OUTROS OLHARES

GÊMEOS ENTRE O CÉU E A TERRA

A NASA fez uma experiência com dois irmãos idênticos: um foi para o espaço, o outro ficou na Terra. Depois de quase um ano, observaram-se diferenças surpreendentes entre eles.

Gêmeos entre o céu e a terra

“A imaginação é mais importante que o conhecimento. Pois o conhecimento é limitado, enquanto a imaginação abraça o mundo.” A máxima do físico alemão Albert Einstein (1879-1955) pode ser aplicada, sem esforço, para descrevera própria genialidade. Afinal, suas teorias eram de tal modo criativas, inusitadas, desconcertantes que, na impossibilidade de então comprová-las na prática, ele recorria a alegorias para torná-las compreensíveis – os famosos Gedankenexperiment. Tome-se o caso da Teoria da Relatividade, que, entre outras conclusões, trouxe a ideia de que tempo e espaço fazem parte da mesma equação, são flexíveis e também – com o perdão da redundância – relativos. Uma das formas utilizadas por Einstein para ilustrar o conceito foi o Paradoxo dos Gêmeos. Nele, imaginam­se gêmeos idênticos na seguinte situação: um é enviado ao cosmo, viajando próximo da velocidade da luz, enquanto o outro fica na Terra. O que aconteceria a ambos? Pela distorção do espaço­ tempo, o gêmeo cosmonauta envelheceria bem menos. Pois bem: no último dia 11, a Nasa divulgou, na revista científica americana Science, um estudo que lembra o Paradoxo dos Gêmeos.

Os personagens, agora reais, do experimento foram os americanos Mark e Scott Kelly, gêmeos idênticos nascidos em 21 de fevereiro de 1964, cinco anos antes de Neil Armstrong tornar-se o primeiro homem a pisar na Lua. Os irmãos cresceram no Estado de Nova Jérsey, ambos com o sonho de aventurar-se no espaço – como Armstrong. Formaram-se em engenharia, ingressaram na Aeronáutica e, após missões militares, candidataram-se ao trabalho na Nasa, sendo aprovados no mesmo ano, 1996, para a carreira de astronauta. Mark, porém, aposentou-se precocemente, em 2011, devido a uma tragédia: sua mulher, a deputada democrata Gabrielle Giffords, foi alvo de um atentado sórdido, e ele largou tudo para se dedicar ao seu restabelecimento. Scott, entretanto, continuou na profissão. Os caminhos diferentes seguidos por eles a partir daí deram abertura para uma experiência inédita, realizada entre 2015 e 2016: enviar ao cosmo um gêmeo (Scott) enquanto seu irmão (Mark) ficava por aqui, na Terra. Assim, Scott foi para a Estação Espacial Internacional e permaneceu lá durante 340 dias (um recorde para um astronauta da Nasa) enquanto Mark continuou sua vida normal no planeta. Cientistas de doze universidades americanas debruçaram-se sobre os resultados do estudo Em comparação com o corpo de Mark, o de Scott experimentou um grande número de mudanças em razão de sua permanência no espaço. Seu sistema imunológico produziu novos mecanismos de defesa e ele ganhou 5 centímetros de altura. No entanto, seu desempenho físico decaiu – mesmo com a exigência de duas horas de exercícios diários na estação espacial, enquanto Mark não seguia uma rotina similar e tinha uma dieta irregular. Em decorrência da falta de gravidade na estação espacial, Scott teve o organismo fragilizado: partes do globo ocular inflamaram-se, os ossos se tornaram 10% mais finos e músculos se atrofiaram. Já seu cérebro demonstrou boa performance: Scott levou vantagem em testes de atenção em relação a Mark.

Na pesquisa, detectaram-se ainda alterações nos genes. Uma delas, de teor surpreendente: houve um prolongamento dos telômeros, partes do DNA que protegem o organismo do envelhecimento. No espaço, esses trechos se alongaram, o que retardou a deterioração do corpo. Diferentemente do que prevê o Paradoxo dos Gêmeos na hipótese criada por Einstein, isso não ocorreu por causa de alguma distorção no espaço-tempo – Scott, claro, não viajou à velocidade da luz -, e sim por prováveis efeitos da radiação dos raios cósmicos. “Mesmo depois de estar aqui por quase um ano, não me sinto normal”, declarou Scott em 2017, após seu retorno ao solo terrestre. O corpo do astronauta começou a se adaptar ao planeta cerca de um mês depois do regresso – lentamente. Durante algum tempo, Scott relatou, por exemplo, que sentia as “pernas bambas, as juntas doendo e a pele queimando”. “O fato de que Scott e Mark são gêmeos idênticos realmente eliminou alternativas do motivo de terem surgido diferenças entre os organismos deles no período da experiência”, afirma a bióloga Susan Bailey, da Universidade do Colorado, que participou do estudo. ”Podemos dizer que as alterações em Scott se deram em razão do voo espacial, “completa ela.

Desde o início da exploração espacial o próprio cosmo serve de principal laboratório para a preparação das missões. Em 1967, os soviéticos puseram em órbita a primeira nave Soyuz tripulada, na tentativa de descobrir se seria possível realizar o que hoje é um feito corriqueiro: acoplar a nave a outro módulo em pleno espaço. O experimento culminou em tragédia: ao entrar na atmosfera, o paraquedas da nave não se abriu e ela se chocou contra o solo, matando o cosmonauta Vladimir Komarov. Contudo, somente porque houve tentativas como essa – e outras, bem-sucedidas – é que hoje se tem o conhecimento necessário para realizar missões regulares em direção à estação espacial.

Um dos principais objetivos da pesquisa com os gêmeos foi fornecer informações que possam ajudar outros astronautas. Para combater, por exemplo, a deterioração de ossos e músculos, podem ser desenvolvidos exercícios físicos e até mesmo medicamentos capazes de reduzir tais efeitos provocados por uma eventual longa estada fora de órbita. Já as transformações genéticas e do sistema imunológico podem vir a orientar quais tipos de vacina devem ser tomados antes do embarque para uma jornada nas estrelas.

Para além dessa proposta de buscar mitigar efeitos físicos da permanência no cosmo, será     preciso atentar ainda para as consequências psíquicas decorrentes de viagens dessa natureza. No fim do primeiro dia de exploração da Lua, o astronauta americano James Irwin (1930 – 1991), por exemplo, integrante da Apollo 15, avisou no rádio de comunicações que estaria tendo visões epifânicas enquanto caminhava no satélite (ele foi o oitavo homem a realizar tal proeza). Ao retornar à Terra, em 1971, Irwin pôs de lado a ciência e se dedicou a fundar uma seita, que tentou encontrar destroços da Arca de Noé. Preparar os astronautas, física e psiquicamente, para longas estadas sem gravidade será fundamental para o êxito de um dos mais ambiciosos projetos humanos: enviar uma primeira missão tripulada a Marte, algo que a Nasa planeja fazer até os anos 2030.

Gêmeos entre o céu e a terra. 2 

SEM O PESO DO MUNDO

Enquanto Mark Kelly permaneceu na Terra, seu irmão Scott passou 340 dias na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Leia as principais consequências da vivência em órbita.

Gêmeos entre o céu e a terra. 3

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GESTÃO E CARREIRA

UBER CHAMANDO

Empresa que reinventou o conceito de mobilidade fará seu IPO no próximo mês e deve valer (muito) mais que a Ford.

Uber chamando

Há um poderoso dilema pairando sobre o IPO da Uber, que acontecerá no próximo mês. Comprar uma ação significa apostar suas economias em uma empresa que faz receitas de US$ 21,5 mil a cada 60 segundos. Ao mesmo tempo, representa a aposta numa companhia que perdeu o equivalente a US$ 3,4 mil por minuto ao longo de 2018. A startup americana que mudou a definição a respeito de mobilidade no mundo fará a abertura de capital e a projeção é de que levante US$ 10 bilhões, o que será um dos 15 maiores IPOs da história — Alibaba, que fez US$ 21,8 bilhões em 2014, lidera o ranking.

De acordo com a história oficial da Uber, seus dois fundadores , Garrett Camp e Travis Kalanick, não conseguiam um táxi numa manhã de neve em dezembro de 2008, em Paris. Ali decidiram pensar um aplicativo, o UberCab, que seria lançado em São Francisco, EUA, quatro meses depois. De início, era para chamar carros de luxo. A primeira corrida foi feita em julho de 2009. Em dezembro de 2011, ao internacionalizar a operação e estrear em Paris, mudou o modo como pensamos a mobilidade.

O IPO da Uber contém esse componente inescapável. Uma empresa disruptiva de um lado, mas deficitária do outro. Espécie de Dr. Jekyll e Mr. Hyde da tecnologia. Seu faturamento anual foi de US$ 11,3 bilhões em 2018, 43% acima do ano anterior. Suas despesas, porém, somaram US$ 14,3 bilhões, 19% mais que em 2017. O prejuízo no ano passado bateu US$ 1,8 bilhão (a conta exclui outras despesas com aquisições e/ou vendas de ativos), bem abaixo dos US$ 4 bilhões de 2017. Receita ascendente com despesas e prejuízos descendentes são bom sinal. Mas não no curto prazo. Em carta a investidores, o CEO, Dana Khosrowshahi, não esconde isso. “Não vamos deixar de fazer sacrifícios financeiros de curto prazo quando vemos benefícios claros a longo prazo.”

O paradoxismo também se dá em terreno que envergonha a empresa. Por um lado, ela se tornou uma máquina de empregabilidade a pessoas de diferentes formações. Por outro, vive às voltas com casos de agressão sexual por parte de motoristas, relatos de assédio internamente, práticas de espionagem da concorrência e outros penduricalhos que culminaram, em 2017, com a saída de Kalanick do cargo de CEO.

Para adensar o cenário, a concorrência aumentou. Tanto a local (Lyft) quanto a global (Didi, que no Brasil opera como 99). Esta, aliás, é a maior no segmento, com 550 milhões de usuários e 30 milhões de corridas diárias — a Uber tem 75 milhões de usuários (22 milhões no Brasil, seu segundo maior mercado) e faz 15 milhões de corridas por dia. Concorrentes de peso exigem recursos contínuos. Além disso, os serviços são cada vez mais diversificados. Scooters, aluguel de bikes, carros autônomos, delivery de comida, tudo entra no radar. O que pede mais dinheiro.

Então, por que o IPO da Uber deve se tornar um dos maiores da história? Porque, entre outros motivos, estima-se que seu valor de mercado atinja US$ 100 bilhões. A Ford Motor Company vale um terço disso (US$ 37,1 bilhões), o que não deixa de ser irônico. Fundada em 1903, ela revolucionou a mobilidade ao introduzir, para a produção da série Ford T, a linha de montagem. Aí aparece uma startup 106 anos mais nova, que nem dá dinheiro, e é percebida como três vezes mais valiosa.

OUTROS OLHARES

A CORRIDA PELO COMPUTADOR QUÂNTICO

Tecnologia que deve movimentar US$ 50 bilhões até 2030 traz a premissa de acelerar o avanço da Inteligência Artificial e revolucionar a economia, da agricultura à medicina.

A corrida pelo computador quântico

O padrão de computação com o qual estamos acostumados se baseia no sistema binário. ISSO Significa que em um arquivo de texto (o código base usado em todo tipo de arquivo), cada letra é representada por combinações dos números zero e um. Já na computação quântica, a métrica é infinitamente mais abrangente porque o modelo binário dá lugar a sobreposições sem limite. Assim, os bits quânticos, ou qubits, têm a capacidade de armazenar não só um único texto por arquivo, mas todos os textos possíveis para a mesma quantidade de caracteres — inclusive os textos que ainda nem foram escritos. Está confuso? Então pense na computação atual como a era anterior à invenção da prensa móvel por Gutenberg, no século 15. A computação quântica é tudo o que virá depois. Nela, os computadores serão expressivamente mais rápidos e irão consumir muito menos energia. Parece coisa de ficção científica, e por isso ela desperta uma corrida entre gigantes como IBM, Google, Intel e Microsoft, além de startups como Rigetti ou a canadense D-Wave.

E, evidentemente, não se trata de uma corrida por vaidade pelo pioneirismo. Trata-se de muito dinheiro. É um mercado potencial que deve movimentar, somente nesta fase de testes, ao menos US$ 50 bilhões até 2030, de acordo a consultoria Boston Consulting Group (BCG). A capacidade computacional quântica irá revolucionar todos os setores. Agricultura, energia, finanças, saúde. Nada será como é. O setor farmacêutico, por exemplo, dará um salto, pois a nova tecnologia permite acelerar a criação e os testes de novos medicamentos, já que vai multiplicar a capacidade de prever efeitos que hoje a indústria leva anos para mapear. Tal avanço pode representar US$ 20 bilhões em negócios no setor nos próximos 10 anos.

Outra possível aplicação está no segmento dos algoritmos de busca e aprendizado das máquinas, o que tende a acelerar o desenvolvimento da Inteligência Artificial e da Internet das Coisas. E isso é só o começo. “Esperamos que a computação quântica se desenvolva em direção à maturidade nos próximos 25 anos”, escreve Massimo Russo, sócio do BCG, em relatório. Hoje as grandes empresas de tecnologia ainda testam suas soluções para fornecer ambiente confiável de testes para os clientes. A IBM está um passo à frente da concorrência ao apresentar ao mercado, em janeiro, o Q System One, um dos primeiros computadores quânticos comerciais, com capacidade de 20 qubits.

O Google deu um importante passo para a concepção do seu computador ao anunciar, no começo do mês passado, que desenvolveu em laboratório próprio um novo processador quântico. A Intel e a Microsoft também trabalham para apresentar seus protótipos. Para imaginar a forma dessas máquinas, esqueça toda a referência da imagem de um PC. O computador quântico ocupa o espaço de uma sala, e seu núcleo fica resguardado por uma câmara de vácuo que mantém o ambiente em temperaturas baixíssimas – a 273º Celsius negativos. A utilização dessa plataforma é feita por meio da nuvem. No entanto, as soluções são ainda muito embrionárias.

A capacidade do Q System One, de 20 qubits, é baixa e ainda não possibilita a simulação, por exemplo, do comportamento de moléculas. “Para modelar uma molécula simples de cafeína são necessários 50 qubits”, diz Ulisses Mello, diretor do Laboratório de Pesquisas da IBM Brasil. De acordo com BCG, a tecnologia se encontra hoje em um ponto equivalente ao estágio inicial do aparecimento de computadores binários. “A segunda geração da computação quântica, que vai se desenvolver entre 2028 e 2039, será o período no qual as máquinas alcançarão a capacidade de até 50 qubits”, escreve Russo no relatório da consultoria.

Para atingir esse nível de desenvolvimento, é preciso um esforço coletivo entre setor público, privado e academia. Um dos ambientes de testes mais populares é o IBM Q Experience, que desde 2016 disponibiliza à comunidade um computador quântico de testes com plataforma aberta para que desenvolvedores de universidades e empresas possam aprender a programar na nova linguagem.

“É uma fase importante de aprendizado”, diz Mello. Grandes empresas também usam a iniciativa para estudar soluções a seus negócios. O JP Morgan, maior banco dos Estados Unidos, tem dois grandes objetivos: buscar maneiras de aumentar a segurança de dados e proporcionar maior precisão nas estratégias de investimento. Para a coreana Samsung, interessa produzir chips mais potentes com componentes microeletrônicos e uma nova geração de isolantes de calor. A Exxon Mobil, por sua vez, pretende modelar elementos químicos para tornar os catalisadores mais eficientes e, assim, diminuir a emissão de CO2 na atmosfera. Cerca de 300 empresas e 2.500 universidades de todo o mundo promovem testes na plataforma.

Outras grandes corporações buscam meios alternativos para entender a aplicação da tecnologia nos seus negócios. A Bayer firmou, em novembro do ano passado, parceria com a empresa de tecnologia Atos e com a RWTH Aachen, a maior universidade da tecnologia da Alemanha, para avaliar o uso da computação quântica na pesquisa e análise de padrões de doenças humanas. O esforço não é à toa. Executivos da indústria farmacêutica estimam que a computação quântica pode acelerar o tempo de desenvolvimento de novas drogas em 15% a 20%.

A corrida pelo computador quântico. 2

FINANCIAMENTO PÚBLICO 

A corrida para estar na vanguarda dessa tecnologia não se limita ao setor privado. O governo dos Estados Unidos anunciou, em dezembro do ano passado, que vai disponibilizar US$ 1,2 bilhão para financiar pesquisa quântica no país. A Comissão Europeia desembolsou, em 2016, US$ 1,1 bilhão para o mesmo propósito. Mas a China lidera a corrida ao aportar US$ 10 bilhões para a construção de um laboratório de Ciência da Informação Quântica com previsão para ser inaugurado em 2020. O Brasil ainda não tem uma linha específica de financiamento. “Os países que dominarem antes essa tecnologia terão indústrias mais avançadas com a produção de materiais químicos melhores e maior quantidade de produtos inovadores”, diz Mello, da IBM. A vantagem competitiva será quântica.

GESTÃO E CARREIRA

AS CARÊNCIAS MAIS SENTIDAS PELOS MILENNIALS

Profissionais jovens percebem em si mesmo falta de habilidades relacionadas à inteligência emocional e pensamento crítico.

Carências mais sentidas pelos millenials

Brasileiros jovens entram no mercado de trabalho e se ressentem de um déficit de habilidades fundamentais para a vida profissional. Uma pesquisa recente da empresa de educação online Udemy colheu respostas de mais de mil profissionais com idade entre 21 e 35 anos. Para quase dois terços deles, o que mais faz falta não são conhecimentos técnicos, e sim capacidades que deveriam ser treinadas na escola e na universidade, relacionadas a inteligência emocional, comunicação, gestão do tempo e pensamento crítico – todas fundamentais para a produtividade e para os ambientes de trabalho mais competitivos de hoje. Além das deficiências óbvias em transmissão de conhecimento, o sistema educacional brasileiro falha também no desenvolvimento dessas habilidades, diz Sérgio Agudo, diretor da Udemy no Brasil. O executivo lembra que esse tipo de ponto fraco é hoje considerado problema grave num profissional e pode prejudicar carreiras seriamente. Um quarto dos jovens também se ressentiu de falta de habilidades de liderança, o que é facilmente compreensível em profissionais na primeira metade da carreira. Cerca de 95% dos respondentes consideram que existe uma lacuna de habilidades profissionais no país.

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ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 30: 7-9

Alimento diário

A ORAÇÃO DE AGUR

 

V. 7 a 9 – Depois da confissão e do credo de Agur, aqui temos a sua litania, onde podemos observar:

I – O prefácio à sua oração: Duas coisas te pedi, ó Deus! Antes de orar, é bom considerar o que necessitamos, e quais são as coisas que temos que pedir a Deus. O que o nosso caso exige? O que os nossos corações desejam? O que desejamos que Deus faça por nós? para que não tenhamos que procurar a nossa súplica quando deveríamos estar apresentando-a. Ele implora, “não mas negues, antes que morra”. Na oração, devemos pensar em morrer, e orar de maneira apropriada. “Senhor, dá-me perdão, e paz, e graça, antes que eu morra, antes que eu me vá daqui e não mais exista; pois, se eu não for renovado e santificado antes de morrei; esta obra não será feita depois; se eu não prevalecer na oração antes de morrer, orações posteriores não prevalecerão, Senhor. Não há nada desta sabedoria ou destas obras na sepultura. Não me negues a tua graça, pois, se o fizeres, morrerei, perecerei; se te silenciares comigo, serei como aqueles que descem à cova (Salmos 28.11. “Não me negues, antes que morra”: enquanto eu permanecer na terra dos vivos, deixa-me continuar sob a condução da Tua graça e boa providência.

 

II – A oração propriamente dita. As duas coisas que ele pede são graça suficiente e alimento apropriado.

1. Graça suficiente para a sua alma: “Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa”; livra-me do pecado, de todos os princípios, práticas e sentimentos corruptos, do erro e do engano, que estão no fundo de todos os pecados, do amor ao mundo e das coisas do mundo, que são apenas vaidade e mentira. Alguns entendem que esta é uma oração que pede o perdão do pecado, pois quando Deus perdoa o pecado, Ele o remove. Ou melhor, é uma oração com o mesmo objetivo que aquela: “Não nos induzas à tentação”. Nada nos é mais prejudicial do que o pecado, e por isto, não há nada contra o que devemos orar mais fervorosamente. para que não façamos o mal.

2. Alimento apropriado para o seu corpo. Tendo orado pedindo as operações da graça divina, aqui ele implora os favores da Providência divina, mas os que possam trazer o bem, e não o prejuízo, da alma.

(1) Ele ora para que da generosidade de Deus ele possa receber uma porção adequada das boas coisas desta vida: “Mantém-me do pão da minha porção acostumada”, o pão que julga res adequado para mim. Quanto a todos os dons da divina Providência, devemos recorrer à sabedoria divina. Ou, “o pão que é adequado para mim, como homem e chefe de família, aquilo que está de acordo com a minha posição e condição no mundo”. Pois assim como é o homem, também é a sua competência. O nosso Salvador parece se referir a isto, quando nos ensina a orar, “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje”, como isto parece se referir ao voto de Jacó, em que ele não desejava nada mais do que pão para comer e vestes para vestir’. O alimento conveniente para nós é aquele com que devemos nos contentar, ainda que não tenhamos delícias, manjares, ou algo supérfluo – o que é para suprir a necessidade, embora não tenhamos para o prazer ou para o ornamento; e isto é aquilo que podemos, com fé, pedir em oração, e em tudo isto podemos depender de Deus.

(2) Ele ora para que possa ser guardado de cada condição da vida que possa ser uma tentação para ele.

[1] Ele ora contra as situações extremas de abundância e necessidade: “Não me dês nem a pobreza nem a riqueza”. Com isto, ele não pretende aconselhar a Deus, nem ensiná-lo qual é a condição que Ele lhe deverá destinai; nem ora contra a pobreza ou a riqueza de modo absoluto, como sendo más em si mesmas, pois ambas, pela graça de Deus, podem ser santificadas e convertidas em um meio que nos trará o bem; mas, em primeiro lugar, com isto ele deseja expressar o valor que os homens bons e sábios dão a um estado intermediário de vida, e, com submissão à vontade de Deus, deseja que este possa ser o seu estado – nem uma honra excessiva, nem um grande desprezo. Nós devemos aprender como controlar as duas coisas (como o apóstolo Paulo, Filipenses 4.12), porém desejar estar sempre entre essas duas coisas. Em segundo lugar, com isto, ele indica o santo zelo que tinha consigo mesmo, o temor de que não conseguisse resistir às tentações, fosse em uma situação de aflição ou de prosperidade. Outros podem preservar a sua integridade em qualquer dessas duas situações, mas ele receia as duas, e por isto a graça o ensina a orar contra as riquezas tanto quanto a natureza o ensina a orar contra a pobreza; mas a vontade do Senhor será feita.

[2) Ele apresenta uma razão piedosa para a sua oração (v. 9). Ele não diz, “Que eu não seja rico, e sobrecarregado de preocupações, e invejado por meu próximo, e devorado por uma multidão de servos”, nem “Que eu não seja pobre e humilhado e forçado a trabalhar duro e ganhar pouco”; mas “para que eu não seja rico e peque, ou pobre, e peque”. O pecado é aquilo que um homem bom deve temer em cada condição e sob cada circunstância; veja Neemias (Provérbios 6.13), para me atemorizar, e para que eu assim fizesse e pecasse. Em primeiro lugar, ele receia as tentações de uma condição próspera, e por isto até mesmo a menospreza: Para que, porventura, de farto te não negue” (como Jesurum, que engordou e deu coices e deixou a Deus que o fez, Deuteronômio 32.15), e não diga, como Faraó, no seu orgulho: “Quem é o Senhor cuja voz eu ouvirei?” A prosperidade faz que as pessoas se assoberbem e se esqueçam de Deus, como se não tivessem necessidade dele e não tivessem nenhuma obrigação com Ele. O que o Todo-Poderoso pode fazer por elas? (Jó 22.17). E, por isto, não desejam fazer nada por Ele. Mesmo os homens bons receiam os piores pecados, tão enganosos julgam que podem ser os seus próprios corações; e sabe m que os maiores ganhos deste mundo não compensarão a menor culpa. Em segundo lugar, ele receia as tentações de uma condição de pobreza, e por esta razão, e nenhuma outra, a menospreza: “Que, empobrecendo, venha a furtar”. A pobreza é uma forte tentação à desonestidade, e domina muitas pessoas que estão prontas a pensar que isto será a sua desculpa, mas não os defenderá no tribunal de Deus. nem no tribunal dos homens, dizer, “roubei porque era pobre”; mas se um homem roubar para satisfazer a sua alma, quando tinha fome, o tribunal poderá decidir que se trata de um caso de compaixão (Provérbios 6.30), e algo a que podem ser levados até mesmo aqueles que têm alguns princípios de honestidade. Mas observe por que Agur receia isto, não porque se colocaria em perigo, mas ‘”para que não venha a furtar, e seja enforcado por isto, açoitado ou torturado, ou vendido como cativo”, como era o caso dos ladrões pobres entre os judeus, que não tinham com que fazer a restituição; mas para que não desonrasse a Deus com isto; “para que [não] venha a furtar e lance mão do nome de Deus, isto é, refute a minha profissão de religião por práticas que não condizem com ela”. Ou, “Para que eu [não] venha a furtar, e, quando acusado, negue sob juramento”. Portanto, ele teme apenas um pecado, porque este o levaria a outro pecado, pois o caminho do pecado é descendente. Observe que ele chama Deus de seu Deus, e por isto teme fazer alguma coisa que o ofenda, por causa do relacionamento que tem com Ele.

OUTROS OLHARES

ODOR DE PARKINSON

Usando a habilidade de uma mulher com olfato aguçado, pesquisadores americanos criaram um marcador biológico da doença que poderá ser usado para o diagnóstico precoce.

Odor de Parkinson

O aguçado olfato da enfermeira escocesa Joy Milne, de 68 anos, foi o atalho para um dos mais recentes avanços nas pesquisas médicas relacionadas ao Parkinson, distúrbio do sistema nervoso central progressivo que afeta os movimentos e se caracteriza por tremores e rigidez. A história começou em 1974, quando Joy notou que sentia um cheiro diferente, forte e adocicado, toda vez que o marido, Les Milne, então saudável, se aproximava. Mais de uma década depois, ele foi diagnosticado com Parkinson.

A mulher passou a acompanhá-lo nos encontros com grupos de pacientes que também sofriam de Parkinson. Ela percebeu, nas outras pessoas, aquele mesmo cheiro que emanava do companheiro. Joy contou o caso a um grupo de cientistas e o relato chegou aos pesquisadores da Universidade de Manchester, no Reino Unido. Deu-se o início, ali, da descoberta deum marcador biológico do Parkinson, uma espécie de “perfume da doença”.

Agora, os estudiosos identificaram a origem do cheiro sentido por Joy. Notaram que ele era mais intenso na parte superior das costas e na testa, mas não nas axilas. Isso significa que o odor não era de suor, mas de sebo, substância produzida pelas glândulas sebáceas na pele. Sabe- se que os portadores de Parkinson apresentam uma concentração maior de compostos produzidos pelo sebo. A equipe coletou amostras repletas dessas substâncias das costas de 64 voluntários – alguns com a doença, outros não. No laboratório, pediram a Joy que cheirasse as amostras e sinalizasse toda vez que o odor característico aparecia. Em todos os casos havia coincidência entre a indicação da enfermeira e a presença do Parkinson nas “cobaias”. Ainda se desconhece porque pessoas com a doença exalam esse odor – algumas pesquisas sugerem que certos micróbios são mais comuns na pele dos pacientes.

O “perfume da doença”, divulgado na semana passada pela revista americana ACS Central Science, pode ser um atalho futuro para o diagnóstico precoce do Parkinson. A enfermidade acomete 10 milhões de pessoas no mundo, 200.000 delas no Brasil. Atualmente, não há nenhum teste definitivo para sua detecção. “O diagnóstico é clínico, quando a doença já está instalada”, diz o neurologista Renato Anghinah, professor da Universidade de São Paulo. O faro de Joy pode ter mudado para sempre essa história.

GESTÃO E CARREIRA

CARREIRAS MÚLTIPLAS

Atuar em mais de uma área acelera o desenvolvimento, aumenta a empregabilidade e ainda gera satisfação. Saiba o que fazer para conciliar várias tarefas e ingressar nesse novo time de profissionais.

Carreiras múltiplas

Se o LinkedIn, rede social para profissionais, existisse durante os anos do Renascimento, Leonardo da Vinci teria dificuldade em resumir, em seu perfil, tudo o que fazia. Afinal, o italiano era pintor, escultor, desenhista, cientista, engenheiro, anatomista, inventor, matemático, arquiteto, botânico, poeta, músico. Se quisesse pontuar todas as suas áreas de atuação, ele teria de lançar mão das barras – e colocá-las separando cada atividade. O desafio do gênio da Renascença não poderia ser mais atual.

Ter várias carreiras simultaneamente é uma tendência que, nos Estados Unidos, recebeu o nome de portfolio career, ou “carreira em portfólio”, na tradução literal para o português. O fenômeno está ganhando mais adeptos por causa da flexibilização do mercado, mas já era descrito no início da década de 90 pelo guru dos negócios Charles Handy. Ele disse que esse comportamento significa “perseguir um portfólio de atividades – algumas que fazemos por dinheiro, algumas por interesse, algumas por prazer, outras por uma causa”.

A movimentação em torno do tema tem crescido nos últimos anos e levou a americana Marci Alboher a criar mais um termo para o fenômeno: slash efect, ou “efeito barra”, símbolo do teclado que precisaria ser usado por Da Vinci em seu hipotético currículo “Percebi que as pessoas estavam com dificuldade em preencher o perfil no LinkedIn porque não tinham mais apenas uma profissão. E, então, adotaram a barra para descrever seu portfólio de atividades”, diz Marci, autora do livro One Person / Multiple Careers (“Uma Pessoa / Múltiplas Carreiras”, ainda sem edição brasileira, e-book por 12,49 reais na Amazon).

Segundo especialistas, esse tipo de atuação não é mero bico. Isso porque se caracteriza como um projeto de vida que é construído em torno de uma coleção de habilidades e interesses em comum. “Bico é quando as pessoas usam o tempo livre para ganhar um troco a mais, sem frequência. Mas, quando você investe seu tempo com paixão e propósito, está construindo uma nova carreira”, diz Marcelo Veras, co- fundador da Inova Escola de Negócios.

EQUAÇÃO EQUILIBRADA

Você pode estar pensando: “Duas carreiras? Eu já fico esgotado investindo em uma só”. No entanto, para muitos, a dupla – ou tripla – jornada tem sido a recarga de combustível que faltava para dar aquele gás à vida profissional. “Vivemos em uma época de busca por propósito e identidade. Encaramos o trabalho como uma arena de realização pessoal, e não apenas como uma fonte de renda”, explica Mônica Barroso, coach e também diretora de aprendizagem da The School of Life Brasil, escola com sede em São Paulo que se dedica a desenvolver a inteligência emocional.

Para essa turma, quando existe equilíbrio entre trabalhar por dinheiro e trabalhar para perseguir interesses pessoais, há mais felicidade. Prova disso é um estudo realizado em 2017 pela And Co, empresa criadora de um aplicativo para autônomos, que revelou que 68% das pessoas sentem ter mais qualidade de vida quando gerenciam diversos projetos ao mesmo tempo. Além disso, 94% dos entrevistados disseram ter escolhido conscientemente viver dessa maneira – e têm a pretensão de continuar nesse esquema para sempre.

Embora no Brasil ainda não existam estudos específicos sobre o assunto, a sensação dos especialistas é que a tendência vai crescer por aqui, considerando a aptidão das próximas gerações para o autogerenciamento. De acordo com um levantamento global desenvolvido pelo europeu Grupo Sage, 66% dos millennials não querem emprego formal. Entre os brasileiros, o número salta para 71%. “É uma geração que busca o propósito e o bem-estar e que nem sempre encontra isso no mercado corporativo. Por esse motivo, passaram a buscar a realização em paralelo a uma carreira formal”, diz Alexandre Attauah, gerente sênior de recrutamento da consultoria executiva Robert Half.

MUITAS RAZÕES

As motivações para ter mais de uma carreira são diversas. Do ponto de vista pessoal podem variar da vontade de atuar numa área complementar ao desejo de aprender coisas novas e à necessidade de encontrar maneiras de ampliar os ganhos financeiros em atividades que gerem satisfação. Do ponto de vista do mercado, é inteligente se preparar para uma realidade na qual trabalhar por projeto e com contrato flexível será a regra. ”À medida que a economia avançar para contratos de curto prazo e projetos freelances, será útil cultivar mais de uma maneira de ganhar a vida. Assim você poderá se movimentar conforme as mudanças das condições de mercado”, diz a americana Marci. “Uma pessoa que tem uma vivência diversa possui mais repertório e pode ampliar suas f rentes de atuação”, diz Henrique Dias, diretor de planejamento da consultoria Box 1824.

Além de aumentar o escopo de trabalho, um profissional múltiplo fortalece sua empregabilidade, pois desenvolve habilidades altamente demandadas, como o poder de adaptação, a agilidade frente às mudanças e a boa e velha resiliência. “Essas são qualidades bem-vistas por qualquer empresa.”, diz Alexandre.

PERFIL ESPECÍFICO

Mas esse tipo de carreira não é para todo mundo (faça o teste no final do post). Aqueles que forem apegados à rotina e à estabilidade financeira provavelmente serão infelizes atuando em mais de uma frente, a não ser que consigam conciliar um trabalho de meio período com as atribuições de outra carreira. As características mais importantes para se sentir realizado nesse esquema são: gostar de desenvolver vários projetos ao mesmo tempo, ter aptidão para criar relacionamentos, sentir vontade de desbravar um novo mercado, ter certa tolerância ao risco e, claro, ser curioso. “Quem descobre que uma segunda profissão faz sentido já pesquisou e experimentou vários tipos de trabalho. Sabe que o mundo está rodando e que precisa rodar junto”, afirma Eduardo Migliano, um dos fundadores da 99 Jobs, plataforma que conecta profissionais a empresas.

Criatividade e organização também são essenciais. “Essas pessoas têm vontade e energia acima da média, porque a dupla jornada requer maior esforço e disciplina, já que é preciso lidar com duas ou mais agendas”, diz Alexandre, da Robert Half.

Os atributos podem até parecer excessivos. Mas não se desespere: ninguém precisa ser um gênio da Renascença para trabalhar desse jeito. Tudo é uma questão de perfil. Por isso, antes de encarar a jornada, lance mão de uma boa dose de auto­conhecimento para entender se esse estilo tem, ou não, a ver com você. Afinal, só vale a pena entrar numa tendência se ela realmente fizer sentido para sua vida. Se parecer que essa não é sua praia, faça testes e reflita sobre os resultados. Essas são duas das verdadeiras habilidades dos gênios. Certamente Leonardo da Vinci aprovaria a atitude.

 

MULTIPLIQUE-SE

Destacamos atitudes que ajudam a encontrar (e a equilibrar) mais de uma área de atuação.

 PENSE NO QUE DÁ PRAZER

Avalie seus hobbies e interesses. Invista tempo refletindo sobre as atividades que lhe dão mais satisfação. Quando não está trabalhando, como gosta de passar o tempo? O que lhe daria muito prazer em fazer mesmo que não ganhasse dinheiro?

CRIE UMA LISTA

Anote todas essas atividades em um bloco de papel e considere se alguma delas poderi ser transformada em fonte de renda.

REFLITA SOBRE SI MESMO

Identifique no que você é bom e quais atividades fazem seus olhos brilhar. Quais são seus valores? Com que tipo de pessoa você deseja interagir? Quais projetos ou clientes o ajudarão a criar o impacto que deseja no mundo?

AMPLIE SEU REPERTÓRIO

Concentre-se em dominar algumas habilidades que se alinham com seus pontos fortes. Se necessário, busque conhecimento por meio de cursos extras e especializações.

REÚNA COMPETÊNCIAS

Quando pensar em quais carreiras seguir, prefira as que se complementam – tanto do ponto de vista das competências quanto dos possíveis clientes. Alguns exemplos são: executivo e consultor corporativo, jornalista e escritor de um blog especializado, advogado e professor.

USE O TEMPO LIVRE

Comece devagar com projetos que realmente o empolgam e que possam ser feitos em seu horário vago, como trabalhar ao lado de um amigo ou atuar como voluntário.

PRECIFIQUE CORRETAMENTE

Não negocie tempo por dinheiro. É melhor cobrar por projeto, e não por hora trabalhada. Caso contrário, você se verá trabalhando exaustivamente e correrá o risco de perder a flexibilidade.

REDISTRIBUA AS ATIVIDADES

Se puder, reduza seu trabalho principal para focar o crescimento de sua nova carreira. Um fisioterapeuta, por exemplo, que atende na própria clínica pode atuar três dias no consultório e usar os outros dois para a outra atividade.

TRABALHE COM EQULLÍBRIO

Organize sua agenda. Lembre-se de que ter mais de uma carreira não significa dormir menos horas, mas equilibrar as atividades e o tempo. Trabalhar 2 horas a mais por dia (pela manhã e à noite) e fazer um almoço mais rápido são algumas saídas.

MEÇA SEU DESEMPENHO

Trate sua outra carreira com a importância que dá a um grande cliente ou projeto. Elenque as prioridades e faça métricas de seus resultados.

IMAGINE O FUTURO

Tenha um plano para os próximos anos. É importante pensar sobre quais são os possíveis empregadores e clientes e em que local você teria de trabalhar caso a segunda carreira crescesse muito.

TROQUE IDEIAS

Use seu networking. Converse regularmente com as pessoas em sua rede sobre tendências em suas empresas e setores, especialmente no que se refere à terceirização e ao processo de contratação de consultores ou contratados independentes. E não se esqueça de expandir sua rede à medida que você entrar em novas áreas.

MANTENHA O NÍVEL

Cuide de sua reputação. Ela é a alma de quem está buscando novas atuações, pois são as indicações de clientes e colegas que vão ajudá-lo a encontrar novos projetos.

ESCOLHA A DEDO

Aprenda a dizer não. Ter uma carreira múltipla não significa fazer vários trabalhos como freelance por um tempo, mas construir fortes possibilidades de atuação em mais de uma área.

 

 SERÁ QUE É PARA VOCÊ?

Escolha uma das alternativas nas questões abaixo e saiba se seu perfil é adequado a desenvolver múltiplas carreiras.

1 – EM UMA ENTREVISTA DE EMPREGO, QUANDO O RECRUTADOR PERGUNTA SE HÁ ALGUMA DÚVIDA SOBRE A EMPRESA, O QUE VOCÊ QUESTIONA?

A – Como é o pacote de benefícios, a remuneração e os bônus

B – Se há possibilidade de home office e jornada flexível

2 – VOCÊ FICA MAIS FELIZ QUANDO É DESIGNADO PARA LIDERAR UM GRANDE E LONGO PROJETO OU PREFERE VÁRIAS ENTREGAS NO CURTO PRAZO?

A – projeto único

B – várias entregas

3 – EM RELAÇÃO A ASSUMIR RISCOS, VOCÊ SE SENTE:

A – confortável.

B – muito confortável.

4 – SE PUDESSE, FARIA MAIS HORAS EXTRAS PARA GANHAR MAIS DINHEIRO?

A – sim! quanto mais melhor

B – não troco minha qualidade de vida por grana extra

5 – Seu chefe dos sonhos seria:

A – Um líder inspirador que recompensa financeiramente seu esforço

B – vários contratantes de diferentes empresas

 

GABARITO

Conte suas escolhas

 MAIS LETRA A

Você é mais tradicional quando se trata de carreira e prefere manter o foco em uma área de atuação num único empregador. Não hã nenhum problema nisso, mas, caso queira ter mais flexibilidade, comece a pensar em quais de suas habilidades poderiam ser usadas para exercer uma nova atividade.

MAIS LETRA B

Suas respostas demonstram que você não teme o risco, que valoriza mais flexibilidade do que um pacote de benefícios associado à estabilidade de um emprego formal e que qualidade de vida e inovação estão entre suas prioridades. Você está mais alinhado ao estilo de vida de quem atua em múltiplas carreiras.