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A IDADE DO DESAMPARO

MP recebe seis denúncias de violência contra idosos por dia

Em condições insalubres promovidas pela própria família, uma idosa de 74anos, moradora da Vila Cruzeiro, na Zona Norte do Rio, precisou da intervenção do estado para conseguir ter sua dignidade recuperada. Dona Maria, nome fictício, é diabética e hipertensa, sofreu dois Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) e apresenta declínio cognitivo. Diagnosticada com câncer de mama, seu caso chegou ao Ministério Público (MPRJ) após ser denunciado por profissionais de uma Clínica da Família onde era atendida. Maria é uma das muitas vítimas de uma sociedade que pouco cuida de seus idosos, mas tende a envelhecer cada vez mais. Um levantamento do MP mostra um panorama cruel no Rio: entre janeiro e junho deste ano, 1.251 denúncias de violência contra idosos foram feitas à ouvidoria do órgão – uma média de seis por dia.

Negligência, violência psicológica e abuso financeiro foram, alguns dos crimes mais denunciados contra idosos em 2022. Já o Disque 100, serviço do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, recebeu 6.334 denúncias feitas no Rio. também no primeiro semestre de 2022 – em média, mais de uma por hora. As mulheres nessa faixa etária aparecem como os alvos preferidos: são 56% das vítimas.

GRUPO MAIS VULNERÁVEL

Dona Maria, que era cuidada por uma de suas filhas, foi encontrada por assistentes sociais com saúde descompensada. Em uma das visitas, foi constatado que a aposentada havia sido mordida por um rato no pé e que, devido à diabete, a ferida não cicatrizou. Sem atendimento adequado, ela desenvolveu uma infecção por larvas de moscas na ferida. Em paralelo, de acordo com a denúncia do Ministério Público, ela abandonou o tratamento do câncer de mama depois de dois anos. Sem conseguir andar sozinha, dependia de ajuda para ir até o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a 13 quilômetros de distância de sua casa. A família alegou aos promotores que não a levava mais ao tratamento porque não tinha dinheiro, mas também não deu prosseguimento ao processo para acesso ao RioCardSaúde – que permitiria o transporte gratuito da idosa.

Em uma das visitas dos assistentes sociais, já durante a investigação, num ato de desespero, ela pediu aos agentes para ser acolhida. Desde a denúncia, já se passaram dois anos. Há pouco mais de um mês, o MP pediu uma medida protetiva contra a filha da idosa, que foi deferida pela 2ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso, do Tribunal de Justiça do Rio. A decisão foi publicada no dia 22 de setembro.

“Infelizmente existe, na maioria das vezes, uma relação estreita entre o idoso e o suspeito de violência. Em 65% dos episódios no país (que somam mais de 80 mil casos apenas neste ano, de acordo com o Disque 100), os autores são os filhos. Na pandemia, houve uma diminuição nas redes de proteção e no convívio com os idosos, que ficaram mais vulneráveis à violência”, afirma a advogada Maria Luíza  Póvoa Cruz, presidente da Comissão Nacional do Idoso do Instituto Brasileiro de  Direito da Família.

Segundo o levantamento do Ministério Público, em 54% das denúncias a violência acontece no seio familiar: O Estatuto do Idoso, que completou 19 anos, prevê ser “obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do poder público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação (…), à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária”. No entanto, há um desconhecimento da sociedade dos seus deveres para com a terceira idade.

“O Estatuto do Idoso tem uma importância muito grande. Ele tem função semelhante à da Lei Maria da Penha (para as mulheres), demarca que o idoso é alguém em situação de vulnerabilidade, que merece maior cautela, maior amparo da lei. A grande questão, ao meu ver, para o estatuto não ser tão forte quanto a Maria da Penha junto à sociedade é que não se tem uma divulgação tão grande”, explica o advogado criminalista Luiz Felipe Guimarães.

ASILOS COMO DEPÓSITOS

Segundo Maria Cláudia Castelo, gerente do Instituto Municipal de Vigilância Sanitária do Rio (lvisa), responsável por instituições de longa permanência e unidades de acolhimento, nos últimos dois meses, seis casas de repouso foram totalmente interditadas por maus-tratos aos idosos e condições insalubres. Uma delas foi visitada na semana passada: não tinha registro na prefeitura nem nome. Lá viviam 15 idosos, que estavam sob os cuidados de duas pessoas no dia da fiscalização. Naquele dia, o almoço foi arroz, feijão, cenoura e ovo.

“Percebemos que houve um aumento de casos de maus-tratos. Não somente pela pandemia, mas pelo cenário atual do nosso país. As famílias precisam das casas de repouso para cuidar dos idosos e poder trabalhar, mas também existe uma falta de recursos. Há estabelecimentos em que a pessoa responsável não sabe sequer ler, em que não há um enfermeiro para aferir a pressão arterial”, disse a gerente do instituto.

No dia 7 de agosto, a Policia Civil do Rio fechou a Casa de Repouso Laço de Ouro, em Guaratiba, na Zona Oeste. Agentes da 35ª DP (Campo Grande) receberam denúncias de maus-tratos e foram no endereço checar as informações. Os policiais encontraram a casa em péssimo estado, e inclusive, havia idosos com fome. Dias após a interdição, a Justiça do Rio determinou o fechamento da casa de repouso em um outro processo contra a clínica. Os donos também respondem criminalmente por maus-tratos.

TRAUMA GENERALIZADO

Uma das pessoas resgatadas foi um idoso de 72 anos, que estava na clínica havia um ano e quatro meses. Na porta da delegacia, horas após o resgate, ele ainda estava assustado com os barulhos da rua depois de18 meses sem quase nenhum contato com o mundo externo.

“Ali dentro era só comer, ir ao banheiro e dormir. Fome a gente sentia, mas tínhamos de comer o que nos davam. Depois que entrou ali, fechou o portão e já era. Não tem como sair para lugar nenhum”, lembrou à época.

Maria do Carmo da Silva, mulher do idoso, recorda que foi impedida de visitá-lo durante a internação. Ela conta que foram os filhos de outro casamento que o internaram no estabelecimento, alegando que ele passaria por um tratamento contra a depressão e que seria apenas por alguns dias.

“Os filhos disseram que lá seria uma boa opção. Mas ele saiu de lá com o corpo cheio de feridas e sarna. Até hoje ele não está 100%, ainda está se recuperando de tudo que viveu e de todo o abalo psicológico. Até violência física ele sofreu. Contou para mim que apertaram o pescoço dele”, relatou a mulher.

A denúncia contra a casa de idosos partiu de estagiários, que, no primeiro plantão, perceberam condições precárias e atitudes estranhas dentro da clínica. Daniele Mota, de 45 anos, foi uma das estudantes que procurou a polícia para denunciar o caso.

“Não tinha como deixar aquilo acontecendo e não fazer nada. Tem valores que o dinheiro não compra, e eu sei que vou chegar à Idade deles”, disse a cuidadora.

“As pessoas acham que a prática de maus-tratos é só bater ou violência física, mas não é assim. Os idosos que estavam na casa não tinham comida adequada, não tinham roupas próprias, ficavam compartilhando entre si. Uma das cenas mais marcantes foi quando um senhor acamado segurou minha mão: dava para ver que ele estava pedindo socorro pelo olhar”.

GESTÃO E CARREIRA

EMPREGO DOMÉSTICO VIVE RETOMADA

Estudo mostra que, após despencar na crise sanitária, número de trabalhadores no setor chega a 5,85 milhões no País, maior nível desde o quarto trimestre de 2019

Em maio de 2020, dois meses depois de a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificar a covid-19 como pandemia, a empregada doméstica Marilza Gomes dos Santos foi dispensada da casa em que trabalhava, em Brasília. Sua empregadora tinha lúpus – e, portanto, era do grupo de risco. Depois de dois anos à procura de emprego, há um mês, ela conseguiu voltar para o mercado de trabalho como doméstica.

“Foi um período muito difícil. Estava morando com meus três filhos e criando um neto pequeno. Sobrevivemos com o auxílio (emergencial), cesta básica e doações da igreja. Eu, que pagava aluguel, precisei ir para um assentamento”, conta ela. Depois de meses sem nenhum trabalho, Marilza conseguiu um bico como folguista de babá em finais de semana, mas nada fixo aparecia. “Entrava nos sites, tentava vagas, mas não aparecia nada, todas as portas estavam fechadas.”

Marilza se soma a milhões de brasileiras que apenas encontram espaço no mercado de trabalho em serviços domésticos, como faxineiras, babás e cozinheiras, mesmo num cenário de melhora do emprego. Esse contingente, que despencou na pandemia pelas restrições do distanciamento social, vem se recuperando com força neste ano. Depois do fechamento massivo de postos de trabalho, o número de empregados domésticos chegou a 5,85 milhões no segundo trimestre do ano – o equivalente à população da Dinamarca.

É o maior patamar desde o quarto trimestre de 2019, antes do início da pandemia. Do ponto mais crítico da crise sanitária, no segundo trimestre de 2020, para cá, 1,4 milhão de postos já foram recuperados. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do segundo trimestre – os últimos divulgados, compilados pela consultoria IDados.

“O trabalho doméstico foi uma das áreas mais atingidas pela pandemia, se não a mais atingida, porque as famílias não queriam ficar com ninguém estranho dentro de casa pelo perigo do contágio (de covid-19)” diz José Pastore, professor da FEA-USP e presidente do Conselho de Emprego e Relações de Trabalho da Fecomercio-SP. “Houve muitas demissões, mas agora as pessoas voltaram a contratar nessa área, o que está ligado a essa retomada geral depois da pandemia. Na Pnad, de um trimestre para o outro, houve um aumento de 4,5% nos trabalhadores domésticos, o que é muito expressivo”, observa. Hoje, Marilza ganha R$ 1,5 mil no novo emprego, com carteira assinada, como o que tinha antes da pandemia. “Foi indicação de uma ex-patroa, para trabalhar para uma família que se mudou de Salvador para cá. Agora, meus filhos também estão trabalhando. Finalmente as coisas estão melhorando”, diz.

EU ACHO …

O BALANÇO DA ESPERANÇA

Domingo passado (02/10) votei no meu bairro de infância e do coração: a Penha, Zona Norte do Rio. Revi amigos e abracei vizinhos, colocamos o papo em dia e, o que era para ser um rápido aperto de teclas nas urnas, tornou-se uma maratona de beijos, abraços e conversas. O clima foi melhor do que eu esperava, já que o medo nos sondava num cenário de polarização e violência explícita que não é novidade. Na porta da escola onde voto, havia bolos de papel espalhados pelo chão. Uma boca de urna que não deveria existir, mas que na fila toma os indecisos que recolhem os papéis, até por não enxergarem a política como algo que mereça seriedade, e votam de qualquer jeito. O que tem sua razão de ser e é grave. Agora, estamos em meio ao segundo turno presidencial. O balanço é de esperança, apesar de tudo.

Essa é a segunda eleição em que foi contabilizado o número de pessoas com deficiência candidatas, totalizando 475, segundo o TSE, equivalente a 1,6% do total de registros. Ewelin Canizares, do Movimento Feminista Inclusivas de Mulheres com Deficiência, disse que a falta de acessibilidade é um obstáculo no acesso a partidos e às candidaturas.

Este ano também registrou o maior número de candidaturas indígenas desde o começo da autodeclaração racial das mesmas. Contabilizaram-se 178, sendo 58 para o senado, representando 0,62% do total. Cinco se elegeram para a câmara federal. As candidaturas LGBTQIAP+ também dobraram desde 2018, e das 345, 19 foram eleitas Alguns dos grandes destaques são Erika Hilton e Duda Salabert, primeiras mulheres transexuais eleitas deputadas federais. Sergipe e Rio de Janeiro também terão suas primeiras deputadas estaduais trans: Linda Brasil e Dani Balbi, respectivamente.    

Também houve aumento de candidaturas negras, estimuladas pela Emenda Constitucional que estabeleceu incentivos para pessoas negras e mulheres. Em 2022, foram registradas 1.424 de pessoas pretas e 3.462 de pessoas pardas, número 36,35% maior que em 2018.

Um grande avanço, mas deve ser observado com cautela. Nos últimos meses, diversos candidatos se aproveitaram de seus antepassados negros para se autodeclararem, mesmo tendo consciência de que não fazem parte do grupo. Apesar disso, não houve aumento significativo no número de pessoas eleitas, apenas 134, 8,94% a mais do que em 2018.

Agora, é acompanhar os eleitos e continuar cobrando por mais intencionalidade, não só das pessoas candidatas, mas de nós mesmos, eleitores, para que os poderes executivo e legislativo sejam inclusivos e representativos.

Como eleitores, é preciso refletir o quão importante é integrar o ponto de vista de grupos subrepresentados, que acrescentam olhares represados no desenho de políticas públicas e em necessidades subestimadas. Os candidatos eleitos nos representam, e não adianta apenas apontar os problemas se a cada dois anos não elegemos quem tem o projeto de país que desejamos construir.

A mudança pode ser lenta, mas vem. Talvez ainda embalada pelos abraços dos vizinhos ou pelos dados que compartilhei, sinto que a esperança balança, mas no balanço do meu coração, há esperança de mudança.

*** LUANA GÉNOT

lgenot@simaigualdaderacial.com.br

ESTAR BEM

‘NÉVOA CEREBRAL’ PODE SER SINTOMA DE DOENÇA

Apagão de memória e dificuldade de concentração são fenômenos ligados também a noites sem dormir e medicamentos; exame de sangue permite diagnóstico e tratamento

O apagão na sua cabeça, quando aparece, pode ser confuso. Por que parece que seu cérebro de repente está 30 anos mais velho do que você? Se você está sentindo a cabeça lenta e esquecida, se fica se desconcentrando toda hora ou tem dificuldade de fazer até mesmo as tarefas mais mundanas, você pode estar enfrentando um fenômeno comum, conhecido como névoa cerebral.

Embora não seja um diagnóstico clínico oficial, a névoa cerebral pode surgir após várias noites sem dormir, por causa de certos medicamentos, como anti-histamínicos, ou como resultado de jet lag – entre muitos outros cenários. Algumas pessoas experimentam uma forma de névoa cerebral após uma grande refeição, durante períodos estressantes da vida ou quando passam por grandes mudanças hormonais, como durante a gravidez ou a menopausa.

A névoa cerebral também pode ser um sintoma: pode ocorrer com a Doença de Lyme, lúpus e esclerose múltipla, após tratamento de câncer ou de um resfriado forte. Nos últimos anos, o termo também se tornou associado ao comprometimento cognitivo que muitas pessoas experimentam durante ou após um caso de covid-19. Cerca de 20% a 30% dos pacientes com covid-19 têm algum nível de névoa cerebral que persiste ou se desenvolve durante os três meses após a infecção inicial, e mais de 65% dos pacientes com covid longa relatam sintomas neurológicos. “Está virando uma crise de saúde neurológica”, disse Michelle Monje, neurologista da Universidade de Stanford que estudou o comprometimento cognitivo relacionado à quimioterapia e ao coronavírus.

CONSULTA

A névoa cerebral pode ser frustrante e preocupante, não importa quando ou como você a contrai. Os problemas cognitivos podem aumentar e diminuir na névoa cerebral relacionada à covid-19, bem como em outros tipos, disse Jacqueline Becker, neuropsicóloga clínica do Hospital Mount Sinai, em Nova York. Mas se os sintomas persistirem por várias semanas ou deixarem a vida dolorosamente difícil, você deve procurar uma avaliação médica.

“Algumas pessoas conseguem continuar com o trabalho e a vida normal, mas precisam fazer pausas mais frequentes entre as tarefas”, disse Becker. “E outras pessoas ficam completamente incapacitadas”, ressaltou.

DIAGNÓSTICO

Embora a névoa cerebral pareça vaga e temporária, como o mau tempo que desaparece depois de uns dias, a pesquisa está começando a mostrar que ela pode afetar algumas pessoas por meses e tomar muitos aspectos da vida, em comparação com a lentidão ou o esquecimento comuns. A névoa cerebral tende a afetar a função executiva – um conjunto de habilidades essenciais para planejar, organizar informações, seguir instruções e fazer várias tarefas ao mesmo tempo. “Quando a função executiva é prejudicada, muitas vezes afeta vários domínios da capacidade cognitiva”, disse Becker.

Muitos médicos preferem usar o termo “deficiência cognitiva” para dar mais legitimidade médica ao que os pacientes relatam e iniciam o processo de diagnóstico com exames cognitivos usados para medir a função executiva em doenças graves, como a demência, acrescentou Becker. Exames de sangue também pode apontar algumas causas de comprometimento cognitivo, como apneia do sono, deficiência de vitamina B ou problemas hormonais e da tireoide, disse Joanna Hellmuth, neurologista da Universidade da Califórnia.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

DESCONHECIDA, SÍNDROME DO PENSAMENTO ACELERADO CAUSA IRRITAÇÃO E INSÔNIA

Youtuber Dani Russo conta que problema motivou seu sumiço das redes; condição pode estar ligada a ansiedade ou estresse

A funkeira e youtuber Dani Russo explicou nos últimos dias a seus 13 milhões de seguidores no Instagram o motivo de seu sumiço nas redes sociais: uma crise ligada à síndrome do pensamento acelerado, com a qual teria sido diagnosticada em 2021, e teve de ser internada. “Estou sendo medicada. Já já está tudo ‘ok’”, disse. Na época do diagnóstico, ela se tratava de ansiedade e depressão e, conta, era hospitalizada a cada três meses com insônia, dor no estômago, vômitos e dificuldade para comer.

Na síndrome do pensamento acelerado, as origens podem ser quadros de transtornos como ansiedade, bipolaridade e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), e até ser efeito do uso de drogas, como cocaína. Do ponto de vista da psiquiatria, o pensamento humano é classificado em três graus, “Há o pensamento com o curso normal; o acelerado, quando ele começa a ser tão rápido que temos dificuldade para expressá-lo, a taquipsiquia; e pode estar lentificado em algumas condições psiquiátricas, a bradipsiquia”, diz Mario Louzã, do Ambulatório de TDAH em Adultos do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Segundo ele, a aceleração do pensamento pode ser percebida no discurso do paciente, ou relatado por ele, que muitas vezes se queixa que não acompanha o ritmo do próprio raciocínio. Uma vez percebido, é preciso identificar a doença de base. “A aceleração abre um leque de possíveis doenças, e você precisa fazer o diagnóstico diferencial, porque os tratamentos serão variados conforme a doença”, explica Louzã.

COMO TRATAR

Se a doença base for o transtorno de ansiedade, o tratamento contempla medicamentos ansiolíticos ou antidepressivos que também tenham ação ansiolítica. No transtorno bipolar, os remédios buscam controlar a aceleração do pensamento e estabilizar o humor. Por fim, diagnosticados com TDAH são tratados com medicação para diminuir a hiperatividade física e mental.

Para a psicóloga Maura de Albanesi, além de associado a doenças de ordem psíquica, o pensamento acelerado pode corresponder a um hábito adquirido, ligado a situações de estresse. “É um piloto automático que diz o tempo todo: ‘estou com problema’. E isso traz falta de sono, traz hipersensibilidade, irritabilidade.”

Segundo ela, esse quadro emocional está frequentemente ligado à percepção de que só é possível ser valorizado quando é útil e produtivo. Pode ser tratado com acompanhamento psicoterapêutico que, dependendo do caso, será aliado ao tratamento psiquiátrico medicamentoso.

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