OUTROS OLHARES

A BATALHA DOS NOIVOS

Represadas pela pandemia, as festas de casamento agora causam mais estresse ainda: não há espaços disponíveis, os preços explodiram e tem celebração até na segunda

Nos contos de fadas, o casal apaixonado passa por altos e baixos e chega ao final feliz. Pois durante a pandemia, sempre ela, até o final feliz ficou comprometido. Na impossibilidade de as pessoas saírem de casa e proibidas as aglomerações, pré-requisitos de qualquer boa festa, casamentos foram cancelados em série, criando uma demanda reprimida de quase dois anos que agora, com a população vacinada, instalou o caos e disseminou o vale-tudo no mercado matrimonial. O calendário das casas de festa estão lotados, fotógrafos, DJs e estilistas se declaram sem espaço na agenda e o sábado, dia da semana mais almejado pelos pombinhos, virou sonho inalcançável. “Estamos indo para sextas e domingos, mas nada é capaz de impedir as pessoas de comemorar. Diversão é a palavra de ordem. Todo mundo quer festejar”, afirma o cobiçado cerimonialista carioca Roberto Cohen, que só tem sábados livres no segundo semestre de 2023.

A questão do dia é dramática – a ponto de a subida ao altar estar sendo planejada até para a antes esnobadíssima segunda-feira. O casal Natália, 32 anos, e Renan Nogueira, 30, que mora em Vitória mas vai se casar em Fortaleza (no religioso – o civil, simplesinho e seguido de um jantar para poucas pessoas, aconteceu no ano passado), escolheu esse dia da semana em novembro para subir ao altar por ser véspera de feriado – e, milagre, estar livre. “O casamento ia ser em um sábado de setembro de 2020, mas tivemos de adiar duas vezes. Quando enfim as festas voltaram a ser autorizadas, não tinha mais fim de semana disponível para encaixar todos os fornecedores com quem eu havia fechado anos atrás”, conta Natália. Esse, aliás, é outro problemão a empurrar as pobres noivas para o tradicional ataque de nervos: como muitos contratos foram fechados com datas específicas, reorganizar os profissionais para o novo dia virou um quebra-cabeça. O fotógrafo Roberto Tamer, que tem trabalhos agendados até 2024, fazia em média 42 casamentos por ano. Em 2022, está batendo em 187 festas. Só em maio, o mês das noivas, chegou a clicar quatro cerimônias por semana. “Tive de remanejar todos os casamentos que estavam fechados antes da pandemia, o que tornou muitas datas livres. Alguns foram para os dias de semana, único jeito de as pessoas se encaixarem na agenda do profissional que queriam,” explica Tamer. Nos cartórios, a espera para assinar os papéis pode chegar a meses. De acordo com a Associação Nacional de Registradores de Pessoas Naturais (Arpen Brasil), que trata do assunto, só nos primeiros quatro meses de 2022 houve um aumento de 21% na entrada de documentação para matrimônios, em comparação com o mesmo período de 2020. A demora é tanta que a lista de convidados acaba tendo ausências e adesões excepcionais. A nutricionista Mariana Veloso, 34 anos, foi pedida em casamento pelo empresário Munir Khayat, 39, do Rio de Janeiro, em junho de 2019, e eles planejaram subir ao altar um ano depois. Veio o novo coronavírus e tiveram de adiar a data três vezes. Mariana sonhava em ter os avós ao seu lado no grande dia, mas eles se foram no intervalo. Em compensação, o casal teve uma filhinha, que, aos 7 meses, será uma das estrelas da cerimônia agendada para setembro, no Copacabana Palace. “Confesso que sinto um pouquinho de medo. Depois de tantas tentativas, não tem como saber o que ainda pode acontecer,” desabafa a noiva.

Dois hábitos cultivados durante o mutirão anticontágio viraram tendência no universo casamenteiro: as reuniões em espaços abertos e, consequência natural, ainda com o dia claro. Isso, óbvio, se as reservas – e o orçamento – permitirem. Cumprindo à risca a lei da oferta e procura, os locais mais procurados, como a Hípica Santo Amaro e o hotel Palácio Tangará, em São Paulo, aumentaram até 50% o valor do aluguel de suas dependências nos  últimos seis meses. “Aconselho os casais a ver tudo com bastante antecedência. A organização da festa hoje em dia está levando pelo menos um ano e meio, seis meses a mais do que antes da pandemia”, diz a assessora de casamentos Georgia Nog, da Toda de Branco. Os cariocas Bárbara Piva, 22 anos, e Lucas Morgado, 24, resolveram se casar em um espaço aberto no feriado de 12 de outubro – de 2023, claro. “Visitamos um lugar que adorei, mas não tinha a data que eu queria. Continuamos vendo outras opções,  mas está difícil. Já ando pensando em abrir mão do feriado”, suspira Bárbara. No pós-pandemia, chegar ao final feliz dos contos de fadas virou, isso sim, uma epopeia.

GESTÃO E CARREIRA

MENTORIA E COACHING ACELERAM O AMADURECIMENTO PROFISSIONAL

Especialistas dizem que esses processos ajudam em questões que vão da busca por cargos de liderança a mudanças de área

Fazer uma transição de carreira, chegar à liderança ou resolver um dilema pontual são desafios em que uma ajuda é sempre bem-vinda. Nesse sentido os processos de mentoria e coaching servem como um guia contribuindo para o amadurecimento do profissional. Com metodologias diferentes, no entanto, essas ferramentas se aplicam a momentos distintos o que requer um bom entendimento de si e das propostas.

Thais Pegoraro, sócia e líder da área de consultoria de liderança da Exec – empresa especializada no recrutamento de executivos -, distingue que, na mentoria, o mentor é alguém experienciado, com mais consistência na matéria de interesse do mentorado e vai guiá-lo nos melhores caminhos”. Geralmente, quem orienta trilha um caminho que o outro quer seguir, teve desafios semelhantes e compartilha a experiência como forma de oferecer algumas respostas que podem ser adaptadas. “No coaching, há imparcialidade;        na mentoria tem a parcialidade do mentor.”

A coordenadora de gestão de talentos Carolina Vaz, de 30 anos, passou pelos dois processos. Ela buscou um coach no final da graduação em Psicologia, quando fazia estágio, mas não tinha certeza da efetivação. O objetivo era se preparar para outros processos seletivos e trainees.

Mais recentemente, quando foi promovida ao cargo atual voltou às sessões para receber apoio estratégico nessa transição. Com a orientação do coach, ela se inscreveu para o programa de mentoria Executiva do Amanhã, da Exec, a fim de crescer dentro da empresa ”Busquei a mentoria com o objetivo de ter uma pessoa que passou por isso, para dividir aprendizados e trazer insights que poderiam me ajudar”, conta Carolina, que teve Luiza Helena Trajano como “guia”.

DIFERENÇAS

Carolina avalia que os dois formatos aceleram a maturidade profissional, mas com recursos distintos. “A mentoria dá caminhos, o coaching me dá as melhores ferramentas para usar em pontos específicos, em desafios profissionais e pessoais também”, compara. Ela também viu na mentoria uma oportunidade de agilizar a caminhada rumo à liderança. “Acabei me formando com Z7 anos, que eu considerei tarde. Queria muito essa aceleração para correr atrás do tempo que acho que me atrasei.”

Ela destaca ainda que, independentemente do processo escolhido, é relevante ter um objetivo desenhado e comprometimento. “A sua disposição para as duas frentes é muito importante, porque dá trabalho, tem dever de casa. Não adianta se inscrever se você não vai se dedicar, senão o resultado não vem”, diz Carolina.

A consultora organizacional e coach executiva Caroline Marcon diz que é preciso saber qual processo buscar em cada momento. Ela indica que todo profissional tenha um ou mais mentores ao longo da carreira, como um exercício de crescimento. Já o coach, ela diz, é para casos mais práticos e profundos. ”Ele te leva do ponto A para o B de maneira mais impactante e não se faz isso o tempo todo, ninguém vive em coach.”

IMPOSTORA?

Ao fundar a consultoria Se Candidate, Mulher! , a empreendedora Jhenyffer Coutinho se propôs a trabalhar com a falta de autoconfiança das mulheres para se candidatar a vagas de emprego.

“É a síndrome da impostora. Ela consegue, mas não vê a luz no fim do túnel sozinha e às vezes, precisa de um empurrão”, diz. E esse “empurrãozinho” o que ela oferece na se candidate, mulher! por meio de uma jornada de aprendizado pessoal e de empregabilidade com atividades focadas no autoconhecimento e em questões mais práticas, como montagem do currículo e atuação em entrevistas.

Os públicos-alvo da plataforma são mulheres desempregadas e as que estão insatisfeitas com o trabalho atual. “Esse fato de não se candidatar não é só para vagas, mas para promoção também”, observa Jhenyffer.

Para ela, ter serviços como coach e mentoria exclusivos para mulheres é também oferecer  uma rede de apoio. “Nem sempre a mulher tem apoio em casa para empreender ou ser mais ousada na carreira. Às vezes, é na mentoria ou no grupo de coaching que ela tem acesso a outras pessoas que têm o mesmo problema”, diz.

DEMOCRATIZAÇÃO

No mercado de mentorias e coaching, há plataformas que buscam democratizar o acesso a esses profissionais e o fazem com flexibilidade e de forma contínua. É o caso da Todas Group, startup que oferece aulas gravadas e encontros coletivos ao vivo com executivas C-level de destaque no cenário brasileiro, como Camila Farani, sócia-fundadora da boutique de investimentos G2 Capital, e Fiamma Zarife, diretora geral do Twitter no Brasil.

“Eu sempre atuei em cargos operacionais. No fim de 2020, recebi um convite para atuar num cargo mais consultivo de vendas. Nesse momento, entendi que tinha de mudar meu pensamento, comportamento profissional e soube que era um passo para um cargo de liderança. Precisava desenvolver habilidades mais de soft skiils (habilidades comportamentais),”conta Bárbara Ramos, de 27 anos, que subiu novamente de cargo e agora é coordenadora de trade marketing na indústria de bens de consumo.

Foi durante essa transição que ela descobriu a comunidade do Todas Group e passou a fazer parte dela. “É um ambiente confortável em que todas estão a fim de ajudar. Posso confiar nessa rede de apoio para tirar dúvidas com alguém que já passou por isso na prática.” Bárbara cita que participou de mentorias com prazos definidos e que o diferencial do Todas é ter esse suporte continuo e a qualquer momento.

Tatiana Sadala, cofundadora da plataforma, diz que a proposta é “conectar todas as mulheres que querem crescer, possibilitando acesso ao melhor do desenvolvimento de educação, mentoria e suporte em escala”. Para isso, o conteúdo segue 16 habilidades fundamentais indicadas em pesquisa com CEOs mulheres, como autoconhecimento e inteligência emocional. Tem um modelo de negócio para pessoas físicas e outro para empresas.

“Elas têm acesso a três pilares: metodologia proprietária de aprendizagem e conhecimento; tecnologia, que possibilita suporte e networking e escala, que conecta mulheres por afinidade e a uma rede de especialistas que respondem a qualquer dúvida em até 48 horas; e o pilar de gamificação do conhecimento”, explica. Nesse último caso, conforme as alunas vão progredindo na jornada, ganham recompensas e premiações, como encontros mais exclusivos.

Há mentoras e coaches  no rol de instrutoras e a empresária afirma que o serviço pode ser buscado em qualquer fase. “As 16 habilidades são essenciais e atemporais, fazem diferença para qualquer momento da carreira”, diz Tatiana. “Como  estamos falando de desenvolvimento de liderança, muita gente acredita que não se encaixa, mas tudo começa pela nossa capacidade de liderar a nós mesmos.”

EU ACHO …

O NOSSO PLURAL E O DE VOCÊS

Um dia eu e você fomos nós.

Nós viajávamos juntos em busca de trilhas distantes, nós descobríamos os detalhes de uma nova cidade percorrendo-a de bicicleta, nós tomávamos litros de vinho tinto durante o inverno gélido e também quando não fazia tanto frio assim, nós éramos os anfitriões dos amigos que vinham nos visitar e éramos, depois, a visita aguardada na casa deles, em retribuição. Nós éramos torcedores do mesmo clube de futebol e, em alguns casos, não torcíamos para ninguém, apenas para nós  mesmos. Nós – o nome do nosso time. Nós – uma espécie de identidade secreta. Nós – o elenco da peça em que atuávamos: uma história de amor para dois personagens principais.

Como quase sempre acontece, às vezes cedo demais, às vezes com atraso, o “nós” se desmembra e volta a ser apenas eu e apenas você, dois times distintos, duas identidades avulsas, dois personagens que já não contracenam. Um final triste, mas digerível – a vida é assim, fazer o quê.

E então um dia você telefona para seu antigo amor e escuta do outro lado da linha algo inacreditável como “nós estamos de saída, poderia telefonar amanhã'”·

Você está falando com seu ex. Uma unidade. Que “nós” é esse que

não se refere mais a você e ele juntos?

Seu antigo par formou um novo plural. Ele voltou a ser nós. Você ainda é só você, um singular.

Onde foi parar a misericórdia? A sensibilidade recomenda não anunciar a nova condição conjugal antes de todos os corações estarem cicatrizados. O uso do pronome pessoal pode ser uma forma sutil de dizer que a fila andou, mas não ameniza o golpe. Um amigo me contou esse baque pelo qual passou e estou tentando fazer uma narrativa refinada do seu desalento, transformá-lo em poesia, literatura, canção, sei lá, encontrar alguma análise confortante para esse “nós” que ele pescou no ar, durante  uma conversa trivial, um “nós” que já havia sido dele e que agora não lhe pertencia mais.

Só que não há como confortar. É natural que sejamos exclusivistas e nostálgicos em relação ao “nós” que era nosso, aquele “nós” que de­ pois entrou num vácuo, se desfez, silenciou. O fim simultâneo do que era seu e de outra pessoa foi o último ato de intimidade entre vocês. Até o surgimento desse outro “nós” que agora pertence só a eles dois – e que te dói.

*** MARTHA MEDEIROS

ESTAR BEM

MEIA HORA DE ATIVIDADE FÍSICA POR DIA É SUFICIENTE PARA UMA VIDA LONGA?

A ciência nos diz que são necessários menos exercícios do que se pensa para viver mais, e com qualidade

Para qualquer pessoa interessada na relação entre exercício e vida longa, uma das questões mais urgentes é de quanto realmente precisamos para nos manter saudáveis. Trinta minutos por dia são suficientes? Podemos sobreviver com menos? Temos de fazer tudo em uma sessão, ou podemos distribuir os exercícios ao longo do dia? E quando falamos de exercício, tem de ser difícil contar?

Durante anos, os cientistas do exercício tentaram quantificar a “dose” ideal para a maioria das pessoas. Eles finalmente chegaram a um amplo consenso, em 2008, com as Diretrizes de Atividade Física para Americanos, que foram atualizadas em 2018 após uma extensa revisão da ciência disponível sobre movimento, sedentarismo e saúde. Em ambas as versões, as diretrizes aconselhavam qualquer pessoa fisicamente capaz a acumular 150 minutos de exercício moderado por semana, e metade disso se ele for intenso.

Mas qual é a melhor maneira de espaçar esses minutos semanais? E o que significa “moderado”? Aqui, está o que alguns dos principais pesquisadores da ciência do exercício têm a dizer sobre contagem de passos, escadarias, atletas de fim de semana, maior longevidade e por que o passo mais saudável que podemos dar é aquele que nos tira do sofá.

MIRE NO ALVO IDEAL DE 150 MINUTOS

“Para longevidade, 150 minutos por semana de atividade física de intensidade moderada a vigorosa é claramente suficiente”, avalia a dra. I-Min Lee, professora de epidemiologia na Faculdade de Saúde Pública Harvard T.H. Chan. Ela estudou extensivamente movimento e saúde e ajudou a redigir as atuais diretrizes nacionais de atividade física.

Para fins práticos, os cientistas do exercício geralmente recomendam dividir esses 150 minutos em sessões de 30 minutos de caminhada rápida ou atividade semelhante cinco vezes por semana. “Está bastante claro, a partir de numerosos estudos epidemiológicos de grande escala bem conduzidos, que 30 minutos de atividade de moderada intensidade na maioria dos dias reduz o risco de morte prematura e muitas doenças – como derrame, ataque cardíaco, diabete tipo2, e muitos tipos de câncer”, afirmou Ulf Ekelund, professor especializado em epidemiologia da atividade física na Faculdade Norueguesa de Ciências do Esporte em Oslo, que liderou muitos desses estudos.

Exercício moderado, ele acrescenta, significa ”atividades que aumentam sua respiração e frequência cardíaca, então o esforço representa um 5 ou 6 em uma escala de 1 a 10.

Em outras palavras, aumente um pouco o ritmo se sua disposição for para passear, mas não se sinta compelido a correr.

CONSIDERE ‘LANCHINHOS DE EXERCÍCIO’

Você também pode dividir seu exercício em segmentos ainda menores. “Não importa se o exercício é feito em uma sessão longa e continua de 30 minutos ou se é disperso ao longo do dia em sessões mais curtas”, explicou Emanuel Stamatakis, cientista do exercício da Universidade de Sydney, na Austrália, que estuda atividade física e saúde.

Estudos recentes mostram de forma impressionante que podemos acumular nossos 150 minutos semanais de exercícios moderados da maneira que funcionar melhor para nós, ele lembrou. “Muitas pessoas podem achar mais fácil e sustentável fazer algumas dezenas de caminhadas de um minuto ou dois minutos entre as tarefas de trabalho” ou outros compromissos. “Não há nada especial em uma sessão contínua de 30 minutos de exercício” para a maioria dos benefícios à saúde.

Pense nesses pequenos treinos como ‘lanchinhos de exercício’, ele observou. “Atividades  como caminhadas muito rápidas, subir escadas e carregar sacolas de compras oferecem  excelentes oportunidades para lanchinhos de movimento.”  Para concentrar os benefícios  para a saúde desses nuggets de treino, ele acrescentou, mantenha a intensidade relativamente alta, para que você se sinta um pouco sem fôlego.

CONTE SEUS PASSOS

As recomendações permanecem as mesmas se você medir seu exercício em passos em vez de minutos. Para a maioria das pessoas, “150 minutos de exercício por semana se traduziriam em cerca de 7 mil a 8 mil passos por dia”, enfatizou Lee. Em um novo estudo em larga escala de Lee e Ekelund sobre a relação entre passos e longevidade, publicado  em março na revista científica The Lancet, a contagem ideal de passos para pessoas com menos de 60 anos era de cerca de 8 mil a 10 mil por dia, e para aqueles com 60 anos ou mais, seriam de cerca de 6 mil a 8 mil por dia.

CONSIDERE MAIS

Obviamente, essas recomendações sobre passos e minutos se concentram na saúde e na expectativa de vida, não no desempenho físico. “Se vocêquer correr uma maratona ou uma corrida de 10 Km ou mais rapidamente possível, precisa de muito mais exercício”, admitiu Ekelund.

Os 150 minutos recomendados por semana também podem ser muito pouco para evitar o ganho de peso com a idade. Em estudo de 2010 com quase 35 mil mulheres, liderado por Lee, só aquelas que caminhavam ou se exercitavam moderadamente por cerca de uma hora por dia durante a meia-idade mantiveram seu peso à medida que envelheciam.

Então, se você tiver tempo e disposição, movimente-se mais de 30 minutos por dia, ressaltaram Lee e outros cientistas. Em geral, de acordo com sua pesquisa e outros estudos, quanto mais ativos somos, bem além de 30minutos por dia, mais nossos riscos de doenças crônicas diminuem e mais longas nossas vidas podem ser.

Mas qualquer atividade é melhor do que nenhuma. “Cada minuto conta”, completou Ekelund. “Subir as  escadas traz benefícios  para a saúde, mesmo que dure apenas um ou dois minutos, se você repetir regularmente.”

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

ALIMENTOS PROCESSADOS VICIAM COMO O CIGARRO?

Produtos manipulados para gerar absorção rápida podem ativar compulsão, mas ação é controversa

Há cinco anos, um grupo de cientistas que pesquisa nutrição estudou o que os americanos comem e chegou a uma conclusão surpreendente; mais da metade das calorias que o americano médio consome vem de alimentos ultra processados, que eles definiram como “formulações industriais”, com grandes quantidades de açúcar, sal, óleos, gorduras e outros aditivos.

Esses alimentos continuam a dominar a dieta americana, apesar de estarem ligados a obesidade, doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e outros problemas de saúde. Eles são baratos e convenientes, e projetados para serem saborosos. São comercializados em altas quantidades pela indústria alimentícia. Mas um número crescente de cientistas diz que outra razão pela qual o alto consumo é que, para muitas pessoas, os produtos não são apenas tentadores, mas de fato viciantes.

Recentemente, o American Journal of Clinical Nutrition explorou a ciência por trás do vício em alimentos e se os denominados ultra processados podem estar contribuindo para excessos e obesidade. Houve um debate entre dois dos maiores especialistas no assunto, Ashley Gearhardt, professora associada do departamento de psicologia da Universidade de Michigan, e o médico Johannes Hebebrand, chefedo departamento de psiquiatria infantil e adolescente, psicossomática e psicoterapia da Universidade de Duisburg­ Essen, na Alemanha.

A psicóloga de ciência clínica ajudou a desenvolver a pesquisa chamada de “Vale Food Addiction Scale”(Escala de Dependência Alimentar), usada para determinar se uma pessoa mostra sinais de comportamento viciante em relação à comida. Em um estudo envolvendo mais de 500 pessoas, ela e seus colegas descobriram que certos alimentos eram especialmente propensos a provocar comportamentos alimentares compulsivos, como desejos intensos, perda de controle e incapacidade de reduzir o consumo apesar das consequências prejudiciais.

No topo da lista estavam pizza, chocolate, batata frita, biscoitos, sorvete e cheeseburguer. Gearhardt descobriu em sua pesquisa que essas comidas altamente processadas têm muito em comum com substâncias que causam dependência.

MENTE ACESA

Assim como os cigarros ecocaína, seus ingredientes são derivados de plantas e alimentos naturais que são despojados de componentes que retardam sua absorção, como fibras, água e proteínas. Em seguida, seus elementos mais prazerosos são refinados e processados para gerarem absorção rápida pela corrente sanguínea, aumentando sua capacidade de “iluminar” regiões cerebrais que regulam recompensa, emoção e motivação.

A psicóloga diz que sal, espessantes, sabores artificiais e outros aditivos em alimentos ultra processados fortalecem sua atração, melhorando propriedades como textura e sensação na boca, semelhante à forma como os cigarros contêm uma série de itens projetados para aumentar seu potencial viciante.

Um denominador comum entre os alimentos ultra processado, mais irresistíveis é que eles  contêm grandes quantidades de gordura e carboidratos refinados, uma combinação   potente raramente vista em alimentos naturais que os humanos comem, como frutas, legumes, carne, nozes, mel, feijão e sementes, explicou Gearhardt.

“As pessoa não experimentam uma resposta comportamental viciante a alimentos naturais que são bons para nossa saúde, como morangos”, explicou.

Em um estudo, ela descobriu que quando pessoas cortam alimentos altamente processados experimentam sintomas comparáveis à abstinência observada em usuários de drogas, como irritabilidade, fadiga, sentimentos de tristeza e forte desejo. Outros pesquisadores descobriram em estudos de imagens cerebrais que as pessoas que consomem frequentemente comidas não saudáveis como fast food, podem desenvolver uma tolerância a eles ao longo do tempo, levando-os a exigir quantidades maiores para obter o mesmo prazer.

No entanto, Hebebrand contesta a ideia de que comida vicia. Enquanto batatas fritas e pizza podem parecer irresistíveis para alguns, ele argumenta que eles não causam um estado mental alterado, nunca registrada de substâncias viciantes. O médico diz que fumar um cigarro, beber vinho ou injetar heroína no corpo, por exemplo, provoca uma sensação imediata no cérebro, algo que alimentos não causam.

Na dependência química, as pessoas criam uma relação com uma substância química  especifica que atua no cérebro, como a nicotina do cigarro ou o etanol da bebida. Mas em alimentos altamente processados não há um composto que possa ser apontado como viciante, explica o psiquiatra. Evidências sugerem que pessoas obesas que comem demais tendem a ingerir uma grande variedade de alimentos com diferentes sabores, texturas e composições.

SOB CONTROLE

Para as pessoas que lutam para limitar a ingestão de ultra processados, Gearhardt recomenda manter um controle do que se come para identificar os alimentos que causam mais desejos intensos e compulsão. Mantenha esses alimentos fora de casa, enquanto abastece a geladeira e despensa com alternativas mais saudáveis.

Mantenha o controle dos gatilhos que levam a desejos e excessos. Eles podem estar ligados a emoções como estresse, tédio e solidão. Faça um plano para gerenciar esses chamados, escolhendo um caminho diferente para casa, por exemplo, ou usando atividades não alimentares para aliviar o estresse e o tédio. E evite pular refeições, porque fome demais pode gerar desejos que levam a decisões impensadas.

“Alimentar regularmente seu corpo com itens nutritivos e minimamente processados de que você gosta é importante para ajudá-lo a navegar em um ambiente alimentar desafiador”, aconselhou a psicóloga.

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