OUTROS OLHARES

COMO USAR E LIMPAR DA FORMA CORRETA A PANELA ANTIADERENTE

Existem regras simples, mas fundamentais para não arranhar o Teflon e preservar o utensílio por até cinco anos

Tudo começou quando eu estava tentando ter uma boa ideia de presente para o meu filho. Como ele virou um verdadeiro chef das panquecas, resolvi optar pela compra de uma frigideira.

Meu filho recebeu o presente com mais entusiasmo do que eu esperava. Alguns dias depois, peguei a panela emprestada e fiz 89 panquecas de batata para uma reunião. Os convidados estavam felizes, mas a frigideira ficou totalmente queimada.

Molhei ela e esfreguei com escovinha de plástico, como sugerido, mas, ainda assim não deu certo. Antes de avisar meu filho, pesquisei na internet sobre como limpa-la Para minha surpresa, descobri que tenho usado panelas antiaderentes de maneira errada nas últimas três décadas – na verdade, desde que comecei a cozinhar. Então, vou compartilhar o que aprendi

O Teflon é o produto patenteado feito pela DuPont, mas a maioria das pessoa usa o termo geneticamente para se referir a todas as panelas antiaderentes.

“Muita gente compra panelas e não lê as instruções”, afirma Reed Winter, diretor de pesquisa e desenvolvimento da Nordic Ware, fabricante de utensílios domésticos.

Eu deveria ter “pré-temperado” a panela, usando uma toalha de papel com um pouco de óleo para enxaguar e secar a superfície.

LUBRIFICAÇÃO

Apesar do nome, a maioria das panelas precisa de algum tipo de lubrificante. É bom esfregar cerca de uma colher de chá  de óleo ou manteiga, na panela fria toda vez que for usá-la, disse Winter. Mas não despeje óleo ou manteiga na panela e depois jogue o alimento sobre ele ainda frio:

“Então o óleo não está aderindo à panela, mas sendo absorvido pela comida”, explica. Ou seja, não só você terá panquecas encharcadas, como depois elas começarão a grudar.

E os sprays de cozinha? Costumo colocar alguns esguichos nas minhas frigideiras antiaderentes. Mas me informaram que isso também não éuma grande ideia. Depois de um tempo, o acúmulo nas áreas onde o calor não queima o spray – como nas laterais da frigideira – torna-se pegajoso.

Winter disse que é a lecitina de soja no spray que causa essa viscosidade. Em vez disso, ele recomenda apenas usar óleo ou um spray que também contém farinha.

Para a devida checagem, entrei em contato com a DuPont, fabricante do Teflon, e uma porta-voz disse em um e-mail que, “é aceitável” usar sprays de cozinha antiaderentes, embora ‘não seja necessário”. E um porta-voz da ConAgra foods, empresa que fabrica o spray PAM, disse: “Você deve verificar com o fabricante das panelas” para ver se é seguro.

Outra coisa que eu não deveria ter feito é colocar a panela em fogo alto. Altas temperaturas fazem com que o revestimento rache e nem mesmo cozinhe a comida. A comida tende a ser parcialmente queimada.

“Usar um calor mais baixo significa que tudo ficará perfeito”, afirma Winter.

Além disso, não use objetos metálicos ou pontiagudos para mexer ou virar os alimentos, pois isso pode perfurar o revestimento.

LIMPEZA

Quanto à limpeza, esfregue com uma esponja de plástico comum – nunca lã de aço. Em seguida, recorra ao bicarbonato e água quente. Depois use vinagre e água. Fica melhor, mas não éperfeito.

Embora eu não costume colocar minhas panelas na máquina de lavar louça, fiz como um último esforço na tentativa de limpá-las – outra má ideia. A maioria dos especialistas com   quem conversei disse para lavar as panelas antiaderentes à mão, porque o calor alto e os detergentes fortes podem destruir os revestimentos.

No fim da história, a panela do meu filho parece, digamos, bem usada. Mostrei a ele e pedi desculpas. Ele aceitou com boa vontade.

Mais algumas dicas: armazene suas panelas e frigideiras adequadamente, disse Mariette Mifflin, que escreve sobre utensílios domésticos e eletrodomésticos. Se você as colocar uma em cima da outra, elas podem arranhar. Colocar um guardanapo entre as panelas evita esse atrito.

E perceba que você provavelmente terá que substituir panelas antiaderentes com mais frequência do que outros tipos. Uma vez que a panela descasca, você vai precisar se livrar dela.

Depende muito de quantas vezes e quão bem você as usa e limpa, mas as panelas antiaderentes raramente duram mais de cinco anos.

OUTROS UTENSÍLIOS

Mais algumas dicas sobre limpeza:

Usar a opção de autolimpeza do forno é uma boa opção, e é aconselhável fazê-lo pelo menos duas vezes por ano, conta Doug Burnett, gerente de pesquisa e desenvolvimento de produtos de cozinha da Electrolux. Caso contrário, o acúmulo de resíduos, quando incinerado, se transformará em fumaça. Nunca use produtos de limpeza químicos em um forno autolimpante. Basta um pouco de sabão e água, disse Chris Hall, presidente da Repair Clinic.com, um site que vende peças de eletrodomésticos e dá conselhos sobre reparos.

Ele compartilhou comigo seu próprio erro recente: limpar o tampo de vidro do fogão com o lado verde da esponja. “Arranhei tudo e me sinto péssimo”, conta.

Ele agora sabe que algumas esponjas são seguras para o vidro, mas isso precisa estar escrito no rótulo.

Bem, isso me fez sentir um pouco melhor sobre minha experiência com a frigideira. No entanto, acho que devo uma nova ao meu filho. Vou mostrar a ele como usá-la corretamente e ensinar outra lição de vida também – e se você der um presente, pedir emprestado e depois destrui-lo, você terá que dar um novo.

GESTÃO E CARREIRA

COM 4 GERAÇÕES JUNTAS, EMPRESAS BUSCAM SOLUÇÕES PARA LIDAR COM OS CONFLITOS

Inédito choque de idades no ambiente profissional desafia empresas a avançar com as diferenças ou perder produtividade

Pela primeira vez na história, quatro gerações dividem o mesmo ambiente de trabalho no mundo corporativo. E essa convivência nem sempre tem sido fácil. Ao mesmo tempo que traz diversidade de ideias, essencial para o crescimento dos negócios, o choque de idades exige que as empresas adotem estratégias e soluções para apaziguar o embate de culturas tão diferentes. De um lado, está o funcionário maduro, fiel e que prima pela estabilidade financeira e profissional. Do outro, jovens inquietos e empoderados, que buscam experiências nas relações pessoais e de trabalho, sem apego a compromissos.

Não conseguir o equilíbrio entre esses dois mundos pode resultar em prejuízos relevantes. Um estudo feito pelas consultorias ASTD Workforce Development e VitalSmarts (hoje Aspectum) mostra que, a cada 3 pessoas desperdiçam 5 horas ou mais por semana em conflitos entre colegas de diferentes gerações. Isso significa uma perda de 12% na produtividade do trabalho.

A maior parte dos conflitos surge devido a cultura de trabalho e prioridades distintas. A geração X, por exemplo, acredita na meritocracia e na hierarquia. Entrou no mercado de trabalho em busca do primeiro milhão e de reconhecimento. É motivada pela lealdade e por metas e prazos. Os millennials, ou Y, por outro lado, não gostam muito de hierarquia rígida, são mais informais e têm dificuldade de receber ordens. Já a geração Z, nativa digital, tem dificuldade com interação presencial e é resistente à escuta ativa. Acredita na ideia de experimentar várias profissões ao longo da vida. Apesar de algumas empresas estarem avançadas na adoção de medidas para absorver os benefícios dessa diversidade de pensamentos, a maioria ainda parece perdida e em busca de mecanismos para superar o desafio. Muitas acabam se concentrando tanto em formas de retenção das gerações Y e Z que terminam reféns, além de perder outros talentos.

PERDIDAS

“A maioria das empresas está perdida e não sabe como tratar esses conflitos. Os estímulos tradicionais não funcionam”, diz o presidente da Revvo (empresa de treinamento  corporativo), Richard Uchoa. Segundo ele, o choque ocorre com gestores e líderes que, muitas vezes, não sabem lidar com os jovens. “A entrega de um trabalho até o fim do dia, para o mais maduro, pode ser 18 horas, mas para os mais novos pode ser 23 horas.”

Ele explica que esse tipo de conflito, por menor que possa parecer, pode ser motivo até de troca de emprego. A nova geração não tem apreço à posse e quer vivenciar experiências, o que se transforma num grande desafio para as empresas diminuírem a rotatividade. “Eles são ligados ao propósito, não têm muita tolerância e se desestimulam rapidamente.”

O diretor de Negócios Digitais da Weg ,Carlos Bastos Grillo, diz que uma das estratégias da empresa é usar o Centro de Formação de Jovens  para atrair talentos e moldá-los conforme as necessidades. Mas ele destaca que sempre há um pouco de conflito. As organizações têm padrões a serem seguidos. E, para alguns, há uma certa dificuldade de se adaptar a regras. “Nessa hora é preciso ter habilidade para flexibilizar alguns padrões.”

Dos 26  mil funcionários da Weg, 74% são da geração Y e Z. Outros 25% são da geração X e 1%, baby boomers. Segundo o executivo, uma saída para amenizar o abismo entre as gerações tem sido incentivar o relacionamento entre elas. Uma forma encontrada pela empresa foi colocar profissionais seniores para trabalhar com startups, cuja visão de negócios é ágil e flexível. “A Weg cresce 20%  ao ano e precisa sempre de gente nova. Então precisamos superar essa barreira.”

REJEIÇÃO

De acordo com o estudo das consultorias  ASTD Workforce Development e VitalSmarts, os  maiores conflitos ocorrem entre os baby boomers e millennials. E as maiores discussões estão relacionadas à rejeição de experiências passadas, falta de disciplina e foco, falta de respeito e resistência a mudanças ou falta de vontade de inovar. Mas também já se começa a perceber uma rixa entre a geração Y e Z. Não por acaso recentemente a geração mais nova apelidou a Y de “cringe”, que significa fora de moda, inadequado.

No Santander, essas duas gerações respondem por 65% dos 48 mil funcionários no País. O colaborador mais jovem tem 19 anos, e o mais velho, 74 anos. As características são muito diferentes e cabe às empresas saber contornar essa diversidade, diz a vice-presidente de pessoas da empresa, Elita Ariaz. Segundo ela, as pessoas têm vivido mais, estão produtivas por mais tempo e se aposentam mais tarde.

“Tentamos mostrar para os jovens que os mais velhos já passaram por várias crises e conseguiram encontrar caminhos para problemas complexos. As gerações Y e Z têm uma inquietude que traz um certo desconforto saudável. São questionadores, e isso é muito rico”, diz Elita. A executiva afirma que a instituição começou políticas para contornar  esses conflitos. “Ainda não está pronto, mas estamos estudando programas de mentoria reversa, cursos e eventos sobre o assunto.”

SOFT SKILLS

Como dependem muito dessa nova geração, as empresas apostam em treinamentos para ensinar as chamadas soft skills. “O objetivo é abordar as novas habilidades e competências. As coisas foram tão disruptivas que forçaram todos a entender melhor isso”, diz o vice-presidente global de Gente e Cultura da Stefanini, Rodrigo Pádua.

Os 30 mil colaboradores da Stefanini podem usar uma plataforma de mentoria, como mentor ou mentorado. O objetivo é fazer uma integração de um modelo antigo, de comando e controle, que não funciona mais, para um novo, com mais autonomia e responsabilidade. Com as mudanças da tecnologia, sobretudo após a pandemia, as empresas também estão tendo de reaprender e reorganizar as estruturas. A área de tecnologia da informação, por exemplo, passou a ter métodos mais ágeis, o que exige colaboração e papéis menos rígidos. “São coisas que não tínhamos há cinco anos”, diz o diretor de Gente e Sustentabilidade da Riachuelo, Mauro Mariz. Segundo ele, a  companhia tem trabalhado com squads, modelo que divide a equipe em grupos para desenvolver assuntos específicos. O executivo diz que os estranhamentos acabam sendo naturais. “Com duas gerações, era mais fácil controlar a situação, pois cada um cedia um  pouco. Com quatro, o meio-termo não é uma solução. É preciso atender todos.”

EU ACHO …

AS CONTRADIÇÕES DO AMOR

Eu estava quieta, só ouvindo. Éramos eu e mais duas amigas numa mesa de restaurante e uma delas se queixando, pela trigésima vez, do seu namoro caótico, dizendo que não sabia por que ainda estava com aquele sequelado et cetera, et cetera. Estava planejando terminar com o cara de novo, e a gente sabia o quanto essa mulher sofria longe dele. Eu estava me divertindo diante desse relato mil vezes já escutado: adoro histórias de amor meio dramáticas. Foi  então que a terceira componente da mesa, que é psicanalista, disse a frase definitiva: “Eu, se fosse você, não terminava. Às vezes ficamos mais presas a um amor quando ele termina do que quando nos mantemos na relação”.

Tacada de mestre.

A partir daí, começamos a debater essa inquestionável verdade: em determinadas relações, ficamos muito mais sufocadas pela ausência do homem que amamos do que pela presença dele. Creio que vale para ambos os sexos, aliás. Um namoro ou casamento pode ser questionado dia e noite: será que tem futuro? Será que vou segurar a barra de conviver com alguém tão diferente de mim? Será que passaremos a vida assim, às turras? Óbvio que não há respostas para essas perguntas, elas são feitas pelo simples hábito de querer adivinhar o dia de amanhã, mas a verdade é que, mesmo sem certificado de garantia, a relação prossegue, pois, além de dúvidas, existe amor e desejo. E isso ameniza tudo. Os dois estão unidos nesse céu e inferno. Até que um dia, durante uma  discussão, um dos dois se altera e termina tudo. Alforria? Nem sempre. Aí é que pode começar a escravidão.

Nossa amiga queixosa, a da relação ioiô, perdia o rumo cada vez que terminava com o namorado. Aí mesmo é que não pensava em outra coisa. Só nele. Não conseguia se desvencilhar, mesmo quando tentava. Todas as suas atitudes ficavam atreladas a esse homem: que­ ria vingar-se dele, ou fugir dele, ou atazaná-lo – cada dia uma decisão, mas todas relacionadas a ele. Só quando reatavam (e sempre reatavam) é que ela descansava um pouco desse stress emocional e se reconciliava consigo mesma.

Eu nunca havia analisado o assunto por esse ângulo. Sempre achei que a sensação de asfixia era derivada de uma união claustrofóbica e a sensação de liberdade só era conquistada com o retorno à solteirice. Mas o amor, de fato, possui artimanhas complexas.

Minha amiga finalmente terminou sua relação tumultuada e hoje está vivendo um casamento mais maduro e sereno. Aquele nosso papo foi há alguns anos, mas nunca mais esqueci essa inversão de sentimentos que explica tanta angústia e tanta neura. Por que temos urgência de abandonar um amor pelo fato de ele não ser fácil? Quem garante que sem esse amor a vida não será infinitamente mais difícil? Às vezes é melhor uma rendição do que fugir de um amor que não foi vivido até o fim. Foi isso que nossa amiga psicanalista quis dizer durante o jantar: não antecipe o término do que ainda não acabou, espere a relação chegar até a rapa, e aí sim.

*** MARTHA MEDEIROS

ESTAR BEM

CHEGAR EM ÚLTIMO FAZ BEM PARA O CORPO E A MENTE

Nas competições esportivas, não ter agana de ser estar sempre entre os primeiros evita desgastes e impacta positivamente na resistência física, mas é preciso lidar com comparações e dúvidas sobre si mesmo

Muitos corredores são movidos pelo desejo de cruzar a linha de chegada o mais rápido possível. Sou movida pelo desejo de chegar ao final antes que os organizadores da corrida saiam.

Eu cheguei perto. Durante os últimos quilômetros da Maratona de Nova York de 2016, recebi o que parecia ser minha própria escolta policial, enquanto trabalhadores da cidade desmontavam a pista atrás de mim. A corrida foi o ponto alto da minha vida, mas estaria mentindo se dissesse que fiquei emocionado por cruzar a linha de chegada quase por último.

Em uma cultura que celebra velocidade e poder, há pouca glória em ser alguém que chega no fim. No entanto, depois de centenas de quilômetros de treinamento e dezenas de corridas de rua, estou aprendendo a conciliar meu ritmo de tartaruga com meu desejo de poder me chamar de atleta. Também estou descobrindo que pode existir uma mágica especial em deixar de lado a preocupação com os tempos. É o que a psicóloga da saúde da Universidade de Stanford Kelly Mc Gonigal chama de “alta persistência”- uma recompensa fisiológica por não desistir.

Funciona assim: quando nos movemos em um ritmo fácil a moderado por pelo menos 20 minutos, muitas veze experimentamos uma enxurrada de bioquímicos chamados endocanabinoides que são conhecidos como o “barato do corredor”. Curiosamente,     alguns pesquisadores descobriram que não experimentamos esse efeito psicológico se corrermos com o máximo de esforço. Correr em um ritmo gerenciável é o que geralmente leva a essa sensação de que tudo está certo. E, no entanto, os que são mais lentos durante a corrida ainda precisam convencer os outros – e a nós mesmos – de que também somos atletas.

A cultura fitness nem sempre valoriza a persistência de corredores do último pelotão. Muitos de nós crescemos ouvindo professores de educação física que deveríamos correr o mais rápido que nossas pernas permitissem.

OBSTÁCULOS

Embora a modalidade de corridas de estrada tenha gradualmente recebido os corredores que não têm tanta velocidade, ainda enfrentamos preconceitos e obstáculos. Trocamos história de maratonas que anunciam um limite de tempo de sete horas, mas começam a  retirar as mesas de água antes do que ficam sem medalhas de finalização. Corredores lentos que têm corpos maiores e3nfrentam desafios adicionais:

“Você está lá correndo, mas as pessoas ainda estão julgando que é muito lento, ou que não parece com o que eles acham que você deveria ser”, diz Kendra Dolton, maratonista.

Vários estudos sugerem que, quando as pessoas se sentem julgadas por seu peso, elas são menos propensas a se exercitar. Também sabemos que o estigma social pode causar estresse, o que pode desencadear uma enxurrada de hormônios ruins – basicamente o oposto do barato da corrida. Corredores lentos também questionam sua legitimidade. Alguns dizem que evitam compartilhar seus tempos em aplicativos de rastreamento, como o Strava, para que seus amigos não descubram seu ritmo.

“Sei que minha realização e o trabalho que fiz não são menos valiosos do que aqueles que estão correndo mais rápido. É apenas diferente”, disse Dolton. “Mas ainda penso comigo mesma, ‘será mesmo’?

BENEFÍCIOS

Costumo correr cerca de um quilômetro em 13 minutos e meio. Em corridas longas, muitas vezes corro muito mais devagar. Também corro usando o método Galloway, que incorpora estrategicamente intervalos para caminhada. Fundado pelo maratonista olímpico Jeff Galloway no início dos anos 1970, seu método de corrida-caminhada-corrida demonstrou em alguns estudos diminuir a fadiga e as dores musculares. Para mim, isso também torna a corrida uma alegria.

Ao longo dos anos, aprendi que, assim como a aceitação do corpo, a aceitação do ritmo pode vir junto da mudança do nosso foco em métricas externas e julgamentos para como realmente nos sentimos.

Justin Ross, psicólogo especializado em saúde mental e desempenho de atletas, diz que quando nos comparamos com os outros, nos colocamos em posição de sofrimento. Em vez disso, avalia que os verdadeiros benefícios psicológicos vêm de aproveitar o que seu corpo pode fazer.

Além disso, também aprendi que correr com a parte de trás do pelotão pode cultivar uma coragem mental e física que é valiosa por si só.

Há também benefícios físicos em correr em um ritmo que não parece punitivo, garante a treinadora Claire Bartholic:

“Correr com intensidade pode construir músculos, mas correr em um ritmo fácil, que é único para cada um, trabalha mais o condicionamento do coração e pulmões e o aumento da resistência”, diz.

“Quando corremos rápido, é mais provável que atinjamos nosso limite aeróbico: o momento em que nosso corpo fica sem oxigênio e começa converter fontes de energia dentro dos músculos em combustível, o que leva à fadiga mais rapidamente”;

Os cientistas do exercício sugerem correr em um ritmo de “conversação” – no qual  você consegue correr e conversar. O outro benefício do teste de fala é o papo em si. Correr e conversar com outras pessoas forma a comunidade – e o vinculo social libera ainda maisendocanabinoides.

Hoje, faço a maioria das corridas com meu pai de 74 anos, que muitas vezes diminui a velocidade para mim.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

ENTENDA COMO O HÁBITO DE CANTAR MLHORA A FUNÇÃO CEREBRAL

Equipe de especialistas identifica o impacto da atividade na prevenção de distúrbios como afasia ou outros associados à idade.

O professor Teppo Sãrkãmõ estuda como o envelhecimento afeta o processo cerebral do canto, que pode ter importantes aplicações terapêuticas Sãrkãmõ. explica que a ciência sabe muito sobre processamento de fala, mas não tanto sobre canto. Por isso, pesquisadores buscam entender o fato de certas funções relacionadas ao canto serem preservadas em pessoas com doenças neurológicas.

Expressar-se pode ser uma tarefa quase impossível para pessoas com afasia, doença geralmente causada por um derrame que afeta seriamente a capacidade de se comunicar, pois é muito difícil para essas pessoas articular as palavras corretas. No entanto, a aplicação de uma técnica conhecida como “terapia de entonação melódica que consiste em pedir à pessoa que cante uma frase habitual em vez de dizê-la, surpreendentemente consegue fazer as palavras saírem.

Sãrkãmõ é o coordenador do projeto PREMUS, desenvolvido em conjunto com uma associação de Helsinque, na Finlândia, dedicada à afasia. A equipe utiliza métodos semelhantes e criou um “coral de idosos”, especificamente dirigido a pacientes com afasia e seus familiares. Os cientistas também estão explorando o potencial do canto como uma importante ferramenta de reabilitação em casos de afasia e talvez para prevenir a queda cognitiva. Os resultados dos testes são promissores:

“O objetivo do nosso trabalho com pessoas com afasia é usar o canto como uma ferramenta para exercitar a produção da fala e eventualmente comunicar-se sem a necessidade de cantar. No entanto, nos coros estamos vendo o efeito que essa intervenção tem no dia a dia das pessoas como uma ferramenta essencial de comunicação”, diz Sãrkâmõ.

ALÉM DA AFASIA

Além dos corais de pessoas com afasia, a equipe fez um grande número de ressonâncias magnéticas funcionais (fMRi) do cérebro de jovens, de meia-idade e idosos que cantam em corais para descobrir porque essa atividade é tão importante em diferentes fases da vida. Os resultados indicam que, com a idade, as redes cerebrais envolvidas no canto sofrem menos alteração do que as responsáveis pela fala, o que parece indicar que o canto tem um efeito mais global sobre o cérebro e sofre menos deterioração com o tempo.

Seus estudos também mostram que é fundamental cantar ativamente e não apenas ouvir a música.

“Quando você canta, os sistemas frontal e parietal do cérebro, responsáveis por regular o comportamento são ativados, e mais recursos motores e cognitivos associados ao controle verbal e funções executivas são utilizados”, diz Sãrkãmô.

Resultados iniciais de um estudo longitudinal comparando a função neurocognitiva de  membros seniores do coral e outros idosos saudáveis (que não cantavam) mostram os efeitos positivos do canto na função cognitiva e auditiva e a importância da interação social associada a essa atividade, o

que poderia retardar o início da demência.

Os membros do coral tiveram melhor desempenho em testes neuropsicológicos, relataram menos dificuldades cognitivas e desfrutaram de maior integração social. Eletroencefalogramas realizados nos mesmos grupos indicam que os membros do coral possuíam capacidades de processamento auditivo de alto nível mais avançadas que lhes permitiam, em particular, combinar informações sobre tom e localização nas regiões frontotemporais do cérebro, algo que Sãrkãmõ atribui  à complexidade do complexidade do ambiente sonoro.

O próximo passo será reproduzir e estender este trabalho com corais de idosos diagnosticados com Alzheimer, bem como desenvolver um ensaio clínico em larga escala para testar os efeitos. No entanto, as dificuldades são provavelmente diferentes no caso da doença de Alzheimer: os pacientes podem se lembrar de músicas do passado, mas Sãrkãmõ não tem certeza de que eles possam aprender e lembrar novas letras.

Ele é otimista e realista sobre seu trabalho.

“Trata-se de tentar estimular as redes que permanecem ativas no cérebro. Acreditamos que o canto pode ajudar a restabelecer algumas dessas funções, embora, dada a devastadora deterioração progressiva que a doença de Alzheimer causa, a única coisa que se pode esperar é ganhar tempo e diminuir o ritmo de declínio que já estão correndo.

EXERCÍCIO PARA O  CÉREBRO

Christian A. Drevon, professor de medicina da Universidade de Oslo, Noruega, éespecialista em biomarcadores e, dentro do projeto Lifebrain, está usando seu conhecimento para entender os diferentes fatores que afetam a função neurocognitiva.

“A maioria dos estudos sobre Alzheimer é transversal: você pega um grupo de pessoas, examina um momento específico e associa certas coisas com quem tem e quem não tem a doença”, explica. “No entanto, muitas vezes não há causalidade. Não se pode saber se é a causa da doença ou uma consequência dela”, ressalta o professor.

Para realmente entender como a doença de Alzheimer e a demência funcionam, você precisa de dados de pessoas antes e depois de ficarem doentes, para que possa identificar o que a desencadeou. Desvendar essa questão é o principal objetivo do projeto Lifebrain.

O professor Drevon espera que, com o tempo, essa informação personalizada possa ajudar a retardar, ou talvez erradicar, certos aspectos da demência. Enquanto isso, por que não cantar para prevenir o enfraquecimento cognitivo, como propõe Sãrkâmõ?

“O cérebro é como um músculo. Se você treina, você tonifica, como quando você usa para cantar: é uma tarefa complexa que envolve muitos processos e requer retenção. É claro que existem outras maneiras de treinar o cérebro, mas cantar é um ótimo exemplo de atividade que pode ajudar a melhorar a função cerebral”, aconselha Drevon.

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