OUTROS OLHARES

BRASIL TEM 12,3 MILHÕES DE JOVENS QUE NÃO ESTUDAM NEM TRABALHAM

Número, superior ao da população da Bélgica, já representa 30% dos jovens na faixa etária até 29 anos; economia fraca prejudica a entrada no mercado de trabalho

O sonho de Gabriela Novazzi, de 17 anos, é conseguir um emprego para dar uma vida melhor ao filho, de 3 anos. Ela nunca teve um trabalho fixo, com carteira assinada. Apenas bicos que consegue em eventos. Desde 2016, quando foi obrigada a abandonar a faculdade de Educação Física por questões financeiras, Gabriela não estuda nem trabalha. “Era minha mãe que me ajudava nos estudos, mas ela ficou sem trabalho e parou de pagar a universidade”, diz.

Sem experiência, ela está à procura de qualquer oportunidade de entrar no mercado de trabalho. Mas a busca não tem sido fácil. “A maioria das empresas exige uma experiência anterior. É uma dificuldade”, diz. Além de dar estabilidade ao filho, Gabriela também  sonha em terminar a faculdade. “Nunca é tarde para recomeçar”.

Gabriela faz parte de um contingente de jovens de até  29 anos que cresceu muito nos últimos tempos. São os chamados “nem-nem”, um grupo de pessoas que nem estuda nem trabalha. Segundo a consultoria IDados, até o segundo trimestre de 2021, essa população representava 30% dos jovens dessa faixa etária. Isso significa 12,3 milhões de pessoas, cifra que supera a população da Bélgica.

O número de nem-nem teve um salto durante a pandemia, em 2020. Em 2021, os números recuaram um pouco, mas continuam acima do nível pré-covid 19. São quase 800 mil pessoas a mais ante o primeiro semestre de 2019 – quando o grupo representava 27,9% dos jovens até 29 anos. O problema é que desde 2012 o número está em crescimento. Naquela época, os nem-nem eram 25% da faixa etária (ou 10 milhões).

GARGALO

“Isso representa uma ineficiência enorme para o Estado, já  que muitas dessas pessoas tiveram um investimento público por trás”, diz a pesquisadora da consultoria, Ana Tereza Pires, responsável pelo levantamento. Além da questão econômica, tem também o lado individual de cada um dos jovens, sem experiência.

A cada ano, diz ela, novos estudantes se formam e não conseguem ser absorvidos no mercado, o que cria um bolsão de nem-nem. Sem emprego nem renda, eles não conseguem estudar e muitos param no meio do caminho, como no caso de Gabriela. Segundo Ana Tereza, terminar a faculdade numa fase de recessão pode ter reflexos para toda a vida profissional. Os que conseguem emprego podem ter salários mais achatados comparados a quem se forma durante a expansão econômica. Mesmo para quem já conseguiu emprego, a crise é um problema, porque pune primeiro os mais jovens, que têm menos experiência e recebem menos.

As empresas preferem garantir a permanência dos profissionais especializados e de difícil contratação. Sem contar que os mais jovens representam um custo menor na rescisão.

EDUCAÇÃO E PIB

Na avaliação do presidente da Trevisan Escola de Negócios, Vandyck Silveira, a situação dos jovens é resultado de uma série de questões. A primeira está associada à educação. “Temos uma escola de ensino fundamental e médio de péssima qualidade, que não prepara o estudante para nada.” O problema, para ele, não é por falta de investimento. Mas por investimento errado.

Soma-se a isso o baixo crescimento da economia. Desde 2013, o país não consegue encontrar o caminho da retomada consistente. Entre 2017 e 2019, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu muna média de 1,4% ao ano – resultado muito abaixo da capacidade. “Para empregar todos os jovens que entram no mercado de trabalho, o Brasil precisaria crescer, pelo menos, 3% ao ano”, diz Silveira. “Estamos ficando definitivamente para trás.”

Para especialistas, o crescimento dos nem-nem significa perda de produtividade e de capital humano. Para Marcelo Neri, diretor do FGV Social, o Brasil teve na pandemia o maior contingente da história de jovens nem-nem. Mas esse porcentual deve cair pela metade até o final do século, resultado da demografia. Na avaliação dele, essa geração está sacrificando o presente e o futuro. “Logo, o futuro do país está comprometido pela falta de quantidade e pelo tratamento de baixa qualidade dado à juventude.”

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE ALEGRIA PARA A ALMA

DIA 27 DE JANEIRO

OLHANDO PARA JESUS

Fez Moisés uma serpente de bronze e a pôs sobre uma haste; sendo alguém mordido por alguma serpente, se olhava para a de bronze, sarava (Números 21.9).

A murmuração é um pecado de ingratidão. Azeda a alma, entorpece a mente e apaga as luzes da esperança. A murmuração provoca a ira de Deus. O povo de Israel partiu do monte Hor, pelo caminho do mar Vermelho, a rodear a terra de Edom, porém o povo se tornou impaciente no caminho e começou a falar contra Deus e contra Moisés. Afirmaram já estar enfastiados do maná e o chamaram de pão vil. Deus colocou entre o povo serpentes abrasadoras, que mordiam o povo; e morreram muitos do povo de Israel. Desesperados com as consequências trágicas de seu pecado, foram a Moisés e pediram para que este orasse a Deus, rogando a remoção das serpentes. Moisés clamou ao Senhor e Deus lhe respondeu, dizendo: Faze uma serpente abrasadora, põe-na sobre uma haste, e será que todo mordido que a mirar viverá. Fez Moisés uma serpente de bronze e a pôs sobre uma haste; sendo alguém mordido por alguma serpente, se olhava para a de bronze, sarava (Números 21.8,9). Mil e quinhentos anos depois, Jesus disse a Nicodemos: E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna (João 3.14,15). A única forma de sermos libertados do pecado, o veneno mortal da antiga serpente, é olharmos para Jesus, aquele que levou sobre si os nossos pecados. Nele temos completa redenção!

GESTÃO E CARREIRA

O POTENCIAL MERCADO DOS PRATEADOS

Redes de franquias começam a notar quem já passou dos 50 anos. O Brasil tem mais de 54 milhões de pessoas nessa faixa etária e pode ultrapassar 90 milhões em 20 anos

Já se foi o tempo em que pessoas com mais de 50 anos eram !descartadas” pelo comércio e serviços. Ainda que o ritmo de contratações, por exemplo, não seja o mais adequado para a experiência que eles podem oferecer, há outro segmento que está de olho em algo que os cinquentões, sessentões e setentões têm a oferecer: o poder de compra.

Tanto que hoje há um novo mercado, denominado “prateado”. Cabelos brancos ou acinzentados (em teoria, já que nem precisam ser assim exatamente) passaram a dominar as atenções. A valorização dessas pessoas começou a ser defendida com unhas e dentes pelas companhias.

Motivo para isso existe. O Brasil tem, hoje, 54 milhões de pessoas com mais de 50 anos, segundo dados do Instituto Locomotiva. Para 2045, a estimativa é que sejamos 90 milhões. Essa parcela da população movimenta em torno de R$ 1,6 trilhão da economia brasileira, de acordo com o mesmo instituto. Não à toa, o termo “economia prateada” tem ganhado mais destaque.

De olho nessa fatia que se torna cada vez mais importante no mercado, algumas marcas estão mirando nesse novo nicho e oferecendo serviços voltados a essa faixa etária. Movimentos assim não são incomuns e fazem parte do próprio giro dos negócios.

MUITO CONSUMO

O estudo “The truth about online consumers” ( A verdade sobre os consumidores on-line, em tradução livre), conduzido pela KPMG, em 2017, mostrou que pessoas acima de 50 anos fazem tantas compras on-line quanto os “novinhos”. São 15 transações por ano, e 19 da chamada Geração X (nascidos entre os anos 1960 e 1980) e 16 dos Millennials (nascidos nos anos 1990 em diante).

Por outro lado. ainda segundo o mesmo estudo, o valor médio das compras é o maior de todos: US$203 (os “X” gastam US$ 190 e os Millennials, US$ 173).

É claro que essa tendência de mercado iria chegar às franquias. Hoje, é cada vez maior o número de empresas que atendem exclusivamente ou principalmente quem tem mais de 50 anos. Mas não é só. Também começou a aumentar o número de empreendedores que se tornam franqueados.

Para o sócio -fundador da Kick Off Consultores, Renato Claro, também era um movimento esperado. “O empreendedor que busca uma franquia tem muita experiência profissional e de vida acumuladas, e eles tendem a ser muito exigentes em termos de informações sobre o negócio”, afirma.

Em geral, são pessoas que buscam negócios com baixo risco, pois normalmente estão investindo as economias de uma vida, e não terão tempo para recuperá-las em um possível fracasso. Ou seja, já pensou ter mais de 50 e conversar com esse público? Sucesso na certa.

O especialista em gestão empresarial e empreendedorismo Leandro Sobrinho aposta que a grande estratégia das redes é não criar rótulos para o público 50+. Ou seja, mantê-lo atualizado às tendências atuais. “Esse é um perfil de consumidor, sem dúvida, mais fiel e menos modal. Mas conquistar essa fidelidade é algo que demanda tempo e trabalho. Comunicar-se com o cliente de modo a trazer conforto e dar aquela sensação de que a pessoa está atualizada são boas dicas”, analisa.

Trocando em miúdos, a fidelização está ligada a uma experiência de consumo que o conecte com a inovação em uma linguagem clara. Seja ela na loja física, com atendentes que demostrem expertise, ou no on-line, que deve ter acesso fácil e simplificado não deixando dúvidas sobre o produto e em especial sobre a política de compra, pagamento e devolução. “Clareza e objetividade são pontos -chave para fidelizar o público mais maduro. Por exemplo: não há mais espaço para aquele antigo costume de um vendedor insistente, chato, que buscava converter a venda pelo cansaço. Isso definitivamente é algo que não funciona”, lembra Sobrinho.

O sócio -fundador da Kick Off Consultores aponta que esse público também tem muitas razões para ter segurança e autoestima elevada, e que não tem as inseguranças comuns aos jovens. Por já terem uma vida profissional, familiar e até econômica definidas, a principal questão – que Renato Claro chama de “calcanhar de Aquiles”- é a longevidade. “É comum a ideia de que eles não terão mais oportunidades no mercado de trabalho, e outros pensamentos. Assim, entender seus pontos de vista e sua linguagem, entender seus pontos de segurança e insegurança faz toda a diferença ao definir uma oferta para este público”, acredita.

Há ainda uma grande recomendação para os franqueadores: evitar a venda de impacto. “Uma possível insatisfação deste franqueado terá um peso negativo importante para a reputação da franqueadora”, acrescenta Claro.

PASSO IMPORTANTE

É na economia prateada que estão as pessoas mais preparadas para tocar um negócio próprio, mais estáveis, mais perseverantes e com capacidade financeira estabelecida.

No entanto, na avaliação dos especialistas ouvidos, ainda há muitas outras oportunidades que podem ser pensadas para esse público – sempre tendo em mente a não rotulação.

No programa de mentoria oferecido por Renato Claro, por exemplo, 80% do público está na faixa 50+. E a chance de uma franquia aberta por um empreendedor desse grupo não dar certo depende muito do estilo da franqueadora. “Nossa experiência diz que o maior risco é fazer negócio com franqueadores focados em apenas vender as franquias, e não construir uma história de sucesso”, resume.

OPORTUNIDADES PRATEADAS

Abaixo mostraremos alguns exemplos de franquias que entenderam as necessidades do mercado 50 +

HOME ANGELS

A Home Angels, franquia de cuidadores de pessoas, viu no aumento gradual da expectativa de vida dos brasileiros um potencial mercado a ser explorado. Pioneira no segmento, a marca tornou-se referência em cuidados com os idosos, prestando serviços em assistência física e emocional, além de um atendimento supervisionado e especializado aos pacientes e famílias. “A tarefa de um cuidador exige dedicação em momentos que os familiares não conseguem estar presentes e, além disso, quando o idoso é bem assistido, evolui clinicamente e em sua qualidade de vida”, avalia o sócio-diretor da rede, Artur Hipólito.

Para não só atender esse público, mas também chegar a outras cidades, a empresa criou a franquia Home Angels Express, para municípios com 100 mil habitantes. O valor de investimento inicial é de R$41 mil.

Além disso, outro serviço que fez diferença durante a pandemia e que permanece é o Home Angels Help um canal de atendimento médico via telefone que funciona 24 horas, minimizando a exposição do público-alvo à hospitais.

RAIO-X

Investimento: de R$ 41 mil a R$89 mil

Taxa de franquia: de R$25 mil a R$55 mil

Capital de giro: de R$ 7 mil a R$12 mil

Royalties: 8% sobre o faturamento bruto

Taxa de publicidade: 2% sobre o faturamento bruto

Faturamento médio mensal: Express – R$80 mil / Premium – R$130 mil

Lucro médio mensal: não informado

Prazo de retorno: de 18 a 24 meses

Duração do contrato: 4 anos

ODONTO COMPANY

Se um bonito sorriso faz diferença na boca de jovens e adultos, não haveria de ser diferente entre os mais experientes. Com a expectativa de vida cada vez mais alta, o público da terceira idade também tem sido uma parcela representativa dos clientes da Odonto Company, uma das maiores redes de clínicas odontológicas do mundo.

Entre os serviços mais procurados estão colocação de prótese dentária e implantes, “Esse grupo está mais suscetível a alguns problemas odontológicos e precisa ficar atento para evitar dores ou perda dos dentes, o que pode trazer dificuldades para a mastigação”, explica o fundador e presidente da empresa Paulo Zahr.

A rede aposta também na publicidade com artistas que são conhecidos e admirados pelo público, como os apresentadores Ratinho, Eliana (ambos do SBT) Rodrigo Faro, da Record TV e que têm como principal audiência as pessoas com mais de 50 anos, segundo levantamentos feitos pelas próprias redes de televisão.

RAIO-X

Investimento: a partir de R$120 mil

Taxa de franquia: a Partir de R$35 mil

Capital de giro: a partir de R$ 30 mil

Royalties: 7%  sobre o faturamento bruto

Taxa de publicidade: 2% sobre o faturamento bruto

Faturamento médio mensal: estimativa de R$110 mil a R$600 mil

Lucro médio mensal: de 25% a 27%

Prazo de retorno: de 16 a 20 meses

Duração do contrato: 5 anos

DOCTOR FEET

Não só os clientes entraram no rol dos desejos deste público, os pés também. Com a idade, a pele tende a ficar mais fina e delicada na região das pernas, e inchaços, ressecamento, rachaduras são bem comuns nesta fase. Na Doctor Feet, rede de franquias especializada em serviços de podologia, manicure e venda de produtos ortopédicos, é realizado tratamento completo com o corte técnico. Das unhas e hidratação.

Já a reflexologia, uma massagem relaxante, é indicada para reequilibrar o corpo, reduzir tensões e melhorar a circulação sanguínea.

RAIO-X

Investimento inicial: R$232 mil (2 cabines) e R$355 mil (4 cabines) – sem ponto

Taxa de franquia: R$60 mil (já incluída no investimento)

Capital de giro: de R$15 mil (2 cabines) a R$35 mil ( 4 cabines)

Royalties: 5%sobre o faturamento bruto

Taxa de publicidade: 2,5% sobre o faturamento bruto

Faturamento bruto mensal: R$35 mil (2 cabines) e R$80 mil (4 cabines)

Lucro médio mensal: 20%

Prazo de retorno : de 24 a 36 meses

Duração de contrato: 120 meses

ANJOS COLCHÕES & SOFÁS

Já quando o assunto é dormir, a rede de colchões e estofados Anjos Colchões & Sofás é especialista em proporcionar conforto e bem-estar aos mais velhos. A linha saúde, desenvolvida para 50+, oferece produtos que permitem um sono reparador, alinhado às necessidades  desse público. “Devido à experiência de vida, essas pessoas buscam produtos que proporcionam benefícios verdadeiros para sua saúde. Por meio desse público, conseguimos expandir a nossa marca e ainda aumentar a confiabilidade dos clientes sobre ela”, afirma o presidente da rede, Claudinei  Anjos.

RAIO-X

Investimento inicial: R$ 30 mil

Taxa de franquia: R$55 mil

Capital de giro: não informado

Royalties:isento

Taxa de publicidade: 2% sobre as compras

Faturamento bruto mensal: R$100 mil

Lucro médio mensal: de 15% a 25% sobre o faturamento bruto

Prazo de retorno: de 6 a 12 meses

Duração do contrato: 5 anos

TERÇA DA SERRA

O envelhecimento da população é uma tendência em todo o globo e, com isso, surge a necessidade de serviços para esse público mais velho não apenas para o cuidado, mas também em áreas como turismo e esporte.

A rede de assistência e cuidados para pessoas idosas Terça da Serra surgiu em Campinas (interior de São Paulo) após a doutora Joyce Duarte Caseiro passar por uma situação: querer ver um tratamento mais humanizado para o avô, que, na época, tinha 83 anos. “O fato de ser uma tendência já é um grande atrativo para se investir nesse mercado, além disso, existe uma escassez  de qualidade muito grande nesse tipo de serviço, o que “torna o trabalho da Terça da Serra mais fundamental”, pondera.

Em todos os locais que a rede inaugure uma unidade, já existe uma demanda reprimida   onde é possível atender. “O outro motivo da importância do público 50+ para a rede é que os filhos dos idosos que moram nos residenciais têm 50 anos ou mais. Então, o cliente da Terça da Serra é um  senhor ou senhora a partir de 50 anos, que tem os pais idosos e necessitam desse tipo de assistência para seus familiares”, complementa Joyce.

RAIO-X

Investimento Inicial: a partir de R$500 mil

Taxa de franquia: a partir de R$95 mil

Capital de giro: R$40 mil

Royalties: 5%

Taxa de publicidade: 2% sobre o faturamento bruto

Faturamento bruto mensal: R$100mil

Prazo de retorno: de 24 a 36 meses

DE OLHO NO MERCADO ATÉ CURSOS JÁ FORAM CRIADOS

A economia prateada está tão em alta que um curso vai abordar o crescimento desse mercado. Oferecido pelo lnsper, o “Negócios para a Longevidade” começa no dia 7 de fevereiro de 2022.

A formação terá 33 horas, e a proposta é oferecer aos alunos a oportunidade de entender a relevância e o potencial do segmento sênior, a partir das mudanças demográficas sentidas no Brasil e da importância do foco no curso de vida.

O curso também prioriza a discussão de caminhos para o envelhecimento saudável, a ênfase na diversidade etária nas instituições e o combate ao “idadismo” (o preconceito de idade) para o fortalecimento da economia nacional e mundial, “O foco é preparar os alunos para atenderem com excelência o segmento prateado, que é exigente e sabe o que quer. Urge a necessidade de quebrar a barreira do preconceito etário, mostrando a relevância do ‘novo idoso’ e a heterogeneidade deste grupo. O curso é em essência um aprendizado sobre nosso processo de envelhecimento como país e as decorrentes consequências econômicas e sociais”, afirma o docente-líder da iniciativa, Sérgio Duque Estrada.

EU ACHO …

DISCUTIR COM IDIOTAS

A característica básica da falta de inteligência é ser cego sobre suas próprias capacidades

O advogado Tiago Pavinatto lançou, pela Edições 70, o livro Estética da Estupidez: A Arte da Guerra Contra o Senso Comum. O livro é muito interessante e serve para refletir o momento curioso em que nos encontramos. O autor mistura bom humor, ironia ácida, referências eruditas e lança catapultas sobre a Jerusalém de Brasília e seus Messias.

Comecei refletindo na epígrafe do livro: “Debater com um idiota é perder de maneiras distintas e combinadas. Perde-se tempo. Perde-se a paciência. E se perde o debate propriamente, porque ele só entenderá argumentos idiotas – e, nesse quesito, o imbatível é ele, não você”. (Reinaldo Azevedo).

A primeira reação ao ler o pensamento é sorrir. Ela já contém uma vaidade: se você gostou, há uma chance de não se considerar um idiota. Quem achou bom, naturalmente, imagina-se portador de cidadania plena na ilha da sabedoria e da razão e olha para os limitados com certa xenofobia. O pensamento de Azevedo termina com frase que, diria meu pai, usa de “contundência”. O termo comum para a conclusão, hoje, é “lacradora”. Sim, o adversário é imbatível porque é… idiota. Há certo consolo retórico e psicológico na  conclusão.

Despontam questionamentos válidos: a) como saberei, de fato, que não sou um imbecil? A característica básica da falta de inteligência é ser cego sobre suas próprias capacidades; b) se não posso debater com idiotas e não tenho certeza sobre minha pontuação no campo da genialidade, com mais certeza terei dúvidas sobre quem é sábio ao meu redor e, por consequência, digno de debate; c) se eu perco o debate com idiota porque ele é melhor no manejo do argumento ilógico, com um sábio eu perderei porque ele é hábil no uso da razão; logo, perderei sempre?

Eu já dei este conselho em palestra, citando minha avó: “Não toque tambor para maluco dançar “. Li O Alienista de Machado algumas vezes e me dou o direito ao relativismo no campo da sanidade mental. Analisando algumas passagens da minha vida pretérita, eu ceda bons motivos para ocupar ampla suíte na Casa Verde do dr. Bacamarte. Itaguaí poderia conter o universo todo.

Sim, fui louco eventual. Continuarei sendo um idiota? Claro, querida leitora e estimado leitor, já ficou claro aqui que temos idiotas insanos e idiotas perfeitamente equilibrados daquele tipo que, em época menos cuidadosa com palavras, chamaríamos de “pessoa normal”. Como é patológico nos dias atuais identificar alguém como normal, digamos que a maioria das ações e pensamentos de alguns idiotas caracteriza um comportamento médio tido por aceitável pela sociedade.

Duas questões afloram: sou um idiota? Devo discutir com idiotas? Sendo a democracia inconciliável com a censura, estaríamos condenados (como pensou Umberto Eco) à fala onipresente do “idiota da aldeia”? A figura descrita por Eco tem base literária: anda, maltrapilho, incomodando pessoas com frases e gestos, todavia todos o tomam por inofensivo. Aliás, o “idiotada aldeia” tem profunda função social: serve para classificar todo o resto da comunidade como inteligente. É fundamental existir no grupo, o tipo limitado: a sombra da escassez cerebral dele ilumina a inteligência dos outros.

Nos tempos que despertam desejo daquele meteoro devastador como redenção possível, existe a categoria que Pierre Bourdieu chamou de ”meio-cientistas”, chave conceitual analisada por Pavinatto na página 175. Fazem eco a algum tema tratado por pesquisadores, misturam a outros, somam certo senso comum com linguagem elaborada e, le voilá, surge um post devastador contra vacinas… O meio-cientista reúne o pior de dois mundos e causa danos aos idiotas da aldeia e aos sábios.

Que futuro tem nossa sociedade se conseguimos classificar com quem se pode e com quem não se pode debater? Teremos uma Berlim reconstruída com um muro ao meio? Uma nova Guerra Fria?

Eu tenho alguns princípios para tentar conversa séria. O primeiro é concordância sobre ética e lei. Não discuto com racistas ou defensores da violência contra a mulher, por exemplo. É uma derivação do paradoxo de Karl Popper: não tolerar intolerantes: “A tolerância ilimitada leva ao desaparecimento da tolerância”, segundo o austro-britânico.

Há mais condições propícias: a pessoa ouve e fala. A condição de um diálogo é a alternância entre ouvir e falar. Mais uma: existe uma vontade de análise sem fígado, adjetivos, fulanização ou violência verbal. Por fim, os dois lados reconhecem que não são donos absolutos da verdade e o outro tem direito à existência, mesmo que com argumentos contrários.

Na minha concepção, nunca saberemos se somos idiotas ou inteligentes. Porém, o debate com alguns princípios prévios aperfeiçoa meu raciocínio oferecendo o contraditório. Também aumenta minha visão e, eventualmente, muda minha ideia ou a do meu debatedor. Não existem as condições dadas. Melhor ficar de um lado de Berlim que lhe agrade lamentando o limite das pessoas do outro lado do muro. Enquanto isso, leia o livro de Pavinatto e seja feliz. No ano de 2022, os muros serão erguidos a alturas inimagináveis. Esperança média de bons debates…

*** LEANDRO KARNAL

ESTAR BEM

POR QUE CRESCEM PELOS NO QUEIXO DAS MULHERES MAIS VELHAS?

Com a menopausa, o equilíbrio em seus corpos muda, o que pode causar uma produção maior de hormônios masculinos

Se você é uma mulher que vem observando novos pelos indesejáveis no queixo, a primeira coisa que deve saber é que, a maioria das vezes, “isso é perfeitamente  normal”, disse Joel Cohen, dermatologista e diretor da clínica AboutSkin Dermatology and DermSugery, em Denver.

Conforme as mulheres se aproximam da menopausa, diz ele, o equilíbrio dos hormônios em seus corpos muda, e elas podem começar a produzir mais hormônios do tipo masculino, conhecidos como andrógenos.

Esses andrógenos, explica Cohen, podem transformar os tipos de folículos capilares que as mulheres costumam ter no rosto – aqueles que produzem cabelos curtos, finos e claros, conhecidos como  “penugem de pêssego” –  em folículos que tomam os cabelos mis grossos e escuros.

Quanto ao motivo de algumas mulheres possuírem esses fios de cabelo, e outras não, isso geralmente se deve à genética, diz Angela Lamb, dermatologista no Mount Sinai, em Nova York. Se tem pelos indesejados, e sua mãe, irmão ou avó também, então isso é um sinal sólido de que esse tipo de cabelo cresce na família.

COMO REMOVÊ-LOS

Existem muitas maneiras seguras de remover os pelos faciais indesejados, incluindo pinça, cera ou cremes depilatórios. Se você está preocupada que qualquer uma dessas técnicas fará com que seu cabelo cresça mais espesso, você pode relaxar nessa parte, pois “é um mito”, disse Lamb.

Na verdade, pode até acontecer o contrário: passar cera, pinçar ou aparar pode reduzir o crescimento do cabelo, porque alguns folículos capilares são danificados com o processo de remoção e param de produzir cabelo, disse a especialista.

Outra forma de controlar o crescimento indesejado de pelos é usar o creme de eflornitina, que faz os cabelos crescerem mais lentamente, enfraquecidos, e possivelmente com uma cor mais clara quando aplicado duas vezes ao dia. Mas o recurso só funciona enquanto for usado – se suspender a aplicação, o pelo voltará a crescer da maneira como crescia antes, disse Lamb.

Se você quer eliminar os pelos do queixo de forma permanente, pode considerar a depilação a laser ou a eletrólise, que atuam danificando o folículo capilar, fazendo com que ele pare de produzir cabelo.

A eletrólise, que pode ser feita por um médico ou esteticista em uma clínica – e envolve a inserção de uma agulha no folículo, danificando a raiz com uma corrente elétrica – , é uma técnica segura para todos os tipos de pelo e cabelo.

A depilação a laser, na qual a  luz é usada para aquecer e destruir os folículos capilares, também pode ser feita em um consultório ou clínica. Mas muitas vezes não remove os pelos claros com eficácia e normalmente não pode ser usado com segurança em tons de pele mais escuros porque pode queimá-la, diz Cohen.

Você pode comprar aparelhos de terapia a laser para uso doméstico ou luz intensa pulsada, que também são uma opção para  tom de pele mais claros e danificam os folículos pilosos ao aquecê-los. Mas esses dispositivos costumam ser menos eficazes, funcionam mais lentamente e exigem mais sessões do que as realizadas por profissionais.

MOTIVO DE PREOCUPAÇÃO

Se você notar mais crescimento de pelos do que o normal, e não estiver aparecendo apenas no rosto, mas também em seu seio, parte inferior do abdômen, parte interna das coxas ou costas, o ideal é consultar um médico.

Esse tipo de crescimento excessivo do cabelo, denominado hirsutismo, pode ser causado pela genética ou como efeito colateral de certos medicamentos. Em muitos casos, não há nada com que se preocupar. No entanto, o hirsutismo também pode ser um sintoma de outra condição médica que requer tratamento, explicou Lamb.

Uma condição que pode causar hirsutismo é a síndrome dos ovários policísticos, assim chamada porque pequenos cistos crescem nos ovários. Eles levam ao aumento da produção de andrógenos, promovendo o crescimento do cabelo, resultando em pelos mais grossos e escuros, explicou Cohen.

Outros sintomas da síndrome incluem irregularidades menstruais, ganho de peso e acne. É importante para as mulheres com sintomas da síndrome consultarem um médico, disse Lamb, porque quando não tratada, ela pode levar à infertilidade. Normalmente, o tratamento inclui mudanças no estilo de vida e medicamentos, que podem ser de controle de natalidade, terapia com progesterona ou o medicamento antidiabético metformina.

O uso de corticosteroides por longo prazo, que fazem parte do tratamento de doenças autoimunes e também da asma, também pode levar a mudanças nos padrões de crescimento do cabelo, incluindo o crescimento excessivo, disse Cohen. Isso porque eles também estimulam a produção de andrógenos no corpo.

Normalmente, porém, não há o que se preocupar com o crescimento de cabelo repentino, algo muito comum.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

MARCAPASSO PODE TRATAR DEPRESSÃO, DIZ ESTUDO

Pesquisa realizada em parte no Brasil averiguou que pacientes com doença severa melhoraram com o uso do equipamento

O marcapasso, equipamento médico utilizado há décadas principalmente para problemas cardíacos, pode ter mais uma nova função – o tratamento contra a depressão. Um novo estudo, realizado principalmente no Brasil , avaliou os efeitos que a ferramenta pode ter contra a doença psiquiátrica e encontrou como resultado uma melhora bastante significativa nos pacientes.

Normalmente associado à marcação do ritmo cardíaco, o marcapasso teve muitas evoluções desde a década de 1960. Com ele, é possível tratar enfermidades cerebrais porque o cérebro “recebe comandos elétricos muito bem e a gente consegue controlar sintomas de várias doenças”, afirma Antônio De Salles, neurocirurgião do Hospital Vila NovaStar, da Rede D’Or, e coordenador da pesquisa.

O médico afirma que, hoje, o equipamento já tem uso conhecido para o tratamento de epilepsia, Parkinson, tremores e dores crônicas, por exemplo. A depressão é uma das doenças que estão sendo investigadas com o uso da ferramenta, assim como o Alzheimer.

O instrumento é responsável por emitir pulsos elétricos que atuam nos neurônios, que são as células cerebrais. Esses pulsos podem ser manipulados em diferentes fatores a depender da finalidade que se quer atingir como frequência, intensidade e   tamanho. É a partir desses pulsos que é possível manipular as funções cerebrais para tratar algumas doenças.

Por exemplo, caso um paciente tenha um tremor, é possível identificar os neurônios cerebrais que têm relação com o controle muscular. A partir daí, pulsos elétricos podem ser transmitidos durante uma cirurgia para observar se o tremor cessa. Caso isso aconteça, “nós sabemos que, se mantivermos esses pulsos elétricos através de um marcapasso implantado no paciente, ele não terá mais o tremor”, explica Salles.

Esse modelo, baseado na manipulação das funções cerebrais, é parecido com o que acontece com as drogas, mas o marcapasso tem a vantagem de não gerar efeitos colaterais nos pacientes. Como o marcapasso é ligado à áreas específicas do cérebro, ele “atua somente ali e [naquelas] redes elétricas, então não [atinge] outras partes do corpo”.

Com a pesquisa, a ideia de Salles em provar que, por meio do nervo oftálmico que fica embaixo da sobrancelha, seria possível levar impulsos elétricos ao cérebro e esses impulsos [manipulariam] a química relacionada à depressão”. Esses impulsos,  no caso, poderiam ser transmitidos por um marcapasso.

Para provar esse conceito, o cirurgião realizou a investigação que foi iniciada há cerca de cinco anos e contou com a participação de 20 pacientes diagnosticados com a doença. Esses participantes foram divididos igualmente em dois grupos um que realmente teve o tratamento experimental e o outro que era o controle.

Com o estímulo constante que o marcapasso ocasiona no nervo oftálmico, Salles afirma que foi possível ver uma melhora significativa para o grupo experimental.

“A gente [acompanhou os pacientes] por muito tempo para ter certeza da melhora”, afirma o neurocirurgião, indicando ainda que a maioria dos participantes do grupo experimental conseguiu fazer ações que antes não eram possíveis, como sair de casa, trabalhar e ter relações amorosas.

Uma dessas pacientes foi a publicitária Márcia Castrillo. Ela foi diagnosticada com depressão severa em 2007. “Parecia que minha vida tinha acabado. Eu não tinha força nem para ir trabalhar, tinha muita enxaqueca e dores”, relata.

Castrillo conta que procurou diversos médicos e tratamentos “para tentar melhorar, porque era muita tristeza e falta de ânimo”. No total, ela se tratou com sete antidepressivos, além de fazer acompanhamento psicológico. Mesmo assim, os anos foram passando e só havia algumas melhoras pontuais.

Em 2014, a publicitária descobriu a pesquisa coordenada por Salles e se inscreveu. Após passar por uma triagem, ela teve o marcapasso implantado em janeiro de 2015.

“Eu ia toda semana ao hospital para acompanhamento depois da cirurgia e tinha um questionário enorme para responder e eu respondia o pior quadro possível […], mas conforme o tempo foi passando, eu percebia que as respostas iam melhorando. Em um ano, já estava respondendo tudo no melhor cenário possível”, afirma. Além de melhorar o quadro depressivo, Castillo também conta que outros problemas advindos da doença foram aparecendo, como as enxaquecas que ela tinha constantemente. A melhora completa veio depois de aproximadamente dois anos da cirurgia, quando ela suspendeu o uso dos antidepressivos e também parou de fazer terapia.

Mesmo que haja sinais positivos no uso de marcapasso para tratar essa doença, o próprio Salles reitera que ainda são necessários outros estudos.

Atualmente, o neurocirurgião planeja uma nova pesquisa com maior número de pacientes – segundo ele, a ideia dessa segunda investigação é ter 200 participantes separados entre grupo experimental e controle para ter resultados ainda mais concisos sobre o marcapasso.

“É um tratamento que nós mostramos que funciona, mas a gente não recomenda ainda para todos, indiscriminadamente porque [foi só] uma pesquisa”, afirma.

M.A

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