EU ACHO …

ADEUS À DOR

Vou lhe dizer certas coisas porque acho que você está preparado para ouvir, mas se eu for longe demais, me interrompa. Reconheço que é preciso muita delicadeza para tocar na dor do outro, e é o que vou fazer, tocar na sua.

Não importa agora a razão de vocês terem se separado, mas separaram. Foi dilacerante, eu sei. Você não esperava, não queria e não se conforma até hoje. Mas aconteceu. Se acredita que  é possível um reatamento, tente. Não dá? Entendo, você me disse que não há mais nenhuma chance de retorno, nenhuma. Então, passados dois anos, está na hora de você enfrentar mais uma despedida. É. Mais uma. Você pensa não ter forças para outro final, mas tem. Precisa ter. Por­ que este será o final definitivo, o final que vai liberar você para a vida que merece ter. Você terá que dizer adeus para sua dor.

As pessoas se perguntam se não haveria uma fórmula mágica para tirar da cabeça aquele ex-amor que ainda atormenta. Não é bem uma fórmula, mas há um recurso: reconhecer que a dor que você carrega ainda é um vínculo. A dor preenche o seu vazio. A dor é o substituto que restou de uma história que não existe mais. A dor é uma aliança com o seu passado. Você tirou a aliança do seu dedo – foi uma cena triste, posso imaginar. Você lembra em que momento foi? Antes de dormir? Durante um acesso de raiva? Jogou-a longe? Deu para um mendigo? Derreteu? Vendeu? Guardou? Não há nada de errado em guardar numa gaveta, num cofre, num porta-joias – desde que você não a esteja usando mais.

Mas você ainda usa a sua dor. Usa para se proteger contra novos amores, para lembrar que foi amado, para reunir os amigos em torno de si, para impedir que todo aquele investimento afetivo evapore.

Faz parte do luto, eu sei. Mas basta. Chega. Tire essa dor de dentro de você como um dia  tirou a aliança. Prepare um ritual, se quiser. Faça uma cerimônia de adeus. Anote num papel tudo o que você quer que suma da sua vida: mágoa, rancor, desesperança, tristeza, pensamentos obsessivos, amargura. Coloque todos os papeizinhos no bolso e saia para caminhar. Vá escutando músicas que te emocionem. Durante a caminhada, deixe cada papelzinho numa lixeira diferente. E retorne a casa consciente de que não está voltando para o passado, mas iniciando um futuro. Se puder fazer isso numa cidade diferente da que mora, ou ao menos num bairro afastado, melhor ainda. Deixe lá sua dor e nunca mais volte para buscá-la.

Você se sentirá ridículo, porque é ridículo mesmo (não comente nem com seu analista), mas pode funcionar. Se tiver uma ideia melhor, coloque-a em prática. Seja criativo.

Despedir-se de uma pessoa é difícil. Despedir-se da dor é ainda pior, pois, sem a pessoa a seu lado e sem a dor que a ausência dela provoca, sobrará o quê?

É o que você irá descobrir.

*** MARTHA MEDEIROS

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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