OUTROS OLHARES

MIOMAS NA GRAVIDEZ EXPÕEM DESIGUALDADE RACIAL

Mulheres negras têm duas a três vezes mais risco de serem diagnosticadas com o problema, que pode causar dor durante a gestação e nem sempre recebe a atenção necessária durante o acompanhamento obstétrico

Aos cinco meses de gravidez do meu segundo filho, agarrei minha barriga com cólicas, tentando em vão me apoiar em uma posição confortável no carro. Meu marido estava ao volante, acelerando em direção ao hospital mais próximo, enquanto também cronometrava minhas contrações. Para nos distrair do pânico crescente, conversamos como se fosse uma viagem normal, mas pedi as ele para parar de me fazer rir – doía muito.

Inicialmente perplexos, os médicos do pronto-socorro me prepararam para um parto potencialmente prematuro, uma possibilidade que nunca foi totalmente considerada.

No entanto, depois de três dias de ultrassom e testes, eles descartaram o parto prematuro e estabeleceram um diagnóstico que explicaria meu abdômen latejante e as contrações iniciais: um mioma que havia crescido tanto que morreu de fome e, naquele momento, estava morrendo.

Um mioma em degeneração, como é chamado, ocorre quando um mioma uterino – tumor benigno que se desenvolve a partir do tecido muscular do útero – aumenta seu suprimento de sangue. A irritação e a inflamação ao redor da área da morte celular podem fazer com que as paredes uterinas se contraiam, me explicaram depois. Meu mioma degenerado estava provocando contrações regulares e uma dor aguda do lado esquerdo.

Fui liberada para casa com a recomendação de tomar um analgésico, se necessário, e com a garantia de que a dor diminuiria. Meus médicos disseram que eu deveria ter uma gravidez normal. Infelizmente, não foi isso o que aconteceu.

COLAPSO DO MIOMA

Mulheres negras como eu têm duas a três vezes mais chances de serem diagnosticadas com miomas do que mulheres brancas, embora ninguém saiba ao certo por que tive miomas durante minha primeira gravidez, mas eles não causaram nenhum sintoma. Eu até descreveria a gravidez como fácil.

Mas quando três deles apareceram em um ultrassom precoce na segunda gestação, a médica me disse que ela os monitoraria, apesar de que não deveriam causar problemas. Embora um dos meus miomas fosse considerado grande, seu tamanho não é necessariamente um indicador de complicações futuras. E, para muitas mulheres, os miomas não causam nenhum sintoma. Não foi o caso dos meus.

Quando um mioma saudável não está recebendo fluxo sanguíneo suficiente, ele “para de crescer e encolhe”, o que pode se tornar muito dolorido, disse Hilda Hutcherson, professora de obstetrícia e ginecologia do Centro Médico Irving, da Universidade Columbia. Isso pode acontecer quando a paciente não está grávida, acrescentou ela, mas o aumento dos hormônios da gravidez pode desencadear o colapso de um mioma.

Quando voltei para casa do hospital, a dor intensa diminuiu, mas nunca totalmente. Os analgésicos não surtiram efeito. Se eu caminhasse mais, sentiria mais dor. E, à medida que o bebê crescia, também aumentava a pressão nos meus outros dois miomas. Repouso na cama passou a fazer parte da minha rotina diária.

CADÊ A GRAVIDEZ NORMAL?

Como me disseram que eu não sentiria mais dor, perguntei várias vezes à minha obstetra o que poderia estar causando aquilo. Suas respostas prontas me ofereceram pouco conforto: miomas geralmente não doem, ela dizia, e o que eu sentia era provavelmente o desconforto da gravidez.

Comecei a me sentir uma paciente incômoda, desesperada para que minha dor fosse levada a sério. Eu já tinha estado grávida antes, aquilo parecia diferente. Se os miomas não eram os responsáveis, como minha médica sugeriu, eu precisava descobrir o que era.

Vasculhei a web em busca de repostas, lutando para encontrar descrições que correspondessem à minha experiência.

Um mês depois da minha ida ao pronto-socorro e um dia depois que minha obstetra me disse novamente para “experimentar Tylenol eu estava de volta ao hospital com uma dor debilitante – um mioma diferente era o culpado, mas a sensação era escaldante.

Comecei a questionar se minha obstetra, até então muito prestativa, tinha experiência suficiente com  uma condição  que pode ser menos comum em seu grupo de pacientes. Decidi por conta própria mudar meus cuidados.

Uma familiar que por acaso é especialista em obstetrícia de alto risco sugeriu que eu procurasse um médico como ela, que poderia ter mais experiência no tratamento de pacientes com complicações na gravidez.

O especialista explicou o que estava acontecendo dentro do meu útero e descreveu o desconforto que pode acompanhar os miomas durante a gravidez. Ele disse que provavelmente eu sentiria dores por causa dos miomas, degenerando ou não, até dar à luz.

Senti um peso ser retirado dos meus ombro! enquanto ele falava. Embora me dissessem que mais dor viria, alguém finalmente validou minha experiência. A desconexão entre minha dor e o que me diziam estava afetando minha saúde mental.

Entrei em contato com Hutcherson, que disse que eu tinha feito a coisa certa conduzindo minha própria pesquisa e pressionando por um melhor atendimento.

“Uma gravidez, normal por si só é estressante. E as mulheres negras nem sempre são ouvidas. Quem está cuidando de você, deve respeitar sua experiência e se certificar de que você tenha um bebê saudável”, disse ela.

Agora que eu tinha a confirmação de que meus miomas estavam, de fato, causando a dor, eu não estava tão preocupada com um eventual problema não diagnosticado.

É improvável que miomas causem perda de gravidez, disse Hutcherson, e, no meu caso, o bebê ainda estava saudável e crescendo. Eu tinha a indicação de um remédio para lidar melhor com minha dor em casa e, com sorte, evitar uma terceira ida ao hospital.

Meus médicos disseram que, após o nascimento, meus miomas provavelmente encolheriam. E, para a maioria das mulheres no pós-parto, a dor desaparece. Permaneci cética, mas torcendo para que eles estivessem certos.

Poucos meses depois, meu bebê saudável chegou, embora não sem outra complicação. Após o nascimento, o útero normalmente se contrai para ajudar a desalojar a placenta. Os miomas podem interferir nesse processo, deixando o útero incapaz de expelir a placenta. Quando dei à luz, minha placenta travou e teve que ser removida manualmente, condição que pode colocar novas mães sob risco de perder sangue e até a vida.

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE ALEGRIA PARA A ALMA

DIA 17 DE JANEIRO

ESPERANÇA NO MEIO DO DESESPERO

E a mulher concebeu e deu à luz um filho; e, vendo que era formoso, escondeu-o por três meses (Êxodo 2.2).

A escravidão é uma realidade amarga e humilhante. O povo de Deus estava sob um terrível cativeiro. Amassando barro debaixo do chicote do carrasco, o povo trabalhava sob grande opressão. Não bastasse essa humilhação, o Faraó ordenou que todos os nascidos do sexo masculino fossem passados ao fio da espada ou jogados no rio Nilo para serem devorados pelos crocodilos. Nesse cenário de desespero, Anrão e Joquebede encontram espaço na agenda para se amar e nutrir na alma a esperança de ter um filho. Nasce Moisés. Sua mãe não desiste do filho. Ela arquiteta um plano para salvá-lo. As águas do Nilo não seriam sua sepultura, mas seu barco salva-vidas. Deus honrou a atitude daquela mulher, e o menino foi tirado das águas pela filha do Faraó. Em vez de morrer pelas mãos do Faraó, Moisés foi adotado pela filha do Faraó, para viver uma vida palaciana e tornar-se um doutor em todas as ciências do Egito. O mesmo Deus que libertou Moisés da morte libertou o seu povo do cativeiro através de Moisés. Deus pode acender uma candeia de esperança em seu coração mesmo no meio do desespero. Não entregue os pontos. Não desista de sonhar. Não desista de lutar. Deus está no controle e conduzirá você em triunfo.

GESTÃO E CARREIRA

O MITO DO TRABALHO PERFEITO

Embora algumas empresas comecem a discutir suas vulnerabilidades, o discurso-padrão é o de que as companhias nunca falham. Entenda por que essa mentalidade é prejudicial

Faz parte da natureza humana a incansável busca por relacionamentos ideais. Em se tratando de carreira ou relações românticas, a tendência é sempre a mesma: apego à falível ideia ele que há alguém, algo ou uma empresa – seja qual for o objeto de desejo – perfeita. No entanto, perfeição significa “ausência de falhas ou defeitos, em relação a um padrão ideal”, e isso não existe, pois ninguém nem lugar nenhum é infalível. “A perfeição é irreal e inalcançável. O componente das organizações são as pessoas, que trazem em suas bagagens as falhas. Portanto, não haveria a possibilidade de existir uma empresa perfeita”, afirma Adriana Prates, CEO e fundadora da consultoria de recrutamento Dasein Executive Search.

Embora algumas companhias já comecem a expor um pouco mais nas redes sociais suas imperfeições, reconhecendo seus erros, e estimulem que os líderes demonstrem vulnerabilidade, ainda há o discurso estereotipado de que aquele trabalho é o melhor do mundo ou de que aquela empresa é a melhor de todas. Apesar de ser louvável a busca por construir um excelente ambiente de trabalho, disseminar a ilusão de perfeição pode ser altamente prejudicial para as empresas, culminado em funcionários frustrados com a realidade, que muitas vezes pode ser mais dura do que o prometido.

Quem nunca ouviu aquele dito popular que é atribuído ao filósofo chinês Confúcio: “Trabalhe com o que você ama e nunca mais precisará trabalhar na vida”? Impactante e motivador, mas extremamente romantizado. Encontrar seu ikigai (conceito japonês que pode ser traduzido pela frase “o que te faz levantar da cama todos os dias”), ou o famoso propósito, é relevante para a autorrealização; no entanto, por melhores que sejam as condições, trabalho é trabalho. Isso significa que haverá responsabilidades, decepções, chateações, pressão e outros atributos inerentes à vida humana, seja o profissional um trabalhador corporativo ou um empreendedor de seu negócio dos sonhos. Não há nada de errado em aspirar fazer algo que você ama – todo mundo quer uma carreira que seja gratificante e que pague as contas. “O problema é ter uma visão idealizada do que constitui esse emprego perfeito, pois nenhum trabalho tem desvantagens zero, e não é realista esperar a perfeição de uma função específica, do empregador ou de si mesmo. É um projeto do impossível”, diz Anderson Sant’Anna, professor na FGV-Eaesp e pós-doutor em teoria psicanalítica.

E tem sido nesse sentido que algumas empresas ainda estão se equivocando ao trabalhar o employer branding com muitos filtros e retoques, deixando de lado as fraquezas e oportunidades que também podem ser bastante atrativas para os profissionais que querem ser protagonistas das mudanças. Impulsionadas pelas listas das mais amadas, das melhores e outros rankings, não é raro que companhias percam a mão e vendam realidades fictícias. O segredo é expor a atratividade, potencializando o que há de bom, mas também deixar aparentes as oportunidades de melhoria, convidando os profissionais a evoluir junto com a empresa. Dessa forma, o processo de atração é mais assertivo. “É possível sonhar e realizar lugares incríveis; agora, perfeito nunca será. Almejar ser a empresa mais admirada é demodê. O que se espera hoje é que as pessoas digam que a empresa faz sentido em sua vida. Quando a companhia atinge isso, tem engajamento e resultado. Será vista corno um organismo que tem uma reputação orgânica, que não precisa investir em employer branding irreal”, afirma Marcio Fernandes, fundador da Thutor, consultoria especializada em cultura organizacional e gestão estratégica com pessoas e conselheiro independente.

ORGANISMOS VIVOS

“O trabalho não é algo constante. As empresas são organismos vivos. A organização muda, o chefe muda, uma revolução de mercado faz o trabalho em si mudar. Você pode ter o sonho de um trabalho que lhe dê equilíbrio para ajudar a realizar ambições fora dali, mas achar que será sempre perfeito é mito”, diz Gilvan Delft, presidente do PageGroup no Brasil, consultoria de recrutamento executivo. Isso significa que, por melhor que uma empresa seja, sempre haverá variáveis controláveis ou incontroláveis que vão fazer com que as percepções oscilem.

Importante lembrar que a transformação não é algo que acontece apenas nas organizações: pessoas também mudam. À medida que evolui e se desenvolve pessoal e profissionalmente, o indivíduo modifica seus anseios – e, em alguns casos, uma empresa que lhe parecia ideal em algum momento pode não ser mais compatível. Em um estudo de 2017, pesquisadores da Universidade Stanford descobriram que o mito do emprego dos sonhos está relacionado à ideia de que os seres humanos têm paixões fixas e que, uma vez que as encontrem e as apliquem ao trabalho, estarão realizados. De acordo com a pesquisa, “incentivar as pessoas a encontrar sua paixão pode leva-las a colocar todos os ovos na mesma cesta, mas depois largá-los quando se tornar difícil transportá-los” A verdade é que as paixões mudam; e os desejos também.

Por isso, não existe uma única fórmula que vá resolver tudo e que será igual para todo mundo. “Se partimos do princípio da diversidade, não faz sentido propor uma única solução, um modelo de empresa ideal para todos os profissionais”, afirma Felipe Zanola, vice-presidente de operações da Thutor. O executivo utiliza seu próprio exemplo para ilustrar o conceito de que não existe um lugar perfeito, e sim o que se adéqua melhor aos anseios de cada um, dependendo do momento. Quando trabalhava em uma multinacional, tinha um pacote de benefícios recheado e a oportunidade de ascensão internacional, mas não estava completamente realizado. Ali ele se sentia apenas parte de uma grande engrenagem, o que depois de algum tempo deixou de fazer sentido.

Em busca de identificação com o propósito pessoal, fez a transição para uma empresa menor, sem a possibilidade de construir uma carreira multicultural nem a mesma quantidade de benefícios, mas onde sentiu que faria a diferença. “Não dá para dizer que a primeira empresa era ruim, só não tinha a ver comigo. Ela fez a parte dela, entregou o que prometeu naquele caso. Mas descobri lá que o que fazia sentido para mim não era o crescimento acelerado, e sim me sentir útil, agente da mudança”, diz.

Recentemente, o apresentador Tiago Leifert deu um exemplo de como isso acontece na prática ao anunciar, no dia 9 de setembro, pela sua página no Instagram, a saída da Rede Globo após 16 anos de empresa. No post, ele disse: “Faz 20 anos que eu fui para os Estados Unidos estudar com a única missão de um dia trabalhar na Globo. Chegou a hora de declarar vitória e desfrutar de um final muito, mas muito feliz (…) Tomar a decisão de ir embora foi extremamente difícil, mas é o que eu quero neste momento”. Na manhã seguinte à publicação ele assumiu, no programa da Ana Maria Braga, que não estava mais realizado. Para jornalistas e apresentadores, como ele, a Rede Globo é uma das empresas mais almejadas do país; ele mesmo disse que seu único propósito profissional era trabalhar lá. Então, o que mudou? A sociedade, a empresa, ele próprio. Hoje, casado e com uma filha pequena, talvez Tiago queira mais tempo com a família.

Para Felipe, da Thutor, por muito tempo as empresas e a publicidade tentaram padronizar os modelos de felicidade, que agora estão sendo revistos. “Antes, acreditava-se que o símbolo de status profissional era crescer dentro de uma companhia e se tornar líder. Mas as novas gerações estão questionando isso. Não existe mais um único caminho para ser feliz”, diz. “As pessoas estão atrás do que faz sentido para a própria felicidade. E é esse movimento que cada empresa tem que fazer: não se vender como a melhor, mas verificar se o propósito dela faz sentido para aquele profissional que está chegando.”

ARMADILHA PERIGOSA

Os predicados que fazem as pessoas pensarem no lugar dos sonhos para trabalhar, como o tipo de função, o pacote de benefícios ou o prestígio da empresa, podem ser rapidamente eclipsados por um chefe horrível, uma cultura tóxica ou uma carga de trabalho excessiva. A verdade é que, vistos de fora, os empregos nem sempre têm a mesma aparência de quando o profissional chega lá. Isso pode ou não ser acentuado por uma aptidão da companhia em demonstrar apenas o que tem de bom, ou simplesmente pelo fato de que o trabalho que um colega acha perfeito não funciona para outro, ou pelo menos não funciona no atual momento de vida daquele profissional. Seja qual for a circunstância, quando o alinhamento não acontece, a situação pode ser ruim para ambas as partes.

Se alguém chega à empresa e depara com um dia a dia distante da perfeição que acreditava que encontraria, se frustra e perde engajamento. “Vamos imaginar um profissional que largou um cargo que lhe proporcionava estabilidade e no qual já tinha uma história, para ir para um novo lugar que, por sua vez, lhe gerou frustração. Ele vai sair desse novo emprego que não correspondeu ao que prometia. Ele perdeu estabilidade e tempo, de desenvolvimento e de oportunidade de crescimento”, diz Gil, presidente do PageGroup no Brasil.

Do ponto de vista das empresas, isso gera rotatividade, que acarreta aumento dos custos. “A companhia deixa de construir projetos novos porque gasta com as substituições e perde tempo pensando em processos de melhoria. A empresa fica rodando em círculos”, diz Caroline Cadorin, diretora do Talenses Group, consultoria de recrutamento. “O grande problema hoje é que as empresas se preocupam em blindar a informação em vez de compartilhar e aproveitar as contribuições para melhorar. Dessa forma, mantêm o risco de continuar investindo em profissionais que vão ficar pouco tempo na estrutura porque não se identificaram com a realidade que encontraram”, diz. E a imagem da companhia não fica incólume. “A empresa está exposta em redes sociais como LinkedIn e em plataformas como Glassdoor. Quando a perda de funcionários se torna frequente, a reputação da empresa pode ser derrubada”, diz Gil. Para os especialistas em recrutamento, profissionais menos experientes ou em início de carreira estão mais suscetíveis a ter uma visão romântica em relação ao trabalho – por isso é preciso especial cuidado com esse público. “Com a conectividade, estamos mais expostos àquilo que todo mundo gosta de compartilhar ou que entendemos que é a verdade sobre o outro”, diz Caroline. “Somos expostos a um mundo maquiado e que nos faz sentir obrigados a ser 100% realizados e completos em todos os aspectos.” Por isso aqueles que estão ingressando no mercado corporativo agora e só conheceram o mundo pelas redes sociais estão mais sujeitos a se enganar. Além dos jovens, pessoas menos curiosas, que investigam pouco a cultura e a realidade das empresas, tendem a sofrer mais com o desapontamento . “Profissionais menos informados correm mais risco de errar, de escolher pela placa bonita na frente da empresa. E os jovens, que talvez não tenham essa habilidade de investigar bem antes de agir”, afirma Gil.

SEM MEDO DE SER VULNERÁVEL

Demonstrar as vulnerabilidades e se colocar no mercado como marca empregadora sem filtros pode ser assustador para algumas empresas, mas no mundo atual, que grita por transparência, é uma grande oportunidade. “As lideranças precisam construir ambiências organizacionais para que o indivíduo tenha desejo de criar resultados. Excelência é padrão, é régua já dada, não operamos inovação no padrão. Quem já é perfeito não inova. Sempre há oportunidade de melhorar”, diz o professor Anderson Sant’Anna, da F’GV-Eaesp. “Uma empresa que se propõe a oferecer um bom ambiente de trabalho é aquela que cria condições para que os profissionais tenham protagonismo e tragam resultados para si próprios e para a companhia, com a possibilidade de errar”, explica Felipe Zanola, da Thutor.

Além disso, o bom e velho alinhamento cultural é importante para evitar frustrações. Reconhecer já no momento da atração se há identificação entre o candidato e os valores da empresa ajuda a diminuir o turnover de curto prazo. Mas uma ferramenta que vai além e rompe com a proposição do lugar perfeito é mostrar o cenário real da organização: as provocações e os problemas que o profissional vai encontrar ali. “Sempre que abrimos os desafios para as pessoas participarem, os resultados são incríveis. O primeiro passo para quem quer fazer qualquer transformação é viabilizar a participação coletiva”, afirma Marcio, da Thutor. Ele já fez isso quando foi presidente da distribuidora de energia Elektro e alavancou o crescimento dos resultados em 60% mantendo o tamanho do quadro de funcionários, mas iniciando uma cultura de construção colaborativa. “Abrimos os desafios para as pessoas e perguntamos como poderíamos superá-los juntos. Sendo envolvidas, elas se engajam e buscam formas de dar conta. Os profissionais se acomodam ou vão embora porque discordam do caminho”, diz.

Em um processo seletivo em que o líder abre suas vulnerabilidades, demonstra que não tem resposta para tudo e convida o novo profissional a resolver junto, a questão deixa de ser só dele e passa a ser um problema dos dois. “Mostra-se, então, confiança e que a construção será conjunta. Isso gera muito engajamento porque o profissional reconhece que não será apenas um executor, mas pensará a estratégia. Além disso, se sente necessário. Caso contrário, se a organização e o gestor não falham, por que precisarão dele?”, diz o professor Anderson Sant’Anna. E a transparência sobre os pontos a melhorar traz uma grande vantagem: atrai para a companhia pessoas que realmente se identificam com o que a empresa é de verdade – e que estão prontas para ajudá-la a superar seus desafios sem idealizações.

EU ACHO …

QUANDO  MENOS  SE ESPERA

Quando alguém se queixa de que não encontra sua cara-metade, que procura, procura, procura e nada, os amigos logo lembram o queixoso de que o amor só é encontrado ao acaso. Justamente no dia que você vai à padaria todo esculhambado, poderá esbarrar na mulher da sua vida. E naquela noite em que você sai do apartamento de pantufas para ir até a garagem do prédio desligar a droga do alarme do carro que disparou, o Cupido poderá atacar, fazendo com que o príncipe dos sonhos divida com você o elevador. Não acredita? Eu acredito. Nas vezes em que saí de casa preparada para a guerra, voltei de mãos vazias. Todos os meus namoros começaram quando eu estava completamente distraída. Mas não vale se fingir de distraída, tem que estar realmente com a cabeça na lua. Aí, acontece. O amor adora se fazer de difícil.

Pois foi meio assim que aconteceu com a universitária que foi parada numa blitz semana passada. Ela se recusou a fazer o teste do bafômetro, então teve a carteira recolhida e prestou algumas informações. Voltou para casa e pouco tempo depois recebeu um torpedo de um dos agentes perguntando se ela estava no Facebook, pois ele gostaria de conhecê-la melhor.

Vibro com essas conspirações do destino, que fazem com que duas pessoas que estavam absolutamente despreparadas para um encontro amoroso (um trabalhando na madrugada, outra voltando de uma festa) se encontrem de forma inusitada e a partir daí comece um novo capítulo da história de cada um. Claro, levando-se em conta que ambos tenham simpatizado um com o outro, que a atração tenha sido recíproca.

Não foi o caso. A universitária não se agradou do rapaz. Acontece muito. O Cupido passa trabalho, não é fácil combinar os pares. Nesses casos, todo mundo sabe o que fazer: basta não responder o torpedo, ou responder amavelmente dizendo que não está interessada, ou mandar um chega pra lá mais incisivo, desestimulando uma segunda tentativa.

A universitária desprezou essas três opções de dispensa. Inventou uma quarta maneira para liquidar o assunto: deu queixa do rapaz aos órgãos competentes. Dedurou o cara. Não perdoou que uma informação confidencial (o número do seu celular) houvesse sido utilizado indevidamente por um servidor público.

É duro viver num mundo sem humor. Uma cantada, uma reles cantada. Se fosse num bar, seria óbvia. Tendo sido após uma blitz, foi incomum. No mínimo, poderia ter arrancado um sorriso do rosto da garota que deveria estar pê da vida por ter a carteira apreendida. Depois de um fim de noite aborrecido, ela teve a chance de achar graça de alguma coisa, mas se enfezou ainda mais. No próximo sábado, é provável que esteja de novo na balada, cercada de outras meninas e meninos, a maioria se queixando de que o amor não dá mole.

***MARTHA MEDEIROS

ESTAR BEM

COMO CUIDAR DE CRIANÇAS COM COVID

Com a vacinação do grupo de 5 a 11 anos começando Brasil, Daniel Becker ensina como prevenir, identificar e tratar a doença nessa faixa etária: mais de 300 crianças morreram durante a pandemia

Com a vacinação infantil dando os primeiros passos no Brasil, pais e responsáveis de crianças de 5 a 11 anos estão cheios de dúvidas sobre como lidar com a infecção por coronavírus. Como protege-los? Há sintomas específicos entre eles? Qual o tratamento a ser seguido? Daniel Beck, pediatra, sanitarista e membro do Comitê de Enfrentamento da Covid da Prefeitura do Rio, decidiu escrever uma carta aberta aos pais e responsáveis de seus pequenos pacientes que inundavam seus contatos com dúvidas à cerca do atual cenário de saúde no país.

Em sua mensagem, o médico tenta acalmarpais e responsáveis, passando orientações práticas e reforçando seu apoio à vacinação infantil contra a Covid-19. O pediatra destaca que dificilmente uma criança vai ter um quadro grave ao se infectar pela doença. No entanto, a necessidade de internação pode acontecer e, por isso, os pais e responsáveis devem ficar atentos ao estado de saúde da criança. Dados contabilizados pelos Diários de Registro Civil brasileiros mostram que, entre março de 2020 e janeiro deste ano, foram notificados 324 óbitos na faixa de 5 a 11 anos causados pela Covid-19. Dentre as mortes, 65 ocorreram em pequenos de apenas 5 anos de idade.

No texto, Beck também chama a atenção para os grupos que fazem campanha contra a vacinação das crianças, classificando-os como “ferozes” e se diz impressionado com o número de mentiras espalhadas por eles. “A imensa maioria dos pais quer vacinar as crianças”, afirma o médico. “Alguns estão com medo de mandar seus filhos de volta para a escola

QUAIS SÃO OS PRIMEIROS SINTOMAS

Para qualquer pessoa – criança ou adulto –  com quadro febril, gripal (coriza, tosse, espirros, nariz entupido, incluindo dor de garganta e cefaleia), ou gastrointestinal (vômitos, diarreia) é preciso se isolar em casa e fazer um teste para saber se é Covid-19. Pode ser exame do tipo PCR ou de antígeno, já no segundo ou terceiro dia de sintomas.

Se um adulto sintomático testar positivo e houver crianças com sintomas em casa, elas podem ser consideradas positivas por suposição. Nesse caso, a família toda deve se manter em isolamento para evitar a disseminação do vírus.

O QUE FAZER QUANDO OS SINTOMAS APARECEREM

O critério principal segue sendo avaliar o estado geral da criança: se estão comendo, brincando, sorrindo quando não apresenta febre. Nestes casos, os pais podem seguir tratando em casa os sintomas, sempre observando a evolução da doença na criança.

Nessa faixa etária, os quadros gripais devem ser de leve a moderados. No entanto, eles costumam melhorar com 3 a 5 dias de acompanhamento. Dificilmente alguma criança fará um caso mais grave. Crianças de menos de um ano merecem observação mais atenta.

COMO TRATAR OS SINTOMAS EM CASA

O tratamento deve ser feito com muito soro nasal em spray, lavagem nasal com soro morno se a secreção ficar mais espessa ou o nariz estiver entupido. Deve-se oferecer frutas. A criança deve comer o que conseguir. Evitar biscoitos e outros ultraprocessados. É importante oferecer água com frequência. Hidratação é muito importante, e a criança não costuma pedir. Uma colher de chá de mel três vezes por dia para os maiores de um ano e meio ajuda a acalmar a tosse. Tratar febre só acima de 38,5. Usem paracetamol (0,8 gotas por kg) ou dipirona (0,6 a, 0,8 gotas por kg). Banho morno ajuda a baixar a febre e se sentir melhor. Nunca gelado.

QUANDO É O MOMENTO DE IR PARA O HOSPITAL

Se a febre persistir até o quarto ou quinto dia de sintomas e o estado geral for ruim, se houver piora progressiva  ou alterações respiratórias (criança ofegante, com a respiração encurtada sem ter feito nenhum esforço físico), ou qualquer sinal mais alarmante, a criança deve ser examinada por um médico. É o momento de entrar em contato com o pediatra do seu filho ou levá-lo a uma emergência.

Lá, a criança será avaliada e o profissional de saúde dará orientações específicas sobre o que fazer a partir daquele momento.

VACINEM SEUS FILHOS, NÃO CAIAM EM FAKE NEWS

Vacinem seus filhos. Os antivacina estão ferozes e espalhando muitas mentiras, é impressionante. Não existe segurança absoluta em nenhum produto, mas o risco das vacinas é multo menor que o da doença, a ciência é assertiva em demonstrar isso. Portanto, protejam seus filhos.

Para as crianças que tiveram Covid-19 recentemente, a orientação é dar um intervalo de um mês entre o primeiro teste positivo para a doença e a primeira dose da vacina.

Aos país: cuidem-se, tomando dose de reforço, usem boas máscaras.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

COMO ALCANÇAR A FELICIDADE, SEM POSITIVISMO TÓXICO

Modelo do psicólogo Martin Seligman ajuda a ver mudanças possíveis de serem feitas, diz Carla Furtado, especialista em bem-estar

Não existe fórmula, tampouco pensamento positivo que leve à felicidade. “Não existe uma receita, nada dessa positividade tóxica”, diz Carla Furtado. A afirmação categórica vem da fundadora do Instituto Feliciência, com cursos sobre o tema, e professora na pós e no MBA da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).

“Existem modelos científicos que vão sustentar caminhos que têm potencial de fomentar o bem-estar e a felicidade. Mas não é uma regra. Cada indivíduo, respeitando seu momento de vida, vai entender o que funciona para ele”, explica.

A especialista indica o Perma, modelo do psicólogo americano Martin Seligman que, segundo ela, pode servir para um leigo no assunto. E recomenda a leitura de  Florescer·, de Seligman, referência em Psicologia Positiva. Perma significa Positive  Emotion (em ações positivas), Engagement (engajamento),  Relationships (relações), Meaning (propósito) e Achievement (realizações). A seguir, Carla detalha os conceitos:

EMOÇÕES POSITIVAS.

“Pela perspectiva da neurociência, a emoção é uma reação corporal a um estímulo. Não é controlável. Não controlo se vou sentir medo ou inveja. “A resposta corporal se traduz em mãos suadas, coração acelerado e pupila dilatada, entre outras reações. “Olhando para o organismo, a gente vai aprender a mediar como agir diante da emoção.”

Carla pede cuidado com a procura por prazer. ”Álcool, drogas, sexo, comida e compras trazem prazer, mas não emoção positiva. São coisas diferentes. Se busco uma dose de prazer o tempo todo, entro numa escalada de dopamina.” De acordo com Carla, a pessoa tem de entender aquilo que ela faz e que traz bem-estar. “Tem o corredor amador, o que toca um instrumento, a pessoa que cuida da horta, aquela que cozinha, como eu”. De acordo com Carla, lançar mão dessas atividades tem o efeito de abrir um kit imaginário de primeiros socorros.

ENGAJAMENTO.

“Ocorre quando faço alguma coisa em que não percebo o tempo passar. Isso, na psicologia, se chama estado de flow ou fluxo”, explica. ”Vale também quando faço algo que me desafia, mas que tenho habilidade para fazer.”

RELAÇÕES.

“É muito importante, e não tem a ver com quantidade.” Para saber que relações são relevantes, ela recomenda responder à pergunta “Para quem eu poderia ligar às 3 horas da manhã se precisasse?”. Aí,é agir. “Estreite os laços com a pessoa. Como somos uma espécie social, nos beneficiamos muito com o contato com o outro”, diz. Pequenos gestos, como dar uma flor, fazem bem também a quem se doa. Mas ela lembra que a iniciativa tem de ser legítima. “Se estiver esperando algo em troca, não tenho o benefício do bem-estar.”

PROPÓSITO.

“É sobre sentido de vida”, afirma. “Costumo dizer para os alunos: “Senta em algum lugar na sua casa e vê sua realidade com olhar de estrangeiro. Traga para a mente as pessoas que coexistem com você”. A tendência é grande de a pessoa achar que já tem o que faz sentido. “Nesse exercício, é possível ver também o que mudar. “Dá muito trabalho viver uma vida bacana, mas dá muito mais trabalho viver uma vida ruim.”

REALIZAÇÕES.

“São as conquistas, e não são só um check-list de aquisições. Tem de ser aquilo que carrega significado”. Carla esclarece que não é sinônimo de sucesso. “Aqui é a realização pelo meu olhar. Posso morar numa casinha no interior e estar bem. Não é sobre o que a sociedade vai dizer. O sucesso pode ser perigoso porque precisa da aprovação do outro.”

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