A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

POUCA IDADE PARA MUITA PRESSÃO

Todo excesso em educação tem um preço difícil a se pagar mais tarde. A ansiedade pode levar justamente ao fracasso escolar e à desmotivação para esportes, artes e outras atividades.

Pouca idade para muita pressão

Vítimas do desconhecimento e vaidade dos pais, do excesso de zelo ou negligência dos adultos no lar e na escola, de uma agenda excessivamente cheia de afazeres e planejamento absoluto de seus deveres e até dos momentos de diversão, das exigências em ser sempre bem-sucedido, popular, líder de grupo e outros tantos desafios extenuantes, vemos hoje um número excessivo de crianças e adolescentes ansiosos e que chegam a um nível de estresse muito impróprio para a pouca idade.

Além dos danos ligados ao emocional e ao social, existe um prejuízo pessoal que compromete o desenvolvimento e o aprendizado escolar. Exigir das crianças disciplina e dedicação às tarefas que são de sua responsabilidade, em casa e na escola, incutindo um desafio gradativamente alcançável, é sem dúvida desejável, pois proporciona motivação para o amadurecimento, mas é preciso atenção e cuidado com as cobranças.

Nos primeiros seis anos de vida, as crianças precisam de brincadeiras livres, mas também de brincadeiras estruturadas, nas quais os adultos agem como “modelos”, mas sem excesso de formalidade. E preciso agir com cautela, de acordo com o desenvolvimento e a idade da criança, privilegiando oportunidades em que as aptidões sociais possam ser treinadas com a supervisão dos pais.

As crianças são seres em desenvolvimento, não estão emocional ou biologicamente preparadas para enfrentar uma maratona que vai muitas vezes das 7h da manhã às 10h da noite, sem descanso. Precisam de pausas para assimilar o aprendizado, necessitam de tempo de brincadeira com os seus pares, de ar livre, exercícios físicos e um pouco daquilo que muitos pais chamam de tempo perdido, mas que na verdade é o melhor do dia: a hora em que podem curtir seus brinquedos, usar seu Ipad, fazer o esporte favorito, assistir um programa divertido, ler, conviver com os irmãos e amiguinhos. Depois podem voltar aos afazeres escolares, às aulas de música, de esportes, de idiomas etc.

É compreensível que os pais, trabalhando fora o dia todo, queiram ver os filhos ocupados com atividades dirigidas e bem supervisionadas e desejem enxergar o progresso da criança na forma de um boletim brilhante ou u campeonato bem-sucedido.

Porém nosso cérebro tem uma forma praticamente idêntica de reagir àquilo que interpreta como uma ameaça ao seu equilíbrio, seja verdadeira ou imaginária. Via de regra, o ser humano lida com as dificuldades de quatro maneiras, que são reveladoras de estresse e apontam para a necessidade de ajuda e compreensão dos adultos.

A primeira que se instala é uma súbita resistência infantil a mudanças, a tentativa constante de permanecer em meio a situações familiares que lhe parecem seguras e a relutância em enfrentar todo tipo de risco, por menor que seja. É o chamado comportamento de luta, que pode advir inclusive das próprias ansiedades dos pais, do desencorajamento para a criança crescer fazendo gradualmente suas opções e arcando com os resultados de suas ações. Ensinar limites e responsabilidades cria pessoas fortes e independentes, desde que tenham oportunidade de vivenciar na prática essas situações em que os pros, os contras e as consequências sejam claros. Sem pressão, mas com estímulo e o aprendizado de novas estratégias, a criança vai vencer essa relutância em se arriscar e desenvolver a resiliência para a frustração.

Também é comum nas crianças estressadas um comportamento de fuga, que se caracteriza por evitar determinadas circunstâncias, usando desculpas como doenças, cansaço, ficando à margem dos amigos, dos grupos, fazendo até coisas de que não gosta para fugir de situações que acha que não consegue enfrentar.

O comportamento de bloqueio lembra uma espécie de engessamento mental e físico, do qual não se consegue identificar a causa. Quando inquerida numa prova, a criança chega a parecer que não sabe nada. Quando está em situação de ser centro das atenções, perde a fala, comporta-se de modo estranho. Não suporta pressão, não sabe lidar com situações novas, o que na escola representa um problema de difícil manejo.

Junta-se ao quadro o comportamento gregário, ou seja, vive no grupo, se diluindo nele. Quer ser exatamente como os amigos, não deseja se destacar deles, segue suas normas e se torna superficial na aprendizagem escolar. O que muitos pais chamam de pré-adolescência precoce pode ser perfeitamente um sinal bastante sério de estresse infantil. Conhecer e conviver com os amigos dos filhos podem ser úteis para saber se o grupo tem ou não uma forma similar de agir que os pais privilegiam, seja em termos de comportamento social como também de interesse pelos estudos, esportes, artes etc.

É sempre aconselhável que as crianças tenham mais de dois grupos de amigos, para aprenderem a lidar com as diferenças e se sentirem mais seguras, menos ansiosas e mais preparadas para tomar as próprias iniciativas.

Ajudar as crianças a terem metas de acordo com suas aptidões é importante, até para elas aprenderem a identificar a finalidade de seus esforços em uma atividade.

Incentivar a terem suas próprias metas, planos, responsabilidades, estarem motivadas na tarefa escolhida, sentirem-se apoiadas pelos pais e terem tempo para ser crianças é uma complexa situação que no dia a dia corresponde a dar educação, criando filhos sem estresse e com ansiedade controlada a níveis favoráveis para seu perfeito desenvolvimento e aprendizado.

 

MARIA IRENE MALUF – é especialista em Psicopedagogia, EducaçãoEspecial e Neuroaprendizagem. Foi presidente nacional da Associação Brasileira de Psicopedagogia –  ABPp (gestão 2005/07). É autora de artigos em publicações nacionais e internacionais. Coordena curso de especialização em Neuroaprendizagem. irenemaluf@uol.com.br

 

OUTROS OLHARES

EM DEFESA DOS BEBÊS

A ciência já oferece avanços estupendos para gerar crianças saudáveis, e mais novidades virão em breve – mas as questões éticas continuam a assustar.

Em defesa dos bebês

“Experimentos em hibridização de plantas.” Foi em um artigo científico batizado com esse título e publicado em 1866 que nasceu o que hoje se conhece como genética. Nele o autor do texto histórico – o monge austríaco Gregor Mendel (1822-1884), formado em ciências naturais pela Universidade de Viena – detalhava um experimento de sete anos de duração. No total, Mendel cultivou 30.000 plantas de ervilha, dissecando as partes reprodutivas com o objetivo de promover cruzamentos controlados que permitiam escolher atributos dos vegetais. Assim ele podia, por exemplo, manipular a cor das flores e o formato das sementes. No fim das contas, o pesquisador provou algo que já se intuía; certas características dos pais são transmitidas a filhos, netos, bisnetos. Ou seja, são hereditárias. Passados mais de 150 anos, tudo o que se sabe sobre o DNA tem como base a estupenda experiência de Mendel. O detalhe a um só tempo extraordinário e preocupante é que a genética avançou a passos tão largos que hoje já se pode falar em “experimentos em hibridização de humanos”. Sim, não mais experimentos apenas em plantas, mas em humanos. Técnicas de edição genética que começaram a ser testadas nos anos 2010 permitem, de certo modo, que a ciência faça com bebês aquilo que o austríaco fez com ervilhas.

Não há dúvida de que as conquistas científicas nessa área abriram possibilidades de resolver muitos problemas relacionados à reprodução humana. Embora alguns desses avanços só venham a ser postos em prática em um período de dez a cinquenta anos, outros já estão sendo empregados. A lista de procedimentos bem-sucedidos é promissora.

Em 2014, realizou-se o primeiro transplante de útero que realmente deu certo, no hospital sueco da Universidade Sahlgrenska, em Gotemburgo: uma mulher, infértil, recebeu o órgão de outra, fértil, e, com isso, pôde gerar um filho. Desde então, mais sete bebês nasceram graças ao método, no mesmo hospital. Em dezembro último, um avanço surpreendente foi anunciado no Brasil. O médico obstetra Dani Ejzenberg, do Centro de Reprodução Humana do Hospital das Clinicas, executou esse transplante com uma diferença fundamental: a retirada do útero da doadora foi realizada após sua morte. “A cirurgia é delicadíssima. A técnica, porém, se prova ideal para mulheres mais velhas que querem engravidar. Ou, pensando no futuro, até para possibilitar o mesmo a transexuais”; disse Ejzenberg. O obstetra paulistano realizou a operação em setembro de 2016. O feito, entretanto, foi divulgado dois anos depois, quando um artigo do médico saiu no periódico inglês The Lancet.

No caso de transplantes de útero, a interferência ocorre, é claro, na mãe. Contudo, já é possível também atuar nos embriões. O mais estarrecedor dos procedimentos nessa direção foi revelado em novembro passado, pelo biólogo chinês He Jiankui. Foi quando o cientista apresentou a história das gêmeas Lulu e Nana, que tiveram o DNA modificado em laboratório. Mexeu-se nos embriões por meio de uma técnica chamada Crispr-Cas 91 que permite manipular o sequenciamento genético com a introdução de substâncias químicas. No processo das gêmeas, Jiankui desativou o gene CCR5, responsável por produzir proteínas que deixam o organismo vulnerável ao HIV – vírus presente no pai. Com a manipulação, as gêmeas nasceram imunes à aids. O resultado é uma grande notícia, mas traz questões de fundo altamente sensível e preocupante. Afinal, a edição genética de embriões humanos, tal como realizada por Jiankui, abre as portas para intervenções semelhantes às de Mendel. Ou seja: ela possibilita mudar a cor da pele, a textura do cabelo ou até mesmo traços comportamentais. Em outras palavras, dá asas aos mais perigosos anseios eugenistas, como os que levaram às catástrofes produzidas pelo nazismo, que buscava a pureza racial. Por esse motivo, a técnica de Jiankui é proibida em países como EUA e Brasil. Na China, onde foi realizada, não há lei que a libere nem que a proíba. Mas o governo parece ter julgado o ato ilegal. Dias após o anúncio da proeza, Jiankui sumiu; desconfia-se que tenha sido preso pelas autoridades.

Entre os recentes avanços científicos na genética, há possibilidades menos polêmicas. A fisioterapeuta paulistana Tatiana Weigand beneficiou-se de uma dessas conquistas. Na primeira tentativa de gravidez, em 2013, ela e o marido, Fernando, descobriram que ambos tinham a doença hereditária gangliosidose GMI, que afeta uma em cada 100.000 pessoas e atrasa o desenvolvimento motor e cognitivo. Eles não apresentavam sintoma da enfermidade, mas poderiam transmiti-la a um filho. Foi o que aconteceu. O primogênito do casal nasceu com a doença e, em decorrência de complicações, acabou falecendo dois anos após o nascimento. Antes da segunda gravidez, em 2014, Tatiana e Fernando souberam que já era possível mapear o código genético de embriões fecundados in vitro. Não para editá-los, como realizou o biólogo chinês, mas para selecioná-los, a exemplo do que Mendel fez com ervilhas. Assim, o casal valeu-se da fertilização in vitro, e os embriões foram rastreados atrás de um que fosse livre da gangliosidose. Nasceram, então, saudáveis, os gêmeos Eduardo e Rafael. “Algumas pessoas próximas me julgaram, achando que o que fiz iria contra os planos de Deus”, relatou a mãe. “É preciso compreender que a triagem não teve o intuito de escolher características superficiais e sim garantir a sobrevivência de meus filhos.”

O procedimento é acessível a qualquer um que tenha como pagar em torno de 30.000 reais. Quem não dispõe dessa quantia pode recorrer ao Sistema Único de Saúde (SUS.) Foi o que fez a enfermeira Talitha Pádua, paulista da cidade de Marília. Em uma consulta prévia, o marido, Rodrigo, já havia detectado que tem neoplasia endócrina múltipla, condição que leva ao desenvolvimento de tumores que reduzem a 50% a chance de um filho saudável. “Alguns médicos especulavam que, devido aos genes do meu marido, as chances de gerar uma criança saudável eram baixíssimas sem a triagem genética”, lembrou ela, que decidiu apostar. Em procedimento realizado pelo SUS no Hospital Pérola Byington, em São Paulo, foi possível optar por um embrião saudável – e dele nasceu Davi, hoje com 4anos.

A tecnologia atual nem sempre detecta previamente doenças genéticas. A administradora de empresas paulistana Juliana Sena, por exemplo, entrou em desespero ao saber que sua filha, Giovanna, que nasceu em 2014, tinha anemia falciforme – doença que altera o formato dos glóbulos vermelhos – e estava em estágio tão grave que os médicos não davam à criança mais do que poucos meses de vida.

A solução seria um transplante de medula óssea, mas não se encontrava um doador compatível. Juliana recorreu, então, à triagem genética. “Selecionamos um embrião para gerar meu outro filho, Matheus, de forma que ele tivesse células compatíveis”, recordou a mãe. Matheus nasceu em 2016 e logo passou por uma cirurgia de transplante de células para sua irmã. Deu certo. Curada, Giovanna completará 5 anos em 2019. Em um futuro próximo, casos graves como o de Giovanna poderão ser solucionados de maneira mais simples. É o que aponta um experimento em curso com o americano Brian Madeux, de 44 anos. Ele nasceu com síndrome de Hunter, anomalia cromossômica que cria deformações físicas. Em novembro de 2018, Brian tornou-se o primeiro individuo a submeter-se a um novo tipo de tratamento, que edita os genes defeituosos. Adicionadas à sua corrente sanguínea, substâncias manipularam células do fígado. Ainda não se sabe em que medida o tratamento teve êxito, mas, se vingar, a experiência mostrará que, no futuro, será possível exterminar praticamente todas as doenças hereditárias. Já se testou até mesmo um método que mistura o DNA dos pais com o de uma doadora para diminuir a probabilidade de o filho nascer com anomalias. Exibida em 2016 por médicos mexicanos e americanos, a técnica mesclou genes para gerar uma criança sem a síndrome de Leigh, que afeta o sistema nervoso e que poderia ter sido transmitida pela mãe.

Ao que tudo indica, em poucas décadas qualquer pessoa poderá recorrer à genética para orientar a gestação. É um inegável progresso para garantir a saúde dos bebês. Entretanto, esse horizonte arrasta consigo a sombra de uma distopia aterrorizante, como a narrada pelo escritor inglês Aldous Huxley (1894-1963) em sua obra-prima Admirável Mundo Novo (1932).

No livro, conta-se a história de um mundo no qual crianças são editadas geneticamente para que uma maioria nasça com déficits físicos e mentais, “preparando-as” para encarar trabalhos insalubres, enquanto uma minoria ganha aprimoramentos. Assim, os privilegiados acabam incumbidos, naturalmente, da tarefa de governar. Fora da ficção, deve-se atentar para o que disse He Jiankui, o pioneiro editor de genes: “A sociedade decidirá o que deve fazer a seguir”.

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GESTÃO E CARREIRA

SALÁRIO DE ALTO RENDIMENTO

Manter as finanças no azul ganhando pouco é um desafio. Saiba como pagar as contas, poupar e realizar seus projetos recebendo 2.700 reais, o contracheque médio de entrada pago pelas empresas brasileiras.

Salário de alto rendimento

Os primeiros anos de vida profissional não são mais difíceis apenas pela adaptação ao mundo corporativo. Além da preocupação em dar os passos certos no início da carreira, vem a responsabilidade de administrar bem o salário recebido, que não costuma ser muito alto. De acordo com os dados da pesquisa do Guia Melhores Empresas para Começar a Carreira, realizada em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA), o salário médio pago aos profissionais entre 18 e 26 anos nas 40 empresas com melhores práticas de gestão para o jovem é de 2.700 reais. Com uma inflação em torno de 7%, será que é possível pagar as próprias contas sem entrar no vermelho e poupar para realizar projetos pessoais recebendo essa quantia? “Independentemente do valor do salário, é preciso conhecer seu custo de vida e estabelecer os objetivos a serem alcançados. Assim é que se cria o hábito de poupar”, diz Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros e da consultoria DSOP Educação Financeira, de São Paulo. Cuidar bem do próprio dinheiro é importante não só para ficar no azul, mas também para fazer boas escolhas profissionais e assegurar o crescimento de carreira. “Quem não lida bem com o dinheiro e não faz reservas pode acabar tomando decisões considerando apenas o salário, e não a melhor oportunidade”, afirma Conrado Navarro, do site Dinheirama. Por outro lado, quem tem uma vida financeira organizada pode fazer um planejamento mais cuidadoso de sua carreira. “A pessoa pode optar mais facilmente por trocar de trabalho ou até empreender, se quiser. Sem contar que evita problemas de desempenho relacionados ao endividamento, como baixa produtividade, absenteísmo e estresse”, diz Conrado.

O analista comercial paulistano Luiz Henrique Ramos, de 24 anos, é um dos que enxergam a boa administração do dinheiro como um investimento na carreira. Mesmo ganhando 2.400 reais líquidos, ele inclui no orçamento um MBA na Fundação Getúlio Vargas de São Paulo. “O valor da mensalidade consome cerca de 60% do meu salário, e ainda poupo 20% dele para um intercâmbio que pretendo realizar em 2017. O restante uso para cobrir as despesas”, afirma. Como ele tem priorizado os investimentos na carreira, foi preciso adiar os planos de morar sozinho. “Por morar com meus pais, não tenho gastos com moradia, e isso alivia muito o meu orçamento”, diz ele. Mesmo assim, para não perder o controle de quanto pode gastar, Luiz anota todas as despesas, opta por comer sempre em casa em vez de nos restaurantes da faculdade e limitou as saídas a uma vez por mês. “Troquei o cinema ou a balada pelo Netflix”, diz.

Mas e quem não conta com a facilidade de morar com os pais? A assistente financeira Layane Oliveira, de 23 anos, de São Paulo, se enrolou com as faturas do cartão de crédito depois que se casou, há dois anos. “Quando morava com meus pais não precisava ajudar nas despesas da casa e gastava muito com roupas, sapatos, restaurantes. No ano passado, com as contas da casa, não consegui mais pagar as faturas e entrei no rotativo, naquele efeito bola de neve”, afirma. Para se reorganizar, Layane buscou um serviço de assessoria financeira oferecido pela empresa onde trabalha. Ela aderiu a uma planilha para registrar todo o dinheiro que entra e que sai, diminuiu as compras parceladas as grandes vilãs do seu orçamento e, ao lado do marido, passou a buscar opções de lazer mais baratas. “Agora procuramos descontos em sites de compras coletivas e diminuímos a frequência dos passeios”, diz. O esforço concentrado rendeu resultados. Quase um ano depois, em maio, pela primeira vez, Layane está conseguindo poupar dinheiro. “Liquidei os parcelamentos e consegui guardar 10% do meu salário”, diz ela. “Agora, em no máximo cinco anos, pretendo dar entrada na casa própria”, afirma. Para Thiago Alvarez, do aplicativo de planejamento financeiro Guia Bolso, Layane está indo pelo caminho certo ao evitar as compras parceladas no cartão. “Os parcelamentos sem juros são uma armadilha, porque fazem com que o consumidor acumule uma série de prestações. Num deter- minado momento, todo o orçamento pode ficar comprometido por causa delas, sem que sobre dinheiro para as despesas básicas do dia a dia”, diz. Por isso, o ideal é fazer um parcelamento de cada vez, e só para projetos realmente caros, como financiar um veículo ou um imóvel. Esses projetos, por sua vez, exigem atenção redobra- da. “O jovem precisa ter paciência para concretizar os sonhos de consumo, e não achar que só porque está ganhando seu dinheiro pode sair comprando tudo”, diz Conrado Navarro. “Nossas pesquisas mostram que grande parte dos brasileiros não sabe quanto ganha de verdade e superestima sua renda em cerca de 8%. Isso é um problema, porque dá uma falsa sensação de ter mais dinheiro do que se tem”, diz Thiago Alvarez.

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ESTICA-E-PUXA

As dicas para fazer o orçamento render quando o dinheiro é curto

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GASTOS COM MORADIA

As despesas com habitação não devem comprometer mais de 20% da renda, ou seja, para quem tem um salário líquido de 2.400 reais, os gastos não devem superar 480 reais – o que é muito pouco. Portanto, a solução é dividir o apartamento, morar mais longe do trabalho ou ficar na casa dos pais.

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CONTABILIZE TUDO

Recorrendo a aplicativos, planilhas ou até a papel e caneta, faça um controle de quanto você ganha e de quanto gasta. Desse total, destine 50% a gastos essenciais, presentes no seu orçamento todo mês. Destine 35% para gastar com lazer ou com itens do seu estilo de vida e guarde 15% para projetos pessoais.

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CASADO E COM FILHOS

Mesmo que os gastos sejam divididos, é preciso aumentar a reserva financeira para imprevistos, como perder o emprego, por exemplo. “Tenha cuidado com os gastos fixos para que eles não drenem mais da metade do orçamento. Economize em serviços como telefone, TV a cabo e internet, cujo custo é variável”, afirma Conrado Navarro.

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SOLTEIRO

Se você ainda não formou uma família, aproveite para investir melhor. Como não precisa reservar 50% do seu orçamento para gastos fixos, invista 35% dele. Quem tem um salário líquido de 2.400 reais e aplica esse percentual – 840 reais – todo mês na poupança acumula quase 23.000 reais em 24 meses. Com esse dinheiro, dá para investir em um curso ou numa viagem.

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FAÇA SOBRAR

Muita gente diz que começará a poupar quando ganhar melhor. Mas o hábito de economizar precisa estar presente sempre. “Mesmo que sejam 200 reais, o importante é criar o hábito de acumular. Assim, quando você passa a ganhar mais, esses 200 reais se tornam 500 ou 2.000 reais de forma natural, porque isso já faz parte do seu planejamento”, diz Conrado Navarro. Para ficar mais fácil, crie metas para o valor poupado, como quitar uma dívida, trocar de celular ou fazer uma viagem, por exemplo.

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DISPENSE O CARTÃO DE CRÉDITO

Quem tem um salário curto deve cancelar o cartão de crédito ou ter no máximo um. “O cartão dá a falsa sensação de que se tem dinheiro a mais, porque você gasta contando com o salário do próximo mês. Para evitar essa armadilha, o ideal é usar o cartão só para compras emergenciais”, diz Thiago Alvarez, do GuiaBolso. Se não tem esse autocontrole, cancele a função crédito e fique só com o débito.

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INVISTA MESMO COM POUCO

Ganhar pouco não é desculpa para deixar de investir. Atualmente, devido ao cenário de juros altos, o Tesouro Direto tem se mostrado uma boa alternativa, com opções de aplicações a partir de 30 reais. “O risco é baixo, a transação é feita pela internet, de forma rápida, e a rentabilidade é maior que a da poupança”, afirma Conrado. Mas fique atento à taxa de custódia das administradoras, que não deve ultrapassar 0,5% ao ano.

ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 26: 6 – 9

Alimento diário

O TRATAMENTO APROPRIADO PARA OS TOLOS

 

V. 6 a 9 – Para nos recomendar a sabedoria e nos incentivar ao uso diligente de todos os meios para obtê-la, Salomão aqui nos mostra que os tolos não são adequados para nada: ou são homens embrutecidos, que nunca pensam ou que não têm nenhum desígnio, ou homens ímpios, que nunca pensam o bem, ou têm boas intenções.

1. Eles não são adequados para que lhes seja confiado nenhum assunto nem missão (v. 6): Aquele que envia mensagens pela mão de um tolo, de uma pessoa descuidada e desatenta, alguém que está tão cheio de suas brincadeiras e que é tão dado aos seus prazeres que não consegue concentrar a sua mente em nada que seja sério, terá a sua mensagem mal interpretada, metade dela, esquecida, e o restante transmitido de maneira desajeitada, e com tantos equívocos que poderia ter igualmente cortado suas pernas, isto é, nunca ter enviado esse mensageiro. Na verdade, beberá dano; será para seu próprio prejuízo ter empregado este mensageiro que, em lugar de lhe trazer um bom relato de seus assuntos, o trata mal e zomba dele; pois, no linguajar de Salomão, um trapaceiro e um tolo têm o mesmo significado. Será a infelicidade de um homem usar o serviço de um tolo, pois as pessoas são propensas a julgar o senhor pelo seu mensageiro.

2. Eles não são adequados para receber nenhuma honra. Salomão tinha dito (v. 1), “não é conveniente ao louco a honra”; aqui, ele nos mostra que ela é perdida e desperdiçada nele, como se um homem jogasse uma pedra preciosa, ou uma pedra apropriada para ser usada em pesagens, em um monte de pedras comuns, onde ficaria enterrada e não teria utilidade; isto é tão absurdo como se um homem vestisse uma pedra de púrpura (segundo alguns); ou melhor, é perigoso, é como uma pedra presa em uma funda, com que um homem provavelmente fará o mal. Dar honra a um tolo é colocar uma espada na mão de um louco, com que não sabemos qual dano poderá fazer, mesmo aos que colocaram a espada na sua mão.

3. Eles não são apropriados para transmitir dizeres sábios, nem devem se dedicar a cuidar de nenhum assunto de importância, ainda que sejam instruídos a este respeito, e sejam capazes de dizer algo sobre isto. Os dizeres sábios, quando um tolo os transmite e aplica (de maneira que podemos perceber que ele não os entende corretamente) perdem sua excelência e utilidade. Uma parábola na boca dos tolos deixa de ser uma parábola, e se torna uma pilhéria. Se um homem leva uma vida de iniqüidade, mas fala religiosamente e toma o concerto de Deus em sua boca:

(1) Ele apenas envergonha a si mesmo, e à sua profissão: como as pernas do coxo não são iguais, porque o seu andar é inadequado, igualmente inadequado é que um tolo tenha a pretensão de proferir máximas, e dar conselhos, e que fale de maneira devota um homem cujo modo de vida é uma constante contradição ao que ele diz, e que o desmente. As suas boas palavras o exaltam, mas então a sua má vida o derruba, e assim suas pernas não são iguais. “Uma palavra sábia” (diz o bispo Patrick) “é tão inapropriada para um tolo como dançar é inapropriado para um aleijado, pois, da mesma maneira como a sua deficiência nunca é tão evidente como quando ele deseja parecer ágil, também a tolice do outro nunca é tão ridícula como quando ele deseja parecer sábio”. Da mesma maneira, portanto, como é melhor que um coxo fique sentado, também é melhor que um tolo, ou um homem ímpio, refreie a sua língua.

(2) Ele apenas provoca danos com essa palavra sábia, a si mesmo a aos outros, como o espinho que entra na mão do ébrio, com que o próprio bêbado fere a si mesmo e aos que estão à sua volta, porque não sabe como lidar com ele. As boas obras dos que falam bem, mas que não vivem bem, agravarão a sua própria condenação, e os outros serão insensibilizados pela sua incoerência para consigo mesmos. Alguns atribuem o seguinte sentido: a palavra mais brilhante ou perspicaz, pela qual imaginaríamos que um pecador tivesse perfurado seu coração, não causa maior impressão sobre um tolo (ainda que venha da sua própria boca), do que o arranhão de um espinho provoca na mão de um homem embriagado, que não o sente nem se queixa dele (Provérbios 23.35).

 

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