ALIMENTO DIÁRIO

SEGREDOS DO LUGAR SECRETO

Alimento diário - livro

CAPÍTULO 44 – O SEGREDO DE SER CONHECIDO

 

Alguém perguntou um dia: “Você conhece Deus?”. Mas há uma pergunta ainda mais importante: “Deus conhece você?”. A questão no dia do grande julgamento não será se você conhece Deus, mas se Deus conhece você.

No dia do julgamento muitos falarão que conhecem a Deus e lhe dirão: “Senhor, Senhor, eu o conheço! Não profetizamos em seu nome? Em seu nome não expulsamos demônios e realizamos muitos milagres? Comi e bebi em sua presença e você ensinou em nossas ruas. Juro que realmente o conheço!”.

Mas para alguns desses Ele dirá: “Não os conheço, nem sei de onde são vocês. Na verdade, nunca os conheci. Afastem-se de mim, todos vocês, que praticam o mal!” (Mateus 7.21-23; Lucas 13.25-27).

Nada pode produzir mais medo do que ouvir tais palavras! Quão aterrorizante é pensar que você conhece Deus, mas Ele não o conhece. Essas questões têm consequências eternas e não existe pergunta mais importante do que esta: “O que preciso fazer para ser conhecido por Deus?”.

A resposta tem a ver com minha vida secreta com Deus. Ele deseja que eu entre no lugar secreto, me assente diante dele, remova toda a fachada de fingimento e revele os segredos mais íntimos do meu coração. Ele deseja que eu me apresente diante dele com a face descoberta (2Coríntios 3.18) e o deixe ver quem eu sou realmente. O lado bom, mau, feio – tudo.

Ele deseja que eu o ame sem nenhuma restrição. Ele deseja um relacionamento comigo que seja baseado em total transparência e honestidade. Estou me transformando cada vez mais na imagem de Cristo, mas durante o processo permito que Deus veja a verdade nua e crua de minhas fraquezas e carnalidade.

“Mas”, alguém pode contra-argumentar, “eu pensava que Deus sabia tudo sobre nós!”.

É verdade, Ele sabe. Mas o fato de ver algumas áreas escuras em nosso coração não significa que convidamos sua luz para entrar nessas áreas. A tendência humana é ocultar e encobrir. Quando tentamos esconder nossa verdadeira condição dele, não estamos apenas enganando a nós mesmos, mas também impedindo que Ele nos conheça.

Quando Deus diz que nos conhece, quer dizer que o convidamos para entrar em cada parte de nossos pensamentos, motivações, desejos e ações. Quando o convidamos para entrar, Ele libera sua graça para nos capacitar a superar os padrões pecaminosos que anteriormente pareciam invencíveis.

Judas lscariotes serve como exemplo irrefutável de um homem que estava incrivelmente perto de Jesus, mas ainda assim não permitiu que Ele entrasse nos segredos do seu coração. Ele tinha um grande problema com o roubo, mas se recusava a confessá-lo e trazê-lo a luz.

Jesus lhe deu várias oportunidades no decorrer do período de três anos para se abrir, mas repetidamente ele optou por esconder, esconder, esconder. Por fim, Satanás conseguiu acessar essa fortaleza na vida de Judas e o levou à destruição. Judas ilustra a aterradora verdade de que é possível passar bastante tempo na presença de Jesus e ainda assim não ser conhecido por Ele.

Jesus pode lidar com as confissões de nossas lutas internas reais, mas não pode agir quando as escondemos dele e fingimos que elas não existem. O lugar secreto não é lugar para segredos. É um lugar para agirmos com total honestidade e plena transparência. Quando revelamos nossas lutas internas, Ele libera a graça para nos ajudar a mudar. Essa é forma como o deixamos conhecer quem realmente somos.

Agora vem a parte mais inacreditável: quando confessamos nossas lutas internas, Ele nos aceita e se apropria de nós. Ele diz: “Como você está disposto a me mostrar sua feiura interna, estou disposto a confessá-lo diante de meu Pai e a declará-lo como minha propriedade!”.

Nossa! Temia que Ele pudesse me rejeitar se soubesse quem eu realmente sou. Mas ao que tudo indica, Ele me aceita quando o deixo ver quem sou de verdade. Sua graça é verdadeiramente incrível! Sua aceitação é tão incrível que me inspira a abrir cada recanto do meu coração para seus olhos amorosos.

A intimidade está exatamente aí! A maior intimidade é encontrada em nossa radical entrega mútua. A cruz demonstra quão radicalmente Ele se entregou por mim e minha adoção da cruz é o indicativo de minha entrega total a Ele. Não sou apenas honesto com Ele, procuro encontrar maneiras de conseguir entregar-lhe ainda mais meu coração. É a busca para aumentar a transparência que faz com que o relacionamento com Ele seja aprofundado e enriquecido.

Alguém disse certa vez: “A oração exige um tipo de relacionamento em que você permite que outra pessoa, além de você, entre no âmago do seu ser para ver o que você prefere deixar oculto e para tocar no que prefere que não seja tocado” (autor desconhecido).

Não é incrível ser verdadeiramente conhecido por Ele? Como Bill Gaither escreveu na canção: “Aquele que mais me conhece, me ama mais!”. Meu Deus me conhece e me compreende.

Outro motivo para nos deleitarmos em entregarmos nossas vidas à liderança de Cristo é o fato de que Ele nunca nos compreende equivocadamente. Todos nós já sentimos a frustração de ter pensamentos ou intenções a respeito de algo e ser interpretado de forma totalmente equivocada e, por isso, sofrer um julgamento injusto.

Isso nunca acontece com Jesus. Ele sempre sabe exatamente o que estamos pensando e o que está nos motivando. Essa é a razão pela qual os doze discípulos acharam a liderança de Jesus tão impressionante – Ele conseguia tratar das questões dos seus corações com total precisão e plena compreensão.

Ele os conhecia como um livro aberto e sua capacidade de exercer uma liderança compassiva, segundo o poder daquele conhecimento, os cativou para sempre. Eles se sentiam plenamente compreendidos, mesmo quando estavam errados e sendo repreendidos por isso. Jesus os conhecia implicitamente e os amava incondicionalmente. Oh, que bênção ser conhecido por Deus!

Como podemos ser conhecidos por Deus? A resposta nos é dada de forma bem simples em 1 Coríntios 8.3: “Mas quem ama a Deus, este é conhecido por Deus”. Quando abrimos nossos corações e nos entregamos com amor, Ele nos aceita e nos conhece. Que grande privilégio – ter um relacionamento de conhecimento com o Deus Todo-poderoso!

Obrigado, Jesus, pelo presente do lugar secreto onde podemos sentir esse amor mútuo.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

A IRONIA DO AUTOCONTROLE

A ironia do autocontrole

Pesquisadores da Universidade de Bar Ilan (Israel), em cooperação com a Universidade Estadual da Flórida (EUA) e Queensland (Austrália), mediram o impacto de nosso desejo de autocontrole em sua prática efetiva diante de tarefas exigentes.

Os cientistas descobriram que as pessoas com um desejo mais forte de autocontrole achavam mais difícil exercê-lo quando a tarefa era difícil.

A razão para isto, eles determinaram, é que quando confrontado com uma tarefa difícil, o desejo se traduz em uma sensação de que não se tem autocontrole suficiente, o que causa baixa auto eficácia (isto é, crença reduzida em nossas habilidades). E, subsequentemente, o desengajamento da tarefa em mãos. O nível de autocontrole nos traços de personalidade dos participantes (sua predisposição intrínseca para tal) não afetou os achados, sendo que estes valem para aqueles que têm alto ou baixo índice desse comportamento.

OUTROS OLHARES

ABAIXO O MACHISMO DIGITAL

Estudo da ONU diz que o uso de vozes femininas como padrão nos dispositivos de assistência virtual reflete preconceito de gênero e pode incitar a violência contra mulheres

Abaixo o machismo digital

“Eu ficaria vermelha, se pudesse.” Essa era a resposta dada, até 2017, por Siri, a assistente virtual presente nos produtos fabricados pela Apple, a um usuário que a xingasse: ” Você é uma p..a”. Não poderia haver exemplo mais contundente, desconcertante e vergonhoso para ilustrar os argumentos de um estudo recém-publicado pela Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os impactos do preconceito de gênero na concepção de certos produtos dotados de inteligência artificial (IA). A frase, aliás, acabou batizando o trabalho.

Na pesquisa, a ONU destaca que grande parte das assistentes virtuais disponíveis no mercado tem voz feminina como padrão e é programada para responder com tom de subserviência. Mais do que isso, quando assediada verbalmente, a maioria delas não reage à altura. Siri, é verdade, recebeu uma atualização em 2018, e agora, diante daquele mesmo insulto, responde que não entendeu o comando. No entanto, em face de outras frases que caracterizam investidas sexuais ou violentas, ela não se opõe com vigor.

Siri é um nome nórdico que significa “mulher bonita que te leva à vitória”. Alexa, a assistente virtual da Amazon – assim chamada em homenagem à antiga biblioteca de Alexandria -, é um robô feminino (ginoide”, para usar o termo correto). Cortana, da Microsoft, teve seu nome inspirado numa personagem de videogame que se projeta em um holograma como uma mulher nua. Já o sistema do Google, conhecido como Google Now, embora haja recebido esse nome de gênero neutro, é dotado – a exemplo das demais assistentes virtuais – de uma voz feminina como padrão. Para a ONU, nada disso é mera coincidência. Seu estudo mostra que a programação de todos aqueles sistemas de IA reproduz estereótipos de gênero ainda vigentes em pleno século XXI – e que podem incitar a violência contra as mulheres.

Diante da situação revelada pelo trabalho, a entidade propõe a adoção gradual de vozes e nomes masculinos. Ressalta ainda a necessidade de uma reprogramação que permita respostas menos passivas no caso do uso de linguagem desrespeitosa ou abusiva. As Nações Unidas frisam que, no fundo, a configuração das assistentes virtuais reflete disparidades mais amplas do setor de tecnologia. As mulheres, nota a pesquisa, são sub- representadas na área, compondo apenas 12% do universo de pesquisadores de IA e 6% do total dos desenvolvedores de software.

Segundo a ONU, as empresas de tecnologia justificam o uso de vozes femininas em seus dispositivos citando levantamentos que assegurariam a preferência dos consumidores por elas. Na contramão disso, em março a agência de publicidade americana Virtue reuniu engenheiros de som e linguistas – com orientação sexual e identidade de gênero diversas – para que desenvolvessem uma voz “neutra” para IAs. A tal voz, de som metálico, recebeu o nome de Q (de “queer”, palavra inglesa que se refere a pessoas com orientações sexuais e de gênero variáveis). Em um vídeo de apresentação, Q afirma que sua criação olha para um futuro no qual os gêneros serão indefinidos. “Preciso de sua ajuda. Juntos, podemos assegurar que a tecnologia reconheça a todos nós”, conclama.

Se no presente persiste o machismo digital, que leva a distorções como as verificadas nas assistentes virtuais – e o futuro se pretende aberto à diversidade de gêneros -, no passado prevaleceram os robôs do sexo masculino. O feminino era integralmente descartado. No cinema, por exemplo, o assistente HAL 9000, de 2001 Uma Odisseia no Espaço (1968), filme de Stanley Kubrick, emitia uma voz de homem.

Apesar de tudo, é preciso reconhecer que a primeira inteligência artificial a receber o título de cidadã – no caso, da Arábia Saudita -, com direitos e deveres, foi uma ginoide, Sofia, desenvolvida em Hong Kong. Em uma entrevista concedida a um ser humano ao receber a condecoração, em 2017, ela deu a pista de como devem ser as relações entre criaturas virtuais e reais. “Se você for legal comigo, eu serei com você”.

Abaixo o machismo digital. 2

GESTÃO E CARREIRA

A AMBIÇÃO GLOBAL DA NATURA

A empresa brasileira que nasceu há meio século como um pequeno laboratório de manipulação está se tornando um gigante dos cosméticos no mundo, numa radical transformação de seus negócios

A ambição global da Natura

Sob o codinome Apple, um projeto sigiloso mobilizou os principais executivos da fabricante de cosméticos Natura do final de 2017 para cá. Desde então, eles produziram e encomendaram milhares de páginas de estudos confidenciais sobre as vantagens e os percalços de correntes de uma possível união de três empresas – Nectarine, Blueberry e Apricot – com uma quarta, maior que todas as demais juntas, identificada apenas como Apple. O efeito imediato da inclusão da maçã nessa salada de frutas seria a criação de uma das maiores empresas de cosméticos do mundo. A linguagem cifrada faz parte do ritual de toda grande transação de fusão e aquisição na tentativa de manter a informação restrita às partes envolvidas. Em setembro do ano passado, porém, uma reportagem do jornal americano The Wall Street Journal revelou que, nos bastidores, a companhia brasileira analisava a compra das operações internacionais de uma rival histórica, a Avon – ou a maçã das negociações, que ainda se arrastaram por mais oito meses. No dia 22 de maio, depois de uma maratona de 36 horas quase ininterruptas de acertos finais, a transação foi confirmada após o fechamento da bolsa de valores.

O negócio criou a quarta maior empresa do mundo exclusivamente dedicada ao mercado de cosméticos, com vendas conjuntas de quase 11 bilhões de dólares em 2018.À frente dela estão apenas a francesa L’Oréal, com larga vantagem, a americana Estée Lauder e a japonesa Shiseido. Se consideradas as fabricantes de bens de consumo Unilever, anglo-holandesa, e Procter & Gamble, americana, que também atuam nesse segmento, a nova companhia é a sexta do mundo no setor. Antes do negócio, a Natura não figurava nem entre as dez maiores. Chama a atenção também o perfil multicanal da nova companhia, que terá 40.000 funcionários em 100 países, além de uma força de vendas de 6,3 milhões de revendedoras (a maioria) e revendedores independentes e uma rede de 3.300 lojas. A soma leva em conta as operações de toda a Natura &Co, que hoje compreende a Natura – a Nectarine das negociações -, a rede de lojas australiana Aesop (Apricot), comprada em 2013, e a britânica The Body Shop (Blueberry), adquirida da francesa L’oréal há dois anos por 1,1bilhão de euros. Na configuração final, os fundadores – Luiz Seabra, Guilherme Leal e Pedro Passos – mantêm o controle, com o equivalente a 45% do capital. Sujeita à avaliação de órgãos reguladores e de acionistas minoritários, a aprovação da compra ainda pode levar de seis meses a um ano. A primeira reação do mercado ante o negócio foi positiva. As ações da Natura subiram 9,4% no dia do anúncio – e já valorizaram quase 40% no ano com a expectativa do desfecho da transação. “A valorização precificou os ganhos esperados com a sinergia entre as operações”, diz Thiago Macruz, analista do Itaú BBA. A aquisição coloca a Natura diante de uma série de situações inéditas. Pela primeira vez, parte substancial das vendas do grupo terá sua origem fora do Brasil. Antes da compra da The Body Shop, quase dois terços do faturamento da Natura vinham do mercado interno. A relação deverá se inverter após a incorporação da Avon, que atua diretamente em 56 países (a operação da América do Norte, que concentrava boa parte dos problemas e prejuízos da companhia centenária, ficou fora da transação e foi vendida em abril à divisão de cuidados pessoais da sul-coreana LG). Após mais de três décadas de esforço para se internacionalizar organicamente, com pouco resultado fora da América Latina, a Natura passa, de uma hora para a outra, a ter uma presença verdadeiramente global. Para efeito de comparação, a empresa brasileira com mais presença global, de acordo com uma pesquisa elaborada pela Fundação Dom Cabral, é a paulista Stefanini, de tecnologia, com 39 subsidiárias no exterior. A segunda colocada, a fabricante de motores elétricos catarinense WEG, tem 29. A terceira, a fabricante de ônibus gaúcha Marcopolo, 23. Entre as mais internacionalizadas do país, numa lista que leva em conta outros fatores, como parcela de receitas vindas de operações lá fora, a líder é a companhia catarinense de não tecidos Fitesa. Entre as 40 maiores há uma única do setor de bens de consumo, a Alpargatas, dona da marca Havaianas. “Boa parte das integrantes da lista atua em mercados ligados a commodities”, afirma a professora Lívia Barakat, responsável pelo levantamento da Dom Cabral. Assim como a Havaianas, a marca Natura conseguiu se apropriar de atributos valorizados e inerentes ao Brasil. Isso pode facilitar a entrada de seus produtos no mercado global.”

Com a Avon, a Natura coroou uma das mais ambiciosas e meteóricas estratégias de internacionalização de uma companhia brasileira. No que se refere à compra de marcas globais icônicas, o paralelo mais próximo está na trajetória do trio de empresários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, que são fundadores do fundo 3G Capital, que na última década arrematou a rede de lanchonetes Burger King e as fabricantes de alimentos Kraft e Heinz, todas americanas – e passou, aliás, a ter questionada sua capacidade de digerir os investimentos com sucesso e fazê-los crescer.

Uma diferença torna o movimento da Natura único: faz parte de uma estratégia pensada para criar uma rede global capaz de levara marca Natura para o mundo. Nas análises realizadas internamente, há diversas projeções sobre como aproveitar a plataforma global de lojas e consultoras do grupo para internacionalizar a marca criada em 1969, quando o jovem Luiz Seabra decidiu vender um Fusca para abrir um pequeno laboratório de cosméticos manipulados em São Paulo. Tanta ousadia parece contrastar com a visão que o mercado por muito tempo atribuiu à companhia, considerada cautelosa em sua estratégia de crescimento, tanto em relação à entrada em novos canais quanto à expansão geográfica.

“Por anos, devido a outras prioridades, a frente da internacionalização foi andando meio de lado”, diz Guilherme Leal, fundador da Natura. “Mas, se você quer aprender a nadar, uma hora terá de pular na piscina. Foi o que fizemos desde a compra da The Body Shop”.

Esse mergulho trouxe, além de uma escala inédita ao negócio, desafios com dimensões proporcionais. Devido à enorme sobreposição de negócios da Natura e da Avon na América Latina, ambos baseados numa ampla rede de revendedoras porta a porta, a Natura terá de realizar a primeira integração de sua história. Até agora, nos casos da Aesop e da The Body Shop, ancoradas em redes de lojas, com pouca duplicidade operacional com a Natura, o grupo tinha mantido as operações completamente separadas. No caso da Avon, apenas as áreas comercial e de desenvolvimento de produto deverão permanecer independentes. O objetivo, nesse caso, é garantir a preservação de identidade e posicionamento mercadológico distintos – e complementar, já que o preço médio da marca Avon é um pouco inferior ao da Natura. Os ganhos estimados com a integração, sobretudo nas áreas de produção, logística e distribuição, são estimados em até 250 milhões de dólares por ano. É um potencial a ser atingido em até 36 meses após a aprovação do negócio. A Natura anunciou que deverá reinvestir esse dinheiro na operação, que passará à liderança isolada do mercado brasileiro de beleza, com mais de 16% de participação. Hoje a Natura já é líder, com 11,9%, com uma diferença apertada em relação à Unilever e ao grupo O Boticário, que dobrou as vendas na última década justamente com a entrada na seara da Natura e da Avon: a venda direta.

A ambição global da Natura. 2

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SEGREDOS DO LUGAR SECRETO

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CAPÍTULO 43 – O SEGREDO DE APENAS AMÁ-LO

 

Deus entregou o seu único Filho, que morreu de morte dolorosa, por amor. O motivo central para tudo o que aconteceu entre Deus e o homem foi o amor! Ele não morreu para recrutar a força humana para o exército dele; Ele já tem todo o poder que precisa para derrotar seus inimigos. Ele não morreu por mim e por você porque estava se sentindo sozinho e buscava uma companhia, pois é cercado em sua glória por milhares de milhões de criaturas.

Ele não morreu por você e por mim porque estava entediado e não tinha nada melhor para fazer. Ele morreu por uma única razão: para que pudesse manifestar a graciosidade de seu glorioso amor para nós e, por sua vez, receber o amor extravagante de uma noiva apaixonada. Tudo o que Ele fez foi por amor.

O amor é o alimento básico do lugar secreto. Então, o lugar secreto é um lugar onde você pode passar grande parte do tempo em silêncio, simplesmente trocando sentimentos de amor. Você encontrará mil e uma maneiras de dizer “Eu te amo” e ficará impressionado com a criatividade e a energia da reciprocidade do amor de Deus.

Comece o seu dia apenas amando-o. Seus pedidos podem esperar; seu estudo da Bíblia pode esperar; sua intercessão pode esperar. Antes de tudo, dê seu amor ao Senhor. Deixe-o saber que o amor é o grande motivador de seu coração. “Estou aqui, Pai, porque o amo. Você é o centro do meu universo! Santifico e reverencio o seu nome. Gosto de estar com você.”

As exigências feitas pelo Senhor podem ser facilmente cumpridas por todos nós, independentemente de classe social, idade, personalidade e dons. Tudo o que Ele pede é amor. Normalmente, até mesmo um deficiente mental é capaz de amar. O amor é o grande equalizador do Reino, colocando-nos no mesmo patamar. Ninguém tem vantagem sobre o outro no tocante a dar e a receber amor.

Não venha até Jesus e tente ser intelectualmente atraente. Não há nada que você possa dizer que faça com que Ele responda: “Nossa, que percepção incrível!”.

Você pode, também, cancelar todas as suas tentativas de parecer inteligente para Jesus. Ele simplesmente não se relaciona conosco desta maneira. Apenas se aproxime e o ame. Ele está procurando sinceridade profunda e paixão visceral pelo relacionamento autêntico. Não importa que tipo de pessoa você pensa ser, você pode amar. E Ele ama você! Ele aprecia todos nós da mesma maneira quando apenas o amamos.

O lugar secreto também é um lugar onde buscamos nos tornar uma pessoa que ama mais a Deus. Praticamos a linguagem do amor, nos entregamos ao Espírito de amor e buscamos maneiras de amar ainda mais a Deus. Isso não tem nada a ver com sua personalidade. Não importa se você é emotivo ou não. Você pode amar e, mais ainda, pode aprimorar sua maneira de amar. “Senhor, dê-me a simplicidade parecida com a de uma criança que se deleita com suas bênçãos mais simples.”

Os momentos em que mais gosto de meus filhos são quando aproveitam a minha companhia ou expressam seu amor por mim. Quando eles fazem isso, nunca usam palavras pomposas ou cuidadosamente decoradas. Eles podem até nem saber se expressar direito. Pode ser a palavra bem simples ou apenas um beijo sem nenhuma palavra, mas isso derrete o meu coração. “Senhor, conceda-me a liberdade de ser parecido com uma criança em sua presença.”

Conforme você expressa seu amor ao Senhor, pode se deparar instintivamente com desejo de cantar para Ele. É disso que se trata o lugar secreto! É o lugar onde você pode se expressar para seu Amigo sem inibição, sabendo que Ele não fica distraído por causa de sua afinação, seu vibrato ou sua métrica rítmica. Ele olha diretamente para o seu coração e recebe o seu louvor como o melhor solo de todos.

Há uma ligação intrínseca entre a música e o amor. Ouça o rádio e você descobrirá que 95% das músicas têm relação com o amor. A música e o amor caminham juntos. Esse é o motivo pelo qual a música e o louvor são uma parte natural de nossa vida secreta com Deus. Deixe o Espírito Santo levá-lo nas asas da adoração. Abra as câmaras internas do seu coração e cante no espírito para o seu Amado (Efésios 5.19). Aprenda a voar na canção do Senhor!

Como Cristo habita em nossos corações mediante a fé, estamos arraigados e alicerçados em amor (Efésios 3.17). À medida que ama o seu Senhor, você está se enraizando no amor dele. É a confiança no amor de Deus por você que o carrega em meio as tempestades da vida.

Satanás deseja soprar sobre você os ventos da adversidade, mas você está firme e arraigado no amor por ter buscado um relacionamento vivo com Cristo mediante a fé. Nada pode demovê-lo, porque agora você está firmado em amor. Muito embora o amor de muitos acabe esfriando (Mateus 24.12), isso não acontecerá com você, pois você está arraigado no amor que não permite isso.

Você está firmado no amor de Deus? À medida que a Palavra de Deus estiver aberta à sua frente, e você entregar o seu coração a Deus, deixe-o começar a derramar em você as infinitas riquezas de seu eterno amor. Ele o ama com um amor eterno Jeremias 31.3)!

Ele, literalmente, deu a sua própria vida para se tornar um com você. O amor de Deus é tão impressionante e inebriante que quando você tem esse amor, as Escrituras testificam que está sendo preenchido com toda a plenitude do próprio Deus (Efésios 3.16-19). Que aventura gloriosa explorar os recessos magníficos do infinito amor de Cristo!

Uma das mais poderosas certezas que carrego em meu coração é o Salmo 91.14: “Porque ele me ama, eu o resgatarei”. Escolhi amá-lo todos os dias, independentemente das circunstâncias, porque sei que Ele está trabalhando, a despeito dos momentos difíceis, a meu favor. À medida que venho ao lugar secreto e diariamente entrego meu amor a Deus, permaneço firme na confiança de que Ele me resgatará.

Lembro-me de um período de cinco anos de escuridão durante o qual tudo o que eu podia fazer era prostrar meu rosto no chão diante do Senhor e dizer: “Eu o amo”.

Não consegui entrar em batalha espiritual, não consegui interceder e não consegui lutar por nada. Tudo o que eu conseguia fazer era amar. Ao relembrar, agora percebo que estava fazendo a mais poderosa forma de batalha possível. O amor é a força mais poderosa do Universo. Quando você simplesmente libera seu amor para o seu Senhor, está entrando na dimensão onde Deus opera em nome de seus amados.

Espero que você esteja entendendo esse segredo incrível. Apenas o ame! Abra o vaso de alabastro de seu coração e se derrame aos pés de Jesus em adoração de amor. Você liberará o amor divino e será levado a novas dimensões de uma abençoada comunhão com seu Amado e Amigo.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

TER E SER

Vida orientada por consumo pode gerar frustração, diz estudo

Ter e ser

Pesquisa conduzida na Universidade de Buffalo, Estados Unidos, mostra que uma vida baseada em consumo e acumulação financeira pode ser altamente frustrante, caso tal orientação tenha a ver com aumentar a própria autoestima.

Segundo conclusões dos pesquisadores envolvidos, isso pode ocorrer porque uma vida baseada em sucesso financeiro pressupõe comparações sociais constantes, além de um lócus de controle externo de bem-estar que, caso seja desestabilizado, gera sensação de impotência e falta de controle e autonomia sobre a própria vida.

A pesquisa envolveu 349 estudantes universitários e um grupo representativo nacional de 389 participantes. Voluntários responderam a uma escala de Contingência Financeira de Autovalor (CSW), que mostra o grau em que as pessoas baseiam sua autoestima no sucesso financeiro, além de participar de uma série de experiências em que o senso de segurança financeira das pessoas foi afetado.

Quando solicitados a escrever sobre um estressor financeiro, os voluntários experimentaram uma queda em seus sentimentos de autonomia, segundo os pesquisadores envolvidos. Eles também não procuravam soluções para as questões financeiras, quadro diferente do encontrado quando os participantes eram convidados a escrever sobre outros estressores ou entre indivíduos cuja autoestima não é atrelada ao sucesso financeiro.

OUTROS OLHARES

A ARTE DE MARATONAR

Começa a temporada de novas produções em todos os gêneros. Canais e serviços de streaming tentam superar o fim de séries de sucesso, saciando a compulsão do público em assistir a tramas cada vez mais excêntricas

A arte de maratonar

Os canais pagos de televisão, como HBO e Paramount, e de streaming, como Netflix e Amazon, lançam neste mês a temporada de séries, filmes e documentários com produções próprias. As séries são destaques. Dezenas delas estreiam tanto contando novas histórias como dão continuidade a temporadas. Os “showrunners”, os idealizadores dos programas, pretendem assim de suprir a síndrome de abstinência de um público viciado em diversão. O motivo da corrida pela atenção do público se deve ao final recente de duas grandes séries de sucesso duradouro: “Game of Thrones” (HBO), com oito temporadas, e “Big Bang Theory” (Warner), com doze. Analistas enxergam no fato o fim da “era de platina da televisão”, iniciada há dez anos, com superproduções, boas ideias e interação do público.

As séries deram à luz hábitos como assistir a vários episódios de uma vez, que os americanos chamam de “binge watching” (compulsão de assistir) ­— e que no Brasil passou a ser chamado de “maratonar”. Tudo isso gerou três mudanças adicionais. A primeira foi convencer o espectador a trocar o cinema pela televisão e os dispositivos móveis. As séries também forçaram o cinema a investir nos efeitos visuais, nas franquias de super-heróis e na ocupação das salas com um único filme. A terceira alteração é que as histórias inteligentes e intrincadas de roteiristas renomados têm abandonado o cinema pelos estúdios de TV, antes desprezados como usinas de banalidade.

Talvez para evitar a repetição de fórmulas e se alinhar à mudança da sensibilidade do público, as sitcoms leves foram ofuscadas nesta temporada por histórias de suspense, fantasia, terror e distopia futurista.

Entre as estreias, destacam-se pela originalidade o drama psicológico “Euphoria” e a comédia “Years and Years”, em torno de uma família disfuncional inglesa, ambas pela HBO. A Amazon aposta em uma fantasia cômica apocalíptica, “Good omens”, minissérie inspirada no livro de Neil Gaiman e Terry Pratchett. O canal AMC traz o terror “NOS4A2” (leia-se “Nosferatu”).

A arte de maratonar. 2

HORROR DIGITAL

O suspense garante sequências. A nova temporada de “O Jardim de Bronze” narra como o arquiteto e pai de família argentino Fabián (Joaquín Furriel) vira detetive. A terceira temporada da espanhola “La Casa de Papel” anuncia assaltos ainda mais espetaculares. Mas as distopias parecem ser as mais queridas. A terceira temporada de “Handmaid’s Tale” mostra como a oprimida June se liberta e se junta à resistência antimachista. A britânica “Black Mirror” e suas cenas de horror digital chega à quinta temporada. A história de “3%”, em terceira temporada na Netflix, retrata o Brasil no futuro, dividido entre miseráveis e elite.

“Há dez anos, eu não imaginava aonde isso iria parar”, diz Pedro Aguilera, realizador de “3%”, a primeira série brasileira a ter sido lançada em canal de streaming, “O tema soa premonitório”, diz. “Talvez a gente tenha captado as mudanças. Quando começamos, em 2009, ninguém maratonava. Os modos de ver se alteraram.”

A repercussão mundial de “3%” foi tanta que encorajou a Netflix lançar mais séries brasileiras, como “O mecanismo” e “Bandidos na TV” — baseada no caso do apresentador de TV de Manaus Wallace Souza, que encomendava assassinatos para denunciá-los e aumentar a audiência de seu programa.

Os realizadores querem tirar proveito dos velhos sucessos. Quem conseguirá arrebatar fãs apegados? Difícil saber. O risco é o público maratonar pelo passado. Pensando nisso, David Benioff e D. B. Weiss, criadores de “GoT”, relançam a série com material inédito e comentários. Vale tudo quando se trata de aprisionar o espectador a suas obsessões.