OUTROS OLHARES

MANTO DE SILÊNCIO

Pesquisa revela que 7 em 10 mulheres veem menopausa como tabu no país

Embora seja um marco inevitável na vida das mulheres, a menopausa é considerada um tema deixado de fora da conversas pela maioria da população. É o que mostra uma nova pesquisa da empresa de higiene e saúde Essity, que entrevistou 2 mil brasileiras e constatou que sete a cada dez delas (69%) concordam que essa fase ainda é um tema tabu.

Especialistas apontam que não abordar a questão pode afastar mulheres do conhecimento necessário sobreo período, das maneiras de prevenir e amenizar os sintomas incômodos e de entender o que de fato acontece com o corpo quando ele deixa de menstruar.

O levantamento da Essity revelou também que, embora a estimativa seja de que em apenas três anos mais de um bilhão de mulheres vivenciem uma das fases associadas à menopausa no mundo, 55% das brasileiras disseram não gostar de falar sobre o assunto por ser ligado à velhice e à “deterioração” do corpo.

“Existe o estigma, que não é verdadeiro, de que a menopausa é ligada basicamente a um monte de sintomas ruins, ao envelhecimento, à perda capacidade sexual, o que é muito forte para alguém de 50 anos que hoje é uma mulher jovem”, explica a ginecologista e obstetra Marianne Pinotti, do grupo de cirurgia oncológica e mamária da Beneficência Portuguesa, em São Paulo.

Essa realidade da falta de informação não é restrita ao Brasil. Uma pesquisa do Reino Unido, encomendada para o Dia Mundial da Menopausa, celebrado dia 19 de outubro, mostrou ainda que 80% das britânicas entre 18 e 74 anos relatam estar “despreparadas” para o momento, e apenas 17% disseram saber amenizar os impactos no corpo.

“Nós percebemos na prática uma parcela bastante grande de mulheres que realmente conhecem pouco a respeito da menopausa e que, por isso, logicamente não estão tão preparadas quando esse momento acontece”, afirma o ginecologista Luciano de Melo Pompei, presidente da Comissão Nacional Especializada em Climatério da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

GAMETAS CONTADOS

Ao nascer, as mulheres já têm um número de folículos – células que vão desenvolver os óvulos – pré-estabelecido. Após a puberdade, elas passam a liberar esses gametas aos poucos durante os períodos férteis até a última menstruação, que é a chamada menopausa.

“A idade da menopausa é parecida no mundo todo, sempre por volta dos 48 aos 51 anos, porque o ovário nasce com a capacidade de produzir os hormônios, especialmente o estrogênio, para liberar os óvulos por um tempo limitado. Quando o ovário interrompe essa produção, a mulher para de menstruar”, explica Pompei.

Muitas pessoas confundem, no entanto, a menopausa com o período que a antecede, em que a liberação dos hormônios femininos começa a cair e provocar os sintomas característicos. Esse período, de forma mais ampla, é chamado de climatério – fase de transição do período reprodutivo para o não reprodutivo na vida da mulher.

Nem toda a mulher vive os famosos sinais da menopausa, porém a prevalência é alta. Segundo um estudo brasileiro, conduzido por Pompei e publicado no periódico Climacteric, cerca de 88% delas relatam os sintomas.

Embora mais de 30 sintomas sejam reconhecidos hoje pela ciência, a pesquisa da Essity mostrou que as principais queixas entre as brasileiras são as ondas de calor, por 69% das entrevistadas, e a irritabilidade, por 40%, seguidos por secura vaginal e insônia.

“A maioria das mulheres têm sintomas leves ou moderados durante dois ou três anos nesse período. Uma pequena minoria não sente nada, apenas para de menstruar, e outra pequena quantidade tem sintomas muito fortes durante muito tempo. Mas os sinais, na maioria das vezes, são passageiros e existem maneiras de controlá-los”, afirma Pinotti.

No primeiro momento, os especialistas explicam que o principal sintoma são as ondas de calor, também chamadas de fogachos. Segundo a pesquisa da Climacteric, geralmente elas surgem aos 47 anos, quando a produção do estrogênio começa a cair.

“Elas acontecem porque o estrogênio tem uma função de regulação térmica, de calor, e a hora que a produção dele abaixa, essa regulação fica desbalanceada”, explica a ginecologista.

Pinotti afirma que, assim como para os demais sintomas, as principais formas de amenizar as ondas de calor são alimentação adequada e uma rotina de exercícios.

GESTÃO E CARREIRA

COMO IMPULSIONAR A LIDERANÇA FEMININA NAS EMPRESAS

A presença feminina em cargos de liderança nas empresas ainda é tímida.

De acordo com dados do IBGE, apenas 37,4% dos cargos gerenciais existentes em 2019 eram ocupados por mulheres. O desafio para reverter o quadro é enorme, mas requer mais atenção ao se considerar a interseccionalidade, em que são levados em consideração aspectos étnico-raciais e de orientação sexual

“Existe uma infinidade de grupos, que infelizmente são ainda menos representados em cargos de gestão nas organizações. As mulheres negras são muito mais raras em cargos de diretoria e de gestão no país. Não se trata apenas de abrir mais espaços para mulheres dentro das organizações, mas também de uma mudança completa, tanto cultural, como estrutural, de toda a sociedade”, explica Daniela Brites, sócia da área de Gestão de Pessoas da EY.

Para Daniela, as mulheres desenvolvem um papel funda- mental na criação de ambientes mais acolhedores, criativos e com alta performance, promovendo um impacto e um resultado mais positivo nas organizações. Por isso, é funda- mental criar programas de liderança focados em mulheres ou processos de recrutamento específicos para contratação de grupos minorizados.

Em entrevista à Agência EY, a consultora fala dos de- safios, da resistência em aceitar lideranças femininas e a importância da equidade nas empresas.

QUAIS OS DESAFIOS DAS EMPRESAS PARA MUDAR O CENÁRIO APONTADO PELO IBGE?

“Estamos lidando com um cenário repleto de fatores históricos, culturais e sociais, que precisam ser desconstruídos com o tempo. Quando debatemos sobre liderança feminina nas empresas, inevitavelmente, precisamos englobar uma série de outros grupos intrínsecos a tal categoria.

Afinal, dentro de “mulheres” existe uma infinidade de grupos, que infelizmente são ainda menos representados em cargos de gestão nas organizações. As mulheres negras são ainda mais raras em cargos de diretoria e de gestão no país. Não se trata apenas de abrir mais espaços para mulheres dentro das organizações, mas também de uma mudança completa, tanto cultural, como estrutural, de toda a sociedade.

E, nesse contexto, as iniciativas empresariais têm um papel fundamental. Estamos falando da atuação e da adaptação e gestores e de setores de RH. É necessário englobar todos na organização de modo a encarar os processos seletivos ou promocionais de uma forma mais justa, honesta e com valores que não dizem respeito ao sexo, gênero e crédulo.

COMO ESTABELECER UM PLANO PRÁTICO E ESTRATÉGICO PARA AUMENTAR A PRESENÇA FEMININA EM CARGOS DE LIDERANÇA?

“Todas as empresas podem (e devem) promover ações para impulsionar a liderança feminina no mundo corporativo, criando oportunidades de desenvolvimento profissional e ascensão de carreira.

Para isso, criar programas de liderança focados em mulheres ou processos de recrutamento específicos para contratação de grupos minorizados é uma estratégia que vem sendo muito adotada pelas organizações. Muito se fala sobre os programas de mentoria e coaching, relevantes para o desenvolvimento de lacunas técnicas e comportamentais.

Muitas vezes, o maior problema com a falta de representação das mulheres no poder é a falta de bons modelos a serem seguidos. Mas há ainda outros dois direcionadores importantes: o patrocínio interno e o acesso a oportunidades que mudam a carreira de qualquer profissional de talento.

Observamos três ações que têm gerado um impacto positivo nesse movimento: atuação em projetos de grande visibilidade, atuação em projetos complexos e experiência a internacional. Mais importante do que ter as iniciativas a é garantir que as mulheres estão sendo consideradas na e mesma proporção que seus colegas homens.

AINDA EXISTE RESISTÊNCIA DE FUNCIONÁRIOS COM LIDERANÇAS FEMININAS?

“Existe uma questão cultural muito o forte nesse contexto, embora nas últimas décadas as mulheres venham ocupando novas posições no mercado de trabalho. Há ainda o preconceito e o descrédito em relação às capacidades das mulheres no espaço de trabalho.

E isso vai muito além das diferenças quanto às oportunidades das mulheres assumirem posição de liderança: há e desrespeito, assédio sofrido por muitas delas, disparidade – salarial de gênero e falta de políticas favoráveis à família.

Ainda que já existam soluções previstas em lei para situações como essas, o machismo enraizado em nossa sociedade contribui para o agravamento desse cenário.

Em cargos de liderança feminina isso pode ser percebido de forma ainda mais evidente, pois envolve muitas responsabilidades e decisões estratégicas e o que observamos, eventualmente, é que liderados ou diretores tendem a questionar escolhas ou desrespeitar sua autoridade.

COMO AS LIDERANÇAS FEMININAS PODEM SE FORTALECER NOS SEUS CARGOS E AJUDAR NA EQUIDADE?

“Acredito que as mulheres desenvolvem um papel fundamental na criação de ambientes mais acolhedores, criativos e com alta performance, trazendo um impacto e um resultado mais positivo nas organizações.

É preciso conscientizar a liderança predominantemente masculina e incentivar homens no poder a adotar alguns dos comportamentos de liderança mais eficazes, comumente encontrados em mulheres.

Isso pode ajudar a criar um debate produtivo nas empresas, construindo um ambiente muito mais equânime a partir de um conjunto de mindsets e comportamentos que abrem caminho para que homens e mulheres competentes avancem.

EU ACHO …

PINTOU UM CLIMA

Os homens se sentem confortáveis para dizer absurdos sobre corpos de meninas

Foi indignação o que senti quando tomei ciência de que o atual presidente sentiu ter pintado um clima entre ele e adolescentes de 14 anos de uma comunidade de São Sebastião, em Brasília.

Disse ele: “Parei a moto numa esquina, tirei o capacete e olhei umas menininhas. Três, quatro, bonitas, de 14, 15 anos, arrumadinhas, num sábado, numa comunidade. E vi que eram meio parecidas. Pintou um clima, voltei. ‘Posso entrar na tua casa?’ Entrei. Tinham umas 15, 20 meninas, sábado de manhã, se arrumando. Todas venezuelanas. E eu pergunto: meninas bonitinhas de 14, 15 anos se arrumando no sábado para quê? Ganhar a vida”.

Reações foram fortes apontando como era inadequado um homem de 67 anos se expressar dessa forma, enfatizar que essas meninas eram “bonitas”, “bonitinhas”, que eram “meio parecidas”, por ter presumido e insinuado que estavam ali para serem sexualmente exploradas. Enfim, um depoimento grotesco, principalmente vindo de um presidente da República. Mas o que chamou a atenção mesmo foi sua declaração “pintou um clima” e como isso o levou a voltar e entrar na casa onde elas estavam.

Apesar de ser uma declaração bem evidente, a partir da repercussão veio a alegação de ser tudo um grande “mal-entendido”. A atual primeira-dama, Michelle Bolsonaro, foi uma das pessoas que buscaram justificar a frase. Segundo ela, o atual presidente tem mania de falar “pintou um clima”. Ele seria uma pessoa que fala isso a todo momento para as mais variadas circunstâncias.

Ocorre que um levantamento do jornal O Estado de S. Paulo mostra que, em 128 lives de Bolsonaro registradas pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo entre 2019 e 2022, não houve a expressão uma única vez.

E ainda veio a conhecimento público que o lugar citado por ele de modo algum se tratava de um espaço de exploração sexual infantil. O que estava acontecendo ali era uma ação social para meninas refugiadas.

Ou seja, tudo um grande absurdo, uma mentira do começo ao fim, com trechos bem problemáticos no meio do caminho. E, mesmo sabendo se tratar de uma personalidade que faz uso de declarações absurdas a todo momento, desta vez ele se superou.

Por exemplo, dizer que todas as meninas se parecem é uma arrogância particular típica do grupo social branco. Lembro-me de que me diziam que eu era parecida com minhas primas, mesmo nós sendo completamente diferentes. Era só porque éramos negras. Isso vale para pessoas descendentes de famílias japonesas, chinesas, ou para o que acontece com os indígenas. O racismo busca homogeneizar grupos inteiros. “É tudo igual”, diz o colonizador. “Só nós temos a prerrogativa da diferença.”

Mas, sobretudo, acredito que o episódio nos mostra como abuso infantil e exploração sexual de crianças e adolescentes não são temas que podem ser tratados com leviandade. São inúmeras crianças e adolescentes estupradas anualmente no Brasil, fato este que trato reiteradamente nesta coluna e que penso que deveria ter cobertura de imprensa muito maior, bem como ser enfrentado por políticas públicas fortes, perenes e em todo o território nacional.

É um gravíssimo problema social e fonte de muitos outros que atingem toda a população, sobretudo as meninas e mulheres.

O fato de trazermos à luz a inadequação de parte da fala de Bolsonaro quando se refere a adolescentes como “bonitas” é importante para desnaturalizarmos a sexualização de crianças e adolescentes. Quando minha filha tinha apenas 13 anos, lembro-me de um comentário infeliz que ouvi: “Ela está um mulherão!”. E eu respondi imediatamente: “Ela é apenas uma criança”.

Os homens se sentem muito confortáveis para olhar, comentar e dizer coisas absurdas sobre os corpos de meninas. Eu me lembro que os olhares maliciosos de homens começaram quando eu tinha 11, 12 anos. Quando fui professora de escola pública, arrumava briga com professores que diziam coisas como “essas meninas de 14 anos sabem muito bem o que querem”. E eu os repreendia por olharem para elas. Há sempre uma tentativa de desresponsabilizar homens adultos por suas atitudes abusivas.

Em um país que tem em suas bases o estupro de mulheres e meninas – lembremos que essa realidade decorre desde a colonização -, prática essa que foi romantizada, inclusive por intelectuais que defendiam a democracia racial, há muito a ser feito. E não podemos mais admitir que um lugar de tanta responsabilidade como a Presidência da República seja também um lugar de comportamentos e declarações tão rebaixados.

DJAMILA RIBEIRO – Mestre em filosofia política pela Unifesp e coordenadora da coleção de livros Feminismos Plurais

ESTAR BEM

OS MELHORES EXERCÍCIOS PARA COMBATER A CELULITE

Especialistas ensinam o que deve ser feito para reduzir ou evitar o problema, além de atividades aliadas da pele

A palavra celulite costuma ser uma das mais temidas do universo feminino. As ondulações na pele são uma das eternas batalhas que as mulheres enfrentam em algum momento da vida. Cobri-las, escondê-las, às vezes até o impossível é feito, mas lidar com isso não costuma ser um desafio fácil e muitas vezes é em vão, porque elas ainda vão continuar lá. No entanto, existem maneiras de combatê-las ou atrasar seu aparecimento.

Segundo dados da Europa Press, entre 90% e 98% das mulheres sofrem com a celulite em alguma fase da vida. Diante dessa situação, o exercício físico se tornou um dos aliados para combater as covinhas espalhadas pelo corpo.

A atividade colabora no processo de firmeza da pele e queima da gordura que se acumula por baixo dela, produzindo as celulites. O desafio é fortalecer ou tonificar as pernas, principalmente a parte superior e interna das extremidades, uma das áreas mais afetadas por essa condição, que costuma aparecer pela primeira vez durante a adolescência.

“A celulite é uma alteração no tecido celular subcutâneo, está localizada acima do músculo e abaixo da pele. É acompanhada de acúmulo de gordura, retenção de líquidos, fragilidade capilar e variação na microcirculação”, explica a dermatologista Clarisa Rodríguez.

De acordo com a médica, a razão pela qual essa área é mais propensa a ser acometida por essa patologia tem ligação com os hormônios.

“Essa área possui um número elevado de receptores hormonais que fazem com que níveis mais altos de gordura sejam depositados e uma matriz extracelular seja gerada”, explica.

Quando se trata do que pode desencadear o problema, há muitos fatores que se somam. Segundo Rodríguez, o principal gatilho é a genética. Por sua vez, a celulite pode indicar um distúrbio hormonal ou um estilo de vida sedentário, mas ao contrário da genética, essas duas questões podem sofrer intervenção.

COMO TRATAR

Embora acometa uma região específica do corpo, existem muitas maneiras de treiná-la. O preparador físico, Francisco Piperatta, conhecido no mundo fitness como Trainer Bear, recomenda a realização de exercícios de baixo impacto, localizados e utilizando o peso corporal, além de adicionar cargas e até elásticos. Paralelamente, sugere também a prática de aeróbica, como caminhadas, elíptico, bicicleta ou zumba no mínimo três vezes por semana, de 30 a 40 minutos.

“A variedade de atividades a fazer é ilimitada e, com base nisso, o fundamental é que cada pessoa encontre o que se sente melhor de acordo com suas características e condições físicas”, afirma o treinador.

Piperatta ressalta que trabalhar essa área do corpo traz também uma série de outros benefícios paralelos: fortalece os músculos, melhora o equilíbrio, a postura e, consequentemente, ajuda a prevenir lesões.

Para a médica Alejandra Hintze, membro da diretoria da Associação Argentina de Médicos do Esporte, há dois fatores que tornam a celulite menos perceptível. Primeiro, que a pessoa tenha pouca gordura sobre o músculo e boa musculatura, ou seja, tonicidade que só se consegue fazendo trabalho de força.

Outro aspecto que os especialistas consultados enfatizam é que o treino seja acompanhado de uma boa alimentação, baseada principalmente no consumo de proteínas, alimento que ajuda a reduzir a gordura corporal e define sua estrutura.

“Tudo o que comemos afeta a pele, para o bem ou para o mal. Uma alimentação equilibrada, consciente e variada é outro dos pilares fundamentais desse processo e que vai ajudara mantê-la saudável”, afirma Francisco Piperatta.

A hidratação à base de muita água também não deve ser negligenciada, pois “durante os treinos o corpo perde muito líquido, fazendo com que a pele seque e perca elasticidade”, explica o treinador.

Agora, para todos os supersticiosos sobre o que evitar para que esse fenômeno não aumente, Hintze derruba mitos e comenta que, embora atividades de alto impacto e vibração, como a corrida, possam estimular essa condição porque potencializam o movimento da pele, “é importante notar que a celulite é um processo natural do corpo que ocorre ao longo do tempo, por isso é melhor fazer amigos e não se privar do esporte, que sempre será mais benéfico do que um estilo de vida sedentário”, reflete a esportista.

EXERCÍCIOS

Piperatta dá exemplos de atividades para combater e prevenir a celulite, e recomenda que cada uma acerte o peso e a intensidade de acordo com o que mais lhe convém. Além disso, ele insiste na importância de cuidar da postura durante todo o processo para evitar possíveis lesões e dores.

ESTOCADAS

*** Separe os pés na largura do quadril;

*** Mantenha a postura ereta com os olhos voltados para a frente e os braços nos quadris para não perder o equilíbrio;

*** Avance dando passos com as pernas dobradas;

MOVIMENTOS ALTERNADOS

Você pode adicionar um pouco de carga usando alguns halteres.

AGACHAMENTO COM ELÁSTICO

*** Coloque a faixa na altura dos joelhos para gerar maior trabalho de força;

*** Separe as pernas um pouco mais do que a largura dos quadris;

*** Desça o máximo possível com as costas retas e os olhos voltados para a frente;

*** Mantenha os joelhos para fora, certificando-se de que eles não ultrapassem as solas dos pés.

CHUTE DE TORNOZELO

*** Coloque uma cinta de tornozelo em cada perna;

*** Fique de quatro, certificando-se de estar em linha reta;

*** Estique uma perna 90 graus e chute para cima;

*** Faça pernas alternadas;

*** Também pode ser feito com um alongamento ou em pé lateralmente.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

8 A CADA 10 JOVENS RELATAM PROBLEMAS DE SAÚDE MENTAL

Ansiedade e até pensamentos suicidas afetaram brasileiros de 15 a 29 anos recentemente

Durante suas crises de ansiedade, cada vez mais frequentes, a atriz e influenciadora manauara Evelyn Félix, 23, passou a filmar o próprio rosto angustiado, às vezes com os olhos cheios d’água.

“Queria mostrar um outro lado da minha vida, muito diferente daquela rotina fake das redes sociais”, diz. “Cheguei num lugar em que me sentia vazia e desesperada. Às vezes, não queria nem acordar”, lembra ela, que hoje está em tratamento.

As imagens que ela fez foram publicadas numa rede social e o vídeo viralizou. É um sinal dos tempos.

Oito a cada dez brasileiros de 15 a 29 anos apresentaram recentemente algum problema de saúde mental, segundo dados inéditos de pesquisa.

A maioria desses jovens sofreu com pensamentos negativos (66%), dificuldade de concentração (58%) e crise de ansiedade (53%). E uma minoria significativa relatou ter transtornos alimentares (20%) e pensamentos suicidas (13%) ou ainda ter ferido o próprio corpo por meio de automutilação (6%). Mais da metade (51%) considera sua saúde mental como regular, ruim ou péssima.

No levantamento, foram ouvidos mil jovens entre 15 e 29 anos em 12 de algumas das maiores capitais do país. Feita em 20 e 21 de julho deste ano, a pesquisa tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

A identificação dessas sensações e comportamentos não pode ser tomada como diagnóstico, afirma a psiquiatra da infância e adolescência Gabriela Viegas Stump, que atua no Hospital das Clínicas e no Sírio Libanês, ambos em São Paulo.

Por outro lado, os relatos da sensação de tristeza, ansiedade ou do que os jovens autodenominaram como depressão, afirma a profissional, ou indicam que essas pessoas estão com um problema de saúde mental ou precisam ser tomadas como fator de risco de desenvolverem problemas no futuro.

Esses e outros sintomas enfrentados pelos jovens brasileiros em tempos recentes se intensificaram após a pandemia da Covid-19, ao mesmo tempo em que aumentou o diagnóstico formal de ansiedade e de depressão entre crianças e adolescentes no mundo inteiro, numa espécie de pandemia de adoecimento mental.

“Estudos mostram claramente um aumento do índice de problemas de saúde mental entre jovens e uma intensificação desse aumento no pós-pandemia”, afirma Stump. Ela aponta que houve tanto uma crescente nos problemas entre pessoas que já tinham patologias prévias quanto uma ampliação de quadros novos de depressão e ansiedade.

Especialistas apontam que a vulnerabilidade jovem tem a ver também com a maior exposição a violência doméstica e parental que ocorreu no período de confinamento e com a perda de fatores importantes de proteção da mente, como a frequência à escola ou universidade e a prática de atividades esportivas, aspectos prejudicados nos últimos anos por causa da pandemia.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), metade de todas as condições de saúde mental começam por volta dos 14 anos, mas a grande maioria dos casos não é diagnosticada ou tratada. E as consequências dessa falta de cuidado tem repercussões na vida adulta, limitando oportunidades futuras.

Uma análise feita no âmbito da LSE (London School of Economics), no Reino Unido, estima que transtornos mentais que levam jovens à incapacidade ou à morte acarretam uma redução de contribuições para as economias de quase US$ 390 bilhões por ano.

A pesquisa aponta que esses problemas são mais relatados por meninas e mulheres (90%) do que por meninos e homens (76%). Também surge com maior frequência entre pessoas que se identificam como LGBTQIA+ (92%) do que entre aqueles que se declaram heterossexuais (81%).

Uma maior suscetibilidade da mulher a alguns sintomas, afirma Stump, podem estar relacionados às questões hormonais da adolescência. “Mas devemos levar em consideração que existe uma diferença cultural de gênero e que mulheres parecem ter menos vergonha do que homens de se colocar no lugar de alguém que precisa de cuidados de saúde mental”, afirma.

Estudos internacionais também apontaram que pessoas LGBTQIA+ têm duas vezes mais chances de se sentirem deprimidas e de 2 a 6 vezes mais risco de cometerem suicídio.

“São pessoas que têm menos suporte emocional da família, mais chance de sofrer bullying, de viver em meios segregados, de não poder expressar sua identidade. Tudo isso torna a população LGBT como a de maior risco de problemas de saúde mental”, avalia.

A literatura médica internacional que se debruça sobre a questão da saúde mental pós-pandemia aponta que jovens se queixam de solidão duas vezes mais que outras faixas etárias. Pesquisas também apontam que automutilação e ideações suicidas aumentaram no grupo em todo o planeta.

No Canadá, pensamentos suicidas cresceram de 6% para 18% entre jovens. Nos Estados Unidos, de 17% para 27%. Na China, de 23% para 30%.

“Houve um aumento muito importante de tentativa de suicídio de adolescentes. Nunca tive tantos pacientes internados por tentativa de tirar a própria vida”, relata a psiquiatra. Stump salienta a importância do crescente movimento de atenção à saúde e de diminuição de estigmas, o que permite que mais pessoas se sintam à vontade para buscar ajuda.

“É preciso que haja uma maior conscientização de que existem possibilidades de tratamento psicológico e psiquiátrico para problemas de saúde mental”, alerta. “São condições tratáveis, e com repercussões muito importantes no bem-estar das pessoas.”

Foi assim com a influenciadora de Manaus Evelyn Félix. “Fiquei anos tentando viver de maneira boa sem o auxílio de ninguém e, depois de muito sofrimento, decidi buscar ajuda de alguém que não me julgasse pelos meus pensamentos e que me ajudasse a encontrar novos meios de lidar ou reverter minhas crises”, diz. “A ajuda profissional tem sido fundamental”, comemora.

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