OUTROS OLHARES

BALANÇAR AS PERNAS E MEXER OS DEDOS FAZ BEM À SAÚDE

Movimentos inquietos ajudam a ativar a musculatura e elevar o fluxo sanguíneo, de acordo com novo estudo

Você é um inquieto? A partir de agora, você pode ignorar os pedidos frequentes que, sem dúvida, recebe para ficar parado. Um novo estudo descobriu que a inquietação – bater os dedos, balançar os pés e outros movimentos corporais que incomodam seus colegas de trabalho – é boa para sua saúde.

Sentar é um dos flagelos da vida moderna. Nós nos sentamos durante reuniões, viagens de carro e avião, enquanto completamos longas tarefas de trabalho e enquanto assistimos “Stranger things”. Estudos de padrões de movimento indicam que a maioria de nós passa de oito a dez horas por dia sentado. Durante esse tempo, nossos corpos e, em particular, nossas pernas, mal se movem.

As consequências para a saúde dessa imobilidade muscular estão bem documentadas e incluem um risco aumentado de ganho de peso, bem como diabetes, uma vez que os músculos não utilizados nas pernas não puxam o açúcar do sangue, levando a um aumento perigoso dele no sangue.

Mas o impacto mais imediato de ficar sentado por tempo demais está em nossa rede vascular. Estudos mostram que sentar ininterruptamente causa um declínio abrupto e significativo no fluxo sanguíneo para as pernas. Isso é problemático, pois, quando o fluxo sanguíneo diminui, o atrito ao longo das paredes dos vasos também diminui. As células que revestem essas paredes começam a bombear proteínas que contribuem com o tempo para o endurecimento e estreitamento das artérias. Biologicamente, isso faz sentido, porque as artérias não precisam ser tão flexíveis quando não há muito sangue nelas, mas quando o fluxo aumenta, o vaso sanguíneo permanece rígido, aumentando a pressão e o risco de aterosclerose.

Poderíamos combater essa situação facilmente nos movendo ou levantando, fazendo com que os músculos das pernas se contraiam e o fluxo sanguíneo permaneça estável.

“Mas há muitas situações em que as pessoas não podem simplesmente ficar de pé, como durante longas reuniões ou viagens de carro”, diz Jaume Padilla, professor de nutrição e fisiologia do exercício da Universidade de Missouri, que liderou o novo estudo.

Assim, Padilla e seus colegas começaram a considerar outras maneiras relativamente discretas e práticas que alguém poderia combater o declínio no fluxo sanguíneo associado a ficar sentado. Para o novo estudo, publicado na Revista Americana de Fisiologia do Coração e Circulação Fisiológica, a resposta é fazer movimentos inquietos.

HORAS SENTADOS

Padilla e seus colegas pensaram que era concebível que a inquietação da parte inferior do corpo também pudesse resultar em atividade muscular suficiente para elevar o fluxo sanguíneo para as pernas. Para testar essa possibilidade, recrutaram 11 universitários saudáveis e, usando ultrassom e um manguito de pressão arterial, primeiro mediram o nível de fluxo normal através de uma das principais artérias das pernas e determinaram quão bem essa artéria respondeu às mudanças na pressão arterial – um marcador de saúde arterial.

Em seguida, pediram a cada um que se sentasse por três horas na frente de uma mesa. Os voluntários podiam estudar, trabalhar em seus computadores, falar ao telefone ou se divertir de outra forma, mas, durante essas três horas, não foram autorizados a se levantar.

Mais importante ainda, eles pediram aos voluntários que mantivessem uma perna perfeitamente imóvel, o pé apoiado no chão e imóvel. Coma outra perna, os voluntários foram instruídos a se mexer – batendo os calcanhares no chão por um minuto e depois ficando parados por quatro minutos. Um relógio soou para que eles soubessem quando começar ou parar de mexer. Ao longo das três horas, os pesquisadores monitoraram o fluxo sanguíneo nas artérias das pernas dos voluntários.

O fluxo sanguíneo na perna imóvel diminuiu vertiginosamente, mas aumentou na perna inquieta, em comparação com os níveis base e com a perna imóvel.         

Mais impressionante, ao final das três horas, quando os pesquisadores testaram novamente a capacidade das artérias dos voluntários de responder às mudanças na pressão arterial, o vaso na perna imóvel não funcionou mais tão bem quanto durante o teste, o que sugere que já não era tão saudável quanto antes. Mas a artéria na perna inquieta dos voluntários respondeu tão bem ou melhor do que no início às mudanças na pressão arterial.

“Ficamos surpresos com a magnitude da diferença entre as duas pernas”, conta Padilla “As contrações musculares associadas à inquietação são realmente muito pequenas, mas parece que são suficientes para combater algumas das consequências prejudiciais de ficar sentado.

O estudo foi pequeno, de curto prazo e envolveu apenas jovens saudáveis, por isso novas pesquisas são necessárias. Mas se você não pode se levantar e andar durante sua próxima reunião, balance os pés ou mantenha as pernas em movimento. E se o seu colega franzir a testa, diga que a ciência descobriu que a inquietação é um bom remédio.

GESTÃO E CARREIRA

SEGMENTOS PROMISSORES PARA EMPREENDER NESTE 2º SEMESTRE

Desde o começo da pandemia, empreendedores sentiram a necessidade de se reinventar e com isso, inúmeras oportunidades começaram a aparecer. Basta olhar ao redor para ver como o mercado está mudando e estão surgindo novas necessidades.

Seja na venda de pro- dutos ou de serviços, os melhores negócios só são garantidos quando você entende os principais desejos, expectativas e necessidades dos consumidores. Para o cofundador e CPO da Unicorn Factory, Michael Citadin, o mercado está sempre em busca de boas ideias e, também, com um time que saiba executar, em outras palavras, as empresas que sabem fazer gestão, especialmente pelo momento econômico mundial, são as mais promissoras.

Os bons investimentos devem continuar crescendo no ecossistema, principal- mente as ideias ou startups que tenham bom mercado para atuação. Além disso, os investidores estão à pro- cura de negócios com boa capacidade de execução, ou seja, o número absoluto de investimentos pode vir a reduzir, mas os cheques tendem a serem maiores.

“Vejo essa mudança de comportamento como pro- cesso evolutivo e bom para o ecossistema, uma vez que quem está preparado desde o início tende a receber mais investimento do que poderia receber anteriormente”, diz Citadin. Para encontrar as áreas mais aquecidas, é preciso compreender as tendências e os acontecimentos ao nosso redor. Nesse senti- do, ainda que as pessoas já estejam preparadas para o “novo normal”, a pandemia ainda tem forte influência mercadológica.

Até porque, o período pandêmico transformou os hábitos de consumo, e isso ainda reverbera no mercado atual. Contudo, conhecer os caminhos que o comércio e demais setores estão tomando irá facilitar o planejamento para o próximo semestre. Mas afinal, qual a importância de identificar o nicho do seu negócio?

Para Michael, a identificação possibilita que a startup possa ser especialista do seu cliente, criando proposta de valor que o mercado valorize. “Vemos isso como uma oportunidade que acelera o desenvolvimento do negócio uma vez que traz foco para o dia a dia”, comenta.

“É clichê, mas necessário ressaltar que entender se a ideia de negócio é viável, se possui mercado e se a pro- posta de valor é realmente um diferencial frente aos concorrentes, são questões elementares que farão com que a startup encontre seu product market fit”, reforça. Sobre os segmentos que acredita que devem prosperar nos próximos meses, o empreendedor destaca a representatividade das fintechs.

“Alguns anos atrás o principal setor era das fintechs, hoje elas continuam com sua representatividade, mas vemos ótimos negócios dos mais variados setores prosperando, como agtech, hrtech, edtech, proptech, healthtech, foodtechs, entre outras. No final do dia o que importa é a startup resolver uma dor real do mercado”. – Fonte e outras informações: (https://www.nicornfactory.com.br).

EU ACHO …

POR QUE EU FUI ABRIR A BOCA?

Você foi alertada pela sua bisavó, pela sua avó e pela sua mãe: o silêncio é de ouro. Mas não adiantou nada, como não vai adiantar quando você tentar passar essa máxima para sua filha. Mulher tem um certo descontrole verbal, está no nosso DNA. Você sai com as amigas e antes do segundo chope já está quebrando aquele juramento de nunca contar nenhuma novidade antes que ela se confirme. Desobedecendo a si própria, lá está você comentando sobre uma promoção que talvez pinte em novembro, sobre a azaração que talvez vire namoro, sobre a viagem à Patagônia que talvez você faça no final no ano. Não dá para amarrar a língua dentro da boca?

Menos mal que você está falando do que lhe diz respeito. O estrago começa quando a gente se põe a falar de uma amiga, quando a gente comete uma indiscrição relativa à nossa irmã, quando a gente entrega um segredo que era propriedade privada de outra pessoa. Tudo coisinha à toa, um comentariozinho de nada, fofoquinhas sem importância. Mas que ressaca que bate na manhã seguinte.

Você disse que detestou um filme cujo diretor é um dos seus melhores amigos. Você espalhou que o marido da Fulana é o campeão da grosseria e amanhã compartilharão a mesma mesa numa festa. Você admitiu que não suporta saraus e já frequentou vários com o sorriso nas orelhas, sua falsa. Você entregou as três plásticas que sua cunhada fez no rosto e ela pediu tanto que você não contasse. Escapou, ué. Quanta frescura, o que é que tem fazer plástica?

Pra você pode não haver razão nenhuma para segredo, mas se alguém lhe contou algo em confidência, custa fechar a matraca? Não custa, mas nossa voz é rápida no gatilho, não lê as placas de advertência, quando vê, já avançou o sinal, já foi, está lá adiante. Rebobinar a fita, impossível. Fica então aquele gostinho azedo na boca, de quem não cometeu nenhum pecado grave, mas perdeu uma bela oportunidade de ser elegante.

Reza a lenda que chiques são as mulheres que falam pouco. As econômicas. Aquelas que apenas sorriem, enquanto as outras, histéricas, falam todas ao mesmo tempo. Mulheres caladas, controladas, que nunca dizem algo inconveniente. Elas mantêm um ar enigmático. Dão a entender que já passaram pela fase de palpitar sobre tudo. Disseram o que tinham para dizer no divã do analista e, agora, mais maduras, descobriram a arte de escutar. Só dando na cara.

Eu sei, eu sei, puro recalque. E olha que eu nem tenho motivo para isto, no planeta de onde venho sou considerada até bem reservada. Mas, vez que outra, me empolgo e pronto: descambo para a tagarelice. Com a melhor das intenções, diga-se. Tudo em nome da honestidade. Por que eu confirmei que o cabelo dela está tenebroso? Porque ela perguntou, ora. Por que eu disse para ele não me ligar nunca mais? Porque naquela hora eu estava tomada pelo ódio. Mas agora eu quero!

Em nome da honestidade, cometemos algumas indelicadezas e precipitações. Como sofre uma mulher: ela precisa ser autêntica e, ao mesmo tempo, discreta. Ter opinião, mas nunca dizer uma leviandade. Ser sábia, porém nunca imprudente.

Na próxima encarnação, não quero vir honesta, nem desonesta. Quero vir muda.

*** MARTHA MEDEIROS

ESTAR BEM

FRIO DA BELEZA

Inverno é estação ideal para tratar do rosto; veja as 7 técnicas mais indicadas

Embora o envelhecimento da pele seja um processo natural, diversos fatores, como sono insuficiente, baixa hidratação e tabagismo, aceleram essas mudanças, provocando o aparecimento precoce de manchas, rugas e outras linhas de expressão. Para quem se incomoda com os sinais do tempo no rosto, o inverno é o momento ideal para buscar tratamentos que requerem evitar a exposição ao sol durante a recuperação. A coordenadora do Departamento de Cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia do Rio de Janeiro, Patrícia Ormiga, explica que estação mais fria do ano traz certas vantagens para um tapa no visual.

“Existem procedimentos tradicionais excelentes que são realizados de forma melhor no inverno porque o paciente não pode estar bronzeado nem pegar sol depois da intervenção, como o peeling e outros que agem nas camadas mais externas da pele”, diz a dermatologista.

Ela destaca, no entanto, que as técnicas têm avançado muito nos últimos anos e muitas já não contam com esse requisito. Para a dermatologista Ana Carolina Sumam, membro especialista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a melhor estratégia depende de uma série de fatores, como o efeito desejado e em qual parte do processo de envelhecimento do órgão ela vai atuar.

“O envelhecimento da pele envolve uma série de processos biológicos. Nós temos a perda óssea da face, assim como em outros ossos do corpo; a perda de bolsas de gordura que promovem sustentação facial durante a juventude e as alterações na pele, como rugas de expressão e manchas, que são decorrentes da perda de colágeno”, afirma a especialista.

Ouvimos quatro dermatologistas, que listaram as sete técnicas simples mais indicadas para o rejuvenescimento da pele do rosto. A seguir, os procedimentos escolhidos:

LASERS

É um dos procedimentos em que é preciso evitar a exposição ao sol nos dias seguintes. Isso porque a técnica atua na camada externa da pele e pode provocar sensação de ardência e ressecamento após o procedimento. Trata-se de um feixe de luz que mira um alvo na pele e altera a sua composição. Esse alvo pode ser a própria melanina, no caso de clareamento de manchas, ou pontos de estimulação de colágeno, por exemplo.

O dermatologista Abdo Salomão Jr., da SBD, explica que há uma ampla variedade de objetivos para os quais o laser é utilizado:

“Ele é aplicado para tratar estrias, cicatrizes, melanomas, manchas, entre muitas outras imperfeições. Com os modelos mais novos, o tratamento é feito em uma única sessão, e a pessoa vai para a casa no mesmo dia.

PEELINGS

O nome peeling vem do inglês “descamar”, que é basicamente o que a técnica faz com a pele para estimular a sua renovação. Para isso, podem ser utilizados procedimentos chamados de físicos, quando ocorre a esfoliação da camada mais superficial da pele, ou químico, quando são utilizadas substâncias como ácidos para promover o resultado.

“O inverno é uma estação favorável à realização de peelings, uma vez que o frio evita a dilatação dos vasos, o que faz com que haja menos inchaço”, explica Natasha Crepaldi, professora de dermatologia da Universidade Federal do Mato Grosso.

Após a pele ser descascada, retirando as células mortas, o corpo é estimulado a renovar a região, produzindo novas células. A técnica é indicada para atenuar manchas, marcas de expressão, de espinhas e de acnes na pele. Ela envolve uma única ida ao dermatologista, mas pode ser repetida mediante indicação.

Uma modalidade antiga de peeling, mas que tem repercutido recentemente, é a que utiliza a substância fenol para a descamação. É um produto mais agressivo que, por apresentar diversos riscos e ser aplicado apenas em hospitais, tem caído em desuso.

“É uma queimadura programada, em que você remove toda a epiderme e uma parte da derme. Os resultados são brilhantes, mas é um procedimento muito sofrido. Há riscos altos de cicatrizes e manchas, a pessoa fica de dois a três meses com o rosto vermelho, um mês sem sair e uma semana sem abrir os olhos”, diz Salomão Jr.

MICROAGULHAMENTO E ELETRODERME

O microagulhamento é uma técnica que utiliza uma série de agulhas minúsculas, inseridas na pele para induzir pontos de produção de colágeno. É comum o uso de um creme anestésico antes do procedimento, que também é feito em sessão única. Há ainda a eletroderme, muito popular hoje, que é uma nova versão do método. Nela, as agulhas são conectadas a uma máquina e suas pontas emitem uma radiofrequência para intensificar o efeito. Pela estimulação do colágeno, o microagulhamento atua na redução da flacidez.

PREENCHIMENTO COM ÁCIDO HIALURÔNICO

Os preenchimentos usam substâncias sintéticas para remodelar vincos, como rugas, e dar volume a pontos que podem ser deformados pela perda óssea. A grande maioria é feita com substâncias à base de ácido hialurônico, que tem segurança e eficácia consideradas unânimes. Salomão Jr. explica que existem outras substâncias, mas muitas são subprodutos do petróleo que podem levar à rejeição pelo corpo.

Essa técnica costuma ser utilizada para corrigir perdas de volume e de formações no relevo da pele, como rugas ou olheiras. Requer uma sessão e os efeitos duram em média um ano.

BIOESTIMULADORES E LIFTING

Os bioestimuladores, assim como o microagulhamento, atuam nas células que produzem colágeno. São diversos modelos, como injetáveis — com substâncias capazes de induzir a produção da substância —ou lasers. Uma modalidade em alta são os fios de sustentação, também conhecidos como lifting, feitos com ácido polilático.

No caso do lifting, além da maior rigidez conferida pelo aumento da proteína proporcionada pelo ácido, os fios são inseridos no rosto para fixar a pele ao tecido subcutâneo. Após cerca de um ano, o corpo absorve o material dos fios, mas os efeitos permanecem por mais tempo.

ULTRASSOM MICROFOCADO

As ondas do ultrassom microfocado criam zonas de calor controladas na pele para estimular processos de coagulação. Isso ativa o sistema imunológico local, induzindo uma cicatrização que repara o tecido e, posteriormente, estimula a produção de colágeno.

Salomão Jr. explica que as versões mais recentes do método são indicadas especialmente para tratar áreas delicadas, como pálpebras e ao redor da boca. A aplicação costuma ser rápida, e exige apenas uma sessão.

NOVA GERAÇÃO DE BOTOX

Um dos métodos mais conhecidos, a toxina botulínica é uma bactéria que atua reduzindo a contração muscular. Ela é usada principalmente para as rugas dinâmicas do terço superior da face. Porém, a nova geração de botox pode ser aplicada em outras regiões, como no pescoço.

“Nós sempre estamos evoluindo para melhorar a aplicação, e de tempos em tempos surgem toxinas novas no mercado”, explica Patrícia, da SBD.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

ESTRATÉGIAS REDUZEM ESTRESSE NA HORA DA BIRRA

Ataque de raiva pode ser rito de passagem no desenvolvimento, e estimular a criança a descrever sentimentos ajuda

Muitos de nós fomos ensinados que ter raiva é ruim e que demonstrar que estamos com raiva e expressar nossos sentimentos é feio. Essa declaração foi feita por Jazmine McCoy, psicóloga infantil e familiar e autora de “The Ultimate Tantrum Guide” (O guia definitivo do chilique, em português).

Mas a raiva não é ruim, disse McCoy, nem expressá-la é,inerentemente perigoso ou desrespeitoso, Aprender a lidar com a raiva é uma técnica para a vida toda que permite que as crianças ajam em casa, na escola e no mundo sem perder o controle.

É uma habilidade que os pais podem ajudar seus  filhos a cultivar, começando quando são bebês e crianças pequenas, incentivando-os a desenvolver diversas válvulas de escape e criando maior capacidade de enfrentamento para si mesmas.

NÃO TENHA MEDO DOS ATAQUES

Em relação a crianças e raiva, pode ser útil lembrar alguns fatos simples: primeiro, a raiva é uma emoção humana básica,.

E segundo, as emoções existem para nos falar sobre nós mesmos e nossos relacionamentos, explicou Dave Anderson, psicólogo clínico e vice presidente de programas escolares e comunitários do Child Mind lnstitute, Organização  sem fins lucrativos que oferece terapia para crianças e famílias.

As emoções podem nos ajudar a responder a perguntas básicas: do que gostaríamos de ter mais? o que gostaríamos que terminasse?

Lembrar que a raiva é uma parte intrínseca do ser humano pode nos ajudar a responder a uma criança violenta com compaixão, e não julgamento. Gritar com uma criança – que está gritando com você e com o mundo – só vai agravar a situação.

“Algumas emoções são realmente estressantes, como medo ou raiva”, disse Anderson. Os pais devem tentar ajudar seus filhos a processar essas emoções de maneira saudável, acrescentou.

“A chave é que queremos que eles consigam fazer o que precisam fazer na escola, com a família e em situações sociais, sem que suas reações às próprias emoções realmente atrapalhem ou dificultem para eles formar relacionamentos positivos.”

Também pode ser útil lembrar que ataques ou birras (termos não clínicos que descrevem aqueles momentos terríveis em que seu filho fica totalmente louco) pode ser um rito de passagem de desenvolvimento especialmente para crianças menores de 3 anos que ainda estão aprendendo a se autorregular.

Não é raro que crianças pequenas ou pré-escolares tenham acessos de raiva várias vezes, disse Denis Sukhodolsky, diretor da unidade de prática baseada em evidências do Centro de Estudos da Criança, na Escola de Medicina da Universidade Yale.

A duração média dos ataques das crianças é de cerca de três minutos, acrescentou ele, mas há uma grande variedade de quanto tempo podem durar – entre 1 e 20 minutos.

“As crises de raiva servem a um propósito de desenvolvimento”, disse Sukhodolsky. “As crianças estão aprendendo a lidar com independência, transições, aprendendo regras sociais e a lidar com situações em que a conformidade é necessária.”

AJUDE A CRIANÇA A DESENVOLVER UM VOCABULÁRIO EMOCIONAL

“Nomeie para domar” – frase cunhada pelo psicólogo Dan Siegel,- é um mantra muito repetido entre os especialistas em desenvolvimento infantil que acreditam na importância de ensinar as crianças a identificar e dar nome a seus sentimentos para poderem falar sobre o que estão sentindo.

McCoy recomenda a leitura de livros simples para bebês, com fotos de outras crianças sorrindo, rindo ou franzindo a testa, que eles tendem a achar “cativantes”. Evidências mostram que os bebês podem começar a identificar emoções nos outros com apenas 6 meses de vida.

Os livros também podem ser uma ferramenta eficaz para crianças em idade escolar primária. Olhe para as imagens e pergunte o que os personagens estão sentindo, ou converse sobre as implicações emocionais de um enredo específico, levando as crianças a explicar o  que você vê. O mesmo vale para assistir Tv com adolescentes.

Para crianças mais novas, recursos visuais como “medidores de humor” ou “temas que levam as crianças a descrever seus sentimentos e avaliar a intensidade deles também podem ser úteis, estejam elas calmas e relaxadas ou furiosas.

Seja qual for a estratégia que você escolher, o objetivo é ajudar as crianças a desenvolver a linguagem de que precisam para expressar seus sentimentos. É uma habilidade que se desenvolve com o tempo e a pratica, e pode ajuda-las a se sentirem compreendidas.

“É importante validar as emoções das crianças”, disse o doutor Sukhodolsky – quer você tenha em casa uma criança de 2 anos ou uma de 22.

DIGA A ELES QUANDO ESTIVER IRRITADO

Os pais as vezes sentem que precisam proteger os filhos de suas próprias emoções, mas abrir-se durante momentos de fúria ou frustração pode ser educativo. Descreva ao seu filho como se sente fisicamente. Sua mente está agitada? Seu coração está batendo forte?

“Realmente levar algum tempo para desacelerar e descrever o que acontece no seu corpo – e como você sabe dizer o que está sentindo – é uma experiência muito poderosa”, disse a doutora McCoy.

“E é um dois em um porque ao fazer isso pelo seu filho você está diminuindo seu próprio ritmo”.

Certifique-se de dar o passo final crucial, disse ela: mostre como você enfrenta. Você pode dizer algo como: “vou respirar fundo algumas vezes”.’ Ou “vou me sentar por um momento”. Ou “vou pegar um pouco de água”, disse McCoy. “O que quer que você precise naquele momento, fale em voz alta e ajude-os a entender o que está acontecendo”.

IDENTIFIQUE MANEIRAS EFICAZES DE REAGIR

As crianças t:unbém precisam encontrar suas próprias maneiras de autorregular e elas podem ser diferentes das suas. Ajudar seu filho a encontrar uma válvula de escape (ou canais) para a raiva pode exigir experimentação. Algumas crianças respondem a exercícios  simples de respiração profunda, disse Anderson.

Outras podem precisar de uma liberação física mais intensa. Em seu site, McCoy sugere deixar as crianças baterem massinha de modelar, rasgar papel ou construir uma torre de blocos e derrubá-la. Elas podem achar bom gritar, socar um travesseiro ou correr lá fora.

Idealmente, você aprenderá a identificar os sinais de que seu filho está ficando frustrado e a encaminhá-lo para esses escapes antes que atinjam o ponto de ebulição.

“Você não espera até que a situação exploda para levar uma criança a usar uma técnica de enfrentamento”, disse Anderson. Especialistas dizem que a correção do comportamento é praticamente impossível quando as crianças estão em pleno ataque de raiva.

“O que você deve fazer é procurar aqueles momentos em que a frustração dela está começando a aumentar’, disse. Incentive-as a experimentar estratégias de enfrentamento para que pratiquem o gerenciamento de grandes emoções antes que se tornem intensas demais.

DEFINIR LIMITES CLAROS SOBRE COMPORTAMENTOS INSEGUROS

As crianças devem aprender a diferença de que, embora todas as emoções – incluindo raiva – sejam válidas em todo comportamento, disse a doutora McCoy.

Portanto, limites claros e consistentes em torno de comportamentos agressivos ou inseguros são importantes. E se seu filho parece sentir raiva com frequência, ou como se tivesse dificuldade para controlar suas reações, consulte um pediatra ou um psicólogo.

Os pais de crianças pequenas e pré-escolares devem anotar a duração e a frequência das crises emocionais de seus filhos, disse o doutor Sukhodolsky, bem como se elas ocorrem em diferentes contextos – não apenas em casa, mas também na escola, no playground ou em encontros com outras crianças.

Os pais de pré-adolescentes e adolescentes devem estar atentos se a raiva deles parece realmente constante ou intensa, disse o doutor Anderson. Mudanças de humor são típicas  da adolescência, mas raiva ou irritabilidade que dure várias semanas, não.

“Quando os adultos dizem “Oh meu Deus, isso o está impedindo de se envolver na escola” ou impedindo de fazer amizades” ou “É difícil para nossa família suportar, nós procuramos coisas que possam indicar a necessidade de tratamento”, disse o doutor Anderson.

Distúrbios comportamentais, uma categoria que inclui transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, e transtornos de humor, como a depressão, muitas vezes podem se apresentar como irritabilidade, acrescentou ele. Se seu filho não for neurotípico, consulte seu pediatra ou terapeuta sobre maneiras alternativas de lidar com as emoções dele.

OUÇA E ESTEJA ABERTO AOS SENTIMENTOS DOS SEUS FILHOS

Em termos gerais, é importante garantir que seu filho tenha amplas oportunidades de discutir seus sentimentos com amigos de confiança, familiares ou um psicólogo.

Nem sempre é fácil ouvir que seu filho está passando por um momento difícil, mas essas conversas e conexões são essenciais para validar o que ele está vivenciando e proporcionar liberação emocional . “Gosto de dizer que a melhor forma de controlar a raiva é sentir-se compreendido”, disse McCoy.

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