OUTROS OLHARES

GRUPOS E INFLUENCIADORES OFERECEM LIMPEZA NA CASA DE PESSOAS COM DEPRESSÃO

Psicólogos destacam a importância de uma rede de apoio e do acompanhamento com profissional de saúde mental especializado

Tudo começou há um ano, quando o diarista Guilherme Gomes, 20, ainda morava em Manaus (no Amazonas) e percebeu que algumas casas onde fazia faxinas tinham objetos acumulados e higiene precária.

“Ao invés de julgar, abandonar o serviço ou fazer só pelo dinheiro eu perguntava para o cliente se ele estava bem. Foi então que começaram a me relatar os problemas que envolviam perdas recentes, depressão e problemas financeiros. Algumas faxinas eu nem cobrava porque via o quanto estava difícil”, conta.

O tempo passou e Gui, como é conhecido, começou divulgar as faxinas solidárias quando tinha o consentimento do cliente. Atualmente, o diarista, que vive em São Paulo, conta com 35 atendimentos do tipo.

Por meio de doações dá continuidade ao serviço e, com ele, se tornou um influenciador e defensor deste tema que, além da limpeza, envolve a saúde mental.

“Há uns quatro meses, quando comecei a divulgar, muita gente do país me procurou. E comecei a falar e mostrar que a depressão, por exemplo, não é frescura, é um assunto sério e que merece atenção, principalmente do poder público. Vejo que eu faço um trabalho que poderia ser realizado por governantes, mas não é o que acontece”, diz.

A limpeza solidária, realizada pelo influenciador e diarista, também é feita por instituições e grupos. Eles miram aqueles que, devido a sua situação de saúde mental em decorrência de transtornos como o depressivo, não conseguem manter a moradia em condições adequadas de higiene e organização.

Segundo a Pesquisa Vigitel 2021, cerca de 11,3% dos brasileiros receberam um diagnóstico de depressão. A incidência maior é entre mulheres, com 14,7%. Além da depressão, outras patologias podem causar estes comportamentos, de acordo com Vanessa Flaborea Favaro, psiquiatra e diretora dos ambulatórios do IPq-USP (Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo).

“Qualquer outra patologia psiquiátrica que traga uma perda de capacidades pragmáticas pode fazer com que a pessoa não consiga ter esse autocuidado ou o cuidado com a casa. Demências, pacientes psicóticos afastados da realidade e um estado grave, uma outra patologia, em especial, o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), que muitas vezes leva a limpeza exagerada de uma parte do corpo ou da casa. Além dos acumuladores, que não conseguem se desfazer de objetos mesmo que sejam danosos para a higiene do ambiente”, afirma a psiquiatra.

De acordo com ela, em casos extremos a internação pode ser necessária. A ajuda, em muitos casos, representa alívio para quem está em sofrimento mental.

O projeto Limpeza Voluntária, criado há oito meses, também atua em prol daqueles que vivem em más condições de higiene e organização por decorrência da sua saúde mental.

Idealizado pelas estudantes Julia Melhem e Mônica Garcia, que já tiveram depressão, o programa faz seus atendimentos no litoral de São Paulo a partir de doações.

“Temos uma equipe de seis pessoas e atendemos algumas vezes no mês. Ver que a gente pode ajudar a dar um novo recomeço para a vida de alguém é gratificante” diz Julia, que teve a ideia de criar o projeto depois de ver vídeos de influenciadores realizando a mesma ação.

Para a psicóloga Tainara Cardoso, é importante que pacientes com depressão ou outra patologia tenham uma rede de apoio, além da ajuda profissional. A profissional salienta que questões sociais e raciais também podem ter peso no processo depressivo, de isolamento e de qualquer outro transtorno mental.

“É importante pensar um caminho. Uma construção de um cuidado, mas é importante que esse paciente seja acompanhado profissional, tenha uma escuta. Para atendimento gratuito, por exemplo, existe o Caps [Centro de Atenção Psicossocial], que vai auxiliar nestes casos de alta complexidade e sofrimento psíquico. Tem também a TCC (terapia cognitivo comportamental), que é mais objetiva. Mas é fundamental que esses pacientes sejam respeitados, que tenham diálogo, escuta e entendam que podem ser ajudados”, diz.

GESTÃO E CARREIRA

SEGUNDA E TERÇA SÃO OS MELHORES DIAS PARA CONSEGUIR UM EMPREGO

São nesses dias que as empresas costumam publicar o maior número de vagas; nos demais, elas selecionam e fazem as entrevistas com os candidatos ao posto

Será que existe um melhor dia para procurar emprego no Brasil? Com base em dados da plataforma Google Trends, que mapeia o comportamento de buscas no Google, foi possível perceber que os maiores volumes de procura pelos termos “emprego”, “trabalho” e “vagas” ocorrem no início da semana útil, entre segunda e terça-feira, com um volume ainda razoável às quartas-feiras. Nos outros dias, de quinta-feira a domingo, as buscas caem.

Paralelamente, um estudo do site especializado em emprego Vagas.com chegou à conclusão de que as empresas que estão recrutando postam o maior número de vagas e realizam mais filtragens de candidatos nos mesmos dias – no início da semana útil, às segundas e às terças-feiras. Portanto, há um movimento semelhante em ambas as partes, de quem procura emprego e de quem busca candidatos a vagas.

A especialista em recursos humanos na Vagas.com Luciana Calegari explica que, por mais que não exista uma regra escrita por parte das equipes de recrutamento e seleção, há uma prática em organizar postagens de postos de trabalho no começo da semana, porque isso facilita a programação das empresas quanto a burocracias e procedimentos. “O RH começa a semana organizando. Publica a vaga, busca pelos candidatos e se organiza para fazer as entrevistas.”

De acordo com os dados da Vagas.com, o dia com o maior volume de postos divulgados é terça-feira, com 20,7%, seguido de segunda, com 20,3%, e quarta, com 19,9%. Quinta e sexta têm quantidades um pouco menores: 18,6% e 18,9%, respectivamente.

O mesmo vale para a filtragem de candidatos, quando as empresas começam a selecionar quem mais tem aderência à posição divulgada. Às segundas, o volume de abertura de currículos é 23,7%, seguida de terça, 22,1%, e quarta, 19,6%. Quinta e sexta também apresentam quedas nas quantidades: 17,9% e 14,8%, respectivamente. Para o levantamento, foram consideradas vagas disponíveis e currículos entre 1º de janeiro e 15 de julho de 2022, com mais de 74 mil posições e 3,8 milhões de currículos conferidos pelas companhias.

Nesse cenário, a especialista da Vagas.com conclui que a janela entre segunda e quarta é a ideal, caso o candidato precise separar um tempo mais limitado para pesquisar oportunidades. Mas isso não quer dizer que o resto da semana seja “inútil” para a procura de emprego. O melhor, explica Luciana, é tentar manter uma procura contínua. “Buscar uma nova oportunidade é um trabalho. Precisa organização e dedicação para isso. Separe um período para se concentrar na procura e se candidate para posições que têm mais aderência”, diz. Em casos mais urgentes, a professora de MBA da FGV Neiva Coelho Marostica diz que uma companhia pode abrir processo seletivo durante uma sexta-feira para fechar até segunda-feira da semana seguinte. Por isso, o ideal é não parar de acompanhar o mercado. “Pode aparecer. Se ficar seguindo o que ocorre no setor, estará mais próximo de atingir algo profissionalmente. E não é sorte, é pesquisa continuada.”

DICAS

CURRÍCULO

Preparar um bom currículo é o primeiro passo para conseguir um emprego mais rápido, seja para mudar de trabalho, seja para retornar ao mercado

REDE SOCIAL

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SITES E PLATAFORMAS

Fique atento aos portais especializados de vagas. Para quem está com mais pressa, a dica é ficar sempre de olho nos melhores sites.

EU ACHO …

O QUE SE APRENDE COM ÓBVIO

Ensinar vem do latim ensignar, vem de signo, de sinal, de deixar uma marca. Ensignar é o que você grava em algo ou alguém. Se uma pessoa me pergunta o que aprendi na vida até agora, minha resposta revelará tudo que me ensignou, as marcas que foram gravadas em mim. Revelará minhas características, meus caracteres, meu caráter. Perceba que as palavras ensignar e aprender estão conectadas, uma vez que ninguém ensina sem ter aprendido e vice-versa. Parece óbvio, mas pouca coisa é mais perigosa na existência do que o óbvio, essa âncora que paralisa o pensamento e induz à falsidade, à distorção, ao erro.

Quantas vezes você já disse ou ouviu alguém dizer isso: “Puxa, procurei as chaves pela casa toda e só encontrei no último lugar que olhei”. E quem escuta isso geralmente diz: “Que curioso, isso também sempre acontece comigo!”. Mas é óbvio. É claro que a pessoa encontra no último lugar que procurou, pois ninguém encontra algo e, em sã consciência, continua procurando o que já encontrou. Sempre se encontra algo no último lugar, e jamais antes nem depois.

Todo conhecimento e todo avanço vão contra o óbvio, contra tudo aquilo que ancora, que evita o progresso e o desenvolvimento humano. Sim, mudar é complicado, pois a mudança é contrária à imobilidade – e a imobilidade diversas vezes se esconde por trás da máscara traiçoeira da coerência. Os melhores artistas não são coerentes. São a antítese do óbvio. Picasso e sua Guernica, eis um bom exemplo disso. Guernica é uma aldeia que foi bombardeada em abril de 1937, durante a guerra civil espanhola. Picasso pintou um painel sobre o tema. Nele, não há nada de óbvio; não há bombas, explosões, soldados, nada disso. Mas basta olhar as pessoas que estão ali, o cavalo, para ver que o quadro retrata o desespero e o horror. Há muitas maneiras de fugir do óbvio, e os melhores artistas são especialistas nisso.

O grito também pode ser contrário ao óbvio. O diretor Francis Ford Coppola, no Poderoso Chefão 3, mostrou o grito mais silencioso da história do cinema, na cena em que a filha do personagem de Al Pacino leva um tiro e morre. Ao perceber o que ocorrera, ele abre a boca em desespero e grita sem som por uns 30 segundos, num silêncio ensurdecedor. Nelson Rodrigues disse que o que dói na bofetada é o som. Shakespeare disse que a vida é feita de som e fúria. Se você tirar o som, a fúria desaparece – no filme Ran, o diretor Akira Kurosawa inseriu uma cena de batalha, retirou o som e, ao passá-la em câmara lenta sem som, foi contra o óbvio e transformou um confronto sangrento em um balé.

O que podemos aprender com o óbvio? Podemos aprender que ninguém nasce pronto e vai se desgastando. Nós nascemos crus e vamos nos fazendo. Sim, isso é óbvio, mas como eu aprendi? O que mais aprendi? Com quem, por que eu aprendi? E o que deixei de aprender, todas as coisas que ainda não aprendi? Quando aprenderei, se aprenderei? Sou sempre a minha mais recente edição, revista e ampliada.

Gosto muito de um verso em particular do grande poeta gaúcho Mario Quintana, que teve o infortúnio de morrer na mesma semana de Ayrton Senna, em maio de 1994, e, por conta da merecida celebridade do piloto, a partida do genial poeta ficou obscurecida.

Fazendo um parênteses. Eu viajo muito de avião e não gosto quando há pessoas muito famosas a bordo. Fico imaginando que, se houver um acidente fatal, quando divulgarem a lista de passageiros, as pessoas só vão prestar atenção nos nomes ilustres e eu serei “rebaixado”, entrarei apenas na relação do “e outros”, no pé da página do jornal. E nem eu nem ninguém quer ser reconhecido, seja na vida ou na morte, como apenas “mais um”. Quer ser identificado como alguém especial.

Voltando. Mario Quintana por três vezes concorreu a uma cadeira da Academia Brasileira de Letras e, em todas, foi recusado, apesar de lá já terem estado e ainda estarem alguns “imortais” extremamente banais. Como forma de recusa à essa afronta estética e ética, o gaúcho, nascido em Alegrete, fez uma das mais brilhantes reações, produzindo um Poeminho do Contra (e é poeminho mesmo):

Todos esses que aí estão

Atravancando o meu caminho.

Eles passarão.

Eu passarinho.

Quintana também disse que, se um autor tem de explicar a seu leitor o que ele quis dizer com uma determinada frase ou conceito, um dos dois é burro. Pois, no meu caso, sempre considero que o burro sou eu. Quando escrevemos, nunca sabemos como seremos interpretados. Às vezes escrevo algo com a certeza de que aquilo vai chamar a atenção, mas as pessoas só dão importância a algo que não dei muita bola. É como se eu estivesse interessado no recheio e o leitor, na casca da empada, ou ao contrário. Isso mostra que raramente a gente tem controle, mesmo em algo que antes parecia ser bastante previsível e, portanto, controlável.

Mas é aí, na negação do óbvio, na eterna mutação do que está ao redor, que está a beleza da coisa.

ESTAR BEM

ANTIDEPRESSIVOS SÃO EFICAZES PARA FORMA MAIS GRAVE DA TPM

Estudo mostra que esse tipo de medicamento é capaz de reduzir os sintomas da condição severa, mas há opções

O transtorno disfórico pré­menstrual (TDPM) é uma forma muito mais grave, mas menos comum de síndrome pré-menstrual (TPM) que pode ser difícil de diagnosticar. É caracterizada por uma série de sintomas psicológicos e físicos – irritabilidade, desânimo, ansiedade, alterações de apetite, letargia, problemas para dormir, inchaço, dor de cabeça -, muitos dos quais podem ser confundidos com outros problemas de saúde, como a TPM regular, disfunções da tireoide, depressão ou até transtorno bipolar.

O que diferencia os sintomas de TDPM dessas outras doenças, no entanto, éo momento e a gravidade, afirma Crystal Edler Schiller, professora assistente de psiquiatria da Universidade da Carolina do Norte.

Os sintomas de TDPM ocorrem apenas durante as duas semanas antes do início da menstruação e desaparecem dentro de alguns dias após ela “descer”, explica Schiller. E, ao contrário da TPM, os sintomas do TDPM são tão graves que interferem na vida diária.

“Você pode se sentir como se estivesse saindo de sua pele, desconfortável, irritável, incapaz de funcionar normalmente em situações sociais, no trabalho e em casa. Quando é mais grave, pode ser realmente debilitante”, diz Schiller.

Apesar de sua gravidade, o TDPM “ainda é visto como um diagnóstico marginal”, já que só foi reconhecido como um distúrbio distinto em 2013, e nem todos os profissionais de saúde têm experiência com o problema ou sabem identifica-lo.

“Muitos de nossas pacientes dizem: “me sinto sozinha nisso” ou “me sinto louca e ninguém reconhece”, relata a professora.

Para obter um diagnóstico preciso, um profissional de saúde – geralmente um psiquiatra ou um ginecologista ­obstetra – pedirá que você acompanhe e avalie seus sintomas todos os dias por dois a três meses. Na clínica de Schiller, “cerca de um terço das pessoas que pensam que têm TDPM não o têm quando fazemos as avaliações prospectivas”‘, explicou. Portanto, é fundamental trabalhar com um médico experiente antes de tirar conclusões precipitadas ou partir para algum tratamento.

Os cientistas ainda não descobriram por que algumas mulheres desenvolvem TDPM e outras não. Eles sabem que o distúrbio, que pode surgir a qualquer momento durante a idade fértil, é causado pela flutuação dos hormônios durante os últimos 14 dias do ciclo menstrual, chamado de fase lútea.

“Não sabemos se é a queda do estrogênio durante a fase lútea ou o aumento dramático da progesterona. Mas pode ser uma combinação das duas coisas”, sugere Kristina Deligiannidis, doutora em saúde da mulher no Northweil Healt’s Zucker Hilside Hospital.

TRATAMENTO

Se você tem diagnóstico de TDPM, existem opções de tratamento eficazes. Inibidores seletivos da recaptação de serotonina – ou antidepressivos ISRS, que tratam a depressão e a ansiedade, aumentando a disponibilidade do neurotransmissor serotonina no cérebro – são algumas das primeiras opções sugeridas pelos profissionais de saúde. Ensaios clínicos grandes, randomizados e controlados por placebo descobriram que baixas doses de antidepressivos ISRSs, tomadas apenas nas últimas duas semanas do ciclo menstrual, podem aliviar bastante os sintomas de TDPM. Em um estudo publicado em 2005, por exemplo, os pesquisadores pediram a 373 mulheres com o diagnóstico que tomassem um remédio cada um dos 14 dias antes da menstruação durante três meses: um grupo tomou 12,5 miligramas do antidepressivo paroxetina CR(Pool-CR), um segundo grupo tomou 25 miligramas da mesma medicação, e o terceiro grupo tomou um placebo. Das 292 mulheres que completaram o estudo, aquelas nos grupos com antidepressivos relataram sintomas significativamente reduzidos de TDPM, sem grandes diferenças entre as duas doses.

“Sabemos que os ISRSs devem estar funcionando de maneira um pouco diferente de como funcionam para depressão ou transtornos de ansiedade (já que seus benefícios para essas condições podem levar semanas para aparecer, enquanto para TDPM, os sintomas podem ser aliviados em dias)”, afirma Deligianidis.

Se você tem TDPM e já está tomando um antidepressivo ISRSs, seu médico pode recomendar que você aumente a dosagem apenas durante o período que antecede a menstruação.

Nem todo tratamento funciona para todos, mas, felizmente, existem outras opções para tentar:

CONTRACEPTIVOS

Para aquelas que não respondem bem aos antidepressivos ISRSs ou que não querem tomá-los, os contraceptivos orais contendo estrogênio e progesterona sintética mostraram aliviar os sintomas.

“O objetivo de usar um anticoncepcional oral é manter os níveis hormonais estáveis”, explica Schiller.

Mas as mulheres devem tomar a pílula continuamente ao longo do mês (o que significa pular as pílulas placebo no final do ciclo menstrual (quando existem) para que elas não menstruem ou experimentem a mudança nos hormônios que desencadeiam os sintomas.

TERAPIA COGNITIVA COMPORTAMENTAL

Para aquelas que desejam evitar a medicação em conjunto, algumas pesquisas sugerem que a terapia cognitivo-comportamental (TCC), uma forma de terapia de conversação que se concentra na reformulação de pensamentos e comportamentos negativos, pode diminuir os sintomas de TDPM e TPM. É preciso ter em mente que a TCC sozinha normalmente não é suficiente para aliviar os sintomas graves de TDPM. Nesses casos, os médicos podem recomendá-la em combinação com medicamentos.

MUDANÇAS DE ESTILO DE VIDA

“Priorizar o exercício, manter um horário de sono consistente e reduzir o estresse o máximo possível durante as semanas anteriores à menstruação também pode ajudar”, orienta Teresa Lama di Scalea, psiquiatra especializada em saúde mental reprodutiva feminina.

“Descobri que essas mudanças no estilo de vida, que exigem esforço, podem parecer muito empoderador para as mulheres.

Assim como na TCC, as mudanças no estilo de vida só aliviam os sintomas dos casos graves de TDPM, mas podem complementar outros tratamentos.

CÁLCIO

Existem também algumas evidências limitadas de que tomar suplementos, particularmente de cálcio pode diminuir os sintomas de TDPM. Embora essa abordagem não funcione em casos graves, pode valer a pena tentar.

“Se as mulheres não estão tomando um multivitamínico com cálcio, eu geralmente faço com que elas comecem”, diz Schiller.

MEDICAMENTOS INJETÁVEIS

Se nenhuma dessas opções eliminar os sintomas, seu médico pode sugerir um medicamento injetável chamado acetato de leuprolida para uso off-label (fora da bula) para tratar TDPM. Esse medicamento, que pode ser administrado uma vez por mês ou a cada três meses, impede que os ovários produzam estrogênio e progesterona, o que pode eliminar os sintomas, mas é caro e pode causar efeitos colaterais.

CIRURGIA

Se você esgotou todos os outros tratamentos para TDPM, a última opção é remover os ovários. Embora seja uma atitude extrema, muitos pacientes têm sucesso com esta cirurgia.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

SETEMBRO AMARELO

Suicídio entre idosos cresce e vira problema de saúde pública

Desde a década de 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) passou a considerar o suicídio como um problema de saúde pública e incentivou os pais das crianças a criarem planos para sua prevenção. Especificamente entre a população mais idosa, no entanto, o Brasil registra um aumento nas ocorrências ao longo da década passada.

Na faixa etária acima dos 60 anos, a taxa de brasileiros que tiraram a própria vida saltou de 6,8 a cada 100 mil habitantes em 2010 para 7,8 em 2019, de acordo com boletim epidemiológico divulgado no ano passado pelo Ministério da Saúde. Neste período, os idosos representaram 15.2% do total de 112.230 mortes por suicídio no país. O estudo se baseia em dados registrados no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

Discutir a saúde mental de quem tem 60 anos ou mais torna-se ainda mais relevante   em decorrência do número crescente de idosos. Os brasileiros nessa faixa etária representavam 14,7% da população em 2021, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado em julho. Em números absolutos, são 31,2 milhões de pessoas. O mesmo levantamento aponta que o contingente de idosos habitantes no Brasil aumentou 39,8% nos nove anos anteriores.

Até o final deste mês a Associação Brasileira de Psiquiatria, em parceria com o Conselho Federal de Medicina, divulga a campanha Setembro Amarelo, com o objetivo de conscientizar e prevenir o suicídio.

No caso particular dos idosos, um dos fatores motivadores para a consumação do ato envolve o chamado sentimento de “menos valia”, segundo especialistas. Isso ocorre quando há a noção persistente de que a pessoa se tornou um peso para a família, seja por limitações físicas, econômicas ou a convivência com doenças crônicas e incapacitantes. O isolamento social, agravado pela pandemia de Covid-19, passou a entrar nessa conta em tempos recentes.

O ÚLTIMO ATO

“‘Me desculpem, mas não deu mais. A humanidade não deu certo”, escreveu o ator Flávio Migliaccio em sua carta de suicídio.

Migliaccio construiu carreira extensa, com atuação em 46 atrações da TV Globo, entre novelas, séries e minisséries, e interpretou personagens de sucesso. Seu último trabalho foi na novela “Órfãos da Terra, em 2019. Em 2020, aos 85 anos, passou a integrar as estatísticas de suicídio entre idosos no Brasil.

‘”Ele sempre me dizia que não aguentava mais viver num mundo como esse e sentir seu corpo deteriorar-se rapidamente e irreversivelmente pela idade avançada. Pouco escutava e enxergava”, escreveu o jornalista Marcelo Migliaccio, filho do ator, em suas redes sociais à época da morte. “Daqui para frente só vai piorar, ele me dizia enquanto eu buscava todos os argumentos possíveis para lhe mostrar que ainda havia muita coisa boa reservada para ele”, relatou Marcelo.

Além de doenças e perda da sensação de pertencimento a um núcleo familiar e social, há vários outros fatores geralmente em jogo – da dependência de álcool a questões cerebrais.

“Algumas mudanças nas estruturas e circuitos do cérebro que são envolvidas em controle emocional podem deixar os idosos mais suscetíveis à depressão e outras doenças. É uma fase em que surgem as perdas, não só por morte de um ente querido, mas pela questão financeira e a disfunção social. Isso deixa o idoso mais vulnerável aos transtornos depressivos”, diz Samoara Barbosa, especialista em psiquiatria geriátrica.

Nos quadros depressivos, há ainda o risco de subnotificação. pois em idosos a condição pode ser confundida com outras doenças ou condições características da faixa etária. Enquanto nos mais jovens os sintomas são tristeza e desinteresse, nos idosos é comum haver reclamações de tontura, dores, insônia e falta de energia e apetite.

“Uma queixa comum, que confunde por ser algo comum à idade, ê o déficit cognitivo”, afirma o psiquiatra Ariel Lipman.

“A maior dificuldade em fazer diagnóstico no idoso é que muitas vezes seus sintomas são encarados como algo normal da idade”, completa.

EM BUSCA DE RESPOSTAS

Presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo acredita que os sintomas depressivos são hoje o principal fator de risco para suicídio entre idosos.

“Temos o desafio de definir uma estratégia prática no nosso sistema de saúde que permita a detecção precoce e o tratamento eficaz de quadros depressivos em idosos”, afirma.

O trata mento vai desde a psicoterapia até a intervenção medicamentosa, mas a qualidade de vida facilita o processo de cura. Ampliar a rede de suporte social e familiar e estimular à prática de exercícios físicos e mentais são indicados.

“Em 2020, a Assembleia Geral da ONU declarou esta como a Década do Envelhecimento Saudável, e não existe envelhecimento saudável sem saúde mental. Para isso, o idoso precisa de assistência de saúde com atenção integrada e que atenda todas suas necessidades”, defende Samoara Barbosa.

A percepção de um comportamento fora do convencional pode representar a chave para um diagnóstico correto. Quando há negação ou repressão a uma reivindicação, muitas vezes o idoso não voltará a pedir novamente. Do ponto de vista psicológico, o maior ponto de preocupação é quando não existe qualquer tipo de comunicação.

“É preciso trabalhar prioritariamente a partir da fala e dos sentimentos dos idosos, e não o que cada um acha que seja um idoso bem-comportado ou uma velhice correta. Quantas coisas sabemos que são corretas e não as fazemos? Porque isso será diferente com os velhos?”, indaga Ruth Gelehrter Lopes, fundadora do Núcleo de Estudo e Pesquisa da Envelhecimento (Nepe) da PUC-SP.

Os dois grupos psicoterapêuticos de idosos que funcionam na clínica psicológica da PUC atendem 14 pessoas com mais de 60 anos, das mais diversas classes econômicas. Entre homens e mulheres, há analfabetos e acadêmicos, médicos e donas de casa, todos em busca de manter uma vida saudável durante a velhice.

Fundado nos anos 2000, o grupo atende gratuitamente. Na maioria dos casos, um parente ou profissional encaminha os pacientes à clínica.

“Temos idosos de todos os segmentos socioeconômicos à procura de uma outra vida na velhice. Querem entender seus diagnósticos, impor limites aos filhos, viver   dignamente dentro do perfil econômico que eles encaram. Além de reelaborar a ideia de vulnerabilidade, porque têm mais chances de sofrer golpes e violências diárias”, explica Ruth Gelehrter.

Apesar da existência de serviços públicos como Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Centro de Valorização da Vida (CVV) e Centros de Convivência do Idoso (CCI), os profissionais da área entendem que o Estado deveria dispor de mais iniciativas para estimular a pessoa idosa a sair de casa, como melhorias na mobilidade urbana.

“Se você pegar, por exemplo, os dados demográficos da cidade de São Paulo e comparar com Paris, não é muito diferente. Mas lá você encontra idosos na rua. Quando não se tira o velho de casa, ninguém vê ese esquecem dele, né?,” finaliza Ruth.

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