OUTROS OLHARES

O ROBÔ FAZ O JANTAR

Fogão que dá dicas de receitas, geladeira que avisa quando a comida vai acabar, máquinas que servem vinho: inovações tornam a cozinha o ambiente mais tecnológico do lar

Uma das funções vitais da tecnologia, talvez a mais relevante, é descomplicar a vida das pessoas. Nesse aspecto, nenhum cômodo da casa está tão bem servido quanto a cozinha, nem mesmo a sala de estar e suas TVs, seus aparelhos de som e seus gadgets de todo tipo. É na cozinha que equipamentos dotados de recursos de inteligência artificial e machine learning têm promovido uma interessantíssima – e saborosa, reconheça-se – revolução. Há fogões que avisam o ponto certo de cozimento, geladeiras que informam quando a comida vai acabar e um humanoide capaz de lavar a louça. São novidades já disponíveis no mercado ou prestes a virar do avesso a rotina doméstica.

A Tramontina, uma das maiores fabricantes de talheres e panelas do Brasil, aos 110 anos de existência, decidiu inovar. A empresa lançou recentemente um cooktop (conjunto de bocas de fogão independente de forno) com inúmeras habilidades fornecidas pela inteligência artificial. Basicamente, o eletrodoméstico é usado com auxílio de smartphone. Funciona assim: ao colocar a panela sobre o tal fogão, o usuário recebe, pelo celular, dicas de receitas e até o nível ideal de cozimento.

Batizado de Guru, o aparelho traz embutidas em seu sistema 150 receitas, que são apresentadas em vídeos e textos aos quais o usuário tem acesso por meio de um aplicativo. Assim, é possível ter a ajuda do fogão, que se comunica em tempo real via app, enquanto o cozinheiro prepara o prato. Além disso, há sensores que monitoram a temperatura e o peso dos ingredientes adicionados, certificando-se de que nenhum componente estará presente em excesso ou que faltou. Segundo a Tramontina, o objetivo do Guru é ajudar principalmente pessoas que não têm experiência na gastronomia – portanto, acabaram as desculpas para não pilotar o fogão.

Durante muito tempo, as inovações na cozinha ficaram restritas a aparelhos que trituram melhor os ingredientes, fazem café instantaneamente e auxiliam na retirada da gordura dos alimentos. Agora, na era da inteligência artificial, a indústria dá um passo além. Os eletrodomésticos são inteligentes de verdade e adoram exibir essa qualidade. A americana Amazon anunciou que está desenvolvendo uma geladeira que conversa com o dono: ela avisará quando a comida estiver prestes a acabar ou, se for o caso, encomendará os alimentos automaticamente nos sites de entrega. No ramo das geladeiras, a sul-coreana LG tem uma linha chamada Instaview Door-in-Door que, entre outros atributos, permite visualizar o seu interior sem abrir a porta – ela fica transparente ao toque e depois de dez segundos volta ao normal.

O projeto mais ambicioso deverá chegar ao mercado em 2022. Trata-se do robô Handy, da também sul-coreana Samsung, que tem um dote utilíssimo: ele lava a louça, o que talvez eliminará muitas das disputas domésticas, e repõe o vinho na taça sem derramar uma gota. Comandos a distância também são uma tendência. Não vai demorar muito para que, deitada no sofá, a pessoa envie uma mensagem a uma máquina que, celeremente, prepara o café. Não há dúvida: lugar de robô agora é na cozinha.

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE ALEGRIA PARA A ALMA

DIA 28 DE JANEIRO

DEUS, NOSSO ÚNICO SENHOR

Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor (Deuteronômio 6.4).

Há no mundo uma infinidade de deuses, porém, um só Deus vivo e verdadeiro. Os deuses dos povos são ídolos criados pela imaginação humana ou feitos por mãos humanas. Eles não têm vida nem podem salvar. Eles não nos carregam nos braços; precisam ser carregados. Israel foi o povo escolhido de Deus, dentre os povos, para servi-lo. Os povos ao redor de Israel eram pagãos e politeístas. Nesse cenário eivado de deuses, Israel deveria conhecer, adorar e proclamar o único Deus. Karl Marx disse que Deus é uma criação do homem. Porém, se o homem veio do pó, é pó e voltará ao pó, fico imaginando qual é o tamanho do deus de Karl Marx. A criatura não pode ser maior do que o seu criador. Nosso Deus não foi criado; ele é o criador. Ninguém lhe deu vida; ele é autoexistente. Ninguém lhe ensinou sabedoria nem lhe deu conselho; ele é onisciente. Ninguém o domestica; ele faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade. Conhecemos a Deus, porque ele se revelou através das obras da criação, pela sua palavra escrita e por meio de seu Filho unigênito. Num mundo pluralista e inclusivista, precisamos saber que o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Portanto, devemos amá-lo de todo o coração, com toda a nossa alma e com toda a nossa força.

GESTÃO E CARREIRA

UMA ADAPTAÇÃO NECESSÁRIA

Empresas aderem ao remote first para contratar colaboradores de outros estados e até países, a fim de driblar a escassez de profissionais

Em tradução livre, remote first é “remoto primeiro”, ou seja, é a priorização do trabalho  remoto nas empresas. Não é, como algumas pessoas podem confundir, o trabalho exclusivamente a distância: isso se chama Remote Only; e é outro tema. Remore first se refere, a empresas que priorizam o trabalho remoto, mas também têm colaboradores  trabalhando presencialmente, e que podem ter um ou mais escritórios.

O remote first não  é novo, mas ganhou muito mais terreno durante a pandemia, afinal várias empresas, ao serem obrigadas a aderir ao modelo home office, descobriram não só que é um formato viável, mas também que é mais vantajoso. Mas o remote first com certeza não é “pau para toda obra” e precisa ser aplicado da maneira certa para ser aproveitado. “O que é necessário para um remote first de sucesso não é muito diferente do que é necessário para um home office de sucesso: primeiramente; é preciso orientar os colaboradores sobre como manter um ambiente de trabalho em casa: Não é obrigação do colaborador saber tudo, e sim da empresa treinar como fazer a parte do ‘office’, o escritório, do ‘home office’. É preciso também que a empresa e os gestores entendam que o trabalho remoto ainda é trabalho, ou seja, toda a liturgia, a hierarquia, o comportamento, as regras, a forma de tratar os colaboradores continuam igual (supondo que estivesse funcionando, é claro)”, explica o presidente-fundador da NOUS Estratégia e Gerenciamentos Aplicados, consultor empresarial, professor de MBA em Marketing e Executive Leader; Coaching, Master Mentoring, Trainer & Coach Kahler Brasil e Leadership Abilities and Building High Performance Teams – Rockford College – Illinois, USA, Henri Cardin.

Em uma pesquisa da Acenture, 54% dos entrevistados se mostraram preocupados com a possibilidade de os colaboradores que trabalham presencialmente receberem tratamento preferencial. A mesma pesquisa aponta que 31% têm medo de os gestores não perceberem nem valorizarem as contribuições e as entregas dos colaboradores que trabalham remotamente. ”É papel dos gestores serem justos e imparciais com suas respectivas equipes, para viabilizar o remote first. Para isso, é imprescindível que os gestores sejam treinados para agir como líderes, para não serem centralizadores, controladores e especialmente não se prenderem e valorizarem demais somente o modelo presencial, um modelo que, para alguns setores, se tornará obsoleto em poucos anos”, avalia Cardin.

PONTOS IMPORTANTES

Para o fundador e CEO da Novatics, principal estúdio de produtos digitais do Brasil, Flávio Alves, essa forma de trabalho apresenta quatro desafios específicos que merecem atenção da gestão de equipes: eventual dificuldade de adaptação dos profissionais; aumento na necessidade de alinhamento de expectativas, exigência de melhores instrumentos para visibilidade do trabalho desenvolvido e eventuais perdas nas conexões entre pessoas e cultura.

Ao adotar esse formato desde a fundação da Novatics, há sete anos, a empresa já amadureceu significativamente no que diz respeito às estratégias de enfrentamento dessas dores. “Temos um conjunto de ações práticas e cerimônias que nos ajudam não só a superar os desafios impostos pelo trabalho a distância, mas também a realizar nosso trabalho com excelência em um clima organizacional que preza a motivação e o engajamento do time”, afirma.

Para lidar com a necessidade de alinhamento de expectativas, são realizadas conversas  diárias e semanais nas quais acontecem o “check-in” com os times, para acompanhamento dos projetos e das tarefas em andamento. Assim, os colaboradores têm espaço e abertura para conversar sobre eventuais dificuldades que estejam enfrentando – ou compartilhar ações bem-sucedidas que tenham realizado e que podem inspirar outros colegas. Isso é fundamental para apresentar o status das atividades e o nível de confiança das entregas.

Os alinhamentos diários são parte do método ágil de desenvolvimento, adotado pela Novatics na elaboração de seus projetos. Além das conversas rápidas com o time,- a metodologia também considera o Kanban, um sistema visual que busca gerenciar o trabalho conforme ele se move pelo processo. “Somos uma empresa que realiza projetos criativos. Se eu descrever um aplicativo para um grupo de colegas, cada um vai imaginar a aplicação dos elementos de uma forma e será inviável chegarmos a um consenso de forma eficiente. Por isso, nossa comunicação precisa gerar o mais visual possível, para que todos possam enxergar o que os colegas estão propondo”, diz o CEO.

O uso do Kanban e de ferramentas de gerenciamento de projetos como Slack, Miro, Notion e Labor (prata da casa que serve para acompanhamento e mensuração de tempo desperdiçado para a realização de tarefas e projetos) favorece o treinamento de profissionais que eventualmente não sejam familiarizados com o esquema de trabalho remoto, ao mesmo tempo que possibilita maior transparência sobre o andamento do trabalho que é realizado.

TENDÊNCIA

Segundo o Tech Jobs Report, levantamento realizado pela Gama Academy, escola que forma profissionais para o mercado digital, 54% das empresas/ startups entrevistadas este ano vão manter seus colaboradores em home office nos próximos meses.

O remote  first tornou esse processo mais fácil e ágil e hoje é possível recrutar colaboradores com qualificações técnicas em qualquer lugar do mundo.

O setor de tecnologia, por exemplo, foi um dos que mais cresceram e, por isso, o número de pessoas da área está cada vez mais escasso, De acordo com um estudo da MacKinsey, empresa de consultoria empresarial americana, cerca de três anos atrás, o número de vagas no setor era de 100 mil e este número pode chegar a 200 mil. A cada ano esse  déficit tem aumentado em cerca de 30 mil a 40 mil vagas. Dessa forma, estima-se que, em 2024, serão cerca de 300 mil vagas em aberto. “Nós adotamos o modelo remoto assim que a pandemia iniciou, pela questão sanitária, em um primeiro momento. Essa nova realidade alterou o modo de vida das pessoas, pois estudos, compras e até mesmo consultas médicas passaram a ser realizados de forma on-line, e isso nos influenciou a nos adaptarmos rapidamente ao modelo remote first de contratação, porque percebemos que deu aos clientes a agilidade e a segurança para vencer desafios na velocidade que o mercado exige. Foi surpreendente como os clientes reagiram bem ao perceber os bons resultados de seus negócios”, explica o CEQ da Agility, empresa de inteligência em tecnologia, Fábio Soto.

Para avaliar a continuidade do remote first, Soto explica que foi mantido o olhar para os indicadores de produtividade e performance, e sobretudo para a capacidade de prestar serviços sem deixar de ter muita atenção às demandas do mercado e ao noticiário de saúde coletiva. “De tempos em tempos, fazíamos uma análise do nosso posicionamento e  se deveríamos voltar presencialmente. Nessas análises entendemos que os resultados apresentados propiciaram o modelo remote first como sendo o oficial da Agility desde o fim do mês de agosto de 2021”.

A ateliware, empresa especializada no desenvolvimento de software customizado com sede em Curitiba-PR, por exemplo, definiu a aplicação do remote first já no início da pandemia e, mais que isso, viu nesta necessidade do trabalho remoto a oportunidade de expandir seus horizontes em busca de profissionais como engenheiros de software e designers UI / UX em todo o Brasil.

Atualmente a empresa conta com 75 colaboradores, sendo que, destes, mais de 20 residem em outros estados brasileiros, como Paraíba, São Paulo, Riode Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pará, Pernambuco e Goiás.  “A ateliware está crescendo tanto no Brasil quanto internacionalmente e é mais que natural nos depararmos com a necessidade de ampliarmos também a nossa equipe. Assim, não há como negar que a estratégia remote first nos auxiliou muito nesse quesito e fez com que encontrássemos ótimos profissionais fora de Curitiba”, explica o CEO da ateliware, Manoel Souza.

CASO A CASO

O presidente da WSI Master Brasil, co­fundador da WSI Consultoria e membro do Global WSI lnternet Consultancy Advisory Board, Caio Cunha afirma que o gestor terá que avaliar os cargos em que é necessário acompanhamento presencial, como treinamento e rotina diária, por exemplo. “Nesses casos é melhor que você esteja próximo de todos para não precisar repetir e perder a eficiência, mas acredito que na maior parte das funções é possível adaptar. Por exemplo, uma gerência superior, o gerente pode interagir criando  vídeos, se comunicando através de gravações, ou fazendo conferências como no zoom. Então, você consegue se adaptar e viver nesse mundo, mas sabendo que o presencial é importante. Por isso que o tema é remote first, remoto primeiro, mas não apenas remoto”.

Para a gerente de sucesso do colaborador na 4blue, Andressa Araújo, a solução é contornar pela qualidade da comunicação e a qualidade da relação de confiança com os colaboradores. “Falamos muito sobre isso aqui na 4blue. Para nós, a relação de confiança é muito importante. Citamos sempre que estamos contratando adultos e que devem ser  tratados como adultos. Por isso, se um colaborador diz que está realizando determinada tarefa, precisamos confiar na palavra dele. Quero reafirmar que isso só é  possível justamente porque fazemos um processo seletivo bem amplo, bem aprofundado, com um volume grande de candidatos, mas com várias etapas”, considera.

O fato de a empresa fazer um processo seletivo mais refinado, na sua opinião, permite que eles acertem melhor, permite que tenham ainda pessoas com uma identificação, maior com a cultura e que bastam então confiar nas pessoas. “Temos alguns desafios em termos de RH, precisamos identificar onde intervir, de fazer um RH proativo, de saber como as pessoas estão, de saber como cuidar delas, pois essa é a forma como contornamos as dificuldades, utilizando relações de confiança”, pondera.

A 4blue entrou para o ranking GP­TW I Melhores Empresas para Trabalhar, edição nacional 2021. como uma das melhores pequenas empresas para trabalhar. Hoje conta com 85 colaboradores de 49 cidades de Angola, Brasil, Canadá e Portugal, sendo o Brasil com o maior número.

VANTAGENS DO MODELO REMOTE FIRST

•  Economia com a estrutura física.

•  Ampliação das possibilidades de recrutamento e seleção e retenção de talentos.

•  Para os colaboradores: menos tempo e dinheiro gasto com deslocamento até o local de trabalho.

•  Maior autonomia e, em geral, maior qualidade de vida para os funcionários.

•  Agilidade nas reuniões em relação aos deslocamentos dos próprios executivos da empresa.

QUAIS OS PONTOS POSITIVOS AO IMPLANTAR O REMOTE FIRST NA SUA EMPRESA?

“Pode ser bem controverso, mas eu diria que são tão poucos que são irrelevantes. Não significa que o remate first é perfeito, é claro. Muito pelo contrário: ele pode ser um desastre absoluto. Então, por que eu digo que os contras quase não importam? É simples: os contras, os problemas e até mesmo o tal desastre são apenas consequências de um modelo remote first mal implementado. E para isso existem soluções, algumas das quais já falamos aqui. Quando é aplicado corretamente, os prós do remote first são tantos que nem mesmo vale a pena discutir os contras”, finaliza Henri Cardim da Nous.

QUAIS OS PONTOS NEGATIVOS AO IMPLANTAR O REMOTE FIRST NA SUA EMPRESA?

“Pode ser bem controverso, mas eu diria que são tão poucos que são irrelevantes. Não significa que o remote first é perfeito, é claro. Muito pelo contrário: ele pode ser um desastre absoluto. Então, por que eu digo que os contras quase não importam? É simples: os contras, os problemas e até mesmo o tal desastre são apenas consequências de um modelo remote first mal implementado. E para isso existem soluções, algumas das quais já falamos aqui. Quando é aplicado corretamente, os prós do remote first são tantos que nem mesmo vale a pena discutir os contras”, finaliza Henri Cardim da Nous.

EU ACHO …

NÃO É FÁCIL MERGULHAR

Não é fácil. Colocar um cilindro nas costas e confiar que haverá oxigenação suficiente enquanto se está a dezenas de metros de profundidade, em alto mar, e que de lá conseguiremos voltar ilesos. Nunca tive coragem, mas admiro os que têm. Não os considero aventureiros, seria despeito por vê-los realizar algo que jamais conseguirei. Respeito-os e sigo com a cabeça fora d’água, arriscando no máximo um passeio de snorkel, que permite que eu veja alguns peixes coloridos, mas não a vastidão do oceano.

Saindo da literalidade dos mergulhos marítimos e entrando no universo das metáforas: eu mergulho, mas de outro jeito. Desço com prazer até as camadas subterrâneas da minha existência, das quais fazem parte as histórias que escuto, leio e assisto, as informações variadas que recebo e todos os sentimentos que me desconcertam, tantos. O mundo em sua real dimensão – amplo e complexo – é imperceptível para os que se acomodam ao pé de pato e ao snorkel, ainda abusando da metáfora.

Quando se trata de dar consistência à vida, peixes coloridos não bastam. Quero a densidade do oceano, quero as criaturas que permanecem em seus esconderijos, sem vir à tona. Quero o mistério e a luz própria que também há na escuridão. Quero o que me faz sentir medo e encantamento, misturados. Quero a verdade, o habitat dos seres estranhos, a realidade que não se revela sob o sol. Quero tocar no sagrado, no invisível, no que há de mais sublime e secreto, naquilo que não se entrega fácil a nossos olhos.

“Não agrega nada à sociedade”, foi o comentário rasteiro que li outro dia sobre o filme “A filha perdida”, mas poderia ser sobre qualquer outra obra profunda, sujeita a julgamentos morais. Quem nasceu para pé na areia não alcança. Não é demérito, apenas despreparo. Não recebeu o treinamento da literatura, da filosofia, da psicologia. Ficou sem oxigenação para interpretar subtextos, silêncios, angústias universais. Não chega lá embaixo, onde se enxerga o que não se vê.

Assim no cinema, assim em tudo, incluindo a política que não preza o aprofundamento de nada. Muitos se contentam com o superficial e a história mastigada, mesmo que fake – melhor assim, fica mais fácil de ser digerida. Compramos falsos heróis e narrativas toscas, que não exigem muito da sensibilidade e menos ainda de um raciocínio elaborado. Mas a grande ausência é mesmo a da coragem, que tantas vezes nos abandona. Um casamento fracassado que a gente finge que ainda tem valor, um relacionamento fraturado que a gente faz de conta que não dói, um destino desperdiçado que a gente não enfrenta nem muda por preguiça, ou para não contrariar o status quo.

Não, não é fácil mergulhar.

***MARTHA MEDEIROS

ESTAR BEM

SETE DICAS PARA ESCOLHER O CREME DENTAL IDEAL

Há muitas opções no mercado, o que pode deixar o consumidor confuso na hora da compra. Nem todas entregam o que prometem, oferecendo soluções milagrosas que nem sempre têm o efeito desejado

Você já deve ter parado em frente à prateleira do supermercado ou da farmácia, e se perguntado: qual creme dental levar? Ou, qual é o mais adequado para mim? Afinal. existem inúmeras marcas e produtos com diferentes funções no mercado.

Para o cirurgião-dentista Paschoal Pippa Filho, um creme dental de linha básica, de marcas consolidadas é uma opção segura, porém, é aconselhável que um dentista faça uma avaliação e indique o produto mais apropriado para cada pessoa. “A   condição atual da boca do paciente e o histórico de problemas podem influenciar na escolha e no tempo de uso dos cremes dentais, que têm diferentes objetivos. Existem muitos tipos e lançamentos que são feitos por questões de mercado, com promessas apelativas e preços mais altos, sem necessariamente serem melhores”, diz.

Vale lembrar que o produto tem função de extrema importância na escovação, que deve ser feita de duas a três vezes por dia, em todas as faces dos dentes, por cerca de dois a três minutos, além do uso do fio dental. “O creme dental torna mais fácil a remoção de manchas e resíduos que ficam aderidos à superfície dos dentes, do que se usássemos apenas escova e água”, explica.

A tendendo a um pedido, Pippa Filho deu dicas para auxiliar na escolha do creme dental.

COM OU SEM FLÚOR

O creme dental deve ter uma concentração de 1.000 a 1.100 ppm (partes por milhão)  de flúor. Isso ajudará na prevenção de cárie: e da erosão ácida. “Sem flúor devemos evitar”, diz o dentista. “Não há comprovação científica de qualidade de que o flúor da pasta, se usado corretamente, será prejudicial à saúde. É importante que aqueles que queiram usar pasta sem flúor tenham o acompanhamento e a orientação de um dentista”.

PARA DENTES SENSÍVEIS

Dor ou sensibilidade podem ser sinais de problemas como cáries, erosão ácida, desgaste dos dentes ou questões na mastigação. Pippa Filho diz que existem ótimos cremes dentais que “vedam” microscopicamente regiões importantes, interrompendo o impulso de dor. Porém, eles só devem ser utilizados após a orientação de um dentista para que não se corra o risco de mascarar os problemas.

OS QUE CLAREIAM OS DENTES

A notícia não é boa. “Ainda não há pastas que conseguem mudar a cor real dos nossos dentes. No máximo, elas podem ajudar a remover um pouco das manchas (café, vinho, cigarro) que se impregnaram na superfície do esmalte por hábitos e má higiene”, diz.

O dentista alerta que o uso contínuo desses produtos, já que muitos possuem substâncias abrasivas, pode ser nocivo aos dentes. Para um sorriso mais branco, faça a limpeza periódica com o dentista. Ele também Pode avaliar a necessidade de um clareamento, realizado com supervisão.

OS NATURAIS

Muitos dos produtos usados em pastas artesanais, como óleos essenciais e o de coco, estão presentes na fórmula das pastas disponíveis no mercado e atuam contra a inflamação e na redução de bactérias, segundo Pippa Filho. No entanto, os cremes dentais caseiros em geral não possuem flúor, o que pode contribuir para o aparecimento de problemas nos dentes.

Também é preciso ter cuidado com o que se usa no preparo artesanal.  “‘Vemos muitas receitas na internet sugerindo misturar bicarbonato com gotas de limão. Isso e um absurdo e não tem o efeito que se espera”,  diz Pippa Filho.

COM GOSTINHO DE MENTA

As pastas com sabores e personagens são uma tentação até para os adultos. Nos pequenos, elas têm função de estimular a escovação. Entretanto, segundo o cirurgião-dentista, as crianças não precisam usar esse tipo de creme dental. Elas podem utilizar a mesma pasta do adulto.

A PORÇÃO CERTA

“Não se deve encher a escova toda, como muitas propagandas mostram”, avisa o dentista. Segundo ele, o ideal é para bebês com até três anos, o volume de um grão de arroz cru; a partir dos três anos, o volume de um grão de arroz cozido, até vocêperceber que a criança aprendeu a cuspir; aos quatro anos, o volume de pasta passa a ser o  de uma ervilha. Adultos também devem usar uma quantidade semelhante ou um pouco mais.

PARA ESCOVAR A LÍNGUA

Há no mercado, cremes dentais específicos para a higiene da língua. ”A grande maioria dos casos de mau hálito vem da boca. Na escovação ruim, dos trabalhos mal feitos (restaurações) e da falta de limpeza da língua, que retém muitos microrganismos, células mortas, e substâncias que causam mau cheiro”, explica. Segundo ele, a limpeza da língua deve ser feita todos os dias, principalmente pela manhã e à noite, mas não é necessário o uso de um creme dental específico para isso. Pippa Filho ensina que a limpeza pode ser feita com a escova e um pouco de creme dental, com um raspador próprio ou mesmo com uma colher, raspando a língua delicadamente, do fundo para a ponta.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

CRIANÇAS MARAVILHADAS

 ‘Awe’, que pode ser traduzido do inglês como maravilhamento, é o que sentimos quando encontramos algo grande, surpreendente ou fora do nosso comum. E traz benefícios para o físico e o emocional

Quando meu pai me acordou às duas da manhã, fui resmungando até o quintal e me sentei na colcha que ele tinha estendido para mim e meus quatro irmãos. Momentos depois, um raio de luz cortou o céu. E depois outro. E por horas a fio, até o sol iluminar o horizonte, assistimos à dança cósmica da chuva de meteoros das Perseidas.

Meu eu de nove anos de idade teria definido a noite como “uma maravilha”. É uma   boa expressão para se escolher porque, em inglês, a palavra “awesome” tem um poderoso correlato emocional, “awe”. Esse estado, que pode ser traduzido para o português como maravilhamento, é o que sentimos quando encontramos algo grande, surpreendente ou fora da nossa referência comum. Algo que evoca uma sensação de mistério e admiração. Mas, considerando seus benefícios documentados, o maravilhamento talvez seja uma de nossas emoções mais negligenciadas e subestimadas.

O psicólogo Dacher Keltner, diretor fundador do Centro de Ciência para o Bem Maior  da Universidade da Califórnia, Berkeley, passou anos estudando os efeitos benéficos do maravilhamento em nosso bem-estar físico, mental e emocional. “O maravilhamento nos deixa mais curiosos do que críticos. Nos deixa mais colaborativos. Mais humildes, altruístas e dispostos a compartilhar. Sossega o ego porque você para de pensar o tempo todo em si mesmo,”

O maravilhamento também acalma as redes neurais do cérebro e já se provou que reduz inflamação. Em outras palavras, diz ele, não subestime o poder dos arrepios.

Agora que especialistas em saúde pediátrica estão alertando para a saúde mental das crianças. ajudá-las a ficarem um pouco mais maravilhadas, como meu pai fez naquela madrugada fria, pode fazer parte de nossa resposta coletiva para enfrentar o problema. É assim que os especialistas dizem que podemos infundir mais dessa emoção na nossa vida cotidiana.

DESACELERANDO E PEGANOO LEVE COM A INFÃNCIA

De acordo com uma pesquisa da Challenge Success, instituição ligada à Faculdade de Educação da Universidade de Stanford, crianças e adolescentes precisam regularmente de PDFs – sigla que vem do inglês ­ Play (tempo para brincar), Downtime (tempo livre) e Family Time (tempo com a família) – para viver um desenvolvimento saudável. Essa prescrição corrobora as descobertas de Keltner.

“Como você encontra maravilhamento? Você aceita um tempo desestruturado. Você passeia. Você perambula por aí. Você sai sem objetivo”, diz Keltner. “Como você encontra maravilhamento? Você desacelera as coisas. Você abre espaço para o mistério, você se concentra mais nas perguntas que nas respostas. Você abre espaço para que as pessoas se envolvam com as humanidades, a dança, a música e os artes visuais”, explica.

Infelizmente, a atual cultura de criação infantil, altamente estruturada e voltada para a competição , é um fracasso em termos de maravilhamento”, afirma Keltner. Se cada hora estiver repleta de atividades, pressões e obrigações, as crianças terão menos tempo para questionar as coisas, para divagar, para se sintonizar com suas emoções e seus arredores.

Como bónus, o sentimento de maravilha pode até ajudar o desempenho acadêmico. “Uma das minhas descobertas favoritas sugere que o maravilhamento pode estimular a curiosidade sobre o mundo”, conta o psicólogo Craig Anderson. Em um estudo com mais de 400 adolescentes do ensino médio, quanto mais maravilhamento eles sentiam, maior era sua curiosidade e melhor o seu desempenho escolar”.

COMO PODEMOS SENTIR MAIS MARAVILHAMENTO

Você não precisa levar seus filhos ao Grand Canyon nem ir à Capela Sistina para se maravilhar, diz Keltner. As pessoas geralmente ficam maravilhadas quando passam um tempo na natureza, ouvem ou tocam música, veem ou criam arte, refletem sobre grandes ideias, participam de rituais significativos ou desfrutam de experiências comunitárias que lhes dão a sensação de que fazem parte de algo maior do que elas.

Identificar sistemas e padrões, como uma harmonia musical ou a formação dos gansos em voo, também pode inspirar maravilhamento. “A mente maravilhada tende a captar esses sistemas de entidades complicados e inter-relacionadas que trabalham juntas”, diz Keltner. “As pessoas ficam tipo, “meu Deus, olha só as cores desses corais. Estou maravilhada”. Elas gostam de olhar para as nuvens, que são sistemas complicados de gotículas de água. Hoje em dia, os Golden State Warriors estão jogando um ótimo basquete. Quando você fala com os torcedores, eles ficam tipo, “cara, você viu como eles se movem na quadra?” Isso é um sistema.”

Às vezes, uma pequena reformulação pode transformar uma atividade cotidiana em algo mais benéfico, especialmente neste momento difícil da história. “Para a nossa cultura, neste momento de crise climática, estresse e covid, a pergunta mais importante é: ‘Como faço para encontrar maravilhamento ao meu redor?’ Quem sabe numa simples caminhada?”, sugere Keltner. “Saia e descubra alguma maravilha na sua caminhada. Saia de casa, faça uma pausa, reflita, pegue leve.”

De fato, em um estudo de 2020, adultos de mais idade que fizeram “caminhadas de maravilhamento” semanais de 15 minutos por um período de oito semanas relataram um aumento nas emoções positivas e menos angústia em suas vidas diárias.

Na sua pesquisa sobre o maravilhamento, Anderson fez mais de uma dúzia de viagens de rafting com veteranos de guerra e adolescentes de comunidades carentes, um grupo que ”relatou níveis mais elevados de sintomas (transtorno de estresse pós-traumático) do que veteranos americanos”, afirma.

Ele  descobriu  que experimentar maravilhamento propiciava uma melhora no bem-estar em ambos os grupos, até mesmo uma diminuição nos sintomas de transtorno e nos níveis de estresse. “O maravilhamento que sentimos ao ar livre realmente pode ser uma parte útil de nosso sistema de saúde”, diz Andersen.

TELAS E REDES SOCIAIS PRODUZEM OU LIMITAM O MARAVILHAMENTO?

É uma questão complicada, dizem Keltner e Andersen. Keltner observa que as telas  geralmente servem como uma “porta de entrada para o maravilhamento, mas não uma experiência direta dessa emoção”. Elas podem nos ajudar a encontrar artistas,  músicos e lugares que, de outra forma, não conseguiríamos descobrir. “Os protestos contra a morte de George Floyd vieram das telas”, afirma Keltner. E filmes como Fungos Fantásticos,de Louie Schwartzberg, permitem que os espectadores observem o mundo natural de uma forma que não seria possível sem a tecnologia.

Mas a maioria dos aplicativos não é projetada para nos deixar maravilhados, diz Andersen. Nem priorizam nosso bem-estar. “Eles são projetados para nos prender na frente do aplicativo.”

Além disso, a natureza de competição social das redes sociais corre na direção contrária da saudável “pequenez” que vem com o maravilhamento. Se você quer sentir os benefícios de “perceber coisas como as flores desabrochando ou a luz filtrada pelas folhas das árvores”, diz Andersen, “sua atenção não pode estar concentrada no celular”.

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