OUTROS OLHARES

USO DE TELAS PODE SER A RAZÃO DO AUMENTO DE CASOS DE MIOPIA

O problema está na forma e frequência, já que em muitos casos os equipamentos são usados por longos períodos e bem perto dos olhos

Em uma pessoa com a visão normal, os raios de luz passam pela córnea, atravessam a retina e se juntam para formar a imagem no fundo do olho. No entanto, naqueles que convivem com a miopia, a imagem é formada antes de a luz atingir a retina. É como se elas tivessem um globo ocular mais “longo”. E isso causa uma dificuldade maior para enxergar com nitidez aquilo que está distante dos olhos.

A condição é cada vez mais recorrente entre os jovens. De 2019 a 2022, foi registrado um aumento de 134% nos casos de miopia entre crianças e adolescentes de até 19 anos em São Paulo, de acordo com dados da Secretaria Municipal da Saúde. Em nível nacional, levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) confirma essa tendência: sete em cada dez oftalmologistas relatam alta de miopia entre esse público. Segundo especialistas, a pandemia de covid-19 é o principal motivo do crescimento.

LUZ

O uso de telas é outro agravante. Ainda que seja comum acreditar que a luz emitida pelas telas cause a miopia, esse não é o motivo. “Não existe comprovação que a luz emitida por celulares ou computadores cause danos aos olhos”, afirma a oftalmologista.

De acordo com ela, o efeito desse tipo de luz está relacionado ao ritmo circadiano, que é o ciclo de funções biológicas dos seres humanos no período de 24 horas. A exposição às telas em determinados momentos, como antes de dormir, pode atrapalhar a sincronização do organismo ao ciclo e prejudicar o sono. Dessa forma, a relação entre as telas e a miopia não está no uso em si, mas na forma e frequência em que é feito.

Em geral, tablets, computadores e celulares são utilizados por longos períodos e bem próximos aos olhos. E esse é o problema. “Quando olhamos para perto, estimulamos um movimento do olho chamado acomodação”, explica. A função desse movimento é preparar os olhos para enxergar com nitidez aquilo que está próximo. “Porém, se você estimula muito essa acomodação, há maiores possibilidades de miopia.”

SINAIS

Na pandemia, quando a sala de aula e as conversas com os amigos migraram para o ambiente digital, não teve como João Miguel, de 7 anos, fugir das telas. “Ele assistia às aulas pelo celular e computador e, como as telas estavam próximas, não tinha dificuldade para enxergar”, conta sua mãe, Dayane Santos. A confirmação para miopia foi por acaso. “Um dia, brincando na piscina, ele bateu o olho e machucou. Foi só aí que eu o levei ao oftalmologista”, diz Dayane. Na consulta, ela descobriu que o filho estava com 4,5 graus de miopia.

Ainda que não tenha sido o caso de João, existem fatores que podem indicar a presença da miopia entre os pequenos. “Crianças míopes costumam ser mais inquietas e com dificuldade para desenvolver algumas atividades escolares”, indica Leôncio Queiroz, médico oftalmologista do Instituto Penido Burnier, em Campinas. “Elas podem entortar a pescoço na tentativa de enxergar melhor, se aproximam da televisão ou se queixam de dores de cabeça”, completa.

De qualquer forma, com indícios ou não, a recomendação é que toda criança faça visitas periódicas ao oftalmologista. As diretrizes da SBOP indicam que, entre 6 e 12 meses, já podem ser realizados os exames oftalmológicos de rotina e, depois, entre 3 e 5 anos. “Até porque, por não ter referências, a criança não sabe dizer que não está enxergando bem ou que vê embaçado”, pondera Queiroz. Realizando o exame, é possível identificar a presença da condição.

Fatores hereditários também podem ser sinal de alerta, como foi para Aline de Melo, de 40 anos, mãe de Luiz, de 14. “Aos 6 anos, o Luiz começou a reclamar de dor de cabeça. E como eu e todos os avós maternos e paternos dele usamos óculos, achei que era uma boa idade para levá-lo ao oftalmologista”, diz. “Ele se adaptou bem aos óculos, que é a última coisa que ele tira antes de dormir e a primeira coisa que coloca ao acordar. Ele é muito disciplinado.”

TRATAMENTO

Seja aos 7 anos, como João, ou aos 14, como Luiz, o objetivo do tratamento da miopia é estabilizar o grau. Por isso, o primeiro passo é realizar exames com o oftalmologista, que vão identificar o grau da criança. Após 6 meses, se houver a progressão do grau, o tratamento é iniciado. Uma das opções de controle mais utilizadas são as lentes, que têm a função de corrigir a visão e retardar a progressão.

“O sucesso do tratamento não é a redução do grau, mas é ele não aumentar. Em geral, eles reduzem em quase 70% a progressão”, diz. Luiz, no entanto, iniciou com grau menor, mas teve progressão ao longo do tratamento. “Ele começou a usar óculos para corrigir 0,5 grau de miopia. As dores de cabeça pararam e ele passou a enxergar bem”, conta Aline. Mas hoje o jovem já está com 6 graus. “A expectativa é de que, completando 18 anos e estabilizando a miopia, ele possa operar.”

No caso da cirurgia, o objetivo é mudar a curvatura da parte anterior do olho, chamada de córnea, para que as imagens sejam formadas com mais precisão. “Após a cirurgia, as pessoas passam a não precisar mais de óculos, mas ela só é indicada para maiores de 18 anos, com grau estável e que não seja muito alto”, explica a oftalmologista Júlia.

No caso de João, por ser diagnosticado com um grau bastante alto, foi necessário fazer o uso das lentes de contato específicas para miopia. A adaptação foi difícil no começo. “Ele se sentia incomodado quando a gente ia colocar a lente, mas agora já se adaptou, mesmo sendo eu quem coloca, porque ele não sabe colocar sozinho”, afirma Dayane.

Há, ainda, outra linha de tratamento, que é o uso de colírios que agem em diferentes partes do olho. “O mecanismo exato pelo qual o colírio reduz a progressão da miopia não é esclarecido, mas sabemos que algumas ações do medicamento ajudam na estabilização”, explica Júlia. Essas ações incluem a redução da acomodação – aquele movimento do olho ao focar em objetos próximos – e estímulo à liberação de dopamina.

Para Júlia Rossetto, oftalmologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP), dois comportamentos das crianças na pandemia explicam o aumento: mais tempo em frente às telas e menos tempo fora de casa. “A luz solar, em contato com a retina, estimula a produção de hormônios, como a dopamina, que inibe o crescimento ocular”, diz. Dessa forma, além de reduzir as possibilidades de miopia, atividades em ambientes externos também podem diminuir a progressão de grau daqueles que já possuem a condição.

RECOMENDAÇÕES PARA USO DE CELULARES POR IDADE

Confira as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) para o uso de telas entre crianças e adolescentes, para reduzir as probabilidades de problemas de visão e melhorar a qualidade do sono.

MENORES DE 2 ANOS

Não é indicado o uso de telas, mas chamadas de vídeo estão liberadas.

DE 2 A 5 ANOS

O ideal é não ultrapassar 1h diária de uso, e sempre com um adulto por perto.

DE 6 A 10 ANOS

No máximo 2h por dia, também com supervisão.

A PARTIR DOS 10 ANOS

O limite é de 3h por dia, evitando a utilização à noite, que pode atrapalhar o sono e torná-lo mais agitado.

TODAS AS IDADES

Prefira as maiores telas, com maiores distância. Se for usar tablet ou celular, manter a distância de um braço adulto do aparelho ao rosto. Não usar durante as refeições e 2h antes de dormir.

OUTROS OLHARES

EPIDEMIA DE DROGAS Z, PARA INSÔNIA, GERA DEPENDÊNCIA E SONAMBULISMO

País tem alta de vendas de medicamento diante de facilidade de acesso e resistência a mudanças

Um vídeo postado numa rede social no final de dezembro fez soar um alerta entre os amigos de Matias (nome fictício). Era o registro de um inusitado passeio na chuva pela orla do Rio de Janeiro, narrado com uma voz estranhamente embargada.

“Eu tomei um zolpidem de tarde porque estava muito ansioso e queria dormir, mas fiquei mexendo no celular; e essa é a última lembrança que eu tenho daquele dia”, conta o estudante de administração de 22 anos, que foi resgatado por um amigo e levado para casa.

Zolpidem é o nome de um dos medicamentos hipnóticos indicados para insônia cujas vendas explodiram no Brasil nos últimos anos. Segundo a Anvisa, entre 2019 e 2021, elas cresceram 73% para a versão de 5 mg, a mesmo que Matias tomou.

Esses remédios são conhecidos como drogas z, em razão dos nomes que as substâncias receberam: zolpidem, zopiclona (ou eszopidona) e zaleplona. Ingeridos durante qualquer atividade, promovem estados dissociados, como confusão e sonambulismo, o que coloca a pessoa em risco. E geram dependência quando usados durante longos períodos.

As redes sociais estão repletas de relatos de pessoas que, sob o efeito de zolpidem, fizeram compras extravagantes para muito além de seus recursos, deram declarações desconexas ou embaraçosas e agiram de maneira confusa ou mesmo violenta.

“As parassonias, comportamentos não desejáveis durante o sono, são um efeito colateral importante do uso de drogas Z”, explica a médica neurofisiologista Letícia Azevedo Soster, especialista em medicina do sono e coordenadora da pós-graduação em sono do Hospital Israelita Albert Einstein.

“Tem histórias de pessoas que se machucaram, que compraram coisas e que agrediram outras pessoas, com implicações forenses. É bastante perigoso”, alerta.

Diversas celebridades já culparam o zolpidem por comportamentos inoportunos. Em 2018, a atriz Roseanne Barr teve seu programa na TV americana cancelado depois de um tuíte racista que, afirmou ela, foi redigido sob o efeito do medicamento. O laboratório Sanofi, fabricante do remédio que Barr afirmava ter tomado, emitiu uma nota dizendo que “racismo não era um efeito colateral” de seu produto.

Tuítes bizarros de Elon Musk também foram creditados pelo bilionário como obra do zolpidem. Em 2017, o golfista Tiger Woods foi preso e processado após ser encontrado, desacordado, dentro de seu carro numa estrada, num efeito que atribuiu ao medicamento.

E, ainda em 2010, o ator Charlie Sheen culpou o remédio pela quebradeira que promoveu no quarto de um hotel em Nova York. “É a aspirina do demônio”, disse, um ano depois, numa entrevista.

As drogas z emergiram há cerca de 20 anos com a promessa de combater a insónia e promover um sono rápido e com poucos efeitos colaterais em comparação aos medicamentos até então disponíveis.

“Os pacientes relatam que são drogas que fazem a pessoa fechar os olhos e dormir, como se fosse um botão de desligar”, conta Soster. “A indústria vendeu essas drogas como se elas não promovessem o efeito-ressaca de outras medicações nem tivessem efeitos colaterais. Não é verdade”, alerta.

A médica aponta para riscos de problemas relacionados ao uso prolongado ou excessivo dessas substâncias.

“As pessoas estão usando cada vez maiores quantidades de drogas z porque, com o tempo, se tornam refratárias a elas. Já recebi um paciente que estava tomando 40 comprimidos por noite de zolpidem para conseguir dormir.“

Foi o caso de Marcelo (nome fictício), 19, que começou a tomar zolpidem aos 15, após o diagnóstico de ansiedade e depressão associado a dificuldade para dormir. Chegou a tomar 30 comprimidos por semana e admite ter usado o medicamento não só para dormir, mas para ter alucinações durante o período de vigília. “A cada semana, eu usava mais e mais. Passei a confundir o que era sonho com o que era realidade, vivia em atrito com a minha família, foi destruidor”, diz. Para conseguir medicação suficiente, o hoje estudante de arquitetura conta que falsificava cópias das receitas e mentia para psiquiatras.

Soster explica que, no processo de difusão de drogas z no Brasil, dois fatores são complicadores. “Primeiro, o fato de o brasileiro ser um povo que tende a ser ansioso, o que potencializa a ocorrência de problemas com o sono”, aponta.

Segundo um estudo realizado por cientistas da USP e da Unifesp e publicado na revista Sleep Epidemiology, 65% dos brasileiros relatam ter algum problema relacionado ao sono.

“O segundo é o fato de o Brasil ter um sistema híbrido de saúde, meio público e meio privado. Então, o paciente vai num sistema, recebe indicação do remédio, vai em outro, recebe também”, conta. “E como os sistemas não estão interligados, ninguém percebe essa duplicidade, que tem acontecido muito com as drogas Z, que são remédios controlados. Isso sem falar no mercado clandestino”.

A médica explica que os problemas de sono ganharam maior amplitude durante a pandemia da Covid-19, quando o gasto energético do cotidiano ficou reduzido com o distanciamento social e o aumento do uso de telas incrementou os estímulos do cérebro que nos mantêm acordados.

“Isso fez a preocupação relacionada ao sono aumentar, e essa é a base da insônia crônica. A preocupação se torna maior do que o problema em si, ativando o mecanismo de alerta e gerando o desejo de controle do sono”, explica. “As pessoas querem deitar e dormir imediatamente sem assumir as responsabilidades pelos seus próprios processos físicos necessários para isso.”

Regular o horário de dormir e de se levantar, fazer exercícios físicos regulares, expor­ se à luminosidade durante o dia, reduzir o tempo de tela de noite e cessá-lo horas antes de ir para a cama são algumas dessas responsabilidades a que Soster se refere.

“É como numa dieta: a pessoa quer emagrecer, mas não quer cortar gorduras nem carboidratos. E, então, toma um remédio para isso”.

O desejo de um controle absoluto sobre o sono com o mínimo esforço, diz ela, também está por trás da epidemia de drogas z. “Não tem absurdo maior do que tomar uma droga para dormir e outra para acordar. É isso o que está acontecendo hoje em dia.”

GESTÃO E CARREIRA

CINCO DICAS PARA SE DESTACAR NAS VAGAS E PROCESSOS SELETIVOS DE TI

Segundo um estudo realizado pela Brasscom, Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais, o mercado de vagas de TI vive um crescimento exponencial. Até 2025, as empresas de tecnologia vão demandar cerca de 797 mil talentos no Brasil.

Mas, dentre tantas vagas, existem aquelas que são as preferidas dos profissionais, e também as mais disputadas. Por isso, para conseguir a posição que você deseja, existem algumas estratégias que podem dar maior destaque à sua candidatura durante um processo seletivo.

Confira algumas dicas para se destacar nas vagas e processos seletivos de TI:

ENTENDA AS SUAS EXPECTATIVAS

Para começar, existem duas análises importantes para serem feitas: uma interna, para entender quais são os seus objetivos profissionais, e outra externa, para determinar qual é o perfil de empresa que você busca. E essa segunda análise é consequência da primeira: ter mais clareza sobre as suas expectativas vai ajudar a escolher as oportunidades certas.

Se você deseja seguir uma carreira como especialista ou na gestão de times, por exemplo, ou quer trabalhar numa startup ou enterprise, se prefere trabalho remoto ou híbrido, se planeja desenvolver-se em uma técnica específica… As possibilidades são infinitas, por isso é importante compreender o que deseja. Saber o que quer e ter clareza sobre os seus objetivos é o primeiro passo para se destacar em um processo seletivo na área de TI.

ESTUDE AS ETAPAS DO PROCESSO SELETIVO

Outro ponto importante é realmente entender as etapas do processo seletivo e qual é o papel delas na análise da empresa sobre você. Afinal, as etapas de avaliação dos candidatos são os caminhos que a empresa possui para obter uma visão mais completa sobre a sua atuação profissional.

Por isso, é comum que envolvam a junção da análise do conhecimento técnico e comportamental, que podem ser feitos por diferentes abordagens. As mais comuns são o currículo e a entrevista. Veja algumas dicas para esses dois momentos:

CURRÍCULO

Com esse documento é que os profissionais de RH vão começar a compreender a linha do tempo da sua trajetória profissional. Um erro comum é inserir apenas a empresa de atuação e não mencionar as atividades desenvolvidas.

Lembre-se de descrever melhor quais eram as suas funções nos cargos anteriores, e também as ferramentas e técnicas que você usava. De preferência, o texto deve ser claro e conciso. Não envie o mesmo currículo para todas as oportunidades, faça modelos personalizados para o escopo de cada vaga, isso vai aumentar as chances de o currículo ser selecionado.

Uma forma de personalizar é ter uma versão do CV de fácil acesso, que você pode editar sempre que precisar, pode ser em um arquivo no Google Docs ou em uma versão personalizada no Canva. Estude o escopo de atuação daquela vaga e veja o que faz sentido manter no currículo e o que pode ser retirado.

ENTREVISTA

A entrevista é o ponto alto do processo seletivo, etapa na qual provavelmente você vai construir o maior vínculo com a empresa, a oportunidade e as pessoas com quem vai trabalhar futuramente. É muito importante que você aproveite ao máximo essa oportunidade! Embora possa ser difícil, busque estar tranquilo para se apresentar como você se vê e compartilhar sua trajetória, expectativas e o que mais valoriza.

Também é na entrevista que se analisa o chamado “fit cultural’’, que pode ser explicado como a conexão entre quem está concorrendo a uma vaga e a cultura. Essa visão é essencial para entender o quanto essa pessoa poderá ser feliz na empresa, o quanto ela poderá encontrar o que busca e valoriza.

Durante a conversa, podem perguntar sobre situações vividas e como você lidou e conseguiu resolver.

Nesse cenário, as chamadas “soft skills”, também compreendidas como habilidades pessoais, ganham cada vez mais destaque. Por exemplo, capacidades socioemocionais, pois cada colaborador lida com a pressão e as obrigações de forma diferente. Entender isso ajuda a criar um ambiente mais saudável para todos. Profissionais que apresentam uma distância muito grande entre os pilares de habilidades técnicas e comportamentais podem ter um desafio maior no processo de desenvolvimento. Quanto mais os dois forem desenvolvidos, mais sustentável será o crescimento.

Por isso, o conhecimento técnico é importante, mas também a capacidade de comunicar e compartilhar esse conhecimento com os colegas. Para compreender os valores e a cultura organizacional da empresa que oferece a vaga, confira as redes sociais e site oficial dela.

PREPARE-SE PARA O PROCESSO SELETIVO

Tenha uma organização dos processos seletivos para os quais está se candidatando. Quanto mais você souber sobre a vaga e a empresa, e demonstrar entendimento sobre qual vaga está concorrendo, maior será a conexão e a possibilidade de compreender as expectativas.

Pode até ser que tentar todas as vagas que aparecerem te leve a uma contratação rápida, mas nem sempre isso reflete em conseguir uma oportunidade alinhada com o que você espera para a sua carreira. É importante entender que independente do volume de candidaturas, o mais importante é garantir que estejam alinhadas aos seus objetivos.

Estude o escopo de atuação da vaga, procure saber mais sobre a empresa, a equipe e até mesmo quem são os clientes. Hoje, existem muitas plataformas que podem ajudar nisso, como LinkedIn, Glassdoor e Reclame Aqui. Verifique também se a empresa não possui um guia ou vídeo explicativo sobre o processo de recrutamento.

Outra maneira de fazer essa pesquisa é verificar as redes sociais da empresa para entender quais são os temas relevantes e sobre o que ela fala com o seu público. Em meio às publicações podem existir posts voltados para a comunicação com candidatos. Isso pode ajudar a entender melhor a relação da empresa com os funcionários, a cultura e o que ela espera dos colaboradores, incluindo as novas contratações.

TIRE SUAS DÚVIDAS

Ao longo de todo o processo seletivo, fazer perguntas será sua maior ferramenta para entender o que se espera da sua atuação e como as situações são vividas dentro da empresa. Não hesite em fazê-las. É importante que se prepare e compreenda qual seu objetivo com cada questionamento. E após as conversas analise como se sentiu com as perguntas e com as respostas dadas.

Perguntas como salário, benefícios e até como funcionam os processos de aumento salarial são importantes para entender a vaga de maneira global. Elas podem inclusive contar positivamente, indicando que você é uma pessoa organizada e que sabe o que quer para a sua carreira.

CONFIE NO SEU CONHECIMENTO E SIGA EM FRENTE

Acima de tudo, é importante confiar no histórico de conhecimento que você tem e na sua capacidade para ocupar aquela vaga. Formule respostas genuínas com base no seu perfil profissional.

Lembre-se que nem sempre a pessoa com o maior conhecimento técnico é contratada, justamente porque, como mencionado antes, o processo seletivo considera também a análise comporta- mental de cada candidato.

Na minha atuação como Head de Gente & Gestão, busco desenvolver processos seletivos que sejam proveitosos para todos os envolvidos. Muito mais que uma seleção de candidatos, é um momento de conhecer pessoas e entender o momento de cada um. E lembre-se que, embora um resultado negativo agora possa não ser o retorno que você espera, ele pode gerar aprendizado e ser a conexão que você precisa para uma oportunidade futura. Espero que as dicas te ajudem a começar 2023 com o pé direito. Até a próxima!

LÍVIA FREITAS  – É graduada em Psicologia e especialista em Gestão de Pessoas, com mais de 10 anos de experiência em atração, seleção e gestão de talentos. Hoje é Head de Gente e Gestão na Minds Digital, Voice IDtech pioneira em biometria de voz para prevenção de fraudes.

EU ACHO …

SAÚDE MENTAL

Acabo de saber da existência de um filósofo grego chamado Alcméon, que viveu no século VI antes de Cristo, e que certa vez disse que saúde é o equilíbrio de forças contraditórias.

O psicanalista Paulo Sergio Guedes, nosso contemporâneo, reforça a mesma teoria em seu novo livro, A paixão, caminhos & descaminhos, em que ele discute os fundamentos da psicanálise. Escreve Guedes: “A saúde constitui sempre um estado de equilíbrio instável de forças, enquanto a doença traz em si a ilusória sensação de estabilidade e permanência”.

Não sei se entendi direito, mas me pareceu coerente. O sujeito de boa cuca não é aquele que pensa de forma militarizada. Não é o que nunca se contradiz. Não é o cara regido apenas pela lógica e que se agarra firmemente em suas verdades imutáveis. Esse, claro, é o doente.

Do nascimento à morte há uma longa estrada a ser percorrida. Para atravessá-la, recebemos uma certa munição no reduto familiar, mas nem sempre é a munição que precisávamos: em vez de nos darem conhecimento, nos deram regras rígidas. Em vez de nos ofertarem arte, nos deram apenas futebol e novela. Em vez de nos estimularem a reverenciar a paixão e o encantamento, nos adestraram para ter medo. E lá vamos nós, vestidos com essa camisa de força emocional, encarar os dias em total estado de insegurança, desprotegidos para uma guerra que começa já dentro da própria cabeça.

Armados até os dentes contra qualquer instabilidade, como gozar a

vida?

A paz que tanto procuramos não está na previsibilidade e na constância, e sim no reconhecimento de que ambas inexistem: nada é previsível nem constante. E isso enlouquece a maioria das pessoas. Quer dizer que não temos poder nenhum? Pois é, nenhum.

É um choque. Mas o segredo está em acostumar-se com a ideia. Só então é que se consegue relaxar e se divertir.

Ou seja, a pessoa de mente saudável é aquela que, sabedora da sua impotência contra as adversidades, não as camufla, e sim as enfrenta, assume a dor que sente, sofre e se reconstrói, e assim ganha experiência para novos embates, sentindo-se protegida apenas pela consciência que tem de si mesma e do que a cerca – o universo todo, incerto e mágico.

Acho que é isso. Espero que seja isso, pois me parece perfeitamente curável, basta a coragem de se desarmar. O sujeito com a mente confusa é um cara assustado, que se algemou em suas próprias convicções e tenta, sem sucesso, se equilibrar em um pensamento único, sem se movimentar.

Já o sadio baila sobre o precipício.

MARTHA MEDEIROS 

ESTAR BEM

SUCO DE BETERRABA PODE AUMENTAR FORÇA MUSCULAR

Estudo americano revela presença de nitrato nos tecidos musculares pós-treino uma hora depois da ingestão do líquido

A beterraba é a fonte mais biodisponível de nitrato, que tem a capacidade de gerar uma série de alterações que melhorariam o rendimento de atletas, tanto em resistência quanto em intensidade. Isso ocorre porque o nitrato é convertido em nitrito pelas bactérias da boca e do intestino que é convertido em óxido nítrico, um potente vasodilatador, que melhora o funcionamento muscular e cardiovascular.

Como cada beterraba possui em torno de 1300mg de nitrato, e devido a necessidade do consumo de altas quantidades para o treino, normalmente atletas utilizam o recurso na forma de suco ou através de suplementos. Pensando nisso, pesquisadores da Universidade de Exeter e dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos realizaram uma pesquisa em que encontraram de fato como e onde o recurso se tornava mais ativo.

Para isso, os pesquisadores rastrearam a distribuição de nitrato ingerido na saliva, sangue, músculo e urina de dez voluntários saudáveis e solicitaram que eles realizassem exercícios máximos para as pernas. Uma hora após a ingestão do nitrato, os participantes realizaram 60 contrações do quadríceps – um dos músculos da coxa – na intensidade máxima durante cinco minutos, em uma máquina de exercícios.

Como resultado, a equipe encontrou um crescimento significativo nos níveis de nitrato no músculo, além de um aumento de 7% na massa magra, ou força muscular, dos participantes em relação ao grupo que ingeriu placebo.

“Esses resultados têm implicações significativas não apenas para o campo da atividade física, mas possivelmente para outras áreas médicas, como aquelas voltadas para doenças neuromusculares e metabólicas relacionadas à deficiência de óxido nítrico”, disse Barbora Piknova, cientista nos Institutos Nacionais de Saúde.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

COMO ELABORAR UMA BOA MENSAGEM DE TEXTO NOS APPS DE NAMORO

Encontrar o tom ideal de escrita e lidar com a ansiedade em relação a respostas pode ser desafiador em relações online

Pouco depois de Abby Norton conhecer alguém de quem ela gostou em um aplicativo de encontros, em julho passado, a editora de 24 anos fez uma viagem de duas semanas ao exterior. Por causa dos diferentes fusos horários, ela e seu pretendente tiveram dificuldade para estabelecer uma rotina de mensagens de texto enquanto ela estava fora do país, embora trocassem algumas mensagens por dia.

Assim que Norton voltou para Minneapolis, onde ela mora, os dois começaram a sair, mas as mensagens de texto ainda pareciam insatisfatórias, prosseguindo “só algumas vezes por dia, apesar de estarem no mesmo fuso”. Isso deixava Norton ansiosa. “As coisas chegaram a um ponto de ebulição certa noite, quando me peguei chorando” depois de não ter notícias dele por “um ou dois dias” – principalmente, disse ela, porque “me ocorreu que eu provavelmente precisava resolver os problemas internos que tinham me trazido a esse ponto de insegurança e ansiedade”. Ela então decidiu contar com a ajuda de uma profissional do emergente campo de cursos de namoro focados em mensagem de texto. Ela fez um curso chamado Curso Rápido de Cura de Comunicação por Mensagem de Texto, oferecido pela terapeuta licenciada e coach de namoro Kelsey Wonderlin, que mora em Nashville, Tennessee.

Wonderlin, que oferece cursos de namoro desde o outono de 2021, mas começou a atender especificamente problemas de mensagens de texto a partir de setembro, é uma das várias coaches de namoro que tentam fornecer aos clientes as habilidades de comunicação por escrito necessárias para levar os matches para o mundo real. Entre as perguntas que tentam ajudar a responder: Qual é a primeira mensagem mais certeira para mandar num aplicativo de namoro? Como flertar de um jeito que não seja muito assustador? E se as pessoas simplesmente não responderem?

COACH DE NAMORO

Com 180 mil seguidores no Instagram, Blaine Anderson, coach de namoro em Austin, Texas, sempre achou que os vídeos sobre mensagens de texto faziam sucesso com seu público majoritariamente masculino. Essa percepção, além de suas experiências pessoais recebendo mensagens estranhas em apps de namoro, a inspirou a lançar em agosto um curso chamado Sistema Operacional de Mensagens de Texto, “para eliminar o estresse e a ansiedade dos homens na hora de se comunicar com mulheres por meio de mensagens ou texto”, informou Anderson, de 33 anos.

De acordo com Damona Hoffman, coach de namoro em Los Angeles e Nova York e apresentadora do podcast Dates & Mates, muitas pessoas ficam presas no que ela chama de “relação por mensagem”. As mensagens de texto se tornaram uma fase do relacionamento, disse ela, e seu programa Acelerador de Namoro, que custa US$ 1.297 e combina sessões ao vivo e aulas em vídeo, ensina as pessoas a evitá-la.

Apesar do uso generalizado de apps de encontro, especialistas como Hoffman, Wonderlin e Anderson acreditam que nossa sociedade ainda carece de habilidades de comunicação digital. O motivo, de acordo com Wonderlin, é que não existe um lugar onde as pessoas possam aprender como iniciar e manter um relacionamento saudável. Em vez disso, têm de descobrir as coisas por conta própria.

Afinal, mensagens de texto são um meio de comunicação relativamente novo. “Nossos cérebros não estão programados para pensar” em mensagens de mais de 100 caracteres, admitiu Anderson. Embora os textos sejam convenientes, eles não têm a textura e a profundidade das conversas presenciais. “Destilar nossos sentimentos complexos e sutis em mensagens de texto é difícil, e as pessoas acabam dizendo a coisa errada inadvertidamente.”

CONFUSÃO

Para Hoffman, não é de surpreender que as pessoas estejam com dificuldades. Embora muitas gostem de enviar mensagens de texto por motivos de praticidade e eficiência, há muito espaço para interpretações errôneas. E pedir conselhos a amigos também pode abrir uma “caixa de Pandora”. Embora um amigo possa lhe dizer para adiar uma resposta para não demonstrar carência, outro pode dizer para mandar várias mensagens para mostrar interesse. Aí começa a confusão.

“Sempre faltou educação em comunicação saudável”, ressaltou Wonderlin, “mas como hoje as pessoas se encontram online e começam a trocar mensagens”, elas se tornaram o meio como as pessoas formam seus padrões de comunicação nos relacionamentos. E como muitas preferem se comunicar por texto em vez de falar por telefone antes de se encontrarem, “é importante definir o tom desde o início para uma comunicação recíproca e saudável”.

O curso em vídeo de duas horas de Anderson custa US$ 149 e é dividido em sete módulos que cobrem cenários comuns, de conversar offline a conseguir um segundo encontro. O curso se concentra principalmente na psicologia por trás das diferentes mensagens e fornece modelos de texto.

Já o curso em vídeo de Wonderlin custa US$ 333 e conduz os alunos por cinco módulos. Começa abordando a  importância de criar uma comunicação saudável no início do relacionamento e, em seguida, abrange diferentes tipos de mensagens – o texto seco, o texto animado, o texto compulsivo, o texto distraído – e ajuda os alunos a entender o que é uma bandeira vermelha e qual é seu estilo particular de escrita de mensagens. Também ensina a evitar o desespero quando alguém envia uma resposta de uma palavra ou não responde imediatamente.

Dan Leader, gerente de engenharia de 36 anos em Detroit, se inscreveu no curso de Anderson em dezembro “porque não estava transformando muitos matches em encontros e, quando conseguia encontros, eles não levavam a segundos encontros”, revelou ele. Desde que fez o curso, “agora escrevo com propósito e intenção”, contou. “Faço perguntas para conhecer a pessoa e para que ela possa me conhecer. Então traço um plano claro para marcar um encontro no momento apropriado. Não sinto mais a necessidade de manter o contato com conversa fiada.”

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