EU ACHO …

O VERBO AMOR

Encontrar um amor que valha a pena parece cada vez mais difícil. A sensação é de que as relações estão rasas e as pessoas, sem responsabilidade afetiva. Exaustos e frustrados, tendemos a colocar a culpa nos tais tempos líquidos e na volatilidade dos ex-possíveis futuros parceiros.

E se eu te disser que parte dos problemas amorosos vem de uma questão semântica? Talvez o mal-estar dessa nossa civilização se dê porque ainda encaramos o amor como substantivo e não como verbo. A maioria de nós caiu na lavagem cerebral das narrativas de Shakespeare à Hollywood, que nos ensinam que o amor é esse sentimento arrebatador, que simplesmente acontece. Por mais que a gente saiba que o “felizes pra sempre” é um conto de fadas, a maioria de nós ainda romantiza esse feitiço do amor. Justificamos ficar em relações tóxicas ou totalmente projetadas porque esse amor “é mais forte do que a gente” e queremos conexões intensas para que possamos abrir mão da intensidade de nossa vida a um. Mas, paradoxalmente, em tempos em que ser emocionada virou adjetivo pejorativo, esperamos amores intensos, mas não somos capazes de dar passos concretos para a construção das relações. Cada vez menos gente abre a agenda ou o coração para o outro.

Para que possamos ter o amor que tanto queremos, precisamos entender que amor é mais verbo que substantivo. É mais sobre fazer do que sobre sentir. Erich Fromm, psicanalista alemão, diz que “o amor é o que o amor faz. Uma intenção e uma ação. A vontade também implica uma escolha. Nós não temos que amar. Escolhemos amar”. O amor verbo é um amor que age em prol da relação e de si.

Entender o amor ação faz com que tenhamos de nos desarmar. Precisaremos apostar e investir na construção do vínculo, de forma concreta. Faz também com que tenhamos que nos despedir dos lindos amores projetados, em que nos apegamos à possibilidade de que um dia as coisas mudem. Se a pessoa não está fazendo por você, não há amor possível. Sei que dá medo de desromantizar o amor emoção, mas o amor verbo traz consigo uma magia maior: ele nos faz agentes do amor que queremos. Diz se esse amor verbo não é emocionante?

CAROL TILKIAN é comunicadora e pesquisadora de amor e relacionamentos e psicanalista em formação. Fundadora do Amores Possíveis, canal que aborda o fazer do amor em todos os âmbitos de nossas vidas

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Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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