A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

MENARCA AFETA TPM

Menarca afeta TPM

Meninas cuja primeira menstruação ocorreu antes dos 1O anos tendem a apresentar mais sintomas de síndrome da tensão pré-menstrual (TPM), como irritação, ansiedade e depressão. Essa é a conclusão de um estudo realizado com mais de 2 mil jovens de Pelotas, Rio Grande do Sul, por pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Cerca de 85% das adolescentes estudadas menstruaram pela primeira vez entre 11 e 14 anos, período considerado mais adequado. Ainda assim, os sintomas de TPM moderada ou severa foram comuns nesse segmento da amostra, embora sua frequência tenha sido menor do que a encontrada nas garotas cuja menarca foi precoce.

Apenas 16 ,5% das adolescentes não apresentaram sintoma algum. No restante da amostra, a irritabilidade foi a característica mais frequente, e dois terços das participantes relataram dificuldades no relacionamento familiar por causa da TPM. Em 6%, os sintomas se manifestaram com grande intensidade.

Os autores acreditam que, nas garotas mais jovens, o início da vida reprodutiva vem acompanhado de novas responsabilidades, como evitar a gravidez, o que poderia contribuir para o fenômeno.

OUTROS OLHARES

A SEGUNDA CURA DA AIDS

Cientistas anunciam que mais um paciente, de Londres, está livre do HIV.

A segunda cura da aids

Pesquisadores da University College of London, na Inglaterra, anunciaram na semana passada uma notícia alentadora na luta contra a Aids. Em um artigo publicado na revista científica Nature, eles descreveram o caso da segunda pessoa no mundo curada da doença. O “paciente de Londres”, como ele foi chamado, já que não teve sua identidade revelada, junta-se agora ao americano Timothy Brown, o primeiro a ter sua cura anunciada, em 2008. Ele ficou conhecido como o “paciente de Berlim”, uma vez que foi tratado por médicos alemães da capital germânica depois de ter sido diagnosticado com HIV em 1995, quando estudava no país europeu.

Os dois passaram pelo mesmo procedimento: um transplante de medula óssea, indicado para pacientes com tumor de células sanguíneas. Além de Aids, Timothy tinha leucemia mielóide aguda e o paciente de Londres, linfoma de Hodgkin. Eles não melhoravam mesmo com as sessões de quimioterapia.

Há duas modalidades de transplante de medula óssea (o órgão que produz as células do sangue). A primeira é tirar e recolocar as próprias células do doente depois de passarem por modificações. A segunda é receber uma doação de uma pessoa saudável. Os dois passaram pela última opção. A diferença em relação a outros transplantes do gênero é que as células que Timothy e a pessoa de Londres receberam tinham uma mutação genética rara que torna o indivíduo imune ao HIV, o vírus responsável pela Aids. Chamada de “delta 32”, a alteração impede a fabricação, pelo gene CCR5, da proteína que permite que o vírus se ligue aos linfócitos-T, as células de defesa que o HIV invade e destrói.

A segunda cura da aids. 2

ESPERANÇA PARA TODOS

Timothy e o paciente de Londres não tomaram mais antiretrovirais após os transplantes e não apresentam sinais do vírus. A divulgação da notícia do segundo caso na Nature e em uma apresentação do pesquisador Ravindra Gupta, líder do trabalho, inspirou mais uma vez a esperança de que o caminho aberto pelos dois estudos leve também à cura os 35 milhões de soropositivos existentes no mundo hoje. Porém, é consenso que isso não está garantido e que ainda serão necessárias diversas experiências até que a cura para todos seja alcançada.

GESTÃO E CARREIRA

DIVERSIDADE ÉTNICO-RACIAL: TODOS GANHAM SEM O RACISMO

A definição de metas e a criação de grupos de afinidade ajudam a promover a equidade étnico -racial e o desenvolvimento profissional dos negros.

Diversidade etnico-racial - todos ganham sem o racismo

Em 2017, a fabricante de gases industriais White Martins passou a oferecer em seu programa de estágio dez vagas exclusivas para jovens negros, além das 40 regulares. A medida faz parte do programa de diversidade étnico-racial, que existe desde 2014. A companhia buscou jovens negros nas mais diversas universidades e eliminou critérios até então imprescindíveis, como o conhecimento de um segundo idioma. “Percebemos que podíamos oferecer isso a eles e ao mesmo tempo ganhar talentos”, diz Cristina Fernandes, diretora de talentos e comunicação da White Martins. A empresa também promove mentoria para jovens estudantes em vulnerabilidade social. A primeira turma contou com 23 orientados e, antes do término, oito deles já estavam empregados. Mudar a realidade desses jovens é uma iniciativa recente no Brasil. Quando Paulo Baraúna, hoje com 58 anos e diretor de negócios medicinais da companhia, tornou-se o primeiro negro em sua classe de engenharia civil na Universidade Católica de Salvador, em 1980, mal se pensava em iniciativas semelhantes. A exemplo de Baraúna, a maioria dos negros que ingressam hoje na White Martins é o primeiro de sua família a chegar à universidade. ” Tive amigos que poderiam ter seguido os estudos se tivessem mais oportunidades”, diz Baraúna. “Agora há novas opções para que esses jovens se desenvolvam e as empresas façam parte de uma nova realidade.”

A diversidade étnico-racial no meio corporativo é afetada por um problema social do Brasil. Os negros – denominação que inclui pretos e pardos são 54% da população, pelo Censo oficial. Entre eles, 67% recebem até 1,5 salário mínimo por mês. A pobreza gera outros problemas. como a baixa escolaridade e, consequentemente, a dificuldade de entrar ou permanecer nas empresas. “Mais do que contratar, é preciso saber como suprir as necessidades educacionais e sociais para que esse profissional mostre suas competências”, diz Daniel Teixeira, diretor de projetos do Centro de Estudos das Relações do Trabalho e Desigualdades. O tema também é tratado há menos tempo do que outros pilares da diversidade. Enquanto a Lei de Cotas para pessoas com deficiência em empresas existe desde 1991, foi só em 2001 que entrou em vigor a cota para pretos e pardos em universidades do Rio de Janeiro. E somente nesta década os negros começaram a conquistar cargos executivos com mais força. “É importante mostrar que eles podem ocupar esse espaço”, afirma Thiago de Souza Amparo, professor de discriminação e diversidade na Fundação Getúlio Vargas. O aumento da presença de negros em programas de ingresso nas empresas é um primeiro passo, mas já é possível praticar ações afirmativas também no quadro funcional médio. “Até que os estagiários cheguem a posições de tomada de decisão, será um longo caminho de mudanças, que podem ocorrer no médio prazo se houver diversidade em todos os níveis hierárquicos”, afirma Amparo.

Na rede varejista Carrefour, o grupo de afinidade racial, existente desde 2015, influenciou o estabelecimento da meta de aumento de negros na companhia. A meta varia conforme a área de negócios e é atrelada ao bônus dos executivos. “É um trabalho de conscientização. Não precisamos contratar alguém apenas pela cor de sua pele, mas precisamos encontrar talentos de diferentes identificações étnico-raciais para concorrer às vagas”, afirma Karina Chaves, gerente de diversidade do Carrefour. Quanto mais madura for essa prática, melhor será o resultado financeiro da empresa, como aponta uma pesquisa global da consultoria McKinsey: empresas com equipes executivas que apresentem maior diversidade étnica têm probabilidade 33% maior de superar seus concorrentes em lucratividade. Em algumas empresas, a diversidade étnico- racial é um tema que passou a ser abordado só depois de atingida a maturidade em outros temas, como gênero. Em 2016, após um mapeamento, a empresa de cosméticos Avon percebeu que os negros tinham baixa representatividade na equipe de vendas. Iniciou, então, um trabalho de atração com a ajuda de uma consultoria, além de ações de engajamento da liderança. Em 2018, 32% das contratações para as posições de gerente e gerente adjunto do setor eram ocupadas por negros – superando a meta inicial de 20%. “A criação de um ambiente plural aumenta a conexão de nossa marca com o público diverso”, diz Mafoane Odara, coordenadora do Instituto Avon. Com metas objetivas, as mudanças acontecem.

ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 25: 4 – 7

Alimento diário

MÁXIMAS DE PRUDÊNCIA

V. 4 e 5 – Isto mostra que o esforço vigoroso de um príncipe para suprimir a maldade e transformar os modos do seu povo é a maneira mais eficaz de sustentar o seu governo. Observe:

1. Qual é o dever dos magistrados: remover os ímpios, usar o seu poder para o terror das más obras e dos que agem mal, não somente banir os que são ímpios e profanos da sua presença, e proibir o seu comparecimento à corte, mas também assustá-los e restringi-los para que não possam espalhar a infecção da sua iniquidade entre os seus súditos. Isto é chamado de tirar da prata as escórias, o que é feito pelo fogo. Os ímpios são a escória de uma nação, o lixo da nação, e como tal devem ser removidos. Se os homens não os removerem, Deus o fará (Salmos 119.119). Se os ímpios forem tirados da presença do rei, se ele os abandonar e mostrar que detesta os seus caminhos ímpios, isto será de grande ajuda para impedi-los de fazer o mal. A reforma na corte promoverá a reforma no reino (Salmos 101.3,8).

2. Qual é a vantagem de fazerem o seu dever.

(1) Será para benefício dos súditos; eles serão como a prata refinada, apropriada para ser vaso para o fundidor.

(2) Será o estabelecimento do príncipe. O seu trono será estabelecido nesta justiça, pois Deus irá abençoar o seu governo, o povo será influenciado por ele, e assim ele será durável.

V. 6 e 7 – Aqui vemos:

1. Que a religião está muito longe de destruir as boas maneiras. Ela nos incentiva a nos comportarmos de maneira humilde e reverente para com os nossos superiores, mantendo a devida distância e dando lugar àqueles a quem de direito. “Não te glories na presença do rei”, nem na presença de nobres (os grandes); não te compares com eles (assim alguns interpretam); não queira competir com eles, em vestuário, mobília, jardins, administração da casa ou acompanhantes, pois isto é uma afronta para eles, e você desperdiçará os seus bens.

2. Que a religião nos ensina humildade e renúncia a si mesmo, o que é uma lição melhor do que a de boas maneiras: renuncie ao lugar ao qual você tem direito; não cobice fazer uma exibição, nem transmitir primazia, nem se colocar na companhia dos que estão acima de você; contente-se com uma esfera inferior, se ela é o que Deus destinou a você. A razão que Salomão apresenta é o fato de que este é, realmente, o caminho para o avanço, como o nosso Salvador mostra em uma parábola que parece tomada emprestada disto (Lucas 14.9). Não que devamos, portanto, fingir modéstia e humildade e fazer disto um estratagema para obter a honra, mas devemos ser realmente modestos e humildes, porque Deus honrará os que o são, e os homens também os honrarão. É melhor, muito melhor para a satisfação e a reputação de um homem, ser promovido acima de suas pretensões e expectativas, do que ser lançado abaixo delas, na presença do príncipe, em cuja presença era uma grande honra ser admitido, sendo uma grande presunção olhá-lo sem permissão.