OUTROS OLHARES

A MATERNIDADE ADIADA

O poder de decisão da mulher sobre a hora de ter um filho e o aprimoramento da ciência fizeram crescer a procura pelo congelamento de óvulos.

A maternidade adiada

“Congele seus óvulos aos 30 anos e eles não envelhecerão com você”. “Congelamento de óvulos pelo preço de um lanche” – frases como essas viajam pelas redes sociais nos Estados Unidos. Elas vendem um negócio que nos últimos anos tem conquistado milhares de adeptas: o congelamento de células sexuais femininas, procedimento feito em clínicas de fertilização. No Brasil, o movimento dá sinais de decolar. Não existem estatísticas oficiais, mas clínicas ouvidas calculam que, nos últimos cinco anos, houve um crescimento de cerca de 200%. “As mulheres estão cada vez mais no controle da hora de ter filhos, tenham ou não um parceiro”, diz Edson Borges, diretor médico da Fertility Medical Group, em São Paulo.

Seja qual for o motivo, profissional ou sentimental, as mulheres têm preferido adiar a maternidade. De acordo com o IBGE, o porcentual de mães que dão à luz pela primeira vez aos 30 anos passou de 22.5%, em 2000, para 30,2 %, em 2012, segundo os dados mais recentes disponíveis. A intenção de virar mãe mais tarde se choca com uma realidade: a chance de engravidar naturalmente diminui muito cedo, de 25% a possibilidade de uma mulher de 25 anos, no auge da fertilidade, engravidar ao longo de cada ciclo menstrual. Cai para 8% no caso de uma mulher de 40 anos, ainda em pleno vigor físico. Diz Márcio Coslovsky, diretor da Clínica Primordia, no Rio de Janeiro. “A queda da fecundidade é causada, sobretudo, pelo envelhecimento dos óvulos”. As mulheres já nascem com o total de células sexuais que o organismo terá a vida inteira. Com o passar dos anos, o ovário libera óvulos em menor quantidade e de menor qualidade.

Em cada ciclo menstrual, na faixa em que a mulher tem entre 18 e 35 anos, sob estimulo da medicina o ovário libera mais facilmente a quantidade de óvulos considerada adequada pelos médicos: dezesseis. “O grande volume é crucial porque nem todo óvulo saudável consegue ter bons resultados na hora de formar um embrião”, diz Cláudia Gomes Padilla, diretora-médica do Grupo Huntington, em São Paulo. O valor médio de um procedimento de congelamento gira em torno de 15.000 reais. Para manter os óvulos armazenados, pagam-se 1.000 reais anuais. Eles duram para sempre.

Além da mudança de comportamento, o avanço científico ajudou a aumentar o interesse em conservar óvulos. A técnica tradicional que usava mecanismos de congelamento lento, com duração de mais uma hora, danificava muitas células. Essa demora deflagrava a formação de cristais de gelo que agrediam os óvulos. Agora, trabalha-se com outro recurso, a vitrificação. Por meio dela, o óvulo é congelado em segundos, o que impede a formação dos cristais. A vitrificação faz com que nove em cada dez óvulos fiquem ilesos. Antes, apenas seis em cada dez prosperavam. Pesquisadores de Brigham and Women’s Hospital, em Boston, desenvolveram uma tabela que calcula a taxa de sucesso na gestação de um bebê a partir do congelamento de óvulos. Até os 35 anos, chega a espantosos 85%. Em tese, a mulher que armazenar suas células sexuais nessa etapa da vida, quando for implantá-las de volta, para engravidar, terá essa mesmíssima probabilidade de fecundação em qualquer idade posterior. É a ciência a serviço das mudanças de comportamento. A paulista Andréa de Carvalho Knabe, uma anestesista de 36 anos, decidiu congelar seus óvulos aos 32anos. “Achei que não era hora de ter um bebê, apesar da vontade do meu marido. Não hesitei. Hoje tenho dezesseis óvulos guardados, saudáveis, à espera do melhor momento”.

A maternidade adiada. 2

Anúncios

OUTROS OLHARES

O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DO FAST FOOD

O desenvolvimento sustntável do fast food

A noite do dia 30 de março se tornou um evento à parte na atribulada rotina dos funcionários do McDonald’s no Brasil. Nessa data, das 20h30 às 21h30, apagam-se as luzes externas dos mais de 900 restaurantes brasileiros da Arcos Dorados, franqueadora master da maior rede de fast food do mundo. O ato é repetido religiosamente há 11 anos e representa um compromisso da empresa com a Hora do Planeta, iniciativa criada pela ONG World Wildlife Fund (WWF). Mas as ações do McDonald’s não param por aí. A companhia já utiliza embalagens 100% certificadas e dá destino correto aos resíduos plásticos e de óleo de cozinha, em parcerias com cooperativas de reciclagem. A rede ainda tem projetos de impacto social em comunidades que ficam no entorno dos restaurantes. “Uma empresa do nosso porte tem um grande impacto para a sociedade e o meio ambiente”, diz Leonardo Lima, diretor de desenvolvimento sustentável do McDonald’s no Brasil. “Por isso, nós temos uma estratégia arrojada em relação a iniciativas de conscientização dos nossos funcionários e da sociedade.”

O desenvolvimento sustntável do fast food. 2

OUTROS OLHARES

FRÁGEIS TRAMAS DO DIREITO À VIDA

A perda de vínculos coloca muitos sob o risco de privarem-se também do reconhecimento da própria semelhança com o conjunto da humanidade.

Frágeis tramas do direito à vida

Assassinatos de mendigos raramente aparecem nas primeiras páginas dos jornais. São vários os casos registrados todos os anos, mas a maioria deles tem aparecido, no máximo, em pequenas notas – ou simplesmente viram estatísticas. Quando jovens de classe média mataram um índio ateando fogo a seu corpo, em Brasília, em 1997, um deles declarou que pensavam se tratar “só de um mendigo” – como se assim pudesse justificar o crime. Um texto publicado em setembro de 2007 na revista Caros Amigos ressalta a indiferença de moradores de um condomínio em relação à morte de um homem que vivia na mesma rua, citando a afirmação de uma das crianças do prédio: “Mataram um cara aí, mas não era nada, não. Era só um desses mendigos que estavam sempre cheirando cola por aqui”. Diante da extrema conformidade com a morte do outro, surge a pergunta: como se cria tanto desprezo por vidas humanas?

Uma primeira hipótese pode ter origem na crise do modo como a sociedade se organiza em torno do trabalho remunerado. Quando as pessoas dependem dele como meio de vida, mas o mercado não consegue criar opções para todos, surge um grande problema.

Não é novidade que aqueles que não nascem ricos precisam trabalhar para sobreviver. Os sistemas de previdência e outras formas de proteção social estão, na maioria dos países (inclusive no Brasil), associados à atividade assalariada. Além disso, muitas pessoas passam grande parte do dia – e da vida – no trabalho. Em função dele, organizam-se os horários cotidianos e os ciclos de vida (estudos, carreira e aposentadoria). Assim, a atividade profissional torna-se uma referência importante na construção da identidade (é costume mesclar essência e profissão, perguntando “o que você é?” ou “o que você vai ser quando crescer?”). O local de trabalho é ainda um espaço privilegiado para a criação de laços de sociabilidade. Quem se vê desempregado sofre não só com a queda no padrão de consumo e a incerteza quanto ao futuro, mas também com a sensação de vazio, vergonha e inutilidade.

O sociólogo francês Robert Castel explica em As Metamorfoses da questão social: uma crônica do salário, de 1995, os fenômenos do aumento do desemprego duradouro e da instabilidade e precarização nas condições de trabalho na Europa desde a década de 70, como crise da sociedade salarial. As pessoas se organizaram em torno do trabalho assalariado, mas com a revolução tecnológica ele deixou de ser suficiente para cumprir aquilo que se espera dele. Na América Latina, e em particular no Brasil, as taxas de informalidade, a precariedade das relações trabalhistas e o desemprego também não são novidades. Discute-se se chegou a haver uma sociedade salarial por aqui (que hoje está em crise), ou se ela nunca se realizou de fato. De qualquer forma, a ausência de ocupações estáveis para todos traz efeitos semelhantes em várias partes do mundo.

Se a ocupação remunerada é um vetor importante de integração do indivíduo à sociedade, um dos efeitos da falta dela na vida cotidiana é a ausência de reconhecimento de uma posição socialmente legitimada para os desempregados e com poucas chances de reinserção. Como não participam das relações de produção nem têm poder de compra, os excluídos dos mercados de trabalho e de consumo também não podem exercer pressão sobre os agentes econômicos. Com dificuldades de encontrar outro modo de pertencimento, fica difícil identificar interesses comuns com outras pessoas na mesma situação e criar um projeto coletivo de futuro. Os excluídos encontram-se, assim, isolados. Trata-se não só de uma situação real, verificável, mas também de um sentimento subjetivo de solidão. Sem dúvida, essa avaliação só pode ser feita sob determinado tipo de racionalidade, que privilegia a utilidade econômica e a mede segundo a capacidade de produção de lucro.

A segunda hipótese sobre a discriminação de alguns seres humanos diz respeito justamente ao consumo. Em nossas sociedades, este é tratado como um valor, embora seja pouco acessível a muitos. Nas civilizações caracterizadas pelo consumismo, o poder de compra de cada pessoa passa a ter o papel de informar aquilo que ela é. No livro O mal-estar da pós-modernidade, de 1998, o cientista social Zygmunt Bauman mostra que atualmente as relações econômicas são centrais na definição das identidades. Hábitos de compra criam laços simbólicos entre pessoas que apresentam os mesmos desejos – e os realizam. Identidades comuns são desenvolvidas com base no uso das mesmas mercadorias, sejam elas roupas de marca, filmes ou pacotes de viagens. Quem não as partilha, seja porque não quer ou não tem dinheiro, está fora dessa identidade: é o outro que não é visto como semelhante, o estranho.

Enfim, uma pessoa que perde seus vínculos econômicos com a sociedade, atualmente, corre o risco de privar-se também do reconhecimento da própria semelhança com o conjunto da humanidade. No artigo “Hipóteses sobre a nova exclusão social: dos excluídos necessários aos excluídos desnecessários” (publicado nos Cadernos CRH, em 1994), o pesquisador brasileiro Elymar Nascimento fala desse processo como a perda da possibilidade de obtenção de direitos, chegando à negação do mais fundamental, o direito à vida. O primeiro passo desse processo está nos avanços tecnológicos que poupam mão-de-obra. Sob uma ideologia que coloca em primeiro plano a produção para o lucro, desempregar significa tornar desnecessária para o mundo grande parcela da população mundial. Na óptica economicista predominante, ser supérfluo para a economia pode levar o indivíduo a ser visto – pelos demais e até por si mesmo-como inútil. Dentro dessa lógica, os desempregados pobres tornam-se um peso econômico para o Estado e para a sociedade. E passam a ser vistos como incômodos.

Num contexto de insegurança generalizada com a violência urbana, o imaginário popular associa cada vez mais a pobreza à violência. Assim, aquelas pessoas são consideradas ameaçadoras. E, nessa condição, se tornam ameaçadas de extermínio. Basta ver, além dos casos de agressões a mendigos, as chacinas de crianças de rua e de presidiários, defendidas por muitos.

Essa espiral de desvalorização da vida humana, sem dúvida, tem outros matizes. Além das origens culturais e político-econômicas, entrelaçadas, apresenta dimensões éticas que não podem ser esquecidas. Romper essa lógica cruel requer a transformação dos valores de uma sociedade inteira. Trata-se, entre outras coisas, de aprender a valorizar o ser humano para além de seu poder de consumo e de geração de lucros. Isso demanda a ressignificação do papel do trabalho e dos sentidos da própria vida humana.

 

GIULIANA FRANCO – é doutora em sociologia pela Unicamp; atualmente é professora de sociologia geral e brasileira da Faculdade de Administração da Aeronáutica.

OUTROS OLHARES

A EXPLOSÃO VEGANA

Mais de sete milhões de brasileiros declaram-se adeptos do veganismo: não consomem qualquer produto proveniente ou testado em animais. E esse público — assim como o mercado formado em torno dele — só deve crescer.

A explosão vegana

Virou uma febre nos restaurantes, em lojas de roupas modernas, de acessórios e até em fast foods. Propagandear que os produtos são veganos parece dizer ao cliente que ele está dentro do que há de mais contemporâneo em saúde e comportamento. Assim, a explosão vegana tomou conta do mundo. Só no Brasil são sete milhões de pessoas que se consideram adeptas do estilo de vida que deixa de fora o consumo de artigos provenientes ou testado em animais. Entre eles, alimentos, bolsas e produtos de beleza. Hoje são mais de 240 restaurantes vegetarianos e veganos pelo país. A mais famosa cadeia de fast food do mundo, o Mc Donalds, entrou na onda e produz sanduíches para o nicho.

E há espaço para mais crescimento. De acordo com pesquisa feita pelo Ibope, 55% dos 2 mil entrevistados afirmaram que consumiriam mais produtos veganos se eles estivessem com rótulos bem informativos e 60% os comprariam se custassem o mesmo preço dos comuns. Em geral, eles são mais caros.

Ser vegano, na verdade, significa estar no alto de uma pirâmide que tem como base o vegetarianismo, a dieta que exclui o consumo de carne. No segundo patamar, estão os ovolactovegetarianos. Além de vegetais, eles se alimentam de ovos, leites e derivados. No terceiro ficam os chamados vegetarianos estritos, que não consomem nenhum alimento de origem animal incluindo mel, ovo e laticínios. Os veganos estão no topo e recusam, além da alimentação, todo produto que utiliza produtos feitos a partir de ou testados em animais

O que embala a escalada dos veganos é a disseminação da cultura que busca melhor qualidade de vida, incluindo no conceito o cuidado com a saúde de forma mais natural e o respeito ao meio ambiente e aos animais. “É uma mudança de dentro para fora”, diz a vegana Anna Karine Fukamizu. “Primeiro vem a informação e depois você muda seu comportamento”, completa. Barbara, filha de Anna, foi quem convenceu a mãe a adotar a filosofia de vida, há seis anos. Desde então, elas deixaram de comer produtos derivados ou testados de animais. Usam roupas de algodão e pasta de dente natural. A estudante Victoria Mayer foi outra que cortou ovos, leites e derivados e parou com carnes. “Não acho certo o maltrato aos animais.” Ela também só adquire produtos veganos.

A explosão vegana. 2

A explosão vegana. 3

MERCADO EM ASCENSÃO

O aumento dos adeptos faz crescer o mercado. A Curaprox, por exemplo, especializada em produtos de limpeza bucal, lançou uma linha de pastas de dente vegana. Na composição, nenhum produto químico ou de origem ou testados em animais. “Os veganos podem usar sem medo”, afirma Hugo Lewzoy, CEO da marca. De acordo com o executivo, o creme dental possui uma enzima chamada glicose oxidase. Ela potencializaria a ação protetora da própria saliva, evitando a necessidade de antibactericidas químicos. Além disso, ela conteria extratos de ervas com propriedades regenerativas dos tecidos. O produto custa R$ 79.

Outra empresa é a Biozenthi, presente no Brasil, na Austrália, na Colômbia, no Equador e preparando-se para entrar no mercado espanhol. Ela fabrica cosméticos, artigos para cabelo e de higiene pessoal veganos. “Usamos cera de carnaúba para fazer batom, por exemplo”, explica Márcio Accordi, proprietário da companhia.

Assim como em relação ao vegetarianismo, há polêmica envolvendo a exclusão de alimentos de origem animal na dieta vegana. Médicos, nutricionistas e adeptos sabem que falta ao organismo de um vegano a vitamina B12, necessária para o bom funcionamento do sistema nervoso. “Mas mesmo quem não é vegano tem deficiência da vitamina. Normalmente, ela falta em 60% dos veganos e em 40% dos não veganos”, afirma a nutricionista Astrid Pfeiffer. Vegetariana há 14 anos, ela entrou para o veganismo há 6 meses. O prato perfeito para um vegano consiste em uma base de carboidrato (cereal integral, arroz integral, quinoa, trigo, cevada), leguminosas (feijões, lentinha, ervilha, grão de bico) e salada com muitas folhas verdes. “Conseguimos encontrar todos os nutrientes em uma refeição equilibrada”, diz Astrid. O médico Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia, discorda. “É importante respeitar a liberdade de escolha individual de cada pessoa. Entretanto, do ponto de vista médico e nutricional, o que recomendamos é que, ao fazer qualquer opção alimentar restritiva, o indivíduo cheque como está sua saúde e tenha um acompanhamento regular para que todos os nutrientes necessários para mantê-la sejam contemplados na alimentação”, afirma. Ao que tudo indica, a discussão, iniciada com o vegetarianismo, se prolongará

A explosão vegana. 4

 

ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 28: 13-16

Alimento diário

MÁXIMAS DIVERSAS

 

V. 13 – Aqui, temos:

1. A tolice de tolerar o pecado, de aliviá-lo e desculpá-lo, negá-lo ou reduzi-lo, diminuí-lo, dissimulá-lo, ou lançar a culpa por ele sobre outras pessoas: “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará”, é melhor que nem espere isto. Ele não será bem-sucedido no seu esforço para encobrir o seu pecado, pois este será descoberto, mais cedo ou mais tarde. “Nada há encoberto que não haja de ser descoberto”. Um pássaro no ar levará a notícia. O homicídio será revelado, e também todos os outros pecados. Ele não prosperará, isto é, não obterá o perdão para o seu pecado, nem terá nenhuma verdadeira paz de consciência. Davi reconhece ter estado em constante agitação quando encobriu seus pecados (Salmos 32.3,4). Enquanto o paciente esconde a sua doença, não pode esperar uma cura.

2. O benefício de se afastar dele, tanto por uma confissão penitente como por uma transformação universal: aquele que confessa a Deus a sua culpa, e toma cuidado para nunca mais retornar ao pecado, alcançará misericórdia com Deus, e terá a consolação no seu próprio seio. A sua consciência será aliviada e a sua destruição, evitada. Veja 1 João 1.9; Jeremias 3.12,13. Quando colocamos o pecado diante de nossos olhos (como Davi: “O meu pecado está sempre diante de mim”), Deus o lançará para trás de Si.

 

V.14 – Aqui, temos:

1. O benefício de uma santa precaução. Parece estranho, mas é muito verdadeiro: “Bem-aventurado o homem que continuamente teme”. Muitas pessoas pensam que bem-aventurados são os que nunca temem; mas há um temor que está tão longe de ter um tormento em si, que tem consigo a maior satisfação. Bem-aventurado é o homem que sempre tem em mente um santo respeito e reverência por Deus, pela sua glória, bondade e pelo seu governo, que está sempre temendo ofender a Deus, e incorrer no seu desprazer, que conserva a consciência e teme a aparição do mal, que é sempre zeloso de si mesmo, que não confia na sua própria suficiência, e vive na expectativa de problemas e mudanças, para que, quando vierem. não sejam surpresas para ele. Aquele que conserva esse temor viverá uma vida de fé e vigilância, e por isto, bem-aventurado é ele, bem-aventurado e santo.

2. O perigo de uma arrogância pecaminosa: o que endurece o seu coração, que zomba do temor, e desafia a Deus e os seus juízos, e não se impressiona pela sua Palavra nem pela sua vara, este virá a cair no mal. A sua arrogância será a sua ruína, e qualquer pecado (que é o maior mal) em que venha a cair, será de\ido à dureza de seu coração.

 

V. 15 – Está escrito, “O príncipe dentre o teu povo não maldirás”; mas se o tal for um príncipe ímpio, que oprime o povo, especialmente as pessoas pobres, roubando-lhes o pouco que têm, e fazendo deles vítimas, não importa de que o chamemos, esta passagem das Escrituras o chama de “leão bramidor e urso faminto”.

1. Com respeito ao seu caráter. Ele é bruto, bárbaro e sedento de sangue; ele deve ser colocado entre os animais de rapina, os mais selvagens, e não ser incluído naquela nobre classe de se­ res cuja glória é a razão e a humanidade.

2. Com respeito à maldade que ele faz aos seus súditos. Ele é terrível e apavorante, como o leão que brama, que faz tremer as florestas; ele é como um urso faminto, e quanto mais fome sente, mais maldade faz, e mais ganho cobiça.

 

V. 16 – Duas coisas são aqui sugeridas como as causas da má administração dos príncipes:

1. O amor pelo dinheiro, a raiz de todos os males; o ódio à cobiça aqui se opõe à opressão, segundo o caráter que Moisés estipulou para os bons magistrados, homens tementes a Deus e que odeiem avareza (Êxodo 18.21 ), não somente não sendo cobiçosos, mas odiando a cobiça, e impedindo que as mãos segurem subornos. Um governante que é cobiçoso nunca agirá com justiça nem amará a misericórdia, mas as pessoas sujeitas a ele serão compradas e vendidas.

2. Falta de consideração. Aquele que odeia a cobiça prolongará o seu governo e a sua paz, será feliz com os sentimentos do seu povo e a bênção do seu Deus. É o interesse do príncipe, bem como seu dever, reinar com justiça. Portanto, os opressores e os tiranos são os maiores tolos do mundo; a eles, falta entendimento; eles não procuram a sua própria honra, o seu sossego e a sua segurança, mas sacrificam tudo à sua ambição de possuir um poder absoluto e arbitrário. Eles serão muito mais felizes nos corações de seus súditos do que em suas posições eminentes ou em suas propriedades.

OUTROS OLHARES

QUANTO VALE A VIDA?

O total de ações judiciais pedindo remédios e tratamentos ao Estado e às operadoras de saúde aumenta mais de 100% em nove anos. Sem preparo técnico, os juízes tornam-se os responsáveis por decidir quem tem direito ao que há de mais moderno na medicina. Os dados esquentam a discussão sobre o polêmico processo de judicialização da saúde que toma conta do País

Quanto vale a vida

O título desta reportagem é uma pergunta sem resposta. No campo moral, a vida é o maior valor da humanidade e, por isso, não tem preço. No entanto, descendo da escala ética para a crueza de uma realidade em que o dinheiro é escasso, ela pode ser precificada e algumas acabam valendo mais do que outras. É o que acontece quando um cidadão entra com uma ação na Justiça para que tenha direito a um remédio ou a um tratamento importante para sua saúde ou evitar sua morte. Em geral, as decisões dos juízes são favoráveis aos pacientes, o que é ótimo para eles. No âmbito da saúde coletiva, porém, é um desastre. Afinal, a pessoa que obteve na Justiça uma vitória individual de alguma forma conseguiu fazer com que a sua vida valha mais do que a de alguém nas mesmas condições de saúde, mas que não consegue pagar um advogado ou sequer tem a informação de que isto pode ser feito. O paciente vitorioso tem culpa de sê-lo? Não. Segundo a Constituição, todos têm direito à saúde e o que ele fez foi acionar a Justiça para se assegurar deste direito. Não há culpa nestas situações, há sim uma desigualdade no tratamento que pode ser condenável, se analisada do ponto de vista coletivo, ou aceita se considerada pelo aspecto individual e legal. Este é o principal dilema trazido pela crescente judicialização da saúde, um fenômeno mundial que, no Brasil, alcança patamares impressionantes.

Segundo pesquisa recente solicitada pelo Conselho Nacional de Justiça ao Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), entre 2008 e 2017 houve um aumento de 130% no número anual de processos judiciais envolvendo questões de saúde na primeira instância. No mesmo período, o número de processos em geral cresceu 50%. Ou seja, menos do que a metade do que as demandas por saúde. “Em 75% dos casos os juízes dão ganho de causa aos pacientes, independentemente de as ações serem contra o Estado ou contra seguradoras privadas de saúde”, explica Paulo Furquim, do Centro de Regulação e Democracia, do Insper, e responsável pelo estudo. Estes números dão a exata dimensão do que está acontecendo hoje na gestão da saúde no Brasil: os magistrados, e não os médicos, arbitram quem deve receber um tratamento. Aqui, novamente, não há culpa dos juízes. Eles trabalham para julgar e decidir. No entanto, falta a eles preparo técnico para tomar decisões sobre problemas específicos e por diversas vezes polêmicos até entre a comunidade médica. Se acertam em milhares de casos, concedendo o que é demandado porque realmente precisa ser ofertado, eles também erram, e muito. “Eles não tornam explícitas as informações técnicas nas quais baseiam suas sentenças”, afirma Furquim. “É preciso facilitar o treinamento dos juízes.” O órgão técnico existente com essa finalidade é o Núcleo de Apoio Técnico do Poder Judiciário. No entanto, por causa da enorme demanda, é cada vez mais difícil dar conta de tantos processos.

Um caso emblemático de decisão equivocada foi a determinação, pela Justiça, do fornecimento pela Universidade de São Paulo (USP) de cápsulas de fosfoetanolamina. Trata-se de um produto sem eficácia comprovada contra o câncer que havia sido pesquisado na instituição e que despertou em muitos a esperança de cura. Cerca de 13 mil processos judiciais foram abertos contra a USP em 2015 pedindo as tais cápsulas. Como muitos ganharam liminares favoráveis, a USP teve produzir e dar a substância, apesar de não haver prova científica de benefício.

Em compensação, há centenas de doentes, em especial portadores de doenças raras, que não têm outra saída a não ser a judicialização. Há no Brasil 13 milhões de portadores de enfermidades do gênero. “Essas doenças são tratadas com drogas órfãs, únicas para cada tipo de patologia”, explica Antoine Daher, presidente da Casa Hunter, entidade de apoio a pacientes com enfermidades raras. Apenas 3% delas têm tratamento, normalmente com medicações de alto custo. Alto mesmo. Tome-se o exemplo da Atrofia Muscular Espinhal (AME), doença neuromuscular caracterizada por perda dos neurônios motores da medula espinhal e do tronco cerebral, o que leva à fraqueza muscular progressiva e atrofia. Recentemente, surgiu a primeira e única medicação para a enfermidade, o Spinraza. Porém, cada dose custa R$ 365 mil. O paciente tem que usar seis doses no primeiro ano e três nos anos seguintes.

Quanto vale a vida. 2

Como uma família pode bancar isso sozinha? Praticamente impossível. Por isso, elas recorrem à Justiça. E há alguém capaz de dizer que se trata de uma medicação cara demais e que, portanto, aquele doente não possui direito à única chance de vida que tem? Impossível também. A vida de Gian Lucca Trevellin, seis anos, acometido pela AME, não vale o preço? Vale, claro. E a Justiça entendeu isso, concedendo à família o direito ao tratamento. Mesmo assim, isso não quis dizer que tudo correria sem pedras no caminho. “Em fevereiro de 2017 conseguimos decisão judicial favorável para que meu filho tomasse o Spinraza. Mas só recebemos o medicamento em março de 2018. Nesse período, 70 crianças morreram em decorrência da doença”, contou Renato Trevellin, pai de Gian Lucca e presidente da Associação Unidos pela Cura da AME. Hoje há cem pessoas recebendo a droga no País.

Outro exemplo de que a judicialização se mostra o único caminho é o fornecimento do remédio Soliris, indicado para a enfermidade rara chamada Hemoglobinúria Paroxística Noturna, que afeta o sistema sanguíneo. O tratamento custa quase R$ 2 milhões por ano. Mais de 300 pessoas conseguiram o remédio, gerando um custo para o Estado de R$ 700 milhões por ano. “É um caso legítimo porque se trata da vida de pessoas. Mas esse dinheiro sai de outros programas públicos, como vacinação e saúde da família, relevantes para uma quantidade maior de pessoas”, afirma o economista Furquim, do Insper. Só em 2017, o Ministério da Saúde destinou R$ 1,02 bilhão para compra de remédios e tratamentos exigidos por demandas judiciais.
Sem dúvida, é muito dinheiro em um país onde o cobertor para ações sociais é historicamente pequeno para o tanto de gente que deve cobrir. O ex-secretário de saúde de São Paulo, David Uip, por exemplo, quando no exercício do cargo viu-se rotineiramente diante de sentenças judiciais justas que não tinha como cumprir na prática por falta de recursos. Mas também deparou-se com pedidos absurdos cedidos pela Justiça, como o fornecimento pelo Estado de sabonetes a remédio para cachorro, além de esquemas de fraude. Mas, nos casos de necessidade real, como gestor que era, lutava diariamente para resolver o dilema ético que povoa principalmente a mente de quem determina para onde vai o dinheiro: afinal, quanto vale a vida? Quem morre para que outros sobrevivam?

Quanto vale a vida. 3

OUTROS OLHARES

TELA MAIOR. E DOBRÁVEL

Depois de uma década de ouro, as vendas globais de smartphones caíram nos últimos anos. Agora, as fabricantes apostam em telas flexíveis e conexão 5G para voltar a crescer – e essa é uma ótima notícia para o consumidor.

Tela maior. E dobrável

Desde que o iphone foi lançado, há mais de uma década, o visual dos smartphones mudou pouco. As telas até ficaram maiores e mais compridas, e os botões sumiram na parte frontal, dando lugar ao reconhecimento biométrico. Mas a característica física do display, em si, permaneceu essencialmente igual. Até 2019. Sem muito alarde, uma nova transformação começou a acontecer neste ano com o lançamento de smartphones com telas que podem ser dobradas ao meio. É como se a pessoa tivesse dois celulares, colocados um sobre o outro. Quando abertos na horizontal, eles formam uma única tela grande, que tem quase o tamanho de um tablet. Fechados, eles podem ser usados com uma mão só e cabem no bolso, como um celular qualquer. A mudança não é apenas cosmética. Com a tela ampliada, a tendência é que os smartphones ganhem ainda mais funcionalidades. Será mais confortável assistir a filmes e séries, principalmente na companhia de outras pessoas. Também será possível usar mais de um aplicativo ao mesmo tempo (como e-mail, música e navegador de internet), porque eles podem ser abertos em janelas diferentes na tela grande. E os consumidores que gostam de games deverão ter acesso a jogos com gráficos ainda mais elaborados. Aparelhos assim podem até substituir o tablet de vez.

A tendência não surgiu da noite para o dia. Tudo começou com os celulares que traziam telas com uma pequena curva na lateral que avançava para a parte traseira. O primeiro modelo desse tipo foi o Galaxy Note Edge, lançado pela fabricante sul-coreana Samsung em 2014. O que possibilitava a curvatura no display era uma tecnologia que utiliza materiais orgânicos, conhecida como Amoled. Agora, a mesma Samsung apresentou seu primeiro celular com tela dobrável, o Galaxy Fold, lançado em fevereiro. O executivo Antônio Quintas, vice-presidente da divisão de dispositivos móveis da Samsung no Brasil, conta que a criação surgiu para atender ao desejo dos consumidores, que mostraram interesse por telas mais amplas em pesquisas feitas pela empresa. “Queríamos fazer algo diferente, definindo um novo padrão em que a tela não é mais limitada pelo tamanho do dispositivo, e assim permitir aos usuários que façam, vejam, aprendam, criem e experimentem mais”, afirma Quintas.

A Samsung não está sozinha na empreitada. A fabricante chinesa Huawei apresentou seu smartphone com tela dobrável em fevereiro. Chamado de Mate X, ele tem um display um pouco maior do que o telefone da concorrente (8 polegadas ante 7,3 polegadas). José Luiz do Nascimento, diretor de vendas da Huawei no Brasil, afirma que o dispositivo chegará neste ano à Europa, mas o início das vendas aqui ainda não está definido. “É uma coisa tão nova que as possibilidades ainda não foram descobertas. Esse é um dispositivo para quem busca a mais alta tecnologia e inovação”, diz Nascimento.

Como qualquer tecnologia nova, as vendas de smartphones com tela dobrável devem ser pequenas no começo, mas tendem a crescer com o tempo. Elas devem passar de 1,6 milhão de unidades em 2019 para 66 milhões em 2023, segundo estimativa da consultoria americana Display Supply Chain Consultants, fornecedora de dados sobre telas para a indústria. A partir de 2020, espera-se que as telas flexíveis cheguem aos tablets e aos notebooks. Mas nenhum aparelho “dobrável” será tão popular quanto o smartphone – que, de fato, lidera a mudança de paradigma nas telas. A chegada das telas flexíveis coincide com um momento de enfraquecimento do mercado de smartphones no mundo depois de uma década de ouro – que, por sinal, foi muito bem aproveitada por empresas como a Apple e a Samsung. Em 2009, quando o iPhone ainda era uma novidade, o número de aparelhos vendidos mundialmente estava na faixa dos 174 milhões. Em 2017, as vendas tinham saltado para 1,46 bilhão de unidades. De lá para cá, porém, os números vêm caindo. Para 2019, a expectativa é de uma retração de 0,7% das vendas no mundo e de 4,3% no Brasil, segundo a consultoria americana IDC. É uma prova de que até os mercados mais promissores têm um teto.

A maioria dos consumidores está em seu segundo, terceiro, quarto, quinto ou sexto smartphone. O nível de exigência com a qualidade subiu, e os preços também. A principal linha do iPhone, que custava 650 dólares nos Estados Unidos até 2016, passou a ser vendida por pelo menos 1.000 dólares. Os novos modelos com tela dobrável ficam acima dos 2.000 dólares. Com isso, há uma mudança de mentalidade das empresas do ramo. “As fabricantes não olham mais para as vendas, apesar de isso ainda ser importante. A demanda agora é saber como o consumidor quer receber seu próximo dispositivo. Os principais desejos são telas maiores, mais memória e câmeras melhores”, afirma Renato Meireles, analista sênior da IDC no Brasil.

A tecnologia dos telefones está avançando tão rapidamente que os smartphones praticamente engoliram o mercado de outros equipamentos eletrônicos. As vendas de câmeras digitais, por exemplo, caíram 84% de 2010 a 2018. Em número de unidades. isso significa um tombo de 121 milhões para 19 milhões, de acordo com a Associação de Câmeras e Produtos de Imagem. Smartphones como o novo GalaxyS10, lançado em março, têm cinco câmeras – sendo uma delas uma lente grande angular, que fotografa com amplitude de 120 graus, como fazem as câmeras da marca GoPro. As demais lentes são usadas para o zoom ou para criar retratos com fundo desfocado, mais estilizadas.

Tela maior. E dobrável. 2

MAIS RECURSOS, MAIS VELOCIDADE

Com cada vez mais pessoas usando seus celulares para registrar – e, principalmente, enviar – fotos e vídeos, as empresas do ramo estão de olho em outra tendência: o 5G. Esse novo padrão de conexão móvel promete elevar a velocidade das redes para a casa dos gigabits por segundo (1 gigabit = 1.000 megas), ou dezenas de vezes mais rápido do que uma conexão 4G. A tecnologia ainda está em fase embrionária no mundo. No Brasil, nem mesmo as frequências de transmissão foram definidas, algo que deverá ficar para 2020. Já os Estados Unidos terão os primeiros serviços de 5G neste ano. Os primeiros smartphones 5G também já vão chegar ao mercado. o Mate X, da Huawei, e o Galaxy S10, da Samsung, são compatíveis com a conexão.

Assim como ocorre com as telas flexíveis, a esperança é que a tecnologia ajude a retomar as vendas. A previsão da consultoria americana Gartner indica que 65 milhões de smartphones 5G serão vendidos até o fim de 2020. A curva de crescimento, porém, será mais lenta do que a do 4G. “Em seus primeiros quatro anos, a tecnologia 4G já estava presente em 68% dos celulares. A previsão é que a 5G chegará a apenas 28% no mesmo período, por causa da complexidade da rede, do custo da implementação e do preço dos aparelhos”, diz Sarnir Vani, diretor no Brasil da MediaTek, empresa taiwanesa que projeta processadores para smartphones. A MediaTek só apresentará seu modem 5G ao mercado em 2020. Já a rival americana Qualcomm, líder no mercado de processadores para smartphones, está mais animada. “A tendência é que, com a transição para o 5G, haja um aumento exponencial da qualidade dos smartphones. Isso vai criar um novo ciclo de crescimento”, diz Cristiano Amon, presidente da Qualcomm. Mas, até que o 5G tenha um impacto nas vendas, os smartphones terão de ficar mais acessíveis. Para isso, a Qualcomm se aliou à chinesa USI na implantação da primeira fábrica de semicondutores de alta densidade no Brasil, que ficará em Jaguariúna, no interior de São Paulo. O plano é produzir na fábrica um novo módulo de processamento, chamado de SiP 1, que acomoda mais de 400 componentes para celulares em uma única placa. A primeira marca a abraçar a iniciativa é a taiwanesa Asus, que utiliza o módulo em dois smartphones. A tecnologia libera espaço no interior do celular para outros componentes, corno baterias e câmeras.

Ainda que os celulares 5G e com tela dobrável sejam o futuro da telefonia móvel, as duas tecnologias ainda devem levar tempo para se popularizar. “Elas precisam avançar muito para atender a todos os públicos. Precisam ter mais apelo para ser usadas”, afirma Tina Lu, analista de telecomunicações da consultoria Counterpoint Research, uma das principais da China. Grande parte dos consumidores já utiliza atualmente smartphones bastante avançados. E, como os aparelhos estão mais caros, os usuários tendem a ficar por mais tempo com o mesmo celular. Há dois anos, as pessoas trocavam de smartphone, em média, num período de 18 a 24 meses. Hoje, o intervalo está entre 24 e 30 meses. A tendência é que a periodicidade continue alta. É provável que o rápido crescimento do mercado de smartphones não volte a se repetir tão cedo. No entanto, para o consumidor, o lado bom é que ele terá telas cada vez maiores e uma conexão mais veloz em seus aparelhos.

VELOZES E DOBRÁVEIS

Apesar de ainda incipientes, os smartphones com telas flexíveis e conexão 5G devem conquistar uma fatia significativa do mercado nos próximos anos.

Tela maior. E dobrável. 3

A ASCENSÃO E A QUEDA

Depois de um crescimento acentuado, o mercado de smartphones no mundo e no Brasil atingiu um ponto de saturação e as vendas caíram.

Tela maior. E dobrável. 4