OUTROS OLHARES

SOBRE O DIREITO ANTES DE NASCER

Aumentam em 300% os pedidos de pensão para despesas da gestação

Camille Lins, de 20 anos, descobriu que estava grávida com quase três meses de gestação. A revelação veio acompanhada de inúmeras inquietações, principalmente porque o relacionamento com o pai da criança havia sido breve. Os dois nem se falavam mais. Ele prometeu ajuda financeira, mas só após um exame de DNA que comprovasse a paternidade. Ainda com a criança no ventre, a dona de casa procurou a Defensoria Pública, no bairro de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, e deu entrada no pedido de alimentos gravídicos, um tipo de pensão direcionado à mulher para despesas da gravidez.

Na instituição, os números que envolvem esse benefício cresceram mais de 300% no estado: foram de 448 pedidos, em 2020, para 1.796 no ano passado. A estimativa de dois anos atrás pode ter sido afetada por restrições provocadas pela Covid-19, mas o fato é que o aumento continua: até setembro de 2022 foram abertos 1.847 casos de alimentos gravídicos na Defensoria do Rio. Para a defensora Christiane Serra, a pandemia, por outro lado, afetou em especial a população mais vulnerável, que é o público atendido pelo órgão estadual.

LEI POUCO CONHECIDA

O direito, garantido por lei ainda pouco conhecida, de 2008, busca contribuir para a proteção da mãe e do bebê durante os nove meses de gestação. Na avaliação da advogada Catarina Souto, as redes sociais também teriam parcela de contribuição para esse crescimento.

“As redes ajudaram a difundir informações e direitos que as mulheres ainda não conheciam, inclusive sobre alimentos gravídicos e como solicitá-los”, opina a advogada. A lei prevê auxílio de custo para cobrir alimentação especial, assistência médica e psicológica, exames complementares, internações, parto e medicamentos, entre outros itens. O valor em questão, que considera a parte do pai nos gastos, é definido pelo juiz e devido, em geral, a partir de sua citação no processo. Alguns advogados consideram que a fixação deve ser feita a partir da concepção da criança.

Depois do nascimento, a quantia estabelecida é automaticamente convertida na pensão alimentícia convencional. Não é necessária a requisição de teste de DNA para a solicitação de alimentos gravídicos, mas é imprescindível que a mulher comprove a existência de relação com indícios de paternidade.

“O relacionamento pode ser provado por conversas do WhatsApp, fotos, vídeos ou testemunhas. Se ficar evidente a possibilidade de aquele parceiro ser o pai, a justiça considera os indícios suficientes para fixar os alimentos gravídicos. O objetivo é garantir a segurança e prestar apoio a essa mulher em um momento delicado da sua vida”, esclarece a defensora Christiane Serra.

A ação de alimentos está sob o princípio jurídico de irrepetibilidade: isso quer dizer que não é possível solicitar a devolução dos valores pagos, mesmo se, após o exame, for negada a paternidade. Isso acontece porque o valor é concedido com a intenção de garantir a sobrevivência, logo não há possibilidade de restituição. A defensora explica que a exceção acontece quando fica clara a má-fé da solicitante, o que não é comum.

Joana (nome fictício), de 35 anos, descobriu a gravidez logo após se separar do pai da criança. Quando recebeu a notícia, ele quis retomar o relacionamento – e, depois da negativa da mulher, se recusou a dividir os gastos durante a gestação. Sem aceitar a decisão dela, o ex- companheiro chegou a prendê-la dentro de casa enquanto ela tentava retirar suas coisas.

“Tive que tirar meu filho da escola particular e parar de pagar o plano de saúde para conseguir arcar com os custos da minha gravidez, principalmente porque não tive apoio da minha família. Na época, cheguei a pensar em desistir da gravidez, mas Deus tirou isso da minha cabeça”, desabafa a moradora do bairro de Cosmos, também na Zona Oeste da cidade.

Na Defensoria Pública do Rio, mais de 160 mil atendimentos feitos no ano passado estavam ligados a pedidos de pensão alimentícia. Como nem todos os casos abertos pela instituição se tornam processos jurídicos, buscamos entender quantos deles foram decididos de forma extrajudicial, mas o órgão informou que não dispõe desses dados. A defensora Christiane Serra garante que sempre incentiva um acordo entre os pais para esse tipo de ação.

“Além de mais rápida e efetiva, essa forma de resolver o conflito causa menor desgaste emocional para as partes. Nesses casos, o atendimento da instituição consiste em auxiliá-los na construção de um acordo escrito que tenha validade jurídica.

PROCESSO DEMORADO

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro afirma que não são raros os casos em que a ação precisa prosseguir após o nascimento do bebê. Apesar do grande número de pedidos na Defensoria Pública, de setembro de 2021 até o mês passado, o TJRJ sentenciou apenas 91 processos, com pelo menos 28 decisões favoráveis para esse tipo de pensão. De acordo com o órgão, “os processos de alimentos gravídicos, por sua natureza, demandam uma instrução detalhada a fim de não prejudicar nenhuma das partes”. Ainda existem 551 casos pendentes de conhecimento do juiz.

“Procurei a Defensoria Pública com quatro meses de gravidez, mas só consegui iniciar o processo oficialmente três meses depois. Sempre me pediam um documento novo. Até hoje não houve nenhuma audiência”, queixa- se Camille. Seu filho, Kauê, já completou três meses de vida. O Tribunal de Justiça também esclarece que, muitas vezes, o suposto pai se esquiva de receber a citação do processo, o que torna “essa fase mais demorada”. Além disso, cada processo tem uma característica particular e “segue sua tramitação de acordo com os elementos apresentados pelas pessoas envolvidas”.

“Assim que a mulher descobre a gravidez, e o pai se nega a ajudar, é importante que se entre imediatamente com o pedido. Todo processo judicial demora, então o ideal é dar início o mais rápido possível”, explica Catarina Souto. Joana aguarda uma decisão nos processos de pensão para o filho mais velho, de 11 anos, e para o bebê, que já completou 5 meses. Depois de ter se afastado do trabalho às pressas por causa de uma gravidez de risco, e descobrir outros problemas de saúde, ela diz estar desolada:

“Sou sozinha, não tive ninguém do meu lado em momento nenhum. Sou só eu, Deus e meus filhos.”

GESTÃO E CARREIRA

FELICIDADE NO TRABALHO

De quem é a responsabilidade em garanti-la?

Ser feliz em seu ambiente de trabalho nunca foi um tema tão crucial. Isolados em nossas casas, relatos de desânimo, depressão e desgastes cresceram em níveis preocupantes – acendendo um alerta urgente em garantir que a rotina Organizacional seja a mais leve e satisfatória possível. Mesmo diante de inúmeras interferências externas, construir um ambiente harmônico fará toda a diferença para a retenção, produtividade e destaque dos talentos.

Mas, para isso, todos precisam trabalhar em conjunto nessa missão. Atribuir a responsabilidade de criar um local de trabalho feliz para apenas uma das partes é uma tarefa perigosa – afinal, nem sempre essa insatisfação é gerada pelo lado da contratante. De fato, muitas companhias que excedem nas cargas horárias atribuídas a seus profissionais, aplicando cobranças intensas sem o devido reconhecimento, abrem portas para a dispersão de seus times com prejuízos intensos em suas operações.

Mas, não podemos nos esquecer que somos seres emotivos por natureza. Em um dia estressante, por motivos pessoais, um simples olhar diferente dos superiores, ou um e-mail mal compreendido pode ser suficiente para despertar sentimentos negativos e até a busca por outras oportunidades. A linha de separação entre todos esses fatores vem se estreitando cada vez mais, tornando desafiador encontrar soluções que reduzam essas interferências e auxiliem na felicidade dos profissionais em trabalharem para a marca. Em um olhar prático, muitas empresas já compreendem o efeito dominó positivo em se preocupar com a felicidade de seus times. Quando contentes, cada profissional poderá não apenas ter uma melhor performance, como também sempre buscar soluções inovadoras para o crescimento corporativo. Um estudo da Harvard Business Review, comprovadamente, mostrou que organizações com colaboradores satisfeitos são 31% mais produtivos, 85% mais eficientes e 300% mais inovadores – principalmente, quando incorporam tais ações em sua cultura organizacional, transpassando esse reconheci- mento desde o processo seletivo. A felicidade no trabalho precisa ser enxergada e aplicada como uma preocupação genuína, e não como uma mera obrigação. Muito além do que oferecer um salário maior ou benefícios complementares, ela se constrói no relacionamento entre as equipes, na comunicação desenvolvida no dia a dia e em práticas que saem do papel. Após um distanciamento intenso enfrentado durante a pandemia, está mais do que na hora de todos se unirem em prol deste ambiente, construindo experiências satisfatórias que ajudem a dissipar qualquer estresse ou dificuldade que possa surgir.

Levando em consideração a migração de muitas companhias para modelos 100% remotos ou híbridos, organizar momentos de descontração presencial- mente com times é uma medida obrigatória de ser colocada em prática. As facilidades proporcionadas pelo trabalho a distância, por mais benéficas que sejam, não devem excluir estes momentos de união e relacionamento – capazes de fortalecer os laços internos e desenvolver uma comunicação muito mais saudável e próxima entre todos.

Cada profissional deve se tornar o grande protagonista desse processo, tanto por parte dos gestores quanto por si só. Todos temos que compreender quais ambientes, trabalhos e cargos são adequados para nossos perfis e anseios de carreira, analisando todos esses pontos antes de aceitar qualquer oportunidade. Se não soubermos o que nos faz feliz, nenhuma outra pessoa conseguirá responder essa questão por nós. Muito menos, uma organização.

Muitos cargos específicos para a promoção dessa felicidade já foram criados e colocados em prática em diversas companhias. Mas, mesmo diante desta contribuição, o envolvimento coletivo de ambas as partes fará uma diferença muito maior na conquista deste sentimento. Uma ação pautada no autoconheci- mento, como forma de atrair e reter cada vez mais profissionais satisfeitos, deve fazer parte do propósito de todas as empresas.

*** RICARDO HAAG – É sócio da Wide, consultoria boutique de recrutamento e seleção. (https://wide.works/).

EU ACHO …

FABRICAÇÃO DO PASSADO, ANSEIO DE FUTURO E DESESPERO DO CONSUMO

Desde sempre, e mais ainda nestes tempos, nossos grandes medos vêm do escuro. O homem não teme o que vê, mas o que não vê.

Uma das clássicas imagens do medo e do terror está naqueles olhos que podem ser vistos na penumbra sem que se consiga identificar de quem são, se de homem ou animal, se de vampiro ou algo mais assustador.

Há 50 ou 60 anos, nos antigos seminários, conventos e colégios religiosos, havia um quadro, nos dormitórios, nos mictórios, no refeitório. Era um quadro do olho de Deus dentro de um triângulo. Abaixo da imagem, havia esses dizeres: “Deus vê tudo”.

Nas tradições grega, romana e judaica, a visão de Deus ou dos deuses é terrível. Está aí a origem do terror diante de Deus: ser visto sem poder vê-lo. Ser visto sem saber como ele te vê. Não ser visto por você mesmo, mas ser visto só por ele. Como é uma situação sem saída, uma das maneiras que se encontrou de afastar o terror foi pintá-lo, retratá-lo de uma maneira menos agressiva. Surge então a imagem do senhor de barba branca, com jeito severo mas também paternal e amoroso.

O islamismo, por sua vez, é genial na manutenção do terror religioso (terror no seu sentido etimológico, de espanto); não há nem pode haver imagem de Alá, ou de Maomé, seu profeta. Como ele não morreu, pois foi levado aos céus, ele continua te vendo, sob a égide eventual do “ao infiel, a espada”. A propósito, uma das forças do cristianismo também está no fato de que não existe cadáver de Jesus, na crença dos adeptos, pois ele não morreu; foi para os céus. A vitória da vida sobre a morte – que é o segredo do cristianismo – é a vitória da luz sobre a sombra.

O mundo medieval é um mundo de sombras. Mas o mundo que nasce com a Renascença é o mundo da gravura, da pintura, da imprensa, da exposição.

Você quer coisa que exponha mais do que a imprensa? O escritor Guy de Maupassant tem uma frase bem-humorada e maldosa que aponta o alcance dessa invenção: “Ao alfabetizar o vulgo, a tolice se liberta”. Com a popularização de jornais, livros e revistas, as pessoas podem não só ler besteiras mas também escrevê-las e divulgá-las. A imprensa libertou a exposição e a internet a elevou à enésima potência.

Agora eu posso entrar no Google e ver quantas referências existem a meu respeito. Se não as encontro, isso é desesperador. De certa forma, o Orkut, o Facebook e o Twitter diminuem essa angústia – embora a substituam por outra. Nas comunidades virtuais, você cria suas referências e, sobretudo, vê e é visto. Por outro lado, as pessoas passam a se afligir numa competição desesperadora para ver quem consegue mais seguidores.

O anonimato, como antes falei, é o desespero. Para escapar desse subterrâneo, dessa penumbra numa sociedade que incentiva o consumo, o que resta às pessoas que não querem se identificar com o grotesco é tentar se destacar com a propriedade de bens. A capacidade de consumir, portanto, é o que vai dar valor às pessoas. E elas se sentirão mais valorizadas à medida que tiverem O carro, A tv, A roupa. Obviamente, os bens que atribuem valor variam conforme a camada social a cada qual pertence.

As camadas populares buscam coisas que brilham, indicadores de futuro, da luz no final do túnel. Por isso, compram móveis de fórmica ou de latão dourado. Móveis novos com linhas e cores futuristas, como são a maioria das cozinhas pré-moldadas.

Já a burguesia não quer futuro, pois isso já está quase garantido. A burguesia quer passado, que é algo que não tem. Como muitos de nós somos filhos de imigrantes, de gente que deixou seu país natal sem recursos, a atual burguesia das capitais não tem berço, tradição, heráldica – por isso, muitos compram em sites especializados a origem e o brasão da família.

Numa cidade como São Paulo, a classe média vai às feirinhas de antiguidades na praça Benedito Calixto ou no vão do Masp para comprar a cristaleira da vovó, a poltrona dos anos 1930, a luminária da década de 1940 ou a mesa que veio de uma fazenda do século passado – mesa que nunca é reformada, que é comprada para permanecer descascada, algo que nunca se verá nas casas populares. Nessas, móvel descascado é sinal de miséria. Na do burguês, de riqueza, pois o antigo tem valor.

É uma tendência tão forte que até se criou uma indústria de construção do antigo – Embu das Artes, em São Paulo, ou Tiradentes, em Minas Gerais, por exemplo, são polos de artesanato do passado, de fabricação das mais novas antiguidades que se podem adquirir.

Nesses lugares, no fundo, as pessoas vão atrás do conforto e da segurança de ter uma herança, um passado, uma história, uma família. Não deixa de ser outro sinal de desespero, ou infelicidade – nas feiras de antiguidade, é comum ver casais andando de mãos dadas em busca de laços que deem sentido a sua vida, não raro medíocre.

As camadas populares não precisam disso, pois já têm família. Aliás, sem família a vida não existe, pois não há como existir em meio à miséria sem laços. Família não quer dizer apenas pai, mãe, filhos, avós, primos e tios. No caso, é uma família ampliada que engloba vizinhos, a mulher da casa da esquina que empresta o açúcar, o cara da frente, aquele único que tem carro e leva quem precisa ao hospital de madrugada. A burguesia, por sua vez, se dá o direito de nem saber o nome do cara que mora na porta ao lado, pois pensa não ter nenhuma necessidade dele.

De qualquer modo, a família é um ninho de afeto e todos precisamos de afeto. Mas, no caso da burguesia, a família precisa ser construída por laços de história, ou laços de família.

A ideia de família ainda é estranha ao mundo burguês. Karl Marx estava certo ao dizer que o capital destruiu a família. Já a pobreza – que não foi atingida pelo capital a não ser como vítima – é solidária. Os vizinhos cuidam dos filhos da casa ao lado quando os pais estão no trabalho. Se o barraco desmorona, todo mundo que morava lá encontra abrigo na casa de alguém, pois, dizem, “onde comem cinco, comem dez”. A burguesia, por sua vez, não sabe o que fazer nem com os pais idosos. Em vez de abrigá-los em sua moradia, paga para alguém cuidar deles em uma casa de saúde.

A burguesia também quer solidez. Por isso compra móveis pesados, camas de ferro, estátuas de bronze.

O proletariado quer leveza, quase nada escuro – de pesada, já basta a vida –, quer cores. Isso é assim no mundo todo – na África, principalmente na porção Sul da África, por exemplo, as pessoas se vestem com roupas coloridas, vibrantes.

A burguesia cultua o escuro, o tédio. Na Europa, o movimento punk, o movimento dark nascem ligados à ideia de um mundo que não lhes serve, um mundo impregnado de riquezas – mas é a mesma riqueza que os sustenta. O movimento hippie das décadas de 1960 e 1970, do qual fiz parte, carregava a ideia da simplicidade – e a simplicidade era o brilho. Era o Flower power, o poder da flor, da cor; não o da olheira, do rímel, da Amy Winehouse.

Alguns lugares do Brasil ainda guardam o passado belo e simples, como Penedo ou Visconde de Mauá, onde moram o que eu chamo de “viúvas do John Lennon”, e onde há a maior concentração de óculos redondos do país. Assim como há os ninhos do pesado, do escuro, da balada gótica.

O gótico é o terror presente na vida – nos tempos medievais, as catedrais góticas eram propositalmente gigantescas, altíssimas, para que o homem se sentisse pequeno e diminuído diante de Deus. Como tendência, o gótico é sucedido pelo rococó do Barroco, pelo exagero do detalhe como diferencial (o punk, o gótico, o dark não deixam de ser o rococó revisitado, com seus cintos e braceletes com tachinhas, seus alfinetes, sua maquiagem escura e exagerada).

E o Barroco e seus rococós são substituídos, na Europa, pelo Romantismo, um movimento que é iluminado, que não tem nada de escuro – na música, por exemplo, surge Mozart, que consegue fazer uma missa de réquiem absolutamente esplendorosa.

Não é casual que a última obra de Beethoven seja uma ode à alegria. Ainda bem; é a luz de novo.

ESTAR BEM

DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIOS FAZEM DO SONHO UM PESADELO

Desvio nó septo, rinites mal tratadas ou hipertrofia das amigdalas e adenoides afetam a qualidade do sono

A respiração e o sono estão intrinsecamente ligados. Por isso, muitas vezes aquelas noites agitadas e mal dormidas podem estar relacionadas a problemas respiratórios do sono, podendo trazer graves consequências que afetam diretamente a qualidade de vida de quem vive rolando na cama na hora de dormir, como estresse, indisposição física para realizar tarefas comuns do dia a dia e irritabilidade.

O importante é despertar desse pesadelo e procurar ajuda de um especialista no assunto para voltar a sonhar e viver bem. Segundo Adriano Guimarães Reis, otorrinolaringologista do Hiorp de Rio Preto, é preciso estar atento aos sintomas, agendar uma consulta e fazer um tratamento adequado para resolver ou minimizar esses problemas.

“Distúrbios respiratórios como desvio no septo, rinites mal tratadas ou hipertofia das amígdalas e adenoides afetam muito a qualidade de vida do paciente, com alterações profundas na respiração durante o sono, impedindo que a pessoa durma bem, despenando diversas vezes. As noites mal dormidas podem interferir até mesmo na diminuição da produtividade no trabalho e alterações no humor na vida pessoal. Para isso, existem modernos tratamentos medicamentosos e até, em alguns casos, cirurgias”, alerta.

APNEIA CENTRAL DO SONO

Causada por insuficiência cardíaca ou alguma doença ou lesão associada ao cérebro, como Acidente Vascular Cerebral (AVC), tumor cerebral, infecção viral no cérebro ou doença respiratória crônica. Em alguns casos, as vias respiratórias superiores estão abertas, mas o ar não chega aos pulmões devido à falta de comunicação entre o cérebro e o corpo.

SÍNDROME DA RESISTÊNCIA DAS VIAS AÉREAS SUPERIORES

Ocorre quando há um repetitivo ou contínuo aumento na resistência ao fluxo aéreo dentro das vias aéreas superiores, levando a despertares múltiplos breves e excessiva sonolência diurna. Com isso, a pessoa já acorda cansada no dia seguinte.

RONCO

Acontece quando a pessoa dorme e está com a musculatura da boca, do nariz e da garganta relaxadas. Suas principais causas são a flacidez nos músculos destas áreas, desvio de septo, pólipos no nariz, rinite, sinusite e obstruções nasais, além do envelhecimento. É péssimo para quem sofre deste problema e também para quem dorme junto.

APNEIA MISTA DO SONO

Tipo menos comum, o paciente apresenta obstrução das vias respiratórias superiores (apneia obstrutiva) e, simultaneamente, não há esforço respiratório (apneia central).

 APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO

Tipo mais comum e corresponde a mais de 80% dos casos. Na maioria das vezes, o ar não chega aos pulmões por causa de alguma obstrução nas vias respiratórias superiores.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

ESTUDO DIZ QUE COMEÇAR A AULA MAIS TARDE PODE AJUDAR OS ADOLESCENTES

Pesquisa feita no Brasil aponta impactos positivos para o humor em atrasar o início das atividades pela manhã; especialistas destacam importância da qualidade do sono

Atrasar em uma hora o início das aulas para adolescentes ajudou a melhorar o desempenho acadêmico e teve impacto no humor dos estudantes, segundo estudo feito no Brasil e publicado na revista científica Sleep Health. Especialistas destacam a importância, especialmente nessa fase, da qualidade do sono para a memória e absorção dos conhecimentos aprendidos em aula.

Para os adolescentes, a Associação Brasileira do Sono e a Associação Brasileira de Medicina do Sono recomendam dormir pelo menos oito horas por noite. Nessa fase, o ciclo circadiano sofre grandes alterações, o que faz com que o indivíduo precise de mais tempo para reparação. Segundo Dalva Poyares, médica especialista em medicina do sono e doutora em Neurociência pela Universidade de São Paulo (USP), nem sempre adianta só ir se deitar mais cedo. “O aluno já deita ansioso pela manhã seguinte, sabe que vai acordar bem cedo pra aprender coisas difíceis, o que já causa um estresse”, diz.

É nessa fase também o único momento da vida do ser humano no qual se tem menos circulação da dopamina, o hormônio responsável pela saciedade, pelo prazer e pelo contentamento, no chamado sistema de “recompensa”. A “deficiência” pode deixar os jovens com sentimentos mais negativos, e um bom sono pode ajudar nisso. No estudo Multiple positive outcomes of a later school starting time for adolescents, realizado em uma escola particular de Palotina, no Paraná, os pesquisadores analisaram, durante três semanas, a rotina de 48 alunos do ensino médio. Na primeira semana, o início das aulas foi mantido no horário normal, às 7h30. Na seguinte, passou para as 8h30 e na terceira, voltou para 7h30.

“Surpreendeu que eles não foram dormir mais tarde, mas sim acordaram mais tarde”, afirma Felipe Beijamini, professor da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e do programa de pós-graduação em biociências da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), e um dos autores do estudo. O tempo de sono foi medido por um método chamado actigrafia. Durante as três semanas, os alunos usaram um actígrafo, aparelho em formato de relógio que mede o sono por movimento, temperatura e exposição à luz.

Os participantes da pesquisa também responderam a questionários sobre o perfil emocional. As respostas indicaram alterações de humor, com relatos de menos cansaço, raiva, tensão, confusão e depressão. Eles também disseram estar com mais energia. Com a volta ao horário normal na terceira semana, os benefícios não foram mais descritos.

ENGAJAMENTO

Nos Estados Unidos, a Academia Americana de Pediatras recomenda que as aulas nas escolas não comecem antes das 8h ou 8h30. No Brasil, já existem instituições que resolveram atrasar um pouco o relógio, como o Colégio Castanheiras, em São Paulo. A diretora Sônia Magalhães explica que a mudança, em 2019, foi muito positiva. “Trouxe mais engajamento dos alunos, mais atenção”, afirma ela, sobre passar o começo das aulas de 7h15 para 7h50. Ian de Mello, de 15 anos, estudante da escola, conta que se sente mais confortável com o novo horário. “Preciso de tempo depois que acordo, para preparar a cabeça para o dia. A mudança ajuda bastante.”

Desde a criação, o Colégio Lumiar, também em São Paulo, adotou o horário de 8h30 para início das aulas do ensino médio. “Pensamos que a manhã tem de ser um momento mais tranquilo, o adolescente precisa acordar bem, se alimentar com calma”, conta Graziela Lopes, diretora da escola. João Pedro, de 16 anos, e Luísa França, de 15, do 1.º médio, apontam benefícios nesse esquema. “Eu fico mais descansado, durmo melhor, sinto que minha mente está pronta para absorver os assuntos, com mais foco”, diz João. “Antes eu ficava com sono o dia inteiro. Hoje presto atenção, faço tudo que precisa na escola e ainda chego em casa com energia para coisas extras”, afirma Luísa.

Adriana Fóz, especialista em Psicopedagogia e Neuropsicologia pela USP, afirma que, sem o sono mínimo, “não se consegue absorver (conteúdo), logo, tem mais estresse, ansiedade, diminuição do desempenho escolar, além de baixar a autoestima, porque ele vai achar que está mais lento, que não consegue aprender”.

Para quem começa cedo, ela sugere aos colégio realizar atividades mais recreativas nas primeiras horas. “Aula com movimento, engajamento.”

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