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SAIBA COMO CONVENCER ANTIVACINAS A RECONSIDERAR

Caminho é ouvir sem julgar, para entender preocupações e oferecer dados científicos. Confronto deve ser evitado

No começo do ano, o então líder antivacina italiano Pasquale Bacco revelou ter mudado de ideia, para choque de seus seguidores. O médico disse que “tinha muitas perguntas e ninguém respondia” e por isso passou a criticar os antígenos contra o coronavírus. Decidiu, porém, parar com os discursos contra os imunizantes quando soube que um rapaz de 29 anos, fã de seus vídeos, morreu em decorrência da Covid-19. Especialistas em saúde alertam que, em muitos casos, os antivacinas são – assim como Bacco – pessoas com dúvidas ou receios sobreo funcionamento dos imunizantes. E não pessoas irracionais. O antídoto para ajudar os hesitantes, dizem psicólogos e outros especialistas de saúde, é ouvir com atenção as dúvidas de quem é contra os imunizantes, responder com paciência e evitar o conflito inflamado.

“Num diálogo com alguém que pensa diferente de nós, se simplesmente criticamos o outro ou falamos nosso ponto de vista, sem considerar quem ouve, corremos o risco de aumentar a resistência”, explica o mestre em psicologia clínica Artur Scarpato.

O diálogo, dizem os médicos, é a chave para conseguir colocar “pulgas atrás da orelha” de quem tem certeza de que não deve se vacinar – embora, reafirme-se, a ciência tenha oferecido inúmeras confirmações de que as vacinas em uso (seja qual for sua finalidade) são sim seguras e efetivas contra diversos tipos de doença.

É importante entender a fonte da resistência: se há um medo dos efeitos colaterais, se há desconhecimento sobre o processo de desenvolvimento e aprovação das vacinas. A informação de qualidade ajuda a diminuir esses receios.

Exemplo de como as dúvidas sem respostas podem ser danosas é a história da norte- americana Heather Simpson, cuja presença em grupos antivacina foi justificada pelo medo de fazer mal à filha com os imunizantes. Após anos de recusa, começou a reconsiderar sua posição após conversas com a médica da menina e por medo que a pequena contraísse tétano. Após ser convencida sobrea eficiência das vacinas, ela criou grupos de apoio a pessoas como ela, o “Back to de Vax” (do inglês: de volta à vacina). Ela aposta na informação com lastro na ciência para ajudar a convencer mais pessoas.

LINGUAGEM

O professor de psicologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie Marcelo Alves dos Santos faz uma orientação prática: evitar dizer um sonoro “não” quando alguém relata seus receios. Ao contrário, é mais proveitoso ouvir o que a pessoa tem a dizer e, em caso de fake news, oferecer a informação correta de maneira a estimular a reflexão.

“O outro não pode entrar em estado de alerta, de defesa. Ser mais amigável ajuda a quebrar a barreira da pessoa, o não querer ouvir. O confronto nunca é a melhor opção”, explica o professor.

Em geral, é preciso estar disposto a retomar à conversa em outras ocasiões e entender que a outra pessoa não quer sentir-se desrespeitada nem diminuída por conta de suas opiniões.

“Para se ter uma conversa difícil é preciso deixar as emoções de lado, focando na racionalidade e sem tanto confronto. E, claro, é preciso ter algum tipo de embasamento sobre o assunto. Ao final da conversa, você tem que ter deixado para a pessoa a informação fundamental de que vacinar é importante”, diz Santos.

SEM JULGAMENTOS

No livro “Pense de novo” (editora Sextante), o psicólogo americano Adam Grant, relata a história de um médico que convenceu uma mãe antivacina a imunizar os filhos:

“Essa canadense teve um bebê prematuro em meio a um surto de sarampo. Chamaram um médico conhecido como “encantador de vacinas”. Ele falou com a mulher para entender a perspectiva dela, que dividiu suas preocupações, contou que vinha de uma comunidade em que poucos eram vacinados. Ele escutou sem julgamentos. Depois disse que, como médico, o objetivo dele também era proteger o bebê e que, se ela permitisse, gostaria de compartilhar algumas informações. Trouxe evidências dos benefícios, deu o entendimento dele como cientista e, no final, disse que a decisão era dela e que estava certo que ela faria o melhor. A mãe não só vacinou o bebê, como os outros filhos e os sobrinhos.

Segundo Grant, a estratégia seria julgar menos, praticar a escuta e reconhecer que não se pode obrigar as pessoas a mudar de ideia.

“Se encontram motivo que faça sentido e decidem por elas mesmas, se sentem mais livres e no controle.

O entendimento coletivo também contribui para a adesão, ou não, da imunização, afirma Sérgio Zanetta, professor de Saúde Pública e Epidemiologia do Centro Universitário São Camilo, em São Paulo. Daí a importância de campanhas nacionais robustas incentivando as famílias a buscar postos de saúde.

“A construção da opinião também passa por fatores externos, políticos e identidades em grupo. Em alguns casos, isso contribui para desinformação. Em outra mão, a relação entre médico e paciente torna-se ainda mais fundamental para reforçar o funcionamento das vacinas. Estamos em um momento de reconstrução”, explica.

“Assim como se faz no marketing, é preciso associar-se ao universo da pessoa. É preciso compreender onde a pessoa se informou e entender o que ela teme, para depois vender a ideia de que a ciência e a vacina são necessárias.

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Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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