OUTROS OLHARES

EDUCAÇÃO ERÓTICA

Erika Lust, a sueca que revolucionou a indústria pornô feminina, lança projeto educativo para encorajar pais e professores a encararem o ambiente on-line

Em um passado nem tão distante, crianças e adolescentes descobriam a pornografia quando encontravam uma revista ou um VHS mal escondidos em casa. Quem tinha sorte achava algo que contribuía positivamente para a vida adulta. A maioria, certamente, não. E agora? O que acontece com a geração que tem seu primeiro contato com o sexo pelo streaming, entre cenas misóginas, violentas e carregadas de imagens que o cérebro ainda em formação não está pronto para assimilar?

Foi pensando nisso que a maior diretora de filmes eróticos para mulheres, a sueca Erika Lust, acabou de lançar a “Porn conversation”, plataforma de conteúdos educativos criada em parceria com a sexóloga americana Avril Louise Clarke e a educadora sexual porto-riquenha Bianca Laureano.

Disponível on-line, o material está dividido em apostilas e direcionado para três faixas etárias: de 8 a 11; de 12 a 15; e mais de 16 anos. No trabalho, o trio convida pais e professores a encararem um assunto que costuma gerar calafrios: a pornografia na internet.

Temas como aceitação do corpo, questões de gênero, racismo, objetificação da mulher e sexualização de crianças e adolescentes permeiam o material sem fins lucrativos. Assim como os conceitos de consentimento e limites. “A verdade é que as crianças estão tropeçando em conteúdos pornográficos aos 9 anos. Não podemos acreditar que filtros ou apps servirão de escudos capazes de afastá-las disso tudo e nos excluir desta responsabilidade”, explica Erika, mãe de duas adolescentes, Liv e Lara, de 11 e 14 anos.

Desmistificar a pornografia – e entender sua necessidade, sobretudo no universo feminino – é, sem dúvida, uma das maiores especialidades da cineasta radicada em Barcelona desde os anos 2000. Dona de ideias visionárias, foi ela uma das principais responsáveis por detectar no mercado, há quase 20 anos, a escassez de produções eróticas voltadas para mulheres, livres dos estereótipos de gênero e a da fetichização nociva. Foi assim que, em 2004, lançou “The good girl”, curta em que as mulheres deixavam de ser mero objeto masculino e começavam a ter seus reais desejos retratados. Em 2007, com a série de curtas intitulada “Cinco histórias para ela”, estabeleceu-se definitivamente no segmento, até então também dominado pelo sexo masculino. Com o premiado “X-Confessions”, mix de plataforma de cinema adulto on-line e projeto de financiamento coletivo, transformou fantasias anônimas em curtas-metragens, com direito a cenas de sexo explícito e artístico. De lá para cá, dirigiu mais de 130 curtas e produziu outros 150, abrindo espaço para uma legião de diretoras dedicadas ao gênero.

Os filmes que levam a assinatura de Erika (ou de sua produtora homônima, comandada ao lado do sócio e marido, o argentino Pablo Dobner, com quem é casada há 20 anos) são famosos pela fotografia elegante. Chegaram a ser exibidos em salas de cinema convencionais em Berlim, Londres, Paris, Los Angeles e Nova York. “Quando me lancei na carreira, perguntavam muito se minhas filhas sabiam da minha profissão. Com o passar dos anos, me vi na porta do colégio respondendo a outras mães como poderíamos afastar as crianças da internet e seus conteúdos inadequados”, conta.

Pablo, o marido, endossa o pioneirismo de Erika, mas separa bem a pessoas física e jurídica: “Todo mundo pensa que essa mulher, que fala sobre sexo e pornografia com tanta naturalidade, é super extrovertida. Mas não. Ela gosta de ficar em casa, ler, viver com tranquilidade. E é dona de uma força que a faz sempre abandonar a zona de conforto e sair ao mundo para discutir ideias, mostrar o novo”, diz.

A cineasta, também formada em Ciências Políticas pela Universidade de Lund, na Suécia, ressalta a importância da postura dos pais, que devem evitar frases castradoras ou expressões de desapontamento, mesmo diante dos conteúdos mais duvidosos.

Defende que, já nas primeiras mudanças do corpo, assuntos que vão de masturbação até pornografia devem vir à tona e não precisam de conversas com hora marcada. “Podemos falar naturalmente, sem que se dê toda a importância do mundo. Se fizermos do diálogo grandes acontecimentos, as crianças tendem a se assustar ou mesmo se envergonhar. Uso sempre a tática: ‘Ah, agora que você está usando o tablet,sabia que pode aparecer muita coisa diferente por ali, né?’, diz Pablo Dobner.

Em casa, além de mãe, Erika também exerce o papel de sexóloga. Conta que já foi surpreendida, numa das festas do pijama das filhas, com uma pergunta sobre o que significava blowjob (termo em inglês para o sexo oral masculino).

“A verdade é que nossos filhos escutam tudo, pesquisam no Google melhor do que muitos de nós e, a partir daí, deparam-se com as mais variadas interpretações,” afirma.

Mesmo vivendo em uma cidade cosmopolita como Barcelona – e num dos bairros gays mais famosos da Espanha, o Eixample, onde a liberdade de expressão é pulsante -, a cineasta ainda se surpreende com a distância entre pais e filhos na própria vizinhança. “Lara e Liv já tiveram que emprestar absorventes na escola para as colegas, meninas assustadas com ‘aquele sangue que, de repente, escorria pelo meio das pernas’. Nossas crianças têm de conhecer o próprio corpo. Precisam estar preparadas tanto para a menstruação quanto para primeiras relações sexuais, que só devem acontecer quando elas quiserem, não replicando algo que viram pela internet. Precisamos entender que o sexo é algo que acompanha nossa vida desde sempre, assim como a pornografia”. Palavra de expert.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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