OUTROS OLHARES

FOFINHO, MAS NÃO SAUDÁVEL

Pesquisas revelam que durante a pandemia cresceu o total de crianças e adolescentes com excesso de peso. A situação já é considerada uma séria crise de saúde pública

Bebezinhos gorduchos são absolutamente irresistíveis. O problema é que a fofura não é nada bonitinha para a saúde da criançada. Ao contrário do senso comum, o excesso de peso desde muito cedo é prenúncio de saúde frágil ao longo da vida. E indicadores recentes não trazem boas notícias. A condição se agravou demais durante a pandemia. No início do mês, a revista científica The Lancet publicou um relatório do governo do Reino Unido mostrando que 2021 registrou o maior incremento da taxa de obesidade entre crianças e adolescentes desde a produção do primeiro levantamento, há quinze anos. Nos Estados Unidos, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças relatou, em setembro, que o índice de massa corporal – indicador de classificação de peso adequado, sobrepeso, obesidade e obesidade mórbida – dobrou nos últimos dois anos na faixa de 2 a 19 anos. O crescimento mais expressivo se deu entre crianças de 6 a 11 anos. No Brasil, a falta de dados atualizados já é uma tradição, mas, a contar pela experiência de profissionais tarimbados, o fenômeno se repete. No consultório do pediatra e nutrólogo Mauro Fisberg registra-se, em média, aumento de 6 quilos nos pacientes de 5 a 12 anos. Fisberg está à frente do Centro de Excelência em Nutrição e Dificuldades Alimentares do Instituto Pensi, ligado ao Sabará Hospital Infantil, em São Paulo.

Na apresentação dos dados, o periódico The Lancet definiu assim a dimensão do problema: o que até agora era uma preocupação acaba de se tornar uma séria crise de saúde pública. Há duas principais razões para o alerta. O acúmulo de gordura está associado a maior risco para doenças cardiovasculares, as que mais matam no mundo, e a determinados tipos de câncer. Começar esse processo tão cedo só encurta o caminho rumo às enfermidades. Deve-se lembrar ainda que, em geral, a obesidade vem acompanhada de diabetes tipo 2, sedentarismo e alta concentração de gorduras nocivas, incrementando o conjunto perfeito de fatores de risco. Do ponto de vista de saúde pública, a escalada do aumento de peso entre os pequenos eleva hoje e aumentará no futuro os custos da saúde, questão central no debate sobre a sustentabilidade financeira dos sistemas de atendimento.

O crescimento do total de crianças fora do peso na pandemia tem origem conhecida. Os pequenos ficaram dentro de casa, sem espaço para gastar energia e com tempo de folga para os eletrônicos. Um estudo publicado em novembro no Jornal da Associação Médica Americana revelou que nesses dois anos o tempo médio dos adolescentes americanos em frente às telas passou de 3,8 horas por dia para 7,7. A qualidade da alimentação também piorou. Pizza, salgadinhos e doces integraram os cardápios conforme o isolamento em casa se prolongava. Em famílias privilegiadas, no início até se tentou outro caminho. “Houve um período de lua de mel nutricional para algumas famílias, que cozinharam e fizeram refeições juntas”, diz Fisberg. “Mas isso demorou pouco e elas foram em direção à praticidade”.

Pesquisas realizadas antes da pandemia já apontavam uma situação crítica. Em 2017, a análise de mais de quarenta anos de estudos sobre o tema rendeu a previsão de que se as tendências pós anos 2000 continuassem, em 2022 o mundo teria, pela primeira vez, mais crianças e adolescentes obesos do que com baixo peso. O levantamento, feito pelo Imperial College London e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), tinha como cenário a tendência mundial de aumento da obesidade. O peso e a altura de quase 130 milhões de crianças, adolescentes e adultos foram avaliados. Resultado: as taxas de obesidade saltaram de menos de 1% em 1975 para 6% entre meninas e 8% entre os meninos em 2016. A OMS alertava sobre o fato de que o número de crianças de 5 a 19 anos no mundo com peso excessivo tinha aumentado mais de dez vezes, passando de 11 milhões em 1975 para 124 milhões em 2016. À época, Majid Ezzati, professor da Escola de Saúde Pública do Imperial College London e autor principal do estudo, apontou algumas causas para os resultados. “As tendências refletem o impacto do marketing e das políticas de alimentos. Opções saudáveis e nutritivas são muito caras para famílias pobres,” disse.

No Brasil, os estudos indicavam a mesma direção. O Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, que reúne dados nacionais, mostrou, em 2019, que 7,9% das crianças menores de 2 anos estavam com sobrepeso ou obesidade. Entre adolescentes, o índice era de18%. Segundo o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil feito no mesmo ano, 80% das crianças brasileiras de até 5 anos consumiam alimentos ultraprocessados, como biscoitos, o que também podia ser observado entre bebês com menos de 2 anos. A Sociedade Brasileira de Pediatria relembrou uma previsão sombria da OMS. Em 2030, o Brasil pode ser o quinto país com o maior número de crianças e adolescentes obesos. Se nada for feito, a possibilidade de reverter a projeção é de somente 2%.

Mudanças de hábitos e políticas públicas consistentes não nascem de uni dia para o outro. Contudo, há tempo para agir. No Reino Unido, teve início no mês passado um programa para atendimento de crianças e adolescentes severamente obesos em clínicas especializadas do Sistema Nacional de Saúde. O serviço oferece de planos de dieta a tratamento para depressão e ansiedade, dois fatores de risco para o excesso de peso. O envolvimento da escola e das famílias somado a iniciativas da indústria para colocar no mercado produtos mais saudáveis ajuda também.

Além disso, coisas simples, como resgatar o básico na cozinha, a comida como faziam nossos avós, é outra saída. “É fundamental adotar preparações tradicionais, menos industrializadas”, orienta Daniela Neri, pesquisadora do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo. E, para conquistar o paladar dos pequenos, vale passear na feira, brincar no preparo das refeições, juntar a família à mesa. Comer direito pode ser divertido, e certamente levará a adultos mais saudáveis.

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE ALEGRIA PARA A ALMA

DIA 25 DE JANEIRO

A LEPRA DO PECADO

Se ela se estender na pele, o sacerdote declarará imundo o homem; é lepra (Levítico 13.22).

A lepra era a doença mais temida nos tempos bíblicos. Medidas preventivas eram tomadas para que essa enfermidade contagiosa não se alastrasse. A lepra é um símbolo do pecado. Quais são as características da lepra? A lepra é contagiosa, tira a sensibilidade, deixa marcas, separa as pessoas, cheira mal, não tem cura; a lepra mata. Assim também é o pecado. O pecado é contagioso. Quem anda no conselho dos ímpios, no caminho dos pecadores, e se assenta na roda dos escarnecedores acaba sendo atraído e arrastado para essa rede mortal. O pecado tira a sensibilidade, endurece o coração e cauteriza a consciência. O pecado deixa marcas profundas na mente, nas emoções e na vontade. Macula a alma e adoece o corpo. O pecado separa as pessoas de Deus e do próximo. O pecado é desagregador. Não há comunhão no pecado. O pecado é maligníssimo e repugnante. É pior que a pobreza e o sofrimento. O pecado é uma doença incurável. O ser humano não pode purificar a si mesmo. Nenhum remédio da terra pode aliviar o ser humano de uma consciência atormentada pela culpa. O pecado, à semelhança da lepra, mata. O salário do pecado é a morte. Morte física, espiritual e eterna. Morte significa separação. Na morte física, a alma é separada do corpo. Na morte espiritual, o homem é separado de Deus. Na morte eterna, os que forem condenados no juízo serão banidos para sempre da presença de Deus!

GESTÃO E CARREIRA

CORRIDA POR TALENTOS

A área de tecnologia terá que recrutar cerca de 420.000 profissionais nos próximos três anos – mas o brasil só forma 46.000 pessoas anualmente. Quais são as melhores estratégias para atrair esses especialistas para sua empresa?

Com a corrida pela digitalização, as empresas vivem um paradoxo: abrem oportunidades de TI, mas não conseguem preenchê-las. Uma projeção da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) afirma que a área terá que recrutar aproximadamente 420.000 profissionais nos próximos três anos – mas o Brasil só forma 46.000 pessoas por ano. “O mercado já estava aquecido, com muitas empresas investindo na automação de processos, mas com a pandemia de covid-19 isso se intensificou, e novos pilares entraram na busca por pessoas de TI”, afirma Caio Arnaes, diretor de recrutamento da Robert Half. O primeiro pilar, segundo ele, é que a adesão ao home office abriu muitas brechas de segurança, e os ataques cibernéticos aumentaram – o que demanda profissionais especializados. O segundo está relacionado à quebra de barreiras geográficas nas contratações, já que as companhias perceberam que é possível contar com pessoas de qualquer lugar do mundo. “Há um movimento de negócios de fora, como Estados Unidos e Europa, buscando pessoas aqui no Brasil”, diz Caio. Empresas do Vale do Silício, por exemplo, contratam desenvolvedores brasileiros fluentes em inglês com um salário muito atrativo. Isso fez a disputa por talentos – que já era alta – ficar ainda maior.

Outro ponto, de acordo com Aliesh Costa, CEO da consultoria Carpediem RH, é a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), em vigor desde setembro de 2020, que obrigou as empresas a buscar adequações na forma de tratar os dados pessoais de seus clientes. “Para seguir a nova lei, as organizações passaram a contratar mais profissionais de TI”, afirma.

SELEÇÃO REDESENHADA

Essas mudanças exigem do RH um novo olhar para as ações de recrutamento e seleção dessa área – e uma das mais urgentes é diminuir o número de etapas. Processos de cinco ou seis fases devem dar lugar a programas mais ágeis. “Quanto mais curto, melhor. É preciso ter em mente que, geralmente, os profissionais estão participando de mais de urna seleção por causa do mercado aquecido, e corre-se o risco de perder talentos com processos muito longos”, explica Caio.

Na Atos, empresa que atua com serviços de tecnologia, a forma de abordagem já mudou. “Não dá mais para aplicar um programa de testes intenso e cansativo. O número de etapas depende da posição, mas tentamos que, entre o contato do recrutador e a entrevista com o gestor imediato, haja no máximo três interações”, diz Alexandre Benatti, diretor de recursos humanos da Atos para a América do Sul. A ideia é pensar no recrutamento como uma jornada de experiência, sem baixar a régua da qualidade, mas oferecendo um processo que seja interessante e atrativo para o candidato. Em alguns casos, por exemplo, a aposta é realizar entrevistas em grupo, com duas ou três pessoas falando com o profissional em apenas um contato.

Outra iniciativa da empresa é estabelecer parcerias com instituições de ensino para capacitar profissionais de TI em diversas regiões do país. No início deste ano, por exemplo, a companhia iniciou uma parceria com a Universidade Franciscana (UFN) de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Com isso, foi possível a criação do primeiro centro tecnológico da região, o que beneficiou os estudantes da UFN e os moradores da cidade de Santa Maria. De acordo com Alexandre, as academias, como são chamadas as capacitações, abordam ternas que envolvem toda a jornada de tecnologia – da programação ao atendimento ao cliente -, como service desk, Java, ABAP e SAP. A iniciativa é uma das estratégias de recrutamento da empresa que, além de formar mais profissionais para o mercado, ainda seleciona os melhores talentos para atuar na Atos. “Todos os programas são acompanhados por especialistas da Atos, seja para desenhar o curso, seja para disseminar conhecimento. Assim, conseguimos ver quem está se destacando e tem potencial e perfil para ingressar na empresa”, afirma.

PORTA DE ENTRADA

Investir na formação de novos profissionais por meio de programas bem estruturados de estágio é outra maneira de preencher as vagas de TI. A Companhia de Estágios, que oferece soluções em recrutamento e seleção de estagiários, trainees e aprendizes, mostra que a busca por estudantes de TI aumentou 73% em três anos. Hoje, no banco de talentos da empresa, que conta com cerca de 1,4 milhão de universitários cadastrados, 83.000 são estudantes de tecnologia. Só em 2020, ano em que se iniciou a pandemia, a busca por estagiários tech cresceu 11% – isso em um período em que a abertura de novas vagas caiu em média 30%. Segundo Tiago Mavichian, CEO da Companhia de Estágios, a escassez de gente qualificada para segmentos altamente estratégicos, como cibersegurança, computação em nuvem, inteligência artificial, internet das coisas e big data, tem levado companhias a criar programas de estágio de tecnologia, que devem contar com mentorias, treinamentos, cursos e imersões em problemas do negócio. Tiago exemplifica com a aplicação dos chamados hackathons – desafios nos quais as empresas buscam encontrar talentos de tecnologia que resolvam desafios reais enfrentados pelas organizações.

O Hospital Sírio-Libanês é uma das empresas que apostam nesse tipo de prática. O Programa Tech Estágio começou no início deste ano, teve mais de 3.000 inscritos e se divide em três etapas: teste online, entrevistas coletivas e hackathon. A instituição selecionou oito dos 240 estagiários entrevistados. “O objetivo da ação é fortalecer a marca empregadora em tecnologia do hospital e formar profissionais com conhecimento técnico na saúde, olhar sistêmico e de impacto no negócio”, diz Glaucia Nogueira, superintendente de pessoas e cultura organizacional da companhia. No programa de estágio de tecnologia do Sírio, os jovens funcionários precisam desenvolver um projeto de TI que será apresentado para a área em que o estagiário está atuando e para a diretoria. Além disso, os estudantes rodam por diferentes departamentos. “O profissional passa por várias áreas de tecnologia, além de setores como centro de diagnóstico e farmácia. A ideia é que conheça toda a estrutura da empresa: dos departamentos com grandes cases de TI aos que precisam implementar alguma ação nesse sentido”, explica.

ATITUDES CONTAM

Olhar para a parte técnica é essencial para a contratação de profissionais de TI, mas o RH não pode deixar de lado o comportamento, como explica Carlos Guilherme, CEO e sócio da FESA Group, consultoria especializada em gestão de talentos e desenvolvimento organizacional. “As empresas estão muito acostumadas a checar o perfil técnico, como as linguagens de TI que o candidato conhece, mas esquecem que esse profissional também vai se relacionar com outras pessoas, seja como gestor, seja como liderado”, diz. Sempre bom lembrar que, sem equilíbrio entre o técnico e o comportamental, a companhia pode ter problemas muito sérios com os profissionais no futuro.

Nesse sentido, o Hospital Sírio-Libanês aposta em trilhas de treinamentos que desenvolvem competências e comportamentos para a formação de um profissional completo, como empatia, feedback, comunicação não violenta, planejamento de carreira e rnetodologia ágil. Há, ainda, mentoria com tutores da empresa, tanto de tecnologia quanto do RH.

“Já vemos empresas olhando muito mais para a história de vida do profissional, seu potencial, sua vontade e seus valores. Quando encontram uma pessoa conectada ao propósito empresarial, fica muito mais fácil acelerar a aprendizagem da parte técnica”, explica Tiago, CEO da Companhia de Estágios.

DE OLHO NA DIVERSIDADE

Na corrida por profissionais qualificados em TI, outro ponto que merece atenção é a inclusão – e uma das maneiras de aumentar a diversidade é ampliar a busca, convidando pessoas que não são da área de tecnologia. Foi o que fez o Itaú Unibanco, que criou em março de 2021 um programa de formação exclusivo para pessoas com deficiência que ainda não têm conhecimento em tecnologia ou que estão em transição de carreira. O projeto de formação capacita os alunos para que se tornem analistas back-end. Em apenas uma semana após o lançamento, foram mais de 1.000 inscrições. O Itaú já capacitou 98 profissionais e contratou 33 deles até julho deste ano.

Segundo Valéria Marretto, diretora de recursos humanos do Itaú Unibanco, para ampliar ainda mais o leque de diversidade, foram realizadas contratações rápidas de TI para mulheres e pretos e pardos entre março e junho de 2021. “Estamos investindo em lives e cursos curtos para mostrar como é trabalhar na empresa e levar um conteúdo relevante para as diversas comunidades de tecnologia”, diz. A ideia é que a companhia tenha times com perfis que contemplem diferentes modos de pensar para que as percepções e soluções sejam realmente complementares. Nesse sentido, Valéria explica que, quando falamos em acessibilidade, por exemplo, é essencial que pessoas com deficiência sejam envolvidas no processo de criação das soluções – só assim as barreiras serão corretamente identificadas e eliminadas.

CHECK-LIST

Os passos importantes para processos seletivos de TI bem-sucedidos

  • Defina corretamente o perfil técnico e comportamental para cada uma das vagas que estão em aberto
  • Tenha em mente o perfil da empresa e seus aspectos culturais para ficar claro quais são os comportamentos necessários para a vaga e a empresa
  •    Entenda o projeto em que o profissional vai trabalhar, assim como as tecnologias envolvidas
  • Avalie os candidatos que realmente possuem os requisitos técnicos da vaga, lembrando que experiência é diferente de conhecimento
  • Os testes técnicos, quando aplicados, não devem ultrapassar uma hora. Evite aplicar testes para posições de nível sênior – uma conversa técnica resolve
  • Sempre que possível, seja transparente com relação às faixas salariais e, principalmente, dê retorno a todos os candidatos entrevistados

FONTES: Christina Curcio e Janaína Lima, sócias da Icon Talent especialistas em contratação na área de TI

FUJA DESSAS PRÁTICAS

Conheça os principais erros no recrutamento de TI

BUSCAR APENAS FORMADOS NA ÁREA

Com a escassez de profissionais preparados, o RH deve ser flexível, olhando para possibilidades que vão além dos cursos voltados para TI, como ciência da computação, engenharia de software e análise e desenvolvimento de sistemas. “Há graduações bem interessantes para trabalhar nessa área, como todas as engenharias, matemática e estatística”, explica Tiago Mavichian, da Companhia de Estágios.

ESQUECER O COMPORTAMENTO

Boa comunicação, empatia, cordialidade e entendimento do negócio são competências que também devem ser observadas na seleção de profissionais de TI. “Não adianta, por exemplo, o candidato ser um gênio de desenvolvimento, se não entende do negócio nem tem habilidade para lidar com pessoas”, afirma Caio Arnaes, da Robert Half. Assim como não adianta ser tecnicamente bom sem compartilhar dos valores e princípios da empresa.

CRIAR PROCESSOS MUITO LONGOS

Programas com cinco ou seis etapas e que duram meses precisam ficar no passado. O RH deve ter em mente que os profissionais de TI estão disputados e participam de mais de uma seleção ao mesmo tempo. O ideal é ter, no máximo, três interações.

DESCUIDAR DO JOB DESCRIPTION

A descrição do cargo deve estar totalmente alinhada com o perfil que a empresa busca. Isso porque o universo de especialidades nessa área é enorme, e é comum a exigência de conhecimentos específicos. “É importante, também, que os recrutadores tenham conhecimento sobre a área tecnológica para se ter sucesso no recrutamento e seleção dessas posições”, diz Aliesh Costa, da Carpediem RH.

EU ACHO …

EM BUSCA DO AUTORRESPEITO

É um processo de dizer muito mais não do que sim e enxergar o que importa

Como diz o samba de Jorge Aragão, “saber se respeitar. Se unir para se encontrar. Autorrespeito é o tema que gostaria de tratar nos próximos textos. É um tema de que gosto muito de ouvir sobre, de internalizar nas minhas práticas, pois é uma chave para o crescimento pessoal, ao mesmo tempo que é uma conquista difícil. Para mim, a jornada em busca de autorrespeito começou com um “basta”. Dediquei muito tempo dizendo sim, ajudando qualquer um que me pedisse, parando de fazer o que estava fazendo.

Muitas vezes, por acreditar que era o certo a se fazer, de querer ser legal e outras ilusões. Mas outras vezes por internalizar a lógica colonial que espera isso de mulheres negras.

Nascemos numa sociedade que impõe destinos, querem-nos de cabeça baixa, dizendo “sim, senhor” Dizer sim para tudo é uma chave para o autodesrespeito, mas muitos, presos no sistema, ficamos com um leque reduzido de opções que não seja cumprir os destinos impostos.

Já sabemos que, se tivermos a audácia de fazermos algo que desestabilize o esperado, o tronco está nos esperando para nos infligir as 50 chibatadas diárias sem que reclamemos de dor, muito menos revidemos.

No meu caso, apesar do lugar imposto, pude desafiar expectativas estereotipadas sobre mim, o que trouxe momentos duros de transcendência, mas que foi parte decisiva da caminhada por autorrespeito.

Na sabedoria ancestral, um ditado diz que, de tanta bondade, o abutre ficou de cabeça pelada. Então sigo num processo de ser fiel a mim, de impor limites a pessoas que querem invadir meu espaço, de denunciar a naturalidade com que desrespeitos a mim são feitos.

De não olhar na cara de quem segurou um chicote. De dizer mais não do que sim, e de só dizer sim aquilo que, de fato, importa. É um processo que busco cada vez mais, um caminho que não preciso terminar, mas que só por traçá-lo, já vale a viagem.

Sendo a base da pirâmide social, ou seja, que sustenta a pesada estrutura sobre os ombros, sabemos que, muitas vezes, é necessário, inevitável, infelizmente fazer concessões diárias ao destino imposto.

Milhões de mulheres negras seguem no trabalho doméstico, herança presente da escravidão. No serviço, lidam com diversos desrespeitos, desde cuecas e calcinhas sujas, até palavras e pensamentos sujos. Minha mãe contava sobre quando, ainda muito jovem, teve de se defender ameaçando o patrão com uma frigideira cheia de óleo quente. Ele queria investir sobre ela.

Minha mãe, até hoje é um exemplo de autorrespeito para mim. Tanto sobre como alcançá-lo, quanto sobre como sua busca é desafiadora. Mesmo enredada em um sistema que busca a todo momento nos desumanizar, ela mantinha uma dignidade no andar, no olhar, nas palavras.

Mas sim, minha mãe tomou decisões infelizes de fazer o bem sem olhar a quem e acabou presa fácil de gente aproveitadora. Quando falamos das vezes em que faltou autorrespeito, não podemos nos esquivar da autorresponsabilidade.

Numa vida tão difícil, minha mãe seguia determinada sobre seus passos e sua vida, mas deixou que dela vantagem fosse tirada, mesmo sabendo, no fundo, que as relações não tinham reciprocidade. Ao falar dela, falo de mim também, e em nosso nome sigo a limpeza de nossa linhagem buscando sempre relações que tenham reciprocidade.

Na sabedoria do candomblé, a troca é o domínio de Exu, o primeiro orixá a ser saudado e reverenciado. A reciprocidade é a sua língua. Brincalhão, não tem o menor problema em tomar de quem recebeu e não entregou, como de rir de quem entregou sabendo que não iria receber. Quando eu “quebro a minha cara” numa troca mal­sucedida, penso em Exu me dizendo: “Eu avisei, minha filha, mas você não quis me ouvir, agora eu vou é rir de você!” O que posso fazer, senão rir junto com ele e ficar mais esperta?

*** DJAMILA RIBEIRO

ESTAR BEM

PÃO SEM GLÚTEN É MAIS SAUDÁVEL DO QUE O NORMAL?

Especialistas explicam: produtos que não são à base de trigo deveriam ser destinados a pessoas portadoras da doença celíaca, já que essas opções costumam ter mais gordura, açúcar e sal, além de serem mais caras e mais perecíveis

No mercado que frequento, a seleção de pães se estende por um corredor inteiro. E, em meio a bolos e pãezinhos, algumas opções são sem glúten, que podem custar mais que seus equivalentes à base de trigo. Seriam eles uma escolha mais nutritiva? Como costuma ser o caso com dúvidas sobre nutrição, a resposta é individual, disse a nutricionista Jerlyn Jones, porta-voz da Academia de Nutrição e Dietética dos Estados Unidos. Para a maioria das pessoas, escolher um pão sem glúten em vez do feito à base de trigo não é uma opção necessariamente mais nutritiva, e os pães sem glúten podem pesar mais no bolso, uma vez que costumam ser mais caros e têm uma vida útil mais curta, completou Jones.

O glúten é uma proteína encontrada nos grãos de trigo, cevada e centeio. No pão tradicional feito com farinha de trigo, o glúten forma uma rede de proteínas que torna a massa coesa e elástica e dá ao pão aquela textura extremamente satisfatória e macia.

Mas o glúten ou outros componentes do trigo podem causar problemas de saúde em algumas pessoas. Para cerca de 1% da população mundial portadora da doença celíaca, uma condição autoimune grave desencadeada pela ingestão de glúten, a proteína causa danos intestinais que podem prejudicar a absorção de nutrientes e levar a sintomas como diarreia, perda de peso, fadiga, anemia, bolhas, coceira e irritação na pele. A única maneira eficaz de controlar a doença celíaca é evitar totalmente o glúten por toda a vida.

Para outras pessoas com sensibilidade mais branda relacionada ao trigo, comer o grão não causa os danos intestinais da doença celíaca, mas pode gerar desconforto gastrointestinal e sintomas como a fadiga e dor de cabeça, que geralmente desaparecem quando o trigo é evitado. Não está claro quantas pessoas manifestam essa condição, chamada de sensibilidade não celíaca ao trigo, mas pode ser mais comum do que a doença celíaca.

Uma terceira condição, muito menos relacionada ao trigo comum, é a alergia ao trigo, que pode causar reações como diarreia, vômito, inchaço facial ou dificuldade para respirar de minutos a horas após ingerir o trigo.

CRENÇAS INFUNDADAS

Se você tem doença celíaca, sensibilidade ao trigo ou alergia ao trigo, escolher um pão sem glúten é claramente a melhor escolha. No entanto, em uma pesquisa de 2017 com mil pessoas nos EUA e Canadá que compraram mantimentos sem glúten, 46% disseram que escolheram esses produtos por outros motivos que não uma rendição médica. Entre suas principais motivações: querer reduzir a inflamação ou consumir menos ingredientes artificiais, acreditar que produtos sem glúten são mais saudáveis ou mais naturais e pensar que eles ajudariam na perda de peso.

Mas nenhuma dessas crenças é verdadeira, disse a nutricionista Anne Lee, professora assistente de medicina nutricional da Universidade Columbia em Nova York.

“Normalmente, os produtos sem glúten têm mais gordura, mais açúcar, mais sal e menos fibras, vitaminas B e ferro”, disse ela.

Fazer pão sem glúten é um desafio tecnológico, e as fabricantes tendem a confiar em ingredientes como farinhas feitas com arroz refinado, batata ou tapioca, que contêm muito menos proteínas e fibras do que a farinhas de trigo, disse Lee. A maioria das farinhas de trigo refinadas usadas nos EUA são enriquecidas com ferro e vitaminas B, ácido fólico, niacina, riboflavina e tiamina, enquanto as farinhas usadas em produtos sem glúten geralmente não contêm esses nutrientes adicionados.

As fabricantes de pães sem glúten também costumam adicionar açúcar, gordura e sal a seus produtos para torná-los mais saborosos, disse Lee. E por normalmente comerem mais água, gordura e amido refinado do que os pães à base de trigo, eles estragam e envelhecem mais rapidamente. Por essas razões, ficar sem glúten nem sempre é a melhor escolha.

“Se você acha que tem intolerância ao glúten, antes de retirá-lo de sua dieta, consulte um gastroenterologista e realmente faça o teste apropriado”, aconselha Lee.

Além disso, a doença celíaca é mais difícil de ser diagnosticada em pessoas que já eliminaram o glúten de suas vidas, alerta.

Também há qualidade de vida a ser considerada. Restringir sua dieta pode deixa-lo  mais ansioso em situações sociais ou mais relutante em experimentar alimentos caseiros nas refeições familiares, disse Jones. O alimento “não é apenas combustível   para nossos corpos, mas também nos dá prazer”, acrescentou ela, referindo-se a quem evita o glúten sem motivo médico.

Para seus pacientes que precisam eliminar o glúten, Lee recomenda pensar menos em produtos processados sem glúten e mais em alimentos integrais, como frutas, vegetais, feijão e grãos sem glúten, além de sementes como amaranto, trigo sarraceno, quinoa, teff e painço.

“Se você fizer uma dieta sem glúten usando alimentos naturalmente sem glúten, sua alimentação pode ser incrivelmente saudável”, disse ela.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

ACUMULAR OU NÃO ACUMULAR, EIS A QUESTÃO

Todas as coisas em nossas gavetas, armários e cantos são um perigo, mas existem maneiras de mantê-las sob controle. Veja quatro dicas de como organizar os espaços

Muitas pessoas aproveitaram as longas e solitárias horas das quarentenas da Covid-19 para limpar seus armários, gavetas e guarda-roupas, livrando-se de itens que não servem mais ou de produtos vencidos e arquivos não mais relevantes. Eu fui uma delas e entrei de cabeça no “bota-fora”: vestidos e ternos mal ajustados, sapatos nos quais eu não conseguia mais andar, centenas de recipientes de plástico e vidro vazios.

Pessoas como eu, que enchem de coisas os armários ou cômodos vazios desde que os espaços de convivência permaneçam em ordem, não chegam ao limite de acumular, que é considerado um diagnóstico psiquiátrico. Mas a desordem tem seus próprios riscos, como os estresses clínicos e repetidos que podem surgir ao procurar freneticamente em pilhas de bagunça por um papel importante ou correr para limpar uma bagunça antes que as visitas cheguem.

A desordem também distrai, roubando a atenção de pensamentos e tarefas valiosos. Consome tempo e energia e reduz a produtividade. Um estudo de 2015 na Universidade St. Laurence mostrou que quartos bagunçados têm relação com sono ruim.

Você pode se perguntar por que pessoas como eu colecionam tantas coisas que provavelmente nunca irão precisar. O medo de acabar é uma das razões pelas quais muitas vezes compro a granel. Quando me sinto deprimida, também acabo me entregando à terapia do varejo, muitas vezes comprando coisas que não preciso.

Alguns também se sentem compelidos a se apegar ao passado, ou, por culpa do sentimento, acham difícil abrir mão de presentes inúteis de pessoas que amam.

Aqui vão quatro dicas para manter a organização e arejar a cabeça neste final de ano:

ESTABELEÇA UM PLANO

Você pode querer ir de cômodo em cômodo ou focar em uma categoria, como casacos ou sapatos, ou evite mudar de curso no meio do caminho antes de terminar a tarefa já iniciada;

VÁ COM CALMA

Estabeleça metas razoáveis com base no seu tempo disponível e energia. Se um armário inteiro for muito intimidador, mesmo uma tarefa tão pequena como limpar itens de uma única gaveta ou prateleira pode ajudar você a começar a trilhar a direção certa:

Se uma abordagem mais gradual for mais administrável, considere a sugestão da minha amiga Gina: manter um recipiente em cada cômodo para as desistências. Quando ela experimenta algo que não cabe mais ou não parece bom, vai direto para a sacola de doações, não volta para o armário;

Se necessária, peça ajuda de um amigo, parente ou consultor pago que não tenha o mesmo apego pelos seus bens;

SEPARE POR CATEGORIAS

Crie três pilhas: manter; doar e descartar. Não duvide de sua avaliação inicial; imediatamente jogue fora a pilha de descarte e agende uma coleta para as doações ou leve-as para um destino digno;

Se a sua desordem inclui itens que você está armazenando para outras pessoas, considere dar a ele, um prazo para retirá-los ou sugerir que eles aluguem um armário em um depósito;

NÃO VOLTE ATRÁS

Finalmente, evite retroceder. Resistir à tentação de reabastecer os espaços que você liberou com mais coisas.

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