POESIA CANTADA

DIA A DIA, LADO A LADO

TULIPA RUIZ

DIA A DIA, LADO A LADO

COMPOSIÇÃO: GUSTAVO RUIZ / MARCELO JENECI / TULIPA RUIZ.

Eu sonhei que estava exatamente aqui, olhando pra você
Olhando pra você exatamente aqui
Cê não sabe, mas eu tava exatamente aqui, olhando pra você
Olhando pra você exatamente aqui

Pronto para despertar
Perto mesmo de explodir
Parto para não voltar
Pranto para estancar
Tanto para acordar
Tonto de tanto te ver
Perto mesmo de explodir
Prestes a saber por quê

Por que um raio cai?
Por que o sol se vai?
Se a nuvem vem também
Por que você não vem?

É que eu sonhei que estava exatamente aqui, olhando pra você
Olhando pra você exatamente aqui
Cê não sabe, mas eu tava exatamente aqui, olhando pra você
Cê não sabe, mas eu tava exatamente aqui

Pronto para despertar
Perto mesmo de explodir
Parto para não voltar
Pranto para estancar
Tanto para acordar
Tonto de tanto te ver
Perto mesmo de explodir
Prestes a saber por quê

Por que um raio cai?
Por que o sol se vai?
Se a nuvem vem também
Por que você não vem?

Nada a ver ficar assim sonhando separado
Se no fundo a gente quer o dia a dia, lado a lado
Eu não vou deixar você com esse medo de se aproximar
Pra ter um fim toda história um dia tem que começar

Então me diz por que um raio cai?
Por que que o sol se vai?
Se a nuvem vem também
Por que você não vem?

É natural que seja assim você aí e eu aqui exatamente aqui
É natural que seja assim você aí e eu aqui exatamente aqui
É natural que seja assim você aí e eu aqui exatamente aqui

OUTROS OLHARES

CONTEÚDOS ACELERADOS VIRAM TENDÊNCIA NA INTERNET EM SOCIEDADE COM PRESSA

Sem tempo. Plataformas digitais como WhatsApp e Netflix aderem a ferramentas para aumentar a velocidade de reprodução de áudios e vídeos; para especialistas, fenômeno está relacionado ao excesso de informações que circulam hoje no mundo virtual

Hoje, é possível passar um dia inteiro na internet em ritmo acelerado: as principais plataformas digitais já têm ferramentas para aumentar a velocidade de reprodução dos conteúdos. No YouTube, é possível assistir a um vídeo inteiro na metade do tempo. No WhatsApp, você também pode ouvir um áudio até duas vezes mais rápido. O efeito atinge até produções culturais, com opções para ver um documentário na Netflix acelerado em 50% ou ouvir um podcast no Spotify até 3,5 vezes mais rápido.

Para muitas pessoas, acelerar é o único jeito de consumir conteúdos em uma internet cada vez mais abarrotada de informações. A contadora Heloisa Motoki, de 43 anos, está acostumada com essa forma de usar a web: ela acelera tanto os áudios de amigos no WhatsApp (recurso que chegou a todos os usuários do app em maio passado) quanto vídeos no YouTube – por lá, ela costuma acompanhar treinamentos para o trabalho e receitas de culinária.

Dessa forma, diz ela, a “aula” fica mais curta, mas o conteúdo é absorvido da mesma forma. Para Heloisa, a exceção é na hora de ouvir músicas, que ficam na velocidade normal para degustar o ritmo do artista.

“A nossa mente se acostuma com a rapidez e, com isso, ganho tepo”, explica ela, cuja filha, de 16 anos, também adotou essa agilidade no YouTube para assistir a anime. “Eu faço muita coisa, recebo muitas mensagens e, com a pandemia, tudo foi para o online. Se eu não acelerar, não dou conta com o pouco tempo que me resta.”

É comum navegar pelo YouTube, por exemplo, e ler comentários de usuários dizendo que determinada música fica mais “animada” em velocidade 75% mais rápida. Há também casos em que espectadores de plataformas de streaming “apertam o passo” no ritmo da série para pular momentos considerados maçantes – a Netflix implementou a ferramenta de aceleração em julho do ano passado.

Não é possível dizer se são esses recursos que nos deixam mais acelerados ou se são as pessoas que exigem soluções que ajudem a superar essas dores. Para especialistas, o ponto central da discussão são as consequências de toda essa pressa.

A psicóloga Andrea Jotta, pesquisadora do Janus, o Laboratório de Estudos de Psicologia e Tecnologias da Informação e Comunicação, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, afirma que a tecnologia acompanha o uso das pessoas, que têm a autonomia sobre como vão utilizar essas ferramentas no dia a dia. “A aceleração de qualquer conteúdo vem por causa do excesso de informações”, aponta, citando que a pandemia potencializou esse cenário. “Não é possível consumir tudo o que está na internet, e não é nem saudável buscar esse conhecimento cedo. Por isso, todos nós temos de fazer escolhas.”

Andrea dá um exemplo: uma série de streaming é criada para reter a atenção do espectador, seja por truques de roteiro, seja por poderosos algoritmos de recomendação que mantêm o usuário na plataforma. O usuário pode escolher entre consumir aquilo da maneira que foi planejado, acelerar o tempo, pular episódios ou abandonar. Em todas, a decisão cabe ao indivíduo e as ferramentas estão ali para serem utilizadas ou não, diz Andrea: “É preciso fazer o consumo saudável da internet, sem extrapolar limites.”

RELAÇÕES

 Ainda não há detalhes científicos sobre o impacto dessa aceleração no psicológico das pessoas. Contudo, há quem já esteja sentindo efeitos dessas ferramentas.

Para a advogada Thaís Vargas Binicheski, de 26 anos, que aumenta a velocidade dos áudios recebidos no WhatsApp para ganhar tempo no trabalho, a vida “offline” está parecendo mais agitada também – ela tem notado que as pessoas estão falando mais rápido depois de acostumarem a ouvir com tanta rapidez. “Conversando com amigos, eles me disseram que também têm essa sensação. É um reflexo dessa ferramenta”, diz. Na visão da professora de jornalismo Michelle Prazeres, da Faculdade Cásper Líbero e criadora do movimento “Desacelera SP”, as grandes empresas de tecnologia, como o Facebook (dono do WhatsApp) e o Google (do YouTube), se aproveitam dessa sensação “latente” de urgência na sociedade para implementar esses recursos, solucionando dores que partem dos usuários, soterrados de mensagens recebidas e conteúdos recomendados.

“Ao mesmo tempo, esses aceleradores são vistos como livre-arbítrio, mas as pessoas se entregam ao imperativo desta época, em que a velocidade é uma violência”, afirma Michelle, esclarecendo que o uso dessas ferramentas não pode ser criticado de forma unilateral porque pode trazer benefícios individuais, como em situações de emergência. “Mas, do ponto de vista coletivo, daqui a um tempo, isso terá reverberações no jeito que as pessoas conversam não só no âmbito da tecnologia, mas das relações humanas.”

Michelle levanta o ponto de que essas ferramentas podem “desumanizar” as relações. Um exemplo é uma conversa entre amigos, que, ao usar o áudio acelerado, alteram a entonação da voz e eliminam pausas dramáticas ou hesitações.

“Em uma obra artística como uma série de televisão, o artista pensou a duração daquilo sob determinado ritmo. E isso também faz parte da arte. Se você pega a temporalidade e acelera, você descaracteriza o produto e desumaniza”, explica.

Apesar desse cenário de urgência sentido pela sociedade, o professor Fábio Mariano Borges, da Escola superior de Propaganda e Marketing, acredita que essas ferramentas não vão tornar a experiência de filmes de longa duração ou grandes obras literárias: ” Hoje, ter síntese é o futuro, apesar de termos sido educados para sermos prolixos. Mas não dá para falar que o mundo vai abolir tudo o que for demorado. Vai haver espaço para aquilo que se justifica e que tem sua importância.”

PLATAFORMAS ACELERAM, MAS HÁ COMO IR MAIS DEVAGAR

Em tempos em que WhatsApp, Netflix, YouTube e Spotify deixam acelerar a velocidade de conteúdos, entender como se relacionar com essas ferramentas pode aliviar um pouco a sensação de “correria” no cotidiano digital – há caminhos para reduzir o excesso de informações recebidas diariamente.

Algumas dicas podem ser úteis para entender como dar um respiro na vida digital. O primeiro passo é simples: esses recursos de aceleração não são obrigatórios nas plataformas digitais e podem ser acionados somente a pedido do usuário. Ou seja, existe livre arbítrio.

Outro ponto é analisar a compreensão. Economizar tempo ouvindo um áudio em velocidade dobrada, mas perder metade do entendimento do conteúdo, pode indicar que a ferramenta não é a melhor para o momento. A dica é usá-la quando você estiver, de fato, com pressa.

“O problema é transformar o uso ocasional em hábito”, explica a psicóloga Andrea Jocca, pesquisadora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Vale também entender como a ferramenta impacta a percepção do indivíduo na vida “offline”. “E problemático trazer esse comportamento para a vida ‘real’. Começar a achar as coisas e as pessoas mais lentas é um sinal que exige atenção”, completa a psicóloga.

Em seguida, especialistas recomendam um exercício de autoconhecimento para entender se você é um “escravo” ou não das tecnologias. Aqui, a pergunta deve sempre ser: você consegue dizer não a esses recursos? Consegue assistir a um vídeo em velocidade normal?

“A pessoa precisa perceber a própria relação com a tecnologia. Se essa situação de aceleração e de dependência está relacionada ao trabalho e o indivíduo consegue se distanciar, está tudo bem”, explica Michelle

Prazeres, professora de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero e criadora do movimento “Desacelera SP”. O problema é não conseguir criar barreiras em momentos de lazer e estar sempre “apressado”.

A solução para alguns é “ir devagar”, um dos mantras do chamado movimento Slow Web, que segue a máxima de que a internet precisa ser consumida aos poucos. Assim como outros estilos “slow” (na moda e na alimentação, por exemplo), a ideia é não sair vendo tudo o que buscas e redes sociais oferecem de informação.

Uma das dicas do Slow Web é experimentar passar um tempo sem ver notificações e sem checar redes sociais – apenas concentrado naquilo em que você está fazendo, como ver uma série de televisão. É claro, consumir vídeos e áudios acelerados não entram nesse manual.

Em resumo, a percepção depende de cada pessoa. “O que temos visto é que, como todo novo fenômeno, vamos ter várias visões. Vamos ter pessoas que vão achar um absurdo e outras que vão achar normal, como se fosse uma evolução do nosso comportamento digital”, conclui Andrea.

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE SABEDORIA PARA A ALMA

DIA 08 DE SETEMBRO

PETISCOS DELICIOSOS, MAS PERIGOSOS

As palavras do maldizente são doces bocados que descem para o mais interior do ventre (Provérbios 18.8).

O ser humano tem uma atração quase irresistível por comentários maliciosos. Boas notícias não vendem jornais. Os noticiários que comentam algum escândalo ou trazem à tona notícias comprometedoras de alguma pessoa pública geram enorme interesse na população. Os mexericos parecem deliciosos ao nosso paladar. Como gostamos de saboreá-los! As palavras do caluniador são como petiscos deliciosos; descem até o íntimo do homem. Há pessoas que se regalam em ouvir notícias más acerca do seu próximo. Sentem imenso prazer em saber do fracasso dos outros. Olham a queda do próximo como uma espécie de compensação. Comparam-se com aqueles que tropeçam e sentem-se muito bem por não estarem na mesma situação de desgraça. Esses aperitivos podem ser doces ao paladar. Podem descer até o mais interior do ventre, mas não são nutritivos. Fazem muito mal à saúde física, mental e espiritual. Saborear a desgraça alheia é um estado de profunda degradação espiritual. É o degrau mais baixo do aviltamento humano. É sinal de decadência dos valores morais, atestado de insensatez e prova inegável de entorpecimento espiritual.

GESTÃO E CARREIRA

COMO O COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR FOI AFETADO PELA PANDEMIA?

A pandemia mudou efetivamente muitas dinâmicas em vários setores, mas a maneira como as pessoas se relacionam, com certeza, foi uma das mais afetadas

A forma de se adquirir produtos ou serviços foi repensada, e muitas empresas correram para acelerar o processo de transformação digital, não ficar para trás, e diminuir o impacto na sua renda.

Entretanto, não foram apenas as empresas que tiveram que se adaptar a essa nova realidade: o comportamento do consumi- dor também foi moldado por ela.

“As pessoas já haviam tido uma mudança de comportamento grande lá atrás, muita gente já tinha abandonado a telefonia e migrado para o chat como canal principal de comunicação.

Com o advento da pandemia, as pessoas se viram obrigadas a aderir ao isolamento social, por segurança, e isso mudou o modo como as pessoas se relacionam com outras pessoas e, consequentemente, a maneira como as pessoas compram”, explica Mauricio Trezub, CEO da OmniChat, startup líder no segmento de implantação de chat-commerce.

Uma pesquisa realizada pela Think With Google mostrou que 40% dos consumidores começaram a comprar mais em comércios locais desde o início do isolamento social. Outra pesquisa, do IBOPE, mostrou que 87,5% das empresas no Brasil aceleraram projetos de transformação digital, 92% estão reinventando seu modelo de negócio por conta da pandemia e que 56% dos entrevistados acreditam que a situação incentivou o uso da tecnologia no dia a dia.

“O desafio nesse momento foi entender que apesar do digital ter crescido e muito, o consumidor está buscando cada vez mais um atendimento personalizado e humano. Eu brinco que o WhatsApp é o sistema operacional do brasileiro, e quando uma pessoa entra em contato com a sua empresa usando um canal de mensagens, ela espera um tratamento diferenciado. Só no Brasil são 120 milhões de pessoas no WhatsApp, tornando o chat-commerce um serviço com muito potencial para ser explorado”, diz o CEO.

Atualmente, a sociedade tem uma aderência cada vez maior pelas compras online, isso foi moldado pela pandemia, que limitou as oportunidades de aquisição de muitos produtos considerados não essenciais. O faturamento do comércio online no Brasil teve um crescimento de 122% no acumulado do ano (janeiro a novembro de 2020), em relação ao mesmo período do ano de 2019. Neste caso, movimentou cerca de R$115,3 bilhões, segundo o indicador de e-commerce da empresa Neotrust e da Câmara Brasileira da Economia Digital.

Os dados não mentem, pelo menos é isso o que mostra uma pesquisa realizada pelo Facebook, que apontou que 70% das experiências de compras são afetadas pela forma como o consumidor sente que está sendo tratado, e que 68% dos clientes desistem de uma empresa por se sentirem negligenciados em um atendimento.

A jornada do consumidor virou digital, e as marcas precisam se atentar na criação de estratégias para esse novo modelo. “Um consumidor que vai atrás de uma empresa no WhatsApp não espera ter o mesmo atendimento de ir sozinho no e-commerce da marca. Quando você conecta essa pessoa com o vendedor da sua loja, ele espera que o atendimento seja o mais detalhado possível. É uma outra dinamicidade, um desafio mais complexo”, pensa Mauricio.

Para aquelas pessoas que já fizeram com- pras por chat e compararam com outros canais de e-commerce, existe um senti- mento de maior confiança com a marca, além de acharem o tempo de resposta mais rápido, atendimento melhor e respostas mais honestas, diz a pesquisa “Facebook Seasonal Holiday Study”.

“Neste momento, é cada vez mais nítido que as empresas que não se adaptarem às novas demandas por parte de seus consumidores ficarão para trás e terão dificuldade em trazer uma experiência de compra adequada a essa nova expectativa que foi criada pela pandemia”, finaliza Trezub.

FONTE E MAIS INFORMAÇÕES: https://www.omni.chat/.

EU ACHO …

A CLAREZA DO DISCURSO

Um elogio aos profissionais que traduzem as complexidades

Admiro as pessoas que, sendo mestres em seus ofícios, conseguem transmitir seus complexos conhecimentos a leigos. Não há nada de trivial na simplicidade. Ao contrário, deve dar um trabalho danado traduzir a essência de uma mensagem em linguagem amigável, sem abrir mão do conteúdo, nem resvalar na superficialidade que pouco acrescenta à compreensão do que está em jogo. Alguns médicos se encaixam nesse perfil. Certa vez, quando embarquei numa dieta pobre em carne vermelha, apresentei sinais de deficiência de ferro. O médico e amigo, o doutor João Toniolo, poderia ter se exibido com expressões tão científicas quanto obscuras. Em vez disso, fez uma comparação feliz. Os nutrientes do corpo humano, ele enumerou, estão como que dispostos em três lugares de uma mercearia: no balcão, na prateleira e no estoque. E concluiu: um produto desaparece primeiro do balcão para depois sumir da prateleira e, finalmente, do estoque. Gosto de pensar que o médico pensou a metáfora especialmente para mim, considerando minha memória afetiva com o varejo. De qualquer maneira, a verdade é que desde então pensei em como os nutrientes do meu corpo estariam espalhados no meu empório corporal.

Outro caso inesquecível envolveu um prosaico Bubbaloo, o colorido e inocente chiclete que tanto apela às crianças. Como o armazém, ele também serve como metáfora. Numa consulta por causa de uma queixa relacionada à minha coluna, o médico deixou de lado o palavreado técnico e resolveu simplificar a explicação. As articulações das vértebras da nossa coluna, ele disse, lembram aquela goma de mascar em formato de almofadinha com uni liquido dentro. Quando o chiclete racha, o recheio vaza –  e vêm daí o prazer fugaz da molecada e a preocupação do adulto com alguma dor nas costas. Desde esse dia foi impossível voltar a caminhar ou pegar peso sem pensar nos Bubbaloos.

A comunicação, como se sabe, não é aquilo que você fala ou escreve. É o que o outro entende. De que adianta a melhor explicação do mundo, se colocada em termos que vão deixar o interlocutor boiando? O jargão profissional serve, no mais das vezes, para valorizar quem dele lança mão tentando projetar a imagem de depositário de um conhecimento profundo e inacessível. Pois esse, arrisco afirmar, não é o profissional mais brilhante. O bom médico, o bom engenheiro, na minha percepção, é aquele que não tem medo de compartilhar seu saber, e o faz de maneira criativa.

Não é de hoje que se sabe da eficiência da mensagem indireta. Jesus Cristo, que transmitia ensinamentos por parábolas, usava o recurso com grande propriedade, tanto que até hoje elas ainda povoam o imaginário popular. Tive excelentes professores de humanidades, desde o Colégio Assunção. Mas confesso que, sem as imagens adequadas na época, não sabia para que serviam os conceitos de seno, cosseno e outros tantos. Mas as escolas mudaram. Conversando com minha neta Valentina, percebi sua admiração pelo estilo de alguns de seus professores, que ensinam traduzindo as matérias. Médicos, professores, líderes empresariais, qualquer um capaz de dominar essa arte sempre terá seu público na palma da mão.

*** LUCÌLIA DINIZ

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

MULHERES RELATAM MUDANÇA NO CICLO PÓS-COVID

Alterações na menstruação são variadas, e a ciência ainda não oferece explicação; para especialistas, podem estar associadas a estresse emocional ou físico, causado por excesso de medicamentos e perda de peso

Nos grupos de Facebook em que se discutem os sintomas persistentes da Covid-19, frequentemente há mulheres relatando mudanças no ciclo menstrual. Os casos são dos mais variados: tem quem diga que está há meses sem menstruar; quem afirme que o fluxo está bem maior do que costumava ser; e até quem reclame sobre a duração do sangramento, variando entre períodos mais curtos e prolongados. Mas, afinal, o que se sabe sobre o impacto da pandemia na menstruação? Por enquanto, muito pouco, segundo Márcia Gaspar Nunes, ginecologista e perceptora da disciplina Ginecologia Endocrinológica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ela afirma que há apenas um estudo, e feito com um número pequeno de mulheres, em que se constatou não haver alteração hormonal. Mas a principal hipótese levantada por especialistas é que pode ter a ver com o estresse, diz Gaspar Nunes.

“Os casos mais leves podem estar associados a um estresse emocional. O medo de evoluir para um quadro mais grave, de ter uma sequela tardia, tudo isso causa um estresse que pode gerar mudanças nos neurotransmissores que ajudam a controlar a produção de hormônios”, explica a médica.

A psicóloga Marcelle Valva do Carmo Prota, de 35 anos, é exemplo disso. Ela contraiu a Covid-19 junto com a avó, de 86 anos, que precisou ser internada e não resistiu.

“Foi um nível de estresse muito alto, eu fiquei solada com ela no hospital por um mês. Foram três dias no Centro de Terapia Intensiva (CTI), depois ela foi para o quarto, chegou a apresentar melhora, mas acabou morrendo. E eu nesse tempo todo não tive o repouso necessário. Vivi um momento de muito estresse e além de tudo estava preocupada com o meu marido, que também se infectou”, conta a psicóloga.

Desde janeiro, quando recebeu o diagnóstico positivo, ela diz que seu ciclo tem sido irregular. Há mês em que dura dois dias. Outros, quatro.

“Um mês vem muito, no outro quase nada. Eu tinha um ciclo muito certo. Apesar de não tomar nenhum remédio, vinha na data certinha. Agora está totalmente desregulado”, diz Marcelle.

‘PODE SER TUDO’

Ginecologista, obstetra e vice-presidente do Hospital Albert Einstein, Eduardo Zlotnik explica que muitos fatores podem influenciar o ciclo menstrual:

“Há um número importante de mulheres se queixando de mudanças na menstruação após a Covid. Mas o que pode influenciar o ciclo? Tudo. Há um impacto se, por exemplo, você ia andando para o trabalho e agora fica parado no home office. Ou mesmo se a dieta mudou, e em casa você está comendo melhor, mas ingerindo mais gordura, que retém o hormônio feminino. Sem contar o estresse e a ansiedade. São fatores que, pequenos e somados, acabam mudando o ciclo. E tudo isso quem regula é a cabeça, e fica bem perto de onde temos os sentimentos”, afirma Zlotnik.

A professora Cristiana Moreira, de 48 anos, passou 57 dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Nesse meio­ tempo, a educadora pegou duas bactérias, precisou fazer hemodiálise e teve um pequeno Acidente Vascular Cerebral (AVC). Desde o dia 15 de maio, quando voltou para casa, ela não menstruou uma só vez.

“Foi um processo muito estressante e doloroso. Eram muitas medicações, tiravam sangue constantemente, tanto que meu braço ainda está roxo. Desde que voltei do hospital, não estou menstruando mais. Foi uma das sequelas que fiquei, além da tontura constante e a dificuldade de andar. Os exames de sangue indicaram anemia e baixo hormônio, mas a minha ginecologista decidiu não passar medicamentos. Por enquanto, vamos dar um tempo para o meu organismo  voltar ao normal”, conta Cristiana.

De acordo com Márcia Gaspar Nunes, casos graves como o de Cristiana, além do estresse emocional, também geram um estresse físico para o organismo.

“Muita dose de corticoide, perda de peso, tudo isso pode gerar um estresse físico muito grande e alterar o equilíbrio do eixo reprodutivo, responsável pela produção dos hormônios que atuam sobre os ovários”, explica a ginecologista.

SOLUÇÃO ESPONTÂNEA

Na maioria dos pacientes, as alterações no ciclo se resolvem de  forma espontânea, sem precisar de intervenção, diz Gaspar Nunes. Isso porque geralmente o estresse das pacientes – físico ou psicológico – se resolve com o tempo. As alterações podem se tornar um problema caso a situação se torne crônica.

A dona de casa Mirela Silva, de 42 anos, teve Covid-19 no começo de abril e até hoje também não menstruou. Os exames feitos recentemente mostram que não há alterações, mas ela conta que tem sido difícil passar pela situação:

“Já passei por alguns médicos e fui diagnosticada com ansiedade e síndrome do pânico. Minha menstruação não desceu ainda, já fiz exames e deu tudo normal. Ainda fico muito assustada, por isso fiquei ansiosa e estou me tratando”, relatou.

Gaspar Nunes afirma que é preciso ficar atenta a alguns sinais, como sangramento exagerado ou intervalos muito longos. Tudo isso, segundo ela, deve ser uma preocupação, e por isso é recomendado procurar um médico.

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