POESIA CANTADA

VELHA ROUPA COLORIDA

BELCHIOR

COMPOSIÇÃO: BELCHIOR

Você não sente nem vê
Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo
Que uma nova mudança em breve vai acontecer
E o que há algum tempo era jovem e novo, hoje é antigo
E precisamos todos rejuvenescer

Nunca mais meu pai falou: She’s leaving home
E meteu o pé na estrada, like a rolling stone
Nunca mais eu convidei minha menina
Para correr no meu carro, loucura, chiclete e som
Nunca mais você saiu à rua em grupo reunido
O dedo em V, cabelo ao vento, amor e flor, quêde o cartaz?

No presente, a mente, o corpo é diferente
E o passado é uma roupa que não nos serve mais
No presente, a mente, o corpo é diferente
E o passado é uma roupa que não nos serve mais

Você não sente nem vê
Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo
Que uma nova mudança em breve vai acontecer
E o que há algum tempo era jovem e novo, hoje é antigo
E precisamos todos rejuvenescer

Como Poe, poeta louco americano
Eu pergunto ao passarinho
Black bird, assum preto, o que se faz?
Raven, never, raven, never, raven, never, raven, never, raven
Assum preto, pássaro preto, black bird, me responde: Tudo já ficou atrás
Raven, never, raven, never, raven, never, raven, never, raven
Black bird, assum preto, pássaro preto, me responde: O passado nunca mais

Você não sente nem vê
Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo
Que uma nova mudança em breve vai acontecer
O que há algum tempo era jovem e novo, hoje é antigo
E precisamos todos rejuvenescer
E precisamos todos rejuvenescer
E precisamos todos rejuvenescer

OUTROS OLHARES

CANNABIS ANTIVIRUS

A ciência avalia o uso de canabinoides nas terapias contra a Covid-19 e suas sequelas, como lapsos de memória. Até agora, os resultados são positivos

“Descobri que estava com Covid-19 em dezembro, perto do Natal. Tive sintonias leves, como tosse e cansaço, e fiz o tratamento em casa. Mas, depois de um mês, notei que a minha memória estava com uma espécie de delay, meu raciocínio, lento, e eu tinha dificuldade para lembrar palavras.” O relato da advogada previdenciária Débora Macedo, de 48 anos, é compartilhado por milhões de pacientes que passaram pela fase aguda da doença e agora apresentam sequelas. A chamada Covid longa afeta até mesmo pessoas que tiveram sintomas leves, como a advogada. Ainda não há tratamento específico, tampouco se sabe por quanto tempo as condições persistirão. Por isso, a ciência busca novas possibilidades de tratamento para a Covid e também suas heranças. Nesse caminho, surgiu unia possibilidade um tanto quanto inusitada: a Cannabis medicinal.

Com 198 milhões de consumidores no mundo – 1,5 milhão no Brasil -, a maconha é a mais popular das drogas. Restrita ou ilícita na maioria dos países, ela é também a mais estudada para uso medicinal. A planta possui diversos fitocanabinoides, sendo os mais conhecidos o canabidiol (CBD) e o THC, que interagem com receptores presentes no organismo. “É fundamental afastar o efeito farmacológico do canabidiol do recreativo. Acreditamos que o efeito anti-inflamatório da substância ajude a controlar a tempestade de citocinas que pode ocorrer em pacientes com Covid e possivelmente atenuar os sintomas persistentes”, diz o cardiologista Edmar Bocchi, diretor do Núcleo de Insuficiência Cardíaca e Dispositivos Mecânicos para Insuficiência Cardíaca do Instituto do Coração, de São Paulo. A instituição coordenará o primeiro estudo clinico do Brasil com canabidiol para o tratamento de pacientes com Covid longa. A pesquisa, com duração prevista de três meses, contará com a participação de 290 pacientes que apresentam fadiga muscular, insônia, ansiedade, depressão e alterações cognitivas por pelo menos noventa dias após o diagnóstico. Há outro teste clinico semelhante em andamento nos Estados Unidos. Os ensaios são importantes porque buscam comprovar o que já foi observado na prática clínica e em laboratório. “Temos bons indícios de que pode ser uma opção eficaz de tratamento, mas precisamos do estudo para comprovar”, diz José Bacellar, CEO da Verdemed, empresa canadense de Cannabis medicinal parceira do estudo no InCor.

Logo após notar os problemas de cognição, Débora procurou ajuda médica e começou o tratamento com Cannabis medicinal. “Já melhorei 90% “, conta. A advogada faz uso do medicamento há cerca de seis meses. “Vemos melhora nos pacientes e, do ponto de vista teórico, faz sentido, porque a Cannabis fornece uma neuroproteção importante, além de uma diminuição na inflamação cerebral”, diz o neurocirurgião Pedro Pierro, que trata pacientes com Covid longa, incluindo a Débora.

O composto de maior interesse dos cientistas é o canabidiol, encontrado em pequeno volume no caule e na folha da erva Cannabis. Ele não é psicoativo nem tóxico. Não causa dependência nem altera o raciocínio. Mas, em níveis controlados, até mesmo o THC, responsável pelo efeito psicoativo da planta, tem benefícios farmacológicos. Um estudo publicado na revista Frontiers in Pharmacology mostrou que o composto atenuou a inflamação nos pulmões de cobaias, resultando em 100% de sobrevivência. Testes em laboratório mostram que os canabinoides reduzem a produção de citocinas inflamatórias associadas ao agravamento da doença. 

Por isso, seu uso também está sendo avaliado para tratar casos leves, moderados e graves de Covid. A expectativa é de que o resultado dos trabalhos seja publicado em breve. “A Cannabis entraria como uma das possibilidades terapêuticas da Covid-19″, diz a especialista em radiologia e diagnóstico por imagem Paula Dall’Stella, pioneira na prescrição de Cannabis medicinal no Brasil. As descobertas não representam um passe livre para o uso recreativo da droga. Fumantes regulares de maconha correm mais risco de complicações da Covid-19 e o impacto terapêutico não está associado ao uso de produtos com canabidiol encontrados fora do Brasil. A Cannabis medicinal é segura e tem baixo potencial de toxicidade – já existem remédios aprovados para o controle da epilepsia em crianças e da esclerose múltipla quando o paciente não reage a outros tratamentos. Agora, além dos testes contra a Covid-19 e a Covid longa, ela vem sendo usada experimentalmente no tratamento de ansiedade, dor crônica, insônia, esquizofrenia, depressão e Alzheimer. Enfim, a planta que gera o mais famoso dos entorpecentes também produz um poderoso remédio.

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE SABEDORIA PARA A ALMA

DIA 14 DE SETEMBRO

NA DOENÇA, TENHA ESPERANÇA

O espírito firme sustém o homem na sua doença, mas o espírito abatido, quem o pode suportar? (Provérbios 18.14).

Nossa atitude diante dos dramas da vida tem uma conexão muito estreita com nossa saúde física. A vontade de viver mantém a vida de um doente, mas, se ele desanima, não existe mais esperança. Quem entrega os pontos e joga a toalha, quem perde a esperança e não luta mais para sobreviver é vencido pela enfermidade. Nossas emoções têm um peso decisivo quando se trata de enfrentar a doença. Não basta usar os recursos medicamentosos. Precisamos alimentar nossa alma com o tônico da esperança. Precisamos tirar os olhos das circunstâncias e colocá-los naquele que está no controle das circunstâncias. Nossos pés podem estar no vale, mas nosso coração deve estar no plano. Mesmo quando passamos por vales áridos, Deus pode transformá-los em mananciais. O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. Aqueles que se entregam ao desânimo, porém, fazem do lamento a sinfonia da vida. Perdem as forças, atrofiam-se emocionalmente e são dominados por irremediável sentimento de fracasso. Na doença precisamos colocar nossos olhos em Deus, pois a última palavra não é da ciência, mas daquele que nos criou, nos sustenta e pode intervir em nossa vida, redimindo-nos da cova da morte.

GESTÃO E CARREIRA

PEOPLE ANALYTICS, CIÊNCIA E A PSICOLOGIA ORGANIZACIONAL – O TRIPÉ DO NOVO RECRUTAMENTO

O caminho que algumas empresas estão trilhando para abraçar o futuro, começa a ser mais nítido.

A transformação digital e cultural passou a fazer parte da rotina do RH, que teve a coragem e desapego das antigas formas de recrutamento, e isso requer mudança de mentalidade, ao mesmo tempo em que motivados por uma visão ampla e menos enviesada, estão seguindo uma jornada inclusiva para todas as pessoas. Estes times de recrutamento já entenderam que vivem o futuro e estão “abrindo mão” de alguns pré-requisitos na escolha de candidatos – antes cobrados e exigidos, como domínio do inglês, faculdades de primeira linha, certificações e experiências. Esses, entre muitos outros fatores, barram grande parte da população nos processos seletivos.

Pouco a pouco, esses profissionais de RH têm percebido, graças aos novos métodos de recrutamento, que avaliar um talento somente pelo seu currículo, ignorando seu perfil cultural e comportamental, pode eliminar muitas pessoas com potencial. Além da exclusão, afeta diretamente os índices e planos de ampliação de diversidade, como por exemplo, para jovens pretos, pessoas trans, pessoas PCD (Pessoa com deficiência), e muitas outras. O Brasil é um país desigual, economicamente e de oportunidades, e precisamos falar sobre isso para que essa realidade seja transformada, melhor e justa.

Paralelamente, muito se discute sobre o uso da tecnologia no R&S, e a importância de tê-la como aliada do RH, e não como uma inteligência pro- gramada, excluindo a humanização. No mesmo ritmo em que a área se torna cada vez mais estratégica e ágil para as empresas, as contratações de novos talentos exigem, em mesma escala, a utilização de métodos inteligentes e com embasamento científico. O mapeamento cultural, por exemplo, é uma excelente ferramenta para ajudar as empresas na busca de profissionais com estilo de trabalho semelhante aos delas. Isso proporciona um aumento do sucesso nas contratações e valoriza profissionais que combinam culturalmente com as contratantes.

O “futuro” sempre parece muito distante, mas esse é o RH do futuro, e as empresas que não acompanharem essa transformação, tanto tecnológica quanto cultural, estarão em constante retrocesso. Com os recentes desafios que a pandemia impõe, fica nítido o quanto a digitalização tem ajudado nas contratações a distância. A tecnologia é essencial nas relações e vital para o sucesso do recrutamento e seleção, sendo possível contratar talentos em todo país, ou seja, a barreira geográfica já foi superada.

Uma pesquisa realizada pela Kenoby, em janeiro deste ano, com analistas de RH, coordenadores gerentes, diretores, business partners, presidentes, CEOs, sócios, entre outros cargos, mostrou que a maioria das empresas, no Brasil, pretendem investir em  tecnologias para tornar o RH mais estratégico. O levantamento mostrou que 38,8%, ainda analisam a possibilidade, 15% disseram não ser uma prioridade e 45% apontaram já ter um planejamento para isso acontecer. A pesquisa revelou, ainda, o quão tecnológico ou automatizado já é o RH. Cerca de 59% dos respondentes disseram ser “mais ou menos tecnológicos e/ou automatizados”, 20% afirmaram não ser nem um nem outro e apenas 19% disseram ser totalmente tecnológicos.

CONTRATAÇÃO À BASE DE DADOS, E MENOS VIESES

Observando o movimento do mercado, o recrutamento será cada vez mais baseado em dados e, principalmente, nas habilidades individuais de cada candidato, relacionando capacidades pessoais às necessidades empresa- riais. Unindo perfis que tenham uma cultura mais próxima das empresas, cria-se conexões, deixa-se de lado pré-julgamentos, os vieses inconscientes, características físicas ou técnicas no currículo para possibilitar novas contratações. Quando o processo seletivo é baseado em estudo e metodologias ágeis e não somente em currículo, dinâmicas, ou recomendações de profissionais, a pessoa candidata já tem um ganho, pois ela será avaliada por outros critérios, dessa vez, com reais embasamentos. A transformação digital permitiu essas novas formas de recrutar e, por isso, o currículo deixa de ser fator essencial e é tão somente complementar ao processo.

Utilizar as avaliações culturais, comportamentais e técnicas, e não apenas considerar faculdades ou experiências anteriores, reflete em possibilidades abertas para todas as pessoas, e não só para as que preenchem um tal requisito, majoritariamente, feito por uma pequena parcela social. Isso é contratar e recrutar sem viés, e os benefícios são claros: mais diversidade, melhores resultados e menos turnover. Um recrutamento que é baseado no processo científico e humano, capaz de fazer o match perfeito entre empresa, vaga e talento, além de trazer precisão aos processos, valoriza o potencial individual.

O foco sai do currículo e vai para a pessoa, com suas análises de fit cultural, fit técnico e soft skills do futuro. O RH agora tem agora dados valiosos nas mãos (People Analytics), que ajudam a tomar decisões mais precisas. É um sinalizador de caminho de onde e para onde o RH está indo e pode chegar e com quem querem chegar. Esse é o movimento, e o futuro já chegou!

*** FELIPE SOBRAL – É diretor de marketing da 0, software para gestão do recrutamento e seleção, que utiliza a ciência da psicologia organizacional para conectar os talentos às empresas e construir igualdade de oportunidades de empregos.

EU ACHO …

AS CAMADAS

Quando você nasceu, havia um nome e um sobrenome esperando-o. O que eram? Uma decisão aleatória que fala muito dos desejos e projeções dos pais sobre cada um de nós. Nosso nome nos antecede e não aguardou nenhum traço de personalidade para ser colocado. Por mais fraco que seja, o menino Gabriel recebe o indicativo de que é “o homem forte de Deus” pela raiz hebraica. Por mais limitada que seja no futuro, a menina assinará Sofia, o nome que aponta sua densa sabedoria. Nem toda Letícia é feliz. Conheci um Adamastor que pouca similitude guardava com o gigante de Camões. Eu sou Leandro, homem-leão, como se nota pela juba vistosa O nome é, como cada signo, arbitrário. Primeira camada sobre nós.

A segunda camada constará nos documentos: brasileiro nato. O que é ser brasileiro? Fronteiras traçadas ao longo da história com linhas imaginárias, respeitando ou não o terreno que as recebe. Uma entidade nacional que, supostamente, será sua pátria, sua identidade, sua marca quase sempre permanente. “Meu coração é brasileiro” eu já o declarei; todavia, um exame do meu cadáver pouco revelará ao anatomista quaisquer distinções dos meus ventrículos em relação a um vizinho argentino ou a um longínquo japonês. As metáforas são bonitas, poéticas até: meu coração é apátrida, biologicamente. Pátria é uma convenção celebrada diariamente, já foi dito. Sem dúvida, é a segunda camada que nos foi dada, quase sempre, ao ver a luz do mundo.

Recebi uma religião no berço. Fui batizado católico, apostólico, romano. Segui a lista de sacramentos e recebi minha primeira comunhão, confessei­ me e fui crismado. Candidatei-me a um quarto sacramento, a ordem, mas não segui o impulso até o fim. Como católico praticante, incorporei liturgias, práticas devocionais, repertório e comportamentos. Criei um hábito, aquele que, segundo velho ditado cristão, não faria, sozinho, o bom monge. Despi-me e, com ele, foi-se o religioso. Era uma camada, a terceira, tão aleatória quanto as anteriores.

Meus círculos profissionais e acadêmicos? Bem, quase todos só valem no Brasil. Atravesso uma fronteira e só posso ser servente em uma construção. Logo, mesmo que envolvam esforços meus, tem algo de randômico. Nos EUA, em uma casa que alugamos, a mulher da limpeza era advogada mineira, com carteira da OAB. A camada jurídica não resistiu à alfândega. Bem o sabe o médico brasileiro com anos intensos de estudo que, nos EUA, pode ir para a prisão se prestar algum serviço. Seus títulos e esforços o qualificam para atender corpos com o mesmo passaporte e em território nacional. Camada sobre camadas: a quarta.

Poderia ampliar nossa múltipla cebola identitária. Talvez, como no bulbo citado, ao se retirarem as camadas, encontramos o nada. Sou feito de sobreposições, ainda que elas sejam fruto do acaso combinado com minhas respostas aos acidentes da vida. Uma curva tensa entre convenções e percepções do que seria o real.

Dizem que pouco antes de morrer, a 3 de outubro de 1226, Francisco de Assis estipulou: “Quando perceberdes que cheguei ao fim, do jeito que me vistes despido antes de ontem, assim me colocai no chão, e lá me deixai ficar mesmo depois de morto, pelo tempo que alguém levaria para caminhar uma milha, devagar”. O frade fundador queria estar no chão, despido de toda pompa, roupa e circunstância. Ao redor da pequena igreja da Porciúncula e da Capela do Trânsito onde ele faleceu, ergue-se hoje a majestosa basílica de Nossa Senhora dos Anjos. Uma imensa e luxuosa… camada arquitetônica que grita, alta e com luxo, a mensagem que o santo desejou evitar. As sobreposições são tão fortes que nos tomam mesmo após a morte.

E, afinal, minha querida leitora e meu caro leitor, qual seria, de verdade, seu “eu” mais íntimo e verdadeiro? Difícil separar rosto de máscara, substantivo de adjetivo, você de tantas outras personagens. Vamos piorar tudo: cada um é uma pessoa para sua família e outra para seu trabalho. Alguns cidadãos possuem uma personalidade específica para o trânsito, quase sempre a pior. E quando bebe? E quando está tranquilo na praia? Esse amplo concílio de ”vocês” é, somado, o eu indivisível e profundo que você chamaria de “eu”? A internet facilitou mais camadas possíveis de recortes aleatórios de marketing pessoal. Apesar de sempre ter sido um desafio, “conhece a ti mesmo” do Templo de Apolo em Delfos virou uma jornada épica. A frase melhor de hoje: “Fora seu Instagram, você está bem?”.

Vejo o vídeo de uma senhora berrando em uma manifestação. Seu discurso é de ódio puro, catártico, furibundo e agressivo. Imagino-a chegando em casa, retirando a camiseta, tomando um banho e brincando com os netinhos ou com o gato enrolado aos seus pés. Volta a ser vovó, dona de receitas e de afagos, em tudo distante daquela pessoa que, há pouco, seria capaz de invadir a Polônia com seu panzer. Onde está a mentira? Na dona do bichano ou na manifestante? Duas antíteses ou mais um “estranho caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde”?

O cachimbo deforma a boca; as camadas constroem identidades. Sou eu e minhas circunstâncias, como queria Filipe II e Ortega YGasset. Na circunstância atual, querida leitora e estimado leitor, você seria alguém com esperança?

*** LEANDRO KARNAL

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

TRANSTORNO DA INFELICIDADE

A depressão é um distúrbio carregado de tabus que prejudicam a recuperação dos pacientes

A depressão é uma das doenças que mais atinge a população mundial atualmente. Dados de 2015 apontam que o suicídio, uma consequência mais grave do desenvolvimento do distúrbio, foi a segunda maior causa de morte entre os jovens na faixa etária de 15 a 29 anos. A estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que até 2025 esse será o segundo transtorno mais incapacitante do mundo. Mesmo assim, poucas pessoas falam do assunto, que é tratado como tabu ou taxado apenas como uma tristeza passageira.

TRISTEZA X DEPRESSÃO

Perder um ente querido, experienciar o fim de um relacionamento ou a morte de um animal em extinção pode gerar sentimentos ruins que duram um longo período. Contudo, a infelicidade é   uma emoção passageira, ou seja, com o tempo, a pessoa se recupera e volta a sentir alegria no dia a dia. A depressão, no entanto, “é uma tristeza muito mais profunda e recorrente, com sintomas mais marcantes. Além disso, o distúrbio não precisa, necessariamente ter um motivo para aparecer”, explica a psicóloga Lizandra Arita.

O transtorno também pode surgir decorrente de um acontecimento pessoal dos mesmos modos que a tristeza intensa, mas a depressão vem somada com traumas do passado. Além disso, pode ser causada por alterações fisiológicas e hormonais, como problemas na tireoide e o pós-parto, além do aspecto genético. O distúrbio é considerado uma doença que deve ser diagnosticada e tratada, enquanto a infelicidade “faz parte da vida, aliás, é um dos sentimentos básicos do ser  humano, junto com a alegria, o medo e a raiva”, esclarece Lizandra.

DISFUNÇÃO CEREBRAL

Para a neurociência a depressão é causada pelo mau funcionamento dos neurotransmissores – substâncias que comunicam as áreas do órgão ao ativarem as células neurais –  responsáveis pela regulação do  humor e motivação. “Uma das hipóteses mais aceitas é de que os sistemas monoaminérgicos não funcionam adequadamente. Estes são compostos por neurônios que contêm neurotransmissores como noradrenalina e serotonina, que, junto com a acetilcolina, exercem efeitos na modulação e integração sobre outras ações envolvidas na regulação da atividade psicomotora, apetite, sono e do humor”, explica a neurologista Vanessa Muller.

Além disso, outras desregulações podem estar presentes nos sintomas depressivos, como a deficiência da dopamina – neurotransmissor responsável pela motivação –  e a diminuição do hipocampo, região que regula as emoções. A consequência dessas disfunções são: falta de interesse em atividades que geram prazer, insônia ou sono excessivo, baixos níveis de energia e autoestima, pouca concentração e pensamentos suicidas.

IDENTIFICANDO E CURANDO

Para diagnosticar a doença é preciso passar por uma avaliação clínica com um psicólogo ou psiquiatra. Assim, os profissionais podem encaminhar o paciente para um tratamento mais adequado dependendo do grau de depressão que o indivíduo apresenta. O tratamento pode abranger desde uma psicoterapia para níveis mais leves, até medicamentos antidepressivos para quadros mais avançados.

O papel dos amigos e familiares de uma pessoa depressiva é importante no momento do diagnóstico e tratamento, da doença. O primeiro passo é entender o transtorno e não desdenhar da dor do outro como algo sem motivo ou relevância. Assim, o círculo social pode ajudar o paciente a manter a rotina de medicamentos e presença nas sessões com o médico responsável, bem como propor novas atividades benéficas para a saúde física e mental.

CONSEQUÊNCIA DA DEPRESSÃO

A grande maioria dos casos de suicídio é causado por quadros depressivos avançados, segundo um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2015, a cada 40 segundos uma pessoa tira sua própria vida no mundo. No Brasil, são estimados 32 casos por dia, ou seja, uma morte a cada 45 minutos. Além disso, essa é a segunda forma de óbito entre os jovens entre 15 a 29 anos. Apesar do alto índice de falecimento, 80% dos depressivos dão sinais ou, até mesmo, falam abertamente sobre seus planos antes de cometer o ato. Contudo, o assunto ainda é tratado como tabu pela sociedade.

Reconhecer os indícios é o primeiro passo para ajudar uma pessoa a evitar o suicídio. Por isso, fique atento em comportamentos como: mudança de hábito, isolamento social, marcas de automutilação pelo corpo – muito comum em adolescentes depressivos -, autocrítico, atitudes autodepreciativas, melhora súbita – quando uma pessoa depressiva aparenta uma recuperação surpreendentemente rápida a fim de ficar sozinho – e frases sugestivas, por exemplo, “a vida não vale a pena”, ou explícitas, como “não aguento mais, quero morrer”. Se detectar essas ações em um parente ou amigo, ajude-o a procurar um especialista e ofereça atenção para ouvir o que tem a dizer. Se você se enquadra nos aspectos listados, o Centro de Valorização da Vida (CVV) tem suportes como ligação gratuita no número 141 e chat pelo sitehttp://www.cvv.org.br paraatender pessoas que precisam conversar a qualquer momento.

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