, não é?’. ‘Será que um milagre vai acontecer e você vai comer?’.
  • Retirar distrações como: televisão, tablet, celulares.
  • Podem utilizar de criatividade para organizar as refeições da criança, que podem servir como estímulo para o ato de comer. Varie no formato, faça detalhes divertidos e invista no humor.
  • Mantenha os alimentos saudáveis em lugar visível para a criança, para que ela possa se familiarizar.

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PADRÕES QUE PRECISAM MUDAR

O livro Comer, Comer É o Melhor para Poder Correr. Entendendo os Padrões de Dificuldade Alimentar auxilia o terapeuta a abordar o tema junto às crianças e aos familiares, ensinando-os de forma lúdica a reconhecer emoções e pensamentos associados ao padrão alimentar, compreender a importância de uma alimentação e elaborar um plano de ação baseado em técnicas cognitivo- comportamentais. Tem base na TCC e envolve uma série de técnicas que têm função de reduzir sintomas e proporcionar melhor funcionamento do indivíduo na sua vida diária. Para o acesso das crianças é necessário adequação da linguagem e fornecer elementos práticos, lúdicos e concretos para melhor engajamento e mudança. Por essa razão, o material traz uma série de exercícios práticos com técnicas eficazes no tratamento de transtornos alimentares.                                                                                                      

GESTÃO E CARREIRA

MANEIRAS COMPROVADAS DE INCENTIVAR A COMUNICAÇÃO ABERTA NO LOCAL DE TRABALHO

Maneiras de incentivar a comunicação aberta no trabalho

A maioria das organizações adota hoje uma cultura de comunicação honesta e aberta, mas não basta simplesmente dizer as palavras ou nomeá-las como um valor corporativo. Você tem que andar a conversa se você realmente quer que gerentes e funcionários compartilhem ideias e opiniões.

Muitos funcionários relutam em discordar da liderança e gestão da empresa por medo de retaliação. Muitas empresas têm uma cultura forçada, “feliz”, que nomeia “comunicação aberta” como um valor corporativo, enquanto os gerentes ativamente e / ou passivamente desencorajam opiniões divergentes.

Como resultado, os funcionários evitarão manifestar suas preocupações a todo custo e preferirão continuar fazendo as coisas conforme instruído por seus chefes, mesmo quando suspeitam (ou sabem) que existe uma maneira melhor.

A maioria das organizações tem espaço para melhorias quando se trata de incentivar a comunicação aberta. Os funcionários muitas vezes lutam para se abrir e falar livremente quando se comunicam com seus gerentes e algumas das razões mais comuns pelas quais se sentem assim são:

  • gerentes que nunca se incomodam em pedir opiniões, pontos de vista e opiniões dos empregados;
  • os gerentes não estão ouvindo, respondendo ou tomando qualquer ação com base na entrada do funcionário;
  • os gerentes não param para olhar para o empregado e reconhecer o que estão dizendo;
  • os gestores descontando as ideias, opiniões e preocupações dos funcionários, e;
  • os gerentes ficam loucos e / ou de confronto, inspirando medo de retaliação.

É muito mais provável que os funcionários acreditem no ambiente de comunicação que realmente vivenciam no dia-a-dia no escritório, não importando quão brilhantes sejam os cartazes de “abertura e honestidade” que eles veem no saguão.

Isso significa que sua organização deve criar um ambiente em que os gerentes saibam claramente que a empresa valoriza a comunicação e os funcionários se sintam à vontade para falar.

Abrir a comunicação exige comprometimento e esforço intencional, mas os resultados valem a pena. Veja como incentivar a comunicação aberta para criar esse ambiente.

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RECONHEÇA QUE AS OPINIÕES DE SEUS FUNCIONÁRIOS SÃO IMPORTANTES

O primeiro passo para abrir a comunicação é reconhecer para si mesmo que seus funcionários têm grandes percepções e compreensão sobre o que está acontecendo na sua empresa e na indústria como um todo.

Os funcionários da linha de frente são frequentemente os primeiros a perceber as necessidades e demandas futuras de seus clientes. Quando você dedica tempo e energia para solicitar informações e ouvir uma compreensão completa da situação, aumenta as chances de a organização permanecer ágil e inovadora.

PERGUNTE AOS SEUS FUNCIONÁRIOS POR INFORMAÇÕES

Infelizmente, muitos gerentes geralmente respondem ao interesse de um funcionário em fornecer informações dizendo que não têm tempo para isso. Deixe claro que os gerentes devem reservar um tempo para pedir sugestões aos seus funcionários.

Isso pode parecer simples e óbvio, mas é importante comunicar de forma inequívoca que a administração, na verdade, quer ouvir os funcionários: ideias, preocupações e perguntas.

OUÇA SEUS FUNCIONÁRIOS DE MANEIRA REFLEXIVA

Incentive os gerentes a mostrar claramente que ouviram as opiniões dos funcionários. Uma maneira de fazer isso é pausar um pouco antes de responder e, talvez, repetir para o funcionário o que ele disse, em vez de reavivar rapidamente sua própria opinião, sem qualquer indicação de que você tenha ouvido ou considerado sua opinião.

Demonstre que você não apenas ouve o que o funcionário está dizendo, mas também compreende as emoções por trás dele. Afirme que você percebe uma emoção específica em seu tom ou linguagem corporal. Não desconsidere como uma pessoa se sente ou sugira que ela não deveria se sentir assim.

Por exemplo, reflita dizendo “Eu ouço a preocupação em sua voz”, em vez de “Não há necessidade de se preocupar” ou “Eu posso ver como você está agitado por isso”, em vez de “Você precisa relaxar”.

ENVOLVA SEUS FUNCIONÁRIOS EM UM NÍVEL PESSOAL

Cumprimente seus funcionários quando os vir. Você não precisa saber o nome de cada funcionário (ninguém espera que você o faça), mas um simples “Bom dia!” Ou “Belo dia, não é?” Ajuda a criar um ambiente mais relaxado e confortável no qual os funcionários podem. Sinta-se confiante o suficiente para ser mais aberto.

Faça um esforço para conhecer seus funcionários além do papel deles na empresa. Pergunte o que eles fizeram no fim de semana, como seus filhos ou pais estão fazendo ou como seu time favorito está fazendo. Mostrar interesse nos funcionários comunica que eles são valorizados além do trabalho – como seres humanos.

SEJA RESPEITOSO COM SEUS FUNCIONÁRIOS

Quando seus funcionários chegarem até você com problemas ou sugestões, deixe claro que eles têm total atenção; Pare o que você está fazendo, olhe-os diretamente nos olhos, escute e faça perguntas sobre o que eles estão dizendo.

Não dê aos funcionários a impressão de que eles não são importantes por não reconhecê-los, continuar a digitar, verificar e-mails, atender chamadas telefônicas ou vasculhar seus arquivos.

RECONHEÇA A ENTRADA DE SEUS FUNCIONÁRIOS

Os gerentes não precisam agir de acordo com todas as sugestões. Os funcionários entendem que nem todas as ideias são apropriadas ou realistas, mas apenas querem saber se suas ideias foram ouvidas e consideradas.

Mesmo que você não possa agir, compartilhar a contribuição de seus funcionários na próxima publicação da empresa, por exemplo, vai longe. A chave é mostrar aos seus funcionários que suas opiniões são ouvidas e respeitadas.

RECONHEÇA SEUS FUNCIONÁRIOS

Quando os funcionários dizem que querem mais reconhecimento, a liderança da empresa frequentemente supõe que eles estão falando sobre dinheiro – que eles querem um bônus ou um aumento. Na verdade, eles costumam falar sobre duas palavras simples: “Obrigado”.

Expressar gratidão aos funcionários por assumirem a liderança em um projeto, ficarem atrasados ​​ou dedicar um tempo extra ajuda muito a incentivar a comunicação aberta em sua empresa.

FAÇA UM CRONOGRAMA E CUMPRA-O

Agende horários regulares para pequenas reuniões com funcionários e honre esses compromissos. Os funcionários muitas vezes reclamam que os gerentes anunciam uma série de reuniões de equipe quinzenais, realizando as primeiras e depois se tornando “muito ocupadas” para outras sessões.

Não sugira um cronograma que não seja realista – é melhor organizar reuniões quinzenais que você possa honrar consistentemente.

DESCREVA EM VEZ DE JULGAR

Ao discutir o comportamento de um funcionário ou uma decisão tomada, evite julgar seu comportamento ou o raciocínio por trás de sua decisão. Em vez disso, descreva o que você observou.

Por exemplo, “notei que os relatórios de status estão atrasados ​​há três semanas”, em vez de “Você ficou preguiçoso e não parece se importar com o seu trabalho”. O primeiro deixa espaço para o funcionário explicar eles próprios e / ou comprometem-se a melhorar, enquanto o último simplesmente os empurra para se desvencilhar e sentir-se envergonhado ou agitado.

NÃO SE OMITA DOS PROBLEMAS

Quando há um problema que precisa ser corrigido ou o trabalho de um funcionário precisa ser melhorado, tenha a coragem de reconhecer a situação nos estágios iniciais antes que ela saia do controle. Quando os líderes evitam problemas ou se afastam dos problemas de desempenho, as situações sempre pioram.

Além disso, quando você evita enfrentar o problema de desempenho, todos os integrantes da equipe sabem que você não é capaz de responsabilizar as pessoas, o que, por sua vez, prejudica sua confiança em você.

Além de afirmar que sua empresa valoriza “uma comunicação honesta e aberta”, é absolutamente essencial que os funcionários em todos os níveis de sua organização pratiquem comportamentos que promovam uma troca aberta de informações e ideias e também incentivem a comunicação aberta e a contribuição honesta de todos.

ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 24: 21-26

Alimento diário

CONSELHOS PARA OS MAGISTRADOS

 

V. 21 e 22 – Observe:

1. A religião e a lealdade devem andar juntas. Como homens, é nosso dever honrar o nosso Criador, adorá-lo e reverenciá-lo, e sempre temê-lo como membros de uma comunidade incorporada para benefício mútuo, é nosso dever ser fiéis e dedicados ao governo que Deus colocou sobre nós (Romanos 13.1,2). Os que são verdadeiramente religiosos serão leais a Deus na sua consciência; os devotos na terra serão os libertos na terra. Porém aqueles que não são religiosos não são verdadeiramente leais, ou o serão somente em benefício dos seus próprios interesses. Como poderia ser fiel ao seu príncipe aquele que é falso para com o seu Deus? E, se eles vierem a competir, este será um caso já decidido: deveremos obedecer a Deus, e não aos homens.

2. Devem ser temidas as inovações a ambas. Não te entremetas, Salomão nos diz, com os que buscam mudanças, com os que são dados a mudanças, que desejam mudar pelo simples prazer de mudar, por um descontentamento rabugento com o que existe, e um afeto pela novidade, ou um desejo de pescar em águas revoltas. Não te entremetas com os que buscam mudanças, na religião ou em um governo civil; não te envolvas com os seus segredos; não te unas a eles em suas intrigas, nem no mistério da sua iniquidade.

3. Os que têm espíritos inquietos, turbulentos, normalmente trazem danos às suas cabeças antes que se deem conta: de repente, se levantará a sua perdição. Embora eles prossigam em seus desígnios com o máximo de discrição, serão descobertos, e levados à punição merecida, quando menos esperarem. Quem saberá o momento e a maneira da ruína que Deus e o rei trarão sobre os que os menosprezam, tanto sobre eles, como aos que se envolvem com eles?

 

V. 23 a 26 – Aqui há lições para homens sábios, isto é, juízes e príncipes. Da mesma maneira como os súditos devem cumprir o seu dever, e obedecer aos magistrados, também os magistrados devem cumprir o seu dever, administrando justiça aos seus súditos, tanto em defesa à coroa como em causas entre grupos. Estas são lições para eles.

1. Eles devem sempre ponderar os méritos de uma causa, e não ser influenciados, por qualquer aspecto, para um lado ou para o outro, pelos grupos envolvidos. Ter respeito a pessoas no juízo não é bom, e nunca será; as consequências disto não podem ser outras além da corrupção da justiça e das ações iníquas sob o pretexto da lei e da equidade. Um bom juiz conhecerá a verdade, não conhecerá rostos, de modo a tolerar um amigo e ajudá-lo em uma causa má, ou de modo a omitir qualquer coisa que possa ser dita ou feita em favor de uma causa justa, quando for a causa de um inimigo.

2. Eles nunca devem conspirar com os ímpios, em suas práticas ímpias, nem encorajá-los. Os magistrados, por um lado, e os ministros, por outro, devem lidar fielmente com o ímpio, ainda que seja um nobre ou um amigo particular, condená-lo por sua iniquidade, mostrar-lhe qual será o seu fim, expô-lo a outras pessoas, para que possam evita ­lo. Mas se aqueles cuja função é mostrar às pessoas a sua transgressão os encobrirem e forem coniventes com eles, se desculparem o ímpio, e muito mais se o promoverem e se associarem com ele (o que equivale, na verdade, a dizer, Justo és), serão, com razão, considerados inimigos da paz e do bem-estar públicos, que deveriam promover, e as pessoas os amaldiçoarão e gritarão “que vergonha”; e mesmo os de outras nações os detestarão, como infames traidores da sua confiança.

3. Eles devem repudiar e censurar toda fraude, violência, injustiça e imoralidade; e, ainda que possam desagradar a uma pessoa em particular, se recomendarão, com isto, ao favor de Deus e do homem. Que os magistrados e ministros e também os indivíduos que são capazes de fazer isto censurem e repreendam os ímpios, para que possam leva­los ao arrependimento ou envergonhá-los publicamente, dito: deveremos obedecer a Deus, e não aos homens.

4. Devem ser temidas as inovações a ambas. Não te entremetas, Salomão nos diz, com os que buscam mudanças, com os que são dados a mudanças, que desejam mudar pelo simples prazer de mudar, por um descontentamento rabugento com o que existe, e um afeto pela novidade, ou um desejo de pescar em águas revoltas. Não te entremetas com os que buscam mudanças, na religião ou em um governo civil; não te envolvas com os seus segredos; não te unas a eles em suas intrigas, nem no mistério da sua iniquidade.

5. Os que têm espíritos inquietos, turbulentos, normalmente trazem danos às suas cabeças antes que se deem conta: de repente, se levantará a sua perdição. Embora eles prossigam em seus desígnios com o máximo de discrição, serão descobertos, e levados à punição merecida, quando menos esperarem. Quem saberá o momento e a maneira da ruína que Deus e o rei trarão sobre os que os menosprezam, tanto sobre eles, como aos que se envolvem com eles?