ESTAR BEM

CONHEÇA OS RISCOS E OS CUIDADOS NA HORA DE FAZER AS UNHAS

Especialistas apontam para o perigo de tirar as cutículas, usar palitos de madeira e outras práticas costumeiras utilizadas por manicures

Você não precisa olhar muito longe – nas mãos (e pés) das mulheres em todas as esferas da vida – para perceber unhas feitas.

Fico espantada com a forma como algumas, com adagas elaboradamente pintadas estendendo-se da ponta dos dedos, conseguem digitar, discar telefones celulares e até assinar seus nomes. Eu me pergunto que deformidades articulares podem esperar por elas daqui a décadas depois de usar seus dedos em posições tão pouco naturais.

Mas muitas não precisam esperar anos para descobrir as consequências desagradáveis dessa fúria cosmética. Elas experimentam reações alérgicas aos agentes químicos em produtos, unhas caindo e uma variedade de outros problemas.

Na revista Women’s Health in Primary Care, dois dermatologistas de Nova York, Herbert P. Goodheart, do Mount Sinai Hospital, e Hendrik Uyttendaele, do Centro Médico da Universidade de Columbia, revisaram os procedimentos envolvidos nas práticas atuais de cosméticos para unhas e seus perigos.

PROBLEMAS

Começaram com o que muitas vezes é o primeiro passo em uma manicure: remover a cutícula, talvez depois de aplicar um amaciante com álcalis fortes que quebram a queratina dessa pele protetora. A remoção da cutícula deve ser desencorajada porque pode levar à inflamação e infecções do tecido circundante e da raiz da unha, causando deformidades permanentes. Os médicos também alertaram contra o uso do palito de madeira, que pode contribuir para infecções fúngicas e perda da unha.

Os produtos cosméticos do setor estão repletos de substâncias químicas tóxicas e alergênicas, incluindo tolueno, ftalatos, cânfora e formaldeído. Muitos desses componentes podem causar reações alérgicas, e não apenas nas unhas. Por exemplo: a dermatite palpebral pode ocorrer quando alguém toca ou esfrega os olhos com unhas feitas, transferindo a resina tolueno-sulfonamida-formaldeído do esmalte para a pele altamente sensível.

Fortalecedores com fibra, usados para tratar unhas quebradiças, são outra fonte de reações alérgicas, assim como a cola acrílica usada para prender muitas unhas artificiais. Além disso, uma pressão exercida nas pontas das unhas artificiais pode danificar as naturais que es- tão embaixo, provocando a sua perda parcial ou total.

RECOMENDAÇÕES

Os especialistas dizem que “unhas naturais costumam ser a escolha mais saudável e precisam de menos manutenção”. Mas eles também reconhecem que fazer com que as entusiastas abandonem as unhas feitas é uma causa perdida. Para elas, sugerem alguns passos. Para reduzir o risco de infecção, as mulheres que vão à manicure devem comprar seu próprio kit contendo um conjunto de instrumentos, como alicate, para levar ao salão. As cutículas não devem ser removidas – no máximo, aparadas suavemente – e as unhas artificiais devem ser usadas com muito cuidado. As mulheres devem parar periodicamente de usar esmalte e outros cosméticos para promover a saúde geral da região e poder inspecionar a unha natural quanto a anormalidades.

Aparar ou lixar as unhas naturais em forma oval para fazer os dedos parecerem mais longos aumenta o risco de separação do leito ungueal. Um método semelhante ao usado para as unhas dos pés – pontas retas com cantos longos – é mais sensato e resulta em menos unhas quebradas.

Goodheart e Uyttendaele descreveram as várias mudanças degenerativas que afetam as unhas à medida que as pessoas envelhecem. Enquanto a maioria dessas alterações são normais e não requerem tratamento, algumas predispõem as unhas a infecções e deformidades e outras são sinais de doenças subjacentes que devem ser diagnosticadas e tratadas.

“Com a idade, as unhas geralmente ficam finas e frágeis; por outro lado, as unhas dos pés geralmente se tornam mais grossas e mais duras”, dizem os autores.

As unhas costumam ficar mais quebradiças com o tempo. Vários fatores contribuem para isso, como uso frequente de produtos cosméticos, exposição excessiva a detergentes ou água ou, possivelmente, deficiência de ferro, doença da tireoide ou diminuição da circulação periférica.

Esses problemas podem ser reduzidos usando luvas de borracha ao lavar a louça, luvas quentes no frio, aplicando cremes hidratantes na hora de dormir e após a lavagem, mantendo as unhas curtas, usando uma lima macia e tomando um suplemento vitamínico contendo complexo B.

Talvez o problema mais comum, que afeta quase metade das pessoas com mais de 70 anos, seja a infecção fúngica. O tratamento adequado pode exigir a identificação do organismo culpado, uma vez que leveduras e bolores podem ser resistentes a certos remédios antifúngicos.

“Os cremes antifúngicos tópicos sozinhos geralmente são ineficazes devido à má penetração das unhas”, dizem os dermatologistas, acrescentando que as terapias orais podem ter efeitos colaterais graves. “Deixar as infecções fúngicas das unhas sem tratamento é, muitas vezes, uma decisão sábia.”

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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