ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE CONSOLO PARA A ALMA

DIA 01 DE JUNHO

CUIDADO COM AS PAIXÕES INFAMES

Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação (Levítico 18.22).

O homem e a mulher foram criados por Deus, à sua imagem e semelhança. Deus os uniu numa relação de amor e fidelidade. Homem e mulher, pelo casamento, tornam-se uma só carne. O casamento estabelecido por Deus, em Gênesis 2.24, como uma relação heterossexual, monogâmica e monossomática. O casamento não é a relação de um homem com outro homem, nem de uma mulher com outra mulher. Não é a relação de um homem com mais de uma mulher, nem de uma mulher com mais de um homem. O perverso coração humano, porém, rebelado contra Deus, recusa-se a obedecer aos preceitos divinos. Por isso, relações ilícitas são inventadas e uniões abomináveis são firmadas para substituir o que Deus estabeleceu desde o princípio. Uma dessas relações abomináveis é a prática sexual com pessoas do mesmo gênero. A Palavra de Deus diz: Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação. O apóstolo Paulo afirma que o homossexualismo, ou seja, a relação entre homem e homem, ou entre mulher e mulher, é uma expressão do juízo divino a uma geração que rejeitou o conhecimento de Deus.  Essa relação homossexual é tratada pelo apóstolo como uma disposição mental reprovável, um erro, uma imundícia, uma desonra, uma torpeza, algo contrário à natureza (Romanos 1.24-28). Por mais que a sociedade contemporânea aprove e torne legal o “casamento homossexual”, aos olhos de Deus continua sendo abominação. Devemos, portanto, ter muito cuidado com as paixões infames!

GESTÃO E CARREIRA

O APETITE DA TYSON FOODS PELO BRASIL

Empresa americana compra 40% do frigorífico gaúcho “Vibra”, coloca um pé no mercado doméstico e passa a ter acesso ao suprimento de aves para reforçar o abastecimento de clientes em mercados externos.

A Tyson Foods, gigante americana do setor de alimentos, vem acelerando seus planos de internacionalização nos últimos anos – em ritmo semelhante ao de concorrentes como JBS, BRF e Marfrig. Chegou a vez de o Brasil entrar no cardápio da estratégia de expansão da companhia. Neste mês, com a aquisição de 40% da divisão de alimentos do grupo brasileiro Vibra, do Rio Grande do Sul, produtora e exportadora de produtos avícolas, os americanos colocam um pé no mercado brasileiro e passam a ter acesso ao suprimento de aves no País para atender parte de suas operações globais. Além disso, existe a possibilidade de distribuição de produtos Tyson no varejo brasileiro.

Proprietária de marcas conhecidas nos Estados Unidos, muitas delas no segmento de hambúrgueres e carnes processadas, a Tyson faturou US$ 42 bilhões no ano passado e possui 121 mil empregados. Seus executivos estimam que nos próximos cinco anos 98% do crescimento do consumo de proteínas acontecerá fora dos Estados Unidos. Daí a importância de expandir as operações para mercados variados. No ano passado a Tyson Foods comprou as operações de aves na Tailândia e Europa da também brasileira BRF. Mas, ainda assim, foi um negócio fora do território doméstico. Entrar no mercado brasileiro dará mais flexibilidade à companhia. “Este investimento na Vibra nos permitirá atender clientes brasileiros e de mercados de demanda prioritária na Ásia, Europa e Oriente Médio”, disse o presidente da área internacional da Tyson Foods, Donnie King, em nota. A Tyson já esteve no Brasil com marca própria, mas não teve sucesso e vendeu as operações para a JBS por US$ 175 milhões em 2014. O investimento na Vibra representa um retorno mais seguro, dentro de uma operação já estruturada.

O economista e consultor de agronegócio Marcos Fava enxerga como positiva a chegada da Tyson Foods ao mercado brasileiro. As expectativas de crescimento da economia, aliadas à alta competitividade do setor no Brasil, são fatores preponderantes para a decisão ter sido tomada. “O Brasil é hoje o País mais competitivo no segmento de frangos. Operando por aqui, a Tyson terá mais facilidade para abastecer seus clientes em outros continentes. Eu acredito que ela também tenha interesse em ampliar a atuação no mercado brasileiro, que deve crescer cerca de 2,5%”, disse Fava. “Em que ritmo ela pretende explorar o mercado nacional é uma variável que não sabemos.”

Com sede no município gaúcho de Montenegro, a Vibra tem 4 mil funcionários e 14 unidades de produção espalhadas pelo Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais. No mercado nacional atende principalmente as regiões Sul e Sudeste. Mas sua força maior está nas exportações. As vendas realizadas para cerca de 50 países contribuíram com 60% do faturamento de R$ 1,4 bilhão em 2019. A empresa gaúcha fornece anualmente cerca de 170 mil toneladas de carne de frango e pretende faturar em 2020 em torno de R$ 1,6 bilhão com abatimento de 200 mil toneladas. Hoje são abatidas cerca de 520 mil cabeças por dia. O Oriente Médio representa 50% de suas vendas externas, mas Europa e Ásia também são mercados importantes.

A relação da Vibra com a Tyson Foods não é recente. Há dois anos, ambas são parceiras em sistema de “copacking”, em que a brasileira produz e embala, por demanda, produtos com a marca Tyson, que vão para países do Oriente Médio. “Eles gostaram do nosso desempenho e forma de trabalhar e aceitaram ampliar a parceria por meio dessa operação que na prática foi uma capitalização da Vibra”, explica o CEO, Gerson Luís Muller.

EXPANSÃO

Com os recursos dessa capitalização – que não tiveram os valores revelados – a Vibra poderá crescer organicamente e atingir a meta traçada para os próximos cinco anos, de aumentar em 70% o abate de aves. Muller não descarta adquirir concorrentes, mas isso não deve ocorrer de imediato. “Não é o momento de comprar. Os valores estão altos. Vamos aguardar as oportunidades surgirem.”

Para a Vibra, o negócio também possibilita acessar mais mercados consumidores por meio da estrutura comercial da Tyson Foods, além da oportunidade de absorver know how comercial, tecnológico e compartilhar escritórios mundo afora. “A Tyson fornece para redes de fast food e tem laboratórios que desenvolvem produtos específicos para seus clientes. Acho que podemos absorver conhecimento e expandir nossa área de atuação através da estrutura deles”, diz o executivo, que afirma não haver no contrato cláusula que preveja a venda da Vibra à Tyson Foods. “Se houver interesse, a gente conversa.”

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

A ARQUITETURA DA DIVERSIDADE

Tratamentos para depressão e esquizofrenia podem ser específicos para cada sexo, já que eles têm estrutura e funcionamento diferentes

Num dia cinzento de janeiro, Lawrence Summers – o presidente da Universidade Harvard – sugeriu que diferenças inatas na estrutura do cérebro masculino e do feminino poderiam ser um fator determinante para a relativa escassez de mulheres na ciência. As declarações reacenderam um debate que se desenrola há um século, desde que os cientistas que mediam a dimensão do cérebro de ambos os sexos começaram a sustentar a ideia, baseados em sua principal conclusão – a de que o cérebro feminino tende a ser menor -, de que as mulheres são intelectualmente inferiores aos homens.

Até hoje ninguém conseguiu nenhuma evidência de que as diferenças anatômicas tornem as mulheres incapazes de obter distinção acadêmica para matemática, física ou engenharia. E o cérebro de homens e mulheres comprovou ser muito semelhante em vários aspectos. Por outro lado, ao longo da última década, pesquisadores que estudam questões diversas, do processamento da linguagem à navegação, passando pela gravação de memórias emocionais, também revelaram uma série impressionante de variações estruturais, químicas e funcionais entre o cérebro do homem e o da mulher.

Essas divergências não são apenas idiossincrasias curiosas para explicar por que os homens gostam mais dos Três Patetas do que as mulheres. Elas suscitam a possibilidade de precisarmos desenvolver tratamentos específicos de acordo com o sexo para problemas como depressão, vício, esquizofrenia e transtorno do stress pós-traumático. Estudiosos da estrutura e do funcionamento do cérebro devem levar em consideração o sexo de seus objetos de pesquisa ao analisar dados – e incluir tanto homens quanto mulheres em estudos futuros, para evitar resultados enganosos.

ESCULTURA CEREBRAL

Até não muito tempo atrás, os neurocientistas acreditavam que as diferenças no cérebro de sexos diferentes se limitavam às regiões responsáveis pelo comportamento de acasalamento. Em um artigo da Scientific American de 1966, intitulado “Sex differences in the brain” (Diferenças sexuais no cérebro), Seymour Levine, da Universidade Stanford, descreveu como os hormônios sexuais ajudam a comandar comportamentos reprodutivos diferentes em camundongos: os machos ficam preocupados em montar enquanto as fêmeas elevam as nádegas para atrair pretendentes. Levine só mencionava uma região do cérebro em sua análise: o hipotálamo, pequena estrutura na base do cérebro envolvida na regulação da produção de hormônios e no controle de comportamentos básicos como comer, beber e fazer sexo. Uma geração inteira de neurocientistas amadureceu acreditando que as “diferenças sexuais no cérebro” diziam respeito apenas aos hormônios sexuais e ao hipotálamo.

Essa visão foi posta de lado por uma onda de descobertas que ressaltam a influência do gênero em várias áreas da cognição e do comportamento, incluindo memória, emoção, visão, audição, processamento de rostos e resposta do cérebro aos hormônios do stress. Esse avanço se acelerou nos últimos dez anos com o uso de técnicas de imageamento sofisticadas e não-invasivas, como a tomografia por emissão de pósitrons (PET) e a ressonância magnética funcional (RMf), com as quais é possível observar o cérebro em ação.

Tais experimentos com imagens revelam que as variações anatômicas ocorrem em uma série de regiões do cérebro. Jill M. Goldstein, da Faculdade de Medicina de Harvard, e colegas, por exemplo, usaram a ressonância magnética para medir áreas corticais e sub corticais. Os pesquisadores descobriram que determinadas partes do córtex frontal – envolvido em muitas funções cognitivas importantes – são proporcionalmente mais volumosas em mulheres do que em homens, assim como partes do córtex límbico, envolvido nas reações emocionais. Em homens, por outro lado, partes do córtex parietal, ligado à percepção espacial, são maiores do que nas mulheres, assim como a amígdala, estrutura em forma de amêndoa que reage a informações que despertam emoções – qualquer coisa que faça o coração disparar e a adrenalina fluir pelo corpo.

Normalmente, acredita-se que as diferenças no tamanho das estruturas cerebrais reflitam sua importância relativa para o animal. Por exemplo, os primatas usam mais a visão do que o olfato; nos camundongos, ocorre o contrário. Em consequência, o cérebro dos primatas possui regiões proporcionalmente maiores dedicadas à visão, e os camundongos devotam mais espaço ao olfato. A existência de disparidades anatômicas disseminadas entre homens e mulheres sugere, portanto, que o sexo realmente tenha influência no funcionamento do cérebro.

Outras pesquisas estão encontrando diferenças anatômicas ligadas ao sexo no nível celular. Sandra Witelson, da Universidade McMaster, por exemplo, descobriu que as mulheres possuem densidade maior de neurônios em áreas do córtex do lobo temporal associadas ao processamento e à compreensão da linguagem. Ao contar os neurônios de amostras de autópsias, os pesquisadores notaram que, das seis camadas do córtex, duas apresentavam mais neurônios por unidade de volume em mulheres do que em homens. Descobertas semelhantes foram registradas posteriormente no lobo frontal. De posse dessas informações, os neurocientistas podem agora analisar se as diferenças sexuais no número de neurônios correspondem a diferenças na capacidade cognitiva – examinando, por exemplo, se o aumento na densidade do córtex auditivo feminino está relacionada ao melhor desempenho em testes de fluência verbal.

INFLUÊNCIA HORMONAL

Essa diversidade anatômica pode ser causada, em grande parte, pela atividade dos hormônios sexuais que banham o cérebro do feto. Esses esteroides ajudam a coordenar a organização e as conexões cerebrais durante o desenvolvimento, e influenciam a estrutura e a densidade neuronal de várias regiões. Curiosamente, as áreas cerebrais que Goldstein descobriu diferirem entre homens e mulheres são aquelas em que os animais concentram o maior número de receptores de hormônios sexuais durante o desenvolvimento. A correspondência entre o tamanho da região do cérebro em adultos e a ação de esteroides sexuais no útero indica que pelo menos algumas das diferenças sexuais não resultam de influências sociais ou de alterações hormonais relacionadas à puberdade. Elas estão ali desde o nascimento.

Vários estudos comportamentais contribuem para aumentar as evidências de que algumas das diferenças sexuais no cérebro surgem antes mesmo que o bebê comece a respirar. Ao longo dos anos, cientistas demonstraram que, quando escolhem brinquedos, meninas e meninos tomam rumos diferentes. Os meninos tendem a gravitar em torno de bolas ou carrinhos, enquanto as meninas normalmente pegam bonecas. Mas ninguém sabia dizer com certeza se essas preferências eram determinadas pela cultura ou pela biologia cerebral inata.

Para tratar dessa questão, Melissa Hines, da Universidade da Cidade de Londres, e Gerianne M. Alexander, da Universidade A&M do Texas, recorreram aos macacos, nossos primos animais mais próximos. As pesquisadoras apresentaram uma variedade de brinquedos a um grupo de macacos verver, incluindo bonecas de pano, caminhões e alguns itens neutros como livros ilustrados. Elas observaram que os macacos machos passaram mais tempo brincando com “brinquedos de menino” do que as fêmeas, e que as macacas passaram mais tempo interagindo com os que as meninas costumam preferir.

Ambos passaram o mesmo período de tempo mexendo nos livros e em outros brinquedos unissex.

Como é pouco provável que os macacos vervet sejam influenciados pelas pressões sociais da cultura humana, os resultados significam que a preferência das crianças por certos brinquedos é consequência, pelo menos em parte, de diferenças biológicas inatas. Supõe-se que a divergência, como todas as diferenças anatômicas do cérebro entre machos e fêmeas, tenha se originado de pressões seletivas durante a evolução. No caso do estudo com brinquedos, os machos tanto humanos quanto macacos preferem brinquedos que possam se locomover no espaço e que proporcionem brincadeiras mais brutas. É razoável especular que essas características podem estar relacionadas a comportamentos úteis para a caça ou para conseguir uma parceira. Da mesma maneira, também é possível acreditar na hipótese de que as fêmeas escolham os brinquedos que lhes permitam treinar as habilidades de que um dia precisarão para criar sua prole.

SOB STRESS

Em muitos casos, a diferença sexual na química e na constituição do cérebro influencia o modo como machos e fêmeas reagem ao ambiente ou a acontecimentos estressantes – e se lembram deles. Vejamos, por exemplo, a amígdala, estrutura cerebral proporcionalmente maior nas fêmeas. Para analisar se as amígdalas de homens e mulheres realmente respondem de modo diferente ao stress, Katharina Braun, da Universidade Otto von Guericke, em Magdeburgo, Alemanha, afastou por um curto período uma ninhada de filhotes de degu da mãe. Para esses roedores que vivem em grandes colônias, uma separação temporária é bastante desagradável. Os pesquisadores então mediram a concentração de receptores de serotonina, um neurotransmissor essencial para a mediação do comportamento emotivo em várias regiões do cérebro.

A equipe fez com que os filhotes ouvissem o chamado da mãe durante o período de separação, e descobriu que essa informação auditiva elevou a concentração de receptores de serotonina na amígdala dos machos, mas a reduziu nas fêmeas. Embora seja difícil tirar conclusões desse estudo para o comportamento humano, ele observa que, se algo semelhante acontecer com as crianças, a ansiedade da separação pode afetar de forma diferente meninos e meninas. Experiências como essas são necessárias se quisermos entender por que, por exemplo, os transtornos de ansiedade são de longe mais prevalentes em meninas do que em meninos.

Outra região do cérebro que hoje sabemos diferir entre os sexos em termos de anatomia e em sua resposta ao stress é o hipocampo, estrutura essencial para o armazenamento de lembranças e para o mapeamento espacial do ambiente.

As técnicas de imagem demonstram de maneira consistente que o hipocampo é maior nas mulheres do que nos homens. Essas divergências anatômicas podem muito bem estar ligadas de alguma forma à diferença no modo como homens e mulheres se orientam. Vários estudos sugerem que os homens tendem a se orientar estimando a distância e sua posição no espaço, enquanto as mulheres se orientam observando pontos de referência. Curiosamente, existe uma diferença entre os sexos parecida nos camundongos. Os machos tendem a atravessar labirintos utilizando dados direcionais e posicionais, enquanto as fêmeas percorrem os mesmos labirintos usando pontos de referência disponíveis. Os pesquisadores ainda não conseguiram comprovar, porém, que os camundongos machos são menos propensos a “parar para pedir informações”. Mas os roedores machos às vezes aprendem mesmo melhor sob stress.

Tracey J. Shors, da Universidade Rutgers, observou que uma breve exposição a choques de um segundo na cauda melhorou a execução de uma tarefa aprendida e reduziu a densidade das conexões dendríticas a outros neurônios em machos. Nas fêmeas, o choque prejudicou a performance e reduziu a densidade das conexões. Descobertas como essas têm implicações sociais interessantes. Quanto mais descobrimos como os mecanismos de aprendizado diferem entre os sexos, maior a probabilidade de que tenhamos de levar em conta que os ambientes de aprendizado ideais possam ser diferentes para meninos e meninas.

Pesquisas mostram que embora o hipocampo do camundongo fêmea demonstre um decréscimo na resposta ao stress agudo, ele parece ser mais resistente do que seu correspondente masculino diante do crônico. Cheryl D. Conrad, da Universidade do Estado do Arizona, confinou camundongos em uma gaiola por seis horas – situação perturbadora para os roedores. Os pesquisadores analisaram então quão vulneráveis seus neurônios do hipocampo eram ao ataque mortal de uma neurotoxina – uma medida padrão do efeito do stress nessas células. Eles notaram que o confinamento crônico tornou as células hipocampais dos machos mais suscetíveis à toxina, mas não teve nenhum efeito sobre a vulnerabilidade das fêmeas. Essas conclusões, e outras similares, sugerem que, nos casos de dano cerebral, as fêmeas estão mais bem equipadas do que os machos para tolerar o stress crônico.

LEMBRANÇAS E EMOÇÃO

Pesquisando como o cérebro lida com situações estressantes e se lembra delas, meus colegas e eu descobrimos que homens e mulheres diferem na maneira como armazenam as lembranças de incidentes que despertam emoções – um processo que envolve a ativação da amígdala. Em um de nossos primeiros experimentos, mostramos a voluntários uma série de filmes de violência explícita, enquanto medimos sua atividade cerebral por tomografia PET. Algumas semanas depois, demos a eles um questionário para saber do que se lembravam.

Descobrimos que o número de filmes dos quais conseguiam se lembrar estava relacionado a quão ativa estava a amígdala durante a exibição. Trabalhos posteriores feitos por nosso laboratório e por outros confirmaram essa conclusão geral. Mas então percebi algo estranho. A ativação da amígdala, em alguns estudos, envolvia apenas o hemisfério direito, e em outros envolvia somente o hemisfério esquerdo. Percebi então que os experimentos em que a amígdala direita se ativou foram aqueles que utilizavam apenas homens; aqueles em que só a amígdala esquerda se ativou foram feitos com mulheres. Desde então, três estudos subsequentes confirmaram essa diferença, de como homens e mulheres lidam com lembranças emotivas.

Para tentar descobrir o significado dessa disparidade, recorremos a uma teoria de um século de idade, segundo a qual o hemisfério direito tende a processar os aspectos básicos de uma situação, enquanto o esquerdo processa os detalhes. Se essa concepção for verdadeira, argumentamos, uma droga que prejudique a atividade da amígdala deveria reduzir a capacidade do homem lembrar da essência de um acontecimento emotivo (ao entorpecer a amígdala direita), enquanto, nas mulheres, afetaria sua capacidade de recordar detalhes específicos (ao entorpecer a amígdala esquerda).

Essa droga é o propanolol, da classe dos betabloqueadores. Demos a substância a homens e mulheres antes que assistissem a uma curta exibição de slides sobre um garotinho que sofre um terrível acidente ao caminhar ao lado da mãe. Uma semana depois, testamos a memória deles. Os resultados mostraram que o propanolol tornou mais difícil para os homens lembrar os aspectos mais gerais, ou a essência da história – que o menino tinha sido atropelado por um carro, por exemplo. Nas mulheres, o propanolol fez o oposto, atrapalhando as lembranças de detalhes periféricos que o menino estava carregando uma bola de futebol.

Em pesquisas mais recentes, descobrimos que podemos detectar quase imediatamente uma diferença de hemisfério entre os sexos em resposta a material emotivo. Voluntários que observam fotografias emocionalmente desagradáveis reagem em 300 milissegundos resposta que se apresenta como um pico no registro da atividade elétrica do cérebro, antes de qualquer interpretação consciente da imagem. Com Antonella Casbarri, da Universidade de L”Aquila, na Itália, descobrimos que, nos homens, esse rápido pico (denominado resposta P300) é mais exacerbado no hemisfério direito; nas mulheres, é maior no esquerdo.

Essas descobertas podem ter repercussões no tratamento do transtorno de stress pós-traumático. Pesquisas anteriores feitas por Gustav Schelling e seus colaboradores, da Universidade Ludwig Maximilian, na Alemanha, já tinham estabelecido que drogas como o propanolol reduzem a lembrança de situações traumáticas quando administradas junto com os tratamentos normais nas unidades de terapia intensiva. Estimulados por nossas conclusões, eles descobriram que, pelo menos nessas unidades, os betabloqueadores reduzem as lembranças de fatos traumáticos em mulheres, mas não em homens. Mesmo na UTI, portanto, os médicos podem ter de levar em conta o sexo dos pacientes ao prescrever medicamentos.

O stress pós-traumático não é o único distúrbio que parece agir de maneira diferente entre homens e mulheres. Um estudo com PET feito por Mirko Diksic, na Universidade McGill, mostrou que a produção de serotonina é 52% maior em homens do que em mulheres. Isso pode ajudar a explicar por que elas estão mais sujeitas à depressão – problema normalmente tratado com drogas que elevam a concentração de serotonina.

Situação parecida pode ocorrer com a dependência. Nesse caso, o neurotransmissor em questão é a dopamina – substância envolvida na sensação de prazer associada ao uso de drogas. Em estudo com camundongos, Jill B. Becker e pesquisadores da Universidade de Michigan em Ann Arbor descobriram que, nas fêmeas, o estrógeno faz aumentar a liberação de dopamina em áreas do cérebro importantes na regulação do comportamento de procura pela droga. Além disso, o efeito do hormônio é de longa duração, tornando as fêmeas propensas a buscar cocaína semanas depois de ter recebido a droga. Essas diferenças podem explicar por que as mulheres se viciam com mais rapidez do que os homens.

Determinadas anomalias no cérebro que estão por trás da esquizofrenia também parecem diferir em homens e mulheres. Ruben e Raquel Cur, da Universidade da Pensilvânia, mediram o tamanho do córtex orbitofrontal, região relacionada ao controle das emoções, e o compararam à dimensão da amígdala, mais envolvida nas reações emocionais. Descobriram que, nas mulheres, a proporção orbitofrontal/amígdala é maior do que nos homens. Essa conclusão pode dar margem a especulações de que as mulheres talvez sejam, em média, mais capazes de controlar suas reações emocionais.

VARIÁVEL BÁSICA

Em outros experimentos, pesquisadores descobriram que esse “equilíbro” está alterado na esquizofrenia, embora de forma não idêntica em homens e mulheres. As mulheres com esquizofrenia têm proporção orbitofrontal/amígdala menor do que as saudáveis. Mas, estranhamente, os homens esquizofrênicos têm essa mesma proporção aumentada em comparação com os saudáveis, o que pode significar a necessidade de tratamento diferenciado do das mulheres.

Em abrangente relatório de 2001 sobre diferenças sexuais na saúde humana, a Academia Nacional de Ciência dos Estados Unidos reconheceu que o gênero faz diferença. “O fato de ser macho ou fêmea é uma variável básica humana importante, que deve ser levada em conta ao projetar e analisar estudos em todas as áreas e em todos os níveis de pesquisas biomédicas e relacionadas à saúde.”

Os neurocientistas ainda estão longe de identificar todas as diferenças ligadas ao sexo no cérebro e sua influência no processo cognitivo e na propensão a problemas cerebrais. De qualquer maneira, as pesquisas realizadas até hoje demonstram com certeza que as especificidades vão muito além do hipotálamo e do comportamento ligado ao acasalamento. Cientistas e clínicos nem sempre sabem exatamente qual é o melhor meio de avançar para decifrar toda a influência do sexo no cérebro, no comportamento e na resposta a medicamentos. Mas, um número cada vez maior de neurocientistas concorda que avaliar um sexo apenas e aprender sobre ambos já não é mais opção.

EU ACHO …

ELOGIO, ASSÉDIO E O PRÓXIMO ELEVADOR

Elogio, assédio e o próximo elevador

Uma amiga psicanalista que mora há alguns anos nos Estados Unidos conta que já ouviu, de mais de um homem, um relato curioso: eles evitam entrar no elevador com uma mulher que esteja sozinha. Esperam pelo próximo, com medo de que uma palavra, um gesto ou um olhar mal colocado naquele curtíssimo espaço de tempo entre o andar A e o andar B possa ser confundido com assédio.

É um exagero, sim (e bem americano…). Mas em um mundo de fronteiras cada vez mais borradas, não é difícil entender que os homens estejam confusos sobre o comportamento adequado diante de uma mulher, em especial nos ambientes de trabalho, em que a revolução de costumes é profunda e continua acontecendo. Muitos se explicam dizendo que não sabem mais sequer como elogiar uma colega, não importa onde cada um esteja no organograma. E, mesmo com todos os cuidados, acham sempre que estão errando.

Olhar de perto um caso que movimentou o LinkedIn na semana passada pode ajudar a entender onde.

Uma mulher que trocou de emprego resolveu fazer o que se faz normalmente nessa rede social dedicada às conexões profissionais: disparou vários convites para aumentar sua rede de contatos, o tal network. Um dos novos colegas aceitou o convite enviado, cumprimentou a mulher pela troca e arrematou a mensagem com uma frase bastante entusiasmada sobre a beleza dos olhos dela, que viu apenas na foto do perfil (eles não se conheciam pessoalmente, mas isso também é normal nas redes sociais).

Como não era a primeira vez que acontecia, a mulher decidiu reagir. Em um longo e incisivo post, preservou a identidade do homem mas explicou publicamente a ele que “LinkedIn não é Tinder” (ou seja, não é o lugar para ser abordada dessa maneira, nem ela está ali para isso). Disse ainda que preferia ser elogiada por atributos profissionais num ambiente idem.

E porque esse assunto está na pauta, em dois dias o post já tinha quase 1.000 comentários e 7.000 reações. Com um pouco de tudo, incluindo os radicalismos – de um lado, ela foi chamada de “feminista azeda” por “rejeitar elogios”; de outro, recebeu a sugestão de buscar um advogado para fazer “valer seus direitos” e denunciar o “assédio”.

Isolando esses extremos, no batalhão dos ponderados muitas outras mulheres relataram já ter passado pelo desconforto de ouvir um elogio esquisito em seu ambiente de trabalho. De se perguntar se aquilo era “cantada” ou assédio, e até se havia sido provocado por algum comportamento inadequado dela mesma. Quem um dia já precisou adotar o sorriso amarelo como escudo numa conversa profissional sabe do que elas estão falando.

Porque esses relatos, e um bocado de pesquisas nos ambientes de trabalho, mostram que é bem comum uma mulher receber elogios nebulosos quanto à intenção (no caso em questão, aliás, era elogio ou “cantada”?). E não raramente, quando protesta, ainda precisa ouvir que o problema não estava na intenção nebulosa do outro, mas na sua cabeça. (Sim, esse comentário também apareceu no post do LinkedIn.)

Essas abordagens incluem quase sempre considerações sobre a aparência física da mulher. Ainda que entusiasmadas, e positivas, não deixam de ser inconvenientes. E se vierem acompanhadas de insistência, criam o cenário perigoso: mesmo em um mundo de fronteiras borradas, um simples “não” já deveria servir para estabelecer a fronteira final. Passar dela é ingressar no território do assédio.

Não é difícil entender – basta uma dose de boa vontade para rever comportamentos normalizados, e mudar. Como aconteceu nesse caso. Depois de ler os argumentos enfileirados no post e em boa parte dos comentários, o homem acabou enviando uma mensagem de desculpas que a mulher aceitou e publicou junto do seu texto, encerrando o assunto. Cada um cedeu um pouco, e ambos certamente aprenderam muito.

Quem acha que isso é impossível tem mesmo é que ficar esperando o próximo elevador.

 

JUNIA NOGUEIRA DE SÁ – é jornalista, consultora de comunicação estratégica e conselheira de empresas e organizações sociais; é também delegada brasileira no Women20 do G20, associada à Women Corporate Directors e ao movimento Mulheres Investidoras Anjo. Estuda, pesquisa e escreve sobre o universo feminino há mais de 10 anos.

OUTROS OLHARES

COMEÇOU O FUTURO

Voos reduzidos, uso de máscara: eis o “novo normal” dos, digamos assim, passageiros da pandemia. A expectativa é que tudo isso será mantido no período pós-surto

Começou o futuro

É como se o verbo viajar tivesse sido sequestrado do dicionário da realidade. Nestes dias em que, para bilhões de pessoas mundo afora, sair de casa se tornou sinônimo de ir no máximo até o supermercado ou à farmácia, os aeroportos, por exemplo, se tornaram verdadeiros desertos – sem nenhum oásis. Quem, por motivos inadiáveis, é forçado a embarcar em um voo de carreira frequentemente vê reproduzido dentro das aeronaves um cenário semelhante: quase ninguém nos assentos, tampouco nos corredores. E atenção, senhores passageiros: esse é apenas um dos aspectos que se desenham no horizonte para o pós-pandemia, o “novo normal” que deverá se estabelecer a partir das lições – muitas amargas – que serão deixadas pelo surto de Covid-19. Dito de outra forma: o futuro, no âmbito do turismo, já começou. Está no presente.

Tudo se inicia em terra, com a adoção de medidas para preservar o distanciamento físico entre os viajantes. Dentro dos aviões, os novos protocolos das companhias impõem reforço na higienização, com o uso de mais desinfetantes, aumento da filtragem do ar e uma distribuição na ocupação dos assentos a fim de permitir que os passageiros não fiquem próximos – o que, convenhamos, não tem sido difícil com os aviões vazios (há voos saindo dos Estados Unidos com apenas dezessete pessoas a bordo). Além disso, em um número crescente de empresas aéreas, os viajantes vêm sendo obrigados a usar máscara – algo que havia sido determinado antes para toda a tripulação.

Em tempos de crise, pode-se recorrer ao passado para enxergar de que maneira o presente começa a funcionar como um rascunho, por assim dizer, do futuro. Logo após os atentados terroristas ao World Trade Center de Nova York, em 11 de setembro de 2001, as normas de segurança das viagens aéreas foram radicalmente modificadas. A inspeção dos passageiros tornou­ se muito mais rígida, o que resultou em enormes filas no raio x; restringiu-se bastante o que pode ser levado na bagagem de mão; a porta da cabine dos pilotos passou a ser à prova de balas. Depois de quase duas décadas, praticamente ninguém se lembra de como eram as coisas antes. Tudo passou a ser perfeitamente aceitável. A expectativa do setor de viagens é que o mesmo ocorra com as medidas de precaução de agora.

Por enquanto, para tentar reverter o inacreditável tombo provocado pela eclosão da Covid-19 – só no Brasil o número de voos caiu 90% desde o começo da pandemia do novo coronavírus -, as empresas aéreas vêm lançando mão de uma série de estratégias. Há, por aqui, promoções que podem fazer o preço de um bilhete internacional ficar até 60% mais barato. Numa medida acertada, algumas companhias também decidiram simplesmente não cobrar taxas para a remarcação de passagens. E para quem está preocupado com o vencimento de suas milhas – que talvez demore muito até que possam ser utilizadas – a notícia é boa. Grande parte das empresas, que voam para os diferentes continentes, optou pela renovação dos seus programas de fidelidade – alguns deles até janeiro de 2022.

Nada mau – sobretudo considerando que, dada a reviravolta do mercado, os viajantes do período pós-pandemia não possam esperar somente céu de brigadeiro. Com a redução no número de passageiros, devido à limitação da ocupação de assentos, não se descarta a possibilidade de que o valor das passagens aéreas chegue mesmo a dobrar. Os embarques, que neste momento de campanha cerrada pela quarentena se tornaram rapidíssimos, poderão demorar até quatro horas, ao longo das quais os viajantes serão submetidos à checagem de saúde, incluindo testes de sangue (e não meramente a tomada de temperatura, feita hoje em dia em vários locais). Ainda assim, após experimentar tamanho confinamento; depois de só poder ir até o supermercado ou à farmácia –  ah, isso será o de menos.

Começou o futuro. 2

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE CONSOLO PARA A ALMA

DIA 31 DE MAIO

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ÁGUAS AMARGAS SE TORNAM DOCES

Então, Moisés clamou ao SENHOR, e o SENHOR lhe mostrou uma árvore; lançou-a Moisés nas  águas e as águas se tornaram doces (Êxodo 15.25a).

 

O povo de Israel acabara de atravessar o mar Vermelho de forma milagrosa. O mar tornou-se caminho aberto para os hebreus e sepultura para seus inimigos. Agora, o povo tem pela frente o deserto de Sur. Depois de três dias de caminhada, eles não encontraram água. Enfim, chegaram a Mara, mas ali não puderam beber as águas, porque eram amargas. O povo murmura contra Moisés, e Moisés clama a Deus, que lhe aponta uma solução: lançar uma árvore sobre as águas de Mara. Ali Deus provou o povo e lhe deu estatutos. Deus prometeu ao povo que, se eles andassem em obediência, as enfermidades que vieram sobre os egípcios não os alcançariam. Ali Deus se revela ao povo com um novo nome, Jeová Rafá, o SENHOR que te sara (v. 26). Ao saíram de Mara, chegaram a Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras. Ali acamparam junto às águas. As águas amargas de Mara são um símbolo da vida antes da conversão. Não há nada neste mundo que nos possa satisfazer. Porém, quando a cruz de Cristo é colocada nessas águas amargas, elas se tornam doces. Quando Cristo entra em nossa vida, somos transformados, restaurados e transformados em instrumentos de vida e não de morte, de deleite e não de tormento, de alívio e não de pesar. É pela cruz de Cristo que essa transformação acontece. Nenhum poder na terra nem no céu pode mudar a nossa vida, a nossa sorte e o nosso futuro a não ser Cristo, e este crucificado. Temos vida pela sua morte, temos cura pela sua cruz!

 

GESTÃO E CARREIRA

DIVERSIDADE QUE VENDE

Brinquedos como a boneca Barbie levam às prateleiras o respeito às diversas identidades e levantam o debate sobre o consumo consciente

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Não é novidade que a publicidade infantil instigue o desejo consumista das crianças. Ela anuncia o que os pequenos precisam e eles desejam o objeto idealizado. Mas também é antiga a discussão sobre os limites das ações publicitárias dirigidas aos mais jovens: são legais ou ilegais? Atualmente, esse debate tem ganhado novos contornos. Há mudanças importantes acontecendo para valorizar o respeito às diferenças e à inclusão. Um exemplo é a gigante dos brinquedos Mattel: a companhia acaba de lançar uma nova linha de Barbie em que as bonecas representam a diversidade cultural, étnica e trazem doenças de pele e deficiências físicas. São 176 novos modelos da linha chamada Barbie Fashionista, que tem nove tipos de corpos, 35 tons de pele e 94 diferentes cabelos. A Hasbro, fabricante da boneca Baby Alive, também criou bebês com a pele negra. Na linha LoL Suprise, da MGA Entertainment, há opções que fogem do padrão “branco e loiro”.

COM A CARA DA AVÓ

“O brinquedo passou a ser um negócio. Não podemos ter o olhar ingênuo de achar que a indústria faz isso apenas para acolher e reconhecer”, explica Raquel Franzim, coordenadora de educação do Instituto Alana. O cenário no qual a criança se desenvolve é mais importante do que o objeto com o qual ela brinca. A Barbie representa apenas uma parcela da identificação.

Raquel questiona: “É o brinquedo que faz a criança brincar ou precisamos cuidar do próprio ato de brincar das crianças?”
Indiferentes às considerações éticas e ideológicas, as crianças aproveitam. A pequena Theodora, quatro anos, sorri com o seu presente de natal: uma Barbie negra, com os cabelos raspados e descoloridos. Quando ela abriu o embrulho, automaticamente associou o objeto à avó, que possui as mesmas características físicas da boneca. A hoteleira Dilane Lopes Moreira, mãe de Theodora, conta que sempre valorizou a convivência da filha com produtos com os quais ela pudesse se identificar. “Todos são bonitos do jeito que são”, é o mantra da casa. Para ela, a Barbie nova está sendo apenas um complemento para a construção da identidade da filha.