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INFLUENCERS DA MENOPAUSA

Quem são as mulheres que dedicam seus perfis à fase feminina considerada tabu até pouco tempo, com muita informação, lives e bom humor

Envergonhada ficava a sua avó. Período iniciado com o fim da menstruação (normalmente entre os 45 e 55 anos), a menopausa vem sendo disseminada nas mídias sociais, com a proposta de mudar o pensamento sobre o assunto. E, com uma alta dose de ajuda de famosas, como Angélica, Andrea Beltrão, Denise Fraga, Claudia Raia, Angelina Jolie e Naomi Watts, falando às claras sobre como lidaram e superaram os sintomas que podem aparecer já no climatério. Mas destaca-se também a turma que vem promovendo conteúdo digital, entre médicas, nutricionistas, psicólogas e atrizes, com perfis recheados de muita informação em forma de esquetes de humor, lives para tirar dúvidas, dicas e estudos sobre terapia de reposição hormonal. Para a ginecologista Joele Leripio, o importante é munir as mulheres para que possam escolher um bom profissional para acompanhá-las. “Vivemos 30% da nossa vida na menopausa, é preciso entender esse processo, há muitas alterações que podem desencadear doenças”, explica.

@menopausa_cancelada

GIOVANA AGOSTINI, nutricionista 317 mil seguidores

Com mensagens acolhedoras de que é possível cuidar, buscar uma vida saudável, e, com isso, entender o envelhecimento, as “influenciadores da menopausa” são taxativas ao afirmar que não é normal passar por esse período sofrendo. Uma delas, a atriz Julieta Zarza, conta como encontrou uma rede de apoio no Instagram: “Transformar a minha história em arte e compartilhar foi extremamente terapêutico. A potência que é abrir um diálogo, um debate… Sinto que somos uma comunidade”.

O poder da alimentação para tratar os sintomas da menopausa. Esse é o mote do perfil criado por Giovanna Agostini, nutricionista funcional e chef especialista em modo de preparo dos alimentos. “É tudo baseado no que eu chamo de DNA: é preciso desinflamar, nutrir o organismo e aumentar os hormônios e neurotransmissores. Desenvolvi uma metodologia com esses pilares.” Com muitas lives regadas a receitas, ela conta que as maiores repercussões estão nos conteúdos que abordam os grandes vilões (como o leite, segundo ela) e ainda ingredientes capazes de devolver libido e diminuir fogachos. Há vídeos mostrando pratos mais tradicionais como estrogonofe de frango e moqueca de peixe, até os mais originais, como pudim de chia, brigadeiro de inhame. E muitos chás: mix de cavalinha, bardana e centella asiática, por exemplo, para melhorar a pele. “Eu travei uma luta pessoal contra a indústria alimentícia e a farmacêutica. Nos faz adoecer. A proposta no meu perfil é voltar para nossos antepassados e resolver tudo de forma natural. A começar reduzindo e substituindo leite, glúten e cafeína no nosso cotidiano”, diz. Um dos vídeos mostra um leite vegetal com cúrcuma, pimenta-do-reino, noz-moscada e cardamomo para o lugar do café com leite: “Tem efeito afrodisíaco”.

@drabeatriztupinamba

BEATRIZ TUPINAMBÁ, ginecologista – 297 mil seguidores

O perfil no Instagram da médica Beatriz Tupinambá mudou completamente quando ela postou a seguinte frase:

“Menopausa é a melhor fase na vida da mulher”. Era o ano de 2020 e, de lá para cá, conquistou quase 300 mil seguidores. Até chegar a tal afirmação, foi um longo período.

Especialista em reprodução humana, a carreira da médica mudou de rumo quando sua mãe entrou na menopausa. “Ela não tinha vontade de fazer nada, ficou depressiva, ganhou peso. Minha mãe estava indo embora e eu, como ginecologista, não sabia tratar. Havia aquele preconceito de que reposição hormonal causava câncer e os médicos que ouvimos disseram que era assim mesmo, tinha que aguentar. Como assim a gente chegou na Lua e não há um tratamento para menopausa?”, lembra, indignada. Beatriz se enfiou nos estudos, cursou uma pós em longevidade, publicou artigos científicos e hoje dá aula na UniRio. Aplicou os ensinamentos na mãe, as amigas logo vieram atrás, viraram pacientes.

Beatriz elaborou um método batizado de Ressignifique, feito por oito mil mulheres. Seu perfil traz pequenos vídeos, posts diários, além de uma programação intensa de lives: “As maiores audiências são em torno da libido e da terapia de reposição hormonal (ela defende a bioidêntica).”

@drajoeleleripio_menopausa

JOELE LERÍPIO, ginecologista 60,4 mil seguidores

O que motivou a médica gaúcha Joele Leripio a abrir seu perfil fechado no Instagram foi a quantidade de informações erradas que via espalhadas pela rede. De forma direta e fácil de entender, a ginecologista, que tem especialização em fisionomia do envelhecimento saudável, em terapia regenerativa íntima e trabalha exclusivamente com mulheres no climatério e na menopausa, promove lives para tirar dúvidas. Recebe centenas delas por seu direct. “Ainda existe uma confusão muito grande sobre os tipos de hormônios para repor, como são administrados, os riscos, quem pode, quem não pode, quando se deve parar…”, diz. A intenção é nutrir sua seguidora de informação para ter a capacidade de escolher o profissional que vai cuidar dela e escolher a melhor forma de tratar. Joele faz questão de ressaltar que não traz fórmulas prontas: “Tento mostrar a vida como ela é, sem mágica, cada uma é responsável pelo próprio envelhecimento. Ela vai ter que se mexer se quiser continuar com saúde”.

@peripeciasmenopausicas

JULIETA ZARZA, atriz e palhaça 11,6 mil seguidores

Logo que deixou de amamentar sua bebê, aos 37 anos, a atriz argentina Julieta Zarza soube, por sua ginecologista, qual era o motivo daquele incômodo todo que vinha sentindo: menopausa precoce. Recebeu informações que hoje classifica como desatualizadas e passou por uma fase de negação e medo: “Fiquei mal, sentindo os fogachos, queda de cabelo, depressão, uma certa confusão mental… Quando cheguei ao fundo do poço, decidi trocar de médica e compreendi que eu podia iniciar a reposição hormonal. Comecei a melhorar e veio uma revolta”, conta Julieta (hoje com 43 anos e há 15 no Brasil), que também é palhaça, ilusionista, palestrante, diretora e produtora cultural. “Estamos em uma situação muito precária, muita falta de informação, casos sem acesso a tratamento… Senti um desejo enorme de compartilhar essa experiência, mas queria de uma forma leve, divertida.”

Veio a pandemia e houve tempo para elaborar um projeto. Nasceu então a websérie e o perfil Peripécias Menopáusicas – 15 esquetes cômicos sobre situações do cotidiano, que abrem janelas para conteúdo de profissionais da área da saúde. Em episódios com títulos como “Furacão emocional”, “Secas e molhadas”, “Amigas da libi” e “Caliente”, Julieta protagoniza uma personagem caricata para explicar questões fisiológicas, personifica hormônios e mostra como a menopausa afeta as relações não apenas pessoais, mas no trabalho. “Palhaçada é um tipo de humor que não aponta e ri da situação do outro. Eu estou me colocando como alvo da risada, essas coisas acontecem comigo e as pessoas se identificam”, define a atriz, que se prepara para lançar um curta metragem sobre o tema, já sendo exibido em festivais.

@diariomenopausa

SÂMARA IRUMÉ, psicóloga 26,4 mil seguidores

Ao rolar o feed da psicóloga Sâmara Irumé, logo aparecem a atriz americana Gwyneth Paltrow relatando seu encantamento com os 50 anos, uma informação sobre unhas quebradiças (sabia que é um sintoma desconhecido da menopausa?), outra sobre como equilibrar os batimentos cardíacos em uma crise de pânico, um estudo mostrando que 59% das mulheres entre 44 e 60 anos saem sentindo-se não entendidas de suas consultas médicas e ainda memes divertidos e lives. Sâmara tem 50 anos, uma formação em Harvard, mora no Canadá, adora andar de bicicleta, correr, fazer ioga e estranhou muito quando engordou e não queria mais largar os cobertores, aos 45 anos. “Passei perrengues, mergulhei nos estudos e saí apaixonada por essa fase. Entendi que sofrer na menopausa não é normal”, garante. Foi em uma das madrugadas acordada por causa dos calorões que surgiu a ideia da mídia social: “Me sentei na cama e pensei que ninguém precisa passar por isso! Dedico ao menos uma hora para conversar com as mulheres que me procuram no direct. Há o luto do envelhecimento, medo de não ser mais ela mesma, de se olhar no espelho”. O perfil vai além de questões sobre hormônios e entra na área da psicologia, mostrando o que os sintomas estão comunicando. “Aos 45, 50 anos, estamos no nosso ápice de maturidade, nossa potência cognitiva. A sociedade precisa cuidar dessas mulheres.”

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Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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