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TIKTOK E POLÍTICA EMBALAM INTERESSE POR MODA

Pesquisa mostra que assunto é muito importante para 44% dos jovens, que encaram vestuário como autoexpressão

Não é difícil esbarrar por aí naquele papo de que moda e consumo são futilidades, assuntos de patricinha ou conversas fru-fru de menina. Dados recentes, porém, dão conta de que uma parte considerável da juventude brasileira nutre grande interesse pelo assunto e, provavelmente, encara o tema de maneira até politizada, como uma forma poderosa de autoexpressão.

Pesquisa mostra que 44% dos jovens brasileiros entre 15 e 29 anos têm muito interesse por moda e consumo. Deles, 39% são homens e 48% são mulheres.

O estudo, que foi realizado entre os dias 20 e 21 de julho, aponta que 46% dos jovens têm pouco interesse pelos temas e que 10% não têm nenhum.

O levantamento tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. Foram realizadas mil entrevistas com pessoas desta faixa etária, em 12 capitais – São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza, Recife, Porto Alegre, Curitiba, Goiânia, Brasília, Manaus e Belém.

O alto grau de interesse por moda e consumo entre a juventude brasileira estaria atrelado à maneira como esses assuntos ganham destaque nas redes sociais, segundo especialistas ouvidos pela reportagem.  

Dario Caldas, sociólogo e diretor do Observatório de Sinais, afirma que o TikTok, por exemplo, influencia várias das tendências juvenis atualmente. Nos últimos meses, a rede foi vitrine de modismos que marcaram o ano, como a estética rosa-choque do chamado Barbie core, as chuteiras que viram croppeds sensuais, os adereços infantis do estilo kid core, além da extravagância brilhosa do retorno fashionista dos anos 2000.

Segundo o sociólogo, o boom das redes sociais, que aconteceu na primeira década do século 21, foi um divisor de águas para o setor têxtil.

“Hoje não dá para falar de moda e consumo sem citar as redes sociais”, afirma ele. “A presença das marcas – com toda essa mística de influenciadores digitais -, o setor em si e o imaginário popular foram modificados.”

Se antes tendências de moda ficavam restritas às passarelas da alta-costura ou às revistas de nicho, agora não é difícil ver estilos despertando na internet, com incontáveis blogueiros de moda, vídeos com análises estéticas e fotos de streetwear.

Em redes como TikTok e Instagram, é comum ver publicações do tipo Get Ready With Me, ou arrume-se comigo, em que internautas, sobretudo jovens, mostram o passo a passo na escolha do look para diversas ocasiões.

De olho nessa movimentação, marcas também apostam em postagens do tipo, numa tentativa de se aproximar da linguagem jovem. Como exemplo, o sociólogo menciona as gigantes chinesas Shein e AliExpress.

Mas marcas populares não são as únicas a ocuparem os guarda-roupas dos novinhos. Grifes também têm espaço.

“O luxo contemporâneo é muito mais acessível do que antigamente. Não necessariamente no sentido de compra, mas de imaginário, com certeza”, afirma Caldas.

Não à toa, grifes como Balenciaga, Gucci e Lacoste costumam aparecer em peso em videoclipes de músicos jovens brasileiros, sobretudo os de funk e trap, gêneros que flertam com a ostentação.

Para os estilistas Pedro Batalha e Hisan Silva, fundadores da marca Dendezeiro, as roupas cada vez mais são entendidas como algo que vai muito além dos tecidos.

“Moda é a linguagem. Roupa é só a forma de falar”, afirma Silva. “É uma forma de expressão que sempre existiu, mas, agora, passa a ser monetizado de outra maneira.”

Ainda segundo ele, o setor têxtil vem passando por sucessivas mudanças atreladas a questões de raça e gênero – fatores que sempre pesaram bastante na balança de controvérsias da história fashion. “A moda não é mais só sobre entretenimento, ou só sobre vestir roupa. É algo político. E a juventude está cada vez mais engajada”, diz Silva.

“Antes, não víamos modelos negros ou indígenas, nas passarelas. Havia só um padrão”, acrescenta o estilista Batalha.

A pesquisa mostra ainda que 48% dos jovens autodeclarados pretos se interessam muito por moda. A parcela dos autodeclarados pardos é de 41%, e a de brancos, 43%.

O estudo revela também que 57% dos jovens que têm renda familiar superior a dez salários mínimos se interessam pouco por moda e consumo, enquanto 44% dos que ganham até dois salários têm muito interesse. A margem de erro para os segmentos de raça e de renda é de sete pontos para mais ou menos. Quanto aos 10% de jovens brasileiros que não nutrem nenhum interesse pelo assunto, a socióloga e fundadora do Rio Ethical Fashion, Yamê Reis, diz que o número pode estar relacionado à má fama do setor têxtil – atrelada a problemas da fast fashion, como acusações de manter trabalhadores em condições análogas à escravidão, além de conflitos travados com a bandeira sustentável.

“Há muitos jovens que contestam a moda porque ela é o propulsor do consumo no mundo capitalista”, diz Reis.

O estudo do mostra ainda que 23% dos jovens brasileiros têm muito interesse por celebridades e entretenimento, 49% têm pouco interesse, e 27% não têm nenhum.

GESTÃO E CARREIRA

O PAPEL DOS GESTORES FRENTE AO FENÔMENO DO ‘QUIET QUITTING`

O quiet quitting está se tornando uma expressão popular no mercado de trabalho. Em uma tradução livre para o português, o termo significa “desistência silenciosa” e essa tendência tem apresentado cada vez mais força entre os profissionais.

Apesar do nome sugestivo, isso não significa, efetivamente, dar entrada em um pedido de demissão. Mas sim, mostrar cada vez menos esforço em relação ao próprio trabalho, fazendo apenas o que lhes é solicitado. De acordo com Veridiana Barcelos, Líder de Pessoas e Cultura na abler, startup que tem o propósito de trazer facilidade na gestão dos processos seletivos, a tecnologia ajudou a construir esse movimento.

“Alguns conteúdos sobre o assunto estão começando a se popularizar em redes como o Twitter e o TikTok, que ganhou força com o uso de uma hashtag (#quietquitting), além de profissionais se identificando e compartilhando suas experiências. A ideia realmente é mostrar a insatisfação, falta de reconhecimento e remunerações que não são consideradas justas para o trabalho exercido”, relata.

O conceito de quiet quitting vem acompanhado do aumento da síndrome de burnout no ambiente de trabalho.

“Isso começou principalmente nos Estados Unidos, onde o número de pessoas que se sentem sobrecarregadas e foram afetadas pela doença durante a pandemia cresceu absurdamente”, pontua a psicóloga. Para Veridiana, o crescimento da atuação em home office também foi crucial para esse cenário, fazendo com que a linha entre vida pessoal e profissional fosse reduzida ainda mais.

“O quiet quitting ganhou força por ser uma forma dos profissionais dizerem que as coisas não estão bem, que falta propósito, equilíbrio e, até mesmo, condições humanizadas e dignas para se trabalhar. As em- presas precisam estar atentas a esses movimentos e repensar se realmente estão oferecendo algo além de um salário e um pacote de benefícios. É importante motivar esses colaborado- res a trabalharem diariamente e fazerem, efetivamente, mais do que o mínimo solicitado.

Ao invés de se amedrontar, os gestores devem perceber isso como uma oportunidade de rever ações, cultura e a forma como é conduzida a tratativa com a equipe”, declara. Quando um profissional não está feliz e chega ao ponto de criticar a empresa nas redes sociais, é um claro sinal de que a organização não fez sua parte para que ele tivesse uma boa experiência.

“Quando isso acontece, o primeiro passo é analisar se aquelas reclamações realmente fazem algum sentido e, se sim, é necessário corrigir esses pontos o quanto antes. Isso irá evitar que outros talentos deixem a companhia no futuro e garante uma evolução na comunicação daqueles que permanecem na empresa”, pontua a gestora.

A abertura e liberdade para o diálogo é fundamental para evitar esse tipo de situação. “Se os colaboradores sentem que têm espaço para falar com as lideranças e apontar deficiências no tratamento, na distribuição de atividades ou, até mesmo, em relação à remuneração, pode-se evitar que esse movimento se enraíze na organização.

Com essas informações em mãos, é possível analisar as mudanças que devem ser implementadas para uma melhor experiência dos profissionais naquele ambiente corporativo. Agir de forma preventiva também é uma possibilidade, com a realização de pesquisas de clima para identificar esse tipo de insatisfação”, finaliza a Líder de Pessoas e Cultura.

EU ACHO …

EVOLUÇÃO NEM SEMPRE É PARA MELHOR

O autoconhecimento é um processo necessário e fundamental para a melhoria de si mesmo – um processo interminável, pois tudo o que acontece a nossa volta nos afeta e nos transforma. Mas, quando pensam em autoconhecimento, geralmente as pessoas cometem um equívoco, pois associam autoconhecimento à evolução – e encaram evolução, necessariamente, como aperfeiçoamento.

Não é assim. Nem toda evolução significa uma mudança para melhor. Na cabeça da maioria das pessoas, a palavra evolução também está associada ao Darwinismo. Mas o fato é que Darwin tinha vergonha de usar o termo evolução. Em seu diário, ele prefere usar a palavra transformação, e só usava evolução no sentido de mudança. Ele fala apenas que as espécies se transformam – algumas inclusive para pior, pois desapareceram. O câncer evolui, as encrencas, os problemas, os confrontos evoluem, e ninguém pode dizer que isso é uma coisa boa.

O século 20 no Ocidente foi marcado por essa ideia equivocada da evolução como melhoria. Esse equívoco começa a nascer no Renascimento, que introduz o antropocentrismo. Antes disso, no mundo medieval, prevalecia o teocentrismo, que colocava Deus como o centro do Universo. Na Renascença, o humano substitui o divino como figura central. Essa passagem é representada, sobretudo, por duas imagens. Uma é o Homem vitruviano, de Leonardo da Vinci, rascunhado em 1490, o célebre desenho de um homem nu no meio de um círculo. O segundo é a representação da Criação, por mim citada em outro trecho, pintada por Michelangelo no teto da Capela Sistina, a famosa cena do dedo de Deus encontrando o dedo de Adão – uma cena em que não fica claro se é Deus que está criando o Humano para não ficar sozinho no Universo ou se é o Humano que está criando Deus para não ficar sozinho no Universo.

Mais do que uma antroposofia, o que a Renascença propõe é uma antropolatria, ou uma adoração do Humano, num movimento que culminará, no século 18, no Iluminismo e, no 19, no Historicismo e no Positivismo. E é aqui que um dos maiores representantes do Positivismo, o filósofo inglês Herbert Spencer, vai criar a ideia da sobrevivência do mais forte – algo que Darwin nunca comungou, pois sua tese gira em torno da sobrevivência do mais apto, sem que isso esteja vinculado à força.

Pelo ponto de vista de Darwin, quais seres são os grandes vencedores na batalha pela vida? As bactérias, que são os seres com maior poder de adaptação. O paleontólogo americano Stephen Jay Gold provou isso em números. Ele somou a massa de todas as bactérias que estão entre nós e constatou que o resultado é muito maior do que o peso dos mais de 6 bilhões de humanos que habitam a Terra. A antropolatria nos leva a cair numa armadilha que foi decantada por Shakespeare quando escreveu “que grande maravilha é o humano!”.

O nosso romantismo, quando desvairado, nos faz olhar as estrelas e nos embevecer com a ideia de que somos os únicos capazes de admirá-las. Não haveria nada de errado se a questão se resumisse a admirá-las. Mas o ponto é que o Humano se sente proprietário das estrelas, ou mesmo a razão de ser das estrelas – e o Humano não é o centro do Universo nem o proprietário de nada além de suas posses terrenas.

O curioso é que a palavra evolução se vale de um radical usado no grego e no latim – o radical vol (formador de palavras como “envolver” e “vulva”), que mais tarde será utilizado como “rol”, de “rolar”, que dá a ideia de desenvolvimento. Por isso, desenvolvimento, em espanhol, é desarollo. O inglês não chegou até o “rol”. Ficou no “vol”, de envelope, de algo fechado em si mesmo. Assim, desenvolvimento, em inglês, é development – ou seja, algo que se tira do envelope, da redoma, e faz crescer.

Na antiguidade, havia a percepção de que o homem segue um roteiro que já estava escrito antes de ele nascer, como se apenas representasse um papel numa peça de teatro. Mas, na antropolatria, o homem se imagina dominador, proprietário da vida e da existência.

E aqui voltamos ao começo: supor que evolução sempre significa uma melhoria é um equívoco, inclusive de natureza etimológica, uma vez que o radical “vol” indica somente mudança, desenvolvimento – e não aperfeiçoamento.

O “homem moderno” fala em evolução sempre acreditando que todos nós estamos avançando e rumando para um ponto ideal, aquele que o teólogo francês Pierre de Chardin chamou de Ponto Ômega, que seria o ápice da Vida e da Criação. E, quando o homem passa a enxergar a evolução como uma caminhada rumo à perfeição, acaba mergulhando no território da obsessão evolucionista e derrapando no raciocínio equivocado de que, se nós evoluímos, estamos indo todos em direção a um futuro melhor.

A grande encrenca é que isso dificulta a compreensão de muitos problemas, inclusive a questão ecológica.

Se nós acreditamos que a humanidade sempre evoluirá para melhor, a tendência é esquecer a natureza deletéria do homem, esquecer que ele é um animal destrutivo. Assim, até a própria noção de ecologia fica prejudicada, uma vez que as pessoas cultivam uma esperança vã de que a humanidade só vai melhorar e que, portanto, todos os transtornos causados pelo homem – efeito estufa, mudanças climáticas, poluição, o desequilíbrio da vida – são ritos de passagem para um mundo melhor. É como se a humanidade acreditasse que em algum momento da existência haverá uma purificação natural e incontestável do homem.

Bem, no mínimo, isso é uma postura arrogante e, certamente, errada. É preciso ter esperança, mas não tem cabimento não fazer nada para mudar a situação e achar que, por pior que seja, vai melhorar no final.

Essa postura ameaça não só a ecologia mas toda a convivência de maneira geral, pois desliga um item imprescindível à sobrevivência e à civilização, que é o alarme.

De maneira geral, nossas medidas de prevenção existem para nos fazer prestar atenção em um perigo.

Mas há uma enorme diferença entre a pura espera e ter realmente esperança, ir atrás das coisas, fazê-las acontecer. No fundo, de certa maneira, o século 20 atormentou o mundo com a ideia de que tudo dará certo para o homem, uma ideia levada à alma popular pelo escritor Fernando Sabino quando disse que “no fim tudo dá certo; se ainda não deu certo, é porque ainda não chegou no fim”.

Esse otimismo, porém, não muda o fato de que, assim como houve um começo, haverá um fim – não necessariamente da vida em si, mas talvez da nossa espécie, dizimada por catástrofe natural, meteoro, bomba, ignorância, vírus ou coisa parecida

É por tal razão que evolução não necessariamente é melhoria – e nem autoconhecimento. Muita gente acha que se conhece bem e que é a melhor companhia para si mesmo, sem perceber que pode estar sozinho e mal acompanhado.

Isso acontece quando as pessoas se alienam, quando não têm clareza daquilo que fazem, quando produzem aquilo que o escritor Eduardo Giannetti da Fonseca usou como matéria-prima em um ótimo livro, Auto Engano. Autoengano é o escondimento e a dissimulação de si mesmo.

Distraídos, perguntam alguns, alarme? Já soou?

ESTAR BEM

ERROS QUE SABOTAM O EMAGRECIMENTO

Contar calorias e fazer dieta líquida podem atrapalhar os planos de quem deseja emagrecer

Por que as pessoas sentem tanta dificuldade de emagrecer ou desistem no meio do caminho? De acordo com Edivana Poltronieri, especialista em emagrecimento, os erros geralmente são objetivos irreais e alimentação pobre em nutrientes.

Um dos principais erros, segundo Edivana, é investir em tratamentos de curta duração. Ela destaca que ter cautela antes de aderir a métodos milagrosos em curto tempo é uma forma responsável de tentar perder peso de forma efetiva, saudável e duradoura.

Tratamentos de curta duração, como emagrecer em 15 dias ou detox de 21 dias, são ineficazes por não dar o tempo adequado para o organismo fazer uma reprogramação celular baseada na fisiologia “Uma informação que é pouco divulgada é que o nosso organismo precisa de, no mínimo, 90 dias para se adaptar a novos hábitos. Ou seja, o processo de emagrecimento só será saudável se respeitar esse tempo”, explica. A especialista completa que métodos que prometem transformações em pouquíssimo tempo podem aumentar o efeito rebote em até 90%.

CONTAR E CORTAR CALORIAS

É importante saber distinguir comida e alimento. “Muita gente acha que pode comer o que quiser, desde que não ultrapasse a quantidade de calorias por dia”, explica Edivana Poltronieri. ” Mais importante do que calorias, é escolher alimentos com qualidade e variedade, fazendo trocas inteligentes. Se for comer uma pizza, por exemplo, opte por uma mais saudável, como a de atum, abobrinha ou rúcula. Troque o sorvete cremoso pelo picolé de frutas. Legumes, variedade de frutas e verduras, proteínas e gorduras de alta qualidade, tudo isso é fundamental para a perda de peso”, diz.

SUBSTITUIR ALIMENTAÇÃO POR SUCOS DETOX

Traçar uma dieta a base de sucos detox, frutas e vegetais podem ser perigosos. “A pessoa pode emagrecer, mas não terá resultados duradouros e pode ser prejudicial à saúde. Isso porque o nosso corpo já funciona como uma máquina de desintoxicação, que tem uma forma natural de eliminar toxinas e substâncias químicas indesejadas. Então é preciso atenção em dietas líquidas, pois não levará calorias e nutrientes necessários que o organismo precisa”, explica. Nesse caso, a dica é complementar a alimentação com cereais, legumes, proteínas e carboidratos variados. “Isso vai melhorar o funcionamento do organismo e, consequentemente, levar à perda de peso sustentável”, completa.

PERDER PESO MUITO RÁPIDO SEM REPOR VITAMINAS

Emagrecimentos rápidos deixam o corpo em déficit de aminoácidos e vitaminas, comprometendo a massa corporal. “Isso resulta em flacidez e sarcopenia, que é a diminuição da massa muscular”, explica Edivana. Para não cair no erro, a recomendação é fazer acompanhamento profissional com hábitos alimentares ricos em proteínas e suplementos do bem, de acordo com os objetivos traçados.

CORTAR AS GORDURAS BOAS

Muitas dietas demonizam as gorduras, mas Edivana Poltronieri explica que existem diferentes tipos de gorduras e nem todas são vilãs do estilo de vida saudável. “A gordura é tão essencial para a saúde quanto as proteínas e carboidratos e as benéficas estão presentes em manteiga, ovos, coco e abacate. Esse tipo de gordura ajuda a abastecer o corpo com energia. A falta dela pode levar a um desequilíbrio hormonal, ocasionando em um processo lento de emagrecimento”, destaca.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

CHECK-UP DA INTIMIDADE

Terapia sexual enfrenta traumas e desacertos que atrapalham casais na cama

No verão de 2017, seis anos após o casamento, Kayti Christian marcou a primeira consulta de terapia sexual. Ela e o marido cresceram em famílias evangélicas, baseadas na crença de que qualquer desejo sexual fora do casamento era pecaminoso. Quando se casaram, esperavam que o sexo fosse intuitivo – até mesmo transcendental. Em vez disso, Christian diz que ela e o marido se sentiram entorpecidos e envergonhados.

Eles oraram, pediram orientação ao pastor, mas nada ajudou. Recentemente, Christian, que tem 32 anos, começou a buscar terapia sexual. Os dois fizeram cinco sessões. O terapeuta indicou exercícios simples, como sustentar o contato visual e expressar os desejos sexuais em voz alta.

“Pode parecer bobo, mas falar sobre sexo sem fazer sexo foi algo revolucionário para a gente”, afirma.

O sexo é algo complicado para quase todo mundo, um tema em constante mudança, influenciado por fatores psicológicos, físicos, culturais e sociais. Muitos indivíduos e casais podem se beneficiar da terapia para entender melhor sua sexualidade. Os terapeutas dizem que seu campo tem sido mal compreendido – visto como um último recurso em relacionamentos condenados, ou uma prática com exercícios embaraçosos. Para pessoas como Christian e o marido, pode levar anos de sofrimento até recorrerem a um profissional. Há evidências crescentes de que o mundo pode estar passando por uma fase difícil, sexualmente falando. Nos últimos dois anos, estudos sugerem que as pessoas estão fazendo menos sexo, com qualidade pior. Uma pesquisado Kinsey Institute de 2020 descobriu que 24% das pessoas casadas nos Estados Unidos estavam tendo relações com menos frequência do que antes da pandemia, e 17% das mulheres relataram uma diminuição na satisfação sexual. No entanto, abordar os problemas sexuais é um desafio. A medicina tem demorado a enxergar o sexo como uma parte importante da saúde. Muitos médicos não recebem treinamento formal em saúde sexual na faculdade, apesar das relações entre sexo e bem-estar.

CAUSAS MÚLTIPLAS

Os terapeutas explicam que muitos problemas podem prejudicar o sexo: traumas, vergonha, imagem corporal, preocupações com identidade de gênero, além de questões de relacionamento mais amplas, que podem afetar a capacidade de alguém se conectar sexualmente.

“Sempre lembro às pessoas que os terapeutas sexuais já ouviram de tudo”, afirma a psiquiatra e terapeuta sexual Elisabeth Gordon.

Terapeutas sexuais atendem tanto pessoas em relacionamentos (seja na companhia de seus parceiros ou não) como solteiros. Segundo Ian Kerner, um terapeuta e Nova York, na maioria das vezes, o que motiva uma ida o consultório é um problema específico. Ele trata regularmente pacientes com desejo sexual baixo ou incompatível, imprevisibilidade erétil e ejaculação precoce, ansiedade sexual, problemas com orgasmo ou pessoas que buscam romper a rotina.

Nos últimos anos, Kerner também viu um aumento nos pacientes que não têm um problema, mas estão à procura de um senso de aventura sexual; querem orientações para abrir a relação; ou ainda que começaram novos relacionamentos e simplesmente querem estabelecer uma vida sexual feliz e satisfatória desde o início.

A terapeuta de casamento e família Rachel Wright ressalta, porém, que esses profissionais não podem tratar quadros de saúde subjacentes que possam contribuir para questões sexuais, como disfunção erétil causada por doença cardíaca ou diabetes.

“O sexo é complexo. Às vezes pode haver um elemento fisiológico, como casos de baixo desejo provocados pelos efeitos colaterais sexuais de um medicamento”, afirma Kerner.

Os terapeutas geralmente começam perguntando aos pacientes sobre suas experiências sexuais passadas, além de seus objetivos. Wright salienta que não há um cronograma padrão.

“Você não precisa se encontrar com o terapeuta toda semana pelo resto da vida. Você pode fazer uma consulta, o profissional recomenda um livro, você lê e fica bem. Ou ele recomenda um livro, você lê e diz: “Ótimo, agora eu tenho cinco perguntas”, brinca.

DEVER DE CASA

As tarefas de casa entre sessões são comuns. Elas podem incluir atividades como massagear o parceiro enquanto se concentra em sensações como temperatura, textura e pressão. Às vezes, os pacientes podem trabalhar até o toque genital ou experimentar outras técnicas e fantasias – todas feitas no ritmo de cada um, explica Gordon. Para Christian e o marido, a lição de casa de terapia sexual, conta ela, “foi light”. Seu terapeuta recomendou que lessem livros sobre a conexão entre desejo e intimidade. Eles davam as mãos ou massageavam um ao outro, descrevendo o básico de como se sentiam.

Embora os terapeutas sexuais lidem com muitas questões, eles dizem que muito de seu trabalho se resume a oferecer validação.

”Muitas pessoas com quem trabalho me encontram na segunda ou terceira tentativa de terapia. Às vezes começam com um profissional que não demonstra conforto ou conhecimento para falar sobre as sexualidades específicas com as quais eu lido, e eles se sentiram julgados”, descreve a terapeuta sexual Elizabeth Harles, que frequentemente trabalha com clientes LGBTQIAP+ e se identifica como queer e poliamorosa.

Uma pesquisa de 2012 com ginecologistas descobriu que apenas 28% perguntam rotineiramente sobre atividade sexual, enquanto só 13% trazem questões sobre prazer no sexo.

“Nem sei dizer quantos pacientes eu tive que me contaram que seu médico recomendou: “Ah, basta relaxar. Tome um copo de vinho, um banho quente. Vai ficar tudo bem”, relata Gordon.

Para muitos, a terapia sexual pode ser a primeira parada na jornada para a cura, e não o último recurso.

Quando procuraram ajuda, Christian e o marido não estavam nervosos ou envergonhados. Simplesmente ouvir que eles não estavam sozinhos ajudou. Para ela, sua vida sexual não atendeu às expectativas irreais que tinha antes de se casar.

“Ter um terapeuta sentado lá conosco dizendo “Sua experiência é normal. Não há nada de errado com você. Você só precisa se comunicar mais sobre isso e praticar” foi um alívio”, conta.

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