OUTROS OLHARES

FIM DA CALVÍCIE

Primeiro tratamento contra alopecia é aprovado nos EUA

A alopecia areata é um tipo de calvície que afeta homens, mulheres e até mesmo crianças. A doença pode variar em gravidade. Para alguns, a perda total de pelos no corpo, incluindo cabelos, cílios, sobrancelhas, até no nariz e nas orelhas, pode ser devastadora. Até esta semana, não havia uma solução especifica para a doença. Mas o cenário acaba de mudar com a decisão da agência que regula medicamentos nos Estados Unidos de aprovar a droga baracitinibe como tratamento.

O medicamento, fabricado pela EIi Lilly, regenera o cabelo impedindo o sistema imunológico de atacar os folículos capilares. A fabricante disse que a indicação do medicamento para alopecia areata já está em análise pela Agência Nacional de Vigilância   Sanitária (Anvisa). A empresa aguarda aprovação no último trimestre de 2022, com comercialização prevista no Brasil para 2023.

O baracitinibe já é aprovado no país para o tratamento de diversas condições, como artrite reumatoide e Covid-19. Inclusive, para essas indicações, ele já foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS). Recentemente, o medicamento foi aprovado para dermatite atópica. Nos Estados Unidos, alguns médicos já usavam o baracitinibe para alopecia antes mesmo da aprovação da FDA. A diferença é que agora, é possível solicitar a cobertura do tratamento, que é considerado de alto custo, aos planos de saúde.

O preço de tabela no mercado norte-americano é de quase 2.500 dólares ao mês. Duas outras empresas, a Pfizer e a Concert Pharmaceuticals, também contam com medicamentos semelhantes, conhecidos como inibidores de JAK, cuja eficácia está em avaliação. Assim como o baracitinibe, essas outras drogas já estão no mercado para o tratamento da artrite reumatoide e outras doenças autoimunes.

A droga da Eli Lily foi estudada em dois ensaios, patrocinados pela empresa e publicados no mês passado na revista New England Journal of Medicine, envolvendo 1.200 pacientes com a doença.

Quase 40% dos que tomaram a droga tiveram um crescimento de cabelo completo ou quase completo após 36 semanas. Depois de um ano, a taxa aumentou para quase 50% dos voluntários.

Os efeitos colaterais foram considerados leves, incluíram um pequeno aumento do risco de acne e infecções como a do trato urinário. Essas consequências foram facilmente tratáveis ou melhoraram sem tratamento.

RESULTADO PROMISSOR

Em um editorial que acompanhou a publicação do estudo na New England, os médicos Andrew Messenger, da Universidade de Sheffield, e Matthew Harries, da Universidade de Manchester, consideraram as conclusões do estudo da Lilly “impressionantes”. E acrescentaram que os resultados “representam os primeiros ensaios publicados de fases de qualquer tratamento para essa condição”.

O médico Brett King, professor de dermatologia da Universidade de Yale, está à frente de todos os estudos que avaliam a eficácia desses medicamentos para a alopecia areata. Ele disse estar otimista de que a taxa de sucesso das drogas aumentará.

King éconsiderado o responsável pelo interesse no uso de inibidores de JAK para tratar alopecia areata. Tudo começou entre 2012 e 2013, quando denotou três estudos envolvendo camundongos que indicaram que esses medicamentos poderiam reverter a queda de cabelo.

Mais de 300 mil americanos vivem com alopecia areata grave, de acordo com a FDA. A doença ficou mais conhecida após a cerimônia do Oscar, quando o ator Will Smith deu um tapa no comediante Chris Rock como reação a uma piada sobre a careca de sua esposa, Jada Smith. Ela é completamente calva devido ao problema.

MÚLTIPLAS CAUSAS

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a condição é uma doença inflamatória sem causa especifica. Diversos fatores estão envolvidos no seu desenvolvimento, como a genética, e até uma questão autoimune. Fatores emocionais, traumas físicos e infecções podem desencadear ou agravar o quadro.

Para a maioria dos pacientes, a doença se manifesta como uma ou algumas pequenas regiões calvas na cabeça. Mas aqueles com casos graves têm uma progressão acentuada. Três meses ou até três semanas depois das manifestações, eles não têm mais pelo algum.

A perda de cabelo severa não apenas “rouba a identidade de uma pessoa”, mas é ”uma questão médica”, explica a dermatologista Natasha Atanaskova Mesinkovska, acrescentando que, quando as pessoas perdem cabelo no nariz e nas orelhas, isso afeta as alergias e a audição.

Um dos primeiros pacientes de King foi Kyle. Quando tinha 25 anos, ele procurou o médico para tratar sua psoríase. Ele quase não tinha cabelo e sua cabeça e corpo tinham grandes placas escamosas e vermelhas.

Por sugestão do médico, o paciente adotou um tratamento inédito, com uma droga aprovada para artrite reumatoide. King deixou claro que só havia evidências de estudo em ratos. Kyle passou a tomar tofacitinibe, um inibidor de JAK da Pfizer semelhante ao medicamento da Lilly. Oito meses depois, seu cabelo estava de volta.

GESTÃO E CARREIRA

EMPRESAS DE CONSUMO SE DESDOBRAM PARA AGRADAR A 4 GERAÇÕES

Marcas têm de estar atentas às necessidades de todas as faixas etárias para isso, precisam encontrar a forma de se comunicar com cada uma delas

O aumento da expectativa de vida da população e os novos hábitos da geração Z criaram um desafio a mais para as empresas conquistarem os consumidores. Ao mesmo tempo em que precisam atender o público com maior poder aquisitivo, representados pelos baby boomers e X, também são pressionados pelo comportamento moderado e consciente da geração Z, o consumidor do futuro.

Cada uma dessas gerações tem particularidades, pois todas cresceram em contextos socioculturais e econômicos distintos, o que influencia a forma de consumir. Para a geração Y e Z, não basta ter preço e produto bom. É preciso ter propósito e uma história  por trás daquilo que estão comprando. Para os baby boomers e parte da X, valem qualidade e, lógico, preço adequado. Esses grupos gostam de ostentar bens mais do que os jovens, que buscam praticidade e comodidade.

“As marcas têm dificuldade para encantar essa nova geração, que praticamente não vê TV  aberta. Eles estudaram mais, têm mais acesso a saúde e são mais plurais”, diz o sócio da GS & Consulting, Jean Paul Rebetz. Ele explica que esses consumidores nasceram numa época de oferta abundante de produtos, diferentemente de gerações passadas, que viveram a escassez no mercado devido à economia mais fechada. “Agora é mais fácil falar em sustentabilidade e storytelling.”

ESPELHO

Na outra ponta, a vida das empresas também não tem sido fácil. Pesquisa da Nielsen mostra que só 23% das pessoas com mais de 55 anos se sentem representados nas propagandas. “O envelhecimento no Brasil é algo novo. As empresas ainda não sabem como atender esse público”, diz Clea Khouri, sócia-fundadora da Data8, especializada no mercado da longevidade.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem 32,5 milhões de pessoas com 60 anos ou mais – quase 12 milhões a mais do que há dez anos. Apesar de ser um mercado de elevado potencial de consumo, diz Clea, as marcas não conversam com esse público. É uma geração invisível que reclama da falta de produtos adequados em quase todos os setores, como beleza, moda e até alimentos.

Segundo ela, apesar de as empresas ainda terem receio de se comunicar com esse público e parecer uma marca velha, há um movimento – ainda tímido – para romper essa barreira.

A Natura é uma das que buscam se aproximar dos consumidores maduros, com mais dinheiro para gastar. “Temos uma diversidade e amplitude de marcas para cada personalidade. A linha Chronos, é para mulheres acima de 40  anos” diz Maria Paula Fonseca, diretora global da marca Natura. Segundo ela, para a Natura, é mais fácil chegar a esse público do que à geração Z. “Esse público, exige unia mensagem diferente, que  envolve uma causa. Nessa linha, apostamos na sustentabilidade.”

A iniciativa ocorreu na linha mais popular, o Kayak, em que as tampas da embalagem passaram a ser feitas com plástico retirado do oceano. “Com isso, desenvolvemos uma cadeia de reciclagem. E isso responde em parte à pergunta dessa geração sobre o  que a empresa faz.”

CONDIÇÕES

As causas sociais e ambientais têm ganhado relevância na vida das pessoas, o que influencia o consumo. Apoiar essas iniciativas passou a ser exigência dos clientes na hora de escolher uma marca. A jovem Bianca Sales, por exemplo, exige produtos orgânicos, enquanto a mãe, Maria Eliete, leva mais em conta o preço.

“A preparação para o futuro está ocorrendo em ritmo acelerado e queremos ser uma empresa de tecnologia de mobilidade”, diz Frederico Battaglia, diretor de marketing da Stellantis, empresa que detém 14 marcas, entre elas a Fiat, Jeep, Peugeot, Citroen e Ram. Para garantir a pegada de carbono zero, a empresa tem um plano ambicioso que envolve eletrificação e veículos híbridos (etanol e elétrico).

Hoje, diz ele, os consumidores pedem uma história interessante sobre o produto, que precisa ser real. “Com o acesso à informação, não basta dizer que é legal, tem de mostrar que é legal.” Segundo o executivo, a Lição de casa das empresas nesses tempos tão conectados é entender o perfil dos clientes e tentar entregar o melhor produto possível. Por isso, em 2021, a empresa criou a Flua, uma empresa de assinatura de carros que oferece planos de locação de 1 a 3 anos.

Para alcançar consumidores tão diversos, as empresas têm explorado inúmeros canais de comunicação. O desafio com essa multiplicidade de meios é usar a linguagem adequada para cada um deles. “Além disso, tem um criador específico para cada plataforma, um nativo ‘expert’ daquele ambiente”, diz a diretora de marketing corporativo da Lojas Renner, Maria Cristina Merçon.

A Renner está presente em todas as redes sociais. No Tik Tok, na qual tem mais de 1,1 milhão de seguidores, a estratégia é fazer lives e levar mensagem de encantamento para os usuários. “Antes era mais simples. Usávamos uma mesma mensagem num discurso menos direto. Hoje temos de entender como o cliente se relaciona com a marca e ver como falar com ele.”

Na C&A, a estratégia também está focada na sustentabilidade. A empresa tem feito coleções baseadas no meio ambiente. São coleções com algodão mais sustentável e peças recicláveis – segundo a empresa, 55% das matérias-primas são de origem mais sustentável. O vice-presidente comercial da empresa, Francisley Donatti, conta que a C&A recolhe jeans usado, recicla e faz novas peças.

EU ACHO …

SÓ TEMOS ESTA

Lido razoavelmente bem com a ideia da morte. Considero-a uma balizadora – diria até que uma aliada. Ter consciência tranquila da morte dá à vida um sabor menos azedo e nos faz valorizar cada pequeno milagre diário, em vez de esperar por uma guinada gigantesca que quase nunca acontece.

Confúcio, filósofo chinês, tem uma frase diabólica sobre esse assunto: “Nós temos duas vidas e a segunda começa no dia em que nos damos conta de que temos apenas uma”.

Cerca de onze anos atrás, recebi uma notícia que poderia ter sido desestabilizadora: havia grande chance de eu estar com câncer. A certeza só viria depois de fazer um exame minucioso cujo resultado sairia em três dias. Durante três dias convivi com essa espada sobre a cabeça. Muitos talvez pensem que foi então que descobri que só possuía uma vida, mas não. Bem antes disso eu já a desfrutava como sendo única. Por isso, quando surgiu aquela notícia que poderia ter sido desestabilizadora, não me desestabilizei. Já vivia como se fosse uma sobrevivente muito antes de esse diagnóstico chegar às minhas mãos. Estava satisfeita com o meu histórico até ali, e, se tudo acabasse mais cedo do que o desejado, não seria perda total. Então, durante esses três dias, afora a preocupação com as minhas filhas, nada mudou. Não senti que estava passando por um divisor de águas. Quando o resultado do exame acusou nada de grave, suspirei de alívio e continuei a fazer o que estava fazendo. Não virei outra pessoa. Não nasci de novo.

A frase de Confúcio sugere que o momento de dar-se conta de que a vida é única pode também margear alguma data redonda da maturidade. Aos 40? 50? 60? São idades emblemáticas, em que a perspectiva do fim realmente assusta e tomamos decisões radicais que antes não tínhamos coragem: separar, tirar um ano sabático, fazer uma viagem ritualística, colocar em prática um projeto, casar de novo, enfim, o famoso “correr atrás” com o fôlego que resta. Mas a iluminação pode acontecer aos 18. Aos 20. Aos 26. Agora, por exemplo.

Não, não me venha falar em vida eterna. Deus me livre da vida eterna. Sinto calafrios só de imaginar que é possível que nada acabe, nem eu. Caso eu lhe pareça uma herege, seja misericordioso, me ofereça seu perdão e toque em frente. Nem perca seu tempo me enviando mensagens desaforadas ou tentando fazer com que eu mude de ideia. Sou um caso perdido. Dedique-se há quem ainda tem salvação.

Mas se você, como eu, acredita que um dia tudo terminará, não espere por um diagnóstico, não espere uma data redonda, não espere que algo grandioso aconteça para começar a fazer o que tem vontade. Ter nascido já foi grandioso o suficiente.

*** MARTHA MEDEIROS

ESTAR BEM

MUDANÇA DE CLIMA

Com a queda hormonal, a mulher pode experimentar calores, insônia e aumento de peso. Alimentação saudável e exercícios podem ajudar

Assim como na adolescência, a oscilação de hormônios provoca uma avalanche de mudanças no corpo e na mente das mulheres que estão no climatério, transição da fase reprodutiva para a não reprodutiva. A menopausa, a última menstruação, costuma ocorrer entre os 45 e 55 anos e, ao longo desse período de adaptação do corpo, pode provocar irritabilidade, cansaço, dores no corpo, insônia, falta de libido, fogachos (ondas de calor), entre outros sintomas. Mas nem sempre a mulher busca ajuda para lidar com as dificuldades dessa fase – que podem ser amenizadas com hábitos saudáveis e tratamento médico.

A juíza aposentada Claudia Arruga, de 54 anos, viveu uma tempestade emocional, em 2018, sem desconfiar de que estava no climatério. “Eu estava deprimida, chata, com autoestima baixa. Era como se tivesse um ‘alien’ dentro de mim. Minha mãe e minha tia me chamaram e disseram que eu estava insuportável e que isso era sinal de que a menopausa estava chegando”, conta. Claudia procurou o ginecologista, mas achou que ele não estava preparado para falar do tema

Acompanhada por outra médica, ela resgatou o seu bem-estar. Para isso, passou por um check-up de saúde completo, fez terapia de reposição hormonal, melhorou sua alimentação e adotou a prática de exercícios físicos. “É preciso conviver com um corpo que mudou. Por isso, vou fazer musculação ou exercício aeróbico na academia todos os dias e isso faz diferença”, lembra. E para garantir o humor, procurou um psiquiatra.

No seu canal Cool50s, no Instagram, no qual trata das questões relevantes para as mulheres de mais de 50 anos, Claudia gosta de falar sobre menopausa porque percebe que isso ainda é um tabu. “Minha mãe fala baixinho sobre isso e minhas amigas não aceitam que estão passando por essa fase.”

A ginecologista Helena Hachul diz que as mulheres não são bem informadas em relação ao climatério. “Quando sabemos as modificações pelas quais vamos passar, enfrentamos melhor e sabemos o que fazer. O ginecologista deveria preparar a mulher para as alterações que vêm com a menopausa”, explica a médica e professora de Saúde da Mulher na Faculdade de Medicina Albert Einstein.

A menopausa é um evento fisiológico natural: indica que os ovários deixaram de funcionar. Os sintomas do climatério são consequência da perda hormonal, que pode começar muitos anos antes da última menstruação, analisa Helena. Segundo ela, as ondas de calor são um dos sintomas mais comuns de correntes da queda da produção de estrogênio pelos ovários, relatadas por 70% das mulheres no climatério, em intensidade e frequência variáveis. A insônia é problema para 60% delas, o que aumenta a irritabilidade. Há ainda um impacto na pele, que fica mais seca e perde colágeno nas unhas e nos cabelos, que ficam mais frágeis. Além disso, a secura vaginal e a diminuição de libido atrapalham a vida sexual.

Com o metabolismo lento, há uma tendência de acúmulo de gordura no corpo, o que aumenta o risco de desenvolver uma síndrome metabólica e doenças cardiovasculares. As mudanças hormonais também podem propiciar a osteoporose. Apesar do cenário difícil, a ginecologista Helena esclarece que os sintomas do climatério não duram para sempre e melhoram gradativamente. Enquanto isso, é possível recorrer a um tratamento para enfrentar a fase, embora muitas mulheres não saibam disso, pondera a médica. “‘Elas acham que terão de sofrer e simplesmente aceitar, já faz parte da vida.”

HÁBITOS

Buscar um estilo de vida saudável é fundamental no climatério, com melhorias na alimentação, prática de exercícios físicos, lazer e descanso. Depois de aderir ao programa de exercícios online Menopausa Fit, a administradora Simone Cristina de Brito Oliveira, de 55 anos, percebeu uma diminuição dos fogachos e das dores no corpo. “Tenho mais disposição e melhor sono e humor”, afirma ela, que teve sua menopausa aos 50 anos.

Simone relata que não se reconhecia havia 5 anos: tinha fogachos, nervosismo, depressão, dores pelo corpo todo, ansiedade, aumento de peso e insônia. “Todos me estranhavam, pois sempre fui bem-humorada.” Ela deixou de frequentar a academia, o que piorou a situação – até que sua fisioterapeuta sugeriu que procurasse ajuda. Com apoio da ginecologista, ela iniciou a reposição hormonal e, com a educadora física Bruna Oneda, começou a praticar exercícios online três vezes por semana

Focada em treinar mulheres no climatério, Bruna oferece dois programas: o SOS Menopausa, voltado a quem tem dificuldade em começar a praticar os exercícios, e o Menopausa Fie, para quem já está mais disposta a malhar. “Quem está com dor tende a paralisar o corpo, mas quanto mais parado pior é o sintoma”, garante. Bruna faz um encaminhamento personalizado para cada aluna. Em poucos meses é possível ter melhor disposição e equilíbrio, ver resultados estéticos e nos ossos leva pelo menos 1 ano. Para combater os fogachos, falta de libido e outros sintomas, Miriam Aleixo Finholt, de 58 anos, secretária aposentada, faz musculação, reposição hormonal e uma dieta orientada por  nutricionista. “Hoje estou em minha melhor versão.” Há dois anos, ela teve sua última menstruação e só então percebeu o tanto que havia sofrido com o climatério nos anos anteriores. “Estava com o humor alterado, calorões que me impediam de sair e os médicos diziam que era ansiedade. Mas eram sintomas mascarados pela vida agitada.”

NUTRIÇÃO

Para Miriam, aderir ao Programa de Emagrecimento na Menopausa, de 3 meses, proposto pela nutricionista Thais Dias, surtiu efeito em seu bem-estar e na estética. “Perdi quatro quilos em um mês, pois havia inchado após a menopausa.” Ela aumentou o consumo de proteína, passou a fracionar mais as refeições e a consumir shots matinais anti-inflamatórios. “Tive acesso a um conjunto de informações importantes, que me levaram a ter mais saúde.”

Thais Dias adverte que a mulher que está no climatério precisa ter uma estratégia para emagrecer. Ela afirma que é possível perder peso, mesmo com o metabolismo mais lento, e que isso traz uma melhoria nos sintomas. “Com as escolhas corretas, os resultados aparecem”, assegura.

Uma das recomendações de Thais é evitar alimentos industrializados (ultraprocessados), e o consumo excessivo de farinha de trigo, açúcar, leite, café e bebidas alcoólicas, considerados inflamatórios. Por outro lado, é positivo aumentar o consumo de alimentos proteicos (para aumentar a saciedade), frutas e legumes de cor vermelha e roxa (antioxidantes), além de trocar os carboidratos refinados por aqueles que contém mais fibra, como mandioca, inhame e aveia.

NÃO É PARA TODAS

Para melhorar os sintomas do climatério, Ivaldo da Silva, professor de Ginecologia e Endocrinologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), afirma que a terapia de reposição hormonal traz ótimos resultados, mas não é para todas – qualquer medicamento apresenta efeitos colaterais. “Médico e paciente devem ter uma conversa franca, discutindo riscos e benefícios”, aconselha

A Terapia de Reposição Hormonal ficou na berlinda em 2002, quando foram publicados os resultados de um grande estudo promovido pelo Instituto Nacional da Saúde dos Estados Unidos, o Women’s Health lniciative, WHJ (Iniciativa pela Saúde da Mulher). A pesquisa foi interrompida  precocemente ao constatar-se que o grupo que usava hormônios tinha maior risco de câncer de mama. “Depois disso, outros estudos foram feitos e apontaram que há uma janela de oportunidade para realizar a terapia hormonal, antes dos 60 anos”, informa o ginecologista Marcelo Steiner, professor de Ginecologia Endócrina, Climatério e Planejamento Familiar da Faculdade de Medicina do ABC.

Para Steiner, há um aumento de risco, mas pequeno. “Baseado no WHI, a incidência de câncer de mama na população abaixo de 60 anos que não faz terapia de reposição hormonal é de 30 casos entre 10 mil mulheres, por ano. O número sobe para 37 entre aquelas que fazem a reposição hormonal”, acrescenta.

Segundo ele, o uso de medicamentos fitoterápicos é uma alternativa com menos riscos, mas com menos eficácia. “Não há comprovação científica, mas na observação clínica percebemos que muitas mulheres se beneficiam, por um período mais curto, de até um ano”, avalia.

A terapia de reposição hormonal tem contraindicação absoluta em mulheres que tiveram trombose ou câncer hormônio-dependente, afirma a endocrinologista Mônica de Oliveira, vice-presidente do Departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Ela explica que cada terapia será individualizada e reavaliada com frequência – e deverá vir acompanhada de bons hábitos de saúde. “É difícil mudar a rotina. Mas é preciso aproveitar esse momento para ter um olhar carinhoso consigo mesma e cuidar de si.”

Mia Athayde, de 62 anos, teve sua menopausa aos 54,com apresentação de fogachos, instabilidade no humor e outros sintomas, mas não fez reposição  hormonal. Ela acredita que a sua ginecologista não recomendou, por conta de nódulos que tinha na tireoide, mamas e ovários.

Os sintomas a incomodaram por cerca de quatro anos, mas foram ficando mais leves. Nesse período, ela tomou medicamentos fitoterápicos, deu mais atenção à alimentação, à hidratação e às atividades físicas. Para cuidar da vida sexual, buscou conversar bastante com o parceiro. “Tenho a sorte de ter um companheiro parceiro, uma boa ginecologista na retaguarda e amigas à minha volta, com quem conversava sem tabus.”

Foco nas coisas boas também ajuda a superar as dificuldades, afirma Mia. “Eu sabia que era apenas uma fase e enfrentei os sintomas de forma positiva. Hoje isso não é mais um incômodo na minha vida.”

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

CAFEÍNA ANTES DAS COMPRAS PODE DESENCADEAR GASTOS SUPÉRFLUOS

Pessoas tendem a consumir mais e pior após xícara de café, diz pesquisa

O café é uma das bebidas mais consumidas no Brasil e no resto do mundo. Popular por sua ação estimulante, a cafeína também pode ser encontrada em chás, refrigerantes e energéticos. Porém, pesquisadores dos sul da Flórida descobriram um revés desse hábito: a incitação ao consumo.

“A cafeína, como um poderoso estimulante, libera dopamina no cérebro, o que excita a mente e o corpo. Isso leva a um estado energético mais alto, que por sua vez aumenta a impulsividade e diminui o autocontrole”, explica, no estudo, um dos seus autores, o pesquisador Dipayan Biswas.

Biswas e seus colegas fizeram um experimento para comprovar a teoria. Eles instalaram uma máquina de café expresso nas entradas de três lojas. Duas delas, uma de varejo e outra de artigos para o lar, ficam na França: a terceira, na Espanha, é uma loja de departamento.

Cerca de 300 clientes receberam uma xícara de 100 mg de café de cortesia e os outros ganharam bebidas descafeinadas e água. Ao fim, compartilhavam os recibos das compras que tinham feito com os pesquisadores.

Os autores do estudo descobriram que os compradores que eram estimulados pela cafeína gastavam 50% a mais na hora das compras e escolhiam cerca de 30% mais itens do que aqueles que bebiam água ou bebidas descafeinadas. O estimulante também influenciou os tipos de item que eles compravam. Aqueles que tomaram café, por exemplo, compravam mais itens não essenciais, como velas perfumadas e fragrâncias do que os outros compradores que se mantinham firmes e objetivos nas escolhas.

Os pesquisadores ainda montaram um experimento em laboratório para checar se teriam resultados semelhantes em relação às compras online. Eles dividiram um grupo de 200 alunos de escolas de administração entre indivíduos que consumiram cafeína com cafeína e descafeinado e pediram que escolhessem quais itens comprariam de uma lista pré-selecionada de 66 opções.

O resultado foi semelhante. Aqueles que ingeriram cafeína escolheram mais itens por impulso, como massageadores. Enquanto os que não estavam sob efeito da substância escolheram menos itens e foram mais práticos nas suas compras.

 “Ou seja, consumidores que tentam controlar os gastos devem evitar bebidas com cafeína antes das compras’, recomendou Biswas.

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