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SPRAY DE OCITOCINA É USADO PARA PROMOVER BEM-ESTAR E PRAZER SEXUAL

Substância é indicada para auxiliar a amamentação; não há evidências de que a versão sintética nasal funcione para o sexo

Já pensou se fosse possível instantaneamente melhorar o humor e ter uma sensação de bem-estar apenas injetando um medicamento em spray no nariz? Parece a sinopse de um filme de ficção cientifica, mas na verdade é o que algumas pessoas têm buscado ao utilizar a ocitocina, conhecida como “hormônio do amor” em spray.

Foi o que fez a nutricionista esportiva Larissa Coelho, 37. “Eu ficava irritada muito facilmente e qualquer coisa era um estopim pra mim. Então decidi usar o remédio por conta própria”, relata a paulista que atualmente mora no México. Coelho conta que, de fato, se sentia muito bem depois de usar o spray, mas acabou desistindo devido à rápida duração e um efeito colateral.

“Era muito bom, só que ardia a cavidade nasal. E piorava ainda mais porque tenho rinite”. Resolvi tentar manipular em uma dosagem maior para não ter que ficar usando toda hora. Imagina o quanto ardia? Parecia um maçarico no nariz.”

No entanto, diferente das histórias do cinema, não é recomendado buscar aumento do prazer sexual, promoção do bem-estar, ser mais sociável ou eliminar o estrese com o medicamento indicado para auxiliar na amamentação. Faltam evidências científicas que comprovem que o spray pode alterar o humor ou promover mais prazer.

A ocitocina produzida por uma região do cérebro chamada hipotálamo, afirma a ginecologista e obstetra Karla Giusti, do Hospital São Luiz Itaim, da Rede D’Or São Luiz.

“Ela é responsável por promover contrações uterinas atuando no trabalho de parto e no pós-parto, para diminuir o sangramento após o nascimento do bebê e aumentar a liberação de leite materno”, lista a especialista. Além disso, o hormônio também auxilia no metabolismo ósseo, participa do mecanismo do orgasmo, atua em relações sociais e diminui o medo.

É justamente por estar relacionada a essas situações e ser liberada quando estamos perto de alguém que a ocitocina foi apelidada de “hormônio do amor”. Junto com outros neurotransmissores relacionados à sensação de bem-estar, como serotonina, dopamina e endorfina, ela também diminui os níveis de cortisol, que éo causador de estresse e ansiedade.

Devido ao seu efeito no parto e aleitamento, cientistas desenvolveram uma versão sintética  da ocitocina, para auxiliar mulheres nessas ocasiões. “Quando um trabalho de parto não progride, fazemos uma infusão de ocitocina intravenosa para induzir e ajudar a aumentar as contrações uterinas”, diz o endocrinologista Mauro Antônio Czepielewski, diretor do Departamento de Neuroendocrinologia da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia).

A versão em spray, por sua vez, é utilizada para auxiliar na amamentação. “Se o aleitamento não acontece do jeito ideal, seja por diminuição da sucção do bebê ou porque o mamilo é invertido, o spray de ocitocina ajuda porque gera pequenas contrações na região para eliminar o leite”, diz. Apesar de o hormônio estar associado ao bem-estar, relações sociais e ao sexo, Czepielewski alega que não há evidências suficientes para recomendar a ocitocina em spray para esses fins.

“Há uma série de questões que não são bem documentadas cientificamente e os benefícios são bastante discutíveis. Tanto que, se você for olhar a bula, nada disso está presente nela. Não existem laboratórios que tenham registrado o medicamento para esses objetivos”, afirma.

Um estudo feito por grupo de cientistas da Universidade de Viena, na Áustria, acompanhou 30 casais cujas parceiras sofriam de transtorno de desejo sexual hipoativo – uma síndrome marcada pela deficiência ou ausência de vontade de fazer sexo – por cinco meses.

Nesse período, 38 mulheres recebiam uma dose de spray nasal de ocitocina ou placebo 50 minutos antes de terem relações sexuais. Após analisar a percepção tanto delas como dos homens; os cientistas concluíram que o impacto do medicamento e do placebo na qualidade de vida e desempenho sexual foi exatamente o mesmo.

Um estudo de 2014 feito por universidades da Alemanha, China, Estados Unidos, investigou o efeito da ocitocina em spray no medo.

O experimento com 62 voluntários demonstrou que a droga teria o potencial de diminuir os estímulos de medo mais facilmente, mas que eram necessários mais estudos clínicos para bater o martelo sobre essa possibilidade. Essa é a conclusão da maioria das pesquisas feitas até hoje sobre o efeito da ocitocina sintética em spray no tratamento de transtornos psicológicos.

“Embora algumas pessoas possam usa-la para esse fim, não é recomendável pois já existe a ocitocina circulante endógena, gerada pelo próprio corpo”, arremata a ginecologista Karla Giusti.

Além de os benefícios ainda não estarem totalmente esclarecidos, ainda há o risco de sofrer com os efeitos colaterais.

“O uso indiscriminado ou excessivo pode levar a dores de cabeça, taquicardia, náusea, vômito, cólica uterina e eventualmente distúrbios gastrointestinais”, afirma a ginecologista.

“Claro que a quantidade aspirada precisa ser grande, mas temos casos descritos em que a medicação não causou o efeito que o paciente queria e, por isso, ele foi aumentando a  dose até começar a sofrer os efeitos colaterais”, complementa o endocrinologista Czepielewski.

GESTÃO E CARREIRA

PRECONCEITO COM MATERNIDADE AINDA PODA EXECUTIVAS

Discriminação reduz chance de alcançar alta liderança e relega profissionais a áreas de apoio

Para chegar à posição de vice-presidente da multinacional brasileira de tecnologia CJ &T e à de integrante dos conselhos de administração da Telefônica/Vivo e da Locamerica, Solange Sobral não só teve de atravessar barreiras extras por ser mulher e negra, mas também por ser mãe e atuar em uma área predominantemente masculina, a de tecnologia. A maternidade e o setor de atuação são dois dos grandes obstáculos que as mulheres enfrentam e, em muitos casos, estancam a trajetória das executivas, conforme especialistas.

“Quando você vai para alguns setores, como de tecnologia ou financeiro, e, dentro dessas áreas escolhe o ‘core business’ (atividade principal), vai rareando cada vez mais o número de mulheres. E vai ficando cada vez mais difícil você ascender nesse ambiente”, diz Solange.

A professora do Insper Ana Diniz explica que a participação reduzida das mulheres nas áreas consideradas mais estratégicas é consequência da divisão sexual do conhecimento. Se antes as mulheres ficavam em casa cuidando dos filhos e, após romper essa primeira barreira, tornaram-se professoras e enfermeiras agora é praticamente natural que a lógica do cuidado continue sendo reproduzida.

Diretora financeira e de relações com investidores da TIM Camille Loyo Faria é uma das poucas mulheres no País que quebraram essa lógica. Formada em Engenharia Química, ela fez carreira no setor financeiro. Quando jovem, sentia que sua visão diferente incomodava  a maioria masculina das equipes. “Também cheguei a ouvir que havia alcançado certa  posição porque estava tendo um caso com o chefe. Queriam dizer que não tinha competência.”

Hoje, Camille diz que se sente respeitada nos ambientes de trabalho, mas acredita que mulheres que cresceram em áreas tidas como mais femininas podem ter se sentido mais confortáveis com suas equipes. “Quando você está cercada de pessoas diferentes, pode haver menos empatia. Não acho que uma profissional de RH tenha menos dificuldade do que eu, mas é mais fácil lidar com as dificuldades quando se têm colegas que vivenciam as mesmas experiências.”

A executiva Vanessa Lobato, vice-presidente de varejo do Santander, diz não conhecer outra mulher que ocupe posição semelhante à sua no mercado bancário brasileiro. Vanessa começou sua trajetória na liderança como gerente de banco, foi superintendente e acabou migrando para a diretoria de recursos humanos – antes de se tornar vice-presidente de varejo.

“É como se fosse mais permitido a mulher se desenvolver nas áreas de suporte. É um viés inconsciente. É como se a mulher fosse menos capaz de lidar com números e entrega e mais capaz para lidar com contextos. Que grande bobagem”, diz a executiva, que lidera 30 mil pessoas.

Vanessa reconhece que, no comando do varejo, a maior parte da diretoria que responde a ela é formada por homens, diferentemente do que ocorria quando estava na área de RH. Na posição atual, tem trabalhado para suas equipes comprarem a pauta da diversidade de forma genuína e não tem perdido as oportunidades para mudar a cara da liderança.

“Quando uma cadeira (de diretoria) fica vazia, temos de procurar alguém com o olhar da diversidade. Não vou sair demitindo homens, mas temos de ter coragem para ter ações afirmativas”, acrescenta.  “Oito anos atrás, se você me chamasse para uma reunião de diversidade, eu talvez não fosse. Mas tive o privilégio de estudar o tema, de olhar para minha vida e perceber o quanto de machismo já enfrentei. Já estive numa sala com homens que fingiram que eu não estava ali, mas, na época, eu nem percebia isso.”

Para Solange, conselheira da Telefônica  e da Locamerica, projetos que estimulem mulheres a mergulhar na tecnologia e que mostrem as perspectivas que podem trazer para esses setores podem ajudar a elevar a presença feminina em áreas estratégicas. Dar espaço para as mulheres em eventos, contando suas histórias, também é importante, diz. “Tenho certeza de que, por trás de muita história das empresas de tecnologia, há mulheres fazendo a diferença. São poucas, e elas não aparecem. Mas essa é uma forma de outras mulheres verem que é possível.”

A diretora de relações governamentais do Mulheres do Brasil (grupo que trabalha na defesa dos interesses das mulheres e é liderado pela empresária Luiza Trajano, do Magazine Luiza, Lígia Pinto, reconhece que, em algumas áreas, como as engenharias, há menos mulheres sendo formadas. Daí a necessidade de, ainda nas primeiras fases da escola, conscientizar as meninas de que elas podem estar onde quiserem.

“Homens e mulheres são diferentes e exercem a liderança de formas diferentes, mas é preciso saber, desde a infância, que é muito grave o discurso de que homem veste azul e mulher, rosa. A meninas precisam ser inseridas também nas aulas de robótica”, diz Ligia, também professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

ESTATÍSTICA INGRATA

A maternidade é apontada pelas executivas como uma das maiores barreiras para a  ascensão. De acordo com Margareth Goldenberg, gestora executiva do Mulher 360 (movimento empresarial que trabalha por empoderamento feminino e equidade de gênero), é mais comum que mulheres cheguem à liderança quando não têm filhos. Isso significa que muitas precisam abrir mão das ambições pessoais para serem executivas. “Não é justo que elas tenham de optar. As barreiras da maternidade são imensas na jornada de desenvolvimento profissional. Portanto, as empresas precisam adotar práticas acolhedoras, como horário flexível.”

Ligia Pinto, do Grupo Mulheres do Brasil, conta que, em um trabalho para uma grande consultoria, observou que as mulheres da lista dos dez principais candidatos a se tornar sócios da empresa não tinham filhos. As candidatas com filhos apareciam nas últimas  posições de um ranking com 40 profissionais. Isso acontecia porque a metodologia adotada para analisar os futuros  sócios considerava o faturamento que os profissionais tinham conseguido gerar em 12 anos. Mulheres que haviam tirado licença-maternidade  tinham faturamento zero por quatro ou oito meses; conforme o número de filhos que tinham tido.

“Eles não levavam em consideração o período de afastamento. Quando era desconsiderado o período de licença-maternidade, essas mulheres subiam no ranking e entravam de verdade na disputa pela vaga de sócia. Essa questão da maternidade é estrutural, mas esse exemplo mostra quanto até o padrão de avaliação pode ser machista”, diz Lígia.

Professora de gestão de pessoas na FGV, Vanessa Cepellos conta que muitas mulheres acabam sendo forçadas a deixar seus empregos quando têm filhos e, ao tentar retomar ao mercado, percebem que suas habilidades ficaram obsoletas. Para aquelas que conseguem permanecer no trabalho, é comum que passem a ser mal avaliadas pelos superiores por terem de dividir a atenção com as obrigações domésticas.

No caso de Solange Sobral, a ascensão profissional e a maternidade só foram possíveis porque ela teve a oportunidade de discutir com os chefes, antes da licença, como seria seu retorno. Solange conta também que o apoio da mãe e do marido foi fundamental. “Tive o privilégio de ter parceiros e filhos que entenderam que, em alguns momentos, não estaria presente porque, para me sentir completa, tinha também o lado profissional.”

EU ACHO …

O BOQUIRROTO

A sinceridade deve sempre avaliar o tamanho do poder de reação do mentiroso que denunciamos

Muitas crianças urinam na cama, bem além do que seria razoável pela idade. Debatem-se os motivos da incontinência. Outros infantes falam o que não devem, curiosamente, porque dizem a verdade. Crianças e bêbados, já foi escrito, possuem estranho compromisso com o verídico.

Há muitos anos, uma amiga decidiu carregar um pouco na tradição familiar. Ela me disse que acabava de retornar “da fazenda” do pai. A filha que nos escutava (tinha algo como 10 anos) quase gritou “Fazenda, mãe? Aquilo não é nem sítio!”. Menina inconveniente, desagradável, pouco educada e, como descobri depois, mais exata na descrição da propriedade rural. Era mais uma casinha cercada de árvores singelas do que um latifúndio. Outro conhecido me descreveu que o filho pequeno anunciava em voz alta: o “tio chato” tinha chegado. Não sabia ainda o sincero garoto que os insultos ácidos só podem ocorrer na ausência do parente.

Em uma festa de encerramento do ano letivo, entre brindes e alivio o que nós professores temos em dezembro, um diretor exaltava todo o esforço da sua gestão. Um colega, apegado a caipirinhas frequentes, ouvia a autoridade e, tomado de boa pinga, levanta o indicador à parte inferior da mandíbula e solta o ar ruidoso, dizendo: “Tudo papo furado!”. Claro, o autor da pantomima não nos fez companhia no ano subsequente. Sim, como a criança que reduzia a fazenda ao seu tamanho matemático, o professor etílico tinha razão.  Era “conversa mole” ou “diálogo para boi dormir”. Porém, as mentiras eram emitidas pelo ser no topo da pirâmide alimentar. A sinceridade deve sempre avaliar o tamanho do poder de reação do mentiroso que denunciamos. Chamamos isso de prudência, boa educação ou, no extremo, zelo pelo meu emprego.

A pessoa que abre a boca de forma inconveniente, revelando contradições e trazendo à luz inconsistências, pode ser um…boquirroto. Também se aplica o termo a quem não guarda segredo. Quando o objeto da indiscrição não somos nós, nada mais divertido do que este ser. Funciona como a criança do conto A Roupa Nova do Rei (de Hans Andersen): diz o que todos viam e tinham medo de trazer a público. O indiscreto libera demônios coletivos reprimidos pelo medo e pela inconveniência.

Platão falou do anel de Giges, o qual daria o poder de invisibilidade ao seu portador. E…se houvesse outro anel, aquele que nos obrigasse a sempre dizer o que pensamos de forma direta, sem medo de degradação moral, violência da reação ou rupturas afetivas? Seria possível a vida social ou um simples jantar entre amigos se não fizéssemos as concessões à conveniência? Uma epidemia de “boquirrotice” seria melhor ou pior do que coronavírus? Que casamento sobreviveria a uma torrente contínua de sinceridade?

Aprendi muito cedo que a liberdade de expressão, quando anunciada; é um risco. “Aqui nesta escola você pode dizer o que pensa.”  “A sinceridade faz parte da nossa cultura empresarial”. “Somos íntimos, meu amigo, você pode ser sincero! “Aprendi que o cuidado deve ser redobrado diante do convite à sinceridade. Há barreiras intransponíveis, pontos cegos, muralhas impenetráveis no mundo humano. Identifico quatro entre centenas para ajudar a querida leitora e o abnegado leitor. Sinceridade sim, uma virtude, que deve ser pesada e ponderada muitas veres diante dos seguintes obstáculos : a) o objeto da sinceridade é filho da pessoa que demanda a verdade; b)quem pede para dizer tudo possui poder acima do meu, na hierarquia do estabelecimento; c)a pergunta envolve uma crença fundamental da pessoa (religião, por exemplo) e, por fim, d) o pedido de sinceridade é apresentado com sinais ambíguos e, sim, faz parte de um desejo mais profundo de não ouvir.

Na infância, diante de uma nova pomada, minha mãe tinha um procedimento intuitivo com algum respaldo científico. Ela passava um pouco em uma área pequena. Depois, vendo que não dava reação, colocava as quantidades generosas que eram demandadas. Talvez seja um bom guia diante do pedido de ser sincero total: vá revelando aos poucos a sinceridade e avaliando o efeito. Já conheci pessoas psicanalisadas e maduras que podem ou, quaisquer coisas. Na verdade, duas, em quase seis décadas de vida.

“Leandro”, acho horrível este conselho! Eu digo a verdade na hora em que ela for pedida. “Minha iluminada amiga e meu onisciente amigo: invejo-os. Se você diz o que quer, na hora que deseja, você tem uma ou todas as seguintes características: riqueza extrema, poder político enorme, tamanho físico intimidador, equipe de segurança numerosa, total estabilidade afetiva, autonomia diante do mundo, saúde plena e coragem épica. Sem nenhuma das oito características anteriores, eu, humilde mortal, prometo, lacaniamente, dizer-lhe a verdade a que você está preparado, preparada, para ouvir. Da mesma forma, direi a minha verdade: limitada, cheia de impurezas e concepções equivocadas, ou seja, a que eu estou preparado para enunciar. O demônio é o pai da mentira, porque ele não é onipotente. A verdade total pertence a Deus. Nós? Adeus e alguma esperança…

*** LEANDRO KARNAL

ESTAR BEM

A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO NA VIDA PARA VOCÊ SER FELIZ

Organizar e imaginar coisas boas à nossa frente nos faz sentir melhor no momento atual, dizem especialistas

Alie Pierce é uma pessoa que sabe planejar umas boas férias. Alguns meses antes, ela “entra em uma saga louca de buscas no Google”, construindo uma planilha de todas as coisas que ela quer fazer e ver. Ela pesquisa até os cardápios dos restaurantes que planeja visitar.

“O mais excitante em uma viagem são os planos que são feitos antes dela”, diz Pierce, fundadora de uma empresa de viagens, de luxo, que planeia excursões para mulheres.

Especialistas dizem que ela provavelmente está certa. Diversos estudos também sugerem que esperar por algo que se deseja muito melhora o humor e diminui o estresse.

“Imaginar coisas boasà nossa frente nos faz sentir melhor no momento atual”, explica Simon Rego, psicólogo-chefe do Centro Médico Montefiore e da Faculdade de Medicina Albert Einstein, que escreveu extensivamente sobre o efeito da antecipação no humor.  “Pode aumentar a motivação, o otimismo, a paciência, e diminuir a irritabilidade.

Claro, não podemos simplesmente reservar um voo toda vez que precisamos de um pouco de animação. Mas existem maneiras de aproveitar o poder do planejamento em sua vida e rotina. Confira algumas opções.

PEQUENAS CONQUISTAS

Planejar pequenas coisas pode ser tão agradável quanto esperar por um grande evento, disse Carrie Wyland, psicóloga social da Universidade Tulane.

“No final de cada dia, anote uma coisa que você está animado para fazer amanhã. Talvez seja começar a ler um livro ou comer algo que deseje”, declara.

O acúmulo dessas minissatisfações significa que você ainda colherá os benefícios de esperar por algo, mesmo que não seja uma grande recompensa, afirma Christian Waugh, professor de psicologia da Universidade Wake Forest que estuda sobre antecipação e planejamento.

À medida que as coisas se aproximam, a sensação de que vão realmente acontecer aumenta”, explica.

INVISTA NO SEU FUTURO

Já visitou uma casa à venda e imediatamente se imaginou recebendo amigos no terraço para um churrasco ou para uma noite de vinhos? Quando Torrie Lloyd-Masters prepara uma casa para venda, ela diz que está mostrando às pessoas como suas vidas poderiam ser se morassem naquele espaço.

“Estamos essencialmente dizendo: “Este pode ser o seu futuro”, comenta a cofundadora da Home AI Last, uma empresa do ramo imobiliário. Funciona porque é atraente imaginar-se como o tipo de pessoa que sempre tem um buquê de tulipas na mesa da cozinha. Pesquisas mostraram que sentir-se como se você estivesse no caminho para o seu “eu futuro” pode ter um efeito positivo no seu bem-estar, tirando você do pensamento de curto prazo. Pensar no futuro pode ajudá-lo a priorizar sua saúde e talvez até agir de forma mais ética.

MOTIVAÇÕES DIÁRIAS

Qualquer um que tenha levado uma criança para se vacinar e depois tomar um sorvete sabe o poder de criar expectativa para uma coisa que você não quer fazer combinando-a com uma coisa que você quer muito.

Em um estudo publicado em 2013 sobre “amarração de hábitos”, os participantes que receberam um iPod carregado com audiolivros que só podiam ouvir na academia trabalharam 51% a mais do que aqueles que não o fizeram. Foi tão incentivador que, quando o estudo terminou, 61% dos participantes disseram que pagariam para ter acesso aos audiolivros apenas na academia.

FOCO NA EXPERIÊNCIA

Vários estudos também sugerem que obtemos mais felicidade planejando compras experienciais do que bens materiais. Aumentar a expectativa é um truque importante para Lydia Fenet, uma leiloeira de caridade que levantou mais de meio bilhão de dólares em sua carreira.

Se o que está sendo leiloado for um jantar com uma celebridade, por exemplo, ela desenhará para o público todos os cenários possíveis para o jantar. Talvez você e a celebridade se tornem amigos. Talvez eles se tornem padrinhos do seu filho. Talvez vocês passem as próximas décadas fazendo coisas extravagantes de celebridades juntos, como tirando selfies em jatos particulares.

ANSIEDADE POSITIVA

O outro lado da antecipação positiva é a ansiedade antecipatória. E o mais fascinante, diz Waugh, é que elas geralmente andam juntas.

“Ansiedade e excitação são emoções irmãs. Pense em quando você vai se ar ou ter seu primeiro filho. É uma mistura de ambas”, explica.

A chave é reconhecer o aspecto feliz e positivo do que você está fazendo junto com os sentimentos que trazem um certo nervosismo.

TENHA INICIATIVA

Se festejar é algo que você gosta, não espere uma data especial para comemorar, apenas invente uma. Faça uma festa de aniversário para o cachorro ou um café da manhã para todas as crianças da sua rua.

“Pense em maneiras de promover ocasiões especiais mesmo quando não houver nenhuma”, diz ela.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

‘MAGRO DE RUIM’ PODE TER O SEGREDO PARA A CURA DA OBESIDADE

Entender por que algumas pessoas resistem ao nosso ambiente de engorda é chave para revolucionar tratamento

Enquanto a maioria luta contra as modernidades feitas para nos engordar, circula, incólume, aquele sujeito esbelto, avesso ao exercício e glutão com exultação. O famigerado “magro de ruim”.

Nossa cisma com o dito-cujo tem seus fundamentos. Se nosso corpo foi feito para armazenar gordura e vivemos sob um implacável ambiente de engorda, porque alguns afortunados escapam do ameaça da obesidade?

O biólogo britânico  John Speakman (Universidade Abeerden, Reino Unido) oferece uma interessante explicação evolutiva para o paradoxo. É importante dizer que o cientista não compartilha da visão adaptativa da obesidade.

Essa hipótese considera que a nossa eficiente capacidade de acumular gordura teria representado uma vantagem aos nossos antepassados hominídeos, protegendo-os da escassez de alimentos.

Desse cenário teria sido selecionado um genoma poupador, que, exposto à abundância de comida e à insuficiência de movimento, nos predispôs à obesidade.

Já Speakman defende que a insegurança alimentar não teria se firmado como um fator vital a evolução da espécie.

Para ilustrar o ponto, cita o caso do Homo erectus, que tinha em seu cardápio carnudos herbívoros africanos, entre os quais os elefantes. E lembra que o Homosapiens, em seus primórdios, tinha o hábito de caçar mais do que conseguia comer – hipótese que explica a extinção de varias de suas presas e que não combina com o ambiente de carência de alimento.

Segundo o cientista, fosse falta de alimento uma pressão decisiva no sucesso evolutivo, o excesso de peso seria um traço onipresente da nossa espécie. Certamente não é o caso. Mesmo nos Estados Unidos – o país mais assolado pela obesidade – cerca de 65% das pessoas não são obesas.

Speakman prefere uma visão não adaptativa da obesidade, que pressupõe presença de um sistema de controle de dois pontos, entre os quais seriam represados a gordura o peso do indivíduo.

O ponto inferior teria como função evitar que os estoques de gordura extrapolassem níveis críticos, a ponto de causar inanição e prejudicar a reprodução e a resposta imune. O superior operaria contra outra ameaça a sobrevivência: o excesso de peso.

Cem efeito, indivíduos mais pesados de várias espécies tiveram menor sucesso ao longo da evolução, pois (1) precisavam de mais alimentos para suprir suas demandas energéticas e (2) eram pessoas mais fáceis pela falta de mobilidade.

Se esse cenário evolutivo persistisse, poderíamos apostar que a obesidade seria rara hoje em dia. Porém, há cerca de 2 milhões de anos, mudanças sociais profundas introduziram novas adaptações.

Nossos antepassados passaram a viver em grupos para se proteger de ataques de predadores. Além disso, a descoberta do fogo e das armas trouxe substantiva vantagem aos hominídeos contra seus algozes.

Em bando e armados, indivíduos mais pesados e  menos ágeis aumentam consideravelmente suas chances de se livrar da predação.

Assim, o ponto de controle superior do peso corporal tornou-se indispensável à sobrevivência. E os genes responsáveis por tal regulação sofreriam mutações imprevisíveis. Consequentemente, alguns indivíduos estariam mais suscetíveis a obesidade e outros praticamente imunes a ela – estes, os sortudos na loteria da evolução.

Uma tese evolutiva coteja evidências genéticas, ecológicas, clinicas, demográficas, antropológicas, comportamentais, arqueológicas, etc. Diversas premissas são tomadas como verdadeiras, mas a testagem delas em laboratório nem sempre é possível, é um intrincado quebra-cabeça que precisa ser remontado sempre que uma peça não encontra seu encaixe”.

E as peças têm se encaixado bem para a hipótese não adaptativa da obesidade. Ela explica por que aquele meio quilo inconveniente que acumulamos durante as férias ­ situado numa “zona neutra” entre os dois pontos de regulação do peso – não estimula uma resposta fisiológica intensa com vistas a eliminá-lo, infelizmente! E explica também por que alguns pés-quentes expostos rotineiramente à má alimentação e ao sedentarismo não se tornam obesos.

Resta desvendar todo o conjunto de atributos moleculares, fisiológicos, comportamentais que permite ao “magro de ruim” resistir ao ambiente obesogênico. Seria o prenuncio de uma revolução no tratamento da obesidade?

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