GESTÃO E CARREIRA

HORA PARA O CAFÉ

Pesquisas mostram que uma sequência de pausas pequenas durante o trabalho pode trazer melhora significativa no desempenho profissional.

Hora para o café

Em seu recente livro Quando: os Segredos Científicos para o Tinzing Perfeito, o autor de vários best-sellers Daniel H. Pink apresenta diversos estudos científicos que comprovam a eficácia de fazer breves pausas durante o horário de trabalho. O estado de ânimo do profissional pode ser mantido, durante todo o período, tal qual no início do dia, aumentando assim o seu rendimento.

Algumas culturas são adeptas a uma prática mais radical há muito tempo. Na Espanha, por exemplo, em algumas regiões o comércio literalmente fecha entre 14h e 17h. Só recentemente uma lei trabalhista acabou com a famosa “siesta” entre os funcionários públicos espanhóis, que agora só podem desfrutar de uma hora para o almoço.

Não é necessário tanto. De acordo com pesquisas recentes, a melhor forma de se tirar um cochilo após o almoço é pelo curto período de (apenas) 20 minutos. Não sem antes tomar uma boa xícara de café. Ocorre que a cafeína irá levar 25 minutos para agir de forma plena na corrente sanguínea, tempo esse em que o sujeito estará despertando, juntando os dois benefícios da soneca com café: a melhora do estado de alerta e das faculdades cognitivas.

Em nosso ambiente de trabalho isso talvez não possa se tornar uma prática cotidiana. Mas uma sequência de pausas pequenas pode obter o mesmo resultado da soneca de meia hora, e isso durante todo o dia. Essas chamadas micro pausas podem ser feitas de maneiras diferentes.

Vamos listar sete sugestões que, com certeza, podem ser incorporadas sem nenhum problema no seu dia a dia para dar aquele rendimento extra e melhorar sua qualidade de vida no trabalho.

  1. DESCANSO DO OLHAR: caso trabalhe diretamente com procedimentos feitos em uma tela de computador, adquira o hábito de parar, de meia em meia hora, apenas para olhar objetos distantes. Ir a uma janela observar o trânsito ou uma bela paisagem por um minuto pode ajudar muito.
  2. MOVIMENTE-SE: se você trabalha sentado o dia inteiro, coloque seu celular para tocar um alarme a cada hora. Levante- se e dê uma pequena caminhada pelo local onde atua por cinco minutos. Isso vai causar um efeito fantástico em seu estado de ânimo, além de prevenir males posturais.
  3. UM TELEFONEMA: se você fica muito tempo sozinho trabalhando, faça pausas sociais pelo telefone. Isso mesmo! Ligue para alguém sempre que se sentir entediado. Apenas não demore muito no telefone. Tenha uma prática de fazer contatos com amigos que não vê há muito tempo apenas para saber como estão. Nesse caso as duas pessoas irão se sentir melhor.
  4. MEDITAÇÃO OU AUTO-HIPNOSE: Basta apenas investir nisso por alguns minutos pela manhã e na parte da tarde para recobrar suas energias. Caso não esteja habituado a esse tipo de prática, baixe aplicativos para auxiliá-lo. O chamado Casa dos 7 Saberes possui vários áudios de auto – hipnose que podem ser acessados gratuitamente.
  5. RESPIRAÇÃO DO NERVO VAGO: não há nenhum mistério nesse padrão de respiração controlada. Basta inspirar fundo contando até quatro, prender o ar contando até quatro e liberar, bem devagar, contando até quatro novamente. Pronto: a calma irá voltar a reinar no ambiente.
  6. USE A POSTURA DE VENCEDOR: trabalho da psicóloga americana Amy Cuddy. Levante- se e coloque as mãos unidas atrás do corpo por dois minutos (postura do general), depois coloque as mãos na cintura com a postura da Mulher-Maravilha ou Super-Homem igualmente por dois minutos. Termine colocando as mãos atrás da cabeça pelos mesmos dois minutos. A diferença no estado de ânimo ocorre por uma rápida alteração no padrão da produção química endócrina.
  7. USE O HUMOR A SEU FAVOR: tenha um livro de humor sempre disponível, veja um vídeo engraçado no YouTube ou onça um podcast de comédia. Ria! Como todos sabemos, rir é o melhor remédio. Calcule pausas para suas risadas ao longo do dia e terá uma excelente produção sempre.

Você pode escolher o método que mais lhe agradar para praticar diariamente ou fazer uma mistura com todos eles durante a semana. O resultado é o que importa e, com certeza, será melhor do que nada fazer.

Algumas empresas já optaram por práticas de exercícios laborais durante a jornada de trabalho com profissionais de educação física ou yoga dentro das próprias instituições. O break deixa de ser uma alternativa para constar como tarefa obrigatória todos os dias.

Algumas capitais brasileiras já saíram na frente com o local de descanso após o almoço. Grandes centros urbanos possuem a “sala da soneca” em restaurantes: uma cópia dos modelos utilizados há anos no Japão.

Apenas não se deve confundir as paradas laborais com o conhecido ócio criativo. Outro conceito totalmente válido, mas voltado para processos mais artísticos ou nos quais a criatividade deve estar em primeiro plano.

 

JOÃO OLIVEIRA – é doutor em Saúde Pública, psicólogo e diretor de Cursos do Instituto de Psicologia Ser e Crescer (www.isecpsc.br). Entre seus livros estão: Relacionamento em Crise: Perceba Quando os Problemas Começam Tenha as Soluções, Jogos para Gestão de Pessoas. Maratona para o Desenvolvimento Organizacional Mente Humana: Entenda Melhor a Psicologia da Vida e Saiba Quem Está à sua Frente – Análise Comportamental pelas Expressões Faciais e Corporais (Wak Editora).

Anúncios

GESTÃO E CARREIRA

NO TOPO DO RANKING

Aparecer na primeira página do Google é, hoje, uma meta para muitas empresas. Mas a tarefa nem sempre é fácil. É preciso saber o caminho correto e quais as “artimanhas” para concluí-lo superando os obstáculos.

No topo do ranking

Estar bem posicionado no Google e aparecer nas primeiras páginas do buscador é para as empresas algo de primeira necessidade. É por meio dele que milhões de internautas pesquisam produtos e serviços todos os dias. Alguns partem para os links patrocinados, outros preferem o crescimento orgânico. Ai que está o desafio. Para ajudá-lo, consultamos especialistas, os quais listaram nove pontos que merecem atenção caso você queira que sua página “bombe” na internet.

AGILIDADE

De fato, o Google vem declarando há muitos anos que eles querem o site mais rápido possível. Por isso, é preciso entender um dos primeiros princípios do Google, que é: entregar o melhor tipo de resultado da maneira mais rápida possível.

E é tão claro para o Google o quanto eles querem seguir esse princípio que se você fizer qualquer pesquisa no buscador – desde o começo até hoje – ele mostra quantos segundos demorou para trazer a solução para você. “Vou dar um exemplo: se você digita ‘downloads’ no Google, ele vai informar: ‘Aproximadamente 10 bilhões de resultados de busca em 0,41 segundos’, ou seja, menos de um segundo. O princípio do Google é sempre entregar a melhor experiência possível para o usuário”, comenta o empresário especialista em tráfego e audiência na internet e autor do livro Atenção: o maior ativo do mundo o caminho mais efetivo para ser conhecido, gerar valor para seu público e ganhar dinheiro, Samuel Pereira.

Agora, se ele trouxer no primeiro resultado de pesquisa um site que demora muito para carregar, automaticamente o Google prestará um mau serviço, porque ele indicou um site que demora para abrir. Agilidade é uma coisa que a gente preza muito na internet, certo? Então, quanto mais agilidade você tem, melhor será a sua maneira de prestar o serviço.

EM TODAS AS TELAS

Segundo a pesquisa TIC Domicílio 2017- a mais recente sobre o tema – produzida pelo Centro Regional e Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, vinculado às Nações Unidas e ao Comitê Gestor da Internet no Brasil, a conexão à internet somente pelo celular se tornou a forma mais comum de navegar na web no nosso País; 49% dos lares brasileiros dependem exclusivamente do celular para navegar. O índice foi pela primeira vez superior aos domicílios que usam tanto dispositivos móveis quanto computadores.

Não é para menos que o site precisa ser responsivo. Se você entrega um site que não é responsivo (um site que não abre corretamente, que não tem leitura, ou tem uma imagem em cima da outra), é a mesma coisa, você está prestando um péssimo serviço para os seus usuários. Por isso que essa é uma questão primordial. “Para resolver este problema, eu sugiro acessar o site testmysite. thinkwithgoogle.com. Ele vai analisar e relatar quanto tempo demora para o seu site carregar na versão mobile, se é satisfatório ou não e quais são as adaptações que você deve fazer para aperfeiçoar ainda mais o seu espaço ou o espaço do seu negócio”, orienta Samuel Pereira.

URL AMIGÁVEL

Uma boa estrutura de URL é um fator imprescindível para a qualificação de um site no ranqueamento do Google. Quanto mais fácil e objetiva a leitura das URLs, melhor a reputação e classificação para os motores de busca.

Além disso, as URLs curtas costumam ser mais eficazes em seu propósito. “Utilizar palavras-chave na URL, e também combiná-las com títulos, é um bom incentivo. Caracteres de difícil leitura ou termos repetidos são dispensáveis”, afirma a consultora de mídia e audiências na Reamp, Sabrina Garcia.

Caso a URL não esteja clara e bem estruturada, tanto o usuário quanto os buscadores podem não dar relevância ao seu site.

BACKLINKS

Os backlinks de qualidade fazem toda a diferença para quem quer se destacar na busca orgânica. Os links podem ser comparados a uma recomendação, por exemplo. Se seu carro quebrar e você perguntar para um amigo se ele conhece um bom mecânico, ele só vai recomendar se realmente confiar no profissional.

Ter links de outros sites apontando para o seu é essencial. Isso permite que você tenha backlinks de qualidade, e são eles que vão mostrar ao Google o valor do seu site. “Quando você é bem citado (várias vezes e por bons sites), seu conteúdo é considerado cada vez mais importante, comenta a equipe da Agência IMMA, especialista em marketing digital. O especialista em negócios digitais Juliano Leme traz uma clica: “Invista em publicar seus conteúdos com ‘linkagem ‘ em portais e blogs de qualidade; isso significa que você deverá fazer investimento financeiro para isso acontecer ou ter uma boa rede ele relacionamento. Quanto mais links de qualidade, melhor será seu posicionamento no Google”.

CONTEÚDO DE QUALIDADE

Conteúdo ele qualidade e inédito é uma das regras de ouro para o Google. Quando você faz uma boa pesquisa de palavras-chave e encontra as mais buscadas do seu nicho, suas chances de primeira página aumentam de maneira significativa. “Isso possibilitará que seu site eleve o tráfego orgânico, que é um fator importantíssimo para obter um melhor ranqueamento”, defende a Agência IMMA.

Sabendo disso, a estratégia é que esse conteúdo publicado seja focado em pessoas, transformação ou descoberta que a pessoa possa ter. “Utilizando o conteúdo, o engajamento com o conteúdo e os fatores sociais são o que mais têm peso para o ranqueamento”, afirma Juliano Leme.

CONTEÚDO ÚTIL

Podemos dizer que a essência de SEO é a produção de conteúdo relevante e de qualidade para o usuário. Porém, para ganhar as melhores posições não basta apenas qualidade, ele também precisa ser útil. Textos mais longos, com mais caracteres acabam sendo considerados mais profundos e se destacando dos menores.

As palavras-chave são o carro-chefe de SEO, são elas que ativam o conteúdo nas buscas. Quanto mais próxima a Keyword do início do título, mais fácil é para o usuário entender e o Google interpretar. As Head Tags, que são algumas das formas usadas pelas ferramentas de busca para identificar os assuntos tratados no site, são separadas por hierarquia. “A Head Tag, é a que está no topo.

Com isso, possui suma importância para o ranqueamento das páginas. As tags h2 e h3 estão abaixo da hl, mas também têm peso. O importante é saber que elas devem ser usadas com naturalidade”, orienta Sabrina Garcia, da Reamp.

O Google prioriza a classificação para sites otimizados para a palavra-chave que correspondem exatamente à busca. Apesar de não ter grande peso, conteúdos mais atualizados costumam ser priorizados nas pesquisas.

ARTIGOS DE CONVIDADOS

Postar artigos de convidados também ajuda muito a subir no ranking do Google. Isso não é muito difícil: basta convidar pessoas que sejam referência na sua área e trocar conteúdo inédito com elas. Assim, vocês estarão ajudando um ao outro.

EVITE CÓPIAS

Existem algumas boas práticas para uma boa classificação no Google. Por exemplo, a arquitetura e usabilidade do site sempre proporcionam uma experiência de qualidade para o usuário. Por outro lado, certas ações são necessárias para evitar a perda de posicionamento, como a cópia ou duplicação do conteúdo a ser veiculado na página. “Além disso, é preciso escapar dos links quebrados, que direcionam os usuários para páginas inexistentes, assim como os pop-ups, que incomodam o usuário durante a navegação”, pontua Sabrina Garcia, da Reamp. Já os erros de ortografia e gramática, assim como os sites mal escritos, podem ser considerados spam e não beneficiam em nada o site.

SÍNDROME DA FOLHA EM BRANCO

As pessoas esquecem que estão fazendo conteúdo para outras pessoas, e não para robôs de ranqueamento. Mas para isso é preciso “começar”. Existe uma síndrome que assombra muitos criadores de conteúdo, que é a síndrome da folha em branco. As pessoas querem ter o melhor conteúdo possível, mas ficam travadas na hora de escrever. É claro que não se deve ter um conteúdo ruim, mas é preciso começar. Se você não começa, ninguém vai saber de você e você não vai aprender. “Sempre que começo um blog, um projeto novo, a primeira coisa que eu faço é focar a quantidade”, comenta Samuel Pereira. Comece a fazer post todos os dias. É um trabalho difícil, mas, depois de dois meses, você tem 60 posts. Então, você pode parar e olhar para as métricas e entender qual post tem mais acesso e reproduzir mais conteúdo no mesmo estilo, com tema derivado, semelhante.

 

GLOSSÁRIO

BACKLINKS – são links que direcionam o internauta de uma página da internet para outra. Esse direcionamento pode ser para interno ou para domínios de outras empresas ou pessoas.

BUSCA ORGÂNICA – é o resultado natural que aparece no site de buscas. É o link “não pago”.

LINK PATROCINADO, como o nome sugere, são links pagos que aparecem, normalmente, no topo das páginas de resultado.

SEO – significa Search Engine Optimization (Otimização para mecanismos de busca). De maneira geral, é um conjunto de técnicas para otimizar sites e blogs. A proposta com isso é atingir um bom tráfego e autoridade para o endereço eletrônico.

SITE RESPONSIVO – é aquele que se adapta ao tipo de tela do dispositivo usado pelo internauta. O layout fica otimizado para quem está acessando a partir de um smartphone, por exemplo.

URL – nada mais é do que o endereço do seu site.

GESTÃO E CARREIRA

TUDO JUNTO E MISTURADO

Conheça o conceito Full Hub e como ele pode otimizar todos seus processos de e­commerce, além de oferecer um cafezinho.

tudo junto e misturado

O coworking já é sucesso entre os pequenos e médios empreendedores. Agora imagine o mesmo conceito aplicado à logística de quem trabalha com e-commerce. Esse é o Full Hub, que está chegando ao Brasil e centraliza, no mesmo espaço, infraestrutura, parcerias e serviços necessários para o segmento. Dessa maneira, as empresas podem não apenas operar sem terceirizações, como também aumentar a competitividade.

A Ulock – Self Storage é a primeira a adotar o conceito no País e inaugurou sua estrutura voltada ao comércio eletrônico, para que outros empreendimentos do setor possam se instalar e ganhar em escala, produtividade e flexibilidade. “Surgiu com uma demanda do segmento de e-commerce, que não dispunha de locais adequados de escritórios e armazenagem de qualidade e profissional. A Ulock então criou espaços de self storage e coworking para suprir tais necessidades. Uma evolução desta percepção foi a identificação de outras carências do setor, como falta de espaço para logística (manuseio, empacotamento, estacionamento de caminhões), acesso a meios de envio de mercadorias com valores competitivos, networking mais intenso e qualificado entre empresários do mesmo setor e mentoring específico para comércio eletrônico. A Ulock, então, incorporou essas e outras carências à estrutura existente e criou o conceito em que uma empresa de e-commerce tem todas as suas demandas atendidas para operar no mesmo local”, explicam os diretores da Ulock, Marcelo Nicoli e Welson Bolognesi.

Isso significa que, no mesmo lugar, o empreendedor encontra estações de trabalho, salas privativas e de reuniões, auditório e sala de descompressão – como em um coworking convencional. Mas, além disso, há ainda área de armazena­ mento de estoque, empacotamento, recebimento e despacho de mercadorias – que normalmente demandam custos extras e um trabalho cuidadoso de organização por parte da empresa. Além de tudo isso, o fato de ter diferentes negócios no mesmo ambiente ajuda a desenvolver parcerias importantes para alavancar as atividades, incluindo transportadoras, empresa de marketing digital, mentoring e participação em eventos.

Essa centralização ajuda a atingir a meta mais importante: o bom atendimento ao consumidor. “Com a retomada da economia, o varejo on-line deve ter chegado ao fim do ano de 2018 com um crescimento próximo de 15%, e a volta da confiança do consumidor promete um ano de 2019 de muitos frutos para todo mundo que trabalha com varejo on­line. Então, a dica é que foquem seus esforços no atendimento do consumidor, pois será esse o diferencial para que o cliente seja fiel à sua marca, volte a comprar na sua loja e aumente a sua venda, sem aumentar seu custo com aquisição e marketing’, aconselha o vice-presidente de Vendas da Vtex (plataforma de cloud commerce), Felipe Dellacqua.

A IDEIA É BOA. COMO FAÇO?

Se você gostou do conceito e quer fazer parte, o investimento inicial é zero, como explicam os diretores da Ulock: “a empresa somente vai pagar um aluguel mensal pela estação de trabalho e box, podendo diminuir ou aumentar sua utilização a qualquer momento. Os contratos são mensais e não possuem multa de saída. Temos boxes de diversos tamanhos (de 4,5m2 a 135 m2) e várias configurações de espaços de trabalho, indo de uma única estação de trabalho a uma sala comercial privativa para 11 pessoas. Com menos de R$ 1.000,00por mês, já é possível usufruir de espaço de armazenamento e estação de trabalho na empresa”.

Além das vantagens mais óbvias, o fato de você estar em um ambiente com instalações agradáveis, com recepcionistas profissionais, salas de reuniões, copa, café e outros ajuda no dia a dia e facilita o foco da atuação, com conforto. “E aquele papo informal no café com profissionais que podem lhe dar uma dica preciosa ou mesmo compartilhar uma boa prática não tem preço”, completam.

Se você quer adotar o conceito para sua empresa, mas ainda está em dúvida, é preciso primeiro olhar para seu negócio de maneira ampla. Visite o espaço de operações e entenda o que ele tem a oferecer. Reflita sobre questões pontuais que farão toda diferença:

– Meu local é adequado para o meu trabalho atualmente? E para o futuro?

– Consigo receber transporte de forma adequada e segura ou tenho de sair na rua com caixas na mão e colocar dentro do caminhão?

– Meus funcionários (e eu mesmo) trabalham em um local confortável?

– Quanto tempo perco administrando limpeza, manutenção, água, café, recepção, organização de salas?

– Como está a qualidade do meu networking no sentido de ter uma rede de parceiros de qualidade e que possam colaborar diretamente para o crescimento de minha empresa?

– Hoje, se a demanda aumentar de forma repentina, qual o investimento que preciso ter para ser mais competitivo? E se a demanda diminuir?

Segundo os diretores do Ulock, podemos observar ganho em produtividade durante o transporte de produtos. Em um conjunto comercial convencional, os horários são bastante limitados para receber fornecedores, transportadores e outros. Outro exemplo de ganho em produtividade é a facilidade na comunicação e a rapidez na resolução de problemas diários da operação, uma vez que está tudo no mesmo ambiente.

Considerando ainda os gastos compartilhados de serviços rotineiros, a redução de custos pode chegar a 30% ou mais, dependendo do mercado de atuação. “Há algumas empresas no mercado que executam pedaços da operação de e-commerce. Outras excutam todas as operações no conceito já conhecido de Full Commerce. O conceito Full Hub que criamos é inovador no mercado brasileiro e diferente do tradicional Full Commerce por se tratar de um ambiente em que o empresário continua com o controle da operação direta do seu negócio e aproveita toda a infraestrutura e condições disponíveis para ganhar escala, sem necessariamente terceirizar atividades”, concluem.

OUTRAS FERRAMENTAS

Algumas ferramentas e plataformas também são importantes no momento de organizar seu negócio de e-commerce. A Vtex, por exemplo, traz soluções digitais que aumentam taxas de conversão e diminuem custos operacionais, fidelizando assim os consumidores. Com clientes como Sony, Walmart. Danone, Whirlpool. Coca-Cola, Lancôme, Avon e Lego, traz praticidade para o momento da venda. “A Vtex não trabalha com logística. Somos uma empresa de tecnologia para o varejo omnichannel , que tem evoluído para que as lojas se tornem o que chamados de ‘Phygital’, uma união do físico com o digital. Dessa forma, além de ser ponto de experiência e relacionamento com o consumidor, você passa a ser um centro de distribuição do e-commerce e um ponto de retirada, seja de produtos que já estão na loja ou produtos que sairão de outra loja ou do próprio centro de distribuição do e-commerce. Assim, integramos todas as fases do físico e do digital em um só local, levando capilaridade, economia em larga escala e principalmente escala”, explica Dellacqua.

Considerando que o custo fixo pode ser um dos grandes problemas do varejo on-line – principalmente quando precisa escalar serviços como armazenagem e logística -, é recomendado que o varejista on-line terceirize esses serviços para uma otimização dos processos. Dessa maneira, seu empreendimento pode focar os diferenciais do negócio diante de concorrentes e não se preocupar com questões de execução. Nesse ponto, o Full Hub entra novamente como uma tendência de solução.

Outros detalhes podem melhorar ainda mais seu atendimento. O recurso de voz é um deles, como aconselha Felipe Dellacqua. “Recursos como esses estão cada vez mais avançados e se tomando comum no universo do e-commerce, no qual apps integrados com assistentes de voz ajudam a fazer compras apenas pelo comando. No Brasil, podemos ver o caso da Bonafonte, em que você pode fazer uma compra por voz e receber a água em casa”, conta.

A tendência do voice shopping cresce ainda mais rapidamente que o mobile shopping. Segundo Dellacqua, estima­ se que, até 2022, o volume transacionado por assistentes de voz será de US$ 40 bilhões. Hoje, são mais de 1 bilhão de buscas por voz realizada mensalmente, em um mercado de assistentes de voz que cresce 48% ao ano. Além disso, aproximadamente 25% dos consumidores já preferem esse tipo de recurso a sites de compras e aplicativos.

tudo junto e misturado. 2 VEIO PARA FICAR

INFRAESTRUTURA ADEQUADA

As micro, pequenas e médias empresas têm à disposição estrutura de grandes corporações, que vai desde recepção profissional até estrutura logística para manuseio e rápidas entregas em todo o País.

 

MENTORING E NETWORKING VOLTADOS PARA O SETOR

AUMENTO DE COMPETITIVIDADE

Identificou-se que muitos dos empresários com os quais há contato não têm porte para ter acesso a transportadoras e parceiros logísticos. Outros, quando conseguem ser atendidos, pagam “valor cheio” de transporte para enviar seus produtos, tendo sua competitividade prejudicada. No Full Hub, é possível formar uma rede com volume suficiente para atrair fornecedores.

 O E-COMMERCE ESTÁ PARA PEIXE?

“O e-commerce é um mundo de oportunidades. Porém, demanda planejamento a longo prazo. Devido à facilidade e ao acesso a novas tecnologias, ficou barato montar uma operação on-line, mas se manter on-line é o grande desafio”, lembra Felipe Dellacqua. Com toda a parte estratégica solucionada, o próximo passo é escolher um bom mix de produtos com preços competitivos. A relação investimento e lucro vai depender muito de dois fatores essenciais: o produto comercializado – considerando a margem que ele permite para venda – e o long time value do cliente, ou seja, qual a frequência de compra de uma mesma pessoa. A segurança também é crucial na rotina de seu negócio.

Vale lembrar que existem mais de 60 milhões de consumidores on-line no Brasil, o que representa mais de 50% do total de usuários de internet no País. Desse total de consumidores, há uma divisão muito similar entre faixas etárias de 25 a 34 anos, de 35 a 49 anos e acima de 49 anos. Um percentual ainda pouco expressivo de consumidores com menos de 24 anos merece atenção como público potencial. As classes sociais que compram pela internet vão de A a E, o que mostra a popularização do e-commerce.

 

PALAVRA DO ESPECIALISTA

O que é o conceito Full Hub?

“O conceito Full Hub que criamos é inovador no mercado brasileiro e diferente do tradicional Full Commerce por se tratar de um ambiente em que o empresário continua com o controle da operação direta do seu negócio e aproveita toda a infraestrutura e condições disponíveis para ganhar escala, sem necessariamente terceirizar atividades” MARCELO NICOLI e WELSON BOLOGNESI, diretores da Ulock – Self Storage

GESTÃO E CARREIRA

AQUI AS VAGAS ESTÃO SOBRANDO

O mercado mundial de segurança da informação está cada vez mais aquecido, e os gastos devem passar dos 133 bilhões de dólares até 2022 – mas falta mão de obra.

Aqui as vagas estão sobrando

Uma feira de recrutamento curiosa chamou a atenção de centenas de pessoas no fim do ano passado, em São Paulo. As vagas oferecidas ali, em um espaço dentro do evento de segurança Roadsec, não eram para qualquer profissional. As empresas no local estavam à procura de especialistas em ciber segurança. Ou melhor, na verdade, de hackers. As pouco mais de 100 vagas oferecidas no local representavam apenas uma parcela ínfima das oportunidades nesse mercado – e um retrato da alta demanda por profissionais da área. O setor de segurança da informação está em alta. Segundo dados da IDC, consultoria americana especializada em tecnologia, os gastos globais com segurança da informação deverão subir de 92 bilhões de dólares, em 2018, para mais de 133 bilhões até 2022. Mas, por mais que estejam dispostas a usar o caixa para proteger suas operações digitais, as companhias ainda esbarram em um problema básico: a escassez de mão de obra.

A lacuna no mercado de trabalho é um problema geral. Um estudo da organização sem fins lucrativos americana (ISC)2, que oferece treinamento e certificação a profissionais da área, aponta que, globalmente, faltam hoje quase 3 milhões de especialistas em segurança para preencher as vagas disponíveis. O problema é maior na região da Ásia-Pacífico (China, Índia, Japão, países do Sudeste Asiático, Austrália e Nova Zelândia), onde se calcula a falta de 2,1 milhões de profissionais. Mas há déficits na Europa, na América do Norte e na América Latina (incluindo o Brasil), onde há mais de 136.000 oportunidades de trabalho em aberto. O “buraco” existe porque as empresas sempre foram mais reativas do que preventivas nesse campo, segundo especialistas ouvidos. O assunto ficava em segundo plano, e muitos profissionais de tecnologia seguiam outras carreiras por falta de oportunidade. “Agora a quantidade de ameaças aumentou e, de alguns anos para cá, o perfil dos ataques a redes e sistemas mudou. Se antes um invasor estava em busca de fama, agora ele quer roubar propriedade intelectual ou conseguir vantagens financeiras”, diz Demetrio Carrión, sócio- líder de ciber segurança na América Latina da consultoria britânica EY. Somado ao surgimento das leis de proteção de dados, como a europeia e a brasileira, isso fez os investimentos em segurança disparar. Mas a formação de mão de obra não acompanhou.

Não há uma solução fácil para a escassez. As empresas têm testado diferentes formas de contornar o problema. A mais direta é capacitar funcionários com programas de treinamento. A empresa de telecomunicações brasileira Embratel recruta, desde o ano 2000, profissionais com algum conhecimento no setor já pensando em torná-los especialistas, por meio de cursos, certificações e workshops. Já a americana Symantec, fornecedora de soluções de segurança, treina aspirantes à área desde 2014.”O mercado não forma profissionais suficientes para suprir a demanda. Então os treinamentos funcionam bem no curto prazo. Uma empresa consegue aproveitar até quem não tem conhecimento formal na área”, diz André Carraretto, estrategista em segurança da informação da Symantec.

O problema é que isso demanda recursos, e nem todas as companhias têm capacidade de investir na formação de seus profissionais de segurança, especialmente as que não estão envolvidas diretamente no ramo. Um estudo da EY mostra que mais da metade das empresas no mundo e dois terços das brasileiras sofrem com a falta não só de mão de obra mas também de verba para a área de segurança da informação – que é tida pela maioria como ineficaz. Algumas empresas até planejam aumentar os investimentos, mas, segundo a EY, os valores dificilmente serão suficientes para resolver questões de recrutamento, capacitação e compra de equipamentos.

É por causa dos altos custos que hoje a terceirização do setor de segurança tem se mostrado uma alternativa para as empresas. “Um fornecedor terceirizado oferece recursos de forma compartilhada e, por isso, consegue atender a um volume maior de empresas, 24 horas por dia”, diz Pietro Delai, gerente de consultoria e pesquisa da IDC Brasil. Em resumo, a mão de obra é mais bem aproveitada. A maioria das fornecedoras de serviços não divulga quais são os clientes. Mas um caso notável e público é o da montadora japonesa Toyota, que adotou soluções da americana Palo Alto Networks para proteger de ameaças externas sua rede na Europa.

Outra saída para driblar a escassez de mão de obra e de recursos são os programas de bug bounties (“caça a brechas”). A estratégia consiste em recompensar especialistas de fora da companhia por falhas encontradas nos sistemas. Nos Estados Unidos, a tática é adotada amplamente por empresas de tecnologia. O Facebook, por exemplo, pagou quase 7 milhões de dólares em recompensas nos últimos sete anos. O Google desembolsou 3 milhões de dólares em prêmios só em 2017. No Brasil, a prática de recompensas é rara, mas existe um nome forte testando o modelo: a recém-inaugurada Quod, uma empresa de inteligência de crédito. Controlada pelos bancos Itaú, Santander, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa, ela foi criada em 2018 para concorrer com empresas como Serasa Experian e Boa Vista SCPC. “Um programa de bug bounty é uma forma de monitorar continuamente os sistemas e descobrir vulnerabilidades antes que aconteça um problema mais crítico”, diz Leonardo Carmona, diretor de segurança da informação da Quod.

Mas é na inteligência artificial que parece residir a principal alternativa para a escassez de mão de obra. Hoje, os softwares mais avançados de empresas de segurança já são úteis para realizar tarefas que antes eram feitas por humanos, como o monitoramento em tempo real de incidentes na rede. Só que eles não substituem totalmente os especialistas de carne e osso, nem devem fazer isso tão cedo. “É humanamente impossível fazer o monitoramento de redes de forma manual, mas não dá para automatizar completamente as tarefas importantes que exigem um pouco de criatividade, como a busca por bugs”, diz Geraldo Fonseca, conselheiro do (ISC2) na América Latina. No fim das contas, é uma forma de atenuar por ora a falta de mão de obra. A conta só deverá ser fechada mesmo com investimentos em educação e capacitação.

Aqui as vagas estão sobrando. 2

 

Aqui as vagas estão sobrando. 3

 

GESTÃO E CARREIRA

OS QUATRO PRINCIPAIS TIPOS DE DEVEDORES EXISTENTES E COMO COBRÁ-LOS

Os quatro principais tipos de devedores existentes e como cobrá-los.jpg

Com a alta da inadimplência dos consumidores, muitas empresas enfrentam um grande problema na área financeira, que é potencializado pela dificuldade de cobrar corretamente o cliente sem que isso ocasione problemas no relacionamento, que prejudicaria futuros negócios.

Por isso, no momento em que a área de cobrança de uma empresa fizer contato com os devedores, é necessário ter pensamento lógico e estratégia de abordagem. É fundamental conhecer a fundo quem está devendo e traçar um planejamento para receber esses valores, lembrando que, em caso de grandes dificuldades, existe a possibilidade de buscar medidas legais.

Mas, antes de qualquer ação, é preciso entender com quem se está lidando e quais suas características para melhor se preparar. Pensando nisso, detalhei os quatro perfis dos devedores que mais observo no mercado. São eles:

DEVEDOR VICIADO:

Muitas vezes não possui nem mesmo problemas financeiros, porém seu subconsciente sempre faz com que atrase os pagamentos, seja para se prevenir de imprevistos ou por outros motivos. Contudo, este pode até pedir para renegociar os juros, mas sempre pagará

DEVEDOR OCASIONAL:

É o consumidor que busca manter as contas em ordem, tendo sempre a intenção de pagar, entretanto, por motivo de ocorrência de algum problema, não conseguiu arcar com o compromisso. Geralmente ficam muito irritados quando cobrados, eles não pensam que são devedores e se acham injustiçados, afinal sempre pagaram. É necessário muito cuidado para não desgastar a relação.

DEVEDOR NEGLIGENTE:

É muito comum, pois representa o consumidor que não possui sua vida financeira organizada, assim, facilmente deixará de pagar suas contas por ter esquecido. esse caso, o papel do cobrador é o de lembra ­ lo de seus compromissos. Contudo, as negociações tendem a ser mais complexas, pois, como nunca se preocupa com suas obrigações, são vítimas constantes de dificuldades financeiras e de eventos imprevisíveis, sendo necessário estabelecer acordos bem claros com ferramentas para alertar o devedor sobre prazos de pagamentos.

MAU PAGADOR:

Esse é um grande problema para quem faz a cobrança, pois ele sabe que deve, já tem esse fato como uma constante em sua vida, mas mesmo assim se recusa a pagar, se esquiva do cobrador de todas as formas, inventa desculpas, desaparece, não está preocupado com o seu nome. Esses casos devem ser tratados de forma mais enérgica, com uma cobrança mais intensiva e indo até as últimas consequências legais. Lembrando que dificilmente esse será um consumidor interessante, pois de nada adianta vender se terá que realizar uma maratona para receber.

 

COMO COBRAR?

Lógico que esses padrões são variantes, principalmente em tempos de crise, por esse motivo existem alguns procedimentos básicos a serem seguidos para facilitar as cobranças e minimizar desgastes.

Primeiramente, sempre que acontecer o atraso, ligue e mande e-mail no dia seguinte pedindo ajuda para localizar o pagamento que não entrou, peça para o cliente enviar o comprovante a fim de facilitar a procura.

Se não tiver uma resposta em dois dias, ligue cobrando gentilmente, explicando que precisa receber os valores em aberto e o quanto eles são importantes para o dia a dia da empresa. Cobre do cliente uma posição efetiva, por exemplo: vou pagar dia tal, e envie e-mail pedindo confirmação por escrito. É interessante enviar informativos reforçando os novos prazos de pagamento. E, caso o pagamento não ocorra, semanalmente deverá buscar uma definição amigável da situação.

Se as ações não surtirem efeitos ou o débito tiver mais de 45 dias, a experiência diz que esse valor deve ser passado para o escritório de advocacia de sua confiança para notificar o devedor para pagamento sob pena de iniciar ação judicial.

Muitos devedores só pagam após a ação de cobrança bater na porta, seja por medo de penhora ou em função do grande aumento da dívida. Noto que parte expressiva dos devedores faz composição de pagamento em audiência.

Se não houver o pagamento, a busca para recuperação do crédito já está iniciada, e os advogados vão utilizar uma grande quantidade de estratégias de localização de valores e bens para assegurar seu recebimento. Enfim, como é possível observar, para o combate à inadimplência é necessário ter uma boa política de cobrança, uma rigorosa avaliação de crédito e cercar-se de profissionais que possibilitem suporte.

GESTÃO E CARREIRA

VITRINE COLORIDA

Você sabia que o mercado de produtos e modas infantis está em alta? Só nos últimos anos, ele aumentou o faturamento de R$2,7 bilhões para R$3,9 bilhões. Para os lojistas, essa pode ser uma boa oportunidade de divulgar os seus produtos e fidelizar novos clientes. Nossos especialistas dão todas as orientações e indicam as feiras como bons investimentos.

Vitrine colorida

No Brasil, o mercado de feiras infantis movimenta grandes cifras. Para ter uma ideia, são vendidas cerca de 1,5 bilhão de peças infantis por ano e US$ 8,4 bilhões em valores de produção, segundo números da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT). Ainda de acordo com estimativas do Inteligência de Mercado (IEMI), o segmento de vestuário para o público de O a 16 anos deverá movimentar R$52 bilhões no varejo em 2018, apontando uma receita 5,3% maior em relação a 2017. A produção em grande escala aconteceu em função das pequenas empresas atuantes nesse segmento. Para quem já está no ramo e deseja lucrar ainda mais, as feiras infantis prometem ser um grande negócio. O mercado atual oferece feiras para todos os setores e bolsos. Elas acontecem em hotéis, centros de convenções e shoppings.

Feiras que já são tradicionais e com muitos fornecedores tendem a ser realizadas em centros de convenções. Já as menores, ainda em fase de maturação, em hotéis e shoppings.

Se você é lojista e vende acessórios para crianças e bebês, já pensou em participar de feiras infantis?

As feiras e exposições são eventos grandes e que possuem um amplo alcance. Quem expõe nesse espaço tem a oportunidade de mostrar seus produtos para públicos que dificilmente os veria. Tanto as feiras como as exposições funcionam como vitrines de temáticas específicas e durante um tempo determinado.

Elas são ótimas ferramentas de marketing, pois potencializam o seu negócio e geram leads. Sem contar que nesses momentos o lojista terá contato direto com o seu consumidor, nesses eventos as empresas aproveitam para demonstrar seus produtos, serviços e também comercializá-los.

O consultor especializado em Negócios voltados ao segmento infantil, responsável pelo Seminário Internacional de Entretenimento Infantil, Hubert Krause, que sempre acompanha as feiras, considera a participação nelas uma excelente oportunidade para criar relacionamento com os clientes. Ele relata que a internet, estratégias de marketing digital e as redes sociais facilitaram o contato com as marcas, no entanto o lucro não vem da quantidade de oportunidades, mas da qualidade das relações de negócio criadas. “Portanto, nada melhor do que o tête-à-tête que existe em uma feira para a promoção do relacionamento entre cliente e empresa”, conta Krause.

 

SÓ VANTAGENS

Os benefícios de participar desses eventos são muitos, entre eles está o reconhecimento, a credibilidade e a notoriedade da marca. Participar de uma feira também demonstra profissionalismo e que a empresa está estruturada.

A proprietária da marca expositora Que Te Encante, da Feira Ópera, Daniela Bibas, viu nas feiras infantis grandes oportunidades. Ela conta que sempre valoriza esses eventos e que eles são a melhor maneira de se aproximar do público, conhecendo suas expectativas e alinhando a forma de atuação. “Além disso, as feiras são extremamente positivas quando tratamos dos aspectos comerciais. Se não fossem elas, seria muito mais difícil, diria quase impossível, apresentar nosso trabalho para lojistas de todo o País”, conta.

Ela explica ainda que, quando escolhe uma feira para participar, leva em consideração, principalmente, o público-alvo e as marcas que estarão presentes. “Todos os nossos lançamentos de coleção são realizados em feiras, e isso tem sido muito interessante, pois temos uma resposta muito rápida e direta do mercado”, completa a diretora de marketing da rede de roupa infantil Tip Top, Daniela Boll.

O lado interessante das feiras é que elas abrem espaço para os expositores pequenos. A diretora comercial da feira Ópera, Fernanda Menezes, explica que há nas feiras um bloco onde reúnem várias marcas com coleções menores, marcas conceituais e que certamente serão um grande diferencial para as lojas trabalharem com elas. “Uma fábrica menor, muitas vezes, permite que a loja coloque sua marca ou que personalize a coleção”, relata.

COMO FUNCIONA

O mercado das feiras infantis é amplo e sempre está aberro a novos expositores, em especial aqueles que trazem in ovações. No entanto, para participar, é necessário fazer um planejamento. Pois o lojista que deixa para a última hora provavelmente não conseguirá espaço ou então pagará um preço muito mais alto e sem possibilidade de parcelamento.

Deve se preparar com pelo menos um ano de antecedência e, durante es­ se período, Krause aconselha a se capitalizar para então poder investir em um estande atrativo e com uma boa equipe para atendimento, além de material gráfico de qualidade (cartões, flyers, catálogos) e brindes para distribuição. Fernanda conta que é muito importante começar antes, pois é fundamental fazer um planejamento de coleção e de produção. Vender e não entregar pode queimar a marca. “Para navegantes de primeira viagem o ideal é buscar consultores do mercado. Nós temos parceiros que indicamos constantemente para esse suporte”, aconselha a diretora comercial.

PLANEJAMENTO FINANCEIRO

Para não pesar no orçamento, você pode investir de maneira proporcional, levando em conta o valor da sua empresa no mercado. “Empresas reconhecidas e estruturadas que atingem uma grande fatia de mercado, se participarem de forma pequena ou discreta em uma feira, poderão despertar desconfiança no mercado e em seus clientes. Empresas pequenas que vão de forma grande e volumosa para uma feira, porém não têm reconhecimento, notoriedade, também podem gerar desconfiança e correm o risco de assumirem um prejuízo muito grande”, aconselha Hubert Krause.

Para ter uma ideia, na maioria das vezes as organizadoras de feiras vendem espaço por metro quadrado, ou por modelo de estande pronto. Krause explica que o metro quadrado de um estande em feira infantil com abrangência nacional pode variar de R$500,00 a R$1.500,00. A exposição de produtos precisa respeitar as regras da empresa organizadora da feira. Mas é importante que o lojista priorize aqueles que ele acredita ter um diferencial em relação à concorrência, produtos com os quais tenha uma boa competitividade. Lembre-se de que as feiras costumam reunir concorrentes diretos e que estarão a poucos metros do seu estande, portanto é bom caprichar. É importante ter em mente que se o seu produto é voltado para crianças pequenas de até quatro anos, seu público-alvo são os pais, em especial as mães. Crianças dessa faixa etária ainda não influenciam muito na decisão de compra.

Agora, se o produto é voltado para crianças acima de cinco anos, seu público-alvo são as crianças. “Nessa idade já influenciam na decisão de compra. Se elas não curtirem, não pedirão aos pais para comprar”, indica o consultor especializado em negócios voltados ao segmento infantil.

Tão necessário quanto a escolha dos produtos é a organização deles e o planejamento do estande. Para fazer isso, uma boa dica inicial é definir o seu público­ alvo. Observe e estude o comportamento deste grupo de pessoas. Para chamar a atenção, use e abuse dos objetos de decoração, de comunicação visual, brindes, móveis, entre outros.

LUCRO CERTO

Além do reconhecimento da marca, as feiras possibilitam aos lojistas um ganho extra. Dependendo do produto, você pode lucrar muito nelas. E mais, ela pode trazer lucro durante um ano inteiro, e não apenas em uma época. Encare a feira como uma ampliação de relacionamentos, contato com os clientes, feedback sobre a sua marca. O ponto forte dela é o marketing e isso consequentemente lhe trará lucro, mesmo que a médio ou a longo prazo. “O cliente teve um contato próximo com a marca, e se o lojista tiver realizado um bom atendimento, ele tende a procurar a empresa sempre quando precisar. É importante também que se estruture para captar contatos e ativá-los após a feira. Se o cliente se interessou na feira, ainda que não feche algo, já passa a um cliente potencial”, lembra Fernanda Menezes.

Vitrine colorida. 2

COMO SE ORGANIZAR PARA AS FEIRAS INFANTIS

1 – Precisa fazer conta, estudar o público visitante, entender como cada evento/feira se posiciona, qual a tradição dele e até conversar com quem já teve a experiência para saber se o seu negócio tem similaridade.

2 – Estudar quem já teve a experiência economiza alguns passos. Claro que cada experiência é única, mas certamente você terá algum proveito conversando com quem já fez esse caminho.

3 – Uma vez decidido ir à feira, faça bem feito: posicione bem sua comunicação, sua marca; seus produtos e vitrine serão alvo do público visitante.

4 – Treine e direcione seu atendimento para acolher o visitante da forma correta; ele carregará consigo toda a experiência que obtiver nesse momento.

5 – Se o evento do qual estiver participando for de vendas, público final, ofereça vantagens competitivas; promoções e brindes podem ser uma alternativa. Se a feira for de negócios, a característica e o objetivo são outros.

6 – Sempre escolha as feiras e bazares viabilizando a sua participação com um investimento que faça sentido, e para isso estude cada oportunidade.

7 – Faça um cadastro dos visitantes. Reserve um tempo para criar esse elo, algumas feiras oferecem o serviço de coleta de dados, onde você pode locar o equipamento que vai auxiliá-lo na captura de todas as informações do visitante. Caso não tenha este serviço disponível, faça o cadastro da melhor maneira que lhe convém, no iPad, na ficha de papel mesmo, mas não deixe de fazer.

PARTICIPAR DE FEIRAS INFANTIS É BOM PORQUE…

É uma boa oportunidade de posicionar a sua empresa ou marca no mercado.

Você apresenta as novidades de uma forma diferenciada e cria um relacionamento com o público-alvo.

OS CRITÉRIOS DE ESCOLHA DA FEIRA

SABER quem é o seu público e se está de acordo com o público-alvo da feira que você deseja participar.

ACOMPANHAR o calendário de feiras. No começo de cada ano esses eventos são anunciados na internet. Associações varejistas ou o próprio Sebrae sempre divulgam os eventos que acontecerão ao longo do ano. Portanto, se você entendeu que é o seu momento de expor, antecipe-se e conheça um pouco cada um deles.

Uma BOA DICA é: antes de expor em uma feira, seja visitante e analise o que gostaria de ter como consumidor.

 

PLANEJE-SE PARA ELAS

FEIRAS GRANDES:

Com pelo menos um ano de antecedência. Nesse prazo é possível fazer um planejamento bem consistente.

FEIRAS MENORES, COM POUCA BUROCRACIA, COMO BAZARES E OUTROS:

De cinco a seis meses são suficientes para se organizar, saber o que levar e como se comunicar.

GESTÃO E CARREIRA

QUAL O GRAU DE MATURIDADE DA SUA REDE?

Muito mais que uma plataforma, as redes sociais corporativas são espaços de troca de informações e conhecimentos institucionais. Não basta investir em tecnologia e acreditar que somente ela contribuirá para elevar as taxas de leitura e engajamento dos funcionários.

Qual o grau de maturidade da sua rede

Nesse checklist, você poderá saber o grau de maturidade da sua rede corporativa e se ela realmente tem sido vista pelos colaboradores como uma ferramenta fundamental no cotidiano.

Responda sim ou não e, ao final, avalie se sua rede social necessita de mais conteúdos atraentes e campanhas interativas.

O objetivo é ajudar corporações a elevar ao máximo seu engajamento e relacionamento com seus públicos.

 

 1. ESTRUTURA

□ As abas têm nomes simples que podem ser assimilados facilmente?

□ A navegação é em camadas?

□O colaborador pode editar seu perfil pessoal dentro da rede profissional?

□ A estrutura de navegação é clara?

□ Há um espaço para troca de mensagens em tempo real?

□ Há funcionalidades das redes sociais agregadas?

□ Há uma aba dedicada a conteúdos sobre pessoas?

□ Há uma aba que conta a história e memória da empresa?

□ Há espaços para envio de sugestões de matéria?

□ Há espaço para comentários, dúvidas e sugestões?

□ Os sistemas mais utilizados pelos colaboradores (acesso ao ponto, por exemplo) rodam na nova rede corporativa?

 

2. CONTEÚDO

□ Outras áreas, além da comunicação, podem postar conteúdo?

□ Há um treinamento para que outras áreas se tornem publicadoras?

□ Há suporte para vídeos?

□ Há possibilidade de envio de conteúdo por colaboradores?

□ A home da rede corporativa é personalizável?

□ Há mecanismos de busca de conteúdo por palavras-chave?

□ Há possibilidade de salvar textos e documentos favoritos?

□ É possível o compartilhamento de status?

□ É possível curtir e compartilhar conteúdo de outros perfis?

□ Há fóruns temáticos e grupos de gestão do conhecimento?

□ Há enquetes e espaços onde o colaborador possa dar seu voto e opinião?

□ O conteúdo dá voz, espaço aos colaboradores?

□ Há uso de ferramentas multimídia?

□ A storytelling é uma ferramenta utilizada?

 

 3. GOVERNANÇA

□ Há uma estrutura de governança?

□ Há um manual de boas práticas?

□ Foi criada uma política de moderação dos conteúdos?

□ Há uma equipe dedicada a sanar dúvidas?

□ Há canais de suporte?

□ Foi criado um Perguntas e Respostas com as principais dúvidas?

□ Os gestores dão o exemplo e recomendam o uso da ferramenta?

 

4. ACESSO

 □ Há uma quantia considerável de acessos diários?

□ Um percentual considerável de colaborares já utiliza a ferramenta no cotidiano?

□ As matérias principais são lidas pelas áreas entrevistadas?

□ Há constância no número de curtidas, comentários e compartilhamentos nas notícias e campanhas publicadas na rede social corporativa?

 

RESULTADO

26 A 36 NEGATIVAS:

Sua empresa precisa investir urgentemente em uma revisão da rede corporativa atual, que está muito mais para uma intranet 1.0.

16 A 25 NEGATIVAS:

Sua empresa já começou a pensar nessa plataforma, mas ela não é prioridade. É preciso um olhar mais atento para ela.

10 A 15 NEGATIVAS:

Sua empresa valoriza a comunicação com os funcionários, mas precisa reavaliar a política editorial e as ferramentas usadas.

6 A 9 NEGATIVAS:

Sua empresa está no caminho certo no que diz respeito a uma rede social corporativa que gere engajamento. Vale rever a forma de entrega dos conteúdos e a linguagem.

O A 5 NEGATIVAS:

Sua rede corporativa é interativa, leve, e os conteúdos são atraentes. A partir de agora, é importante monitorar o resultado das campanhas e sempre buscar melhorias e incorporação de novidades.