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CASOS DE TORÇÃO DE TESTÍCULOS AUMENTAM COM CLIMA MAIS FRIO

Problema, que atinge mais jovens e adolescentes, pode levar à retirada do órgão se não for tratado a tempo

Cirurgiões pediátricos e urologistas têm alertado para um aumento de torções de testículos em adolescentes ou adultos jovens, problema que pode levar à perda do órgão que tem a função de produzir hormônios masculinos e esperma.

Em um comunicado recente, a Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica manifesta a preocupação sobre a alta e relata situações frequentes em que os jovens chegam às emergências com o testículo “morto” e que precisa ser extirpado devido à demora do diagnóstico e da cirurgia que reverte o problema.

“Não podemos demorar a levar a criança ao atendimento de emergência. Em casos assim, não é uma boa ideia esperar o dia amanhecer ou dar um analgésico e esperar uma melhora para buscar atendimento”, diz em nota.

Segundo o cirurgião pediátrico Sylvio Ávila, do Hospital Pequeno Príncipe, de Curitiba (PR), todos os anos há um número esperado de casos, mas, nas últimas semanas, a quantidade disparou, especialmente no Sul do país. “Há hospitais que chegam a ter dois, três casos por dia. Ontem mesmo [na última terça, 27], tivemos dois casos. É muito testículo torcido, nunca vi nessa quantidade”, diz Ávila. Não há dados nacionais atualizados sobre o aumento da ocorrência. Um estudo de 2010 estimou que ocorram ao menos mil torções por ano no país. No Pequeno Príncipe, o número de casos do início do ano até nesta quinta (29) já havia ultrapassado o ano passado todo – 49 contra 41.

A suspeita é que o aumento esteja relacionado às baixas temperaturas, situação que favorece a torção testicular em jovens que têm um “defeito” anatômico na fixação dos testículos à bolsa escrotal. No frio, os testículos se movimentam mais e há maior o risco de que eles girem sobre o seu eixo, provocando a torção. Quando isso acontece, há um fechamento dos vasos sanguíneos que nutrem o órgão, causando um “infarto” por falta de oxigenação. Se não for distorcido a tempo, “morre” e precisa ser extirpado.

“Quando está frio, o músculo cremaster [que se insere no escroto e age suspendendo o testículo] contrai e traz o testículo para perto do corpo. Quando está calor, ele relaxa e o testículo desce”, explica o urologista Roni Fernandes, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Urologia. “Vem a frente fria e, nos dias seguintes, já começam a chegar os casos”, relata o urologista Marcos Broglio, que atende na Santa Casa de São Paulo. Neste ano, a instituição atendeu ao menos 28 casos.

Segundo os médicos, não há como prever ou diagnosticar precocemente o problema. A torção de testículo acontece de forma aguda e súbita, causando dor intensa, muitas vezes acompanhada de náuseas ou vômitos e dor abdominal. Eles reforçam que, diante de uma dor aguda na região, o menino precisa ser levado imediatamente a um hospital para ser operado porque há um limite de tempo para o testículo ser salvo. Até seis horas após a torção, as chances de manter o órgão são mais de 90%. Se demorar 12 horas, caem para 50% e, com 24 horas de atraso, 90% perdem o testículo.

Um dos fatores que contribuem para a demora em buscar ajuda médica é a vergonha que os adolescentes têm de relatar aos pais que estão com dor no testículo. “Como eles desconhecem o problema, acham que pode ser alguma bobagem que fizeram [masturbação] e não contam para os pais. Alguns meninos relatam que sentiram a dor depois de ereções noturnas com sonhos eróticos”, diz o cirurgião Ávila.

Segundo Broglio, 80% dos casos acontecem na faixa etária entre 9 e 20 anos de idade, e as circunstâncias em que as torções ocorrem variam bastante. Entre elas, estão atividades físicas intensas e pequenas batidas no testículo. “Em metade dos casos que eu atendo, eles dizem que [a torção] acontece à noite, dormindo.” Foi o que aconteceu com um adolescente de 14 anos, de Curitiba, na última terça (27). A mãe, que pediu para não ter o nome divulgado, diz que o garoto acordou com muita dor no testículo, às 6h30, e pediu ajuda aos pais. Uma hora depois, já estavam no pronto-atendimento do hospital.

Segundo ela, como procurou atendimento rápido, foi possível recolocar o testículo no lugar e já fixá-lo para evitar uma nova torção.

Roni Fernandes, da SBU, lembra que a torção pode ocorrer durante a ejaculação porque o músculo se movimenta. “Mas pode acontecer em várias circunstâncias. Por exemplo, o menino está com os amigos e pula numa piscina gelada. Se o testículo não estiver bem fixado, pode torcer.” Outro grande entrave que impede a cirurgia a tempo de salvar o testículo torcido é a demora de acesso aos hospitais públicos. O paciente precisa procurar uma unidade de saúde, que vai acionar o sistema de regulação de leitos, que buscará na rede um local com capacidade cirúrgica.

Na opinião de Roni Fernandes, embora seja uma cirurgia de baixa complexidade, que pode ser feita em qualquer hospital, é preciso que os pacientes, os pais, o sistema de regulação e os hospitais entendam a urgência do caso.

Ele afirma que em 60% dos casos essa malformação do testículo é bilateral. Ou seja, quando um testículo torce e é operado, o outro testículo saudável também precisa ser fixado preventivamente para que não torça no futuro. “Já rebemos dois pacientes em que isso não foi feito e eles perderam o segundo também.”

Mesmo com um testículo, o homem preserva a fertilidade e a produção hormonal, mas, se perde os dois, fica infértil e sem os hormônios masculinos, o que o levará à perda de massa muscular, óssea e prejuízo no desempenho sexual.

“A consequência mais grave é a estética, isso pesa bastante na autoestima dos homens. Infelizmente o SUS não oferece prótese de testículos. Só os pacientes conveniados e particulares é que têm essa benesse”, diz Ávila.

GESTÃO E CARREIRA

A REVOLUÇÃO DA GERAÇÃO Z NAS EMPRESAS

Os jovens estão exigindo mudanças nos programas de trainee das grandes companhias. Avessos a tarefas enfadonhas, os novos estagiários querem participação em projetos, liberdade de criação e um ambiente flexível

Os programas de trainee de algumas das maiores empresas em operação no Brasil, de capital local ou multinacional, estão tendo que se adaptar para conseguir atrair jovens talentosos. Não basta mais oferecer remuneração atraente desde o começo, passar horas falando dos valores da companhia nem apresentar planos de carreira. A geração Z (daqueles nascidos entre o fim dos anos 1990 e o início da década de 2010) é diferente de suas antecessoras – as gerações Xe Y. Para dar “match”, as empresas também estão mudando.

“Estamos no momento de quebra de paradigma sobre a centralidade do trabalho na formação dos indivíduos e da sua identidade. As pessoas têm se questionado o quanto vale sacrificar outros aspectos importantes da sua identidade para fazer o que entendem que é importante neste coletivo”, diz Luciana Ferreira, professora de liderança e comportamento organizacional da Fundação Dom Cabral.

BRASIL NA FRENTE

Esse movimento tem as suas peculiaridades locais, mas é global, e os brasileiros estão na vanguarda. Segundo a pesquisa Workmonitor, organizada pela consultoria Randstad em 34 países com cerca de 35 mil entrevistados, 56% dos trabalhadores de 18 a 24 anos afirmaram que deixariam um emprego que os impedisse de aproveitar suas vidas – o maior percentual de qualquer faixa etária. Entre os latino-americanos, o percentual foi de 79%. No Brasil, chegou a 85%.

Para Beatrice Rebelli, de 20 anos, graduanda de Engenharia na PUC-Rio e presidente da empresa júnior da instituição, mais do que trabalhar no escritório ou em casa, os jovens querem que seus papéis também sejam flexíveis.

“A visão do estagiário que só fica preenchendo planilha ou realizando demandas mais básicas está um pouco ultrapassada. As pessoas estão buscando empregos em que possam se desenvolver. Os alunos querem trabalhar em empresas em que consigam ter independência para criar e inovar”, afirma.

Segundo Danilca Galdini, diretora de pesquisa da CIA de Talentos e responsável pelo estudo “Empresa dos Sonhos”, as principais razões pelas quais os profissionais jovens escolhem uma empresa foram mudando ao longo do tempo.

Há 20 anos, ter um plano de carreira era requisito fundamental. Aspectos como boa imagem no mercado e ambiente de trabalho agradável foram ganhando espaço nos anos seguintes. Mais recentemente, desenvolvimento profissional e realização pessoal passaram a ser requisitos preponderantes.

“Se as empresas não olharem para essas novas necessidades, elas vão perder pessoas”, resume Danilca.

Diante desse desafio, departamentos de recursos humanos de várias companhias dizem estar revisando suas práticas. Na Alpargatas, a edição do programa de trainee de 2023 foi desenhada pela turma de trainees do ano anterior.

Um dos que participaram deste processo foi Rafael Cunha, de 25 anos, formado em engenharia química pela Unicamp. A turma de cerca de 20 jovens fez ajustes em algumas etapas do processo seletivo, como a ampliação do tempo de algumas dinâmicas. Os cases da companhia aplicados no processo seletivo foram refeitos, na tentativa de torná-los mais próximos da realidade.

“A gente tentou trazer a nossa visão para dentro do processo seletivo e trazer um pouco mais do dia a dia da empresa”, conta Rafael. “Eles nem entraram ainda, mas já me sinto mais próximo deles.

MUDAR PARA INCLUIR

Gislaine Lima, diretora de pessoas e desenvolvimento da Alpargatas, acredita que o programa de trainee incentiva o “mindset” empreendedor do jovem talento. A trilha oferece a formação na “Startup School”, que tem por objetivo desenvolver projetos ao longo de um ano.

“Durante o processo seletivo, procuramos pessoas que têm perfil mais parecido com a gente. Mas depois que elas entram, vira a mesa. O gestor é que tem que conquistar o trainee para trabalhar na sua área. Fazemos uma rodada de “pitch” (apresentação) de projetos, e os trainees escolhem para onde vão.

Na Ambev, o programa de trainee, que existe desde 1990, foi significativamente remodelado nos últimos anos. O objetivo, conta Illana Kern, diretora de Desenvolvimento de Gente na empresa, foi alinhar as expectativas com o programa às estratégias do negócio.

CV MAIS FLEXÍVEL

Em tempos em que a diversidade é fundamental, a Ambev decidiu seguir a tendência e tirou o peso do teste de inglês, visto como uma medida necessária para atrair jovens de diferentes classes sociais. Agora, o idioma pode ser aprendido no período do estágio e o foco está maior nas competências técnicas de liderança e valores.

Outra novidade é que, desde a edição de 2021, o programa prevê uma experiência internacional para os trainees, com direito a imersão no Beer Garage, escritório de inovação da Ambev em Palo Alto, no Vale do Silício. A ideia da companhia, segundo Illana, é acelerar o desenvolvimento das chamadas “competências do futuro” na empresa.

“Um projeto fora do país agrega muito para essa geração. Uma das formas que essa geração fica confortável de trabalhar é pelo formato de projeto, de aprender fora e vivenciar outra cultura. Depois da experiência no Beer Garage, cada grupo vai treinar num país diferente e desenvolver um projeto.

No Itaú Unibanco, o programa de trainee, que existe há 15 anos, passou por uma revisão mais profunda nos últimos anos. Maria Julia Azambuja, superintendente de Diversidade e Atração e Seleção, conta que não é mais exigida a formação em cursos de graduação específicos. Hoje são elegíveis candidatos que inclusive ainda não se formaram na graduação, sem filtro de idade:

“Também trouxemos o formato de trabalho híbrido para o programa, de modo que os trainees tenham flexibilidade para trabalhar em home office.

A executiva acredita que a possibilidade de personalizar a trilha de desenvolvimento seja um diferencial para manter o engajamento dos trainees e diminuir os pedidos de desligamento após o fim do programa.

Na PepsiCo, fica claro o quanto as empresas investem para não perder os melhores talentos para as startups. A próxima turma de trainees irá passar pelo StartupLabs, uma iniciativa baseada em metodologia ágil que visa testar soluções inovadoras para exportar projetos ao restante da organização. O objetivo é ganhar agilidade e acelerara implementação de novos projetos.

“A gente busca atender à expectativa dos jovens de aprender e de estar num ambiente ágil e dinâmico, onde eles vão se desafiar”, conta Fabio Barbagli, VP de RH da PepsiCo.

EU ACHO …

SAUDADE E NOSTALGIA, RAÍZES E ÂNCORAS

Na vida, nós devemos ter raízes, e não âncoras. Raiz alimenta, âncora imobiliza. Quem tem âncoras vive apenas a nostalgia e não a saudade. Nostalgia é uma lembrança que dói, saudade é uma lembrança que alegra. Uma pessoa tem saudade quando tem raízes, pois o passado a alimenta (mais de 40 anos atrás, eu saí de Londrina, minha cidade natal, mas minha saudosa Londrina não saiu de mim). Pessoas que têm nostalgia estão quase sempre às voltas com um processo de lamentação.

Como curiosidade, lembro que a palavra nostalgia foi criada por um médico alemão no século 19. Naquela época, quem tinha um ferimento feio tinha de amputar o membro ferido. E, como hoje, muita gente que perdeu uma parte do corpo relata continuar sentindo desconforto, coceira ou dor no membro que não existe mais. E então o médico alemão pegou duas palavras gregas antigas e as uniu: nostos, que significa volta, e algo, que quer dizer dor. Assim, nostalgia ficou sendo a dor da volta, a dor daquilo que já se foi e continua doendo.

Todos nós temos raízes e também âncoras. O problema é quando as âncoras superam as raízes. O nostálgico amarga e sofre, o saudoso se alegra, pois ele deixa fruir aquilo que viveu. O nostálgico se aproxima daquilo que os antigos chamavam de melancolia e que hoje é chamado de depressão, esse perigo. Vez ou outra é preciso fazer um “balanço” de mim mesmo, de modo a ver se estou sendo puxado para a as raízes ou para as âncoras, para a saudade ou a nostalgia, para a alegria ou para a depressão.

Em qualquer ano que uma pessoa tenha atravessado, é impossível viver sem cicatrizes. Por isso, uma das coisas que mais me chateia é quando encontro alguém depois de um ano e essa pessoa me diz: “Cortella, você não mudou nada!”. Como não mudei?! Só o fato de eu ter partilhado, compartilhado, vivenciado, convivido com pessoas, experimentado coisas, tudo isso faz com que eu mude. Muitas coisas que eu pensava no começo do ano não penso mais e vice-versa, pois sou capaz de mudanças, graças aos céus.

Sou um ser flexível, e ser flexível é muito diferente de ser volúvel. Flexível é aquele que muda quando considera adequado mudar. Volúvel é aquele que muda por qualquer coisa. A nostalgia é a tristeza da mudança contínua. A saudade é a experiência da mudança que conduz ao crescimento. A nostalgia é uma armadilha, registrada pelo estupendo poeta português Fernando Pessoa em um dos versos mais brilhantes da língua portuguesa, que está num poema escrito em 1930 e assinado por Álvaro de Campos, um de seus heterônimos: “Comprem chocolates à criança a quem sucedi por erro”. À criança a quem sucedi por erro!! Ora, isso é nostalgia pura, dor pura. Não é uma raiz. É uma âncora, nostálgica e dolorosa, aquilo que Carlos Drummond de Andrade chamou de “a pedra no meio do caminho”.

Percalços são inevitáveis, toda vida é composta por erros e acertos, por dores e delícias. A maioria das pessoas acredita piamente que aprendemos com os erros. Cautela com isso. Na minha opinião, aprendemos é com a correção dos erros; se aprendêssemos com os erros, o melhor método pedagógico seria errar bastante. Ora, brincando, podemos lembrar que todo cogumelo é comestível – só que alguns uma única vez… Eis um equívoco que não dá para corrigir depois.

Não é o erro; é a correção do erro que ensina.

ESTAR BEM

É SEGURO AQUECER OS ALIMENTOS NO MICRO-ONDAS?

Se usado corretamente, eletrodoméstico não traz riscos relativos à radiação, segundo a Organização Mundial da Saúde, mas pode haver perda de nutrientes da comida

Poucos utensílios domésticos causam tanto impasse como o micro-ondas. Aqueles que não podem ou não querem cozinhar o consideram uma salvação, enquanto alguns chefs acreditam que o eletrodoméstico é capaz de acabar com a arte da culinária. No entanto, existe outro debate além dessa disputa gastronômica: quando cozinhar no micro-ondas faz mal à saúde? Não é preciso se preocupar com a radiação do micro-ondas, garante a Organização Mundial da Saúde. Mas a resposta para outras preocupações sobre o eletrodoméstico é menos óbvia. Tire as dúvidas a seguir.

PERDA DE NUTRIENTES

Algumas pesquisas mostraram, no passado, que os vegetais perdem parte de seu valor nutricional depois do micro-ondas. Por exemplo, descobriu-se que 97% dos flavonoides – compostos vegetais que têm benefícios anti-inflamatórios e ligados à redução do risco cardíaco – são perdidos nos brócolis. Isso corresponde a um terço a mais de dano do que a fervura.

No entanto, um estudo de 2019 que reexaminou a perda de nutrientes dos brócolis no micro-ondas observou que estudos anteriores variavam no tempo de cozimento, temperatura e se os brócolis estavam ou não na água. A pesquisa descobriu que tempos de cozimento mais curtos (um minuto no micro-ondas) não comprometeram o conteúdo nutricional.

“O micro-ondas mostrou ser melhor na preservação de flavonoides em comparação com o vapor”, escreveram os pesquisadores.

Eles também descobriram que o uso do micro-ondas com muita água (a mesma quantidade que você usa para ferver) causou uma redução desses compostos.

Não há uma resposta simples para saber se os vegetais no micro-ondas reterão mais ou menos nutrientes do que outros métodos porque cada alimento é diferente em termos de textura e nutrientes.

“O tempo ideal é diferente para cada vegetal. Quando você considera os métodos comuns de cozimento doméstico, o micro-ondas é o melhor para muitos tipos de vegetais, mas provavelmente não para todos”, ensina Xianli Wu, principal investigador e cientista do Centro de Pesquisa em Nutrição Humana de Beltsville do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Outro estudo evidencia essas diferenças: os pesquisadores compararam o conteúdo de fenólicos – compostos associados a vários benefícios para saúde – em vários vegetais depois de fervidos, cozidos no vapor ou no micro-ondas. Os dois últimos métodos causaram uma perda no conteúdo fenólico na abóbora, ervilha e alho-poró, mas não em espinafre, pimentão, brócolis ou vagem.

Eles também avaliaram a presença de antioxidantes e se os vegetais se saíram melhor quando foram levados para cozinhar no micro-ondas do que quando fervidos.

RECIPIENTES DE PLÁSTICO

Muitas vezes colocamos alimentos no micro-ondas em recipientes e embalagens de plástico, mas alguns cientistas alertam para o risco de ingerir ftalatos. Quando expostos ao calor, esses aditivos plásticos podem penetrar nos alimentos que comemos.

“Alguns plásticos não são projetados para irem ao micro-ondas, porque contêm polímeros para torná-los macios e flexíveis que derretem em baixas temperaturas e podem vazar durante o cozimento no micro-ondas se a temperatura exceder 100°C”, explica Juming Tang, professor de engenharia de alimentos da Washington State University, nos EUA.

Em um estudo de 2011, os pesquisadores compararam mais de 400 recipientes de plástico para alimentos e descobriram que a maioria vazava substâncias químicas que interferem nos hormônios.

Os ftalatos são frequentemente encontrados em recipientes para viagem, embalagens e garrafas de água. Descobriu-se que eles interferem em nossos hormônios e no sistema metabólico. Em crianças, os ftalatos podem aumentar a pressão arterial e a resistência à insulina, o que pode causar distúrbios metabólicos, como diabetes e hipertensão. A exposição a essas substâncias também tem sido associada a problemas de fertilidade, asma e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. Os ftalatos também são possíveis desreguladores dos hormônios da tireoide.

O bisfenol (BPA) também é comumente usado em produtos plásticos e estudos indicam que podem interferir nos hormônios. Mas esses estudos são limitados, em relação à quantidade de pesquisas sobre ftalatos.

Os ftalatos estão por toda parte – mesmo em brinquedos e loções para o corpo – e ainda não está claro quanto dano eles causam. Mas a maioria dos especialistas concorda que o aquecimento de plásticos com ftalatos pode aumentar nossa exposição a eles.

Os riscos potenciais não aumentam necessariamente com base na frequência com que um indivíduo usa o micro-ondas com alimentos em recipientes de plástico, uma vez que a relação entre a quantidade de exposição química e o risco de interferência hormonal não é linear.

É importante lembrar que quando aquecemos alimentos em um recipiente de plástico, a exposição também pode ocorrer mesmo que o material não toque no alimento, como uma tampa, em razão do vapor.

A melhor maneira de minimizar os riscos é usar outros materiais, que são seguros para os micro-ondas, como cerâmica.

Se você usar recipientes de plástico, evite aqueles que perdem a forma e os velhos e danificados, que são mais propensos a vazarem químicos. Você também pode verificar se eles possuem o símbolo universal de reciclagem, geralmente na parte inferior do produto. Aqueles com o número 3 e a letra V ou PVC contêm ftalatos.

PERIGOS DE CALOR

Existem outros problemas potenciais de alimentos no micro-ondas, incluindo distribuição de calor desigual e as altas temperaturas usadas. Primeiro, considere usar o micro-ondas para reaquecer em vez de cozinhar, pois pode causar cozimento irregular.

Mas é importante notar que o reaquecimento dos alimentos também tem riscos. Eles devem ser aquecidos a 82°C para matar as bactérias nocivas e, como as bactérias podem crescer cada vez que os alimentos esfriam, você não deve reaquecê-los mais de uma vez.

Temperaturas de micro-ondas mais altas também oferecem risco. Em geral, o calor não seria um problema, mas algumas pesquisas sugerem que há um risco associado ao cozimento no eletrodoméstico de alguns alimentos ricos em amido, incluindo grãos e vegetais de raiz.

RADIAÇÃO

Quanto à radiação, os micro-ondas são completamente seguros porque usam radiação eletromagnética de baixa frequência, do mesmo tipo usado por lâmpadas e rádios.

Quando você coloca comida no micro-ondas, ela absorve essas ondas, o que faz com que as moléculas de água vibrem, causando atrito que permite o aquecimento.

Os humanos também absorvem ondas eletromagnéticas. Mas os fornos de micro-ondas produzem ondas de frequência relativamente baixa e estão contidas dentro do aparelho. Mesmo que não fosse esse o caso, as ondas são inofensivas, diz Tang. O calor não é, é claro, e é por isso que você nunca deve colocar nada vivo no micro-ondas.

Ao contrário dos raios X, as micro-ondas não usam radiação ionizante, o que significa que não têm energia suficiente para separar os elétrons dos átomos.

“As micro-ondas fazem parte das ondas eletromagnéticas a que estamos expostos diariamente. Se você está comendo plantas que crescem ao sol, não deveria se preocupar com comida de micro-ondas”, diz Tang.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

COMO IDENTIFICAR OS SINAIS DA DEPRESSÃO EM PESSOAS PRÓXIMA

Agitação, agressividade e falta de cuidados com aparência podem ser alertas; OMS estima que 3,8% da população sofre com problema

Lidar com alguém próximo que esteja com depressão não é algo simples. A doença pode ser silenciosa – muitas vezes, nem a própria pessoa percebe a gravidade do que está acontecendo com ela. Por mais que seja difícil notar alguns sintomas, familiares e amigos podem ficar atentos a alguns sinais – e oferecer ajuda.

Segundo a psicóloga clínica Leila Tardivo, “a depressão pode acontecer em qualquer ciclo da vida, em qualquer idade”. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 3,8% da população mundial seja afetada pelo transtorno. O número pode chegar a 5% entre adultos e 5,6% na população idosa.

As manifestações dos sintomas podem ser diferentes nas várias fases da vida. “Crianças menores podem se deprimir e não ter as mesmas manifestações de adultos”, explica Leila. Em estágios agudos, a depressão pode levar ao suicídio.

Ao perceber algum sinal, aqueles que são próximos da pessoa acometida pela doença devem adotar um tom de diálogo e evitar julgamentos, estimulando a busca por ajuda profissional. A seguir, conheça alguns indícios de depressão.

NÃO É SÓ TRISTEZA

Por mais que no senso comum a depressão esteja muitas vezes associada à tristeza, apatia, o desânimo e a falta de motivação também são muito comuns – e igualmente preocupantes. Ao conjunto dessas sensações é dado o nome de anedonia.

É possível observar esses efeitos no dia a dia: pessoas que entram na faculdade que desejavam e passam a se sair muito mal, faltar às aulas; aqueles que tiveram o sonho de ser jogadores de futebol e simplesmente abandonam o esporte. Há também outros sinais comportamentais, como deixar de cuidar da aparência ou de brincar com os filhos.

INTENSIDADE E DURAÇÃO

É comum se sentir mal. Especialmente quando passamos por uma situação de tristeza ou ressentimento. Términos de relacionamento, mudanças de escola, luto, desemprego. Mas se alguém próximo parece não se recuperar e passar por um sentimento muito intenso associado a essa situação, é importante ficar alerta.

“A vida não é só ‘mar de rosas’ mesmo. Agora, passar momentos difíceis, enfrentar e superar desafios traz uma satisfação e um sentido na vida”, diz Leila.

CRIANÇAS AGITADAS

Os mais novos podem ficar mais agitados e agressivos. Leila explica que essas são formas infantis de crianças de 5 a 8 anos lidarem com uma situação de depressão. Ainda assim, o retraimento também pode ser um sintoma, mesmo nessa faixa etária.

ADOLESCENTES RETRAÍDOS

Ao contrário das crianças, é mais comum que adolescentes se tornem mais retraídos. Muitas vezes, isso vai ter impacto no desempenho escolar.

SONO E FOME

Anomalias no padrão de sono são comuns, mas se manifestam de maneira diferente nas fases da vida. Crianças com quadro depressivo tendem a dormir menos, por causa da agitação. Adolescentes e adultos podem apresentar os mesmos sinais, mas também o oposto: dormir demais e, em geral, um sono que não é reparador.

É comum que, pela reação mais agitada, as crianças percam o apetite. Já adolescentes e adultos podem ter sintomas diferentes. “A pessoa come muito para tentar suprir esse mal-estar, esse buraco no peito, esse vazio que nem sempre é tristeza”, diz a psicóloga.

LESÕES NO CORPO

A autolesão nem sempre significa tentativa de suicídio. Especialmente pré-adolescentes e adolescentes podem cometer a “autolesão não suicida”. Mas não é motivo para não se preocupar. Essa autolesão também pode ser um sinal de depressão. Se cortar, se beliscar e tentar suportar queimaduras são exemplos de ocorrências que devem acender um alerta.

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