GESTÃO E CARREIRA

CHEFES PERDEM PODER COM OS ESCRITÓRIOS VAZIOS

Convencer funcionários a voltar ao trabalho presencial está mais difícil; por isso, empresas estão revendo estratégia

O que o chefe de Barrett Kime disse em uma recente videoconferência foi simples: será que os integrantes da equipe dele na NBC Universal poderiam ir trabalhar  presencialmente nos poucos dias em que se espera que eles estejam no escritório?

Aí veio a revolta. Kime, diretor de criação sênior, tirou o microfone do mudo. ”Falei como era insano pedir às pessoas para virem com maior frequência enquanto os casos de covid-19 estão aumentando”, lembrou.

Para Kime, isso marcou uma nova fase nas conversas entre eles quanto ao retorno ao local de trabalho: “Por mais que resmungássemos sobre voltar a trabalhar presencialmente, todos sabíamos que isso ia acontecer. Mas, assim que começamos a voltar, percebemos o quanto isso era estúpido.”

A disposição de retorno ao escritório está diminuindo aos poucos. Quando questionados, ao início de 2021, qual seria a proporção  de seus funcionários que voltariam ao escritório cinco dias por semana os executivos disseram que 50%; agora o porcentual caiu para 20  %, aponta a consultoria Gartner.

A maioria dos americanos, sobretudo aqueles no setor de serviços e em empregos com salários baixos, vem trabalhando presencialmente na pandemia. Mas aqueles que tiveram a possibilidade do trabalho remoto se apegaram à flexibilidade. Em janeiro, o Centro de Pesquisa PeW descobriu que 60% dos trabalhadores cujos trabalhos podem ser realizados de casa queriam trabalhar de forma remota a maior parte do tempo.

SEM REGRA

“Está bastante claro que há cada vez menos empresas esperando que seus funcionários estejam no escritório cinco dias por semana”, disse Brian Kropp, vice-presidente do departamento de recursos humanos da Gartner.

A Apple, por exemplo, recentemente suspendeu sua exigência de que os funcionários fossem ao escritório pelo menos três dias por semana. Já a McKinsey pretende, em algum momento, estabelecer regras mais claras quanto ao comparecimento ao escritório: por ora, porém, permite que cada um faça acordos com seus clientes e gestores.

O Google adiou o retorno ao escritório planejado para janeiro e, agora, vai permitir que cerca de 10% dos funcionários trabalhem de modo remoto o tempo todo ou sejam realocados. Em determinado momento, a Intuit considerou um plano rígido de retorno ao escritório para seus 11,5 mil funcionários, mas em vez disso permitiu que gestores e equipes definissem suas próprias regras sobre quais dias ir ao local de trabalho.

Com a retomada dos casos de covid-19, os trabalhadores tiveram tempo extra em casa, e margem extra para testar a rigidez dos planos de seus chefes. Agora, algumas empresas estão esperando que seus profissionais voltem, mas perderam o poder de forçar isso.

“O que decidimos fazer é dizer. O que está funcionando?”, disse Joan Burke, diretor de recursos humanos da DocuSign, que adiou quatro datas de retomo ao escritório antes dedecidir não exigir o comparecimento por enquanto.

Alguns executivos esperam que, caso consigam fazer com que seus funcionários passem algum tempo no escritório, eles percebam que gostam mais disso do que lembravam.

Christina Ross, CEO da Cube, empresa de software com 75 funcionários, era defensora do trabalho presencial. Antes da pandemia, ela contratou um engenheiro que vivia no Texas e insistiu que ele se mudasse para Nova York. Ela não conseguia imaginar um relacionamento de longo prazo com um funcionário que ela nunca conheceu  pessoalmente. Agora ela vê a empresa como ”prioritariamente remota”. “As pessoas deixaram claro que não queriam voltar”, disse.

Alguns empresários adotaram linha mais severa. Elon Musk, por exemplo, disse aos funcionários da SpaceX e da Tesla que eles precisavam passar no mínimo 40 horas no escritório ou seriam demitidos. Muitas outras empresas, como o Google e a Microsoft, optaram por uma estratégia mais branda, preenchendo os locais de trabalho com café gelado, petiscos, sacolas com brindes e cerveja. Mas esses incentivos corporativos têm seus limites – e poucos estão dispostos a experimentar punições.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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