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VEJA O QUE FAZER PARA AUMENTARA SEGURANÇA DO CELULAR E DE SEUS DADOS

Guarde esta publicação para ter um roteiro completo de como se prevenir, como agir para reduzir danos e como recuperar prejuízos

A ação de quadrilhas que roubam celulares e conseguem invadir contas bancárias digitais deixou usuários em alerta, e com receio de usar seus dispositivos nas ruas da cidade.

Hoje o risco representa menos a perda do aparelho em si e mais ter suas redes sociais, contas bancárias, aplicativos de compras e e-mails vasculhados pelos criminosos, o que pode afetar a vida pessoal e financeira das vítimas.

Na última semana, o agente de talentos Bruno de Paula, 36, viralizou no Twitter ao contar como criminosos conseguiram acessar suas contas bancárias, fazer transferências e pedir empréstimos depois de roubarem seu celular enquanto estava num táxi.

Essa prática de furto, chamada de “bote”, acontece quando os celulares são arrancados da mão da vítima, que geralmente está distraída e com o aparelho desbloqueado, facilitando o acesso aos aplicativos mais visados. A senha de desbloqueio dos celulares (PIN, senha escrita, biometria e Face ID) é a primeira barreira de segurança que os dispositivos oferecem, e uma das mais importantes, mas as medidas de segurança não param por aí.

Especialistas em segurança digital ouvidos dividem as dicas entre antes e depois de um possível roubo ou furto.

O antes consiste em aumentar a proteção geral do aparelho, dificultar o acesso a aplicativos e informações sensíveis e preparar o terreno para o pior cenário; o depois consiste em reduzir os danos e evitar prejuízos maiores.

REÚNA AS INFORMAÇÕES COMPLETAS E GUARDE-AS EM LOCAL ACESSÍVEL

• A primeira e principal dica para agir rapidamente é destinar tempo a aprender a fazer todos os passos sugeridos pelos especialistas, e anotar contatos, instruções e passos necessários em um local de fácil acesso

• Por mais que as dicas e cuidados pareçam lógicos e simples, na hora do incidente será difícil lembrar de todas elas.

AUMENTE A PROTEÇÃO DE SEU CELULAR

• Há diversas ferramentas para aumentar a segurança de seus dados e impedir que eles sejam usados em um eventual roubo, furto ou perda do seu celular.

• O passo a passo varia de acordo com o fabricante do aparelho, o sistema operacional e os aplicativos e sites usados, por isso vale a pena destinar um tempo para descobrir como implantar, no seu caso especifico, as proteções sugeridas

• Na internet é possível encontrar tutoriais específicos para iPhones e dispositivos Android.

• Não use a mesma senha para acessar contas diferentes. Crie uma para cada site e aplicativo, sem relação com informações pessoais (data de nascimento, nome da mãe) e composta de números, letras e símbolos.

• Para facilitar esse passo acima, você pode usar gerenciadores de senha, que funcionam como um “cofre de senhas” protegido por um padrão avançado de criptografia. A vantagem é que só é preciso memorizar uma senha, a do gerenciador; para encontrar todas as outras.

• Existem diversos gerenciadores de senha grátis. O RememBear oferece senhas ilimitadas em apenas um tipo de dispositivo (computadores ou dispositivos móveis, como celulares ou tablets), mas é ótimo para iniciantes. O Dashiane disponibiliza de graça 50 senhas em um dispositivo. O plano gratuito do Last Pass também se limita a um dispositivo, enquanto o Bitwarden oferece senhas ilimitadas em dispositivos ilimitados..

• Não deixe armazenadas no aparelho imagens de cartão de crédito, documentos, comprovantes de endereço e senhas de bancos, e-mails e sites

• Sempre use uma proteção para desbloquear o celular, seja por PIN (sequência numérica), senha escrita, biometria ou reconhecimento facial

• Diminua o tempo de bloqueio automático de tela. Quanto menor, maior sua segurança

• Ative a opção de inserir senha quando um app é acessado. Assim, mesmo se o dispositivo for roubado estando desbloqueado, será possível evitar a exposição de informações sensíveis

• Ative a senha do seu chip. Se a função for ativada, será necessário digitar essa senha toda vez que o usuário ligar o telefone ou colocar o chip em outro aparelho

• Guarde aplicativos com informações sensíveis em pastas seguras ou deixe-os ocultos

• Guarde em um lugar seguro ou memorize o login e senha das contas Google (Android) e iCloud (iOS) para poder acessar os dispositivos remotamente

• Habilite um segundo fator de autenticação em todos os serviços disponíveis, mas não tenha o e-mail de recuperação de senhas cadastrado no app do celular

• Desative o conteúdo de notificações de SMS e e-mail na tela debloqueio, para que não sejam exibidas informações de recuperação de senha, tokens e códigos de validação

• Aprenda como bloquear e apagar remotamente seu aparelho. Em iPhones, isso pode ser feito no iCloud; em dispositivos Android, podem ser usados os serviços do Google

• Escolha alguém de confiança para ter acesso ao sistema de bloqueio remoto do celular para apoiá-lo em caso de roubo ou furto

• Reduza o limite individual e diário das suas transações financeiras (Pix principalmente) e siga recomendações de segurança de sua instituição financeira

• Mantenha backups e aplicativos atualizados

PREPARE-SE PARA REAGIR RAPIDAMENTE

• Contate a operadora de celular para saber quem procurar e o que fazer para bloquear seu chip

• Anote previamente o IMEI do seu celular: esse código está anotado na caixa do aparelho, mas também é possível recebê-lo digitando *#06# no teclado do telefone. O número aparecerá na tela.

• Verifique previamente em seu banco de empresa de cartão de crédito quem procurar e o que fazer se precisar bloquear o acesso a suas contas

GESTÃO E CARREIRA

COMUNICAÇÃO INTERNA É LEGADO DA PANDEMIA E SE TORNA PRIORIDADE PARA O RH EM 2022

Diálogo com funcionário vira ferramenta para engajar; metade das empresas vê área como tema do ano, mostra pesquisa

A pesquisa anual “Tendências em Gestão de Pessoas”, do Great Place to Work (GPTW), apontou a comunicação interna como um dos principais temas a ser desenvolvidos pelas empresas em 2022, segundo 49,2% dentre os mais de 2,6 mil profissionais ouvidos na quarta edição do levantamento. De acordo com os entrevistados, a adoção dos formatos de trabalho híbrido, remoto e flexível continua sendo um desafio para as empresas, que precisam encontrar as tecnologias adequadas para manter o fluxo da comunicação e redesenhar processos para que todos se sintam contemplados na troca de informações.

Para o diretor de governança da startup Dialog.ci, Gabriel Kessler, a principal “dor” da comunicação interna sempre foi o alcance. “Chegar ao colaborador que está no campo, na fábrica, na loja ou na estrada é um desafio. E além de chegar, saber se a mensagem de fato foi entendida”, afirma.

Com a pandemia, ele fala que o desafio ficou mais complexo, pois a dificuldade que antes era “restrita” ao público operacional – entre aspas, segundo ele, porque o público operacional é a maioria dos funcionários – passou também para o time administrativo, que antes tinha uma comunicação muito mais fluida nos escritórios.

CAFEZINHO

“Depender de jornal, mural ou do cascateamento de informações via líderes não permite que a empresa saiba se a mensagem está chegando como e onde deveria”, diz Kessler. “Sabe aquele papo do cafezinho, o almoço de trabalho, a ideia no corredor? No Cubo (hub de startups do Itaú), isso era chamado de serendipidade. Com o home office, diminuiu muito. “São os prós e contras do novo modelo de trabalho”, diz ele. Se de um lado a área de RH e a comunicação fizeram esforços para promover encontros virtuais e estimular a integração, de outro o trabalho remoto dificultou práticas antes habituais.

“As ferramentas de produtividade remota e de teleconferência se desenvolveram muito nesse período, mas houve uma redução nos espaços de troca e geração de ideias.”

Com tantas mudanças no formato de trabalho, a líder de cultura e pessoas da CBYK, Juliana Dimário, fala que a comunicação interna passou a ser estratégica. “Antes, era uma área mais vista como custo, que só soltava comunicado. Com a pandemia, tivemos de buscar ferramentas mais assertivas, criar uma comunicação entre líderes e liderados, fazer a aproximação dos times”, explica. “A gente também passou a treinar os líderes para serem grandes comunicólogos, desenvolvendo soft skills como empatia e escuta ativa.”

No caso da CBYK, que tem hoje 280 empregados em formato híbrido, a executiva conta que o maior desafio foi conversar com aqueles que ficam alocados em clientes. “Em um primeiro momento, fizemos uma pesquisa para entender que assuntos faziam sentido para eles. E descobrimos que eram temas como saúde mental, educação emocional e financeira, saber mais da empresa”, diz. ”Mais do que encher a pessoa de informações, precisa saber do que ela precisa.”

Além de intensificar treinamentos, usar ferramentas como Teams e e-mail e criar um mural digital de elogios entre funcionários, a executiva apostou no que batizou de “rádio pirata do bem” – grupos de WhatsApp em que os próprios funcionários disseminam assuntos da cultura da empresa.

“Por exemplo, na nossa ação de Dia das Mães, perguntamos se seria difícil fazer um dia da pizza.  A ideia era mandar os kits com tudo para que as mães fizessem em casa e depois compartilhar a experiência. Das 20 mães que receberam o kit, 15 compartilharam. O envolvimento é um baita indicador de que a comunicação é efetiva.”

TRANSPARÊNCIA

Com quatro grandes marcas e 2,3 mil funcionários, a Edenred Brasil tem um time de sete profissionais que cuidam só da comunicação. “Quando todos foram para casa, a primeira ação foi criar um comitê multidisciplinar em que a comunicação interna tinha cadeira fixa para debates e estratégias”, relata Guilherme Almeida, gerente de comunicação interna.  “Não é uma caixinha fechada. A gente participa com o board da empresa, e a comunicação interna e externa andam juntas para que o colaborador não fique sabendo depois do mercado.”

Outro aspecto que foi impulsionado pela pandemia foi a maior humanização da comunicação, diz ele, que usou os executivos para se aproximarem dos colaboradores. “Foi, inclusive, no pico da pandemia que tivemos o maior crescimento de satisfação.”

SCORE A área também adotou como termômetro o NPS (Net Promoter Score), que mede o grau de satisfação e lealdade do capital humano. Almeida conta que o índice da Edenred chegou pela primeira vez à Zona de Qualidade em 2021, alcançando 57. O aumento foi de 7,6 pontos em relação a 2020. “É maravilhoso ter uma comunicação bonita e criativa, mas são os números que mostram a transformação”, diz. “As pesquisas de satisfação com a comunicação são importantes, mas a satisfação é subjetiva. Já o NPS mostra o quanto o colaborador assina embaixo e recomenda a empresa, além de permitir que a gente identifique promotores por estrutura e onde estão os problemas. “O gerente acredita ainda que estejamos entrando em uma era em que os funcionários terão cada vez mais poder sobre como querem interagir com a organização e receber seus conteúdos. “Aqui, a pessoa decide se quer seguir no Instagram, fazer parte da rede social interna global, participar das ações de engajamento”, exemplifica. Segundo ele, no ano passado houve mais de 7 mil compartilhamentos externos de conteúdos do grupo, todos feitos espontaneamente pelos empregados em suas redes sociais pessoais

COMO FAZER

TREINE OS LÍDERES

Para que a comunicação na empresa avance, os líderes devem ser treinados como bons comunicólogos; a comunicação é uma das soft skills (habilidades comportamentais) mais demandadas.

FALE COM OS FUNCIONÁRIOS

 Faça pesquisas internas para saber quais assuntos mais interessam aos empregados, como saúde mental e financeira.

USO DE FERRAMENTAS

Empregados também podem ajudar a decidir como preferem receber a comunicação da empresa, seja via Teams, e-mail ou outra ferramenta usada pela empresa. Se eles preferirem, grupos no WhatsApp também são uma opção.

COMUNIQUE PARA DENTRO

Não deixe seus funcionários saberem das novidades da organização primeiro pelo mercado, imprensa ou redes sociais. Eles devem ser a prioridade na gestão.

EU ACHO …

HIPOCRISIA

O mundo é dominado por hipócritas e continuamos nos horrorizando pelas mentiras contadas

O termo remete à falsidade. Pensamos no hipócrita como alguém que diz uma coisa e sente outra. Pode ser a pessoa diferente do que prega. Um fariseu, um dissimulado, uma pessoa de duas caras: eis a primeira aproximação do hipócrita. Outra boa aproximação é acompanhar discursos de alguns políticos.

Trato do termo em outro caminho. Somos obrigados a elaborar e cumprir regras pela vida em sociedade. A tendência da norma é funcionar para o interesse coletivo. Claro, aqui e ali, o dispositivo fica autônomo e cumpri-lo passa a ser o objeto em si, independente do que o gerou e seus objetivos.

Explico-me. Durante a pandemia, as companhias aéreas tiveram de seguir novas diretivas. Eram boas medidas de segurança: quando o avião pousava, todos deveríamos aguardar em grupos para desembarcar. Terminava o lufa-lufa tradicional e forçava-se, com motivos sanitários corretos, um modelo mais lento e mais seguro para sair da aeronave. A regra é muito boa. Problemas: a) estávamos encostados uns nos outros dentro do avião. Ao meu lado, duas pessoas desconhecidas que roçaram no meu braço por uma, duas ou três horas. Passamos a descer de cinco e cinco fileiras e ficamos de pé junto a pessoas de cinco fileiras (cada uma, em média, com 6 lugares, logo, 30 pessoas). Seria mais seguro estar apertado de pé com 30 pessoas. Ainda mais grave: muita vez vamos do avião para um ônibus. Depois de termos descido com ordem e metodicamente, civilizados e obedientes, voltamos a aglomerar um ao lado do outro, apertado, dezenas de pessoas. Qual a utilidade da regra de descida? Alimentar nossa hipocrisia, suprir a cena pública, destacar a teatralidade sanitária social. É importante o isolamento social? Fundamental! Seria bom que não aglomerássemos? Sem dúvida! O que ocorre ao chegar difere de tudo que desejávamos.

Não se pode tirar a máscara durante o voo. Sabemos ser medida adequada, bem concebida e defensável ao extremo. A não ser … que estejamos bebendo água. Minha vizinha de assento hidratou-se por 50 minutos, de Congonhas ao Santos Dumont. Bebericava em quantidades homeopáticas cada precioso gole e, assim, não precisou de máscara durante todo o trajeto. Uma estratégia? Uma sede intensa? Alguém que lutava contra a desidratação ou que tinha angústia com o uso da máscara. Nunca saberei, todavia, coloco na conta da hipocrisia. Se ela estivesse sem o copo na mão, poderia ser alvo de todas as críticas e até forçada a desembarcar se o avião estivesse no solo. O copo vira um habeas corpus, uma suspensão da pena e da moralidade sanitária.

Vivemos da cena pública. A cozinheira toca centenas de vezes nos alimentos ao prepará-los. Quando chegam até a mesa, usam-se luvas, garfos, colheres e outras coisas para simbolizar o caráter asséptico e imaculado ali, na minha frente. Equivale a um atestado de pureza depois de uma vida pouco recomendável. Precisamos ver o cuidado de higiene. Não é necessário que ele tenha existido há 15 minutos. Nossa demanda por hipocrisia existe.

O objetivo da crônica não é a denúncia. Poucas coisas são tão hipócritas como a denúncia. O objetivo é entender a teatralidade da nossa exigência, as regras sem sentido que implantamos e a necessidade que cada um de nós, a começar por mim, estabelece para aceitar que as coisas funcionem.

Há um filme histórico que se passa em 1610, por exemplo. Eis que, sobre a mesa, o observador arguto nota um relógio e identifica um grave erro: um ponteiro de minutos. Faltavam ainda mais de 50 anos para que surgisse o ponteiro dê minutos! Filme anacrônico! Erro! Absurdo! O observador indica o dislate, publica nas redes, denuncia e escreve aos produtores. Todo o fato de que estamos gravando em um estúdio com luzes elétricas e câmeras digitais e que as falas são produzidas em um computador e apresentadas por pessoas do século 21 é irrelevante. Preciso que não exista o ponteiro de minutos para eu acreditar. De alguma forma, é nossa hipocrisia teatral. Importa o que está na regra, na minha frente no restaurante ou diante das câmeras. Hipocrisia exige a cena pública e ignora o resto. Hipócritas são atores no sentido negativo do termo.

Com exceção de você, querida leitora, e também de você, estimado leitor, o mundo é dominado por hipócritas. Continuamos nos horrorizando pelas mentiras contadas e, pista importante, reações incensas revelam muito sobre nossos medos e sombras.

Confesso, para encerrar, antiga inveja. Tive um colega professor que recusava convites inconvenientes com histórias tão comoventes que a pessoa o dispensava com lágrimas nos olhos. Eu, incapaz de inventar algo, lá estava no batizado que durava horas e com muitas pessoas. A cada olhada no relógio quase imóvel, tinha um pouco de desejo de ter o dom do meu colega, um pouco de raiva de mim ou de quem tinha me convidado para aquele sofrimento interminável. Tenho inveja do hipócrita bem resolvido que, geralmente, é conhecido como muito educado. Até a hipocrisia comporta esperança, afinal, ela já foi definida como a homenagem do vício à virtude.

*** LEANDRO KARNAL

ESTAR BEM

CONHEÇA AS CAUSAS DO RONCO E OS TRATAMENTOS QUE PODEM ALIVIAR O TORMENTO NOTURNO

De protetor bucal à cirurgia, passando por novos hábitos, as orientações médicas para eliminar o incômodo variam de acordo com a gravidade

O ronco ocorre quando os músculos da língua, céu da boca e garganta relaxam e comprimem o fluxo de ar. Segundo o cientista Kent Smith, que é especialista em sono, o barulho acontece porque, sem conseguir respirar completamente, o corpo vibra para tentar ajudar a passagem de ar – e, a partir desta vibração, surge o som do ronco.

Os homens são cerca de duas vezes mais propensos a roncar do que as mulheres, e isso pode ser causado por uma série de fatores, incluindo alergias, envelhecimento, resfriado ou até mesmo o formato distinto da garganta. O peso também desempenha um papel importante.

“Há tecidos que, com o tempo, ao ganhar peso ou envelhecer, por exemplo, ficam um pouco menos tonificados. São eles que tendem a obstruir as vias aéreas”, disse Smith, ex presidente da Academia Americana de Sono e Respiração.

O ar excessivamente seco ou úmido pode agravar o ronco, assim como dormir em grandes altitudes. Dormir de costas ou ingerir álcool antes do sono costumam piorar, relaxando ainda mais os músculos e permitindo que a língua feche a garganta e restrinja o ar.

O ronco em si não é uma doença. No entanto, às vezes pode ser um sinal de apneia do sono, uma condição potencialmente grave, que faz com que a respiração pare e recomece repetidas vezes, impedindo um período de descanso decente. Também pode aumentar o risco de pressão alta e até de insuficiência cardíaca.

Muitos roncadores não têm nenhum problema de saúde. De acordo com Julie Chang, otorrinolaringologista da Universidade da Califórnia, esta pode ser apenas uma parte de um espectro de distúrbios de sono.

“A maioria das pessoas com apneia do sono ronca, mas roncar por si só não significa que você tenha apneia”, explica Chang.

Se você não tem certeza se ronca, baixe um aplicativo de gravação e o ative enquanto dorme. Ele começará a gravar quando detectar ruídos e, na manhã seguinte, será possível ouvir os próprios sons.

Uma vez que você sabe que ronca, mesmo que pouco, pode valer a pena fazer um teste de sono, indica Smith. Na maioria das vezes, o primeiro é feito em casa e dirá se o seu ronco é sintoma de um problema maior, como apneia.

RONCO LEVE

Um roncador leve pode fazer barulho à noite, mas ter o sono interrompido apenas ocasionalmente. Ainda assim, existem medidas que podem servir para ajudar a diminuir o ruído.

MUDE A POSIÇÃO: estudo israelense indica que cerca de metade dos roncadores com apneia do sono pararam quando mudaram de posição. Há travesseiros disponíveis para ajudar a dormir de um lado especifico e camisas que tornam mais desconfortável deitar de costas, por exemplo.

FORTALEÇA A LÍNGUA: Uma das causas mais comuns de ronco é quando a língua desliza para trás na garganta. A maneira mais simples de ajustar isso é com um conjunto diário de exercícios. Mas Chang disse que pode levar semanas para fazer efeito e a maioria das pessoas não é diligente em mantê-la.

Há também diversos dispositivos antirronco disponíveis para compra online, a maioria    totalmente inúteis. Tiras de queixo ou nariz, clipes e dilatadores de narinas – tenha cuidado com eles, alerta Chang, pois não funcionam para todos. Um umidificador pode ajudá-lo a dormir melhor hidratando o nariz e a garganta, mas provavelmente não vai parar o ronco.

RONCO MODERADO

Se a análise do seu sono sugerir que seu ronco é moderado, ou seja, que a falta de ar está interrompendo seu sono mais de 15 vezes por hora, você deve consultar um médico do sono, pneumologista ou especialista em ouvido, nariz e garganta.

Eles podem recomendar:

MÁQUINA DE CPAP (pressão positiva contínua nas vias aéreas): Este é um dispositivo que se conecta ao nariz sozinho ou em conjunto com a boca para aumentar a quantidade de ar que passa pela garganta.

PROTETOR BUCAL: Ajuda a posicionar a mandíbula um pouco para a frente para que a língua não possa deslizar pela garganta. É mais conveniente do que um tubo preso ao seu rosto, mas requer um dentista qualificado. Evite protetores baratos e vendidos sem receita, porque não funcionarão a menos que sejam calibrados.

PERDA DE PESO: O índice de massa corporal está conectado ao ronco e à apneia do sono, embora cada garganta seja diferente. Perder peso diminuirá a pressão na traqueia e permitirá que mais ar passe.

RONCO GRAVE

As chances são muito altas de que roncadores extremamente altos sofram de apneia. Se um teste indicar que seu ronco está afetando seu sono mais de 30 vezes por hora, você pode ter problemas mais sérios, como doenças cardíacas, além da falta de sono que ocasiona depressão e ansiedade.

Quando se chega a níveis graves de apneia, o CPAP é mais indicado. Além dele, uma série de procedimentos cirúrgicos – envolvendo implantes ou alterações na língua ou no palato mole – pode ajudar um roncador grave, mas só se os CPAPs falharem. A cirurgia deve ser a última opção.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

A PUBERDADE COMEÇA CADA VEZ MAIS CEDO. POR QUE?

Em alguns casos, o surgimento das mamas tem início em meninas de 7 anos de idade. Estudos vêm sendo feitos para entender as causas e apontam obesidade, produtos químicos e estresse como principais hipóteses

Marcia Herman-Giddens notou pela primeira vez que algo estava mudando no desenvolvimento das meninas no final da década de 1980, quando trabalhava como diretora da equipe de abuso infantil no Centro Médico da Universidade Duke, nos EUA. Durante avaliações de meninas que foram abusadas, ela notou que muitas delas começaram a desenvolver seios aos 6 ou 7 anos.

“Isso não parecia certo”, afirma Herman-Giddens, que agora é professora adjunta da Escola de Saúde Pública da Universidade da Carolina do Norte.

Na época, ela se perguntou se as meninas com desenvolvimento precoce dos seios eram mais propensas a serem abusadas sexualmente, mas não encontrou nenhuma informação sobre o início da puberdade em meninas nos EUA.  Foi então que ela decidiu pesquisar o assunto por conta própria.

Uma década depois, publicou um estudo com mais de 17 mil meninas que foram submetidas a exames físicos em consultórios de pediatras de todo o país. Os números revelaram que, em média, as jovens da década de 1990 começaram a desenvolver os seios, que geralmente são o primeiro sinal da puberdade, por volta dos 10 anos. Já no caso das meninas negras, a idade caia para 9 anos.

A comunidade médica ficou chocada com as descobertas e muitos duvidaram de uma descoberta dramática feita por uma médica-assistente desconhecida, lembra Herman Giddens.

Mas o estudo acabou sendo um divisor de águas na compreensão médica sobre a puberdade. Pesquisas das décadas seguintes confirmaram, em dezenas de países, que a idade da puberdade feminina caiu cerca de três meses por década desde os anos 1970. Um padrão semelhante, embora menos extremo, também foi observado em meninos.

A puberdade precoce pode ter impactos prejudiciais, especialmente para as meninas, que passam a ter maior risco de depressão, ansiedade, abuso de substâncias e outros problemas psicológicos. Além disso, elas também podem ter maior predisposição de desenvolver câncer de mama ou uterino na idade adulta.

Entretanto, ninguém sabe qual o fator de risco – ou, mais provavelmente, qual combinação de fatores – está impulsionando o declínio da idade. Além disso, as diferenças gritantes baseadas em raça e sexo também são um mistério. A obesidade parece desempenhar um papel, mas não dá conta de explicar totalmente a questão.

Os pesquisadores têm investigado outras possíveis causas, incluindo produtos químicos encontrados em plásticos, e o estresse. Na pandemia, os estudiosos relataram um aumento no número de casos de puberdade precoce.

“Estamos vendo essas mudanças marcantes em todas as nossas crianças, e não sabemos como evitá-las. Não sabemos qual é a causa”, diz Anders Juul, endocrinologista pediátrico da Universidade de Copenhague, que publicou dois estudos recentes sobreo fenômeno.

OBESIDADE

Quando Herman-Giddens publicou seu estudo de referência, o grupo de pesquisa de Juul examinou o desenvolvimento da mama em cerca de 1.100 meninas da Dinamarca. Ao contrário das crianças americanas, o grupo analisado correspondia ao padrão que há muito já era descrito nos livros de medicina: os seios delas se desenvolviam, em média, a partir dos 11 anos.

Na época, Juul sugeriu que o início precoce da puberdade nos EUA provavelmente estaria ligado ao aumento da obesidade infantil. Muitos estudos desde a década de 1970 estabeleceram que as meninas com sobrepeso ou obesidade tendem a menstruar mais cedo do que as meninas de peso médio. Em 2021, pesquisadores do Reino Unido descobriram que a leptina, um hormônio liberado pelas células de gordura que limita a fome, agia em uma parte do cérebro que também regulava o desenvolvimento sexual.

“Hoje, não acho que ainda exista muita controvérsia sobre a relação entre obesidade e a puberdade precoce”, diz Natalie Shaw, endocrinologista pediátrica do Instituto Nacional de Ciências da Saúde Ambiental que estudou os efeitos da obesidade na puberdade.

Ainda assim, segundo ela, muitas meninas que se desenvolveram mais cedo não estão acima do peso.

Nos anos 1990, Juul começou a notar um aumento no número de pessoas com puberdade precoce em Copenhague, principalmente de meninas que estavam desenvolvendo os seios aos 7 ou 8 anos. Foi aqui que um sinal vermelho acendeu, ele conta.

PRODUTOS QUÍMICOS

Em 2009, uma pesquisa com quase mil meninas em idade escolar na Dinamarca descobriu que a idade média de desenvolvimento dos seios caiu um ano desde o estudo anterior, com a maioria das meninas variando entre 7 a 11 anos. As jovens também estavam menstruando mais cedo, por volta dos 13 anos, cerca de quatro meses antes do que havia sido relatado antes.

“Essa é uma mudança muito marcante em um período muito curto de tempo”, explica Juul.

Mas, ao contrário dos médicos nos EUA, ele não achava que a obesidade fosse a culpada:  o índice de massa corporal das crianças dinamarquesas não era diferente do que havia sido na década de 1990. Então, Juul tornou-se um dos defensores de uma teoria alternativa: a de que a exposição a produtos químicos é a culpada.

No estudo de 2009, as meninas com desenvolvimento mamário precoce tinham níveis mais altos de ftalatos na urina, substâncias usadas para tornar os plásticos mais duradouros, encontradas em praticamente tudo, desde pisos vinílicos a embalagens de alimentos, por exemplo.

Os ftalatos pertencem a uma classe mais ampla de produtos químicos chamados “desreguladores endócrinos” que podem afetar o comportamento dos hormônios e se tornaram onipresentes no meio ambiente nas últimas décadas. No entanto, a falta de dados levou muitos cientistas a serem céticos em relação a esta teoria.

ESTRESSE E ESTILO DE VIDA

O abuso sexual na primeira infância também tem sido associado ao início precoce da puberdade. Estresse e trauma podem antecipar o desenvolvimento nas meninas, ou, como Herman-Gidden supôs décadas atrás, as jovens que se desenvolveram basicamente mais cedo podem ser mais vulneráveis ao abuso.

As meninas cujas mães têm histórico de transtornos de humor também parecem mais propensas a atingir a puberdade precocemente, assim como as que não moram com seus pais biológicos, fatores de estilo de vida, como a falta de atividade física, também têm sido associados a mudanças no momento da puberdade.

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