EU ACHO …

OU VOCÊ AMADURECE, OU SE FALSIFICA

Você acorda, vai ao banheiro, se olha no espelho, faz a barba ou pinta o olho, e inicia mais um dia da sua vida, mas é sua vida mesmo, ou você interpreta um personagem’ Você amadureceu pra valer ou virou uma cópia falsificada de um adulto’ Tenho visto alguns humanos adulterados por aí, “gente grande” made in Paraguai.

Éramos crianças inocentes e protegidas, até que os anos passaram. A adolescência nada mais é do que você percorrendo, sozinho, um amplo deserto e enxergando, ao longe, aquela poeirinha no horizonte que, nos filmes de aventura, indicam uma cavalaria armada ou uma tribo de peles-vermelhas se aproximando, qualquer coisa que pareça ameaçadora na imaginação e que assustará ainda mais quando chegar perto – e você não tem nem um reles pangaré pra montar e escapar desse ataque iminente. Sabe que terá que ser muito homem – ou muito mulher – pra enfrentar.

Aquela poeirinha vai se agigantar na sua frente. E então você verá que não são malfeitores com rifles em punho, nem os índios estereotipados dos faroestes. São escolhas a fazer, relações amorosas, dúvidas e dívidas, filhos pra educar, a finitude pra lidar e posicionamentos exigidos pela sociedade: a maldita esquadra da maturidade, que não está afim de negociar com seu amadorismo.

E agora)

Quem encara, paga um preço alto. Não tem o recurso de se amparar nas costas de papai e mamãe, não tem a hipótese de transferir as decisões para o dia de São Nunca. Com a coragem que nem sabia que tinha, você assume sua identidade, dá um trato nos seus medos eco­ meça a trajetória: trabalha, ama, sofre, se expõe, se impõe, fala, cala, sofre, destrói, constrói. Mas constrói mesmo. Uma vida legítima. Uma vida sua.

Ou.

Ou se escora. Na mãe velhinha, no pai doente, no parceiro com quem está casado há 42 anos, na namorada rica que virou a salvação da lavoura, se escora na chapação, no álcool, nos medicamentos tarja preta, numa idealização fraudulenta  (“sou ótimo, pena que o mundo não reconheceu meu brilhantismo”), se escora na muleta que estiver mais à mão e distribui sorrisos sedutores e desculpas esfarrapadas: sou uma farsa, mas uma farsa de terno e gravata, uma farsa em vestido de baile.

Falsificam-se a si mesmos os que não têm brio. Os que dependem de mil e quinhentos empurrões, e mesmo empurrados não ganham velocidade, ritmo, rumo. Ficam sempre no meio do trajeto, soluçando, reclamando, retrocedendo à memória das longas tardes no jardim de infância, quando, em segurança, sabiam que seus pais estariam esperando, no final do dia, no portão.

Na maturidade, não tem ninguém esperando no portão pra nos levar pra casa, mas tem uma caminhada excitante rumo a um prazer que só quem se arrisca, conhece. O prazer da independência. O prazer de ter a sua assinatura avalizando cada uma de suas conquistas.

Já quem se falsificou num adulto que parece que é, mas não é, desperdiçou a chance de ter uma vida autêntica porque se assustou com a poeira no horizonte, previu que seria uma luta perdida, que não daria conta. Mas daria. O gigante, em qualquer circunstância, somos nós.

*** MARTHA MEDEIROS

ESTAR BEM

APRECIAR COISAS SIMPLES VIRA MODA NAS REDES

Vídeos ensinam como romantizar até mesmo as tarefas mais banais e se tornar o personagem principal de sua vida

No YouTube, uma cineasta de Utah se bronzeia ao sol da manhã, desfruta de um croissant fresquinho e borrifa perfume de limão sobre uma colcha decorada com rosas cor de rosa.  Os vídeos dela, uma fuga aconchegante rumo a um mundo singelo, são inspirados por “Anne de Green Gables”, os romances de Jane Austen e o drama de época ‘Bridgetown’ e oferecem dicas sobre “como ser mais feliz e apreciar as coisas pequenas da vida”.

Outras pessoas usam o Tik Tok a fim de divulgar rotinas mais agradáveis para o café da manhã, e incentivar a compra de buquês de flores e a prática da gratidão. Rachel Hess, 21, uma criadora de conteúdo no app, usa um rolo de macarrão para amassar folhas de eucalipto e depois as pendura no chuveiro, em um vídeo que foi assistido por 6,8 milhões de pessoas. “Romantize suuuuua vidaaa” diz a legenda.

“Quero fazer com que mesmo o mais banal dos dias pareça único, porque são dias assim que formam a maior parte de nossas vidas – não as férias, o os acontecimentos especiais que surgem de vez em quando”, disse Hess, universitária da Pensilvânia. 

Nos últimos dois anos, a frase “romantize sua vida” emergiu na mídia social como um apelo à ação, e ganhou popularidade durante alguns dos meses mais sombrios da pandemia de Covid-19.

O lema pede que apreciemos aquilo que temos bem diante de nós, e que vivamos com intenção, por mais banais que sejam os rituais cotidianos – um lembrete de que é preciso estar sempre em busca de momentos de beleza, e abraçar o minimalismo.

Vídeos com a hashtag#romanticizeyourlife (romantize sua vida, em português), a maioria esmagadora dos quais postados por mulheres jovens, foram assistidos mais de 525 milhões de vezes no Tik Tok. Também há mais de 28 mil postagens se referindo a frase no Instagram, acompanhadas por imagens que incluem crepúsculos à beira da água, jantares servidos com louça elegante e xícaras de chá delicadas.

Embora parte do conteúdo seja claramente aspiratório – nem todo mundo pode fazer uma viagenzinha rápida à Itália ou fugir para um campo florido vestindo roupas delicadas de primavera -, a maioria dos vídeos rejeita o tipo de mensagem que leva pessoas a adquirir coisas materiais

E eles também renunciam a estética “aquela garota”, que promove um caminho único para o bem-estar, repleto de sucos verdes, diários e muito exercício físico.

Um comentarista no Reddit disse ter encontrado alegria até mesmo ao lavar bules de café, no escritório. “Depois de colocar um pouco de detergente no bule, comprimo levemente a embalagem para criar bolhas de sabão”, escreveu o usuário em um comentário sobre como romantizar a vida. ” Amo bolhas de sabão”.

Outro comentário no Reddit escreveu que “compro pratos de papel comemorativos na loja de USS1,99 (R$10) e os uso para comer, quando quero me sentir festivo. Todos eles tem desenhos dos diferentes feriados, ou sereias, robôs, casamentos, ou dizeres como ‘é um menino’. Fico comovido”.

Em um canal de YouTube chamado Malama Life, uma blogueira de estilo de vida radicada no Hawaii observa os pássaros do lado de fora de sua janela, rega as plantas e fatia suas frutas prediletas para o café. “Isso me dá motivo para sair da cama de manhã”.

Especialistas dizem que a tendência a romantizar pode ter perdurado em parte porque é uma nova maneira de explorar a “mindfulness” – a prática de prestar atenção ao momento presente e de se conscientizar quanto às sensações físicas, pensamentos e emoções de uma maneira não censória. A prática também oferece uma sensação de poder, de controle, que faz muita falta enquanto persiste a pandemia.

“É a prática de ser positivo quanto ao que a vida tem a oferecer, independentemente de as circunstâncias serem aquilo que você imaginava ou desejava”, disse Ashley Ward, 26, cujo vídeo de 2020 no Tik Tok sobre romantizar a vida foi assistido mais de três milhões de vezes. “Não se pode controlar tudo na vida, mas cada pessoa tem controle de como ela vê a situação em que esta”.

Jake Cohen, 18, autor de livro de culinária cujo vídeo sobre torradas de avocado foi assistido quase 400 mil vezes no Tik Tok, disse que romantizar é encontrar meditações em nossos rituais diários”.

Algumas pessoas podem considerar a prática como “extravagante e inútil”, ele acrescentou, mas se quero romantizar minha torrada de avocado ou meu pão ázimo, isso éassunto meu, é uma forma minha de trazer mais beleza à minha rotina”.

A tendência extrai sabedoria de domínios diferentes, como a “mindfulness”, a psicologia positiva e o costume dinamarquês do “hygge”, mas está sendo apresentada de uma maneira envolvente e fresca”, disse Erik Loucks, professor associado de epidemiologia. Ciência social e ciência comportamental na Universidade Brown, e diretor do Mindfulness Center.

As pesquisas de Loucks e seu mais recente livro, “The Mindful College Student How to Succeed, Boost Well-Being, and Build the Life You Want at University and Beyond” (o universitário atento: como ser bem-sucedido, melhorar obem-estar e construir a vida que você quer na universidade e além, em português; Editora NewHarbinger Publications, 210   págs., RS87,56) ilustram de que maneira a “mindfulness” pode reduzir o estresse e os sintomas de depressão, e melhorar a qualidade do sono e os níveis de atividade física.  

“Romantizar sua vida se entrelaça a ‘mindfulness’, ele acrescentou, em parte ao nos ajudar a encontrar uma sintonia melhor para conosco.

“Se estamos tentando construir uma vida que nos torne felizes e que nos coloque em posição central de uma maneira amável, bem, cada um de nós é diferente. Que métodos ressoam mais? Isso é uma forma de autoconscientização”, afirmou ele.

Entrelaçada a conversação online sobre romantizar a vida está a tendência do personagem principal – vídeos com a hashtag #maincharacter (personagem principal) já receberam 6,9 bilhões de visitas no Tik Tok, e uma tendência derivada, a da energia do personagem principal, também tem muitos aderentes.

O meme sobre o personagem principal gerou numerosas paródias, que zombam dos clichês cinematográficos e do narcisismo. É “uma maneira divertida de minimizar algumas das coisas escrotas que as pessoas romantizam” disse Ward. Mas ser o personagem principal também se tornou um lembrete sincero de que a pessoa precisa deixar que suas ações conduzam a narrativa, mais ou menos como aconteceria a um protagonismo de um filme de ficção.

No vídeo de Ward para o Tik Tok, o câmera fica posicionada no alto, voltada para uma praia onde ela aparece reclinada sobre uma toalha. A tomada feita do alto transmite que ela é personagem principal, e a simplicidade das imagens permite que sua luz franca ocupe posição central.

“Você precisa começar a romantizar sua vida”, a narrativa principia. “Precisa começar a pensar em você como o personagem principal. Porque, se não o fizer, a vida continuará a passar por você. E todas as pequenas coisas que a tornam tão bela passarão despercebidas. Por isso, faça uma breve pausa e olhe ao seu redor, e perceba que é uma bênção para você estar onde está, bem agora”, completa.

O áudio de seu vídeo foi usado por numerosos outros criadores de conteúdo, como Ângela Liguori, influenciadora e fotógrafa de viagens, que combinou o som a uma montagem de imagens dos locais distantes que ela visita

“Um personagem principal tem pleno senso de ação eo que a pandemia tirou de nós foi exatamente esse senso de ação”, disse a psicóloga Sherry Turkle, professora do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), que pesquisa sobre a relação entre o ser humano e a tecnologia.

Tornar-se o personagem principal também é uma maneira de criar um eu mais autêntico e de abrir espaço para aquilo que você é, acrescentou Turkle. “Creio que exista uma convergência entre querer mais intensamente encontrar uma identidade – em meio ao nosso isolamento – e afirmar nossa individualidade”, ela disse.

Livia Boerger, coach especializada em bem-estar mental escreveu sobre as diversas maneiras pelas quais as pessoas podem romantizar suas vidas, e em seu site oferece um desafio de 28 dias para “ajudar a celebrar a ideia de viver por razões menores, e de se apaixonar de novo pela vida”.

Durante a pandemia do Covid-19, ela disse, muita gente vinha “procurando maneiras de criar alegria e de encontrar aquela alegria dentro de si, e de aproveitar ao máximo o que cada um de nós tem”.

O que também pode conduzir a uma questão mais ampla: o que nos traz felicidade, verdadeiramente? Férias caras ou uma roupa nova? Ou deveríamos parar de esperar por aqueles momentos perfeitos e começar a desfrutar do presente?

“Há muita alegria a encontrar em coisas gratuitas”, disse Boerger. Brincar com as crianças na chuva, por exemplo. Ou fazer uma pausa para curtir uma xicara de chá, em vez de continuar trabalhando enquanto bebe. “O sabor é tão melhor quando seu foco está no chá”, concluiu.

GESTÃO E CARREIRA

COMO ATRAIR E RETER OS TALENTOS MAIS DISPUTADOS DO MERCADO

Tão importante quanto a proposta de valor para o cliente é a proposta de valor para o colaborador

Empresas que querem montar ou acelerar seus negócios digitais precisam estar prontas para enfrentar um dos maiores gargalos do mercado: talento. Este obstáculo tem duas grandes origens: uma demanda celerada e uma oferta que não caminha na mesma velocidade.

Do lado da demanda: o Brasil é um dos países mais conectados do mundo, com mais de 70% da população grudada na internet, navegando em média 10 horas por dia. Soma-se a isto um volume de investimento em inovação sem precedentes – só em 2021, investiu-se em venture capital quase o mesmo volume de todos os anos anteriores somados – e têm-se a fórmula perfeita para provocar a ebulição de novos negócios digitais.

Era de se esperar, portanto, que a quantidade de postos de trabalho relacionados à tecnologia tenha acelerado de forma vertiginosa desde 2017, aumentando dez vezesmais do que a média de outros postos no mesmo período.

Mesmo com um cenário atual mais cauteloso – redução de PIB, aumento da Selic, diminuição do fluxo de capital -, o ritmo de crescimento das vagas em tecnologia não deve diminuir. Digitalização virou uma questão de sobrevivência para novas empresas e incumbentes. No ano passado, o Facebook anunciou um plano de contratação de mais de dez mil talentos digitais para a construção do seu metaverso; a Amazon deve contratar mais 55 mil funcionários globalmente, muitos desces no Brasil. Esta demanda só aumenta.

ACELERAÇÃO

A população também segue se digitalizando em ritmo acelerado. Até 2026, espera-se que 185 milhões de brasileiros estejam conectados nas mídias sociais; o e-commerce deve crescer 55%; e mais de metade da população deve estar usando um banco digital.

Do lado da oferta: para cada novo profissional formado em áreas relacionadas à tecnologia, o País forma mais de 11 alunos de direito ou administração. Este desequilíbrio entre áreas de negócio e tecnologia é comum no mundo todo, mas no Brasil ele é substancialmente maior. Nos EUA e na Alemanha, por exemplo, essa proporção é de 1 para 5. Se continuarmos neste ritmo de crescimento e de formação de talentos, teremos uma lacuna de 1 milhão de vagas de tecnologia não preenchidas até 2030. Globalmente, estima-se que até 3 milhões de vagas de cibersegurança não consigam ser preenchidas pelo simples fato desses talentos ainda não existirem.

Os profissionais mais em falta são: DevOps, infraestrutura de TI, automação e IA, designers de UX, cyber, cientistas e engenheiros de dados e desenvolvedores. Os poucos disponíveis são altamente disputados. Para acirrar mais a batalha por atração e retenção, o mundo de trabalho remoto globalizou a alocação de vagas, com empresas de fora entrando na briga para contratar os escassos talentos locais.

DESAFIO

Líderes de empresas estão sentindo deste desafio. Segundo pesquisa que tivemos com 1,5 mil executivos em cargos de gestão, 87% disseram que sua empresa não está preparada para lidar com a lacuna de talentos digitais. Dos profissionais de RH, 61% consideram que contratar e reter desenvolvedores será o maior desafio do próximo ano.

Para entender os critérios de decisão deste grupo disputado, fizemos uma pesquisa com estudantes e profissionais de mercado, e o que encontramos foi o seguinte:

A remuneração permanece em primeiro lugar na ordem de importância: se antes da pandemia o salário de um desenvolvedor já tinha crescido, agora a opção de trabalho remoto fez esse valor disparar ainda mais. Mas, além de pagar um salário competitivo, é importante acrescentar incentivos de longo prazo – bônus e stock options, ou opções de ações, distribuídas de acordo com critérios de desempenho, uma demonstração clara de que o colaborador faz parte do crescimento do negócio. Hoje as stock aptions se tornaram quase tão generalizadas quanto o bônus de fim de ano e integram o pacote de benefícios de grande parte das equipes.

Em segundo lugar, o que profissionais de tecnologia mais prezam é a possibilidade de trabalharem de onde quiserem. Cargos de tecnologia passaram a ser ocupados de maneira 100 % remota durante a pandemia e, diferente de outros cargos que aos poucos voltaram para o físico ou modelo híbrido, eles seguem em casa. Alguns profissionais começaram, inclusive, a trabalhar turnos dobrados, atendendo a clientes globais em fusos horários distintos. Vale lembrar que, embora a maioria das empresas temesse que o trabalho remoto acarretasse uma perda de controle, a experiência da pandemia mostrou que, para grande parte das funções, a produtividade aumentou.

O terceiro aspecto é a experiência do desenvolvedor: além de poderem trabalhar de casa, profissionais de tecnologia – e principalmente desenvolvedores – exigem também modernidade da ferramenta de trabalho. Empresas tradicionais, com códigos antigos e sistemas de alta complexidade têm dificuldade em reter esses profissionais. Como referência, vale a comparação do tempo médio para gerar o primeiro código: em uma startup nativa digital, desenvolvedores colocam o primeiro código na rua nos primeiros 45 minutos do seu primeiro dia de trabalho. Em empresas tradicionais, esse tempo pode demorar até 45 dias.

Em quarto lugar está a oportunidade de desenvolvimento: a velocidade da transformação tecnológica é inexorável; quem não se mantém atualizado perde o bonde. Para profissionais desta área, é crucial oferecer um plano de desenvolvimento claro e constante.

É importante frisar que o abismo entre oferta e demanda é tão grande, que além de gabaritar os quatro pontos acima, é preciso pensar em planos adicionais. Em uma pesquisa que fizemos com CIOs (chefes de tecnologia) globais, 82% mencionaram que, além de investir em contratação, estão focando na formação dos funcionários.

E a batalha por talentos digitais está só no começo. Tão importante quanto vencer na proposta de valor para o cliente é vencer na proposta de valor para o colaborador.

MARINA MANSUR e PAULA CASTILHO, sócias da McKinsey & Company em São Paulo

EU ACHO …

AMOR E PERSEGUIÇÃO

“As pessoas ficam procurando o amor como solução para todos os seus problemas quando, na realidade, o amor é a recompensa por você ter resolvido os seus problemas.” Norman Mailer. Copiem. Decorem. Aprendam.

Temos a mania de achar que amor é algo que se busca. Buscamos o amor nos bares, buscamos o amor na internet, buscamos o amor na parada de ônibus. Como num jogo de esconde-esconde, procuramos pelo amor que está oculto dentro das boates, nas salas de aula, nas plateias dos teatros. Ele certamente está por ali, você quase pode sentir o seu cheiro, precisa apenas descobri-lo e agarrá-lo o mais rápido possível, pois, conforme se diz por aí, só o amor constrói, só o amor salva, só o amor traz felicidade.

“As pessoas ficam procurando o amor como solução para todos os seus problemas quando, na realidade, o amor é a recompensa por você ter resolvido os seus problemas.” Norman Mailer. Entendam. Aceitem. Pratiquem.

Amor não é medicamento. Se você está deprimido, histérico ou ansioso demais, o amor não se aproximará, e, caso o faça, vai frustrar sua expectativa, porque o amor quer ser recebido com saúde e leveza, ele não suporta a ideia de ser ingerido de quatro em quatro horas, como um antibiótico para combater as bactérias da solidão e da falta de autoestima. Você já ouviu muitas vezes alguém dizer: “Quando eu menos esperava, quando eu havia desistido de procurar, o amor apareceu”. Claro, o amor não é bobo, quer ser bem tratado, por isso escolhe as pessoas que, antes de tudo, tratam bem de si mesmas.

“As pessoas ficam procurando o amor como solução para todos os seus problemas quando, na realidade, o amor é a recompensa por você ter resolvido os seus problemas.” Norman Mailer. Divulguem. Repitam. Convençam-se.

O amor, ao contrário do que se pensa, não tem que vir antes de tudo: antes de estabilizar a carreira profissional, antes de viajar pelo mundo, de curtir a vida. Ele não é uma garantia de que, a partir do seu surgimento, tudo o mais dará certo. Queremos o amor como pré- requisito para o sucesso nos outros setores, quando, na verdade, o amor espera primeiro você ser feliz para só então surgir diante de você sem máscara e sem fantasia. É esta a condição. É pegar ou largar.

Para quem acha que isso é chantagem, arrisco sair em defesa do amor: ser feliz é uma exigência razoável e não é tarefa tão complicada. Felizes são aqueles que aprendem a administrar seus conflitos, que aceitam suas oscilações de humor, que dão o melhor de si e não se autoflagelam por causa dos erros que cometem. Felicidade é serenidade. Não tem nada a ver com piscinas, carros e muito menos com príncipes encantados. O amor é o prêmio para quem relaxa.

*** MARTHA MEDEIROS

ESTAR BEM

COMO DOMINAR AS FLEXÕES EM CASA OU NA ACADEMIA

Conheça as dicas para quem ainda está começando e os truques para deixar o exercício mais desafiador e eficaz

Simples, extenuantes, possíveis de fazer praticamente em qualquer lugar, as flexões são um exercício conhecido universalmente e um dos pilares dos regimes de treinamento militar, esportivo e de condicionamento físico.

Por exigir a noção da posição do corpo da cabeça aos pés, o exercício ajuda a desenvolver algo chamado de consciência cinestésica – a compreensão de como o corpo se move pelo espaço. O que pode ajudar os praticantes a desenvolver um senso da capacidade de seu corpo prepará-los para “movimentos maiores e mais complexos como agachamentos.

As flexões aprimoram peito, ombros e braços – principalmente os músculos deltoide, tríceps e peitorais – mas são realmente um movimento que beneficia o corpo inteiro.

Pensamos nelas com um exercício para a parte superior do corpo, mas está trabalhando os músculos do core e desenvolvendo a coordenação também”, diz James Whitener III, treinador da Universidade Bethune-Cookman, na Flórida. Manter seu corpo em uma posição de prancha rígida enquanto executa uma flexão ativa o core (constituído por músculos do abdômen, da lombar, da pelve e do quadril) e pode até exigir algum trabalho de suas pernas.

“Elas são muito versáteis, porque visam muitas coisas ao mesmo tempo”, explica Tessia De Mattos, fisioterapeuta e treinadora de reabilitação de força, condicionamento e desempenho do The Strength Athlete.

Mas para tirar o máximo proveito das flexões é preciso ter uma boa técnica.

Para começar, fique em uma posição clássica de prancha com as palmas das mãos no chão, os braços ligeiramente mais largos do que o comprimento dos ombros e as mãos alinhadas com os ombros. A fisioterapeuta diz que dominar as pranchas regulares é importante, porque “se você não conseguir fazer uma prancha de forma adequada, terá dificuldade em realizar uma flexão completa”.

Para garantir que você está fazendo o exercício de forma correta, tente se filmar com um smartphone. Segundo Mattos, dois erros comuns são: deixar a barriga cair ou arquear a região lombar em vez de mantê-la alinhada com o resto do corpo.

Quantas repetições você deve fazer depende de sua capacidade atual e de seus objetivos. Para uma pessoa que está apenas procurando ficar mais saudável, em forma e mais forte, a melhor abordagem é apontar para a falha momentânea – o ponto de fadiga em que você não consegue completar outra repetição facilmente – em vez de um número especifico de repetições, afirmou Patroklos Androulakis-Korakakis, pesquisador da Solent University, na Inglaterra.

“Ao atingir a falha momentânea, ou pelo menos chegar muito perto dela, as pessoas podem garantir que estão recebendo estímulo suficiente para adaptações de força e hipertrofia muscular”, disse o treinador.

PARA COMEÇAR

Se você não puder fazer mais do que algumas poucas repetições antes de chegar a esse ponto, tente opções mais fáceis. Conforme você progride, pode voltar para as flexões padrão e depois passar para variações mais difíceis para aumentar a dificuldade à medida que fica mais forte, aconselha Androulakis-Korakakis.

“Não há motivo para se envergonhar ou desistir se você não consegue fazer uma flexão. O condicionamento físico é uma jornada e todos nós começamos em algum lugar”, diz Hampton III, personal trainer e influenciador de fitness americanos.

Se você está apenas começando, o influenciador sugere tentar flexões de parede. Fique de frente para uma parede com o braço estendido e coloque as mãos na largura dos ombros contra ela. Incline-se até que seu rosto quase toque a parede, depois empurre de volta para a sua posição inicial. Faça o máximo de repetições que puder e, quando sentir que ficou fácil, você poderá progredir para uma flexão de joelhos.

Nesse caso, você inicia o movimento do exercício de uma posição ajoelhada, o que reduz a quantidade de carga colocada sobre os braços, ombros e peito.

AVANÇOS

Androulakis-Korakakis explica que a medida que você se torna mais eficiente nas flexões, precisará fazer mais partes chegar ao ponto de falha momentânea.

Para elevar a dificuldade, você pode fazer a flexão de perna levantada, ou seja, fazendo o exercício com os pés elevados acima do chão. Comece com alguns livros embaixo dos pés até chegar a um banquinho e depois subir até uma cadeira ou até mesmo um corrimão.

Uma variação ainda mais difícil é a estreita (ou diamante). Nela você mantém as mãos juntas com os polegares e os indicadores se tocando de uma maneira que cria um buraco em forma de diamante. Você pode chegar até lá simplesmente aproximando um pouco as mãos até finalmente se tocarem.

Quando consegue fazer séries de dez flexões com facilidade, pode colocar uma pequena placa de peso nas costas para aumentar a carga que está empurrando. Em casa, o truque é colocar livros em uma mochila.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

FOBIAS

A fobia é um medo irracional e incontrolável que se tem diante de determinadas situações, atividades, objetos e animais. Embora o indivíduo compreenda e saiba que o objeto da fobia não justifica tanto medo, não consegue evitar o que sente.

O medo e um sentimento comum ao ser humano e a todas as espécies de animais. Ele serve de proteção contra situações de perigo inusitado. Pode se dizer que e perfeitamente normal ter medo de algo que pode nos causar danos, pois possuímos naturalmente um mecanismo de preservação que nos alerta para fugir ou enfrentar situações que nos cocam em risco. Assim, diante de situações ou que consideramos perigosas, desconhecidas ou que nos coloca em risco, temos um “medo preservador! Que aciona o mecanismo de ansiedade que prepara e impulsiona o nosso organismo para uma ação determinada. Entretanto, algumas pessoas sentem um medo intenso e praticamente irracional de determinadas situações, atividades, objetos e animais que, embora não apresentem qualquer tipo de perigo, são evitados a todo custo.

Este tipo de reação é conhecido como fobia, um tipo de transtorno de ansiedade. O termo é de origem grega, phobos, e significa “medo” ou “medo mórbido”. As estatísticas indicam que aproximadamente uma em cada 23 pessoas sofre de algum tipo de fobia. Grande parte surge durante a infância ou adolescência e persiste na fase adulta, se não for tratada de forma adequada.

Segundo G.J. Ballone, em Medos Fobias e outros bichos (www.psiqweb.med.br), nos últimos tempos “aventou-se a possibilidade de os fóbicos, de maneira geral, apresentarem alguns traços de personalidade em comum. Normalmente, são pessoas que tiveram uma educação rígida, estimuladora da ordem, da consequência e do compromisso. Costumam ser pessoas excessivamente preocupadas com o julgamento alheio, com a opinião dos outros a seu respeito, são perfeccionistas e determinadas. Com essas características, os portadores de fobia costumam ter alto senso de responsabilidade, bom desempenho profissional e avidez pelos desafios da vida social. Mas a origem da fobia ainda é misteriosa, concorrendo para tal, desde a herança genética dos traços ansiosos da personalidade, até a aprendizagem das reações diante do perigo, passando pelas alterações dos neurotransmissores”.

TIPOS DE FOBIA

De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, quarta edição (DSM- IV) a fobia é um subtipo de transtorno de ansiedade, classificada em três tipos: fobia social, fobia simples ou específica e agorafobia.

FOBIA SOCIAL

A principal característica da fobia social é um medo irracional e persistente da convivência social, pois a pessoa acredita que estará sendo observada pelos outros, de uma forma crítica. Neste sentido, ela se sente ansiosa com o seu próprio desempenho. pois se julga incapaz de realizar tarefas simples como a de comer em público sem sofrer represálias ou gozação dos outros.

Segundo Ballone, “a Fobia Social é o medo patológico de comer, beber, escrever, telefonar, enfim, de agir diante dos outros com risco de parecer ridículo ou inadequado. Em casos extremos, pode resultar em total isolamento. A principal característica dos fóbicos sociais é a ansiedade antecipatória, mal-estar que aparece só de pensar na necessidade de falar numa reunião marcada para daqui a três semanas, de receber uma visita, de ter que ir a um casamento ou coisa assim”.

Embora a pessoa reconheça que seus medos não têm fundamento, passa a evitar situações sociais que possam leva-Ia a se sentir embaraçada ou constrangida. Este tipo de fobia leva o indivíduo ao isolamento. As causas prováveis são insegurança pessoal, baixa autoestima, autocrítica exagerada, históricos de críticas quanto ao seu valor e capacidade.

FOBIA SIMPLES OU ESPECÍFICA

Este tipo de fobia é muito comum na população em geral e consiste em um medo irracional e persistente de um determinado objeto, animal ou situação. Nela há o desejo compulsivo de se evitar o objeto do medo como, por exemplo, animais (cão, aranha, cobra, barata, etc.), água, fogo, dentista, andar de avião, tempestade, sangue, ferimento, etc. A pessoa pode ter medo de ficar em espaços fechados (claustrofobia) ou de altura (acrofobia).

Embora ela reconheça que o seu medo é excessivo, não consegue vencê-lo. Nem sempre é possível detectar a causa deste tipo de medo, mas geralmente está associado a experiências pessoais, como por exemplo, ter sido mordido por um cão, na infância; ter ficado trancado em um armário durante uma brincadeira de esconde-esconde ou preso em um elevador, devido a um problema técnico do mesmo .

AGORAFOBIA

Neste caso, a pessoa tem um medo generalizado de sair de casa ou ultrapassar o limite de um espaço que considera seguro. Basicamente representa o medo de estar em espaços abertos ou no meio de uma multidão. Assim, ela evita lugares públicos, pois tem medo de não encontrar uma saída segura em caso de mal-estar súbito. Este tipo de fobia prejudica suas atividades cotidianas. A pessoa não consegue frequentar locais com muito movimento, como ruas, lojas, transportes públicos, elevadores. Alguns portadores insistem em ter ao seu lado uma pessoa amiga ou familiar sempre que é obrigado a sair de casa. Este tipo de fobia geralmente tem início com ataques de pânico, em que a pessoa acaba tendo “medo de ter medo”. Na verdade, o seu medo não tem como foco as outras pessoas, mas sim sua insegurança em lidar com este mal-estar. Os portadores desta fobia geralmente têm depressão e ansiedade.

TRATAMENTO

O grau e intensidade da fobia variam entre as pessoas, assim como a forma de lidar com o problema. Alguns podem evitar falar sobre o seu medo e convivem com a fobia, sentindo uma ansiedade amena. Outras pessoas podem sofrer ataques intensos que impedem qualquer reação. Entretanto, é importante observar que, independentemente da forma como a pessoa reage à fobia, grande parte tem consciência de que o seu medo é irracional, ilógico e inexplicável. Muitos também reconhecem sua impotência em lidar com este tipo de medo.

A psicóloga Lourdes Possatto, em sua obra Medos, Fobias e Pânico (Lúmen), diferencia “medos como processos mais simples e menos sofridos, e fobias como processos mais dolorosos que na maioria das vezes necessitam de acompanhamento medicamentoso, pois são quadros mais complicados de se lidar, por prejudicarem, e muito, a qualidade de vida de uma pessoa. De modo geral, as fobias são vistas como deslocamento inconsciente de materiais recalcados e sempre incluem grandes níveis de ansiedade”.

Para a estudiosa, a fobia normalmente está presente em pessoas que apresentam um quadro de ansiedade e que são autocríticas, auto exigentes e inseguras. Neste contexto, Possatto considera que ao iniciar -se o tratamento, a prática de técnicas de relaxamento pode ser útil, pois por meio dela a pessoa aprende a se acalmar e a acreditar no autocontrole que vem do seu interior. “À medida que alguém aprende que pode se acalmar, a fobia já diminui. É preciso perceber que, da mesma forma que a fobia apareceu, ela também pode desaparecer. Por isso, sempre é sugerido o acompanhamento psicoterápico, para que a pessoa possa se perceber melhor, entender as raízes de seus medos e ansiedade, para poder exercer domínio sobre seus pensamentos catastróficos, a fim de controlar a ansiedade e finalmente caminhar para a cura de seu quadro fóbico”.

O tratamento das fobias geralmente é realizado por meio de medicamentos e psicoterapia. Os remédios mais comuns são os antidepressivos, mas os ansiolíticos também são indicados. A psicoterapia ajuda a pessoa a compreender as possíveis causas da fobia e os fatores que podem agravar os sintomas. Em alguns casos, também se faz uso da hipnoterapia.

M.A

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