GESTÃO E CARREIRA

EMPRESAS USAM AÇÕES PARA RETER TALENTOS

Estratégia que faz do funcionário sócio ganha espaço entre startups; rentabilidade, porém, depende da evolução da companhia

Ter um ganho financeiro elevado, ser sócio de uma empresa e se sentir dono são elementos que stock optimis prometem para o funcionário que optar por esse plano de compra de ações. É uma possibilidade de o colaborador adquirir ações por um preço prefixado, muitas vezes por valores inferiores aos de mercado, ou seja, um programa de incentivo de longo prazo com base em ações, pensado para promover e engajar seus talentos.

Mas é preciso transparência e análise para fechar um acordo de pacote de ativos – e paciência para aguardar os lucros, que dependem da evolução da empresa, em tempos difíceis para as empresas de tecnologia, principalmente os “unicórnios” (startups avaliadas em mais de US$1 bilhão), que têm promovido uma onda de demissões.

Além disso, o advogado tributarista Marcello Leal aponta que a concessão de papéis da empresa não garante um ganho efetivo para o funcionário, uma vez que só a venda dá ação com valor superior trará lucro.

NA CONTRATAÇÃO

Na fintech Noh, criada em novembro de 2021, o funcionário entra na empresa e escolhe a porcentagem de ações – disponibilizadas pela empresa – que deseja. Ou seja, todos, desde o  primeiro dia, têm a opção de aderir ao modelo. “Era o que eu queria que tivessem feito  contigo”, diz Ana Zucato, CEO da empresa – que definiu uma fatia de 15% da companhia para isso.

A startup criou três combinações entre ações e salário para os funcionários. Pode ser um salário mais alto com poucas ações, um meio a meio, ou um salário mais baixo com muitas ações. Com poucos meses de existência, a Noh tem 16 colaboradores e todos adotam algum tipo de pacote de ativos. Outra fintech que segue por esse caminho é a Pomelo, que desenvolve infraestrutura de serviços financeiros. Ela implementou o modelo após cinco meses de existência, em setembro de 2021. Na época com 120 funcionários, só 10% deles não tinham acesso ao plano de compra de ações. Hoje, todos os 280 empregados que trabalham no Brasil, Argentina, México e Colômbia têm ações.

Segundo o diretor de operações da empresa, John Paz, a ideia era reter talentos na empresa. Mas, com o tempo, acabou se tornando uma cultura da companhia. “Não é só uma questão de pensar na composição salarial. “Fabrício Bittar, líder de CX (experiência do cliente), destaca o aumento do engajamento e da proatividade entre os funcionários. “A gente é sócio e o nosso bônus é um só, vinculado ao sucesso da companhia”, ressalta.

Já a Méliuz, hoje com mil funcionários, iniciou o programa em 2012. A fintech de cashback e pagamentos, que tem atualmente mais de 23,6 milhões de usuários, optou por dar a alternativa de stock options aos funcionários como reconhecimento. O pacote de ativos não é proposto na hora da contratação, ele é oferecido após um processo interno.

O funcionário precisa escrever aos fundadores uma carta de 15 a 35 páginas sobre o seu passado, sua atuação na empresa, seu legado na companhia e o que planeja para o futuro. A seleção é anual e hoje são 40 sócios. “Se o funcionário tem grande potencial, não vamos apostar nele, mas na pessoa que já transformou todo o potencial dela em realidade e agora vamos reconhecê-la”, diz Lucas Marques, diretor de Recursos Humanos e também um dos sócios da Méliuz. O tempo de carência, para poder comprar e vender as ações, é de três anos na Méliuz.

AUXILIO PARA COORDENAR

Para gerir muitas pessoas no quadro societário, algumas startups e empresas recorrem a plataformas digitais como o Basement, que busca descomplicar a gestão societária. Frederico Rizzo, CEO da startup, afirma que um ponto fundamental para as companhias que contratam o serviço é mostrar e explicar como vai funcionar o plano de compra de ações para os beneficiários. “A gente foca muito na experiência do colaborador. Não é fácil entender o que está recebendo. Qual é o custo? Quais são as implicações? Então a gente oferece uma visão para que o beneficiário entenda”, destaca.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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