OUTROS OLHARES

PERFIL DOS SONHOS

Cresce busca por intervenções no nariz sem cortes

Entre os muitos impactos da pandemia há um inusitado: o aumento da procura por procedimentos no nariz. Na era de selfies e das infinitas reuniões pelo Zoom, as pessoas passaram a se “ver” mais e se incomodar com as imperfeições. A novidade é que o crescimento de demanda trouxe a reboque técnicas que possibilitam essas melhorias estéticas sem a necessidade do bisturi.

“Há um aumento crescente na procura por procedimentos não cirúrgicos para modificar a aparência a região do nariz. Os principais são a aplicação de ácido hialurônico e a colocação de fios de PDO”, diz o dermatologista Fabiano Leal, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia do Rio de Janeiro (SBDRJ).

A aplicação de ácido hialurônico na região é chamada de rinomodelação. As regiões mais frequentes para injeção são o dorso do nariz, a ponta e as laterais. A técnica é indicada para quem tem assimetrias e imperfeições leves no perfil, como aquele ossinho “saltado” que incomoda ou a ponta caída. A intervenção dá um aspecto mais empinado e sem ondulações.

A utilização de preenchedores para alterar o formato do nariz se popularizou com o surgimento do ácido hialurônico. Em seus primórdios, as injeções modeladoras eram realizadas com o polimetilmetacrilato (PMMA), substância definitiva que pode causar muitos problemas, enquanto o ácido é pouco alergênico e reabsorvível pelo organismo.

Segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps), o preenchimento com ácido hialurônico está em segundo lugar no ranking de procedimentos não cirúrgicos no Brasil, atrás apenas do botox.

LIFTING COM FIOS

Outra opção minimamente invasiva é o lifting de nariz, que confere uma forma empinada por meio da colocação de fios de PDO (polidioxanona). Antigamente, eram utilizados fios permanentes, mas, segundo Leal, isso não acontece mais. O PDO é uma fibra sintética biocompatível e absorvível pelo organismo. Tanto a rinomodelação quanto lifting são realizados em consultório, em cerca de uma hora. É possível retomar as atividades em seguida. A duração do efeito varia de 12 a 18 meses. Após esse período, é preciso voltar ao consultório para retocar.

Apesar de reversíveis e temporários, esses procedimentos não são isentos de riscos. O maior perigo após a injeção de ácido hialurônico é a obstrução da circulação, que pode levar à necrose. No lifting, há a possibilidade de rejeição ao fio.

Por isso, o ideal, é que sejam feitos por um profissional bem capacitado, de preferência um médico cirurgião plástico ou dermatologista, que conheça a anatomia da região e também saiba lidar com possíveis complicações.

“As complicações estão aumentando muito em número e isso é preocupante. Vemos desde pacientes com danos cicatriciais até pessoas que perderam o nariz e tiveram que colocar prótese. Problemas podem acontecer com todo paciente e profissional, mas o médico, em especial dermatologista ou cirurgião plástico, é a pessoa mais habilitada a realizar o procedimento com menor risco e reverter possíveis complicações”, ressalta Leal.

Em muitos casos, os procedimentos minimamente invasivos funcionam como uma “ponte” para a cirurgia definitiva, a chamada rinoplastia. Isso ocorre tanto devido ao seu efeito temporário quanto por ser limitado. Por exemplo, quem deseja reduzir o tamanho do nariz, seja da base ou do próprio ossinho, ainda precisa recorrer à faca. Há também quem prefira um resultado definitivo, sem a necessidade de retoques periódicos.

“É muito comum atendermos pacientes que buscam a cirurgia porque fizeram a rinomodelação, mas não tiveram o resultado esperado ou porque querem uma solução definitiva”, diz o cirurgião plástico Paolo Rubez, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica (ASPS).

Enquanto no Reino Unido, o número de rinoplastias despencou de 4.878 em 2013 para 1.330 em 2021, entre os brasileiros a procura só aumenta. Dados da última pesquisa da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica (Isaps) mostram que o Brasil é o segundo país que mais faz procedimentos estéticos, atrás apenas dos Estados Unidos. Segundo a Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face (ABCPF), a cirurgia de nariz foi o procedimento cirúrgico facial mais executado em 2020.

Entre as mulheres, o pedido mais comum é por um nariz mais fino e delicado. Já os homens querem um desenho simétrico, mas sutil e natural, que não fique arrebitado nem deixe evidências da cirurgia. Todos hoje buscam fugir de um visual estigmatizado, que deixa nítida a realização da intervenção.

“A gente sempre fala que um bom resultado na cirurgia plástica no nariz não é um nariz perfeito, de anjo. É um nariz que seja natural, ou seja, que esteja em simetria junto com a face do paciente. Isso faz com que essa cirurgia seja uma das mais difíceis e trabalhosas”, diz o cirurgião plástico José Octávio Gonçalves de Freitas, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Regional de São Paulo.

Os riscos da rinoplastia incluem os mesmos de outras cirurgias, como necrose, infecção e comprometimento da respiração. Além da estética, os profissionais buscam melhora na parte funcional do nariz. Isso pode envolver a correção de desvio de septo, retirada de carne esponjosa, entre outras intervenções.

GESTÃO E CARREIRA

AFASTAMENTOS POR TRANSTORNOS MENTAIS CRESCEM 30% DESDE 2020

Segundo pesquisa, empresas devem gastar até o fim do ano R$ 5 bilhões com licenças médicas por saúde mental

Uma pesquisa realizada pela startup Closecare, focada em gestão de atestados médicos e saúde corporativa, mapeou a realidade da saúde mental nos ambientes de trabalho e identificou um crescimento de 30% em afastamentos motivados por transtornos desse tipo desde 2020, sobretudo em empresas de atividades administrativas. O levantamento analisou cerca de 480 mil atestados médicos cadastrados na plataforma entre janeiro de 2020 e abril deste ano, reunidos de 16 companhias que usam o serviço, de setores e portes variados. Na análise, foram avaliados quadros específicos – episódios depressivos, ansiedade e estresse -, a partir de pedidos de afastamento baseados na categoria P da CID-10 (Classificação Internacional de Doenças), referentes a transtornos mentais e comportamentais.

No primeiro ano da pandemia de covid-19, esse tipo de solicitação representava 3% do total, passando para 3,5% no ano seguinte e 3,9% já nos primeiros meses deste ano. A pesquisa observa que, “apesar da baixa incidência, os atestados deste grupo oferecem alto risco para as empresas e evidenciam a gravidade do problema para os funcionários”. De fato, as doenças psicoemocionais são a terceira maior causa de afastamento do trabalho no Brasil – que atingiu recorde de concessão de auxílio-doença em 2020 – e será a principal até 2030.

Embora a quantidade de justificativas seja menor do quede outras condições, o tempo médio de afastamento por saúde mental costuma ser de seis dias – período 28% superior à indicação padrão para outras doenças. No caso dos atestados de ansiedade, o distanciamento do trabalho passou de 3,3 dias, em 2020, para 4,7 dias, em 2022, um aumento de 42%.

“No geral, empresas com atividades intensivas, como serviços, varejo e call center, têm  número de atestado superior ao de uma empresa administrativa ou de tecnologia. Mas o  de saúde mental aparece mais em empresas de atividades menos intensas, como escritório de advocacia, tecnologia, multinacionais e empresas com salário médio mais alto”, diz André Camargo, CEO da Closecare.

IMPACTO NO ORÇAMENTO

Segundo cálculos da Closecare, cada afastamento custa, em média, R$1.293 para as empresas ­ e o gasto com pedidos motivados por questões de saúde mental deve chegar a R$ 5 bilhões até o fim do ano. “Se o atestado estiver dentro de determinadas regras, a empresa tem de abonar essa falta”, diz Camargo.

Ele conta que o cálculo considerou a renda mensal média do brasileiro de R$2.449, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua de outubro de 2021, e o acréscimo de encargos. Foi possível estimar a taxa média de absenteísmo e o custo ao longo do ano. Uma limitação da pesquisa é que 30% dos atestados não apresentam o código de classificação da doença por omissão do colaborador, reflexo da crença de que ele seria prejudicado pela condição de saúde.

Os dados revelam relatório do governo sobre a concessão de benefícios trabalhistas por transtornos mentais entre 2012 e 2016. No período, os trabalhadores ficaram, em média, 196 dias afastados, gerando um impacto de quase R$ 8 bilhões com auxílios-doença e aposentadorias, além de um custo médio de quase R$12mil por benefício.

ESTIGMA

“A saúde mental ainda é muito estigmatizada. É o momento de as empresas darem um passo atrás e ver qual é a maturidade para lidar com o assunto”, diz Ubaldo Fonseca Júnior, diretor médico de Saúde, Qualidade de Vida e Analytics da Aon Brasil e membro do comitê técnico da Aliança para a Saúde Populacional (ASAP). Ele diz que os afastamentos vão além da questão orçamentária e impactam as equipes. “Se não tem diretrizes para implantar, os que ficaram vão naturalmente assumir outras atividades e deixar de lado a vida pessoal.”

Quando isso ocorre, as estratégias para não sobrecarregar os profissionais são diversas. “Tem de entender onde tem maior ou menor intensidade de afastamento e readequar a força de trabalho”, sugere Eduardo Marques, conselheiro da ASAP e diretor-executivo de pessoas, suporte e operações do Grupo Fleury, que salienta a importância de repor as vagas, mesmo que com profissionais temporários, para não causar outro problema para quem está tentando compensar o trabalho. “A mudança de perfil da alta liderança é muito importante para conseguir, nos próximos anos, mitigar os impactos à saúde física e emocional.”

DADOS GUIAM DECISÕES

Se o lado subjetivo da saúde mental não convence, os números indicam a realidade e o caminho a ser trilhado. “Tem muito ‘produto de prateleira’, empresas vendendo soluções, mas não adianta comprar solução se não se sabe qual é o problema. A primeira parte é investir em bom diagnóstico, demografia, saber as condições de saúde da sua população para investir de modo mais inteligente”, diz Marques, destacando ferramentas que mensuram ausências e nível de saúde mental, por exemplo, para guiar decisões corporativas em prol do bem-estar.

“A companhia pode entender que a ansiedade é falta de exercício físico, má saúde financeira.” O médico da Aon Brasil completa que é preciso criar uma cultura empresarial em que se consegue estratificar os riscos das pessoas, entender as principais demandas e ter espaço aberto para escuta. “O mais importante é como a organização se posiciona no pilar de saúde mental, com dados, soluções, suporte”, diz. Ele aponta que o cuidado virtual, com uso da telepsicologia, também ajuda. No campo preventivo, ele tem visto companhias abrindo espaço de discussão e coaching executivo, além de plataforma de educação para sensibilizar sobre o tema.

Na Closecare, André Camargo observa que o fluxo de atestados é utilizado pelas empresas para convidar os colaboradores a participar de programas ou ações de saúde mental com psicólogos e psiquiatras, por exemplo. Há também grupo de acompanhamento como estratégia de ação dos RHs. “São dois fatores que incentivam a empresa a amadurecer: o gasto cada vez maior com plano de saúde e o aumento dos números de afastamento, que a empresa tem de ter time maior para suprir essa falta”, aponta.

EU ACHO …

SE VOCÊ ESTIVESSE SOZINHO

Faz muito tempo. Um grupo de teatro local apresentava uma peça. Era um texto para paladares exigentes, só que a única coisa que a plateia queria era gargalhar e voltar cedo para casa, ou seja, não estava sendo atendida. A peça era dramática e com um texto infinito – e meio chato. Alguém na terceira fila tossiu porque precisou tossir. Alguém na quinta fila tossiu também, porque o primeiro tossiu: é contagioso. Alguém na última fila tossiu de sacanagem. E aconteceu. A plateia inteira começou a tossir. Era um novo tipo de vaia. Cerca de 40, 50, 60 pessoas tossindo de propósito e ao mesmo tempo. Ninguém mais conseguia escutar o que estava sendo dito no palco. Os atores foram linchados sem derramamento de sangue.

Estar em grupo é um conforto, mas também é um perigo. Podemos cantar juntos durante um show, rezar juntos durante uma missa, mas também podemos odiar juntos, ser vulgares juntos, fazer besteira juntos. Deixamos de ser um indivíduo responsável pelos próprios atos para nos transfigurar numa massa espessa sem identidade – “todos” e “nenhum” se confundem.

Quem é você em meio a tantos? A camuflagem autoriza o despertar da besta-fera.

Antes de se deixar levar pela horda, valeria a pena se perguntar: se eu estivesse sozinho, faria o mesmo?

Se você estivesse sozinho, teria praticado bullying contra a gordinha do colégio?

Se você estivesse sozinho, teria experimentado aquela droga pesada?

Se você estivesse sozinho, teria partido para cima do torcedor do time rival?

Se você estivesse sozinho, teria saqueado o caminhão tombado no meio da estrada?

Se você estivesse sozinho, teria tacado fogo no ônibus?

Se você estivesse sozinho, teria humilhado o calouro da universidade com aquele trote?

Se você estivesse sozinho, teria amarrado aquele cachorro no cano de descarga de um carro?

Diversão é um conceito muito elástico. Para arrancar algumas risadas, nos tornamos idiotas. Para ser aceito no grupo, somos capazes de infringir leis. Para demonstrar que não temos medo, desafiamos perigos e corremos riscos tolamente, misturando-nos a ogros sem consciência. Corajoso é quem interrompe a onda destrutiva, não faz quórum para as estupidezes alheias e continua agindo como agiria se estivesse sozinho, sem o respaldo da massa.

Ninguém é mais criança. Um adulto que se mete em encrenca para depois alegar “foi ele que começou” está apenas se escondendo atrás do slogan dos covardes.

*** MARTHA MEDEIROS

ESTAR BEM

CAMINHAR PODE PREVENIR DOR NO JOELHO DE QUEM TEM ARTROSE

Estudo aponta que praticantes do exercício tiveram menos desconforto, sendo uma solução mais fácil e barata que remédios

Um novo estudo promissor sugere que caminhar pode evitar a dor no joelho para pessoas com osteoartrite (artrose). Os pesquisadores entrevistaram mais de mil pessoas com 50 anos ou mais com esse problema no joelho, o tipo mais comum de artrite nos Estados Unidos. Alguns tiveram dor persistente no início, enquanto outros não.

Após quatro anos, aqueles que começaram sem dores frequentes no joelho e caminharam para se exercitar tiveram menos probabilidade de experimentar episódios regulares de rigidez ou dores ao redor dos joelhos e tiveram menos danos estruturais nessa articulação.

O estudo sugeriu que as pessoas com artrose no joelho que têm pernas tortas podem se beneficiar particularmente da caminhada.

A pesquisa demonstra o potencial de uma maneira fácil – e graru1ta – de combater um dos culpados mais comuns da dor no joelho entre adultos mais velhos.

As descobertas representam “uma mudança de paradigma”, disse Grace Hsiao Wei Lo, professor assistente do Baylor College of Medicine em Houston e principal autor do estudo.

“Todo mundo está sempre procurando algum tipo de droga. Isso destaca a importância e a probabilidade de que as intervenções para a osteoartrite possam ser algo diferente, incluindo o bom e velho exercício.

O exercício pode ajudar a controlar a osteoartrite em outras articulações, acrescentou ela, como nos quadris, mãos e pés.

A osteoartrite, às vezes chamada de artrite de “desgaste” afeta mais de 32,5 milhões de adultos nos EUA e ocorre quando a cartilagem da articulação se rompe e o osso subjacente começa a mudar, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças. O risco de desenvolver a doença aumenta com a idade, e cerca de um terço das pessoas com mais de 60 anos têm o problema no joelho, disse Lo.

No Brasil, a osteoartrite é responsável por 7,5% de todos os afastamentos do trabalho; é a segunda doença entre as que justificam o auxílio-inicial, com 7,5% do total e éa segunda também em relação ao auxílio-doença (em prorrogação) com 10,5%; é a quarta a determinar aposentadoria (6,2%).

TRATAMENTO

Muitos pacientes tomam anti-inflamatórios como ibuprofeno ou naproxeno pata tratar a dor, acrescentou a professora, o que pode levar a problemas renais e úlceras em grandes doses. Em vez disso, elas podem recorrer ao exercício.

Durante décadas, os especialistas em saúde viram a caminhada, principalmente como uma forma de melhorar a saúde cardiovascular, afirma Elaine Husni, reumatologista da Cleveland Clinic, que não participou do estudo. Nos últimos anos, porém, os médicos procuraram exercidos de baixo impacto para tratar condições como depressão, comprometimento cognitivo e osteoartrite leve.

O novo estudo mostra que a caminhada também pode atuar como uma medida preventiva e sugere que as pessoas que correm maior risco de desenvolver a doença deveriam incorporar uma caminhada regular em sua rotina.

Por exemplo, a própria pesquisadora conta que, com base em suas descobertas, deveria andar mais, pois sua mãe tem osteoartrite.

O estudo começou em 2004 e documentou a dor no joelho dos participantes, usando radiografias para avaliar sua osteoartrite. Os pesquisadores então pediram aos pacientes que documentassem seus hábitos de exercício e revisassem seus sintomas em visitas regulares de acompanhamento, perguntando com que frequência seus joelhos doíam. Após quatro anos, 37% dos participantes do estudo que não caminharam para se exercitar (sem contar uma ida ocasional ao metrô ou ao supermercado) tiveram dores no joelho novas e frequentes, em comparação com 26% que caminharam.

É claro que os pesquisadores não podem dizer definitivamente que caminhar evitou a dor no joelho e não pareceu diminuir a dor existente. As autoavaliações podem ser menos precisas do que rastreadores de condicionamento físico ou contadores de passos. E os pesquisadores não rastrearam a distância ou a frequência com que as pessoas caminharam, nem recomendaram estratégias de como e quando as pessoas com osteoartrite devem incorporar a caminhada em suas rotinas de exercícios.

AÇÃO BENÉFICA

Ainda assim, os resultados reforçam o que os médicos já sabem sobre como gerenciar a osteoartrite. O movimento consistente pode ajudar a criar massa muscular, fortalecendo os ligamentos ao redor das articulações, explica Husni. Caminhar é um exercício de baixa intensidade e baixo impacto, permitindo que as pessoas mantenham a força e a flexibilidade que são essenciais para articulações saudáveis, acrescentou.

“É uma intervenção que qualquer um pode fazer. Você não tem desculpa. Pode andar em qualquer lugar que estiver”, diz Husni.

Aqueles que já estão com dor devem ter cuidado para não exagerar no exercício,  alerta Justen Elbayar, especialista em medicina esportiva do Departamento de Cirurgia Ortopédica da NYU Langone Health. Caminhar longas distancias pode exacerbar as dores em alguns pacientes com artrite grave, disse ele – no entanto, para aqueles com quadros mais leves, “é um dos melhores exercícios que você pode fazer”.

Ele recomenda que as pessoas comecem com uma caminhada pequena e curta, aumentando gradualmente a distância ao longo do tempo. O objetivo do exercício é fornecer suporte muscular a um joelho artrítico, disse ele, e permitir que as articulações, tendões e tecidos se acostumem atividade.

Ele também sugeriu usar calçados adequados, beber bastante água durante uma caminhada e descansar frequentemente se estiver cansado. Depois de uma longa caminhada, colocar gelo no joelho também pode ajudar a aliviar o desconforto.

Enquanto um passeio pela rua não pode reparar a cartilagem ou remediar a dor existente, o exercício oferece uma opção atraente e acessível.

ESTAR BEM

REMÉDIO PARA DIABETES REDUZ 21% DO PESO, MOSTRA ESTUDO

Medicamento, já aprovado nos EUA para diabéticos, é saudado como um divisor de águas na luta contra a obesidade

Um medicamento aprovado pela Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, para tratamento da diabetes tipo2 no último mês pode se tornar uma  importante arma contra a obesidade e chegar em breve ao Brasil. Segundo a farmacêutica EIi Lilly, que desenvolveu a tirzepatida, o aval para uso da droga já foi solicitado a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e, se aprovado, pode estar disponível em meados de 2023.

Os resultados dos testes clínicos para avaliar a eficácia no emagrecimento comprovaram uma redução de até 21% do peso corporal de participantes com cerca de 104,8 kg. Procurada, a Eli Lilly afirmou que os resultados da tirzepatida para diabetes tipo 2 e obesidade são “sem precedentes”, e ressaltou que o medicamento é testado ainda para doença hepática não alcoólica e insuficiência cardíaca. O Brasil é um dos países que fazem parte dos estudos clínicos, com cerca de 1.800 participantes nas quatro frentes.

A constatação sobre os efeitos para a perda de pesofaz parte da fase 3 dos testes clínicos, conduzidos pela empresa para avaliar o tratamento especificamente contra a obesidade. Para isso, foram incluídos 2.539 participantes adultos não diabéticos com IMC de 30 para cima, ou a partir de 27 que tivessem também uma outra complicação de saúde relacionada ao peso.

Eles foram divididos em quatro grupos. Um recebeu placebo (para comparação) e os outros três dosagens diferentes do medicamento: de 5 mg, 10 mg e 15 mg. A intervenção durou 72 semanas – cerca de um ano e meio – período em que os participantes também realizaram dietas e atividade física.

No final, todos aqueles que receberam o medicamento apresentaram uma redução no peso consideravelmente maior que a do grupo placebo. Em média, a diminuição foi de 1% do peso corporal (16,1kg) no grupo de 5mg da tirzepatida; 19,5% (22,2 kg), no de 10mg; 20.9% (23,6 kg), no de 15mg, e apenas 3,1% (2.4 kg) no grupo de controle.

O estudo mostrou ainda que a proporção de pessoas que tiveram uma redução de ao menos 5% do peso corporal foi de 85% no grupo de 5mg da tirzepatida; 89%, no de 10mg; 91%, no de 15mg e somente 35%, no placebo. Além disso, metade dos participantes da dosagem média do remédio (10 mg) tiveram ao menos 20% de diminuição no peso – e apenas 3% no de controle.

COMO FUNCIONA

A tirzepatida atua no organismo imitando a ação de hormônios que estimulam a produção de insulina e promovem a sensação de saciedade. Ela é aplicada por meio de uma injeção subcutânea semanal.

Durante os testes que avaliaram a eficácia para a obesidade, os pesquisadores destacaram também melhorias em medidas cardiometabólicas. Já em relação aos efeitos colaterais, não houve relatos graves, sendo náusea, diarreia e constipação leve ou moderada, as reações mais comuns – especialmente observadas na dosagem mais alta.

O estudo foi publicado na revista cientifica The New England Journal of Medicine. Em comunicado, uma das pesquisadoras responsáveis pelos testes defendeu que os resultados são “um importante passo à frente na potencial expansão de opções terapêuticas eficazes para pessoas obesas”.

Estimativa do Atlas Mundial da Obesidade de 2022 indica que, no Brasil, 29.7% da população adulta viverá com a obesidade em 2030. Entre as crianças, a cifra é de 22,7% da população entre 5 a 9 anos, e 15,7% entre 10 a 19 anos.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

ESTUDO DE PSICÓLOGOS DE HARVARD ASSOCIA DIVAGAÇÃO A TRISTEZA

Nossa mente vagueia entre passado e futuro, imaginando o que poderia ter sido, antecipando acontecimentos, que muito provavelmente, nunca ocorrerão, além de elaborar fantasiosas narrações. O padrão mental é criar pensamentos aleatórios, espontaneamente à parte do que fazemos e das circunstâncias.

Alguns exemplos são  típicos em doenças mentais, como as ruminações melancólicas, características da depressão; as obsessões, identidade do transtorno obsessivo compulsivo; o sonhar acordado, comuns aos que têm transtorno de déficit de atenção. Em pessoas livres destas enfermidades, as consequências dos raciocínios intrusos podem ser mínimas, nem perturbam o propósito. Ou não…

Às vezes, flagramos nossa mente distante por um tempo surpreendentemente longo. Resignados ou inconformados, não evitaremos essa repetição. A procrastinação e a impulsividade, causas frequentes de frustração e desgosto, são consequências dessa falha cognitiva a incompetência em conectar o pensamento à ação contemporânea. Um fracasso do autocontrole.

Mesmo mais brandamente, a divergência entre o pensar e o agir gera tristeza. Algumas tradições filosóficas e religiosas ensinam que a felicidade reside no presente, desta forma seus adeptos são incentivados a reconhecer as divagações mentais e concentrarem-se no aqui e agora.

Essas práticas sugerem que uma mente errante é uma mente infeliz. Mas este princípio é verdadeiro e pode ser testado objetivamente?

Questões complicadas como estas são um convite à divagação. Felizmente, alguns curiosos e persistentes foram à obra, especificamente, em 2010, na Faculdade de Psicologia da Universidade Harvard.

Eles enviaram perguntas, várias vezes e ao acaso, aos celulares de 2.250 voluntários. O mote era descobrir o que faziam, se o que estavam pensando era pertinente ao momento e como se sentiam.

As conclusões obtidas deste clássico estudo: os participantes estavam menos felizes quando a mente vagueava, não importa se a atividade era agradável ou desagradável e se o pensamento transcorria sobre tópicos prazerosos ou não. A divagação da mente era a causa da tristeza, e não sua mera consequência.

Então, a chave do sucesso e da felicidade é o controle voluntario da mente, o fim dos devaneios? Desiludo o meu esperançoso leitor, não é possível alcançar esse objetivo.

Os pensamentos errantes ocupam muito do nosso tempo, por serem um aspecto normal da condição humana, um notável efeito da evolução que nos possibilita aprender, raciocinar, planejar e formatar a metacognição. A viagem mental de eventos passados às possibilidades futuras nos ajuda a integrar experiências e a antecipar consequências. Sem falar que essas divagações ajudam a enfrentar a chatice de tarefas monótonas, já que adicionam intervalos reparadores.

A experiência humana da consciência é fluída, raramente restringe-se a um único tópico por um período extenso, sem desvios. Sua natureza é dinâmica. Alguns raciocínios que surgemdurante o divagar tendem a orbitar algumas pendências pregressas e podem trazer momentos “Eureca”, que talvez não seriam alcançados durante a exaustiva busca por uma solução.

Impasses mentais acontecem e, por vezes a concentração humana se desvia do obstáculo. A razão, então, automaticamente se envolve com outra atividade, cuidando de temas aleatórios.

O problema fica incubado, submerso a nossa consciência. O que acontece durante o período de incubação é um mistério, não sabemos aquilo que se passa em subsolo cerebral. Mas em meio à diversidade de pensamentos erráticos, uma solução pode ser achada.

Imerso em pensamentos e sentimentos, alguém pode perder-se em devaneios. Porém, as simulações mentais podem revelar aspectos da realidade. A diversidade dos pensamentos fortuitos, e não o foco em uma ideia repetitiva, é um determinante da criatividade.

Abre Olho Raposa

A fonte de notícias que vai te manter informado

troca de óleo automotivo do mané

Venda e prestação de serviço automotivo

darkblack78

Siyah neden gökkuşağında olmak istesin ki gece tamamıyla ona aittken 💫

Babysitting all right

Serviço babysitting todos os dias, também serviços com outras componentes educacionais complementares em diversas disciplinas.

Maromba's

Marombas

M.A

Interviews, reviews, marketing for writers and artists across the globe

Gaveta de notas

Guardando idéias, pensamentos e opiniões...

Isabela Lima Escreve.

Reflexões sobre psicoterapia e sobre a vida!

Roopkathaa

high on stories

Luna en mengua

Poesía, arte, literatura y música.

de tudo um pouco ❗❕❗😉👌

de tudo um pouco 😉👌

Painel do Grupo

Aqui um pouquinho de nossas realizações