OUTROS OLHARES

VIDA ANTECIPADA

Avanços no tratamento de prematuros garantem sobrevivência e menos sequelas

Quando a médica Romy Schmidt Brock Zacharias, coordenadora da neonatologia do Hospital Albert Einstein, fazia residência, o nascimento de bebês com 28 ou 29 semanas de gestação era um grande acontecimento, que deixava todos em alerta. Hoje, passados 20 anos, o alarme ainda existe, mas para bebês com apenas 24 semanas. Os cuidados e tratamentos com prematuros evoluíram imensamente no período, permitindo que eles não só tenham mais chances como também desenvolvam menos sequelas futuras.

“Até a década de 1970, 1980, os bebês prematuros com menos de um quilo dificilmente sobreviviam. Lógico que quanto mais prematuro, maior o desafio e a chance de alguma sequela. Mas a medicina evoluiu bastante em oferecer tratamento e cuidados mais adequados. Hoje, o limite seria 22 semanas, menor que isso por enquanto só na ficção científica, com úteros artificiais”, explica Zacharias.

Com 24, 25 semanas de vida, a chance de o bebê sobreviver é de cerca de 50%. Há marcos importantes da prematuridade. Um deles é o peso: acima de um quilo a chance aumenta bastante. Bebês com mais de 1,5 kg hoje já têm bastante segurança, o que acontece lá pelas 31 semanas.

Os problemas mais comuns ainda são os pulmonares, por isso os bebês podem ficar por um bom tempo dependendo de oxigênio. Há risco de sequelas neurológicas, como paralisia cerebral e atraso de desenvolvimento, e a retinopatia da prematuridade, que é  uma má formação da retina.

Em neonatologia, o divisor de águas ocorreu na década de 1990, com o uso de surfactante exógena. Essa solução existe nos pulmões com a função de manter os alvéolos pulmonares abertos e virou um medicamento essencial para permitir a ventilação dos pulmões imaturos. Junto com ele, surgiu a ventilação mecânica. A partir daí tudo foi se desenvolvendo.

Mais recentemente, os avanços se deram por meio de drogas específicas para tratamento das patologias que podem surgir, como a retinopatia, ou substituindo a cirurgia nos corações para fechamento de um canal que às vezes não tem tempo de se fechar. Além das drogas, houve avanços nos cuidados, como nutrição endovenosa melhores com macro e micronutrientes e ventiladores mais modernos.

“Chegamos a 22 semanas, que é o limite, e agora o grande desafio é fazer com que sobrevivam bem. As equipes médicas são muito especializadas, de enfermagem, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogas, fonoaudiólogas, todos focados só nesses bebês, respeitando todas as suas peculiaridades”, afirma Zacharias, que destaca a importância de protocolos personalizados.

Segundo a neonatologista, o pulo do gato para evitar sequelas neurológicas é a monitorização, que está cada vez mais fina para captar a oxigenação e as funções cerebrais do prematuro.

A ciência vem buscando compreender melhor o que acontece com os prematuros, em especial com o desenvolvimento cerebral deles. Segundo o neurocientista Roberto Lent, pesquisadores britânicos do King’s College de Londres realizaram um estudo com 151 crianças nascidas antes de 33 semanas de gestação, com exames de imagem e a avaliações aos 4 anos.

“Tudo funcionava normalmente na maioria delas, exceto em um aspecto: no lado direito do cérebro, uma via chamada feixe uncinado apresentava em muitas crianças sinais de alteração da micro estrutura, associadas a indicadores de desregulação emocional , preditores de transtornos de ansiedade”, diz Lent.

O neurocientista reforça que eles não estão condenados à ansiedade. Apenas “recomenda atenção ao desenvolvimento psicológico dos prematuros, para ajuda-los imediatamente se os transtornos de ansiedade aparecerem”.

PARTICIPAÇÃO DOS PAIS

Asprincipais causas do nascimento precoce são as doenças maternas, diagnosticadas e tratadas num pré-natal adequado: hipertensão arterial, diabetes gestacional, incompetência istmo cervical (o colo do útero abre antes  do tempo), infecções não tratadas ou gemelaridade, ou seja, gestação de mais de um bebê.

Do lado de fora da incubadora, estão pais que passam meses praticamente vivendo na UTI neonatal. A jornalista e escritora Thais Lazzeri, autora do livro “Quinhentos gramas de vida – A luta dos bebês prematuros pela sobrevivência” (Editora Belas-Letras), conta a analogia mais comum: “É como se sentar num jardim, esperar a grama crescer e torcer para que o melhor aconteça”.

Há pequenas, mas valiosas, contribuições dos pais no processo. Os médicos estimulam o toque e, assim que o bebê estiver estável, o canguru (colocado pele com pele no peito de mãe ou pai), que ajuda na regulação dos batimentos cardíacos e até sua temperatura. As mães podem ordenhar leite e cada mililitro é importante.

Além da preocupação com a saúde, a chegada prematura quebra expectativas: o barrigão do fim da gestação, a presença e participação da família e amigos: na chegada da criança e até a atenção com a mulher que acaba de passar pelo parto. São rituais que acabam substituídos pelas conquistas na UTI, cada pequeno avanço do bebê rumo a alta, que ainda pode vir com home care ou cuidados específicos. Na hora de ir embora para casa há alegria, também medo para famílias que vivem os altos e baixos do processo.

“Chega o grande dia e você está apavorado, teme que talvez seu filho precise voltar para o hospital. É impressionante o que esses pais conseguem, as barreiras que vencem e todos os anseios que vão acompanhá-los com o bebê em casa”, afirma Lazzeri.

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE ALEGRIA PARA A ALMA

DIA 06 DE JANEIRO

A ALEGRIA DA RECONCILIAÇÃO

Então, Esaú correu-lhe ao encontro e o abraçou; arrojou-se-lhe ao pescoço e o beijou; e choraram (Genesis 33.4).

Nem sempre a família é aquilo que planejamos. Ninguém planeja fracassar na vida pessoal, profissional e familiar. Embora Isaque e Rebeca tenham começado bem, não terminaram bem. O principal erro deles foi em relação à criação dos filhos. Em vez de cultivarem a amizade entre Esaú e Jacó, alimentaram a disputa entre eles. Isaque amava mais a Esaú, e Rebeca tinha predileção por Jacó. Era uma espécie de jogo de interesse. O resultado foi o conflito entre esses dois irmãos. Jacó precisou fugir de casa e passou vinte anos longe. Quando voltou, o problema ainda atormentava sua alma. Jacó tinha constituído família e se tornara um homem rico, mas não havia paz em seu coração. Ainda não era um homem salvo. Num momento de grande crise, teve uma luta com Deus no vau de Jaboque, e ali sua vida foi salva. Em Peniel, Deus mudou seu nome e lhe deu um novo coração. Deus mudou sua sorte e a disposição do seu coração. Os dois irmãos se encontraram, se abraçaram e se beijaram. Em vez de aquele encontro ter aberto mais uma ferida na alma de ambos, foi o palco da reconciliação. Ainda hoje há muitas famílias doentes por causa da mágoa. Relacionamentos estremecidos dentro da família roubam a paz e fazem secar a alma. O perdão é o remédio divino para esse mal, pois o perdão cura, renova e restaura!

GESTÃO E CARREIRA

SINAIS DE UM OUTRO MUNDO

Como Henrique Dubugras e seu sócio, Pedro Franceschi, os mais jovens fundadores de um unicórnio no mundo, construíram um estilo de vida em que o tempo de trabalhar, se divertir e aprender se misturam – e as conquistas parecem chegar numa velocidade quântica

Toda a trajetória do paulista Henrique Dubugras, de 26 anos, e do carioca Pedro Franceschi, de 25, é uma completa subversão do tempo de carreira tradicional, mesmo para os padrões mais velozes do Vale do Silício. Há quatro anos os dois criaram a fintech Brex, em São Francisco, nos Estados Unidos. A empresa se tornou unicórnio com apenas um ano de existência. O negócio começou com a oferta de crédito para startups, nicho desprezado por grandes bancos, sem clareza sobre o histórico e, portanto, sobre o risco de crédito desses empreendedores. Hoje já vale US$ 12,3 bilhões, após uma rodada de investimentos liderada pela gestora Greenoaks, no dia 22 de outubro.

A foto que ilustra esta reportagem foi realizada poucas horas após o fechamento do aporte, de USS 300 milhões, que elevou o patamar da startup a de cacórnio – nome reservado aos unicórnios cujo valor ultrapassa USS10 bilhões. Os dois, que moram e trabalham em Beverly Hills, na região da cidade de Los Angeles, desde que decidiram abraçar o modelo remote-first há pouco mais de um ano, compartilharam naquele dia uma agenda particularmente agitada. Entre uma reunião e outra, abriram uma brecha de 15 minutos para a foto, adiada por duas vezes no mesmo dia. A entrevista exclusiva, felizmente, fora realizada antes disso, após uma negociação que levou mais de um mês.

A dupla divide o comando no papel de co-CEOs. Em linhas gerais, Dubugras é a cara da empresa da porta para fora. Franceschi exerce o papel de gestor da porta para dentro. Ambos começaram cedo. Aos 12 anos, Dubugras recriou o jogo pago Ragnarok, que seus pais não queriam comprar – o que lhe rendeu uma notificação judicial da dona da versão original. Franceschi conseguiu hackear um iPhone aos 14 anos. A dupla se aproximou em discussões sobre plataformas de programação na internet, e decidiram criar juntos a empresa Pagar.me, vendida três anos depois, em 2016, para a fintech brasileira Stone. No ano seguinte, os dois foram para a Universidade Stanford – de onde saíram, após oito meses, para montar uma empresa.

Inicialmente, o plano era criar uma startup no r:uno da realidade virtual. Mas a ideia se provava mais difícil que o esperado, na prática – e, ao mesmo tempo, surgia uma oportunidade, na forma de um problema sentido na própria pele: a dificuldade de obter crédito. Apenas um mês depois, eles haviam convencido investidores a colocar dinheiro no novo projeto, que deslanchou rapidamente num oceano azul, antes que uma enxurrada de concorrentes pudesse aparecer e alcançá-los.

Para eles, a pandemia criou uma chance de testar um novo modelo de trabalho. Na Brex, ninguém mais precisa ir à sede, que permanecerá aberta em São Francisco, para os cerca de 10% de funcionários que preferem conservar o trabalho híbrido. As pessoas vão manter encontros de, em média, três dias de duração, a cada três meses. Para isso, podem escolher uma das opções disponíveis numa espécie de cardápio de pacotes predefinidos pela área de gestão de pessoas. A ideia é reduzir horas e horas de encontros via Zoom, segundo eles uma maneira de tentar clonar o escritório no ambiente virtual.

Numa época em que se fala sobre mudanças velozes, aprendizado contínuo, adaptabilidade e mentalidade de crescimento, a dupla parece ser uma espécie de síntese em escala quântica de todos esses fatores. A ambição dos dois é grande. Dubugras já chegou a afirmar, num evento, que sua empresa poderia atingir o patamar de USS 100 bilhões. Quando? “Desencanei de pensar em valores e prazos. A gente vai chegar lá algum dia – e vai passar disso”, disse por videoconferência. A seguir os principais trechos da entrevista de Dubugras e Franceschi.

VOCÊS COMEÇARAM MUITO JOVENS, POR DIVERSÃO, E JUNTOS DECIDIRAM MONTAR DOIS NEGÓCIOS DO ZERO, SENDO QUE UM DELES – A BREX – VIROU UM DECACÓMIO COM MENOS DE CINCO ANOS DE VIDA. COMO DESENVOLVERAM ESSA NOÇÃO TÃO PRECOCEMENTE?

HENRIQUE DUBUGRAS:

 Descobri que tenho TDAH. É um déficit de atenção super­forte, não conseguia prestar atenção na aula. Qualquer coisa para mim parecia mais divertida do que ficar na escola.

Aprender sozinho era a única opção que eu tinha. É uma habilidade que desenvolvi quando criança e apliquei na minha vida. Algumas pessoas que conheço eram boas em sala de aula, queriam fazer cursos, faculdade, e precisavam dessa estrutura para aprender. Para mim isso nunca funcionou. Programar era meu escape. Criar os jogos e trabalhar se tornaram atividades superdivertidas e superimportantes para mim. Na internet, tive acesso a casos de pessoas que conseguiam programar, empreender, casos de sucesso. Ali você pode se conectar com as pessoas, ler a respeito e estar perto de gente que conseguiu fazer alguma coisa. Tudo isso me ajudou muito.

PEDRO FRANCESCHI

Nasci numa família de classe média. Minha mãe, psicóloga. Meu pai, fotógrafo, adorava mexer em equipamentos, inclusive computadores. Ele morreu quando eu tinha 8 anos e logo depois, talvez para lidar com o trauma, encontrei na internet um refúgio onde as variáveis eram controláveis. Tinha curiosidade e desejo de aprender. Quando conheci o Henrique, ele me convenceu a deixar meu emprego e fundar a Pagar.me com ele. Começamos programando. Logo assumimos papéis administrativos. Nessas experiências, passei a encarar os tropeços de outra forma. Em vez de pensar “eu falhei”, passei a encarar essas situações apenas como “isso é só alguma coisa que não aprendi ainda”.

TRABALHO, DIVERSÃO E APRENDIZADO SEMPRE ESTIVERAM MUITO CONECTADOS À TRAJETÓRIA DE VOCÊS. A PANDEMIA MUDOU OU REFORÇOU ESSA DINÂMICA?

HENRIQUE DUBUGRAS

Antes da covid saía para almoçar todo dia, o que não é muito comum nos Estados Unidos. Agora faço reunião no Zoom comendo com bastante frequência. Dei uma americanizada. Por outro lado, mudei de cidade, de São Francisco para Los Angeles. O clima é muito melhor. Decidi morar – e trabalhar – numa casa. Não penso em voltara frequentar o escritório todos os dias. Tenho uma academia na minha garagem. Desço, faço academia por meia hora e subo. Anteriormente, com os deslocamentos, gastava duas horas para isso. Faço muita reunião andando em volta de casa. Antes ficava sentado durante 10 ou 12 horas por dia.

PEDRO FRANCESCHI

A mudança para Los Angeles foi ótima. Passei a viajar mais pelos Estados Unidos também depois que as restrições cessaram. Costumo trabalhar ainda das 9 da manhã às 7 da noite, durante os dias de semana. Mas exceções acontecem. Gosto de brincar com meu cachorro, Git, preparar jantar com amigos e praticar esportes aquáticos.

COMO A MAIOR PARTE DOS FUNCIONÁRIOS REAGIU?

HENRIQUE DUBUGRAS

A gente tomou a decisão de fazer isso em agosto de 2020. Já faz mais de um ano. Na primeira pesquisa que fizemos, 60 % dos funcionários disseram que gostariam de trabalhar de casa. Até que a empresa tome efetivamente a decisão de qual será o esquema de trabalho, as pessoas não investem num home office bom, ninguém muda de cidade. Depois do anúncio de que era uma decisão final, mais de 90% dos funcionários disseram achar melhor ficar em casa. Isso porque, aqui, a maioria já adaptou a vida para trabalhar de qualquer lugar. A pior situação é o limbo. E a gente está cada dia melhor no trabalho remoto. Antes, não conseguia imaginar fazer o planejamento da empresa remotamente. Agora não consigo imaginar como voltaria a fazer pessoalmente de novo. A gente não sabia como ia ser. Mas a equipe criou um modelo que funciona melhor do que era anteriormente.

Estamos ainda na pior época para o trabalho remoto, nessa situação atípica e ainda em processo de adaptação. Imagina, daqui a dez anos, como estarão as pessoas, os processos, as ferramentas.

TEM ALGO QUE FIQUE MELHOR PESSOALMENTE?

HENRIQUE DUBUGRAS

É superimportante encontrar as pessoas. Todo mundo tem de estar com o próprio time a cada três meses. Durante o ano, as equipes podem fazer até oito viagens para se encontrar. Numa viagem divertida, a experiência é muito mais intensa do que falar por dez minutos todo dia no corredor, na empresa. Cada equipe decide. No RH, já temos vários programas, e as pessoas escolhem. Tem um deles em Napa Valley, por exemplo, já com roteiro para visita a vinícola e o hotel indicado.

PEDRO FRANCESCHI

 Não se pode dizer que toda interação pessoal pode ser substituída pela internet, mas interações incríveis pela internet vão assumir diferentes formas no futuro. Não se trata de adaptar o escritório à função online, mas, em vez disso, usar uma maneira de a internet funcionar para moldar o jeito como trabalhamos. Nós deveríamos nos aproximar das possibilidades de interação que o trabalho remoto permite mais da maneira como os youtubers pensam em produzir conteúdo para uma audiência. Ou então como os gamers pensam nas experiências sociais online com outros jogadores. Ou como desenvolvedores open-source consideram um alto nível de autonomia não um bug, mas em vez disso um pré-requisito para produzir softwares complexos de alta qualidade. Encontros no Zoom são menos eficientes, mas como representam a única maneira de interagir face a face, é simples abusar desse recurso para tentar clonar o escritório. Na internet, a maneira mais eficiente de se comunicar é escrevendo. E isso combina com o estilo de decisão que já vínhamos adotando, mesmo antes da pandemia. Há alguns anos, criamos um processo em que as decisões são tomadas por escrito. Nesse modelo, em reuniões semanais, qualquer funcionário pode trazer decisões para a pauta. Mas antes de falar sobre qualquer questão, as equipes detalham o problema, analisam os prós e contras de cada solução, e elaboram algo por escrito no formato de recomendações. Os participantes leem esses memos antes das reuniões e escrevem seus comentários a respeito. Se há uma discordância, a gente vai para o Zoom, mas com algo saboroso para debater.

E COMO FICAM AS INTERAÇÕES ESPONTÂNEAS?

PEDRO FRANCHESCHI

Ao tirar as coisas chatas do caminho, e ao fazê-las de maneira assíncrona, podemos focar nossos encontros um a um para construir conexão. Não importa o quanto as pessoas tentem se conectar pela internet, seres sociais precisam se encontrar pessoalmente de tempos em tempos.

HENRIQUE, VOCÊ DIZ QUE APRENDE MUITO CONVERSANDO COM AS PESSOAS. COMO FICOU ISSO NA PANDEMIA?

HENRIQUE DUBUGRAS

Acho mais fácil ainda. Antes, se eu queria aprender alguma coisa, tinha de voar para Nova York, pro Canadá, pra Europa, pro Brasil. Agora as pessoas estão mais confortáveis com as conversas virtuais, e esses encontros ficaram até mais fáceis. A gente tem a sorte de ter uma rede de mentores muito forte. Antes, tinha de marcar uma viagem. Agora, marco um Zoom.

QUAIS SÃO ALGUNS DOS PRINCIPAIS DELES?

HENRIQUE DUBUGRAS

O Jorge Paulo Lemann. Nosso empreendedor e mentor Victor Lazarte, da Wildlife. O Pedro passou a falar com Jeff Weiner, presidente do conselho do LinkedIn.

E QUE POSSIBILIDADES O TRABALHO REMOTO TRAZ PARA A EMPRESA?

HENRIQUE DUBUGRAS

O trabalho remoto, para a empresa, abre a oportunidade de tornar a contratação global. A gente contratou um monte de engenheiros brasileiros agora, por exemplo.

ANTES DE MONTAR A BREX, VOCÊS DESISTIRAM DE CRIAR UMA EMPRESA DE REALIDADE VIRTUAL. POR QUÊ?

HENRIQUE DUBUGRAS

No Brasil ainda tem menos empreendedores do que oportunidades. Nos Estados Unidos, é bem diferente. Em geral há duas razões para uma ideia não ter sido executada lá ainda: ou é muito difícil ou alguma coisa ainda precisa mudar no mundo para ela se tornar viável. Chegamos à conclusão de que a gente não tinha conhecimento para criar algo numa área que a gente não dominava, apesar de parecer o futuro da tecnologia de ponta. A pessoa que vai resolver isso é alguém que tem esse tema como o negócio da vida dele. O nosso negócio era fintech. A gente tinha muito mais chance de criar uma startup numa área que já conhecia.

COM QUE VELOCIDADE A BREX DEIXOU DE SER UM INSIGHT PARA SE TORNAR UMA STARTUP?

HENRIQUE DUBUGRAS

 Deve ter levado um mês. Nos Estados Unidos tem muito dinheiro, bem mais fácil do que no Brasil. Se tiver uma ideia decente e um bom histórico, é possível levantar investimento rapidamente. A gente percebeu uma demanda não atendida e decidiu aproveitá-la.

PEDRO FRANCESCHI

Uma boa ideia vira um bom negócio quando é construído a partir do consumidor e, começando dele todo o caminho reverso é feito pra a se pensar nos outros passos.

E ENTRE A ABERTURA DA EMPRESA E O LANÇAMENTO DO PRODUTO?

HENRIQUE DUBUGRAS

Passamos muito tempo criando uma infraestrutura bem-feita, um ano. Quando a gente vai construir um prédio, a estrutura tem de ser muito sólida.

PEDRO FRANCESCHI

Outra lição que tiramos da criação da Brex é que não se deve deixar a urgência se sobrepor à necessidade de recrutar pessoas qualificadas e construir o time certo.

QUAL É O SIGNIFICADO DE BREX?

PEDRO FRANCESCHI

 Foi o primeiro nome com quatro letras que conseguimos pensar e ainda estava com um domínio livre na internet. E era pronunciável em inglês.

COMO VOCÊS MANTÊM A HARMONIA DIVIDINDO O COMANDO DA EMPRESA?

HENRIQUE DUBUGRAS

Esse é um negócio super inspirado pelo Jorge Paulo, a crença de que a gente vai fazer muito mais junto do que separado. Se eu fosse criar uma empresa sozinho, não daria tão certo. Se o Pedro fizesse isso, provavelmente a empresa dele seria mais bem-sucedida do que a minha (risos).Não existe outra pessoa no mundo que tenha vivido os últimos dez anos comigo tão intensamente. É muito raro achar uma pessoa que te entenda tanto. A gente tem uma amizade muito profunda. A gente mora junto – eu, minha namorada e ele.

HENRIQUE, VOCÊ JÁ DISSE QUE A BREX PODERIA CHEGAR A UM VALOR DE MERCADO DE US$ 100 BILHÕES. QUANDO?

HENRIQUE DUBUGRAS

Desencanei de pensar em valores e prazos. A gente vai chegar lá algum dia – e vai passar disso. Se vai ser em cinco anos ou 50 anos, importa menos. Se você está crescendo 20% ao ano – e a gente segue acima desse patamar – durante 30 anos, uma hora chega lá.

PEDRO FRANCESCHI

 Já temos clientes como Airbnb, [e os unicórnios] Carta e Flexport.

HENRIQUE, VOCÊ ASSUMIU RECENTEMENTE UM ASSENTO NO CONSELHO DO MERCADO LIVRE. PENSA EM ABRIR SUA AGENDA PARA SE DEDICAR A OUTRAS ATIVIDADES?

HENRIQUE DUBUGRAS

Não, esta é a minha empresa. Vão ter outras coisas das quais vou participar, como conselheiro, posso ser investidor. Outras oportunidades podem surgir, mas dedicação intensiva só aqui mesmo.

DEPOIS DE CHEGAR AO ESTÁGIO DE UNICÓRNIO TÃO CEDO E IR ALÉM, QUAL É A MOTIVAÇÃO QUE MANTÉM VOCÊS CONECTADOS COM A EMPRESA?

HENRIQUE DUBUGRAS

A gente sempre quis criar um negócio de sucesso. Não perder, não dar errado. No começo, um pouco da gasolina é isso. Depois que o negócio vai ficando grande, a chance de ir para zero e morrer diminui. Você começa a ter tudo aquilo com que sempre sonhou. E a realidade é que, depois, a meta passa a ser mudar a indústria para melhor. É ajudar as empresas que a gente serve a ir muito mais longe, muito mais rápido. A gente passou a se conectar com essa missão de um jeito muito profundo. Não importa quanto dinheiro eu tenho, importa que estou mudando a indústria. Isso é o que dá satisfação depois.

PEDRO FRANCESCHI

Trabalhar ainda é a coisa mais divertida que faço na minha vida. É um lugar em que posso atingir resultados com pessoas que são melhores do que eu.

EU ACHO …

A PAIXÃO DE APRENDER

Pessoas entusiasmadas sabem o que fazem e o que virão a fazer

Algumas pessoas são realmente admiráveis. Um artista que toca nossa alma com sua sensibilidade, um esportista que nos emociona ao se superar a cada apresentação, uma pessoa pública que leva uma vida de abnegação para se dedicar ao bem comum, um executivo que extrai o máximo de cooperação de sua equipe. Cada um de nós tem a sua listinha particular. Mas não quero dar nomes. O que me interessa é o fenômeno, é entender o que torna uma pessoa admirável. Ela não é o resultado de uma ou outra característica isolada, mas de um conjunto de atributos que, combinados, a colocam um palmo acima da humanidade, como um referencial, um paradigma de vida a ser seguido.

É inevitável encabeçar o conjunto de qualidades com aquela sugerida por Nietzsche, que escreveu: “O que não me mata me fortalece”. O que o filósofo alemão sugere com a célebre máxima vai muito além da resiliência. Não se trata apenas de absorver pancadas e seguir em frente. Trata-se, isto sim, de se tornar um ser humano melhor a partir dos obstáculos que são colocados em nosso caminho. Pessoas assim – que encaram um revés como uma oportunidade de crescimento individual – são mais do que simplesmente fortes. Talvez não haja ainda uma palavra exata para descrevê-las. Na falta de um termo próprio, vou chamá-las de “antifrágeis”,como foram denominadas numa recente publicação em inglês.

Uma pessoa admirável – pode reparar – também é sempre entusiasmada, não apenas com o que faz, mas com o que pode vir a fazer. Ela é guiada pela paixão. Paixão de aprender, de se aperfeiçoar, de inventar novos limites. Tal atitude é o avesso da acomodação. A maioria dos cozinheiros se satisfaz em repetir uma receita eficiente. Um cozinheiro excepcional, admirável, tenta acrescentar ingredientes, experimentar novas consistências, combinar sabores surpreendentes, sem medo de errar, por saber que errar é demasiadamente humano. A possibilidade de erro não dita a sua conduta, não arrefece sua paixão.

Esse comportamento remete a uma terceira precondição para alguém se candidatar à condição de admirável: a insatisfação permanente. Quando atingimos o que consideramos um pico de qualidade, deixamos de tentar ser ainda melhores. É o risco do sucesso. Só os insatisfeitos com o próprio desempenho conseguem subir um degrau na escada do aprimoramento. Tão importante quanto se alegrar com os resultados obtidos é se perguntar: e agora, qual o próximo passo? O conceito é muito difundido no meio administrativo japonês, onde o princípio do Kaizen, elaborado pela Toyota, prega a melhora contínua.

Por fim, a pessoa admirável costuma ser organizada. Diante dos traços de personalidade que lhe compõem o perfil, essa parece uma qualidade menor. Mas não passa de impressão. Sem autodisciplina, qualquer boa intenção não passa disso mesmo – intenção. Sem consistência de propósito, acaba-se ficando no meio do caminho. Dietas voluntárias, rotinas autoimpostas, obrigações profissionais exigem compromisso firme. Pessoas que admiramos sabem que o problema de abrir exceção – “só hoje” – é a exceção se tornar a regra, em prejuízo da saúde, dos negócios e da vida pessoal.

*** LUCÍLIA DINIZ                

ESTAR BEM

PORQUE TOMAR CAFÉ FAZ IR AO BANHEIRO?

Não está claro o motivo que leva a bebida a estimular a evacuação, mas a velocidade desse efeito sugere que ele seja mediado pelo cérebro

Assim como abrir as cortinas da janela e entrar no chuveiro, uma xícara de café faz as pessoas se mexerem pela manhã – em mais de uma maneira. A bebida prazerosa acelera os níveis de energia com uma dose de cafeína e, para muitas pessoas, ativa de forma rápida e infalível a atividade intestinal, disparando uma necessidade urgente de fazer cocô.

No entanto, diante da popularidade do café, é surpreendente que saibamos tão pouco sobre como ele afeta o trato gastrointestinal, diz Robert Martindale, professor de cirurgia e diretor médico de serviços de nutrição hospitalar na Universidade de Saúde e Ciência do Oregon.

Alguns estudos sobre o assunto – pequenos, antigos e limitados – sugerem que provavelmente não é a cafeína que desencadeia o desejo de ir ao banheiro. Um artigo publicado em 1998, por exemplo, descobriu que o café descafeinado tinha efeito estimulante no cólon semelhante ao do café com cafeína, enquanto uma xícara de água quente não tinha o mesmo efeito.

O café é uma bebida complexa que contém mais de mil compostos químicos, muitos dos quais com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Determinar como eles afetam o intestino é um desafio.

COMANDO CEREBRAL

Uma coisa que sabemos ao certo é que o café não afeta todos da mesma forma. Em um estudo publicado em 1990 na revista “Gut”, 92 jovens responderam a um questionário sobre como o café afetava seus hábitos intestinais: apenas 29% dos entrevistados disseram que a bebida “induziu o desejo de defecar”, a maioria deles (63%) sendo mulheres.

Martindale afirma, no entanto, que, na população em geral, a porcentagem de pessoas que tem uma resposta intestinal após beber café é provavelmente muito maior – ele estimou em cerca de 60% de seus pacientes – e não notou nenhuma diferença entre homens e mulheres. Também sabemos que uma resposta instintiva ao café pode acontecer rapidamente. No mesmo estudo, alguns voluntários concordaram em colocar uma sonda de detecção de pressão inserida em seu cólon para medir as contrações musculares intestinais antes e depois de beberem cafezinho. Entre aqueles que disseram que a bebida geralmente estimula a evacuação, a sonda mostrou um aumento significativo na pressão quatro minutos após a ingestão do café, enquanto os chamados “não respondedores” não tiveram nenhuma alteração na atividade do cólon.

O fato de que beber uma xicara de café pode estimular a extremidade oposta do trato gastrointestinal em minutos significa que “provavelmente passa pelo eixo

intestino-cérebro, disse Martindale. Ou seja, a chegada do café ao estômago envia uma mensagem ao cérebro, que então, estimula o cólon a dizer: ‘Bem, melhor esvaziar, porque vem descendo coisa na correnteza’; explicou ele.

O próprio café se moveria pelo intestino muito mais devagar, provavelmente levando pelo menos uma hora para percorrer o longo caminho do estomago, através do intestino delgado e até o cólon.

PRESCRIÇÃO PÓS-CIRURGIA

Essa comunicação entre o estômago, o cérebro e o cólon, chamada de reflexo gastrocólico, é uma resposta normal à alimentação. Mas o café parece ter um efeito descomunal.

Um estudo publicado em 1998 descobriu que 240 ml de café estimulou contrações do cólon semelhante às induzidas por uma refeição de mil calorias. Os pesquisadores levantaram hipótese de que as mensagens intestinais e cerebrais do café são provavelmente causadas por um ou mais dos muitos componentes químicos da bebida e talvez mediado por alguns de nossos próprios hormônios que desempenham papéis importantes no processo digestivo, como gastrina ou cafecistocinina que inclusive podem aumentar após bebermos café. Embora o  mecanismo permaneça obscuro, os efeitos do café no intestino podem ser úteis para algumas pessoas, incluindo aquelas que estão se recuperando de certos tipos de cirurgia. A função intestinal prejudicada é comum após cirurgias abdominais por exemplo, que podem causar inchaço, dor e incapacidade de liberar gases ou tolerar alimentos.

Uma análise de 2020 combinou os resultados de sete ensaios clínicos e descobriu que beber café permitiu que pacientes que haviam se submetido a uma cirurgia colorretal ou ginecológica tolerassem alimentos sólidos em média 10 e 31 horas antes, respectivamente. O café também reduziu o tempo para a primeira evacuação, em média de 15 a 18 horas.

“Alguns goles de café podem resolver. Não é preciso muito”, disse Martindale, que rotineiramente oferece aos seus pacientes uma xícara de café na manhã após a cirurgia.

O médico também prescreve a bebida, além de outras mudanças na dieta, quando aconselha pacientes com constipação crônica. E ele disse que não é incomum que pacientes que desistiram do café por um motivo ou outro lhe digam: “Doutor, não consigo ir ao banheiro sem um café”.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

PESSOAS ALTAMENTE SENSÍVEIS

Conheça os indivíduos que aliam empatia e superpoder sensorial

Carolina não faz nenhum esforço para perceber como estão as pessoas da sua equipe na empresa. É conhecida por ser alguém capaz de se colocar no lugar do outro. Vê conexões onde ninguém vê, percebe padrões complexos e sente o ambiente. Por outro lado, faz, sim, esforço para lidar com mudanças súbitas, tomar decisões mais rapidamente e suportar o barulho do ar-condicionado.

Estas não são características da personalidade de Carolina. Tanto os aspectos positivos quanto os negativos fazem parte de um traço maior presente em cerca de 20% ou 30% da população: ela é uma Pessoa Altamente Sensível, também conhecida por aqui como PAS, e nasceu assim. São indivíduos mais suscetíveis a estímulos internos, como emoções afloradas, e externos, como barulhos altos, cheiros fortes, muitas luzes ou superfícies ásperas.

O termo foi elaborado ao longo de décadas de pesquisa pela psicóloga americana Eliane N. Aron, autora do livro “Pessoas altamente sensíveis”, que já vendeu mais de um milhão de exemplares no mundo e está sendo relançado no Brasil pela editora Sextante. Carolina descobriu na terapia que era uma PAS e depois passou a pesquisar sobre o tema.

“Foi muito libertador saber desse conceito, foi um momento de muita alegria, senti que encontrei explicações para entender minhas reações ou aprender a lidar com as situações. Hoje consigo perceber quando estou superestimulando meu cérebro, preciso reduzir o estímulo e estabilizar. É incrível entender esse mecanismo dentro de você. E saber que existe mais gente assim”, conta ela, que prefere não ser identificada pelo nome real por questões profissionais.

SUPERPODER SENSORIAL

Aron usa a sigla DOES, em inglês, para explicar os principais aspectos de uma pessoa PAS. Dele “deep processing” ( processamento profundo), indica que toda informação que chega a essa pessoa é processada detalhadamente. Por exemplo: uma decisão envolve centenas de aspectos ou um feedback no trabalho e verbera internamente por dias. A letra O significa “overstimulation” (estimulação em demasia, que afeta os sentidos). Se por um lado a pessoa parece ter um superpoder sensorial (como ouvir melhor uma música, ou sentir cheiros que ninguém percebe), por outro, seu limite aos estímulos é menor.

O E é a empatia, um dos traços mais marcantes dessas pessoas, pelas quais frequentemente são reconhecidas. É como se sentissem mais, pensassem mais e se importassem mais. É aquela amiga que acolhe, mas que se magoa mais facilmente. Por fim, vem o S de sensibilidade, não só relacionada às emoções, mas também aos estímulos.

VISÃO NEGATIVA

Embora uma maior parte dos estudos indique que ser PAS é um traço maioritariamente positivo, segundo Aron, essas pessoas muitas vezes são alvo de uma visão negativa e tachadas como frágeis, fracas ou tímidas (embora 30% delas sejam extrovertidas).

“A maior parte do mundo pensa que há um problema com a gente. Crescemos acreditando que há algo errado, nos sentimos diferentes, o que às vezes é difícil. Por isso é comum entre PAS haver problema da baixa autoestima. Mas quando entendem quem são e porque, deixam de ver a sensibilidade como um problema. As pesquisas mostram que é um traço favorável”, disse Elaine Aron.

A psicóloga Maila Flesch é certificada por Aron como terapeuta para PAS e atende essas pessoas há mais de 15 anos. Ela explica  que não tenta “normalizar” seus pacientes. O caminho que segue é fazer com que a pessoa descubra quem, como funciona, se respeite, aprenda o lado positivo e crie ferramentas para viver melhor.

“A maior parte das pessoas nunca ouviu falar disso. Não se trata de um traço da psicologia, é uma sensibilidade no processamento sensorial. Uma PAS é diferente da outra, porque as pessoas não têm a mesma personalidade. Busco trabalhar no empoderamento dessas pessoas, que têm muito a oferecer, mas, para isso, precisam estar bem com elas mesmas.

Essas ferramentas têm sido descobertas em conjunto no seu consultório. Como o executivo que passou a usar a pausa do café entre uma reunião e outra para se recolher dez minutos no carro, em silêncio, reduzindo estímulos. Ou a outra pessoa que leva um tampão de ouvido para algum lugar em que o barulho é, para ela, excessivo.

Aron dá algumas orientações para viver melhor sendo PAS. A primeira é acreditar, se informar e aceitar não ser igual a maioria. A segunda é conhecer outras pessoas altamente sensíveis, em busca de reafirmação. Depois, reformular sua história, entendendo decisões e falhas do passado. Por fim, mudar o estilo de vida, ou adaptá-la.

Para a psicóloga, no mercado de trabalho onde há exigências, como suportar estresse, tomar decisões rápidas e fazer tudo funcionar, acaba passando despercebido o valor de quem traz criatividade, vê coisas que os outros não veem, melhora o moral da equipe e entende os sentimentos dos outros.

“Se a gente quer um mundo com profundidade nas relações, nas decisões, nos ensinamentos, nos produtos, precisamos empoderar pessoas PAS. Fomos tirados de papéis tradicionais como educadores, médicos, artistas, advogados e funcionários públicos em troca de educar um número maior de crianças, atender pacientes e clientes mais rapidamente. Mas isso explica também por que temos, mais reclamações nessas áreas: porque a sensibilidade foi colocada de lado em busca de mais quantidade e menos qualidade.

Aron conta que certa vez estava com a cantora canadense Alanis Morissette, PAS assumida, e ela desabafou: “Pelo amor de Deus, apenas nos deem um tempo”.

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