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CAÇADORES DO SELO AZUL

‘Blue Check’, símbolo de perfil verificado nas redes sociais, atiça influencers, inspira músicos e gera debate agora que pode ser comprado no Twitter

O designer goiano Felipe Foster, de 28 anos, é o típico profissional bem-sucedido. Entre os clientes de seus pôsteres digitais estão os grupos musicais Coldplay e BTS e cantores como Justin Bieber e Anitta. Um de seus últimos trabalhos de 2022, por exemplo, foi uma criação para a Adidas argentina para celebrar a final da Copa do Mundo. Mas ainda falta uma coisa na carreira do jovem – e não é um contratante em especial. É aquele selo azul, que indica que uma conta é “verificada”, em seu Instagram, o @fosterlands.

“Ano passado, passei a ver este selo de outra forma. Imaginava que fosse coisa de cantor grande, mas notei artistas pequenos, fotógrafos e DJs verificados, gente com seis mil seguidores (ele tem 20 mil), e fiquei com essa vontade”, diz o jovem.

O desejo de Felipe é compartilhado por centenas de milhares de pessoas em todas as redes sociais. Elas veem no blue check o símbolo máximo de status no mundo digital, que já virou funk (“Perfil verificado”, do DJ Jonatas Felipe) e hit sertanejo (“Só as verificadas”, de Lucas Lucco).

O tema também voltou à baila porque Elon Musk, novo dono do Twitter, de olho na importância do tema, resolveu vender o selo por US$ 8 mensais (cerca de R$ 42) desde o fim do ano passado, a princípio para usuários de Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia ou Reino Unido.

RECONHECIMENTO EXTERNO

Mas, afinal, o que está por trás deste símbolo, e o que o faz ser tão perseguido? Doutora em psicanálise pela Uerj, Fernanda Samico conta um caso que viu nas redes para responder à questão. Ela lembra bem do dia em que apareceu em seu feed do Instagram um vídeo de um influenciador digital muito emocionado por ter ganhado o selo.

“Ele estava aos prantos porque tinha acabado de ser verificado. Dizia: “Obrigado pelo reconhecimento” , lembra Fernanda. “Ao mesmo tempo que dá autenticidade, o selo vem com (a ideia de) reconhecimento. E nós somos constituídos também a partir do reconhecimento do outro. Precisamos que o outro endosse que a nossa imagem é única. Fora das redes sociais e mesmo antes delas, quem fazia o papel da verificação, diz Fernanda, eram “insígnias de poder”:

“Podemos pensar na coroa de um rei, numa condecoração militar e até numa faixa de miss.”

Oficialmente, o Instagram diz que a verificação serve para certificar a veracidade de uma conta e não para demarcar “autoridade, importância ou experiência num assunto”. E o TikTok afirma que “é uma forma para que as pessoas saibam que as contas de alto perfil que seguem são exatamente de quem elas dizem que são.”

Ambas as plataformas concedem os selos a partir de solicitações via aplicativo e esclarecem que número de seguidores não é critério. Também deixam claro que nenhum serviço de compra e venda de verificação é permitido, apesar de algumas agências prometerem conseguir a validação por até US$ 500,o que nem sempre é garantido e fere as diretrizes das duas empresas.

MUDANÇA DE PERCEPÇÃO

A “venda” do selo pelo Twitter tem mudado a percepção de muita gente sobre o real significado da verificação. Usuários como o editor de vídeos e streamer de games Murilo Geraldi, que já quis ter o blue check no microblog, acham que esta nova dinâmica fez o símbolo perder a razão de existir.

“Não vejo o verificado com o mesmo peso de antes. Ao se tornar comprável, a estima se perdeu”, diz Murilo, de 26 anos, natural de Rio Claro (SP).

Doutora em Comunicação e Informação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Daniela Schmitz acredita que a comercialização proposta por Musk muda um paradigma importante das redes sociais em relação aos influenciadores.

“Há uma quebra de contrato no que diz respeito à audiência. A conexão que se estabelece com os seguidores é o que dá legitimidade para se conseguir o selo”, diz Daniela. “Agora, se há possibilidade de compra, há um deslocamento da dinâmica social para a dinâmica financeira. Não é a audiência quem me coloca nesse lugar de ser verificado, e sim o quanto eu tenho para pagar.

O fato de os cobiçados blue checks não estarem à venda no passado é uma prova de que status não tem, necessariamente, a ver com poder financeiro. Mas, analisando o caso do Twitter, se todo mundo começar a pagar por ele, qual o valor simbólico do “produto”?

“A partir do momento em que todas as pessoas têm acesso, ele deixa de ser importante. É preciso criar uma dinâmica de escassez, o que, em última instância, é subir o preço. É a lógica da oferta e da demanda, porque vai virar um mar de selos azuis que não dizem mais nada”, afirma Daniela, salientando que não se sabe ainda como a proposta do Twitter pode impactar outras redes sociais.

Psicólogo, pesquisador da comunicação e professor da Universidade Federal de Minas Gerais, Claudio Paixão já vê um movimento de “ridicularização” de quem compra o verificado:

“Deixou de ser símbolo de status para ser apenas um símbolo de dinheiro. O que antes era significativo hoje é uma mera demonstração de riqueza. Não sabemos para onde isso vai confluir, mas cada episódio gera uma mudança nos tabuleiros de poder das redes sociais.

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QUER SE LIVRAR DA PAPELADA? SAIBA O QUE E COMO GUARDAR

Especialistas orientam como armazenar documentos na nuvem e cuidados para descartar sem expor dados sensíveis

O início de um novo ano pode ser um bom momento para limpar as gavetas e organizar a documentação dentro de casa, mas é preciso ter em mente alguns cuidados antes de se desfazer de itens que podem ser essenciais no futuro. É preciso estar atento à maneira correta do descarte de documentos para não expor dados sensíveis da família e às melhores formas de armazenamento on-line, para quem quer eliminar de vez a papelada do seu dia.

Confira a seguir as principais orientações.

ARMAZENAMENTO NA NUVEM

De acordo com Rodrigo da Costa Alves, advogado especialista em direito da proteção e uso de dados pessoais, o armazenamento de documentos on-line proporciona, muitas vezes, a redução de custos e dos riscos de perda do item por algum problema natural, como uma inundação dentro de casa ou o estrago causado por um animal de estimação ou criança pequena, por exemplo.

“Existem diversos serviços virtuais que proporcionam o armazenamento em nuvem. Alguns são gratuitos e outros são pagos, cada um tem seu diferencial. No caso dos serviços on-line, há mais segurança, pois eles garantem o que chamamos de redundância. Ou seja, os arquivos que colocamos na nuvem estão armazenados em vários servidores da empresa que escolhemos para o armazenamento”, explica Alves.

Diferentemente de um HD ou pen drive, por exemplo, o documento salvo na nuvem está “disperso” em diferentes servidores protegidos por criptografia.

NO COMPUTADOR

Para o líder da prática de Riscos Cibernéticos da Kroll, Walmir Freitas, quem resolver manter os registros localmente, o ideal é que o computador utilizado tenha sempre o disco e a cópia de segurança criptografados.

“Qualquer documento pode ser digitalizado. É um processo manual, é possível escanear o documento e, depois, salvar em PDF ou em outro formato compatível. Após esse processo, o arquivo pode ser armazenado em um HD, no computador, ou em um HD externo. Mas, hoje em dia, é muito comum o upload desses arquivos para a nuvem. A vantagem, nesses casos, é que a pessoa pode acessá-los de qualquer lugar”, explica Freitas.

POR QUANTO TEMPO SE DEVE GUARDAR UM DOCUMENTO?

As ferramentas digitais disponíveis para guardar a documentação também contribuem para que as informações contidas no papel sejam preservadas ao longo do tempo, mas nem todos os itens precisam ser mantidos para sempre.

A lei determina que se guardem os comprovantes de pagamento de serviços de fornecimento contínuo, como água, luz e telefonia, por cinco anos. O mesmo prazo de armazenamento recomendado para extratos bancários e faturas dos cartões de crédito.

Já recibos de pagamento de aluguel devem ser guardados por três anos, e os de condomínio, por ao menos cinco anos.

O comprovante de quitação de um financiamento imobiliário deve ser mantido até o registro da escritura em cartório.

Costa Alves orienta ainda manter as notas fiscais dos produtos como eletrodomésticos e eletrônicos durante toda a vida útil daquele item, mesmo após o fim da garantia. A nota pode ser útil em casos do chamado vício oculto ou caso haja um recall.

Os recibos de pagamento das mensalidades escolares devem ser guardados por cinco anos ou até o recebimento do certificado ou do diploma. Já os contratos com instituições de ensino devem ser mantidos por três anos.

Contratos de trabalho e rescisões devem ser guardados por período indeterminado.

IMPOSTOS E IR

Os comprovantes de pagamento de impostos, como IPVA e IPTU, devem ser guardados por cinco anos. No caso do Imposto de Renda (IR), é necessário manter também os documentos comprobatórios da declaração.

E SE O DOCUMENTO FOR PERDIDO?

Caso um documento seja perdido, a orientação é entrar em contato com a empresa e pedir a segunda via. Em muitos casos, diz o advogado, é possível obter virtualmente o documento.

QUITAÇÃO ANUAL

Pode-se substituir os recibos acumulados de janeiro a dezembro por uma declaração de quitação anual de débitos. A lei federal 12.007/ 2009 determina que as empresas emitam a quitação na fatura a vencer no mês de maio. Há ainda, no Estado do Rio, a lei 8.168/2018, que estabelece que o documento esteja disponível no site da empresa e no serviço de atendimento ao consumidor. Quando solicitada, a declaração deve ser enviada em 48 horas.

Não é prática de mercado a emissão de declarações anuais de quitação de condomínio e aluguel. Há administradoras que fornecem um documento semelhante, mas isso não é obrigatório.

QUAL A MELHOR MANEIRA DE DESCARTAR UM DOCUMENTO?

O descarte da documentação, seja ela digital ou física, deve passar por alguns cuidados. No caso do arquivo ter sido salvo on-line, é preciso fazer a seleção do que deve ser excluído e não esquecer o backup automático de 30 dias, um serviço oferecido por empresas como Google e Apple.

Assim que o documento tiver sido eliminado da pasta principal, é importante checar a lixeira do ambiente em que ele estava armazenado.

“No caso do documento físico, o descarte deve observar medidas de segurança. A fragmentadora, também conhecida como triturador de papel, é importante. Mas, como nem todo mundo tem, o ideal é rasgar bem o documento, especialmente onde há os dados mais sensíveis, como endereço, nome completo etc. Ou seja, os dados que podem ajudar a identificar a pessoa”, ressalta Alves.

GESTÃO E CARREIRA

SOLUÇÃO DIGITAL PARA FACILITAR GERENCIAMENTO NO HOME OFFICE

O mundo corporativo passou por várias adaptações nos últimos dois anos e, desde então, as empresas tiveram que reestruturar seus modos de trabalho. Atualmente, nossa realidade é bem diferente, onde o ambiente físico da empresa não é mais o único lugar em que colaboradores executam as suas atividades

Também não é mais necessário morar próximo do local de trabalho, seja da sede, cidade ou mesmo estado. Essa flexibilidade tem sido proporcionada pelas tecnologias digitais, que tornaram o trabalho híbrido ou remoto uma realidade funcional, além de possibilitar a contratação de profissionais sem a necessidade de um deslocamento territorial.

No entanto, esse cenário também  exige algumas adaptações, como a facilidade do uso do equipamento, o acesso aos dados e a segurança da informação. É neste contexto que a N1IT Stefanini, empresa brasileira voltada para soluções de tecnologia da informação, desenvolveu o N1 Zero Touch. Foi idealizado com o objetivo de possibilitar mais melhorias no processo de gerenciamento centralizado das estações de trabalho, seja no modelo home office ou híbrido, de forma segura, padronizada e centralizada na nuvem.

A escalabilidade trazida fornece benefícios concretos para empresas de todos os tamanhos, com colaboradores somente no Brasil ou em vários países. A ferramenta já está em uso em uma startup surgida de uma parceria entre um grande banco estatal e uma empresa de benefícios, que iniciou a utilização com 20 colaboradores e, atualmente, já são mais de 100 trabalhadores beneficiados. Além disso, recentemente, o N1 Zero Touch também foi adotado por uma das maiores empresas de aviação do mercado, contemplando mais de 20 mil colaboradores e estações e trabalho. O objetivo em comum dessas empresas a busca constante pela otimização dos processos e por mais segurança para o ambiente de trabalho, modernizando e aumentando produtividade. O N1 Zero Touch apresenta as seguintes características:

  • Padronização de ambientes;
  • Simplificação com a chegada de um novo colaborador;
  • Centralização das políticas em um único sistema;
  • Segurança no acesso aos dispositivos;
  • Escalabilidade de um gerenciamento através da nuvem;
  • Alcance ilimitado.

Ao implementar o uso do N1 Zero Touch, o processo iniciado com a abertura e uma solicitação pelo RH. Em seguida, a área de TI recebe o chamado, ativa o processamento e envia o equipamento para onde o colaborar ou a empresa desejar. Por fim, é o próprio colaborador que faz o onboarding (processo para integrar o novo funcionário à equipe, cultura e forma de operação da organização), sem o acompanhamento do TI.

O N1 Zero Touch age como uma suíte de segurança por meio de um único serviço, funcionando como uma solução ideal para os processos de SelfOnboarding, Passwordless, NativeSec e FastCrypto, termos indicados para os processos existentes dentro do N1 Zero Touch.

“Atualmente, para conectar todos os colaboradores com as políticas de tecnologia da empresa, o modo mais eficaz é a utilização de recursos em nuvem, em que todo colaborador sempre estará conectado para a execução de suas atividades. Porém, muitas empresas se utilizam de diversas soluções descentralizadas e não integradas, o que reflete em grandes desafios tecnológicos, muitas vezes caros ou inseguros”, explica Shirley Fernandes, diretora Comercial da N1 IT.

O N1 Zero Touch apresenta um nível de segurança que protege as plataformas da organização e garante diferentes níveis de acesso a cada colaborador, de acordo com a necessidade de uso da informação. Além disso, habilita os principais recursos de maneira transparente, mantendo a segurança de acesso aos dados, garantindo que as restrições de segurança aplicáveis independente de sua localização.

FONTE E MAIS INFORMAÇÕES: https://stefanini.com/pt-br

EU ACHO …

NUNCA IMAGINEI UM DIA

Até alguns anos atrás, eu costumava dizer frases como “eu jamais vou fazer isso” ou “nem morta eu faço aquilo”, limitando minhas possibilidades de descoberta e emoção. Não é fácil libertar-se do manual de instruções que nos auto impomos. Às vezes, leva-se uma vida inteira, e nem assim conseguimos viabilizar esse projeto. Por sorte, minha ficha caiu a tempo.

Começou quando iniciei um relacionamento com alguém completamente diferente de mim, diferente a um ponto radical mesmo: ele, por si só, foi meu primeiro “nunca imaginei um dia”. Feitos para ficarem a dois planetas de distância um do outro. Mas o amor não respeita a lógica, e eu, que sempre me senti tão confortável num mundo planejado, inaugurei a instabilidade emocional na minha vida. Prendi a respiração e dei um belo mergulho.

A partir daí, comecei a fazer coisas que nunca havia feito. Mergulhar, aliás, foi uma delas. Sempre respeitosa com o mar e chata para molhar os cabelos, afundei em busca de tartarugas gigantes e peixes coloridos no mar de Fernando de Noronha. Traumatizada com cavalos (por causa de um equino que quase me levou ao chão quando eu tinha oito anos de idade), participei da minha primeira cavalgada depois dos quarenta, em São Francisco de Paula. Roqueira convicta e avessa a pagode, assisti a um show do Zeca Pagodinho na Lapa. Para ver o Ronaldo Fenômeno jogar ao vivo, me infiltrei na torcida do Olímpico num jogo entre Grêmio e Corinthians, mesmo sendo colorada. Meu paladar deixou de ser monótono: comecei a provar alimentos que nunca havia provado antes. E muitas outras coisas vetadas por causa do “medo do ridículo” receberam alvará de soltura. O ridículo deixou de existir na minha vida.

Não deixei de ser eu. Apenas abri o leque, me permitindo ser um “eu” mais amplo. E sinto que é um caminho sem volta.

Um mês atrás participei de outro capítulo da série “Nunca imaginei um dia”. Viajei numa excursão, eu que sempre rejeitei essa modalidade turística. Sigo preferindo viajar a dois ou sozinha, mas foi uma experiência fascinante, ainda mais que a viagem não tinha como destino um país do circuito Elizabeth Arden (Paris-Londres-Nova York), mas um país africano, muçulmano e desértico. Aliás, o deserto de Atacama, no Chile, seria meu provável “nunca imaginei um dia” de 2010.

E agora cometi a loucura jamais pensada, a insanidade que nunca me permiti, o ato que me faria merecer uma camisa de força: eu, que nunca me comovi com bichos de estimação, adotei um gato de rua. Pode colocar a culpa no espírito natalino: trouxe um bichano de três meses pra casa, surpreendendo minhas filhas, que já haviam se acostumado com a ideia de ter uma mãe sem coração. E o que mais me estarrece: estou apaixonada por ele.

Ainda há muitas experiências a conferir: fazer compras pela internet, andar num balão, cozinhar dignamente, me tatuar, ler livros pelo kindle, viajar de navio e mais umas quatrocentas coisas que nunca imaginei fazer um dia, mas que já não duvido. Pois tem essa também: deixei de ser tão cética.

Já que é improvável que este ano seja diferente de qualquer outro ano, que a novidade sejamos nós.

MARTHA MEDEIROS

ESTAR BEM

O DESCONFORTO DOS DIAS QUENTES

Saiba como se prevenir da candidíase, mais comum durante o verão

Praia, areia, sol, piscina…tudo de bom, não é? Sim, mas o verão é também a estação em que uma conhecida da maioria das mulheres mais aparece: a candidíase vulvovaginal, uma patologia muito frequente, causada pelos fungos do gênero cândida, e que atinge 75% das mulheres em alguma fase da vida. Cerca de 5% delas terão candidíase vulvovaginal recorrente, o que significa que vão experienciar quatro ou mais episódios a cada 12 meses.

“Na prática, a infecção vaginal por Cândida albicans é associada a situações de debilidade do organismo, alto teor de glicogênio (derivado dos açúcares) e acidez vaginal”, explica Brianna Nicoletti, alergista e imunologista pela USP.

Por isso, doenças imunossupressoras, diabetes e o uso crônico de corticoides são fatores de risco para a candidíase. O mesmo vale para o uso de alguns antibióticos, que, segundo estudos, costumam suprimir a flora vaginal, favorecendo a colonização e infecção pelos fungos.

Quando o assunto são os hormônios, a possibilidade de desenvolvimento da doença também aumenta. Segundo a médica, o excesso de progesterona no organismo aumenta a disponibilidade de glicogênio no ambiente vaginal, e serve como uma excelente fonte de alimento para o crescimento e germinação das leveduras.

Já o excesso de estrogênio – muito comum em quem toma pílula anticoncepcional combinada, faz terapia de reposição hormonal ou durante a gravidez – também pode aumentar as chances de infecção.

“Pequenos traumas como o ato sexual, o hábito de usar roupas muito justas ou de fibras sintéticas, ou ainda de permanecer muito tempo com roupas de banho molhadas ou úmidas podem favorecer o ambiente para proliferação do fungo”, continua a profissional. “Além disso, sabemos que podem estar relacionadas a dieta alimentar rica em açúcares e carboidratos e também a vivências de situações de estresse, que aumentam o nível sérico de cortisol.”

Por ser uma condição tão comum, as mulheres ficam facilmente preocupadas e com medo da doença, mas a simples presença do fungo não representa nenhum risco e não requer nenhum tratamento quando a mulher não tem sintomas. Os mais comuns são irritação, coceira e corrimento branco-amarelado.

“A candidíase acontece quando a população de fungos aumenta excessivamente e entra em desequilíbrio com o restante da flora vaginal. Isso pode ocorrer em situações que levem à diminuição da imunidade, uso de antibióticos, diabetes, entre outras”, explica o Dr. Igor Padovesi, ginecologista e obstetra pela USP e médico do Hospital Albert Einstein.

O tratamento envolve comprimidos e cremes de uso tópico, incluindo remédios para restabelecer a flora vaginal. Nos casos de candidíase recorrente, a conduta é um pouco diferente: esses quadros precisam de acompanhamento médico especializado.

Para esses quadros, a conduta pode ser combinada, com uso de medicamentos mais ajustes no estilo de vida, para controlar a condição e melhorar os sintomas. É importante que a mulher consulte seu ginecologista regularmente.

FATORES DE RISCO PARA CANDIDÍASE

  • Doenças imunossupressoras
  • Antibióticos
  • Corticoides
  • Hormônios
  • Pequenos traumas
  • Roupas justas
  • Dieta alimentar rica em açúcares e carboidratos
  • Estresse

SINTOMAS

  • Irritação, coceira e corrimento branco-amarelado.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

RISO É FUNDAMENTAL PARA O SER HUMANO E PODE TER FUNÇÃO RITUAL E CURATIVA

Para pesquisadores, humor merece mais espaço na vida das pessoas e é ferramenta para conectar e tranquilizar

“Eis que então, surgindo do nada, uma figura estranha aparece com uma peruca prateada, um tecido enrolado no quadril como uma minissaia, um andar sinuoso com os joelhos bem colados um no outro, meio cobra e meio mulher. É um hotxuá que se aproxima e se coloca na fila entre as mulheres. Sua dança também é sutil, com um leve exagero, numa imitação do que as mulheres fazem, mas com um tom jocoso e matreiro. As mulheres todas tentam manter o canto, mas é perceptível que estão morrendo de rir, assim como os homens e todo o restante da tribo que assistem ao ritual.” As palavras expressam o encanto do palhaço Ricardo Puccetti, pesquisador do Lume Teatro, ao assistir à performance de um hotxuá durante a gravação do documentário que retrata essa figura do cotidiano do povo krahô, em Tocantins. No povo krahô e em comunidades originárias da América do Norte, ainda existe o palhaço sagrado, responsável por provocar o riso no dia a dia, que desapareceu em outras comunidades com o tempo.

Puccetti relata que as manifestações cômicas surgiram com o próprio ser humano e integravam rituais. Só depois foram delimitadas a alguns espaços. “Surge o teatro japonês, o teatro indiano, o teatro grego. As artes performáticas vão deixando de ser algo cotidiano para se transformarem em momentos específicos, em espetáculo em que um faz e os outros assistem.” Se nas artes o movimento foi do espaço amplo para o restrito, na ciência o caminho foi oposto. Somente nos últimos séculos o riso e o sorriso despertaram maior interesse nos pesquisadores.

Foi no século 19, por exemplo, que o médico francês Guillaume-Benjamin-Amand Duchenne descobriu, a partir de experiências com choques nos músculos da face, que o sorriso verdadeiro é simétrico e não se limita à boca.

“O movimento, quando autêntico, é combinado com a contração da musculatura ao redor dos olhos (músculo orbicular do olho), o que ergue também as maçãs do rosto e enruga a pele no canto dos olhos”, escreve o psiquiatra Daniel Martins de Barros, professor colaborador da Faculdade de Medicina da USP, no livro “Rir é Preciso”.

A obra, conta o autor, é uma forma de ressaltar o poder do riso e dar ferramentas para nos reerguermos, reconstruirmos relações e recuperarmos nossas emoções positivas após a pandemia.

“Quando rimos, sinalizamos que está tudo bem, passamos uma mensagem de tranquilidade mesmo em uma situação ruim. Encontrar aspectos positivos inclusive nas situações adversas é muito importante para seguir em frente, e o riso é uma maneira de estimular isso”, afirma.

Um exemplo disso, diz Barros, é o tombo. A queda gera instantes de tensão, mas, se a pessoa se levanta e sorri, acalma os demais. Pode não ser o melhor cenário – ela pode ter machucado a pele, rasgado a roupa -, porém o sorriso sinaliza que vai ficar tudo bem. Para rir durante o dia é preciso ter uma boa noite de repouso. “Estamos em uma sociedade que não é muito amiga do sono. Pela quantidade de atividades, as pessoas vão cortando as horas de descanso, mas isso tem um preço”, lembra o médico Gustavo Moreira, pesquisador do Instituto do Sono.

Ele explica que o sono impacta as funções cardíaca e respiratória, o metabolismo e a atividade intelectual, incluindo a concentração e o desempenho. Quando dormimos mal, as funções cerebrais ficam alteradas e, além da sonolência durante o dia, podemos ter problemas de humor. Nessas situações, pequenos incômodos ganham grandes proporções e uma toalha fora do lugar, por exemplo, pode ser suficiente para iniciar uma briga. “Dormir bem é fundamental para ficar bem humorado”, diz Moreira.

O segundo passo para rir é observar o outro. “O grande poder do riso, do humor, vem da sua capacidade de nos conectar e percebemos isso porque estamos olhando um para o outro, prestando atenção”, destaca Barros. “O riso é muito mais fácil, intenso e eficaz quando é compartilhado.” Se alguém está sendo excluído, se sentindo mal, é um sinal de que o humor foi negativo ou agressivo – e isso muda com o tempo. Aquilo que era engraçado no passado hoje pode ser considerado uma ofensa, conforme as alterações da sociedade.

Há, contudo, o humor atemporal. “A história muda, mudam os costumes, o que é aceitável ou não. Mas os grandes vão além disso. Chaplin, por exemplo, trabalha a relação do poder. ‘O Gordo e o Magro’ trabalham com o fracasso, com o erro, com nossa incapacidade de controlar a vida, algo muito humano”, analisa Puccetti. Para ele, a palhaçaria é um ofício, uma arte e, principalmente, um território. Trata-se de um lugar de onde o mundo é experimentado com outro olhar. Há o princípio de reinventar as coisas, ver por outros ângulos, relacionar- se com objetos e espaços de outra maneira, o que resgata a força do brincar que perdemos conforme crescemos. O palhaço recorda então uma experiência na ala psiquiátrica de um hospital. Ele chegou ao local e começou a interagir com o espaço, a cadeira e a mala que havia levado. Aos poucos, um paciente se aproximou e começou a falar. “Ele falava sem parar e formamos uma dupla. Quando acabou, um psiquiatra veio conversar comigo. Ele perguntou o que eu tinha feito, porque aquele paciente estava lá há algum tempo e não falava nada. Isso não sou eu. Isso é a força desse brincar, desse jogo de você não se policiar e simplesmente existir. É isso que vejo de curativo no trabalho da palhaçaria. Você chega a tocar essa universalidade do humano, e daí é curativo.”

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