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LUBRIFICANTES DE MACONHA PROMETEM DAR MAIS PRAZER

Mulheres relatam aumento da sensibilidade na área da vagina com o produto

Vibradores para sucção do clitóris, dildos de variados tamanhos e bullets discretos. No sexo, uma infinidade de acessórios têm o único objetivo de aumentar o prazer. Até mesmo um lubrificante feito à base de maconha.

A cannabis está sendo pesquisada para uso medicinal há alguns anos, como para o tratamento de epilepsia, e até mesmo da Covid-i9. Uma utilização que vem ganhando espaço é no sexo, mas ainda sem contar com evidências cientificas de eficácia e segurança nem com regulamentação para esse fim no Brasil.

Nos Estados Unidos, por exemplo, existea Foria, empresa que já conta com diversos produtos derivados da cannabis em seu portfólio. A cliente pode comprar lubrificantes, óleos de massagens e até supositórios.

No Brasil, a maconha ainda é proibida para uso recreativo. As brasileiras, no entanto, têm algumas opções. Uma delas é a Xapa Xana, um lubrificante a base da planta que procura facilitar o orgasmo e pode ser comprado pela internet.

Fundadora da iniciativa, Débora Melo, 45, afirma que os padrões impostos pela sociedade contribuem para que mulheres tenham recorrentes problemas com sua sexualidade. “Elas acabam se esquecendo de si mesmas, de buscarem o prazer próprio.”

De fato, uma vida sexuais prazerosa depende de vários fatores, explica Silvana Chedid, ginecologista do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. A libido, por exemplo, é influenciada por hormônios como estrogênio e testosterona, e o ciclo menstrual também tem seu papel no desejo sexual, já que “depois da ovulação ocorre a produção da progesterona, que tem um efeito negativo na libido”.

Além do desejo sexual, o orgasmo é essencial para um sexo prazeroso. No caso das mulheres, atingir ápice do prazer envolve principalmente, estimulação do clitóris. Chedid afirma que é muito difícil uma mulher atingir o orgasmo somente por meio da penetração vaginal.

É por isso que existe a visão equivocada de que o orgasmo em mulheres demora mais, já que a ereção do pênis pode ser mais rápida. Mas Chedid ressalta que isso não é uma regra.

“Tem mulheres que conseguem atingir o orgasmo de maneira mais rápida e há homens que têm maior dificuldade em manter uma ereção e por isso acabam demorando para ter o orgasmo “, afirma.

Por sua importância para o sexo nas mulheres, é no clitóris que normalmente são aplicados lubrificantes à base de cannabis, como é o caso da Xapa Xana. Antes de inventa-lo,  no entanto, Débora não estava muito animada com a ideia.

Tudo começou quando ela conheceu um lubrificante caseiro de maconha em São Paulo. Mas a atenção não foi tanta. Débora trabalhava com arte e pensou que a ideia de enveredar para a produção de um lubrificante sexual não fazia sentido.

Foi só quando ela se mudou para o Uruguai, onde o uso recreativo da planta já é liberado, que as coisas mudaram. Sua nova estadia coincidiu com a época de colheita e na casa de uma pessoa que ela visitou tinha um pé muito grande de maconha.

A partir de então, Débora estudou os produtos comercializados pela Foria, uma inspiração para ela, e entendeu com mais detalhes como a cannabis podia ser usada no seu lubrificante. O produto surgiu basicamente com tentativas que ela fazia com amigas: elas utilizavam e passavam feedbacks. Ou seja, o produto não passou por testes científicos que comprovem sua segurança e eficácia.

Entre idas e vindas, o lubrificante final foi preparado e Débora se preocupou em fazer um conceito visual. Com cores vibrantes e ilustrações que evocam a sexualidade feminina, a Xapa Xana tem uma identidade visual, como em fanzines que acompanham cada lubrificante.

Com as vendas aumentando, histórias de mulheres que tiveram benefícios chegaram. Um exemplo foi de uma jovem norte-americana, que tinha 25 anos, mas nunca tinha tido um orgasmo na vida. Débora a conheceu durante uma viagem a California e deu para ela um exemplar do Xapa Xana.

“Ela usou com uma pessoa (…] e teve o primeiro orgasmo dela. Ela ficou muito deslumbrada”, afirma.

Outros relatos que marcaram a fundadora do lubrificante nesses anos foram de mulheres mais velhas que utilizaram o produto na menopausa – o momento pode ser marcado por uma diminuição da libido. “Essas mulheres vêm me agradecer”, completa Débora.

Outro caso foi o de Thais Carol Sfeir, 30. Foi por curiosidade e por ser a favor da descriminalização da maconha que ela se interessou em testar um lubrificante composto pela planta. Segundo ela, o assunto também estava em alta em meados de 2019, época que experimentou.

Antes de usar, Thais pesquisou algumas opções de lubrificantes e optou por um que dizia ser 100% natural. “Eu não tive medo por ser uma coisa natural. Eu fui bem segura disso”, afirma.

O produto escolhido por ela não é o mesmo da Xapa Xana e foi comprado pelo Instagram. Thais não quis revelar a marca, uma vez que o uso recreativo ainda não é regularizado no Brasil.

No fim, a experiencia para Thais foi positiva. Segundo ela, a sensibilidade ao toque aumentou com o produto. Na penetração, ela também sentiu uma maior sensibilidade. “Você consegue chegar ao orgasmo muito mais rápido”, diz. Embora existam relatos de mulheres que tiveram melhoras em suas vidas sexuais, o uso da cannabis para fins sexuais é incerto.

Um dos compostos da maconha mais pesquisados e o CBD (canabidiol). Chedid, ginecologista do Sírio Libanês, explica que os estudos feitos da substância para uso sexual são muito recentes e por isso ainda não existem certezas da eficácia e segurança. A ginecologista, mesmo assim, tem uma visão otimista.

“‘Eu vejo de maneira muito positiva esses trabalhos e acredito que com mais experiências vamos conseguir mostrar o efeito do CBD para disfunções sexuais”, afirma.

Mesmo assim, ainda é importante ter ressalvas. Chedid explica que é sempre necessário  ter acompanhamento médico e também não utilizar produtos sem uma origem confiável.

“O segredo da medicina canábica é que a dose de CBD seja individualizada para cada paciente e só o acompanhamento médico pode chegar a isso”, diz. No caso dos lubrificantes vendidos ilegalmente no Brasil, a dose éa mesma para todos.

Além disso, recorrer a produtos para ter una vida sexual melhor, sejam eles derivados de qualquer substancia, nem sempre é o caminho. O sexo é  um ato que depende de diversos fatores, em que,  se as mulheres estão chateadas com o parceiro, podem se fechar; não havendo nada de errado do ponto de vista clinico. Elas podem ficar menos receptiva ao ato sexual e terem mais dificuldade de se excitarem”, exemplifica Chedid.

Nesses casos, talvez você só precise de um tempo. Ou talvez fazer a outra parte da sua relação, e dedicar mais durante o sexo. No fim, está tudo bem – e, quem sabe, logo, logo o orgasmo chegará.

GESTÃO E CARREIRA

MODO EXAUSTÃO

Volta às atividades presenciais aguça a sensação de fadiga crônica, resultado também do trauma da pandemia e das incertezas que assombram o cenário global

Foi numa manhã do mês de maio que a consultora política Fernanda Galvão, de 45 anos, desabafou no Facebook: Eu queria, por um diazinho que fosse, não estar tão cansada. Parece até que a minha alma está exausta. E ainda é segunda-feira, meu Deus”. A publicação de Fernanda rendeu inúmeros comentários de amigos se identificando com a exaustão descrita por ela. De acordo coro o escritor e consultor André Carvalhal, “esse é o mood do momento”. “Ninguém aguenta mais não aguentar mais”, afirma, em alusão ao livro homônimo de Anne Helen Petersen, cujo subtítulo é: “Como os millennials se tornaram a geração do burnout”. “As pessoas já acordam cansadas. Então, precisamos entender o que existe por trás disso”, pondera.

O escritor e filósofo Renato Noguera acredita que a sensação que vematravessando corpos e mentes é multifatorial. “O filósofo sul-coreano Byung-Chul Han escreveu uma tese política a respeito da sociedade do cansaço, que coloca as pessoas em estado constante de endividamento, como se não existisse mais espaço para a zona de descanso”, observa. “Dentro desse contexto, há uma alta intensidade de produção e o corpo é usado ao limite”, explica. Segundo Renato, acrescentou-se a essa dinâmica as angústias provocadas pela pandemia de Covid-19, que não cessarão tão cedo. “A fome emocional de ter a vida de antes é confrontada pela ameaça do vírus mortal, que permanece. E surge a dúvida se viveremos de modo cíclico essa situação.” O cenário de crise mundial também, é um dos motivos de esgotamento. “Estamos acompanhando a consolidação de governos de extrema direita no mapa internacional”, aponta o filósofo, que busca na terapia e na musculação a energia, que, volta e meia, parece faltar.

O esgotamento de Fernanda Galvão vem ao encontro da fala de Renato. “Além de novos hábitos que tivemos de desenvolver durante a pandemia, o estado de tensão que o brasileiro vive, independentemente da corrente ideológica que siga, é imenso. O tempo todo é uma novidade, um estresse, opina. A consultora política, que contraiu o coronavírus duas vezes, investiga sequelas que possam justificar tamanho cansaço. Porém, além de cuidar da saúde física, focou na mental. “Voltei para a terapia, saí da academia que eu odiava e passeia fazer dança. Também mudei a alimentação com a ajuda de uma nutricionista.” Outra decisão foi a de buscar alegrias. “Estou nessa missão. A gente já é obrigado a tanta coisa na vida. Quero fazer coisas que me tragam prazer e leveza”, diz.

Para a psicóloga Marta Monteiro, outro fator detonador do eterno cansaço é a tecnologia, que nos acompanha dia e noite por meio do celular. “Redes sociais, como o WhatsApp, foram integradas ao trabalho e, muitas vezes, são usadas durante 24 horas por dia. Além de demandas profissionais, estamos sempre devendo uma resposta a um amigo, a um familiar. As relações afetivas foram impactadas”, analisa. Para Marta, a falta de fronteira entre casa e trabalho – cruzada definitivamente nos dois últimos anos – potencializa o sentimento. “Não se tem nem mais o lar que aconchega e dá descanso”, reflete.

Mas será que a volta às atividades presenciais depois de um longo período não estaria alavancando ainda mais essa sensação? “O home office em decorrência da Covid-19 causou exaustão entre as famílias, que acabaram se adaptando”, analisa Marta. “Agora, ao sair dessa zona de conforto, vem o novo de novo. E o novo, até se tomar cotidiano, é estressante. Fora isso, a pandemia não acabou”, continua. Para Carvalhal, o momento atípico mexe com todos. Mas o que prevalece é a exaustão mental, consequência do trauma da pandemia e das incertezas da situação nacional e global.”

Não há fórmula fechada para rebater a exaustão, mas a adoção de hábitos saudáveis sempre ajuda. “Praticar 30 minutos de exercícios por dia, ter uma boa noite de sono e incluir na dieta alimentos ricos em ômega-3, por exemplo”, sugere Nathália Guimarães, da Nutrindo Ideais. Coragem.

EU ACHO …

POVOAR A SOLIDÃO

A sua é de que tamanho? Difícil encontrar alguém que tenha uma solidão pequena, ajustada, do tipo baby look. Geralmente a solidão é larga, esgarçada, como uma camiseta que poderia vestir outros corpos além do nosso. E costuma ser com outros corpos que se tenta com­ batê-la, mas combatê-la por quê?

Se nossa solidão pudesse ser visualizada, ela seria um vasto campo abandonado, um estádio de futebol numa segunda-feira de manhã. Dói, mas tem poesia. Talvez seja por aí que devamos reavaliá-la: no reconhecimento do que há de belo na sua amplitude.

A solidão não precisa ser aniquilada, ela só precisa de um sentido. Eu não saberia dizer que outra coisa mais benéfica para isso do que livros. Uma biblioteca com mil volumes é um exército que não combate a solidão, mas a ela se alia.

A solidão costuma ser tratada como algo deslocado da realidade, como um tumor que invade um órgão vital. Ah, se todos os tumores pudessem ser curados com amigos. Uma pessoa que não fez amigos não teve pela sua vida nenhum respeito. Nossa solidão é nossa casa e necessita abrir horários de visita, hospedar, convidar para o almoço, cozinhar com afeto, revelar-se uma solidão anfitriã, que gosta de ouvir as histórias das solidões dos outros, já que todos possuem seus descampados.

A solidão não precisa se valer apenas do monólogo. Pode aprender a dialogar, e deve exercitar isso também através da arte. Há sempre uma conversa silenciosa entre o ator no palco e o sujeito no escuro da plateia, entre o pintor em seu ateliê e o visitante do museu, entre o escritor e o seu leitor desconhecido. Ah, os livros, de novo. De todos os que preenchem nossa solidão, são os livros os  mais anárquicos, os mais instigantes. Leia, e seu silêncio ganhará voz.

Às vezes tratamos nosso isolamento com certa afetação. Acendemos um cigarro na penumbra da sala, botamos um disco dilacerante e aguardamos pelas lágrimas. Já fizemos essa cena num final de domingo – tem dia mais solitário? É comum que a gente entre na fantasia de que nossa solidão daria um filme noir, mas sem esquecer que ela continuará conosco amanhã e depois de amanhã, deixando de ser charmosa e nos acompanhando até o supermercado. Suporte-a com bom humor ou com mau humor, mas não a despreze.

Permita que sua solidão seja bem aproveitada, que ela não seja inútil. Não a cultive como uma doença, e sim como uma circunstância. Em vez de tentar expulsá-la, habite-a com espiritualidade, estética, memória, inspiração, percepções. Não será menos solidão, apenas uma solidão mais povoada. Quem não sabe povoar sua solidão, também não saberá ficar sozinho em meio a uma multidão, escreveu Baudelaire.

Ah, os livros, outra vez.

*** MARTHA MEDEIROS

ESTAR BEM

NÃO DEIXE DE LEVAR ESSES MEDICAMENTOS EM SUA PRÓXIMA VIAGEM

Organizar um kit de primeiros socorros para levar na mala é fundamental; veja o que não pode faltar e os cuidados necessários

A última coisa que um turista deseja na vida é ter sua viagem atrapalhada por algum contratempo de saúde. Pode soar um tanto absurdo afirmar isso, quando ainda enfrentamos uma das crises sanitárias mais severas desse século. Mas eu me refiro àqueles probleminhas (assim mesmo, no diminutivo) que tiram o sono ou trazem literalmente dor de cabeça justo em um momento em que se busca por paz e sossego.

Em casos assim, a solução para o problema pode estar contida no fundo da mala, em uma necessaire. Ter à mão uma farmacinha de viagem pode evitar um desvio no roteiro, seja  para sair à caça de uma drogaria ou recorrer a um serviço médico local. Cabe ressaltar que não vai aqui nenhuma apologia à automedicação, pelo contrário. O velho slogan dos comerciais de remédio vale como regra: ao persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado.

“A automedicação não é uma prática recomendada e pode ter riscos sérios à saúde, por isso é preciso prudência”, reforça Thiago Piccirillo, clínico-geral da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo. “No ambulatório de Clínica Médica do Hospital São Camilo Santana, temos um protocolo de atendimento para as pessoas que estão em programação de viagem para o exterior, que é ajustado de acordo com o local da viagem e tempo de permanência.”

O médico explica que “alguns medicamentos são liberados no Brasil, mas podem trazer problemas no exterior”. Um exemplo, diz ele, é a dipirona sódica, “muito usada no Brasil para dor e febre, porém de uso restrito em muitos países”. “Portanto, se for viajar, consulte o seu médico e peça indicações dos melhores remédios para você e sua família”, recomenda.

Eu mesma já me peguei em plena Eslováquia com uma irritação no olho que me obrigou a visitar um hospital. Foi um perrengue chegar até lá, pois tive de me entender com um taxista que só falava russo. Vencida a espera num ambiente do hospital que me lembrou o  filme Adeus, Lenin!, recebi da médica, que falava inglês, o diagnóstico de conjuntivite.  Acreditem, o antibiótico prescrito era basicamente o mesmo que eu tinha em casa, de uma outra ocasião. A partir daí, meu médico me autorizou a levar na farmacinha.

Alérgica, não saio de casa sem anti-histamínicos, acionados quando me deparo com quartos com sinais de umidade ou roupa de cama demasiadamente perfumada. Já lancei mão do artificio também em visitas a campos de flores e viagens, na primavera, época em que o pólen nos maltrata lindamente.

“Na hora de viajar, muitas vezes vamos a lugares onde o acesso a farmácias é complicado, e é nessa hora que devemos ter um kit de primeiros socorros, a famosa ‘farmacinha’ portátil”, diz Piccirillo. “Existem alguns fatores que influenciam a preparação do kit ideal para cada viagem. Os principais que eu destacaria são: o lugar e suas particularidades, como clima e gastronomia; o tempo de duração da viagem; o uso de medicamentos contínuos; e, principalmente, o perfil familiar, com a presença de crianças.”

A seguir, selecionamos itens para você não esquecer de levar na sua próxima viagem. E não esqueça de fazer seguro-viagem, indispensável sempre.

ANALGÉSICOS E ANTITÉRMICOS

Comum em viagens, a caminhada livre costuma cobrar um preço dos menos habituados a ela. Conheço muita gente que chega ao fim do dia com as pernas doloridas de tanto andar. Esgotamento que pode ser resolvido com descanso óbvio, associado a um analgésico. “As medicações que chamaria de ‘primeira linha’, ou seja, indispensáveis para qualquer viagem, seriam os analgésicos e antitérmicos, uma vez que estamos sujeitos a inflamações e dores que podem surgir inesperadamente, como uma enxaqueca”, explica o clínico-geral da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

ANTIGASES E PROBIÓTICOS

“A ‘segunda linha’ de medicamentos que não podem faltar são os antigases, protetores para estômago e antieméticos (para náuseas e vômitos), e os probióticos, para casos de diarreia”, recomenda Piccirillo. Trocar a zona de conforto do ambiente doméstico por  novos destinos implica conhecer diferentes realidades culinárias. O uso de ingredientes incomuns ao paladar pode trazer tanto prazer quanto estranhamento.

CURATIVOS E POMADAS

Outro componente importante é o band-aid, aliado de calcanhares em contato  permanente com calçados durante as viagens. Em Berlim, na Alemanha, tive de entrar numa apotheke (como eles chamam farmácia) para comprar um pacote de curativos. Sai de lá com adesivos próprios para bolhas, seguindo sugestão do vendedor, acostumado com turistas na mesma situação. Destinos de aventura ou natureza, incluindo trilhas na programação, merecem uma atenção especial, reforça o médico do São Camilo: “A farmacinha não pode deixar de contar com gaze estéril, esparadrapo, antisséptico e algodão, para curativos simples, pomadas analgésicas e, claro, um relaxante muscular”.

PROTETOR SOLAR E HIDRATANTES

Não viajo mais sem spray de jato contínuo para lavar o nariz com soro. Em qualquer época do ano, me ajuda muito, mas especialmente nos dias secos do hemisfério norte. “O clima para onde se vai viajar também é importante. Em lugares com muito sol, o protetor solar é fundamental. Já em ambientes mais secos, spray nasal e colírios podem ser incluídos na bagagem, bem como protetores labiais em locais para dias de baixa temperatura”, afirma Piccirillo.

PREVENÇÃO CONTRA COVID

A vacinação avançou, mas a covid com suas variantes segue nos assombrando. Leve seu certificado e verifique se o destino exige algum cadastro extra. Nunca é demais levar máscaras PFF2fN95 para os voos e, ao menos, de tripla proteção para as saldas no destino. Complete o kit com um frasco de álcool em gel para manter à mão na bolsa.

EMERGÊNCIA INFANTIL

Quem tem filhos costuma manter em casa um kit básico de medicamentos que costuma incluir algo contra febre e xarope para tosse. Pergunte ao pediatra que acompanha a criança se mais algum item deve ser acrescentado à lista. “Um termômetro é um item essencial, não só para os adultos, mas principalmente para as crianças, que muitas vezes não sabem dizer o que estão sentindo. Uma simples aferição da temperatura já pode dizer que algo está errado. Dê preferência para os termômetros digitais por serem mais práticos e de aferições rápidas”, ensina Piccirillo.

REMÉDIOS DE USO CONTÍNUO

Seja adulto ou criança, é fundamental levar remédios de uso contínuo em quantidade suficiente para o período de viagem. Conte os dias e coloque esse tipo de medicamento na bagagem de mão, para evitar ficar sem ele se ocorrer extravio de mala. “Outro detalhe importante é manter os medicamentos na caixa original e ter a nota fiscal de compra”, recomenda o médico. Leve a receita escrita em inglês, explicando o motivo pelo qual usa aquele remédio. A dica é tomar todas as precauções possíveis, para o caso de ser questionado numa inspeção no aeroporto. Afinal, para que ter dor de cabeça?

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

‘VIVER NO MUNDO DA FANTASIA’ PODE SER CLASSIFICADO COMO UMA NOVA DOENÇA

Pesquisadores buscam identificar o devaneio excessivo mal adaptado, hoje diagnosticado como TDAH, como um transtorno mental separado

Passar boa parte do dia no mundo da fantasia criado pela própria mente, negligenciando responsabilidades e com impactos nos relacionamentos da vida real. O conceito, quando exacerbado, é normalmente interpretado como uma característica do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), sendo atribuído em alguns casos ao termo “imaginação hiperativa”. Porém, cada vez mais estudos buscam identificar peculiaridades do maladaptive daydreaming (MD) – algo como devaneio excessivo mal adaptado, em português – que o enquadraria como um próprio, e novo, diagnóstico de transtorno mental. Mas o que é esse devaneio excessivo?

Um grupo de pesquisadores israelenses, em estudo publicado recentemente na revista cientifica Journal of Clinical Psychology, define o devaneio excessivo como uma “atividade de fantasia compulsiva caracterizada por uma imaginação imersiva e uma mudança na atenção em direção a um rico mundo interior, negligenciando atividades sociais, ocupacionais e acadêmicas”.

“Os estudos científicos sobre esse conceito são recentes, mas é um fenômeno que conhecemos há muitos anos.A questão é que a pessoa saudável entra e sai desse estado de divagação de uma forma relativamente rápida, com qualquer estimulo do ambiente externo. O que não é o caso de quem têm a condição”, explica o psiquiatra Mario Rodrigues Louzã, coordenador do Programa de Déficit de Atenção e Hiperatividade no Adulto no Instituto de Psiquiatria da USP.

Para os cientistas do Laboratório de Consciência e Psicopatologia da Universidade Ben-Gurion e da Universidade de Haifa, em Israel, existe uma noção hoje de que a maioria dos adultos com a condição atendem a critérios e são diagnosticados com TDAH. No entanto, eles defendem que o déficit de atenção para essas pessoas seria algo secundário ao problema principal –  o vício nos devaneios imersivos e fantasiosos.

“Alguns indivíduos que se tornam viciados em seus devaneios experimentam grande dificuldade em se concentrar e focar sua atenção em tarefas acadêmicas e vocacionais, mas descobrem que um diagnóstico de TDAH e o plano de tratamento subsequente não os ajudam necessariamente. Classificar formalmente o MD (maladaptive daydreaming) como um transtorno mental permitiria que os psicólogos atendessem melhor muitos de seus pacientes”, afirma a pesquisadora da Universidade Ben-Gurion Nirit Soffer-Dudek, uma das autoras do estudo, em comunicado.

Ela defende que o ideal seria a inclusão do conceito na próxima edição do Manual Diagnostico e Estatístico de Transtornos Mentais, documento da Associação Americana de Psiquiatria, como um transtorno independente. Para isso, a cientista conduz uma série de pesquisas em busca de descobrir, e eventualmente, reforçar as peculiaridades do devaneio excessivo mal adaptado.

Seu último estudo envolveu 83 adultos diagnosticados com TDAH. Os resultados mostraram que apenas 20,5% dos participantes atenderam aos critérios estipulados para o diagnóstico do MD, o que reforça a tese de que o quadro não é um sintoma do TDAH (pela baixa incidência), mas sim, algo à parte. Além disso, os pesquisadores observaram que essas pessoas tiveram índices significativamente maiores de depressão, solidão e baixa autoestima.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

Os pesquisadores advogam pela separação do diagnóstico justamente defendendo que o tratamento seria mais eficaz. Eles destacam que os fármacos utilizados para tratar o TDAH, por exemplo, podem até mesmo aumentar o tempo empreendido nos devaneios.

“Alguns entrevistados indicaram que a medicação à base de estimulantes aumentava sua concentração não apenas sua vida cotidiana, mas, paradoxalmente, também em sua atividade durante os devaneios”, escreveram os pesquisadores.

Louzã explica que há uma estrutura no cérebro que é ativada quando entramos nesse modo de “suspensão” em devaneios comuns, chamada de default mode network, que pode estar relacionada ao diagnóstico. A descoberta dessa rede de regiões cerebrais interativas é recente. Ela fica ativa quando uma pessoa não está focada, funcionando como um “piloto automático” do cérebro:

“É como um computador que entra no estado de hibernação, que está ligado mas não em atividade. Essas áreas do cérebro funcionam quando entramos no estado de divagação, quando saímos desse estado de pensamento mais racional”, explica.

Porém, ele entende que são necessárias mais evidências para a categorização do novo conceito. Ele afirma que as características são apontadas como sintomas relativamente comuns de pessoas com TDAH, diagnóstico que compreende cerca de 5% das crianças e 2,5% dos adultos.

Embora o MD esteja ganhando repercussão, as divagações pontuais durante o dia são comuns e não fazem parte do conceito. Estudos indicam que 96% das pessoas fogem da realidade em algum momento durante o dia, no que chamamos de ”sonhar acordado”. Essa atitude, no entanto, é considerada positiva pois, embora possa causar um grau de distração, ajuda a fazer planos futuros, interpretar situações e no bem-estar.

Esses momentos de suspensão da realidade se tornam preocupantes quando acontecem de forma exacerbada, seu conteúdo émuito vivido, a pessoa perde a capacidade de controle e esse hábito passa a interferir em outras atividades do cotidiano.

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