A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

SÍNDROME DO IMPOSTOR AFETA TAMBÉM OS RELACIONAMENTOS

Estudo indica que 70% das pessoas já se sentiram como ‘uma fraude’ ao menos uma vez na vida, inclusive na vida amorosa

“Eu sentia um estranhamento quando me ofereciam um afeto romântico. Era como se fosse um território estranho a ser habitado por mim. Estou acostumada é com o medo.” Esse é relato de Mariana, de 23 anos, que conta sofrer, na sua vida amorosa, da chamada síndrome do impostor.

Ainda que o senso comum atrele esse termo à carreira, a sensação de ser uma fraude é comum e recorrente em outros âmbitos da vida. Na verdade, 70% das pessoas já se sentiram assim pelo menos alguma vez na vida, segundo o International Journal of Behavioral Science. De acordo com Henrique Bottura, psiquiatra e diretor clínico do Instituto de Psiquiatria Paulista, a síndrome do impostor não é um quadro clínico nem uma psicopatologia específica. No entanto, pessoas com transtorno de ansiedade generalizada podem se deparar com essa sensação frequentemente.

O QUE É

O psiquiatra explica que essa ansiedade advém de uma personalidade muito autocrítica, um sentimento crônico de insuficiência, culpa e baixa autoestima. A pessoa “sente ansiedade constante, pensando que pode ser descoberta, como se fosse uma fraude, como se tivesse mentido e enganado. Como se não pertencesse àquele espaço. Está sempre na expectativa de ser descoberta”, detalha a psicóloga Gabriela Luxo, mestre e doutora em distúrbios do desenvolvimento.

Juliana, de 22 anos, diz conviver com esse sentimento de insuficiência e pondera que isso impacta mais sua vida afetiva do que a profissional. “Essa questão da autoestima se reflete em vários âmbitos e ainda mais no amor, porque é nos relacionamentos que expomos a nossa vulnerabilidade.”

Juliana, que atualmente está em um relacionamento, percebe que essa insegurança potencializa o ciúme. Já Mariana, que está solteira, revela que, inconscientemente, sabota qualquer relação amorosa, antes mesmo de ela começar. “Quando estou começando a ficar com uma pessoa, só consigo pensar que irei me magoar e sofrer. Então, começo a ‘caçar’ tudo sobre ele, se ele está conhecendo outra pessoa ou algo do tipo. E eu sempre encontro, até porque a pessoa é solteira- assim como eu. Mas é como se um gatilho muito forte fosse acionado indicando que aquele lugar não era para ser meu e sim de outra pessoa melhor, mais bonita. etc. Acho que pode ser uma brecha inconsciente para sair disso o mais rápido possível”.

A mestre em psicologia positiva Adriana Drulla explica que a síndrome pode levar a duas situações. Em uma delas, a pessoa se dedica ao extremo para sustentar uma imagem que ela acredita ser capaz de torná-la mais valiosa, amada ou aceita. Isso faz com que haja uma dificuldade em se abrir e revelar as suas vulnerabilidades. Ou seja, fica mais difícil construir intimidade quando você está sempre na defensiva.

INFERIORIDADE

Por outro lado, a expectativa do abandono iminente também pode criar urna dificuldade para levar adiante o relacionamento, desconfiando do parceiro ou sabotando a relação. Além disso, a crença de não ser boa o suficiente faz com que qualquer erro seja sentido como sinal de inferioridade. No fundo, elas sentem como se não merecessem o parceiro ou o relacionamento.

Mariana e Juliana sofreram bullying na adolescência e, para além do sentimento de inferioridade, o psiquiatra Henrique Bottura destaca o papel dos pais na infância. “A causa tem a ver com tendência de auto exigência, urna autoconfiança muito distorcida”, diz. “Uma família muito exigente pode gerar isso.”

Outro ponto levantado por Juliana é a referência de relacionamentos que, assim como ela, muitas meninas tiveram, com filmes de princesas: ”Quando eu era criança, a gente sempre teve essa ideia de que um príncipe ia salvar a gente e isso acaba desembocando na dependência emocional de buscar desesperadamente um relacionamento para nos completar. Quando você não tem, não se sente completa e, se tem, não se sente boa o suficiente”.

VIRE A CHAVE

A psicóloga Gabriela Luxo aponta a psicoterapia cognitivo-comportamental como tratamento recomendado para a síndrome do impostor. Ela lista (abaixo) alguns exercícios de autoconhecimento e auto-observação.

ELOGIOS

Aceite elogios e não se desmereça ou se autodeprecie.

SEJA GENTIL COM VOCÊ

 Comemore pequenas vitórias: celebrar mudanças de comportamento é importante.

INFORME-SE

Verifique se os pensamentos ruins sobre si mesmo podem ser comprovados. Buscar informações é uma forma de perceber a realidade.

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Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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