OUTROS OLHARES

BOM PARA CACHORRO

Além de receber bichos de estimação com petiscos e agrados, bares e restaurantes estão criando cardápios para pets que imitam os pratos servidos aos humanos

Seres humanos convivem com pets (lobos, no início da relação) há milênios. Calcula-se que a proximidade tenha começado entre 40.000 e 20.000 anos atrás, quando os primeiros animais foram domesticados na Europa, provavelmente por interesse mútuo: uns ganhavam restos de comida sem fazer esforço, outros se sentiam protegidos, nas caçadas, de ataques de predadores. De lá para cá, a ligação se estreitou a ponto de bichos de estimação fazerem parte da família, usarem roupas, frequentarem manicure e cabeleireiro, serem tratados com acupuntura e florais e outros mimos alheios à vida selvagem. Só faltava sair para almoçar ou jantar fora. Não mais: restaurantes no Rio de Janeiro e em São Paulo, principalmente, oferecem, junto com o cardápio regular, um menu com os mesmos pratos adaptados ao cliente de quatro patas.

O afago gastronômico é uma extensão do conceito pet friendly (sofisticados que são, os bichinhos deitam e rolam nos termos em inglês), adotado em toda parte, com direito até a placa oficial – bares, lanchonetes e restaurantes que não só permitem a entrada de cães como oferecem água fresca, biscoitinhos e manifestações de carinho à vontade. Só no Rio são mais de 250, e parte deles já empreendeu a passagem do mero petisco ao prato caprichado servido pelo garçom, que em geral custa pouco menos da metade do equivalente para humanos. Um dos pioneiros, o bar Noo Cachaçaria, no Centro, oferece cãoxinha (recheada de frango e batata -doce), aumôndega e cãocrete (5,60 reais duas unidades), tudo no formato consumido por gente, só que feito com carne crua e sem tempero.

Também consta do cardápio canino um pudim de banana, mel, iogurte e polvilho ( 9 reais). O QCeviche!, restaurante peruano na orla de Copacabana, adaptou para o gosto canino um de seus carros-chefes, o lomo saltado. No prato, ele é composto de filé mignon, arroz, batata e molho temperado. Na tigela, simplifica-se em carne crua picada e arroz (34 reais).

Nesses restaurantes, os clientes caninos são bem-vindos, mas têm de seguir o protocolo social: permanecer de coleira, sentar no chão (por enquanto) e não latir. Animais de grande porte costumam ser acomodados na área externa. “O ambiente precisa ser acolhedor para todos”, justifica Vanessa Marzano, dona do Noo. Em São Paulo, a sorveteria Le Botteghe Di Leonardo criou o peppino (11,50 reais), um picolé de fruta feito com iogurte orgânico sem lactose e sem açúcar, uma fruta ou legume ralado, gota de mel orgânico e um ossinho no lugar do palito. No Tea Connection, de comida natural, a gerente de produtos Carol Reine divide a mesa com o schipperke Shoyu e o vira-lata Gohan. A família mora em apartamento e ela, quando sai para passear, faz questão de levá-los. “Eu me informo sobre onde ir nas redes sociais. Tem de ser um lugar em que eles possam interagir, em vez de ficar sentados esperando que a gente acabe de comer”, ensina.

Segundo o IBGE, o Brasil tem a segunda maior população de cães do mundo – 54,3 milhões, mais do que crianças. Esse saltitante mercado, que já vinha crescendo havia tempos, expandiu-se mais ainda durante a pandemia: o faturamento de 50 bilhões de reais previsto para 2021 é 22% maior que o do ano passado, que já havia superado em 15% o de 2019. Aproveitando o impulso, Erik Jacquin, o chef-celebridade, assina a linha Plat du Jour, latinhas com apetitosos pedaços de carne bovina e de frango vendidas em pet shops e mercados. Por sua vez, a Padaria Pet, de São Paulo, abriu uma rede de franquias que já conta com 29 lojas e vai inaugurar mais quatro até o fim do ano. Na Pet, os bichinhos podem se deliciar, in loco ou levando para casa, degustando mais de oitenta produtos, de petiscos – pipocas, biscoitos, chocolates (de mentirinha) – a pratos prontos, como arroz de carreteiro, carne de panela e risoto de frango. “Nosso espaço foi todo pensado para os animais”, diz o sócio Arquelau So. “Não é só para comprar comida e ir embora. Queremos que eles aproveitem a visita.” Bom apetite.

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE ALEGRIA PARA A ALMA

DIA 21 DE JANEIRO

JEOVÁ RAFÁ

… nenhuma enfermidade virá sobre ti, das que enviei sobre os egípcios; pois eu sou o Senhor, que te sara (Êxodo 15.26).

A obediência a Deus traz benefícios eternos para a alma e cura para o corpo. Depois de entrar no deserto rumo a Canaã, o povo de Israel lidou com a dramática experiência da falta de água. A sede implacável era o novo desafio. Eles caminharam três dias pelo deserto sem uma gota d’água. Ao chegarem a Mara, encontraram fontes de água, porém as águas eram amargas. Mais uma vez o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber? (v. 24). Moisés clamou a Deus e o Senhor lhe mostrou uma árvore; lançou-a Moisés nas águas, e estas se tornaram doces. Deus os provou e lhes deu mandamentos e estatutos, dizendo que, se eles dessem ouvidos a seus mandamentos e guardassem seus estatutos, nenhuma enfermidade viria sobre eles, como as que enviara sobre os egípcios. Para colocar um marco sobre essa promessa, apresentou-se ao povo com um novo nome: Jeová Rafá, o Senhor que sara. O nosso Deus é quem perdoa todas as nossas iniquidades e quem sara todas as nossas enfermidades. Toda cura, em última instância, é cura divina. Deus cura com os meios, sem os meios e apesar dos meios. Jesus andou por toda parte, fazendo o bem e curando todos os oprimidos do Diabo. Levantou os paralíticos, purificou os leprosos, deu vista aos cegos, fez que os mudos falassem e os surdos ouvissem. Jesus é o mesmo ontem, hoje e sempre. Ele pode fazer o mesmo ainda hoje!

GESTÃO E CARREIRA

ESTÉTICA RESPONSÁVEL

 Xampu, creme de barbear, maquiagem: empresas investem em cosméticos sólidos, que usam menos água e não precisam de plástico na embalagem para atender a um público cada vez mais exigente

Antes de começar a ler este texto, entre no seu banheiro (ou pense nele) e conte quantas embalagens estão ali. Xampu, creme de barbear, loção hidratante. O número de cosméticos que usamos no dia a dia é alto, porém maior ainda é a quantidade de lixo produzido.

A estética e a sustentabilidade devem caminhar juntas. Ao menos é nisso que acreditam as empresas que apostam em produtos em barra. Durante a pandemia, os consumidores passaram a se interessar mais pelos valores das empresas, além de seus produtos. O fenômeno ganhou o nome de clean beauty, uma beleza que preza por produtos naturais e diminuição dos industrializados.

Mais do que prometer algo milagroso, esses produtos valorizam uma rotina de beleza consciente, livres de químicas pesadas, sem testes em animais e com embalagens recicláveis. Além disso, economizam água em sua produção e gastam menos CO2 na entrega dos produtos que, por serem mais concentrados, rendem mais.

No início do isolamento social imposto pela pandemia de covid-19, a  nutricionista e influenciadora digital Luana Friedrick descobriu o mundo dos cosméticos sólidos e teve uma mudança de vida. “Sempre busquei produtos não testados em animais, com uma formulação mais natural, mas até bem pouco tempo atrás não havia tantas opções no mercado e o preço, muitas vezes, tornava esses produtos de difícil acesso”, lembra. ”Nessa busca, encontrei a Amokarité. Olhei a composição: pigmento de fruta, óleo de rícino, cera. Tudo é natural. Precisava testar”, recorda. “Mas, o que me chamou a atenção é que, além de tudo, é uma maquiagem de tratamento. Nunca tinha ouvido falar de um produto que quanto mais se usa, mais ele trata a pele. Achei incrível.” A descoberta a levou a testar outros produtos com o mesmo apelo. “Experimentei e passei a utilizar diariamente os xampus e condicionadores em barra também. Ainda não é o cenário ideal, gostaria de fazer isso com muitas outras coisas, mas estou caminhando,” comemora.

MULTIFUNCIONAL

Um dos atrativos dos produtos da Amokarité, marca criada por Estephanie Racy em 2019, é a multifuncionalidade. ”Me dei conta que não era mais preciso ter sombra, blush, batom… Podia fazer um produto para todas essas aplicações num só potinho – ainda de plástico, mas a quantidade de embalagens era significativamente menor”, conta Estephanie. Hoje, a maquiagem sólida da marca vem envolta em celofane vegetal biodegradável que a mantém fechada, segura, estável e com proteção térmica. Também foram criadas maquiagens multifuncionais pastosas, que usam embalagem de papel.

Vegana há três anos, Estephanie se viu sem alternativas na hora de escolher maquiagens “Fiz uma limpa nos meus cosméticos e eliminei tudo que tinha origem animal ou era feito por empresas que faziam testes em animais. Fiquei sem nada”, conta. “Foi então, observando e ajudando minha mãe, que tinha aprendido a fazer sabonetes artesanais, que eu me perguntei: ‘Por que não produzir minhas próprias maquiagens’.?”

Assim, ela começou a pesquisar. Com a primeira leva de matéria-prima, ela fez batons só com ingredientes naturais: ceras vegetais (carnaúba, coco) manteiga de Karité (que virou o nome da marca, porque a manteiga de karité vai em quase todos os produtos), óleos  vegetais e pigmentos extraídos de rochas (óxido de ferro e mica) e de cascas de frutas.

Em seis meses, a empresa de Estephanie já tinha uma linha de maquiagem completa. Mas, apesar do sucesso, a empresária não estava satisfeita. “Me dei conta da quantidade de embalagens e de plástico que isso demandava e comecei a procurar soluções”, lembra. Isso chamou a atenção de Clara Klabin, A administradora e expert em sustentabilidade se apaixonou pela marca e entrou na sociedade há um ano agregando sua experiência no ramo de embalagens.

MUDANÇAS

Não é incomum ver empreendedores que tinham um incômodo pessoal com o mercado de cosméticos e decidem criar sua própria empresa. Foi assim com uma das pioneiras no Brasil, a B.O.B (Bars Over Bottles, ou barras em vez de garrafas).

Amigos de infância, Andreia Quercia e Victor Falzoni uniram forças para criar uma marca que ajudasse a reduzir o impacto ambiental. “Começamos a analisar o quanto de pegada deixavam os produtos de uso rotineiro. E nos deparamos com a poluição plástica, um dos maiores desafios da nossa e das próximas gerações”, lembra Andreia. Nesse processo, eles descobriram que em uma embalagem de xampu, por exemplo, cerca de 80% do produto é água. “Começamos a calcular o impacto de transportar essa água por toda a cadeia produtiva e a necessidade do uso de plástico descartável que esse produto líquido exige para ser armazenado e transportado”, pontua Andreia. “Entendemos que essa era uma oportunidade: tirar a água dos produtos cosméticos.”

A dupla resolveu apostar na waterless beauty  (beleza sem água) A ideia por trás da tendência é encontrar formas alternativas de cuidado, que envolvam menor uso e consumo de água, seja na produção ou na forma como são utilizados. “Separando o sólido do líquido é possível embalar o produto em papel, um material biodegradável, que se decompõe em até seis meses, ambientalmente amigável.”

ACESSÍVEL

”Quando a gente embarca nesse mundo dos cosméticos naturais, entra em toda reflexão que está por trás desses cosméticos”, diz Cláudio Marques, cocriador da Kurandé Cosméticos, ao lado de Felipe Garcia. “Começamos a questionar o que estamos consumindo, o que eu realmente preciso, o que é necessário consumir para ter uma beleza, uma pele saudável e bem-estar.”

Criada em julho de 2019, a Kurandé propõ elevar fórmulas de autocuidado e amor por meio de receitas caseiras que valorizam o saber ancestral. “A gente via muitas vezes a sustentabilidade em pautas que não contemplavam o nosso jeito de viver, o lugar onde a gente mora”, conta. “Nossos ancestrais sempre foram sustentáveis e não precisavam dessas palavras e nem desse discurso. Era de fato um estilo de vida no qual eles conheciam as ervas e o poder dos produtos naturais.”

A empresa, fundada no Complexo do Alemão, no Rio, tem como missão a promoção e o fortalecimento da autoestima de pessoas negras e indígenas, mostrando que para ser sustentável basta querer.

”Tem muito insumo aqui no Brasil, tem muita matéria-prima brasileira, nacional. Da Floresta Amazônica, da Mata Atlântica, que tem um preço muito acessível e às vezes um poder de ação até melhor para o nosso corpo, para o clima no qual a gente está.  Investimos  muito também em pesquisas sobre o que temos aqui e como transformar isso num cosmético de uso diário para as pessoas”, diz.

Por serem criadas por um público jovem e majoritariamente consumidas pela mesma faixa etária, as marcas são fortes nas redes sociais e possuem lojas virtuais intuitivas. A B.O.B usou a força online para explicar ao público os benefícios da compra de produtos em barra. “O brasileiro é aberto a novidades, gosta de testar, aceita essa troca, desde que você explique bem e dê argumentos convincentes”, explica Andreia.

O site da marca indica a quantidade de embalagens que deixam de ser consumidas na compra de cada produto. De acordo com os sócios da B.O.B., desde 2019, quando a empresa foi fundada, seus produtos de formulação sólida foram responsáveis pela eliminação de 2,5 milhões de embalagens plásticas.

FUTURO

Apesar de parecer tentador transformar todos os cosméticos em barra e  acabar de vez  com as embalagens de plástico, isso ainda não é possível. A Ollie, por exemplo, marca brasileira que traz proteção solar em seus produtos, ainda busca por uma solução em embalagens recicláveis. Enquanto não encontra, foca em outras atitudes para ajudar o planeta.

“A gente quis trazer um produto que fosse o  mais ‘clean’ possível. Não é testado em animais, é totalmente livre dos ingredientes que são taxados como prejudiciais aos corais, não tem água em sua formulação, são livres  de parabenos”, enumera a criadora da marca, Társilla Mendonça. Além do cuidado com o planeta, a empresa foca no cuidado pessoal “A ideia é exatamente conscientizar as pessoas da importância do uso do FPS, ao mesmo tempo que tem um autocuidado com a pele, sem modificar quem você é.” De acordo com o Caderno de Tendências 2019 -2020, estudo feito pela Associação Brasileira da Indústria  de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) e o Serviço Brasileiro de Apoio às  Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a beleza com foco em ingredientes de origem natural cresce entre 8% e 25% ao ano no mundo todo. O relatório ainda mostra que 41% dos brasileiros têm interesse em maior variedade de produtos de beleza e cuidados pessoais com ingredientes de origem natural.

AO NATURAL

Outras marcas de cosméticos sustentáveis

CHA DAO

Inspirada nas cerimônias do chá da China, as criadoras da marca combinam ervas com aromas, sabores e texturas únicas em chás, cosméticos e produtos naturais. ”Temos em nossa essência, o contato íntimo e ritualizado com a natureza”, contam elas no site. Instagram:@cha dao.

THE GREEN CONCEPT

Luizi, CEO e fundadora da marca, se queixava do fato de o mercado da beleza ser liderado por multinacionais que nem sempre levam em conta os impactos ambientais e sociais derivados de sua produção e comercialização. Assim, ela passou a produzir cosméticos que fossem na contramão dessa proposta. Instagram: @thegreenconcept.

UNEVIE

A empresa tem em seu portfólio mais de 120  itens autorais, com responsabilidade animal e sustentável. Além de maquiagem, sabonete e xampu sólidos, a marca oferece desodorante, espuma de barbear e até pasta de dente sólidos. Instagram:@unevei cosmeticos

NATURA BIOME

Recém-lançada pela Natura, a marca conta com xampu de uso diário e de hidratação, condicionador, sabonete comum e esfoliante em barra. A novidade está à venda na loja-conceito da marca na Rua Oscar Freire, em São Paulo, mas em breve também estará disponível no e-commerce próprio. Instagram:@naturabiome.

RELAX COSMÉTICOS

No coração da Avenida Paulista fica a marca que hoje tem a missão de criar meios para o consumo ético e sustentável de cosméticos revitalizadores. Seu diferencial é oferecer produtos sustentáveis para todos os tipos de pele e cabelo. No site, é possível optar por “pele sensível”, “com manchas”, ou “maduras”, por exemplo. Já para o cabelo, oferece produtos em barra para os danificados, coloridos e até com queda. Instagram:@relaxcosmeticos.

SIMPLE ORGANIC

De Florianópolis para o mundo. Séruns, hidratantes, xampus, batons, bases: a marca afirma que sua matéria-prima é cruelty-free, vegana, natural e orgânica, retirada da natureza por meio do manejo sustentável. Diz ainda neutralizar o C02 de toda a cadeia de produção e conta com sistema de logística reversa para cuidar do produto mesmo após o seu descarte. Instagram:@simpleorganic.

EU ACHO …

PACTO SOCIAL

Se em 2021 a vacina foi eleita a palavra do ano, em 2022 um dos tópicos mais frequentes das primeiras semanas tem sido o “pacto social” que ela representa, ou pelo menos deveria representar.

Vejo uma correlação direta deste pacto sobre o qual estamos falando na atualidade com o contrato social presente na obra do filósofo francês Rousseau, um dos precursores do iluminismo que nos faz refletir, entre outras coisas, sobre o quanto vontades individuais, embora precisem ser respeitadas, precisam ceder frente ao coletivo.

E essa discussão que estamos tendo exatamente agora entre as pessoas que se vacinam. Há quem se vacine por entender que este é um ato de responsabilidade. E que, ao fazê-lo, por mais que não goste das empresas fabricantes, não confie plenamente na eficácia, tenha medo de agulha ou qualquer outra razão, saiba que esse ato colabora não só para a sobrevivência individual, mas para a redução de mortalidade provocada pelo coronavírus coletivamente. Vide os números que mostram a eficácia cientifica. Estamos num momento em que o que é óbvio (ou o que parece ser) precisa ser dito e redito.

Por outro lado, ao ver colegas, parentes, desconhecidos ou ainda nomes consagrados se colocando como negacionistas antivax, nota-se que o pacto social não é tão óbvio assim.

O sérvio Novak Djokovic, tenista número 1 do mundo, é um dos exemplos mais marcantes. Por mais que isso possa prejudicar a carreira, recusa a se vacinar. Bem como o surfista Kelly Slater ou ainda Letítia Wright, atriz com grande destaque no filme “Pantera Negra” que afirma preferir deixar a Marvel do que tomar vacina. Uma pena.

Diante desse movimento antivax, persistente, alguns governos resolveram tomar medidas mais drásticas. A Itália tornou a vacinação obrigatória para pessoas com mais de 50 anos. Quando o pacto social por si só falha ao garantir um consenso coletivo, outras medidas acabam sendo tomadas.

Vacina sim porque vacina deveria ser vista não apenas pelo prisma de uma decisão individual, mas como parte de um acordo coletivo, para o bem comum. Algumas pessoas têm dificuldade de enxergar que a vida não é só sobre elas ou sobre suas próprias vontades.

Vejo muita similaridade quando levamos o pacto social para outras esferas. Como, por exemplo, em assuntos como o racismo estrutural. Numa mesa de bar, a gente fala que o racismo e o machismo são partes da estrutura social, reproduzida por todos. E aí alguém se manifesta dizendo: “Mas eu não sou racista. eu até tenho uma amiga negra”.

Se racismo tivesse vacina para combatê-lo, provavelmente estes mesmos diriam: Não preciso de vacina antirracista”.

Sinto que mesmo olhando uma outra questão, há semelhança nestes discursos com os dos antivax. Afinal, em ambos os casos muitos se esquecem que a vida não gira em torno deles. Se o rompimento do pacto social pelos antivax coloca em perigo a saúde coletiva, aqueles que negam a corresponsabilidade em causas estruturais também atrasam em muitas medidas a resolução de doenças sociais.

Se há um problema coletivo, há um problema que precisamos levar para esfera individual, ainda que muitos queiram se isentar disso. Devemos abrir mão da individualidade e assumir um problema coletivo do qual somos corresponsáveis. Espero que seja um legado da pandemia.

Para além da Covid, quem sabe essa forma de olhar o pacto social nos ajude a combater outros graves problemas e doenças sociais para as quais ainda não há vacinas.

*** LUANA GÉNOT

lgenot@simaiguadaderacial.com.br

ESTAR BEM

QUANTO TEMPO DURA NA GELADEIRA A COMIDA COZIDA?

Alimentos já preparados tendem a se manter bons por mais tempo em condições adequadas de refrigeração do que os crus. Especialista explica onde deve ficar cada coisa no refrigerador para evitar contaminação

Esta é uma questão muito importante. não só para a nossa saúde individual, mas também para evitar o enorme desperdício de alimentos que ocorre no mundo desenvolvido. A Organização das Nações Unidas paro a Alimentação e a Agricultura (FAO) estima que jogamos fora 1,3 bilhão de toneladas de comida por ano. Essa perda de alimentos limita a capacidade da sociedade de alimentar de forma sustentável uma população em crescimento, além de representar um problema ético, uma vez que mais de um bilhão de pessoas (11%) da população) passam fome em todo o mundo.

O desprezo massivo pelos recursos e seu impacto ambiental tornaram a redução do desperdício de alimentos uma importante estratégia de mitigação ambiental e uma   das metas atuais de desenvolvimento sustentável.

Os cidadãos europeus, por exemplo, são os primeiros a desperdiçar alimentos na cadeia alimentar, uma vez que 53% dos resíduos provêm das famílias, seguidos da indústria alimentar (19 %) e dos serviços de catering e restaurantes (12%). Alguns hábitos alimentares atuais, como comprar mais comida do que o necessário, servir porções excessivas nos pratos, jogar sobras no lixo, conservar mal os alimentos ou descartar os produtos embalados depois que o prazo de validade já passou contribuem para os números exorbitantes de desperdício alimentar registrados na União Europeia.

A correta conservação dos alimentos é, em muitos casos, a melhor forma de minimizar o desperdício.

Os alimentos frescos deterioram-se com o tempo devido à ação de organismos vivos, à ação físico-química do meio ambiente e à atividade biológica dos próprios alimentos. Esta deterioração implica na redução das características organolépticas (sabor, cheiro, etc.) e do valor nutricional, além de comprometer a segurança micro biológica dos alimentos.

Para a correta preservação de muitas comidas, o frio é a melhor opção, pois retarda os processos biológicos que permitem a proliferação de bactérias e outros microrganismos responsáveis por sua degradação. Por isso, em muitos casos,recomenda-se manter esses produtos na geladeira ou mesmo congelá-los quando seu consumo não for imediato. Em outros c:asos, o armazenamento refrigerado é totalmente contraindicado, como no caso da banana, cujo amadurecimento ótimo ocorre à temperatura ambiente (15-20ºC) enquanto o armazenamento refrigerado leva à perda de sabor e aceleração de sua deterioração.

APÓS O COZIMENTO

O principal objetivo do cozimento de alimentos é modificar suas propriedades físico-química e suas características organolépticas para torná-los digeríveis e eliminar possíveis microrganismos presentes nos ingredientes crus. Ao cozinhar, lembre-se de que cada técnica afeta de uma forma as propriedades nutricionais.

Após o preparo, uma vez que o vapor dos alimentos tenha evaporado, cubra-os e guarde-os na geladeira. Não devem ser deixados fora da geladeira para esfriar completamente, pois o aumento da temperatura pode favorecer o crescimento indesejado de microrganismos.

Quando temos grandes quantidades de preparos, como guisados e assados de carne, para acelerar o seu resfriamento devem ser divididos em porções menores. Não é recomendável sobrecarregar o refrigerador com alimentos quentes, pois isso aumentará a temperatura geral do aparelho e com isso a possibilidade de crescimento de bactérias nos pratos.

Alimentos cozidos não devem ser armazenados na geladeira junto com alimentos crus, para evitar contaminação cruzada direta. Alimentos cozidos podem ser re -contaminados por meio de vegetais ou carnes cruas, como frango.

Aquecê-los na hora do consumo e ou colocá-los no micro-ondas não é suficiente para eliminar a passivei carga poluente. Por esse motivo, recomenda-se colocar os alimentos cozidos nas bandejas superiores da geladeira, para evitar pingos dos crus, que ficam mais bem armazenados em recipientes fechados e localizados nas bandejas inferiores para evitar completamente o contato entre eles.

Uma vez que, quando cozinhamos os alimentos, estamos eliminando possíveis micro  -organismos presentes neles, os alimentos cozidos tendem a durar mais tempo em condições de refrigeração adequada, do que os alimentos crus.

Carnes cozidas geralmente precisam de temperaturas de refrigeração entre 1ºc e 4ºC, e podem ser mantidas na geladeira por um período de um a quatro dias, dependendo do tipo de carne, do teor de gordura e da forma como a carne é preparada. No caso específico de caldos de carne, recomenda-se mantê-los refrigerados por no máximo dois dias. Frutos do mar e peixes cozidos podem ser mantidos refrigerados por três a quatro dias, sendo os mais perecíveis aqueles com maior teor de gordura.

No caso de  vegetais cozidos, recomenda-se que sejam resfriados e secos, e mantidos por três a cinco dias na geladeira, pois a presença de água pode acelerar sua degradação. Já os ovos cozidos podem ser mantidos refrigerados por até no máximo uma semana, desde que a integridade da casca não seja alterada. Lembrando que com o passar dos dias, a clara endurece, modificando sua textura. No caso de ovos cozidos sem casca, eles devem ser mantidos frios por um período máximo de 24 horas.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

SAIBA CULTIVAR A RESILIÊNCIA E SER MAIS FELIZ EM 2022

A vida na pandemia não precisa ser apenas uma tarefa de sobrevivência. É possível se tornar mais forte e pronto para o próximo desafio, afirmam especialistas. Dicas de como ter uma rede de apoio e interromper o ciclo de estresse ajudam no processo

Maimuna Majunder sentiu-se tão bem preparada quanto uma pessoa poderia estar quando a pandemia de Covid-19 começou, no início de 2020. Como epidemiologista de doenças infecciosas na Faculdade de Medicina de Harvard e no Hospital Infantil de Boston, ela vinha estudando doenças emergentes há uma década. Mas essa era pessoal.

Ela perdeu colegas para a Covid -19 e o suicídio durante esse período. Seu tio passou um tempo em uma unidade de terapia intensiva em Bangladesh. Durante longos dias de trabalho, ela se esquecia de comer por 14 horas seguidas. Ao mesmo tempo, Majunder. uma mulher muçulmana que fala publicamente sobre a pandemia, enfrentou vários ataques e ameaças nas redes sociais.

Para evitar desmoronar com o estresse, ela se concentrou no trabalho e buscou grupos de apoio, além de dedicar pelo menos 15 minutos por dia ao cuidado de si mesma com atividades criativas, como pintura, e estabelecer laços profundos com os colegas de trabalho. Todas essas etapas, disse ela, ajudaram a preservar seu bem-estar.

“Todos nós passamos por uma experiência realmente traumática em resposta a essa pandemia, mas passar por isso juntos foi uma experiência unificadora”, disse ela. “ Isso é algo pelo qual sou muito grata”.

A saúde mental se tornou uma pandemia dentro  da própria pandemia de  Covid, com taxas crescentes de ansiedade, depressão e esgotamento. Mas alguns estudos mostram que uma parte substancial dos adultos encontrou suas maneiras de contornar o problema. Essa tendência ilustra o potencial humano para o que os psicólogos chamam de resiliência, a capacidade de se recuperar de experiências negativas e suportar as adversidades.

Como acontece em qualquer crise, algumas pessoas se tornaram ainda mais fortes do que eram antes da pandemia – com mudanças positivas na maneira como elas veem a si mesmas, seus sentimentos ou seus relacionamentos. Os psicólogos chamam essa reação de crescimento pós-traumático.

A boa notícia é que tanto a resiliência quanto a capacidade de superar as adversidades podem ser cultivadas, seja nos melhores ou piores momentos. Estudos sugerem que uma série de estratégias – como buscar apoio de amigos, cultivar uma perspectiva positiva e interromper o estresse – podem moldá-lo para permanecer forte, ou até mesmo ficar mais forte, em momentos difíceis.

Resiliência é um conjunto de habilidades que a pessoa desenvolve”, disse Steven Southwick, psiquiatra especializado em estresse pós-traumático na Escola de Medicina de Yale.  “E virtualmente qualquer um pode aprender a ser mais resiliente”.

Aqui vão quatro dicas para ajudar você a cultivar a resiliência em 2022.

CONSTRUA UMA FORTE REDE DE APOIO

Uma semana depois que o Canadá implementou as restrições sanitárias contra a Covid-19, em março do ano passado, Simon Coulombe, um pesquisador de psicologia e relações industriais da Universidade Lavai, em Quebec, e Tyler Pacheco, um estudante de PhD em psicologia da Universidade Wilfrid Laurier , em Waterloo, começaram a pesquisar mais de mil canadenses em idade adulta sobre seu bem-estar.

Eles repetiram o experimento algumas semanas e dois meses depois do início da pandemia. Os participantes relataram muito estresse devido à insegurança no trabalho ou ao medo do vírus e, para muitos, esse estresse estava relacionado à sensação de que a vida havia perdido parte de seu significado. Mas o apoio e a interação sociais acabaram protegendo as pessoas de parte desse estresse, uma tendência que persistiu por meses, disse Coulombe.

Algumas pessoas provavelmente nascem mais resilientes do que outras, acrescentou, mas há muito espaço de manobra para se fortalecer, e construir uma rede de apoio é um dos maiores fatores de proteção, de acordo com décadas de estudos.

ENCONTRE MOMENTOS DE OTIMISMO

Após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, segundo pesquisas, até 70% das pessoas disseram que se sentiram deprimidas. Mas 60% também relataram que seus relacionamentos pareciam ter ficado mais fortes, junto com sentimentos de afeto pelos seus entes queridos. Com base em um estudo com várias dezenas de estudantes universitários da época, os pesquisadores concluíram que a gratidão, o amor e outras emoções positivas que surgiram nas semanas posteriores ao evento, e mesmo em meio a problemas para dormir e para se concentrar, forneceram uma proteção crucial contra a depressão.

Para cultivar a positividade, os pesquisadores recomendaram buscar conforto nas crenças espirituais ou religiosas, fazer atividades agradáveis e conversar sobre os melhores momentos – na terapia, se necessário. Humor, relaxamento r pensamento otimista podem ajudar a evocar positividade e facilitar o enfrentamento em meio a tempos difíceis, de acordo com estudos que datam da década de 1990.

Mesmo que o otimismo não seja algo natural para você, é uma habilidade que pode ser cultivada, disse George Everly Jr., psicólogo e especialista em saúde pública da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, que fez pesquisas com pacientes em diálise e veteranos de guerra.

“Há pesquisas da neurociência indicando que, mesmo que você tenha nascido pessimista, pode se tornar um otimista”, disse ele. “Devemos partir daí e dizer: quais são as lições aprendidas?

INTERROMPA O CICLO DE ESTRESSE

Reduzir o estresse que você sente em resposta a eventos traumáticos na sua vida pode ser psicologicamente benéfico, disse Southwick, cujo campo de pesquisa inclui o trabalho com instrutores das Forças Especiais e pessoas que sobreviveram a desastres naturais.

No cérebro, afirma, o estresse crônico pode aumentar o volume de algumas regiões em detrimento de outras, reduzindo potencialmente nossa capacidade de regular as emoções, entre outros efeitos.

Mas técnicas como atenção plena (mindfulness) e exercícios respiratórios (respirações lentas e profundas ou exalações prolongadas) ativam as regiões do cérebro responsáveis pela atenção, as emoções e a autoconsciência. Essas mudanças, por sua vez, são capazes de Interromper a progressão do medo para a ansiedade e ajudar a facilitar a cura.

Vale a pena tomar medidas agora para proteger sua saúde mental para o futuro, dizem os especialistas. Em uma revisão de 2019, pesquisadores relataram que programas desestresse e encontrar significado em suas experiências levaram a uma melhora da saúde mental e maior qualidade de vida.

ABRACE A MUDANÇA

Ninguém deve se sentir mal por estar experimentando um estado deprimido, disse Southwick. O sofrimento extremo é um pré-requisito para o crescimento pós-traumático e pode levar meses ou anos para que esse crescimento aconteça. Estresse e enfrentamento costumam ocorrer ao mesmo tempo. Mas uma mudança dramática em sua vida pode leva-lo a reavaliar o que é importante, e isso pode ser bom.

“Vemos isso acontecer com pessoas que sobreviveram a luto, desastres naturais, acidentes automobilísticos, condições médicas e entre veteranos de guerra e pessoas que trabalham na área médica”, afirmou. “Eles podem se pegar pensando: eu sou mais vulnerável do que pensava, mas sou mais forte do que jamais imaginei.

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Hello everyone et bienvenue sur mon blog . Êtes-vous intéressée par ce qui se passe à l'autre bout du monde ? Alors abonnez-vous pour ne rien manquer de cette belle aventure humaine .🥰 Premièrement , j'ai pris l'initiative de créer ce site à caractère humanitaire afin de dénoncer et d'exposer les injustices que subissent les personnes vulnérables dans mon pays le Cameroun 🇨🇲 . L 'objectif étant de créer un jour l'association Hope237 pour soutenir les couches fragiles de la société camerounaise. Deuxièmement , j'aimerais que mes futurs lecteurs découvrent mon pays le Cameroun 🇨🇲 à travers son histoire ,sa géographie ,sa mixité de culture , sa gastronomie , ses paysages et ses lieux touristiques. Qui Sait ? peut être vous avez là votre prochaine destination touristique.😇🌍🌎🌏 ❤️ LGBTQ friendly because love is all we need in this World♥️🏳️‍🌈

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هلوسة ذاتية

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