GESTÃO E CARREIRA

O QUE FAZER QUANDO O TRABALHO PREJUDICA O SEU BEM-ESTAR

Especialistas apontam os sinais de esgotamento relacionados à vida profissional e sugerem estratégias para lidar com isso

Independentemente do tipo de trabalho que você faz, em algum momento da vida ele pode afetar sua saúde mental e vice-versa. Mas você tem escolhas quando se trata de preservar e melhorar seu bem-estar.

Uma pesquisa com mais de cinco mil funcionários realizada pelo grupo de defesa Mental Health América descobriu que 83% dos entrevistados se sentiam emocionalmente esgotados pelo trabalho, e 71% concordavam que o ambiente profissional afetava sua saúde mental. Embora os participantes do estudo não sejam representativos da população em geral – eles provavelmente se depararam com a pesquisa ao procurar ajuda da organização de saúde mental -, suas respostas mostram o quão ansiosos alguns trabalhadores estão.

Mulheres e pessoas negras podem enfrentar uma quantidade desproporcional de estresse tanto no local de trabalho quanto fora dele. De acordo com dados do governo americano, as mulheres são pelo menos duas vezes mais propensas a ter depressão do que os homens. Já os negros têm menos chances de receber tratamento para depressão ou medicamentos prescritos para saúde mental do que os brancos não latinos. Um relatório de 2020 da Lean In e da McKinsey & Company observou que as mulheres negras também recebem menos apoio necessário para avançar no seu campo de trabalho do que as brancas.

Pode ser benéfico para todos nós estarmos atentos a sinais de que podemos precisar fazer mudanças no trabalho ou obter ajuda profissional, dizem os especialistas. Por isso, aqui vão orientações para equacionar saúde mental e vida profissional:

AVALIE SEUS SENTIMENTOS

“Todo mundo tem alguma consciência de seu funcionamento básico no emprego”, afirma Jessi Gold, psiquiatra da Universidade de Washington em St. Louis.

Então, se você começar a perceber que está perdendo o interesse em seu emprego ou sua produtividade despencou, é uma indicação de que algo está errado.

Você pode perceber, por exemplo, que tem medo de começar a trabalhar todos os dias ou que se sente tão ansioso que tem dificuldade em pensar em tudo o que deveria fazer. Talvez seus e-mails estejam se acumulando e você não esteja se comunicando com as pessoas tanto quanto faria normalmente. Se você está se sentindo ineficaz no trabalho, também pode começara se envolver em uma conversa interna mais negativa, como “eu não sou bom no meu trabalho de qualquer maneira. Sou um inútil”, explica a psiquiatra.

Um sinal de alerta ainda maior de que o trabalho está afetando sua saúde mental é se sua vida profissional afunda seu humor a ponto de começar a prejudicar seus relacionamentos pessoais. Por exemplo, você pode descobrir que está brigando mais com seu parceiro, ficando mais irritado com seus filhos ou evitando atividades sociais como normalmente não faria.

Pense no que pode estar causando esses sentimentos. Existe uma parte das suas responsabilidades de trabalho que está causando a maior parte dessa angústia? Você tem um problema de saúde subjacente, como depressão, que não foi tratado? É alguma combinação das duas coisas?

PROCURE APOIO

Quando perceber que precisa de ajuda, procure um amigo de confiança, mentor, colega de trabalho, grupo de colegas ou terapeuta, aconselha Inger Burnett-Zeigler, professora associada de psiquiatria e ciências comportamentais da Northwestern University Feinberg School of Medicine, que pesquisa a saúde mental das mulheres negras.

“(Este precisa ser um lugar) onde você pode se sentir visto, ouvido e validado, um lugar onde você pode ser totalmente autêntico sem medo de julgamento ou repercussões negativas”, acrescenta a especialista.

Muitos empregadores oferecem programas de assistência aos funcionários com uma variedade de serviços, incluindo aconselhamento de curto prazo de terapeutas ou referências a especialistas externos que podem ajudar com o problema específico que você está tendo. Esses serviços devem ser considerados confidenciais. Ainda assim, alguns funcionários podem se sentir desconfortáveis em usá-los.

Sua empresa também pode ter parcerias com outras organizações que oferecem palestras sobre bem-estar ou coaching de carreira gratuito. Vale a pena investigar todas as opções, de acordo com os especialistas.

“Os empregadores tornaram-se muito mais conscientes e francamente progressistas na forma como têm administrado e tratado questões de saúde mental nos últimos anos”, afirma Michael Thompson, presidente e executivo-chefe da National Alliance of Healthcare Purchaser Coalitions – “A pandemia realmente reforçou muito isso.

A organização de Thompson fez recentemente uma pesquisa online com 151 empregadores que oferecem serviços de saúde e descobriu que 72% estavam buscando melhorar o acesso à saúde mental de seus funcionários, e 16% estavam pensando em fazer isso nos próximos um ou dois anos.

DEFINA LIMITES

Depois de encontrar uma pessoa que possa ser fonte de apoio para ouvi-lo, juntos vocês podem começar a elaborar um plano para melhorar sua vida profissional e seu bem-estar emocional.

Pense no que você mais precisa: é algo maior como uma licença médica de curto prazo, ou já ajudaria ter mais flexibilidade em seu horário de trabalho, por exemplo? Ajudaria definir limites de quando e com que frequência você responde a mensagens profissionais?

Antes de abordar isso com seu supervisor, certifique-se de considerar como a solução proposta funcionaria no contexto de sua equipe, porque é isso que seu empregador também deseja saber. Em outras palavras, mostre como sua ideia beneficiará o grupo como um todo.

“Se você está realmente estressado e tem um problema de saúde mental com o qual está lutando, é muito difícil pensar na equipe de forma mais ampla”, avalia John Quelch, reitor da Miami Herbert Business School em Coral Gables, na Flórida, e coautor do livro “Gestão compassiva da saúde mental no local de trabalho moderno” (em tradução livre, inédito no Brasil).

Mesmo assim, Quelch acrescenta: “você tem que tentar entrar na cabeça do seu empregador”.

Durante a pandemia, os problemas de saúde mental se difundiram. Um relatório dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos concluiu que, em junho de 2020, 40% dos adultos do país estavam lutando com problemas de saúde mental ou uso abusivo de substâncias, como álcool.

Não há problema em ser aberto e admitir para si mesmo e para aqueles em quem confia que está enfrentando dificuldades, diz Paul Gionfriddo, presidente e executivo-chefe da Mental Health América. Ele acrescenta:

“A maioria dos bons empregadores vai perguntar: “O que posso fazer para ajudar?” Você também pode decidir manter suas preocupações na esfera privada e abordá-las apenas com seu terapeuta, e tudo bem também. Mas criar limites de trabalho saudáveis é vital, dizem os especialistas.

“Lembre-se de que você é um ser humano digno e valioso, separado de sua função de trabalho, produtividade e até mesmo como você pode ser avaliado por outros. Quando sentimentos de dúvida e não pertencimento aparecerem, não perca de vista os talentos e ideias singulares que você traz para o local de trabalho”, diz Burnett-Zeigler.

BUSCA EXTERNA

Mas digamos que todos seus esforços para lidar com seu bem-estar emocional em seu trabalho fracassaram ou que o ambiente de trabalho se tornou verdadeiramente tóxico.

Nesse caso, disseram os especialistas, é melhor, provavelmente, começar a procurar outro emprego, especialmente se você se tornou alvo de ridicularização, ameaças ou comentários abusivos de um superior.

É ilegal que um empregador o discrimine simplesmente porque você tem problemas de saúde mental. Segundo a Comissão de Oportunidades Iguais de Emprego dos EUA, se você tiver uma condição qualificada como depressão ou transtorno de estresse pós-traumático, você tem o direito legal a uma estrutura razoável que o ajude a fazer seu trabalho — por exemplo, ter a possibilidade de agendar compromissos como ir à terapia ou ao médico, um escritório tranquilo ou permissão para trabalhar em casa.

“O que precisamos fazer é reconhecer que a ansiedade é real, a depressão é real”, afirma Paul Gionfriddo

“A pandemia está sendo um momento muito bom para as pessoas fazerem essa avaliação pessoal, porque sempre há oportunidades de encontrar trabalhos mais significativos por aí.

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Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

Uma consideração sobre “GESTÃO E CARREIRA”

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