EU ACHO …

DO MÊS QUE VEM NÃO PASSA

Juntos chegaram à conclusão de que o casamento estava um tédio, que o amor havia sumido e que a presença um do outro incomodava mais do que estimulava: nem mesmo a amizade e a ternura haviam sobrevivido. Depois de algumas cobranças inevitáveis, muita DR e lágrimas à beça, optaram por seguir cada um para seu lado. Quando? Logo depois das férias de julho: a gente viaja com as crianças e depois você sai de casa. Perfeito.

Voltaram de viagem mais duros do que nunca foram, o saldo completamente no vermelho. Não era uma boa hora para comprometer o orçamento com um novo aluguel. Ela compreendeu e disse para ele ficar em casa até as finanças se estabilizarem de novo, quando ele então poderia procurar um apartamentozinho.

O casamento seguia um tédio, mas o clima estava mais ameno, sabiam que dali a pouco estariam separados para sempre, então calhava uma harmonização, eles até passaram a sorrir com mais frequência e, olhando assim, de longe, qualquer um diria que aqueles dois se entendiam bem.

As dívidas da viagem foram pagas e, depois de mais uma entre tantas discussões bestas, resolveram agendar de vez a separação: logo de­ pois do aniversário do pequeno Bruninho, que dali a um mês faria r9 anos e media rm87.

Bruninho não quis festa e o saldo do casal voltou a ficar positivo, mas não por muito tempo: a tevê já veiculava comerciais com a presença do Papai Noel. Natal era sempre uma despesa, e os sogros viriam do interior pra comemorar com a família reunida, melhor deixar passar o Natal e o Ano-novo. É melhor, também acho.

Em fevereiro a Bia, filha mais velha, inventou de ir para a praia com as amigas e ficou o mês inteiro lá, assim que ela voltasse os dois dariam o xeque-mate na relação. Bia voltou e já era quase Páscoa, e Páscoa sem ir pra fazenda da tia Sorria não era Páscoa. Depois da Páscoa receberam o convite para serem padrinhos de casamento de um afilhado, melhor não criar constrangimento na igreja. Em seguida foi o aniversário dele, que sempre fica meio caído nessa data, melhor deixar passar o inferno astral. E quando passou, aí foi ela que aniversariou.

Estão casados até hoje. Mas do mês que vem não passa.

*** MARTHA MEDEIROS

OUTROS OLHARES

OBESIDADE DEVE ATINGIR 30% DOS ADULTOS DO PAÍS EM 2030

Número de crianças e adolescentes com excesso de peso também deve aumentar, segundo projeção

O Brasil deverá ter, em 2030, quase 30% de sua população adulta com obesidade. A projeção foi feita pela World Obesity Federation, organização internacional voltada para redução, prevenção e tratamento da obesidade.

Atualmente, dados da Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) de 2021 uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde, indicam que 22% da população brasileira adulta apresenta obesidade.

A condição é calculada por meio do IMC (índice de massa corporal), que consiste na divisão do peso pela altura ao quadrado. Quando o resultado fica entre 25 e 30, considera-se que há sobrepeso – condição que atinge 57% da população adulta no país, segundo os dados da Vigitel. Se o IMC for maior que 30, o caso é categorizado como obesidade.

Os números da World Obesity Federation também apontaram que a condição pode ser uma realidade para mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo até 2030. Para efeito de comparação, em 2010 o número era aproximadamente a metade.

“Alguns fatores relativamente conhecidos para obesidade estão impactando países que anteriormente não tinham altas taxas, como um largo acesso a comidas muito industrializadas e de alimentos refinados”, diz Carlos Schiavon, cirurgião bariátrico e coordenador da ONG Obesidade Brasil.

A federação utilizou dados já consolidados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e do Banco Mundial, além de realizar as estimativas por meio do histórico de obesidade dos países.

No Brasil, casos, conforme a projeção para 2030, o país vai se tornar a quarta nação em maior número absoluto de pessoas com excesso de peso no mundo, atrás somente dos Estados Unidos, da China e da Itália.

A possível prevalência de 30% da condição em toda a população adulta brasileira foi categorizada como alta pela federação. Mas outras regiões chegam a percentuais muito maiores, como a Samoa Americana, que, em oito anos, poderá ter quase 72% da sua população com obesidade.

“O índice no Brasil é muito alto. Comparativamente, está um pouco melhor, mas continua sendo muito alto”, diz Schiavon.

As estimativas também conseguiram identificar a diferença em relação a gênero. No total, conforme a projeção, a maior parcela de pessoas com obesidade no país seriam as mulheres, algo já reconhecido pela literatura médica.

“Se formos ver o número de cirurgias bariátricas, são três mulheres operadas para cada homem. Então, realmente há uma incidência e prevalência maior em mulheres, comparada a homens”, afirma Ricardo Cohen, coordenador do Centro de Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo.

Segundo o coordenador, o quadro pode ter relação com aspectos genéticos. Isso ainda está sendo investigado e pode ser de extrema importância para prevenção e tratamento da condição, já que, de acordo com o médico “sabemos que o grande fundamento da obesidade é genético”.

Os problemas de ter um maior número de pessoas obesas impactam diferentes facetas da sociedade, como no desenvolvimento de diabetes, hipertensão e colesterol alto. Esse cenário reflete diretamente na situação econômico dos países, tanto em relação aos gastos no tratamento das diversas doenças como na perda de capacidade produtiva.

A projeção realizada pela organização também se debruçou sobre esse ponto. Para entender esses efeitos, os pesquisadores observaram os custos diretos e os indiretos que o excesso de peso acarreta.

Aqueles chamados diretos dizem respeito às despesas tidas no tratamento da obesidade e das doenças decorrentes dela, como diabetes, mas também às relacionadas ao processo de busca de serviço de saúde, como viagens para atendimento médico.

Os casos indiretos referem-se à perda de capacidade produtiva das pessoas obesas e às mortes prematuras relacionadas à condição de excesso de peso.

Com esses pontos definidos foi mensurado que o Brasil iria mais do que quadruplicar seus custos envolvendo sobrepeso e obesidade. Estima-se que o custo total alcançou US$ 39 bilhões em 2019.  A projeção é que subiria para US$181 bilhões em 2060.

Além dos adultos, a projeção observou a obesidade em crianças e adolescentes, que deve ter um incremento de quase 100 milhões entre 2020 e 2030 em todo o planeta.

Para o Brasil, o estudo encontrou que o aumento de crianças e adolescentes obesas entre 2020 e 2030 deve ser de 3,8% a cada ano. Esse quadro, diz a federação, é categorizado como muito alto e deve ocasionar mais de 7 milhões de jovens obesos em oito anos.

“Um problema é que essas crianças e adolescentes com obesidade têm uma grande chance de também serem adultos obesos. Isso é muito preocupante porque o futuro já estaria comprometido, ou seja, já teríamos números ruins”, afirma Schiavon.

GESTÃO E CARREIRA

MULHERES FUNDADORAS DE STARTUPS AJUDAM A TRAZER EQUIDADE PARA CARGOS EXECUTIVOS

CEOs usam a própria experiencia para criar equipes de liderança mais equilibradas em relação ao gênero e incentivar a inovação

Basta olhar para as startups e constatar: as mulheres são minoria, especialmente em cargos executivos (C-level) e de liderança. Os números comprovam: de acordo com pesquisa da Associação Brasileira de Startups, em 2021, apenas 16,9% dos fundadores de startups eram mulheres. Os índices que analisam as equipes também não são muito animadores em relação à equidade de gênero. Apenas 20,8% das startups têm um número de mulheres mais expressivo no time – de 26% a 49% do total das equipes.

Para enfrentar esses números, CEOs mulheres usam a própria experiência e a empatia -um sentimento mais acolhedor – como combustível para a mudança e para conseguir nomear mais mulheres para cargos com poder de decisão. Tatiana Pimenta, CEO da Virtude, startup de telemedicina, é uma dessas mulheres que usam seu passado profissional como incentivo. Formada em engenharia civil, trabalhou em quatro multinacionais, e só respondia a diretores homens. “Perdi as contas das vezes em que comecei a falar e fui interrompida por um homem. Eu não tinha lugar de fala”, conta. Ao fundar a Virtude em 2016, ao lado do sócio Everton Hopner, Tatiana decidiu que teria uma equipe heterogênea. “Quando você tem mais diversidade na empresa, você tem olhares diversos. E homens e mulheres têm visões diferentes de mundo. Isso é fato. Ao equilibrar o time, você traz riqueza de pensamento”.

A Virtude é uma plataforma que se dedica a sessões de terapia online, tanto para pacientes quanto para empresas. Em 2020, com a pandemia, houve um enorme aumento de pacientes, e a empresa recebeu investimentos. No ano seguinte, tiveram um crescimento de 12 vezes em receita e começaram a contratar mais pessoas. Com isso, vieram mais mulheres ao C-level. Hoje, ao lado de Tatiana e Everton, estão Maíra Gracini, diretora de receita (chief revenue officer), e lzabela Yumi, diretora financeira (chief financial officer), entre as seis vagas de executivas na Virtude. Há outras mulheres em cargos de liderança, em uma empresa que hoje tem em torno de 40 funcionários – fazendo, assim, a pluralidade de visões.

Além da Virtude, outras startups fazem o mesmo movimento, com lideranças femininas. É o caso de Nilo Saúde, Chiligum, Be Beleza Tech, Woof, AuroForce e da Gupy ­ essa última atingiu o nível de 50 % de mulheres no time, em todos os níveis de liderança.

DIVERSIDADE

Mariana Dias, cofundadora e CEO da plataforma de recrutamento e seleção Gupy, defende que a equidade de gênero traz mais inovação. Por meio de seu serviço de seleção, a startup incentiva a diversidade nos times de outras empresas. A própria Gupy foi fundada com um time executivo diverso: ao lado de Mariana, estão Bruna Guimarães, diretora de operações, Guilherme Dias, diretor de marketing e produto, e Robson Ventura, diretor de tecnologia.

Mariana também sentiu na pele a desigualdade de gênero desde o início de sua trajetória profissional. “Comecei a me perguntar se nós, mulheres, conseguimos ter uma carreira corporativa com a mesma competitividade que a dos homens. Foi aí que nasceu a ideia da Gupy.” Além do C-level, composto por duas mulheres entre quatro pessoas, a Gupy tem 50% de mulheres em seu quadro, incluindo cargos de liderança nos setores de vendas, diversidade, jurídico, sucesso de cliente e marketing.

Isaiane Mendonça, cofundadora da startup AutoForce, também sentiu essa desigualdade, talvez com maior intensidade por atuar em duas áreas muito dominadas por homens: tecnologia e setor automotivo. Fundada ao lado de Tiago Fernandes e Clênio Cunha, a empresa oferece tecnologias para impulsionar a venda de veículos. A plataforma foi desenvolvida por Isaiane, formada em ciência da computação. ”No começo do projeto, os meus sócios queriam que eu continuasse sendo só web designer”, conta. “Pela frente, concordei com eles. Por trás, desenvolvi uma plataforma e a entreguei pronta. Acho que as mulheres são sempre subestimadas; é até uma questão cultural”

Isaiane conclui que mulheres na liderança só trazem benefícios para a empresa. Tanto é assim que, hoje, a líder de pessoas da AutoForce (e braço direito dos fundadores) é Thaiani Godoy. Outras duas mulheres compõem a liderança da startup, representando 40% dos cargos de chefia.

Mariana Dias concorda que mulheres na liderança trazem mais inovação. “Muitas empresas chegam até a Gupy com a meta de ter 30 % de mulheres em seu quadro de funcionários. Mas a questão é mais profunda do que isso: é preciso ter mulheres em todos os níveis, em todos os times”, diz.

ESTAR BEM

BEBER ÁGUA AO SENTIR SEDE É O SUFICIENTE PARA FICAR HIDRATADO

Pessoas com condições médicas como pedras nos rins e idosos, porém, devem considerar ingerir maior quantidade

Você passou algum tempo nas redes sociais ou visitou um evento esportivo ultimamente, com certeza foi bombardeado com incentivos para beber mais água. Influenciadores e celebridades arrastam garrafas de água como se fosse o novo acessório da moda.

No Twitter, robôs constantemente nos lembram de ter mais tempo para nos hidratar. Os supostos benefícios do amplo consumo de água são aparentemente infinitos, desde melhora da memória e da saúde mental, aumento da energia e pele mais bonita. “Mantenha-se hidratado” tornou-se uma nova versão da velha saudação “fique bem”.

Mas o que significa exatamente “manter-se hidratado”? “Quando leigos discutem desidratação, eles querem dizer a perda de qualquer líquido”, diz Joel Topf, nefrologista e professor clínico assistente de medicina na Universidade de Oakland, em Michigan (Estados Unidos).

Mas essa interpretação “está sendo completamente exagerada”, diz Kelly Anne Hyndman, pesquisadora da função renal na Universidade do Alabama em Birmingham. Manter-se hidratado é definitivamente importante, disse ela, mas a ideia de que o simples ato de beber mais água tornará as pessoas mais não é verdade. Também não é correto que a maioria das pessoas estejam cronicamente desidratada ou que devamos beber água o dia todo.

Do ponto de vista médico, acrescenta Topf, a medida mais importante de hidratação é o equilíbrio entre eletrólitos como sódio e água no corpo. E você não precisa beber copos e copos de água ao longo do dia para mantê-lo.

QUANTA ÁGUA DEVO BEBER?

Todos nós fomos ensinados que oito copos de água por dia é o número mágico para todos, mas essa ideia é um mito, diz Tamara Hew-Butler, cientista de exercícios e esportes na Universidade Estadual Wayne.

Fatores únicos, como o tamanho do corpo, a temperatura externa e o quanto você respira e sua determinarão quanto liquido você precisa ingerir, disse ela. Uma pessoa de 90 kg que acabou de caminhar 16 quilômetros no calor obviamente precisará beber mais água do que uma gerente de escritório de 55kg que passou o dia em um prédio com temperatura controlada.

A quantidade de água de que você precisa em um dia também dependerá da sua saúde. Alguém com uma condição médica como insuficiência cardíaca ou pedras nos rins pode exigir uma quantidade diferente de alguém que toma medicamentos diuréticos, por exemplo. Ou você pode precisar alterar a ingestão se estiver doente, com vômitos ou diarreia.

Para a maioria das pessoas jovens e saudáveis, a melhor maneira de se manter hidratado é simplesmente beber quando sentir sede, disse Topf. As pessoas idosas, na faixa dos 70 e 80 anos, podem precisar prestar mais atenção na ingestão suficiente de líquidos, porque a sensação de sede pode diminuir com a idade.

Apesar da crença popular, não confie na cor da urina para indicar com precisão o seu estado de hidratação, disse Hew-Butler. Sim, é possível que a urina amarelo-escura ou âmbar possa significar que você está desidratado, mas não há ciência sólida que sugira que a cor, por si só, exige uma bebida.

TENHO QUE BEBER ÁGUA PARA ME MANTER HIDRATADO?

Não necessariamente. Do ponto de vista puramente nutricional, a água é uma escolha melhor do que opções menos saudáveis, como refrigerantes açucarados ou sucos de frutas. Mas quando se trata de hidratação qualquer bebida pode adicionar água ao seu sistema, diz Hew-Butler. Uma noção popular é que tomar bebidas com cafeína ou álcool irá desidratá-lo, mas se isso for verdade o efeito é insignificante, disse Topf (Um ensaio controlado randomizado de 2016 com 72 homens, por exemplo, concluiu que os efeitos hidratantes da água, cerveja, café e chá eram quase idênticos.

Você também pode obter água do que você come. Alimentos e refeições ricos em líquidos, como frutas, legumes, sopas e molhos, contribuem para a ingestão de água. Além disso, o processo químico de metabolização dos alimentos produz água como subproduto, o que também aumenta sua ingestão, afirma Topf.

PRECISO ME PREOCUPAR COM OS ELETRÓLITOS?

Alguns anúncios de bebidas esportivas podem fazê-lo pensar que precisa estar constantemente reabastecendo eletrólitos para manter seus níveis de controle, mas não há razão científica para a maioria das pessoas saudáveis tomarem bebidas com eletrólitos adicionados, afirma Hew-Butler.

Eletrólitos como sódio, potássio, cloreto e magnésio são minerais eletricamente carregados que estão presentes nos fluidos do corpo (como sangue e urina) e são importantes para equilibrar a água em seu corpo. Eles também são essenciais para o bom funcionamento dos nervos, músculos, cérebro e coração.

Quando você fica desidratado, a concentração de eletrólitos no sangue aumenta e o corpo sinaliza a liberação do hormônio vasopressina, que reduz a quantidade de água liberada na urina para que você possa reabsorvê-la de volta no corpo e recuperar o equilíbrio.

A menos que você esteja em uma circunstância incomum – fazendo exercícios muito intensos no calor ou perdendo muito líquido por vômito ou diarreia -, não precisa reabastecer os eletrólitos com bebidas esportivas ou outros produtos carregados deles. A maioria das pessoas obtém eletrólitos suficientes nos alimentos.

BEBER MAIS ÁGUA, MESMO SEM SEDE, MELHORA A SAÚDE?

 Não. É claro que pessoas com certas condições, como cálculos renais ou a doença renal policística autossômica dominante, mais rara, podem se beneficiar fazendo um esforço para beber um pouco mais de água do que a sede lhes diria, diz Topf.

Mas, na realidade, a maioria das pessoas saudáveis que culpam o mal-estar por estarem desidratadas podem estar se sentindo mal porque estão bebendo água demais, especula Hyndman. “Talvez elas fiquem com dor de cabeça ou se sintam mal, e pensem: ‘Ah, estou desidratada, preciso beber mais’, e continuam bebendo mais e mais água, e acabam se sentindo cada vez pior.

Se você beber mais do que seus rins podem excretar, os eletrólitos no sangue podem ficar muito diluídos e, no caso mais leve, podem fazê-lo se sentir “desligado No caso mais extremo, beber uma quantidade excessiva de água em um curto período de tempo pode  levar a uma condição chamada hiponatremia ou “intoxicação por água”.

“É muito assustador e ruim”, diz Hyndman. Se os níveis de sódio ficarem muito baixos, isso pode causar inchaço cerebral e problemas neurológicos, como convulsões, coma ou até morte.

Em 2007, uma mulher de 28 anos morreu de hiponatremia após supostamente beber quase 8 litros de água em três horas enquanto participava de um concurso de uma estação de rádio que desafiava os participantes a beber água e depois, passar o maior tempo possível sem urinar.

COMO SABER SE ESTOU BEM HIDRATADO?

Seu corpo lhe dirá. A ideia de que manter-se hidratado requer cálculos complexos e ajustes instantâneos para evitar consequências terríveis para a saúde é simplesmente bobagem, dizem especialistas. E uma das melhores coisas que você pode fazer é parar de pensar demais.

O melhor conselho para se manter hidratado, segundo Topf, é o mais simples: beba água quando sentir sede.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

SAIBA COMO IDENTIFICAR E TRATAR O TRANSTORNO DE IMAGEM

O principal sinal é o ‘divórcio’ entre a autopercepção e a percepção dos outros; diagnóstico deve ser feito por especialista em saúde mental

Você abre a rede social e dá de cara com aquela pessoa que tem uma imagem escultural. Vai ao espelho e, imediatamente, se compara com ela. Algumas situações ocorrem na sua mente: entende que esse é um corpo inatingível, que pode até ser que tenha filtro na fotografia e que cada pessoa é de um jeito. Para pessoas que sofrem com transtorno de imagem, não é tão simples assim.

“Ele também é conhecido tecnicamente como transtorno dismórfico corporal e envolve pessoas que acreditam serem portadoras de algum ‘defeito’ que lhes confere feiura ou as fazem ser o centro negativo das atenções. O caso pode ocorrer por uma crença no que chamam de um nariz torto, um cabelo sem valor, um rosto quadrado, pernas tortas, etc.”, explica o psiquiatra Rodrigo de Almeida Ramos.

Para a coordenadora do curso de Nutrição do Centro Universitário Braz Cubas, Daniela Cotrim, mesmo que indiretamente, as redes sociais podem estimular o enquadramento a um padrão de beleza estigmatizado. “A mídia social pode desencadear comparações sociais negativas que levam os usuários a acreditar que os outros são mais felizes ou têm uma vida melhor, levando a expectativas irrealistas e feedbacks negativos”, avalia.

Na opinião de Ramos, as redes sociais não interferem necessariamente na causa da doença. “O transtorno de imagem é hoje considerado como parte integrante do espectro obsessivo-compulsivo. Mas as redes sociais são uma arma perigosíssima na mão dos pacientes. Podem trazer a ideia de que uma cirurgia plástica ou uma humanização facial resolveria o problema. Mas não resolveria. Porque não se soluciona problema de mundo interno atuando no mundo externo”, considera

TRANSTORNO DE IMAGEM X TRANSTORNO ALIMENTAR

O transtorno de imagem não está necessariamente ligado ao comportamento alimentar, como explica Rodrigo de Almeida Ramos. “Por outro lado, o transtorno alimentar corresponde a um conjunto de doenças que alteram o padrão de consumo de alimentos do indivíduo, fazendo com que a saúde fique globalmente prejudicada”, diz. São exemplos de transtorno alimentar a anorexia, a bulimia e a compulsão alimentar.

“Nem todos esses transtornos têm como efeito o emagrecimento, mas também, podem levar à obesidade, uma vez que fazem com que os indivíduos nunca se sintam satisfeitos. A prática de atividades físicas são de extrema relevância para manter uma boa qualidade de vida”, acrescenta a professora de Nutrição Daniela Cotrim.

Para a nutricionista, nesse culto ao corpo, as pessoas têm uma preocupação exacerbada com a parte física. “Elas buscam aproximar sua forma aos padrões de beleza que são exibidos pela mídia, envolvendo a prática de atividades físicas, dietas e cirurgias plásticas”, observa. Como nem sempre é possível alcançar os padrões exibidos, cria-se uma insatisfação nas pessoas que tentam alcançar esse ideal de beleza.” Esse fator está contribuindo para o aumento dos casos de distúrbios alimentares, associados a motivos psicológicos”, ensina.

QUAIS OS SINAIS?

O transtorno de imagem é um diagnóstico complexo que precisa ser feito por um especialista em saúde mental. “O grande segredo está no “divórcio” entre a autopercepção e a percepção dos outros. Ou seja, o que a pessoa considera um defeito ou um problema pode nem ser observável pelos outros ou ser algo muito discreto”, esclarece Ramos.

Além disso, de acordo com o psiquiatra, a pessoa costuma se ver frequentemente no espelho, se arruma excessivamente, troca de roupas diversas vezes para um evento e nunca se sente satisfeita.

“Com muita frequência, ela se compara com os outros e na sua opinião sai perdendo. Essas preocupações costumam ser tão intensas que trazem prejuízos na vida do indivíduo tanto socialmente como no trabalho e escola”, afirma. “A apreensão com a auto imagem não está relacionada ao peso e às formas de perdê-lo, porque nesse caso estamos falando de um transtorno alimentar.

CONHEÇA OS TRANSTORNOS MAIS COMUNS

As perturbações dos comportamentos alimentares são mais comuns do que se imagina. E elas podem causar um prejuízo emocional e na qualidade de vida dos pacientes. “Esses indivíduos se sentem motivados a comer menos ou mais do que a quantidade habitual, levando a um comportamento fora do controle que pode trazer diversas consequências nocivas à saúde”, destaca Daniela.

Os transtornos alimentares, em geral, são tratados com acompanhamento médico, por intermédio do atendimento de um psiquiatra, e psicológico, com psicoterapia, que vai entender os “gatilhos” emocionais e tentar ressignificá-los em busca de maior qualidade de vida.

Daniela apontou algumas dicas de como identificar transtornos alimentares e auxiliar alguém que esteja sofrendo com eles.

A anorexia nervosa, por exemplo, caracteriza-se pela perda voluntária de peso, motivada pelo desejo de emagrecer e o medo de engordar. Os comportamentos mais comuns da doença são a redução da alimentação, excesso de exercícios físicos, utilização de redutores de apetite, laxantes e os vômitos provocados. Assim, quem tem anorexia apresenta como resultado a desnutrição progressiva e transtornos físicos e mentais. Entre os sinais de alerta estão peso muito abaixo do normal, preocupação em não aumentar o peso, distorção da imagem corporal, inibição do ciclo menstrual, gastrite e anemia.

Na bulimia, há um consumo excessivo de alimentos em uma única refeição, seguidos de episódios que buscam contar ou amenizar os efeitos da compulsão – vômitos autoinduzidos, uso de laxantes, excesso de exercícios. Geralmente, quem tem bulimia oculta suas ações, pois se envergonha de seus atos. Os problemas mais comuns são a perda de potássio, inflamação do esôfago, desequilíbrio eletrolítico e danos no esmalte dos dentes. Fique atento a dor de garganta, problemas nas glândulas salivares, erosão do esmalte dentário, irritação intestinal (uso abusivo de laxantes) e desequilíbrio de eletrólitos.

Caracterizado por episódios sequenciais de compulsão, o transtorno de compulsão alimentar periódica (TCAP) difere da bulimia, pois não é seguido de métodos purgativos e não apresenta preocupação irracional com a forma corporal. Quem tem o transtorno só consegue parar de comer ao sentir desconforto físico. Entre os sinais de alerta estão comer de forma exagerada (mesmo sem fome), dificuldade para parar de comer, consumo de alimentos estranhos (macarrão cru, feijão gelado) e comer muito rapidamente e escondido.

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