OUTROS OLHARES

ALTA INFIDELIDADE

Inflação faz consumidor trocar marca favorita por ‘flerte’ com mais barata

A Inflação nas alturas e o aperto crescente no bolsoabalam a fidelidade do brasileiro às marcas nos supermercados. Consumidores trocam o casamento com produtos favoritos por uma espécie de “relacionamento aberto”, no qual experimentam outras opções de uma mesma categoria de acordo com o preço, em segmentos como alimentos, higiene e limpeza. E esse match acontece em um novo canal de vendas: o atacarejo.

Segundo consultorias especializadas, esses hipermercados, cada vez mais procurados pela classe média ávida por descontos nas compras em quantidade, já somam 40% das vendas de alimentos. Neles a variedade émaior, o que dá mais chance ao flerte com produtos mais baratos.

“Há uma variável muito impactante nesse movimento atual de troca por marcas que não estava nas crises anteriores, que é o atacarejo. Permitiu que as pessoasfizessem o madedown (troca por itens de baixo custo) com muitas opções para escolher”, diz Rodrigo Catani, head de Potencializar Vendas do ACR Consultores.

O atacarejo, continua ele, permite ao consumidor transitar entre as marcas pelas quais tem preferência e outras que não conhecia ou não via no mercado de bairro.

“É uma troca que ocorre principalmente na classe média. É um grupo mais aberto a testar outros produtos de menor preço. Elege uma cesta de itens dos quais não vai abrir mão e compensa economizando no restante”, acrescenta Catani. “Nas classes baixas, que já compram de forma seletiva e restrita, essas trocas são mais difíceis porque a pessoa não pode errar.

TROCA DE FRALDAS

No Grupo Mateus, rede presente em todo o Nordeste em que o atacarejo é 50% do negócio, o faturamento saltou de RS 4.1 bilhões em 2019, antes da pandemia, para RS 8,7 bilhões em 2021. Aliada à estratégia dos supermercados, o grupo verticalizou quatro marcas próprias voltadas para frios e padaria. Nesta última, sua etiqueta supera 50% das vendas.

“O atacarejo é um formato definido pelo consumidor final há alguns anos. Ganhou tração na pandemia, e os efeitos inflacionários continuam direcionando essemovimento”, diz Marcelo Korber, gestor da área de Relações com Investidores da rede

Fernando Gambôa, sócio líder de Consumo e Varejo da consultoria KPMG no Brasil. Explica que, além do atacarejo, desponta neste cenário de salários que não conseguem repor a inflação, a volta da venda a granel e das marcas próprias das varejistas.

“Os supermercados costumam trabalhar com 40 a 50 marcas de arroz e biscoito, por exemplo, e agora têm 100. Ampliaram a quantidade de marcas disponíveis e mais baratas para caber no bolso.

Pais de primeira viagem, Helder Martins, de 35 anos, e Ariana Leal, de 33, fizeram algumas mudanças no mercado para ajustar o orçamento familiar às necessidades do filho, Henrique, de pouco mais de 1 ano. Uma das trocas foi a marca de fraldas descanáveis. Quando viu o pacote Pampers Premium Car, subir de R$62 para R$82, diz Martins, o casal abandonou a preferência e começou a experimentar marcas mais baratas que não comprometessem o bem-estar do filho. Eles acabaram aderindo à ZenKids, de R$13,99. Já encontraram a marca em promoção a R$ 9, economia de quase RS70 por embalagem. O leite Aptamil, indicado pela pediatra, que custa R$80, também foi trocado. O novo amor da família é o Ninho Nutrigold, de RS38.

“Testamos várias marcas até achar uma que fosse barata, mas de boa qualidade. Minha maior preocupação é chegar a um ponto em que eu não consiga mais substituir a marca e tenha que abrir mão de algo importante ou essencial para o meu filho”, diz Martins.

DESPENSA REVISTA

Segundo Ailan Hock, diretor de marca própria do Carrefour, fralda é um produto de difícil entrada pelas marcas populares, por conta do reconhecimento daquelas já existentes. Ainda assim, a marca própria da varejista, lançada em 2020 com 5,4% das vendas de fraldas, atingiu 24.2% em 2021, liderando a categoria.

Ao todo, 22 produtos da etiqueta Carrefour são os mais vendidos da rede, como arroz, molho de tomate, açúcar, leite condensado, ervilha e milho em lata, algodão, papel higiênico e água sanitária. As vendas gerais de marca própria de alimentação no Carrefour, que correspondiam a 12.7% em 2018, hoje são 20%.

“Hoje, nenhum produto nosso performa abaixo de 8%. Isso acontece por causa da reformulação dos produtos. A qualidade também mudou. Investimos e reduzimos margem (de lucro) para não perder a qualidade”, diz Hock.

Trocar as marcas dos alimentos foi a saída adotada pelo empresário Paulo Carvalho, de 65 anos, para não fechar as portas do seu restaurante em Olaria, na zona Norte do Rio. Para não tirar carnes do cardápio nem aumentar o preço das refeições (RS16), ele trocou o pacote do tradicional arroz Tio João, de RS 24,89, pelo Camil (RS19,99). O feijão Combrasil (RS9,98) deu lugar ao Máximo (R$ 8,99), e o óleo Liza (RS10,05) foi substituído pelo Soya (RS9,99), ainda que com pouca diferença.

“Costumava vender 220 refeições por dia. Com a pandemia, passei a vender 60. Tive que fazer mudanças. Consumia no restaurante 20 quilos de carne apenas no almoço. Hoje, trabalho com sete quilos. Abri mão das marcas porque foi preciso”, diz Carvalho, que, sem poder repassar o custo maior aos clientes, vê a própria renda encolher.

‘BANDEIRA BRANCA’

As marcas próprias de varejistas chegam a custar entre 15% e 30% menos que as mais conhecidas, o que fez com que a presença delas saltasse de 40% para 66% dos domicílios brasileiros nos últimos cinco anos, estima Fernando Baiafona, diretor da consultoria GFK  para a América Latina:

“A pandemia e a crise econômica aceleraram a experimentação (de novos produtos). O mercado está mais competitivo. Uma vez que se prova e vê a qualidade, desistir da marca própria não é tão simples como antes, em que o consumidor voltava para as líderes, depois da crise.

No GPA, dono das redes Extra e Pão de Açúcar, suas seis marcas próprias passaram de 13,5% em 2018 para 21,5% do total de vendas, no primeiro trimestre de 2022. Segundo o diretor de Marcas Exclusivas, Eduardo Finelli, a participação dos itens dessa espécie de “bandeira branca” aumentou 27% nas vendas de óleo de soja, 10% nas de feijão e 20% nos de farinha. Em algumas categorias, as etiquetas do GPA representam até 40% das vendas, como o açúcar. Em um ano, o gasto médio dos clientes com esses produtos subiu 22.5%, diz o executivo.

Alguns itens, como xampu e condicionador, são difíceis de o consumidor abandonar. Mas outros têm rápida adesão, como a Taeq, de produtos saudáveis. Com isso, o GPA ampliou o lançamento de itens marca própria de 100 para 150 por ano.

GESTÃO E CARREIRA

 ESCASSEZ DE MÃO DE OBRA MUDA O PERFIL DO TRABALHO

 Onda de pedidos de demissão nos EUA e em outros países faz empresas reavaliarem as prioridades para não perder funcionários

Se a rede de restaurantes Applebee’s fosse o sistema solar – e, durante quase seis anos, foi isso que ela pareceu ser para ex-garçom Nick Haner – o cliente sempre foi o Sol. Tudo girava em torno dele. O cliente estava sempre certo, disseram a ele. Até mesmo quando um cliente cuspiu na cara dele, depois de gritar que a salada deveria ter sido servida quente, não fria. Ou mesmo quando outro cliente cortou à metade a gorjeta de USS2.

Mas algo aconteceu no ano passado e fez mudar aquela órbita. Tudo começou com as placas que Haner viu surgindo nas vitrines enquanto dirigia para o trabalho: “Estamos contratando!”. O McDonald’s estava contratando. A Walgreens estava contratando. O Taco Bell estava fechando mais cedo devido à falta de funcionários. Todos em Midland, no Michigan, ao que parecia, precisavam de trabalhadores. Então Haner começou a se perguntar: porque o trabalho não deveria girar em tomo de pessoas como ele?

“É uma loucura absoluta”, disse Haner, que pediu demissão do Applebee’s no ano passado e aceitou um emprego totalmente remoto de vendas em uma empresa de tecnologia. “Decidi arriscar porque pensei: “se não der certo, posso encontrar outras cem vagas por aí’,”

Mais de 40 milhões de pessoas deixaram seus empregos no ano passado nos EUA, muitas nos setores de varejo e hospitalidade (que inclui hotéis, turismo, eventos, restaurantes e bares). A taxa de pedidos de demissão nesses dois ramos subiu de 4% Para quase 6%, desde o início da pandemia. No varejo, saltou de 3,5% para quase 5%.

O movimento foi chamado primeiramente de a Grande Renúncia, e, depois, por uma enxurrada de outros nomes: a Grande Renegociação, a Grande Reorganização e o Grande Repensar. Mas as pessoas não estavam deixando de trabalhar completamente. Elas ainda precisavam ganhar dinheiro.

FLEXIBILIDADE

Grande pane das ajudas financeiras devido à pandemia parou no segundo semestre, e os valores disponíveis nas poupanças caíram para o menor nível em nove anos. O que os trabalhadores perceberam, no entanto, é que eles poderiam encontrar maneiras melhores de ganhar a vida. Melhores salários. Expedientes estáveis. Flexibilidade.

Nos EUA, por todo o país, os trabalhadores tinham oportunidades abundantes e podiam rejeitar o que antes eram forçados a tolerar – fossem chefes rígidos ou abuso de clientes. E, para manter os negócios funcionando, os chefes tiveram de começar a escutá-los.

“As pessoas veem isso como uma rejeição ao trabalho, mas vejo como as pessoas tirando proveito de uma abundância de oportunidades de emprego”, disse Nick Bunker, diretor de pesquisa econômica no laboratório de contratação do site Indeed. “As pessoas precisam pagar as contas”.

Conforme as vacinas e as ajudas financeiras foram disponibilizadas no ano passado, os governos estaduais e locais incentivaram um retorno à normalidade, as empresas ficaram desesperadas por trabalhadores.

Os profissionais aproveitaram o momento para reavaliar o que esperavam de seus empregadores. Os trabalhadores com salários baixos penduraram os aventais e se dirigiram para outros locais de trabalho. E os trabalhadores de escritório disseram aos seus empregadores exatamente como e onde queriam trabalhar.

PODER

“Nossos funcionários têm o poder”, disse Tim Ryan, presidente da PwC nos EUA, que está no meio de uma transição de três anos para permitir um estilo de trabalho mais flexível: parte dos funcionários continuará a trabalhar de forma remota permanentemente.

Na verdade, os trabalhadores não mudaram seus sentimentos em relação ao trabalho; eles mudaram suas expectativas. ”A maioria das pessoas nunca quis trabalhar e só trabalha porque precisa disso para viver”, disse Rebecca Givan, professora de estudos do trabalho da Universidade Rutgers. “Não se trata de falta de ambição. Trata-se de uma ambição inacreditável”, diz Jessica Kriegel, chefe de pessoas e cultura da empresa de tecnologia Experience.com

EU ACHO …

GENTE COMO A GENTE

O chamado de Deus ocorre em meio ao contraditório e a todas as ambiguidades de pessoas normais

Quem conhece narrativas bíblicas sabe que as pessoas do texto são muito marcadas pela ambiguidade. Na Idade Média dominou a narrativa modelar sobre os santos, as chamadas hagiografias. Os eleitos eram perfeitos desde o berço, nunca tremiam, jamais duvidavam. No texto bíblico, pelo contrário, as pessoas são reais. Abraão mente ao faraó que sua esposa seria sua irmã; um irmão engana o pai com ajuda da mãe (Jacó com o idoso Isaac); o encarregado do culto a Deus, Aarão, é quem cede ao povo e faz o bezerro da idolatria; e, apenas para dar outro exemplo, Jonas fica decepcionado que Deus não destruiu a cidade de Nínive. Existem narcisos feridos, jogos de poder, tramoias e estratégias pessoais. Vale o mote de Nietzsche: humano, demasiado humano.

O encontro do jovem Davi e o gigante Golias é narrado no capítulo 17 do Primeiro Livro de Samuel. Usando da habilidade com sua funda, o rapaz acerta o guerreiro enorme e o mata. Depois, decepa sua cabeça. Juntamente com o episódio de Judite, HoIofernes e Salomé Joao Batista, são três cenas fortes de gente perdendo a cabeça na Bíblia para deleite da história da arte.

Quase sempre Davi é representado como um adolescente no episódio, com a notável exceção da estátua de Michelangelo. O florentino preferiu a exuberância de um homem forte e jovem.

Avanço na narrativa. O povo de Israel está feliz no capítulo 18 narrado por Samuel. O gigante atacava a honra de todos e ainda insultava o Deus dos hebreus. A vitória inesperada do jovem tinha provocado euforia. A fama de Davi crescia ao atacar filisteus. As mulheres cantavam que o rei, Saul, tinha matado milhares, mas Davi, dezenas de milhares. Não bastasse a fama crescente do jovem de Belém, a amizade com Jonatas, filho mais velho do rei, era muito forte.

O jovem Davi matava mais inimigos do que o velho e experimentado rei? Entrava na casa real com uma amizade forte com o herdeiro natural do trono? Era mais amado pelas mulheres de Israel e pelo primogênito do que o próprio Saul? Era demais para o primeiro rei de Israel.

A reação do soberano foi significativa. Duas vezes arremessou uma lança para matar o jovem filho de Jessé. Errou em ambas. O rei estava em uma rede complexa de sentimentos. Na narrativa, logo após ter tentado cravar Davi na parede, dá a ele sua filha Merab em casamento. O ex- pastor se achava indigno de ser genro de rei. A jovem acabou casando com outro.

Para piorar a ambiguidade, outra filha do rei se apaixonou pelo guerreiro célebre. Davi, de novo, acha honra elevada, porém acaba aceitando o encargo em troca de um gesto de gosto duvidoso para nosso padrão atual: o dote seria o corte de um número expressivo de partes íntimas de filisteus. Era uma armadilha do rei ao futuro genro, que respondeu dobrando a meta e oferecendo duzentos prepúcios ao soberano que demandara cem.

Uma das coisas que adoro na Bíblia é sua humanidade. As personagens são de imensa riqueza e muitas contradições. Reis violentos e com abalos psíquicos, jovens cheios de fé, amizades improváveis como a de Jônatas com Davi (ou Rute e Naomi com o bom exemplo de camaradagem fora do padrão).

A história do pastor de Belém, Davi, é tomada de gente com inveja, desequilíbrios mentais, desejos, e tentações com a mulher de Urias.  Eu me lembro perfeitamente da imensa  impressão que tive com o quadro de Pedro Américo no Museu Nacional de Belas Artes. Do que trata o quadro? O primeiro capítulo de I Reis narra o rei Davi com frio, não    conseguindo se aquecer por causa da idade. Então, arrumam uma jovem virgem, Abisag, com a função térmica no leito real. Pedro Américo pintou o momento em que um assustado ancião vê unia jovem se deitar com ele. O quadro tem influências do chamado Orientalismo na sensualidade e na opulência erótica de “harém turco” que imagina.

O texto sagrado se permite liberdades que fariam corar muitos aurores libertinos dos séculos 18 e 19. A lição é clara: o chamado de Deus ocorre em meio ao real histórico, ao contraditório e a todas as ambiguidades de pessoas normais.

”O Senhor é meu pastor, nada me faltará”, proclama Davi como salmista. Ele me conduz, e ao me conduzir me protege do rei louco, da inveja, dos excessos de sexo, da briga dos meus filhos pelo trono e de todas as intrigas que minhas fraquezas e as dos outros provocam. Em resumo, gente como a gente. Pessoas que parecem reais enfrentando seus limites e os do mundo, dialogando com o plano divino dentro e inserido até o pescoço no mundo profano. O que eu admiro em algumas personagens é que não falariam ao povo “vocês pecadores”, porém, nós”. Diferentes de tantos de hoje, não se colocariam em um pedestal imaculado julgando todos abaixo. Ao ouvir alguns, lembro-me da reclamação de Fernando Pessoa: “Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo?”. Tenho esperança de que mais pregadores consultem a Bíblia e menos seus treinadores midiáticos. “Ó príncipes, meus irmãos!…”

*** LEANDRO KARNAL

ESTAR BEM

COMO WHEY PROTEIN EVITA A PERDA MUSCULAR NO ENVELHECIMENTO?

Adultos mais velhos geralmente precisam de mais proteína do que os mais jovens. Veja como garantir que você está consumindo o suficiente

A proteína é um macro­nutriente particularmente importante para os adultos mais velhos. Estudos mostram que, em média, as pessoas começam a perder massa muscular pouco a pouco quando chegam entre os 30 e 40 anos, e que após os 60 anos esse declínio se acelera.

Quando essa perda de massa muscular com a idade, conhecida como sarcopenia, se torna grave, pode levar à sérios problemas de saúde. Estudos mostram que esse processo pode aumentar o risco de quedas, fraturas e deficiências físicas – todas elas podem prejudicar a mobilidade, a independência e a qualidade de vida de um idoso.

A sarcopenia também pode levar à resistência à insulina, condição que leva ao diabetes tipo2.

Diante disso, surge a questão: será que idosos devem usar whey protein (proteína do soro do leite vendida em pó) ou outros tipos de suplementos para ajudar a manter a massa muscular?

Talvez. Consumir uma quantidade adequada de proteína pode ajudar a retardar ou minimizar essa perda muscular ao longo dos anos, e o whey protein certamente pode ajudar a atender às necessidades de proteína, dizem especialistas, mas não necessário se você se certificar de que está consumindo uma quantidade suficiente nas suas refeições diárias.

Nos Estados Unidos, as diretrizes federais recomendam que a maioria dos adultos saudáveis consuma pelo menos 0,8 gramas de proteína por quilograma de peso corporal por dia. No entanto esta éa quantidade mínima que uma pessoa precisa par evitar ficar desnutrida – muitos especialistas dizem que -, para manter uma boa condição de saúde, você deve pensar um pouco além.

À medida que você envelhece, especialmente se tiver 65 anos ou mais, precisará   consumir mais do que o recomendado para preservar seus músculos, diz Katie Dodd, nutricionista americana fundadora do blog Geriatric Dietitian (Nutrição Geriátrica).

“As pesquisas mostram que os adultos mais velhos precisam de um pouco mais de proteína do que os adultos mais jovens”, disse ela. Muito disso tem a ver com sarcopenia. Eles precisam dela para proteger sua massa muscular. Falo muito sobre proteína porque as pessoas precisam dela para aproveitar ao máximo seus anos e uma vida com qualidade”, acrescentou.

A especialista recomenda, que adultos geralmente saudáveis com 65 anos ou mais consumam pelo menos 1 a 1,2 gramas de proteína por quilograma de peso corporal. Para uma pessoa que pesa 68 quilos, isso significa incorporar cerca de 68 a 82 gramas de proteína na ingestão diária de nutrientes.

Dodd advertiu, no entanto, que as necessidades de proteína podem variar dependendo das circunstâncias. Adultos mais velhos que têm uma ferida ou lesão podem precisar de um pouco mais para ajudar na cicatrização enquanto as pessoas com doença renal podem ser aconselhadas a reduzir sua ingestão de proteínas. Níveis variados de atividade física também podem alterar o cálculo. Por isso, é indicado consultar um médico antes de fazer qualquer alteração mais significativa em sua dieta.

AOS POUCOS

Se você obtém sua proteína de suplementos ou de alimentos integrais, é melhor distribuir sua ingestão ao longo do dia, em vez de consumir a maior parte em uma única refeição, para que seu corpo tenha tempo suficiente de absorvê-la.

“Você deve se concentrar em obter sua proteína de alimentos integrais, como peixes, laticínios, carnes, ovos e aves”, diz Dodd. A especialista afirma que também se pode obter a quantidade ideal de proteína por meio de alimentos vegetais, como nozes, feijões e lentilhas.

Mas se você não consegue obter toda a proteína de que precisa com a alimentação, não há problema em aumentar a ingestão por meio de suplementos. O whey protein é uma fonte particularmente boa porque é rica em aminoácidos – os blocos de construção das proteínas – e o corpo a absorve bem. Também foi demonstrado em estudos ser benéfica para a saúde muscular quando combinada com a prática de exercício. Para pessoas que são veganas e não tomam whey protein, também há opções de suplementos à base de soja, ervilha ou cânhamo.

“O adulto padrão que tem uma dieta saudável não precisa de suplemento proteico”, explica Dodd. “Mas se ele não consegue obter o suficiente por meio dos alimentos, éaí que os suplementos podem ser úteis.

Se você precisar de ajuda para determinar suas necessidades diárias de proteína, pode tentar consultar a calculadora de ingestão de proteínas Examine.com, um grande e independente banco de dados de pesquisa nutricional, mas que é em inglês. A calculadora leva em consideração seu sexo, peso e nível de atividade para ajudá-lo a descobrir quanta proteína você precisa.

ATIVIDADE FÍSICA

“Se o objetivo é minimizar o risco de sarcopenia, combinar um nível adequado de ingestão de proteínas com a prática de atividade física regularmente será uma boa opção para proteger sua massa muscular à medida que envelhece”, aconselha Bill Willis, cientista que estuda a síntese de proteína muscular na Universidade Estadual de Ohio.

Exercícios de resistência como flexões, agachamentos e levantamento de pesos ou usar faixas de resistência são os melhores. Mas, estudos mostram que mesmo formas de atividade física de baixa intensidade, como caminhadas, jardinagem, corte de grama e compras de supermercado, podem ajudar a compensar a perda de massa muscular com a idade.

“A principal mensagem para as pessoas com 6S anos ou mais é que devem se certificar de consumir proteína suficiente e também procurar formas de se manter ativas”, alerta o pesquisador.

“Ser sedentário parece promovera sarcopenia mais do que qualquer outra coisa.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

MACHISMO TAMBÉM FAZ MAL PARA A SAÚDE

Opressão de gênero gera problemas emocionais para mulheres e até mesmo para os homens

O machismo tem impactos profundos na saúde mental das mulheres. De acordo com especialistas, a opressão de gênero pode gerar problemas emocionais, cognitivos e comportamentais, como baixa autoestima, insegurança, estresse pós traumático, depressão, crise de pânico e outros transtornos psicológicos. Mas ele também afeta diretamente os homens. Segundo psicólogos ouvidos, a masculinidade tóxica tende a criar adultos incapazes de lidar adequadamente com seus próprios sentimentos, o que faz com que, muitas vezes, eles reajam àsadversidades de maneira incompatível ou mesmo violenta.

“No caso das mulheres, ser vista como uma pessoa inferior causa problemas de desamparo aprendido, sensação de incompetência, falta de confiança e perda de referência em si mesma, o que te leva a aceitar o que o outro impõe a você”, afirma Elizabeth Barham, professora do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de São Carlos {UFSCar). “[Disso pode advir] depressão, ansiedade, insegurança emocional, falta de conexão com suas próprias necessidades e até com outras pessoas.

Já para os homens, o machismo gera muita tensão e estresseporque os impele constantemente para um espaço de competição e busca por superioridade em relação às mulheres, mas também entre os próprios homens, explica Barham. Ademais, é como se os homens não pudessem demonstrar dificuldades e fragilidades, o que faz com que eles também sofram de depressão e ansiedade, mas expressem isso de maneira diferente, com tendência a abusar mais de álcool e drogas que as mulheres.

Nos Estados Unidos, por exemplo, os homens responderam por 79% das mortes por suicídio em 2020, segundo um levantamento do jornal Washington Post baseado em dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças. A maioria dessas mortes envolveu armas de fogo, após abuso de álcool ou drogas.

Os homens também costumam ser mais resistentes a procurar ajuda e cuidar da saúde mental, porque as emoções não baseadas na raiva são consideradas, dentro dessa ótica machista, questões “femininas” ou “coisa de veado”, diz Pedro Amhra, professor do departamento de Psicologia da PUC-SP.

MACHISMO INVISÍVEL

De acordo com o especialista, o machismo pode ser definido como “um conjunto de práticas, discursos e culturas que atribuem a homens e mulheres lugares fixos e hierarquicamente subordinados”.

“Mesmo discursos que enaltecem a mulher, como os de sacralização da mãe, podem ser considerados machistas, na medida em que servem muitas vezes para invisibilizar o trabalho não remunerado da mulher que émãe. As pessoas dizem “Ela faz tudo isso por amor ,”Ela é uma grande guerreira”. Mas isso apenas retifica o que é a mulher [do ponto de vista da estrutura patriarcal], enquanto o homem deve ser forte, agressivo”, comentou Amhra, autor do livro “O que é um homem? Psicanálise e história da masculinidade no

Ocidente”. “Os efeitos disso são os mais diversos, desde a violência física e psicológica contra as mulheres, até as violências dos homens contra os próprios homens”.

Comportamentos machistas, porém, não se limitam a casos de violência. Eles permeiam nosso cotidiano e até passam despercebidos. São gestos que parecem inofensivos, mas que, na prática, limitam as possibilidades das mulheres.

A ONG Think Olga, de combate à desigualdade de gênero, destaca quatro tipos de machismos invisíveis: manterrupting (quando um homem interrompe a mulher a todo instante), bropriating (quando ele se apropria da ideia dela e leva o crédito), mansplaining (quando ele explica obviedades para ela) e gulighting (a violência emocional por meio de manipulação psicológica, que leva a mulher e todos ao seu redor a acharem que ela enlouqueceu ou que é incapaz).

Há ainda outro impacto invisível do machismo na vida das mulheres: a carga mental. Sabe quando um homem alega que “ajuda muito nas tarefas de casa”? Isso ocorre devido à visão machista de que os trabalhos domésticos são de responsabilidade da mulher, mesmo que ela também trabalhe fora, agregando em estresse e ansiedade a sua rotina.

“Na grande maioria das famílias, são as mulheres as responsáveis por cuidar da casa e dos filhos. E isso é ensinado desde a infância”, diz Pedro Amhra. “Então dentro dessa estrutura patriarcal, as mulheres têm que planejar tudo. É delas a responsabilidade pela gestão da casa e por manter a família unida”.

MANUAL ANTIMACHISMO

No livro “Guia prático antimachismo” (Sextante), a advogada Ruth Manus defende que “homens e mulheres são machistas” e que “o machismo não é um problema apenas para as mulheres”. Os homens também são oprimidos por essa cultura, porque o machismo “dita regras comportamentais muito rígidas para todos”, ela diz.

“Os homens perdem, principalmente, a liberdade de serem o que quiserem, porque o machismo prega uma masculinidade tóxica, pautada na falta de sensibilidade e compaixão, que muitas vezes chega perto da violência”, afirma

Manus também sustenta que o machismo existe sob diversas roupagens. Ela cita alguns exemplos: o machista old school (aquele que pensa que “homem que é homem não chora nem faz exame de próstata”); o esquerdomacho (“diz que é desconstruído, mas repete modelos de infidelidade e soberba masculina e se incomoda ao ser confrontado com a realidade); o politicamente incorreto (que “reclama que não pode nem mais fazer piada”); o do “mimimi”(“sempre tenta anular o debate com menosprezo pela causa”); o palestrinha (que “tenta explicar o obvio e sempre interrompe as mulheres”); e o violento, “lembrando que a violência não é só física e sexual, ela é também psicológica”.

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