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EXPLANTE – LIBERDADE OU OPRESSÃO?

Retirada de próteses de silicone se torna centro do debate sobre surgimento de novo padrão de beleza e especialistas chamam a atenção para banalização da cirurgia plástica

A história nos mostra que o conceito de beleza segue padrões que não duram por muitas gerações. Quilinhos a mais ou a menos, silhuetas ora curvilíneas, ora esguias, do bumbum volumoso ao busto na proporção inversa. Nos últimos anos, o explante de silicone nos seios parece ter se tornado a bola da vez entre famosas (como Giovanna Antonelli, Carolina Dieckmann e Fiorella Mattheis), com a justificativa de evitar e interromper problemas de saúde relacionados ao material e desconstruir a imposição do que é belo às mulheres. O debate que é aquecido nas redes, no entanto, segue – um viés que trata esse movimento não como redenção, mas rendição a um novo tipo estético visto como ideal que emerge em cena.

Mayra Cardoso, advogada que pesquisa sobre gênero, analisa que a moda do explante de silicone é resultado do culto à magreza extrema, biotipo ditado pelas supermodelos nos anos 1990 e 2000. “Tirar o silicone, nesse caso, faz parte de uma tendência que tem perspectiva de oprimir os corpos femininos de objetificá-los”, observa. “É a manutenção de um ciclo que sempre submete a mulher à insatisfação sobre o seu próprio corpo. Ela, agora, tem um peito. Mas peito já não está mais sendo tão bem visto pela sociedade, porque o hit do momento é estar magra e, portanto, ter o colo menor.”

Símbolo de beleza da última década com seu tipo físico “corpulento”, Kim Kardashian se tornou a personificação da transição de padrões. Durante aparição no badalado programa norte-americano “The late show com James Corden”, há dois meses, a socialite surpreendeu fãs ao surgir magérrima esbanjando um busto bem menos volumoso.

O volume “excessivo” dos seios foi o principal motivo que fez Denize Bazzei, de 24 anos, optar pelo explante em fevereiro deste ano – 23 meses após colocar as próteses. Apesar de afirmar ter tomado essa decisão pensando primeiramente em seu bem-estar, ela, que trabalha como gerente de um restaurante em Londres, no Reino Unido, entende que seu tipo físico se tornou o mais atrativo aos olhos da sociedade. “Fui influenciada a colocar o silicone para atender a um padrão de beleza que valorizavam mulheres com seios maiores. Depois de um tempo, passei a ficar incomodada, não me reconhecia, e as pessoas miravam o olhar muito mais para os meus seios do que para o meu rosto”, diz. “Optei por me sentir melhor comigo mesma. Mas, sim, noto que agora o meu biotipo, magra, com peito pequeno, está sendo visto como o bonito”, declara.

Doutora em Comunicação e pesquisadora de socialização feminina, Maria Carolina Medeiros afirma que “é importante haver um movimento de contracorrente ao silicone”, mas pondera sobre o que chama de banalização da cirurgia plástica. “Consciência e motivação são as chaves para compreender a questão do explante. Agora, me preocupa o procedimento se tornar algo tão banal a ponto de a mulher colocar e tirar o silicone sem demandar tanta informação, porque no Brasil, principalmente, existe essa característica”, avalia.

O implante de silicone está em segundo lugar no ranking de cirurgias plásticas feitas no Brasil, só atrás da lipoaspiração. No entanto, as operações para a retirada de próteses quase dobraram entre 2015 e 2021, passando de 12.705 para 25.475 intervenções, segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética(ISAPS). Saúde ainda é o principal motivo apontado pelas usuárias que optam pelo explante, levando em consideração sintomas como enxaqueca, problema de visão, dores nas mamas e no corpo.

A cirurgiã plástica Sabrina Mêne afirma perceber um movimento ascendente de pacientes que desejam ter o colo mais magro e assumir o biotipo de seios menores. “De fato, há essa tendência. As mulheres tem priorizado mais o estilo Victoria Beckham do que Pamela Andersonn, compara. O também cirurgião plástico Antônio Pitanguy, por sua vez, chama a atenção para as intercorrências da operação. “Qualquer cirurgia tem risco. A paciente precisa estar com os exames todos em dia, a operação tem de ser feita no hospital, com uma equipe apta e responsável”, orienta “É importante controlar a impulsividade, porque haverá consequências. Mesmo sem complicações, uma cirurgia não pode ser feita de maneira banal. É um corpo não é moda para ser trocado a cada estação.”

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Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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